Ações de Impacto

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, sugere: se você está tentando soltar as amarras da originalidade, aqui estão algumas medidas práticas possíveis tomar.

  1. Os primeiros passos são destinados a indivíduos com desejo de gerar, reconhecer, expressar e defender novas ideias.
  2. O conjunto seguinte é para líderes com aptidão de estimular ideias inovadoras e construir culturas acolhedoras divergências.
  3. As recomendações finais são voltadas para pais e professores com propósito de deixar as crianças se sentirem mais à vontade para marcar posições criativas ou morais contra o status quo.

A fim de estimar sua criatividade em uma avaliação gratuita, visite o site http://www.adamgrant.net (em inglês).

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A Professora: baixe o livro da Maria da Conceição Tavares

“Não quero que ele fale só; quero que escute o seu discípulo falar por sua vez” (Montaigne [1533-1592] em Ensaios: Da Instrução de Crianças).

Há muita sabedoria acumulada na relação entre mestre e aluno. Ninguém poderá ser mestre na escrita sem ter sido antes aluno. O mestre diante da turma se encontra na difícil situação de quem se espera, sempre e necessariamente, ter a razão. Sua missão de educador é vista como a de revelador da verdade. Mas o verdadeiro mestre não é o repetidor de alguma verdade, provisória tal como toda verdade demonstra ser. Ele ensina sim o método de busca, pois a verdade é sobretudo o caminho da verdade.

O mestre duvida de si mesmo e se deixa persuadir. Seu ensino mais relevante não está no dito por ele, mas sim no não dito – e descoberto pelo ex-aluno. “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”, definiu João Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”.

Obs.: alguns (bem poucos) erros foram detectados na versão divulgada antes. A editora conseguiu fazer as alterações para uma versão final:

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Psicologia Comportamental

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, sugere: imagine você como um executivo em uma montadora de automóveis. Por causa de problemas econômicos, precisa fechar três fábricas e demitir 6 mil funcionários. Você pode escolher entre dois planos:

O Plano A salvará uma das três fábricas e 2 mil empregos.

O Plano B tem um terço de chance de salvar todas as três fábricas e todos os 6 mil empregos, mas a probabilidade de dois terços de não salvar coisa alguma, nem fábrica nem empregos.

A maioria das pessoas prefere o Plano A. No estudo original, 80% escolheram a jogada de segurança em vez de correr o risco. Mas suponha que nós lhe déssemos um conjunto diferente de opções:

O Plano A sacrificará duas das três fábricas e 4 mil empregos.

O Plano B tem dois terços de chance de sacrificar as três fábricas e os 6 mil empregos, mas a probabilidade de um terço de salvar tudo, fábricas e empregos.

Logicamente, essas opções são as mesmas oferecidas anteriormente. Do ponto de vista psicológico, porém, não parecem iguais. Neste caso, 82% das pessoas escolheram o Plano B. As preferências se inverteram.

No primeiro caso, as opções estão apresentadas em termos de ganhos. Preferimos o Plano A porque temos aversão ao risco quando se trata de benefícios. Se existe certa vantagem, gostamos de nos agarrar a ela e protegê-la. Optamos pela jogada de segurança para garantir a salvação de 2 mil empregos em vez de correr o risco onde poderia deixar todo mundo desempregado. Afinal, mais vale um pássaro na mão do que dois voando.

No segundo caso, porém, deparamos com uma perda garantida. Agora estamos dispostos a fazer o que for preciso para evitar essa perda, mesmo que isso implique o risco de sofrer uma ainda maior. Perderemos milhares de empregos de um jeito ou de outro, ou seja, melhor mandar a cautela às favas e apostar alto, na esperança de não perder nada.

Essa linha de pesquisa foi conduzida pelos psicólogos Amos Tversky e Daniel Kahneman e ajudou a lançar o campo da Finanças Comportamentais, além de dar a Kahneman um prêmio Nobel. Revelava que somos capazes de alterar drasticamente nossas avaliações de risco com base em uma simples troca de poucas palavras para enfatizar perdas em vez de ganhos. Esse conhecimento tem implicações profundas na compreensão de como motivar as pessoas a correr riscos.

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Formação de Coalizões

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, afirma: ao procurar alianças com grupos que comungam de nossos valores, nós subestimamos a importância de compartilhar táticas e estratégias.

Recentemente, sociólogos mapearam a emergência de alianças incomuns nos movimentos sociais – como coalizões entre ativistas ambientais e do movimento gay, feministas e pacifistas, uma base de fuzileiros navais e uma tribo de nativos americanos. Eles descobriram táticas comuns serem um importante fator indicativo de alianças.

Mesmo envolvidos em causas diferentes, os grupos encontram afinidades quando usam os mesmos métodos de engajamento. Se você passou a última década participando de marchas e protestos, é fácil ter uma sensação de identidade e espírito comunitário com outra organização que trabalha da mesma forma.

As sufragistas formadoras de alianças com as ativistas da temperança eram mais moderadas em seus métodos, o que ajudou os dois grupos a encontrarem um solo comum. Quando as mulheres estavam organizando clubes de WCTU, uma líder original lançou os clubes sufragistas. Ambos os grupos tinham vasta experiência com lobby e edição de jornais. Começaram a atuar juntos em trabalhos de lobby, discursos em frente a câmaras legislativas estaduais, publicação de artigos e distribuição de material impresso, encontros públicos, passeatas e debates.

Juntas, as ativistas do sufragismo e da temperança convenceram diversos estados a aprovar o voto feminino. Ao fazerem isso, as sufragistas descobriram um princípio profundo da conquista de aliados. Esse princípio é mais bem ilustrado pelo caso da jovem e visionária empreendedora que encontrou um modo surpreendente de fazer seus críticos darem uma chance à sua ideia.

A percepção-chave é uma teoria Cachinhos Dourados da formação de coalizões. Os originais dão início a um movimento e costumam ser os membros mais radicais, com ideias e ideais às vezes se revelando fortes demais para quem os segue. A fim de formar alianças com grupos opostos, o melhor é temperar a causa, esfriando-a tanto quanto possível. No entanto, para as pessoas se sentirem atraídas pela causa, é necessária uma mensagem temperada com moderação, mas não pode ser nem quente nem fria demais, mas no ponto certo.

Costumamos supor objetivos compartilhados unirem as pessoas, mas a verdade é, com frequência, eles provocarem desunião. Um prisma para a compreensão dessas fraturas é o conceito de hostilidade horizontal. Embora tomem parte em um objetivo fundamental, os grupos radicais costumam falar mal dos aliados situados mais perto da corrente convencional e dominante, chamando-os de impostores e vendidos. Sigmund Freud explica: “São justamente as pequenas diferenças em pessoas de resto semelhantes as formadoras a base dos sentimentos de estranheza e hostilidade entre elas.”

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Ideia Original

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, pergunta: na última vez que você teve uma ideia original, o que fez com ela?

Embora os Estados Unidos sejam uma Nação dita capaz de valorizar a individualidade e a expressão de seu modo único de ser, quando a questão é a busca por excelência e o medo do fracasso, a maioria dos americanos prefere se acomodar a se destacar. “Em matéria de estilo, nade com a corrente”, teria dito Thomas Jefferson, mas “em matéria de princípios, fique firme como uma rocha”.

A pressão pela realização nos leva a fazer o oposto. Encontramos modos superficiais de parecer originais – uma gravata-borboleta, talvez, ou sapatos vermelhos brilhantes – sem assumir o risco de sermos originais de fato. Quando se trata das ideias poderosas que temos na cabeça e dos valores essenciais que trazemos no coração, optamos pela autocensura.

Se há tão poucos originais na vida é porque as pessoas têm medo de levantar a voz e sobressair. Quais serão os hábitos de quem estende a originalidade além da aparência e chega à ação?

Para ser um original, você precisa assumir riscos radicais. Essa crença está tão profundamente arraigada em nossa psique cultural que é raro pararmos para pensar no assunto.

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Crianças Prodígios na Prática, mas não na Criatividade

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, afirma: as pressões para aceitarmos as convenções começam muito mais cedo em relação ao pensado usualmente. Se considerarmos os indivíduos ainda antes de crescer e deixar sua marca no universo, é provável o primeiro grupo no qual pensaremos seja o das crianças prodígios.

Porém, as crianças prodígios raramente mudam o mundo. Ao estudar as pessoas mais importantes e influentes da história, psicólogos percebem muitas delas não tiveram talentos excepcionais quando crianças. E se você reunir um grupo grande de crianças prodígios e acompanhá-las ao longo da vida, descobrirá elas não ofuscarem seus colegas menos precoces nascidos em famílias de recursos semelhantes.

Intuitivamente, faz sentido. Presumimos o que essas crianças têm de inteligência lhes falta em traquejo social. Embora tenham todos os trunfos intelectuais, carecem de habilidades sociais, emocionais e pragmáticas para enfrentar os desafios da vida em sociedade. Quando examinamos os fatos, porém, essa explicação cai por terra: menos de um quarto das crianças superdotadas sofre de problemas sociais e emocionais. A maioria é bem ajustada e se sente tão à vontade em uma festinha quanto em uma competição escolar.

Embora as crianças prodígios em geral tenham tanto talento quanto ambição, o que as impede de fazer o mundo avançar é o fato de não aprenderem a ser originais. Enquanto elas tocam no Carnegie Hall, vencem as Olimpíadas de ciências e se tornam campeãs de xadrez, algo trágico ocorre: a prática leva à perfeição, mas não ao novo.

Os superdotados aprendem a executar magníficas melodias de Mozart e lindas sinfonias de Beethoven, mas nunca compõem as próprias sinfonias. Concentram sua energia em assimilar o conhecimento científico existente, não em produzir novas abordagens. Adaptam-se às regras codificadas de jogos já estabelecidos em vez de inventar novas regras para seus próprios jogos. Ao longo do caminho, seu esforço é voltado para obter a aprovação dos pais e a admiração dos professores.

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Originais: Como os inconformistas mudam o mundo

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, recorda, anos atrás, os psicólogos terem descoberto existirem dois caminhos para a realização, um o conformismo, outro a originalidade. Conformismo significa seguir a multidão, percorrendo os caminhos convencionais e mantendo o status quo. Originalidade é tomar o caminho menos trilhado, defendendo um conjunto de ideias novas contrárias o pensamento corrente, mas, no fim, resultantes em algo melhor.

É claro nada ser completamente original, uma vez que todas as nossas ideias são influenciadas pelo aprendido com o mundo à nossa volta. Estamos sempre pegando pensamentos emprestados, seja de forma intencional ou inconsciente. Somos todos vulneráveis à “cleptomnésia” – a lembrança acidental de ideias alheias como se fossem nossas. Segundo minha definição, a originalidade envolve introduzir e impulsionar uma ideia relativamente incomum em determinada área de modo a ser beneficiada por ela.

A originalidade começa com a criatividade: a geração de um conceito ao mesmo tempo novo e útil. Mas não é só isso. Pessoas originais são aquelas capazes de tomar a iniciativa de transformar sua visão em realidade.

O propósito deste livro é mostrar como todos nós podemos nos tornar mais originais. E existe uma pista surpreendente sobre isso no navegador quando você usa para acessar a internet em busca de informações úteis – não de memes em feicebuque e uotzap.

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