Hipótese do Mercado Eficiente

Aula 4 Hipótese do Mercado Eficiente

Objetivo da aula:

Hipótese do Mercado Eficiente supõe que os preços dos ativos financeiros já levam em consideração todas as informações disponíveis, ao alcance de todos os que atuam no mercado. Como todas as informações sobre o desempenho passado que existem já estão embutidas no preço vigente, o único fator que altera seu preço é a chegada de nova informação. Antecipar a nova informação ser positiva ou negativa é evento aleatório; logo, os preços dos ativos seguem caminho aleatório [random walking]. A regra prática deduzida da Hipótese do Mercado Eficiente é os investidores selecionarem carteira de ações de maneira a acompanhar o índice representativo do mercado, na medida em que buscar superá-lo, anual e consistentemente, seria objetivo infrutífero.

Escolha de portfólio considerando relação entre retorno e risco

Aula 3 Escolha de portfólio considerando risco e retorno

Objetivo da aula:

Qualquer carteira diversificada de investimentos é mais segura do que a totalidade dos recursos disponíveis aplicada em um único ativo selecionado.  Se a covariância entre os vários ativos, na carteira, não for completa (100%), o risco total dela é menor do que da simples soma dos riscos de cada ativo, considerado em separado. Logo, o portfolio que contenha ativos que serão afetados em direções opostas por eventos futuros, compensando-se, é menos arriscado do que cada ativo particular que o compõe. Enquanto o retorno da carteira diversificada equivalerá à média ponderada das taxas de retorno de seus componentes individuais, a volatilidade resultante será inferior à média das volatilidades desses componentes.

Escolhas de Investimentos via Fluxos de Caixa Descontados

Aula 2 Escolha de investimentos via fluxos de caixa descontados

Objetivo da aula:

Uma das Idéias Capitais das Finanças Racionais é, simplesmente, a de que “tempo é dinheiro”. Refere-se ao fato de que determinada quantia de dinheiro, se recebida hoje, vale mais do que a mesma quantia recebida no futuro. Ela está na raiz do princípio de que os fluxos de caixa futuros devem ser descontados, para se avaliar o valor atual do investimento. Para manter o valor do dinheiro no tempo, o capital emprestado (ou investido) em determinado período deve ser remunerado à taxa de juros que, ao menos, preserve o poder aquisitivo do valor originalmente utilizado. Quando se trouxer o valor de determinado investimento ao tempo presente, o custo de oportunidade deve ser considerado em sua avaliação, pois ele representa o valor que seria obtido na opção que foi descartada em favor da, de fato, tomada.

Ler mais: Como Usar Calculadora Financeira

Teorias das Decisões Financeiras

Aula 1 Teorias das Decisões Financeiras

Objetivo da Aula:

Mostrar que, depois de 250 anos da história do pensamento econômico, neste início de milênio/século, retoma-se a característica multidisciplinar dos primórdios da ciência. Antes, havia apenas a filosofia para tratar dos fenômenos sociais e do comportamento individual. Os primeiros economistas, por terem se formado no debate filosófico, acabaram sendo os psicólogos de seu tempo. Hoje, os cientistas econômicos estão empenhados em saber o que nos leva a gastar, vender ou investir. Para chegar mais perto dessa resposta, áreas distintas da ciência estão somando recursos para estruturar o campo de estudo destinado a cumprir essa tarefa: a chamada neuroeconomia. Ela é resultado da união de ferramentas de investigação e conhecimentos da filosofia, psicologia, sociologia, economia e neurologia, com a ajuda de aparelhos de diagnóstico por imagem de ressonância magnética.

Com o conhecimento maior de como funciona a mente humana, diminui nossa ignorância a respeito de como outras pessoas se comportam. Antes, o modelo racionalista utilizava o recurso de extrapolar o pensamento racional para todas as pessoas. Agora, o modelo comportamental constata que as decisões econômicas tomadas por impulso estão, primordialmente, relacionadas à região do cérebro ligada à emoção. O processo cognitivo envolvido nas decisões racionais se encontra em outra região cerebral, cujo processamento seqüencial de representações abstratas é defasado em relação ao ágil processamento paralelo de impressões e sentimentos daquelas decisões intuitivas.

Pesquisadores em Economia Comportamental (ou Psicologia Econômica) apontam a influência dos fatores individuais, abandonando a uniformidade comportamental, suposta pela “racionalidade genérica” do homo economicus, no momento de escolher. Reconhecem que há fatores variantes também entre grupos sociais no tocante à capacidade de suportar frustrações, ao tamanho das ambições, e à visão de curto ou de longo prazo. Por isso, os elementos psicológicos, assim como os filosóficos e os sociológicos, fazem parte dos estudos contemporâneos de Economia.

Microeconomia Moderna: Programa e Bibliografia

UNICAMPUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE EXTENSÃO – ESPECIALIZAÇÃO EM ECONOMIA FINANCEIRA

ECO- 213 MICROECONOMIA MODERNA

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: Apresentar as teorias microeconômicas modernas das decisões financeiras em situações de incerteza: Finanças Racionais (fluxo de caixa descontado, diversificação do risco e eficiência do mercado), Finanças Comportamentais (viés heurístico, dependência da forma, ineficiência do mercado) e Arte da Especulação (teoria da reflexividade e práxis do especulador profissional).

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