Modelo dos Ciclos de Vida Financeira

Fernando Torres (Valor, 27/05/21) entrou em crise de meia-idade.

Quem tem 40 está longe de ser velho, mas é inevitável o início dos “enta” nos forçar a uma reflexão sobre o que fizemos de bom (ou mau), o que ainda queremos fazer e o que já não poderemos fazer.

Essa reflexão perpassa diferentes aspectos da vida, claro, e, felizmente, minha percepção geral é positiva em relação a todos eles.

Não que a vida tenha sido apenas um mar de rosas até aqui. Mas os aspectos positivos seguramente são preponderantes, sendo o ponto mais alto, sem dúvida nenhuma, a alegria de ser pai do Dudu. E até mesmo os pontos negativos foram ou estão sendo superados da melhor maneira que eu poderia imaginar. E isso graças ao apoio e companhia de familiares (naturais ou agregados) e amigos incríveis que tenho a sorte de ter. Obrigado a todos e todas.

Mas sei que a vida pessoal dos jornalistas não é de tamanho interesse para os assinantes do Valor e leitores do Valor Investe. O que eu quero, na verdade, é me valer deste gancho para tratar de dois temas ligados a investimentos e educação financeira.

O primeiro deles é bem geral. “Ainda dá para começar a investir aos 40?”

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Ruído em Avaliação: Falha no Julgamento Humano

Ana Estela de Souza Pinto (FSP, 18/05/21) informa sobre o lançamento de novo livro sobre Neuroeconomia.

“Fala-se muito de preconceito, e com razão. Mas, por trás de decisões infelizes e julgamentos equivocados, existe outro tipo de erro que é preciso perceber, o ruído”, afirmou neste domingo Daniel Kahneman, professor emérito de psicologia em Princeton e ganhador do Prêmio Nobel de Ciências Econômicas de 2002.

Conhecido pela longa pesquisa sobre raciocínio e intuição que resultou no best-seller “Rápido e Devagar – Duas Formas de Pensar” e na vertente da Economia Comportamental, Kahneman lançou neste dia (18/05/21) um livro sobre essa fonte de erros menos percebida.

Noise: A Flaw in Human Judgment” (Ruído: uma falha no julgamento humano, ainda sem tradução no Brasil) foi escrito em parceria com o professor de direito de Harvard Cass Sunstein e o professor de Estratégia na Escola de Negócios HEC Paris Olivier Sibony.

No livro, eles detalham e exemplificam uma ideia apresentada já em 2016 pelo psicólogo israelense e outros três colegas: o inconsciente pode cobrar um alto custo em tomadas de decisão empresariais.

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Daniel Kahneman: ruído inconsciente influencia decisões

‘Ruído’ inconsciente influencia decisões… Afeta o canal de comunicações?

Tim Harford (Financial Times 10/05/2021) entrevistou Daniel Kahneman.

Era para almoçarmos enquanto conversávamos por vídeo. Mas, quanto exibo o meu prato de paella na frente da câmera, Daniel Kahneman solta a bomba. “Já almocei”. Constrangedor.

Um almoço pelo Zoom nunca foi uma perspectiva muito apetitosa e, talvez, tenha sido demais esperar que Kahneman entrasse na onda. Ele tem, afinal, 87 anos, é vencedor do Nobel de Economia (apesar de ser psicólogo) e, graças ao sucesso de seu livro “Rápido e Devagar – Duas Formas de Pensar” (ed. Objetiva), de 2011, é imensamente mais famoso que a maioria dos colegas que também ganharam o Nobel. Em nome da formalidade, peço para que descreva o seu almoço.

“Bem, comi salada de sashimi e [bolinhos] shumai de um restaurante, e, para ser absolutamente preciso, comi uma maçã assada, que eu mesmo assei.” Ele levanta o queixo, de forma desafiadora, então, sorri travessamente. “E esse foi meu almoço. Foi bom. Não excepcional, mas foi bom.”

Deslizo minha paella para o lado; estou até um pouco aliviado. Um almoço com câmeras pela internet prometia ser cognitivamente tão complicado quanto da vez em que o “Financial Times” me pediu para entrevistar Steven Levitt, coautor de “Freakeconomics”, enquanto perdia para ele no pôquer, ou ensinar a Michael Lewis, biógrafo de Kahneman, um jogo de tabuleiro enquanto o entrevistava sobre “A Jogada do Século”. Kahneman vira o jogo e me pergunta se gosto do desafio de fazer malabarismo com entrevistas e tarefas desse tipo. De repente, surge um leve sinal do psicoterapeuta que há nele, reforçado por seu sotaque levemente israelense, que se percebe mesmo após décadas morando na América do Norte.

A vida e a carreira de Kahneman desafiam resumos. Ele nasceu quando sua mãe visitava Tel Aviv, em 1934; sua família morava em Paris e, como judeus, passaram a guerra fugindo, salvando-se por pouco do Terceiro Reich. Seu pai morreu em 1944, de causas naturais, e sua família se mudou para Jerusalém em 1946.

Kahneman formou-se psicólogo e tornou-se, nas palavras de Lewis, “um entendedor espetacularmente original do erro humano”. Ele teve uma parceria intensa, produtiva e intelectualmente tempestuosa com Amos Tversky. Os dois trabalharam em estudos sobre capacidade de juízo, tomada de decisões e risco, lançando as bases para o que ficou conhecido como “economia comportamental” – e para o Nobel de Kahneman, em 2002, concedido depois da morte precoce de Tversky.

Desde então, a sua fama só fez crescer, em parte porque a economia comportamental foi ficando cada vez mais na moda, em parte porque seu trabalho caminhou para outro campo popular, a psicologia do bem-estar. Mas, principalmente, como resultado do sucesso de vendas de “Rápido e Devagar”.

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Previsão de capacidade de pagamento de dívidas sob o ponto de vista psicológico

A pandemia vai tornar necessário que as instituições financeiras repensem a forma como fazem a análise de crédito, principalmente em um país como o Brasil, com uma das crises mais severas de covid-19. Na visão do especialista em economia comportamental Dan Ariely, professor da Universidade de Duke, nos EUA, o crédito tem um papel fundamental para a recuperação das economias no médio e longo prazo e os bancos, fundamentalmente, se mantêm presos a sistemas ultrapassados na hora de avaliar a capacidade de pagamento de pessoas e empresas.

Em entrevista a Sérgio Tauhata (Valor, 11/05/21), Ariely, autor de livros como “Previsivelmente Irracional” e “A Psicologia do Dinheiro”, junto com o amigo e colaborador Saul Fine, fundador da Innovative Assessment (IA) e PhD em psicologia, criticaram o sistema atual de avaliação de perfil de bom pagador das instituições.

Ele se baseia em um histórico registrado em banco de dados. Após a pandemia e a crise econômica, no passado recente, a fórmula não funciona mais, argumentam os especialistas.

Ariley e Fine desenvolveram juntos um novo modelo de previsão de capacidade de pagamento de dívidas sob o ponto de vista psicológico. Esse sistema já tem sido utilizado em forma piloto por algumas fintechs brasileiras para incluir desbancarizados.

“Como forma de sair da [crise da] covid-19 com razoável estabilidade econômica, o Brasil tem de descobrir uma forma de conceder mais crédito”, diz Ariely. “E o crédito tem de ir aos pequenos negócios, os motores do crescimento.”

Conforme o pesquisador, as mudanças drásticas causadas pela pandemia tornam falho o uso de dados passados na previsão do comportamento futuro do tomador. Segundo Ariely, as análises de risco atuais vão excluir o acesso ao crédito aqueles que mais precisam, ou seja, grande parte dos pequenos e médios empreendedores afetados diretamente pela pandemia. Leia os principais trechos da entrevista.

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Ascensão e Queda dos Depósitos de Poupança

Maeli Prado (6 Minutos, 30/03/21) informa: com desemprego em alta e renda em queda, os brasileiros mais pobres já gastaram neste início de ano mais da metade do que conseguiram economizar no ano passado com o dinheiro do auxílio emergencial, benefício que foi interrompido de forma abrupta em janeiro.

É o que mostra cálculo feito pelo 6 Minutos com base nos dados do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), que detalham as diferentes faixas dos depósitos em caderneta de poupança. Os números mostram que entre março, início da pandemia de coronavírus no Brasil, e dezembro de 2020, os recursos depositados na aplicação totalizando até R$ 5.000 tiveram uma alta de R$ 26,9 bilhões, um forte aumento de 44% no período.

Como aponta o economista Marcelo Neri, um dos maiores especialistas do país em temas sociais, essa é uma boa notícia: um sinal de que muitas famílias conseguiram economizar uma parte dos recursos depositados pelo governo federal para fazer frente à crise.

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Especuladores na Bolsa: de Jovens a Idosos

Weruska Goeking (Valor, 10/03/2021) conta uma história pessoal: após conquistar a sonhada aposentadoria, aos 60 anos, o sujeito encontra tempo para aprofundar seus conhecimentos no mundo da renda variável em dezembro de 2020, ano quando o Ibovespa foi do céu ao inferno em meio à crise da pandemia de covid-19. Três meses depois, o portfólio dele tem desde posições focadas no longo prazo, em Petrobras, Banco do Brasil e Itaú, como opções de venda de ações de Cogna.

Na contramão de quem acha que renda variável é coisa de jovens ousados, muitos desses aposentados se renderam aos encantos da bolsa brasileira no último ano. Os novos CPFs cadastrados de pessoas com mais de 56 anos na B3 cresceram 69,2% desde janeiro de 2020, somando 523.599 até fevereiro.

Antes da pandemia, em janeiro do ano passado, os investidores com 56 anos ou mais representavam 20% em número de participantes da bolsa. Hoje o percentual caiu para 15%. No entanto, essa minoria – a faixa de 26 a 35 anos domina com 32,7% – está com a maior parte do dinheiro. Dos R$ 454,6 bilhões que estavam na bolsa em janeiro de 2020, 52,7% pertenciam aos mais velhos. Em fevereiro, essa parcela foi a 55%.

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Crítica e Defesa do Pagamento Parcelado Sem Juros (sic)

Cleveland Prates (UOL, 04/03/21) defendeu uma posição neoliberal com o ilusionismo de pressuposta livre-competição da qual discordo radicalmente.

Primeiro, por causa da ilusão causada pela expressão “sem juros”. O crédito rotativo regular (pagamento mínimo na “data de aniversário” apresentado na fatura do cartão de crédito) tinha juros de 301,9% aa e o não regular (nenhum pagamento) 347,7% aa em dezembro de 2020. Isto porque a inadimplência do cartão de crédito no rotativo tinha atingido 40,5% em julho e caído para 33,2% em dezembro de 2020. O parcelado com juros cobrava 149,6% aa e tinha inadimplência de 5,5%. O pagamento à vista com cartão, supostamente aproveitando “até 40 dias de graça”, representava 79% do valor total dos cartões de crédito. Os adimplentes pagam pelos inadimplentes — e todos os consumidores pagam um custo de vida mais elevado!

Segundo, em consequência dessa “jabuticaba brasileira”, seria necessária uma obrigação e uma vedação legislativa. Obrigar a diferenciação entre preço PIX à vista e qualquer outro preço a prazo no cartão. Proibir o parcelado sem juros.

O preço à vista no PIX deveria ter o desconto das taxas pagas aos vários elos da cadeia: a bandeira, o emissor, o adquirente, a maquininha, etc.

Preço a prazo com juros (bem inferiores) deveria ser garantido por consignação: desconto em folha de pagamentos (efeito colateral de formalização do mercado de trabalho).

Restringiria as credenciadoras e seu mercado de adquirência: elas fazem uma barganha eticamente condenável ao propiciar antecipações das receitas futuras do comércio (capital de giro) em troca de os lojistas forçarem o consumidor “perder as contas dos pagamentos a prazo” e entrar no crédito rotativo caríssimo.

Resultaria na diminuição do custo de vida, ou seja, o “desinflacionamento” dos preços à vista no Brasil. Aqui, nessa “terra da jabuticaba” com esse modelo de cartões único no mundo, paga-se à vista o mesmo pago a prazo, ou seja, todos os consumidores pagam todos os custos da venda a prazo embutidos no preço à vista!

Como a importante questão merece um debate plural, apresento abaixo o raciocínio neoliberal equivocado. A posição desenvolvimentista pouco aparece na imprensa brasileira.

“De tempos em tempos aparece na imprensa algum artigo criticando o denominado “pagamento parcelado sem juros”, normalmente acompanhada de pressões dos grandes bancos sobre o Banco Central ou de algum Projeto de Lei no Congresso para acabar com este instrumento muito utilizado pelos consumidores detentores de cartão de crédito.

Para quem não se lembra, este tipo de pagamento envolve dividir o valor do bem em “n” partes iguais e distribuí-lo ao longo de alguns meses. Por exemplo, um valor de um mil reais pode ser pago no cartão de crédito em dez parcelas iguais de cem reais.

Em geral, as críticas a esta forma de pagamento caminham em duas direções.

A primeira delas envolveria uma suposta ineficiência introduzida no setor, na medida que quem oferta o crédito não seria o mesmo agente econômico a precificar o risco de inadimplência do consumidor. Nesta lógica, o lojista não se preocuparia em avaliar o risco da inadimplência de seus clientes nessas operações, uma vez que quem arcaria com o prejuízo seria o banco emissor (Bradesco, Itaú, etc.) do cartão.

Ato contínuo, as instituições emissoras de cartões não se remunerariam de forma adequada pelo risco incorrido em transações parceladas e acabariam, inclusive, calibrando para cima os juros do crédito rotativo do cartão de crédito para compensar esta suposta “falha”.

A segunda crítica diz respeito à falta de transparência para o consumidor sobre os juros praticados nessas operações.

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Seguros de Veículos “Pay Per Use”

Melisa Murialdo enviou-me, gentilmente, informações sobre uma inovação financeira na área de seguros de veículos.

De janeiro a abril de 2020, as seguradoras de veículos no país viram uma queda de R$ 1,1 bilhão no seu faturamento como consequência da diminuição das vendas e pelos descontos aplicados aos clientes existentes, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados. A caída foi de 5% em referência ao mesmo período do ano anterior. No entanto, nos últimos meses mostraram uma tendência mais positiva. O acumulado de janeiro a outubro de 2020 mostra uma queda de apenas 1,1% em relação ao mesmo período de 2019.

Trabalhar em casa e o distanciamento social fazem que os usuários avaliem manter seguros com amplas coberturas, especialmente se a renda tiver sido afetada neste período. Enquanto as seguradoras tradicionais fazem até o impossível para reter seus clientes, as empresas que oferecem seguros “Pay per Use” (PPU) como a Bidu (do grupo Thinkseg) viram seus números crescerem 250% entre maio e julho de 2020. Estes serviços são voltados principalmente ao público proprietário de carros de até R$ 30 mil. 

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Finanças das Famílias

Ana Conceição (Valor, 26/01/21) informa: em 2020, as famílias bateram recorde de endividamento e destinaram parcela maior da renda para o pagamento de débitos. A despeito disso, a inadimplência caiu por causa, entre outros motivos, da renegociação de dívidas e carência no pagamento de parcelas.

Assim, as famílias entraram em 2021 em situação de crédito mais confortável em relação à crise anterior de 2015-2016. Mas a perspectiva de aumento de juros, o desemprego em alta e o fim dos programas de transferência de renda podem se traduzir em um cenário menos favorável. Economistas preveem aumento na inadimplência, mas não para níveis vistos há cinco anos.

Segundo o Banco Central, o endividamento das famílias no sistema financeiro chegou a 50,26% em outubro (dado mais recente), o maior percentual desde 2005, primeiro ano da série, e um aumento de 5,47 pontos percentuais com relação ao mesmo período em 2019, quando era de 44,79%. Este salto na comparação anual é também o maior da série histórica. Da alta de 5,47 pontos, 3,17 pontos são de dívidas em geral, e 2,3 pontos, do financiamento imobiliário.

As famílias também viram crescer a parcela da renda comprometida com o pagamento de dívidas, mas em menor magnitude: de 20,14% para 21,65%, entre outubro de 2019 e de 2020. Já a inadimplência no crédito livre para pessoa física caiu desde o pico recente de 5,6%, em maio, e chegou a 4,5% em outubro. Em novembro, desceu a 4,3%. Em 12 meses, a queda é de 0,7 ponto percentual, segundo o BC. Na crise anterior, em 2015-2016, o endividamento caiu e a inadimplência subiu.

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Sem abraço, sem beijo, sem amasso e nem aperto de mão

Ricardo Lessa (Valor, 9/01/2021) afirma: não poder abraçar e tocar, como é hábito do brasileiro, pode gerar um “efeito cabana”, quando a pandemia acabar. É o caso das pessoas que se abrigam durante o inverno em pequenas cabanas e no verão têm medo de sair delas. Esse brasileiro, que passa mais tempo em casa e que quando sai dela, guarda distância do outro, é alvo de estudos de psicanalistas e de agências de publicidade.

A opinião sobre o “efeito cabana” é do psicanalista Christian Dunker, um dos organizadores de uma pesquisa sobre o que sonham os brasileiros, realizada no ano passado e que sairá no livro “Sonhos confinados” (Editora Autêntica), em março.

A pesquisa, coordenada por psicanalistas e psicólogos de cinco das maiores universidades do país (USP, Unicamp, UFRJ, UFRGS e UFMG), mostra que “casa” e “mãe” foram as imagens que mais apareceram nos sonhos de 838 pessoas, entre abril e junho do ano passado. A frequência e a repetição das palavras “casa” e “ mãe” surpreendeu o professor Gilson Ianinni da UFMG. Ele esperava que, durante a pandemia, termos como doença, morte, medo fossem ocupar mais espaço na cabeça do brasileiro.

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Desmaterialização da Moeda

Oscar Pilagallo é jornalista e autor de “A aventura do dinheiro”. Com toda sua cultura, escreveu um breve e oportuno artigo sobre a desmaterialização da moeda (FSP, 30/01/21), tema tratado, teoricamente, por mim em: Fernando Nogueira da Costa – Economia Monetária e Financeira 2a. Edição Revista janeiro de 2020.

“Da pedra da Antiguidade ao Pix contemporâneo, uma história possível do dinheiro é a da desmaterialização das suas formas de representação.

Dessa perspectiva, o foco não é o dinheiro propriamente, mas a cédula, a moedinha, o cheque, o cartão de débito ou crédito, o registro eletrônico de uma transação, enfim, tudo aquilo representativo do dinheiro.

Dinheiro mesmo é aquilo que ele pode comprar. Ou o que custou para ganhá-lo. Uma quantidade xis é um saco de arroz. Ou tantas horas de trabalho. Nesse sentido, é uma grande metáfora, uma coisa figurativa com significado de outra coisa.

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Pesquisa Investidores PF na B3

Nathália Larghi (Valor, 15/12/2020) informa: uma pesquisa feita pela própria B3 com cerca de 1,3 mil investidores mostrou que a maioria deles tem foco no longo prazo e se informa sobre investimentos por meio de canais no YouTube e de dicas de influenciadores digitais. A bolsa contava em novembro com 3,2 milhões de contas, sendo mais de 2 milhões de investidores pessoa física diferentes.

De acordo com o levantamento, 74% dos investidores são homens. A participação das mulheres, no entanto, tem crescido de forma acentuada. O número de investidoras chegou a cerca de 800 mil neste ano, após girar em torno de 500 mil e 600 nos anos anteriores. 56% dos investidores têm uma renda mensal de até R$ 5 mil, 60% não têm filhos, 51% estão na região Sudeste e a média de idade é de 32 anos.

A pesquisa mostrou que 73% dos investidores aprenderam a investir por meio de canais do YouTube ou com influenciadores digitais. Já 45% citaram o aprendizado em plataformas on-line; 31% tiveram ajuda de amigos, 20% citaram a imprensa; 18%, podcasts; 9% aprenderam em cursos presenciais; 7% com gerentes ou assessores financeiros e 1% pelo rádio.

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