Fuga de Capitais: o último apague a luz do aeroporto!

Adriana Cotias (Valor, 26/05/21) informa: a diversificação para classes de ativos internacionais ganhou tração nos meses após a pandemia de covid-19, de março de 2020 para cá. Mesmo com o câmbio depreciado, o investidor entrou na especulação global a respeito do futuro — se ele não existe até o atual governo ser derrotado na eleição do próximo ano –, mas o seu “bye bye, Brazil” não significa necessariamente mandar poupança para fora do país.

Juros estruturalmente mais baixos no Brasil e a percepção de que o mercado externo tende a se recuperar mais rápido têm embalado essa movimentação. O acesso também ficou mais fácil.

Fundos globais, recibos de ações de empresas e ativos estrangeiros (BDR) negociados na B3 e Fundos de Índice (ETF) estão entre os veículos usados para alternativas representativas do risco além fronteiras

Para se ter uma ideia, levantamento da J.P. Morgan Asset com fundos globais “puro sangue”, que investem 100% no exterior, mostra que a categoria reunia ao fim de março R$ 58,9 bilhões, 214% acima dos R$ 18,7 bilhões de 12 meses atrás. O número de cotistas mais que quintuplicou, superando 335 mil investidores.

Esse ritmo supera o crescimento da indústria de fundos em muitas vezes, mas ainda é a “pontinha do iceberg”, quando se leva em conta o tamanho do setor, com R$ 5,4 trilhões de ativos, e uma expansão anual de 18,4% até março – só considerando os fundos líquidos. A base total da indústria é de 19,4 milhões de cotistas.

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Seleção da Carteira de Ativos com Expectativa de Alta dos Juros

Adriana Cotias (Valor, 28/05/21) informa: os Fundos de Crédito Privado voltaram a atrair a atenção do investidor, tanto nas plataformas quanto nos bancos de varejo. A compra direta de dívida corporativa e de títulos bancários também ganhou adeptos, à medida que emissores oferecem bons prêmios para cativar o aplicador que quer dar um pé atrás no risco de bolsa.

O investidor brasileiro tem memória curta. Estamos voltando a ver captação em fundo com descasamento entre ativos e passivos, com liquidez curta e investimento em dívida longa. Em meio ao estresse da pandemia, no ano passado, muitos investidores sacaram seus recursos dessas carteiras porque não aguentaram cotas negativas.

A captação em fundos de crédito reflete a preocupação do investidor de buscar um retorno extra, sem ficar de peito aberto em alternativas aparentemente mais arriscadas.

Conforme recorte feito pelo economista Marcelo D’Agosto, do Guia Valor de Fundos de Investimentos, considerando-se o conjunto de fundos disponíveis em plataformas e nos principais bancos de varejo, os portfólios de crédito privado atraíram neste ano R$ 4,57 bilhões até 21 de maio. As carteiras com debêntures incentivadas tiveram ingressos de outros R$ 863 milhões. Estratégias ligadas a juro real, por sua vez, receberam R$ 2,7 bilhões no ano.

Em sentido contrário, a categoria renda fixa ativo perdeu R$ 16,6 bilhões. Como essas carteiras têm muita exposição a títulos prefixados, com a queda de preços no secundário no primeiro trimestre, muitos fundos ficaram no vermelho, diz D’ Agosto. “Quando o cotista vai buscar explicações, acaba sendo oferecida a opção de sacar e investir em outra modalidade.”

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Debêntures e Fundos de Crédito Privado: Mercado de Capitais Natimorto X Desintermediação Bancária + BNDES

Ana Paula Ragazzi (Valor, 24/05/21) informa: a indústria independente de fundos de crédito privado registrou em abril captação expressiva de recursos pela primeira vez desde agosto de 2019. Conforme dados da Quantum Finance, a entrada líquida de recursos nesses produtos foi de R$ 3,1 bilhões – a amostra leva em consideração carteiras com o mínimo de 50% do patrimônio líquido em ativos de crédito privado. Se forem considerados novos fundos criados ao longo do período, o montante sobe para R$ 4 bilhões.

A retomada da atratividade pode ser explicada pela alta da taxa básica de juros e também pelo desempenho passado.

Desde agosto de 2019, o patrimônio desse segmento caiu 43%, para R$ 161 bilhões. Nesse intervalo, a indústria conviveu com duas grandes crises, potencializadas pela captação acelerada em fundos que ofereciam liquidez diária, apesar de investirem em debêntures, papéis pouco líquidos.

Primeiro, a demanda em excesso acabou barateando o custo de captação para as empresas com as melhores notas de crédito (“high grade”) até o momento em que os spreads caíram tanto que, do ponto de vista do investidor, o produto deixou de fazer sentido. Assim, no segundo semestre de 2019, veio a primeira onda de resgates.

A segunda, igualmente relevante, foi no início da pandemia e deixou o mercado disfuncional: gestores venderam papéis a qualquer preço para honrar compromissos com os cotistas e isso acabou afetando toda a cadeia de crédito.

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Alta da Inflação e dos Juros provoca Fuga da Renda Variável

Olívia Bulla (Valor, 24/05/21) informa: investidores pessoa física retiraram R$ 2,7 bilhões da bolsa em cinco pregões, enquanto estrangeiros ingressaram com R$ 4 bilhões no período, resgatando uma narrativa em relação à renda variável esquecida.

O fluxo chama a atenção quando o Banco Central sinaliza (BC) a taxa básica de juros dever continuar subindo. Ainda é cedo para avaliar se a alta da Selic – em 3,5% e podendo superar os 5,5% no fim do ano, segundo economistas – vai alterar a migração do investidor pessoa física para a renda variável. Mas, sem dúvida, o ciclo de aumento dos juros básicos no país e, mais adiante, nos Estados Unidos, são fatores que colocarão esse apetite à prova.

No mercado doméstico, é conhecida a cultura de que o investidor local é historicamente “rentista”, mas migrou recursos da renda fixa para a variável quando o rendimento pago pelos títulos públicos perdeu atratividade. Muito do dinheiro da bolsa é de gente sem alternativa de investimento.

Tal movimento ganhou força à medida que a Selic foi caindo, passando a entregar juros reais negativos (taxa nominal descontada a inflação pelo IPCA projetada em 12 meses). Agora, com os juros subindo, esse pessoal volta para a renda fixa ou gostou da variável?

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Mineração de Bitcoin: Gasto Excessivo de Energia

Katie Martin e Billy Nauman (Financial Times, 21/05/2021) informam: Bitcoin não é ecologicamente correto.

Nas margens do Lago Seneca, no interior do Estado de Nova York, uma empresa de private equity comprou uma usina de carvão desativada e a converteu para queimar gás natural. Aí voltou a ligá-la para que se torne o que descreve como “híbrido de usina de energia e mineradora de criptomoeda”.

A Greenidge Generation Holdings, a empresa por trás dessa usina, planeja abrir seu capital ainda neste ano e informa que tem a expectativa de ser “a única operação de mineração de bitcoins que tem ações negociadas nas bolsas de valores dos EUA e uma fonte de energia própria”.

Em uma apresentação para investidores, a empresa explicou que sua linha direta com o sistema Empire Pipeline de gás permite a produção de moedas por apenas US$ 3 mil o “proof of proof” (pop) ou “proof of work” (PoW), ou seja, o processo de validação do bitcoin – uma margem expressiva. Mesmo depois de uma forte queda recente por causa da possibilidade de medidas punitivas das agências reguladoras chinesas, elas são vendidas por cerca de US$ 40 mil.

A empresa garante que tem orgulho de abandonar o carvão. Ela está na busca de comprar mais usinas de energia e ampliar suas operações de forma vasta. Mas ativistas ambientais estão horrorizados com a ideia de queimar combustíveis fósseis para minerar criptomoedas, e têm pressionado agências reguladoras a reprimir este e outros projetos para evitar um aumento nas emissões de gases de efeito estufa.

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Ascensão e Queda do Bitcoin

Sérgio Tauhata, Rafael Gregorio e Gustavo Ferreira (Valor, 20/05/21) informam: as criptomoedas vivem um “crash” histórico. Em dez dias, apagou quase US$ 1 trilhão em capitalização de mercado desses ativos digitais. No dia 19 de maio, o bitcoin, a maior referência entre as divisas digitais, tocou a casa do US$ 30,2 mil na mínima do dia, ou seja, menos da metade do pico de US$ 64,8 mil alcançado há pouco mais de um mês. No fim, a cotação ficou em US$ 38.758, queda de 9,67%.

O tombo foi deflagrado pelo temor de ocorrer uma corrida regulatória generalizada e repressiva sobre operações com criptoativos. As preocupações se intensificaram após alertas de autoridades da China aos bancos e outras instituições do país para não receberem criptomoedas como pagamento ou oferecerem serviços e produtos relacionados aos ativos.

O endurecimento regulatório chinês veio à tona em um ambiente já sensível, no qual só o bitcoin acumula perda de valor de mercado de US$ 365,255 bilhões desde o início de maio. Bastaram os avisos do país asiático para que os investidores entrassem em modo pânico na quarta-feira de manhã. O movimento foi tão intenso que derrubou as principais plataformas de negociações.

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Quebra de Confiança em Moeda Digital Privada

Golpistas fingindo ser Elon Musk roubaram milhões de dólares de consumidores dos Estados Unidos em fraudes com criptomoedas, enquanto os golpes financeiros online tentam capitalizar o interesse público por negócios com criptomoedas altamente voláteis como o bitcoin.

Consumidores perderam mais de US$ 80 milhões (R$ 420 milhões) em golpes com criptomoedas entre 1º de outubro e 31 de março, segundo dados da Comissão Federal de Comércio (FTC, na sigla em inglês), que na segunda-feira (17) relatou um “enorme aumento” nesse tipo de fraude.

Mais de US$ 2 milhões (R$ 10,5 milhões) dos prejuízos foram para pessoas que fingiam ser Musk, o cofundador da Tesla e declarado entusiasta da criptomoeda.

O valor perdido para esquemas de investimentos em criptomoedas aumentou dez vezes em relação ao mesmo período do ano passado, segundo o órgão regulador. Mais de 7.000 golpes foram relatados no período de seis meses, 12 vezes o número do ano anterior.

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Sem commodities, Ibovespa estaria em queda de 15%

Lucas Hirata e Olívia Bulla (Valor, 11/05/2021) informam: cada vez mais próxima de retomar suas máximas históricas, a bolsa brasileira tem contado com um importante aliado nos últimos meses: o persistente rali das commodities. O Ibovespa acumula alta de 1,33% em seu valor de mercado em 2021, mas registraria queda de 15,43% se fossem excluídas as empresas que produzem metais, proteína, papel e celulose. Excetuando-se apenas as commodities metálicas e petróleo, o recuo seria de 3,33%.

“Se tirar as commodities, o Ibovespa cai muito”, afirma a analista de renda variável da ARX, Marcela Morais. Para ela, é justamente o desempenho das commodities negociadas no exterior e o impacto desse rali nas ações de exportadoras brasileiras que têm segurado a bolsa, mantendo o índice no intervalo entre 110 mil e 120 mil pontos.

Na segunda-feira, o Ibovespa fechou em leve queda de 0,11%, aos 121.909 pontos. Apesar do leve ajuste, o índice está a menos de 3% de superar o recorde de 125 mil pontos, atingido em janeiro de 2021.

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Estrangeiros não querem comprar o Brasil nem barato!

Estrangeiros não querem comprar o Brasil nem barato! Serão capazes de aceitar até de graça?

A temporada de IPOs de abril de 2021 sofreu altos e baixos por conta da volatilidade do mercado, da concorrência de uma bolsa “barata”, de ofertas de ações subsequentes e também do tamanho de algumas operações, abaixo do bilhão. Elas oferecem menos liquidez.

Em mercado volátil, houve apreensão dos investidores com ofertas pequenas. A preocupação era entrar e não conseguir sair em boas condições, no caso de piora de mercado.

Para o segundo semestre, a lista de candidatas a IPO inclui empresas e operações de maior porte. Nem isso deve favorecer as distribuições. O cenário interno não estará mais tranquilo, com mais estabilidade na moeda. Isso sempre afeta o interesse do estrangeiro.

Entre os IPOs concluídos, Dasa e Caixa Seguridade, os maiores da temporada, contaram com a participação do estrangeiro, mesmo com o aumento da percepção de risco-país. Quando a oferta é pequena, para esse investidor, não vale a pena gastar tempo de análise, pois terá alocação de valor baixo.

O fato de os IPOs enfrentarem dificuldades em abril foi de certa forma curioso, pois no mês o Ibovespa retomou os 120 mil pontos, o que não é um “patamar de crise”.

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Antigas Ficções Financeiras

13 Abril 2021 Escrito por  Michael Roberts (enviado por minha amiga Ceci Juruá)

Devo declarar um interesse. Antigamente, muitas luas atrás, trabalhei para uma consultoria de investimentos onde se aconselhou Bill Hwang, o proprietário da Archegos, o fundo de hedge ‘family office”. Recentemente faliu ,deixando US$ 20 bilhões devidos a dois grandes bancos, Credit Suisse e Nomura.

Bill Hwang

Bill Hwang

Hwang era então um ‘Tiger cub’, alguém que o veterano gestor de fundos de hedge Julian Robertson, do pioneiro fundo de hedge Tiger, escolheu como preferido para gerir um investimento ‘semente’. Depois de deixar o Tiger, Hwang começou por conta própria em 2001 com grande sucesso.

Mas então houve o primeiro escândalo quando, em 2013, Hwang foi barrado do negócio de investimentos dos Estados Unidos. As autoridades alegaram que, como parte de um esquema de negociação com informações privilegiadas, seu fundo de hedge Tiger Asia Management violou as promessas feitas a alguns dos bancos de investimento mais poderosos do mundo.

Mas não importa, Hwang, filho de um pastor e profundamente religioso, logo se reinventou para fazer a obra de Deus na especulação financeira. Hwang credita sua fé por ajudá-lo a superar os tempos difíceis. Após a morte da Tiger Asia, ele disse ter ouvido gravações da Bíblia por horas.

Ao receber a palavra de Deus, ele criou o que é chamado de ‘family office‘, Archegos Capital Management, e acabou construindo suas posições comerciais chegando a dezenas de bilhões de dólares em bancos de Wall Street, incluindo alguns dos que sua antiga empresa era acusada de trapaça. A queda de Hwang ocorreu na semana passada, quando ele não conseguiu atender às chamadas de margem sobre negociações de derivativos, conhecidas como swaps de ações, cuja contratação havia fechado com vários bancos de investimento.

Esses instrumentos deram aos especuladores a opção de ganhar com as posições de ações, sem ter de possuir ele mesmo as ações subjacentes. Como disse Marx há cerca de 150 anos em O Capital, “O lucro pode ser obtido puramente negociando uma variedade de direitos financeiros existentes apenas no papel…. Na verdade, o lucro pode ser obtido usando apenas capital emprestado para se envolver em comércio (especulativo), não apoiado por nenhum ativo tangível.”

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Especulação com Bitcoin fomentada por “formadores de opinião” já comprados

Há dez anos, quando o entusiasta das criptomoedas Michael Hendricks registrou, em um vídeo no Youtube, como comprar uma pizza on-line com uso de bitcoins, jamais imaginaria a fortuna que deixou sobre a mesa para realizar o tutorial. O programador sacou 19,12 bitcoins (BTCs) de sua carteira digital, o que equivalia na época, em 2011, a US$ 18,36, para saborear um disco de massa da Domino’s.

Na cotação atual, a pizza custaria US$ 1,12 milhão. Na linha do tempo da criptomoeda mais famosa do mundo, não faltam episódios anedóticos de gente que pagou milhões em valores atuais para adquirir produtos triviais.

Antes mesmo de Hendricks, em 2010, no primeiro caso documentado de pagamento com bitcoins por um produto do mundo real, a conta se revelou muitíssimo mais salgada. Em 22 de maio de 2010, o usuário Laszlo Hanyecz pagou 10 mil bitcoins a Jeremy Sturdivant pela compra e entrega de duas pizzas em sua casa em Jacksonville, nos EUA. Os ativos transferidos valem, 11 anos mais tarde, a impressionante soma de US$ 590 milhões. E aquele longínquo 22 de maio passou a ser celebrado no mundo das criptomoedas como o marco da primeira cotação registrada do bitcoin frente a uma moeda fiduciária – na ocasião os 10 mil BTCs valeram US$ 25.

Muita coisa mudou de lá para cá. Hoje o bitcoin entrou no início de uma espécie de momento de ouro, quando o brilho do ativo começa a atrair o interesse de investidores institucionais. Gestoras de recursos têm criado fundos de investimento em criptoativos, grandes investidores passaram a alocar, ainda sendo pequenas fatias, nos ativos digitais e algumas empresas começam a ver a moeda digital como potencial reserva de valor.

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Especulação quanto ao Futuro: Bitcoin ou CBDC?

O bitcoin continuará sendo um ativo sem valor intrínseco, cujo valor de mercado poderá ser qualquer coisa ou nada. Somente aqueles com um apetite por risco saudável e capacidade vigorosa de absorver perdas deverão avaliar a possibilidade de nele investir. Willem H. Buiter é professor visitante de Assuntos Internacionais e Públicos da Universidade Colúmbia. Publicou artigo (Valor, 17/02/21) sobre a especulação com bitcoin. Compartilho-o abaixo.

Em 8 de fevereiro de 2021, a Tesla, a empresa de veículos elétricos de Elon Musk, anunciou ter investido US$ 1,5 bilhão de suas reservas de caixa em bitcoins em janeiro. A notícia ajudou a elevar o já estratosférico preço da criptomoeda em mais 10%, para o patamar recorde de mais de US$ 44.000. Mas tudo a subir, pode muito bem descer, especialmente no caso do bitcoin.

O bitcoin foi inventado em 2008 e começou a ser negociado em 2009. Em 2010, o valor de um único bitcoin passou de oito centésimos de centavo de dólar para oito centavos. Em abril de 2011 ele era negociado a 67 centavos de dólar, subindo posteriormente para US$ 327 em novembro de 2015. Até março do ano passado, o bitcoin era negociado a cerca de US$ 6.200, depois seu preço aumentou mais de sete vezes.

Hoje, o bitcoin é uma bolha perfeita de 12 anos. Certa vez eu descrevi o ouro como um “bitcoin reluzente” e caracterizei o preço do metal como uma bolha de 6.000 anos. Isso foi um pouco injusto com o ouro, que tinha um valor intrínseco como commodity industrial (hoje em grande parte redundante), e ainda tem enquanto um bem de consumo durável amplamente usado na fabricação de joias. O bitcoin, por outro lado, não tem valor intrínseco; nunca teve e nunca terá. Ele é um ativo puramente especulativo – uma moeda fiável privada – cujo valor é aquele que o mercado diz ser.

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