Maria da Conceição Tavares por Ricardo Bielschowsky

Meu amigo Ricardo Bielschowsky, com autoironia, se define como “um intérprete dos intérpretes do Brasil”. Ele é um destacado “explicador” do pensamento econômico brasileiro. Possui brilhante capacidade de síntese de – como ele diz – “o que os outros pensam”. Vamos resumir sua breve resenha publicada na Revista de Economia Contemporânea (IE-UFRJ. Rio de Janeiro, 14(1): 193-200, jan./abr. 2010) sobre a obra escrita da Professora Maria da Conceição Tavares.

A obra oral é bastante conhecida: a capacidade de formar discípulos críticos à realidade, dentro do método histórico-estruturalista, com visão holística da indústria brasileira e do sistema financeiro nacional.

Quanto à obra escrita, Ricardo Bielschowsky a divide em dois grandes períodos:

  1. até as proximidades de 1980, na Era Desenvolvimentista, em torno da presença do crescimento socioeconômico;
  2. depois dela: as causas da ausência de crescimento.

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Inflação Acelerada: Crítica Construtiva de Conceição Tavares à Teoria da Inflação Inercial

Conceição Tavares – 2015

Na resenha teórica de Rogerio Pereira de Andrade e Renata Carvalho Silva, Uma mestra na periferia do capitalismo: a economia política de Maria da Conceição Tavares (Campinas, Texto para Discussão do IE-UNICAMP n. 172, dez. 2009), os autores afirmam a influência da agenda keynesiana ter continuado presente nas reflexões posteriores da autora em sua discussão acerca dos determinantes da inflação na economia brasileira (Tavares & Belluzo, 1984/1986).

Ela tem como referencial de análise o paradigma keynesiano de determinação dos preços, baseado nos trabalhos de Paul Davidson (e seu uso das categorias mercados spote forward) e John Hicks (e sua taxonomia preços fixe flex). Estes autores costumam ser associados à Escola Pós-Keynesiana, embora a obra de Hicks seja antecedente a essa corrente de pensamento econômico.

Nos anos 70 e 80, a aceleração inflacionária tornou-se uma preocupação tanto nas economias centrais, quanto nas periféricas. No caso brasileiro, ainda de forma mais aguda. Os dois choques do petróleo, a ruptura da regra de câmbio fixo da institucionalidade do sistema de Bretton Woods, e o choque dos juros norte-americano agravaram a incerteza a respeito o cálculo prospectivo capitalista na formação de preços. Continuar a ler

Conceição Tavares: Esquema Tri-setorial da Dinâmica Interindustrial em Kalecki e Princípio da Demanda Efetiva em Keynes

Na resenha teórica de Rogerio Pereira de Andrade e Renata Carvalho Silva, Uma mestra na periferia do capitalismo: a economia política de Maria da Conceição Tavares (Campinas, Texto para Discussão do IE-UNICAMP n. 172, dez. 2009), os autores afirmam: para compreender a industrialização no Brasil, privilegiando os aspectos endógenos da acumulação de capital, Tavares vale-se do princípio da demanda efetiva. Para ela, as economias não enfrentam problemas do lado da oferta, e sim pelo lado da demanda, quando se caracteriza uma situação de “insuficiência da demanda efetiva”.

Tavares destaca o aspecto crucial da demanda efetiva ser o investimentoenquanto instrumento de expansão da capacidade produtiva e da acumulação de capital. Entre as variáveis de gasto é importante também o consumo capitalista, como enfatizado por Michael Kalecki. Ele tem um papel a desempenhar na realização dos lucros no processo de acumulação.

A utilização do esquema de três setores de Kalecki é funcional para explicar a interpretação de Tavares do “crescimento desequilibrado”. Essa ideia tornou-se a base da nova visão da autora sobre a dinâmica cíclica da industrialização brasileira, presente em suas teses de Livre-Docência e Titular, defendidas respectivamente em 1974 e 1978, pela UFRJ. Continuar a ler

Influência da Formação Marxista em Conceição Tavares

Na resenha teórica de Rogerio Pereira de Andrade e Renata Carvalho Silva, Uma mestra na periferia do capitalismo: a economia política de Maria da Conceição Tavares (Campinas, Texto para Discussão do IE-UNICAMP n. 172, dez. 2009), os autores a iniciam ao focalizar seu conceito de lucro.

Lucro, segundo a autora, é inerente aoprocesso de produção capitalista na sua forma completa ou, em linguagem marxista, “reprodução ampliada do capital”. Por isso, não pode ser ‘deduzido’ diretamente da ‘mais-valia’ ou do‘excedente’, nem contabilizado pelo número de horas do ‘sobretrabalho’. O lucro requer a valorização, ou precificação em termos monetários,das mercadorias produzidas pela força detrabalho em seu uso de meios de produção.

Portanto, por expressar avalorização do capital empregado na produção, o lucro capitalista implica a existência de “três movimentos lógicos do processo de valorização”:

  1. em primeiro lugar, a apropriação do trabalho abstrato pelo capital (determinação da taxa de mais-valia);
  2. em segundo lugar, sua transformação em preços de produção (determinação da taxa média de lucro);
  3. por fim, a transfiguração do capital em uma mercadoria singular, o dinheiro (determinação da taxa efetiva de lucro).

No seu movimento de auto expansão e valorização permanente, o capital termina por encontrar-se “prisioneiro de si mesmo”, isto é, “o dinheiro tentando valorizar o dinheiro”. Esta é a ideia chave para a compreensão de um aspecto central, desenvolvido de forma sistemática ao longo de sua obra: a lógica financeira do processo de valorização do capital sobrepondo-se à sua dimensão produtiva. Continuar a ler

Uma Mestra na Periferia do Capitalismo: A Economia Política de Maria da Conceição Tavares

O objetivo deste artigo de Rogerio Pereira de Andrade e Renata Carvalho Silva, publicado como Texto para Discussão do IE-UNICAMP (Campinas, n. 172, dez. 2009), é identificar os aspectos metodológicos e as principais referências teóricas no pensamento econômico de Maria da Conceição Tavares. Apresentam, em linhas gerais, o diálogo crítico da autora com as vertentes da Economia Política fundadoras de sua obra.

As contribuições de Tavares têm como referência as obras de vários pensadores da tradição da Economia Política, tais como Marx, Keynes, Joan Robinson, Schumpeter, Kalecki e Steindl, no âmbito da teoria econômica mais geral. Ela também se apoia em autores estruturalistas a respeito da questão do subdesenvolvimento latino-americano, como Raul Prebisch, Aníbal Pinto e Celso Furtado, entre outros. Este artigo, porém, concentra-se na interação intelectual com Marx, Keynes, Kalecki e autores pós-keynesianos.

É possível identificar, na obra de Tavares, três planos de reflexão de mútua influência:

1)   fase da CEPAL: a questão do (sub)desenvolvimento econômico periférico, em particular da economia brasileira;

2)   fase da UNICAMP: o diálogo crítico com autores importantes da tradição da Economia Política, como Marx, Keynes e Kalecki;

3)   fase da UFRJ: análise da (des)ordem econômica mundial, apresentando uma “visão geopolítica para entender melhor a formação dos centros hegemônicos”.

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Maria da Conceição Tavares: Resumo da Obra por Maria Sílvia Possas

Maria Sílvia Possas, ex-colega do IE-UNICAMP, atualmente professora do IE- UFRJ, publicou ensaio intitulado Maria da Conceição Tavares (Estudos Avançados 15 (43), 2001: 389-400). Esquematizo-o em seguida, de maneira útil para minha reflexão, escrita sob convite, sobre a Professora.

Tavares exerceu grande influência sobre o pensamento econômico brasileiro. Tratou de assuntos variados, mas há uma preocupação em toda a sua obra:

  1. o desenvolvimento de países “periféricos”,com especial ênfase no caso brasileiro, e
  2. a sorte de grandes contingentes da sua população, excluídos economicamente.

Seu ponto de partida foi o pensamento cepalino, com ênfase nas relações econômicas e de poder entre nações centrais e periféricas.

Porém, procurou repensar essa matriz, ampliando a importância de questões como:

  1. variáveis internas a cada país, em especial a presença do setor produtor de bens de capital;
  2. as necessidades de financiamento do desenvolvimento e
  3. como os modos historicamente específicos de atendê-las repercutem.

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Conceição Tavares: Intérprete do Brasil

Na conclusão da dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP de Paulo César das Neves Sanna Robilloti, O Desenvolvimento Capitalista na Obra de Maria da Conceição Tavares: Influências Teóricas, Economia Política e Pensamento Econômico, ele resgata sua contribuição à análise da economia brasileira e internacional após seu retorno do Chile e ingresso na UNICAMP.

Elevar a complexidade da estrutura industrial brasileira, agregando mais componentes interagentes, per si, não seria um antídoto para o fim dos problemas da economia e da sociedade brasileira. Daí as duras críticas de Conceição Tavares direcionadas aos governos militares: a demonstração teórica da perversidade social do “milagre econômico” e a crítica explícita à estratégia do II PND.

Seria preciso aprofundar a participação destes setores na economia, mas de maneira contínua, orgânica e sustentada, de modo a aumentar a incorporação das massas no jogo econômico. Sem igualdade, não há desenvolvimento.

No artigo de 1981, a autora tornou mais explícito este ponto. Naquela ocasião, ao resgatar suas teses, a autora explicitou: resolver os problemas econômicos do capitalismo tardio resolveria apenas uma órbita dos problemas, a de seus limites técnicos e financeiros. Entretanto, ainda estariam por resolver os problemas históricos da nossa formação, com destaque para os problemas de ordem política e social.

Retomando esta discussão em uma problemática conceitual mais ampla, incorporando elementos da teoria política e sociológica para tornar mais acabado seu argumento, Conceição Tavares, em artigos (1999 e 2000), deixou claro a superação do subdesenvolvimento requerer também a superação dos pactos conservadores de dominação de nossas elites e o seu poder político. Historicamente, mantiveram as massas populares marginalizadas. Continuar a ler

Salto Epistemológico na Obra de Conceição Tavares: da Fase Cepalina à Escola de Campinas

Na primeira parte da dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP de Paulo César das Neves Sanna Robilloti, O Desenvolvimento Capitalista na Obra de Maria da Conceição Tavares: Influências Teóricas, Economia Política e Pensamento Econômico, ele procura não só discutir as principais ideias dos autores estruturalistas, mas também compreender a unidade metodológica existente entre todos eles, representada pelo método histórico-estruturalista.

Esse método parte da análise indutiva, segundo a qual uma mesma teoria aplicada a uma região ou país em um determinado tempo histórico pode perder validade em um momento subsequente. Daí a acomodação teórica do estruturalismo à nova realidade da década de 1960 com a passagem da primeira à segunda fase de pensamento de Conceição Tavares.

As reflexões dela em sua primeira fase de pensamento inserem-se no novo contexto histórico-intelectual leva à reavaliação teórica e a autocrítica em relação ao pensamento da Cepal. Com a mesma coerência, a passagem da segunda à terceira fase de seu pensamento explica-se por uma mudança no contexto internacional do capitalismo.

Grande parte das teses defendidas por Conceição Tavares estão ancoradas em Kalecki/Steindl, isto é, em suas teorias dos determinantes do investimento. Ela não introduziu tais teorias na realidade periférica de maneira forçada. Procurou repensar e criticar não poucos pontos destas teorias antes de aplicá-las à realidade brasileira. Buscou atualizá-las e adequá-las conceitualmente às especificidades da economia do país. As teorias foram elaboradas nas economias centrais em nível mais generalista. Logo, devem ser adequadas ao tempo e ao espaço, baixando o nível de abstração, para se compreender a dinâmica capitalista periférica e tomar decisões práticas.

Da sua fase cepalina, além do esforço de síntese do artigo Auge e declínio…, chama a atenção para o pioneirismo do artigo Além da Estagnação, onde a autora antecipou muito elementos a serem retomados e aprofundados em uma nova problemática, tanto no artigo Distribuição de renda, acumulação… (1973) como em sua tese Acumulação de capital… (1974). Estes estreiam a segunda fase de seu pensamento. Continuar a ler

Algumas Considerações de Conceição Tavares sobre o Capitalismo Financeiro no Brasil

Paulo César das Neves Sanna Robilloti, em sua dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP,O Desenvolvimento Capitalista na Obra de Maria da Conceição Tavares: Influências Teóricas, Economia Política e Pensamento Econômico, destaca como um dos temas mais recorrentes no pensamento econômico de Conceição Tavares serem os problemas do capitalismo financeiro no Brasil. Busca compreender, especialmente, sua especificidade em relação aos países centrais.

O desenvolvimento do capitalismo cria as próprias condições para a emergência de novas formas de capital – “o portador de juros e o fictício”. Ambos alteram a forma da concorrência capitalista.

Fatores como o acirramento da competição intercapitalista mundial e o desenvolvimento dos mercados de crédito e de capitais levaram as empresas a articular melhor seus objetivos operacionais e financeiros. Tinham em vista alavancar o processo de acumulação de capital, muitas vezes assumindo riscos crescentes. Assim se desenvolveram novas formas de organização empresarial no século XX: os chamados conglomerados econômico-financeiros.

O desdobramento das funções financeiras aparece tardiamente no sistema bancário brasileiro e latino-americano em geral. Agora, para entender a variedade dos ‘capitalismos financeiros’, resta traçar as características principais de cada um. Continuar a ler

Movimento Lógico-Histórico na Obra de Maria da Conceição Tavares

Paulo César das Neves Sanna Robilloti, em sua dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP,O Desenvolvimento Capitalista na Obra de Maria da Conceição Tavares: Influências Teóricas, Economia Política e Pensamento Econômico, torna claros os avanços teóricos de Maria da Conceição Tavares em dois temas centrais:

  1. a teoria da acumulação em Marx e
  2. as considerações sobre o princípio da demanda efetiva em seu estudo acerca da estrutura e dinâmica do capitalismo contemporâneo.

Compreender os rumos do capitalismo global e periférico, em particular, foi o grande tema da obra de Maria da Conceição Tavares. Entretanto, em seu esforço crítico de repensar a dinâmica do capitalismo a autora propôs uma leitura altamente original dos grandes teóricos da economia.

Quanto ao método de pesquisa da economista, um aspecto central de suas análises merece ser destacado: a autora evidencia os distintos níveis de abstração entre a passagem da análise teórica (seja de Marx, Keynes, Kalecki, Schumpeter, Steindl, Hobson ou Hilferding) à análise histórico-concreta. Seus avanços teóricos circunscreveram-se justamente na tarefa de repensar os grandes “clássicos” à luz dos desdobramentos da história econômica. Requer uma constante “historicização” dos conceitos.

Eu, Fernando Nogueira da Costa, diria: os economistas adquirem capacidade analítica da realidade concreta a partir de conhecimento teórico profundo. O uso de conceitos para a análise do aqui-e-agora e a tomada de decisões práticas é a Arte da Economia. Continuar a ler

Leitura de Conceição Tavares sobre Rudolf Hilferding e John Hobson

Paulo César das Neves Sanna Robilloti, em sua dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP, O Desenvolvimento Capitalista na Obra de Maria da Conceição Tavares: Influências Teóricas, Economia Política e Pensamento Econômico, resenha as leituras da Professora de duas referências teórico-históricas no estudo do capitalismo financeiro na virada do século XIX para XX. Um (Hilferding) estuda o caso alemão, isto é, economia de endividamento, outro (Hobson), o norte-americano: economia de mercado de capitais.

Em Hilferding (1910) encontramos duas definições para capital financeiro.

A primeira aparece no capítulo XIV, quando afirma “chamo de capital financeiro o capital bancário, portanto, o capital em forma de dinheiro que desse modo, é na realidade transformado em capital industrial”. (Hilferding, 1910, p. 219).

No capítulo XV o autor, lança mão de um conceito mais amplo e polivalente. “No capital financeiro aparecem unidas em sua totalidade todas as formas parciais de capital. O capital financeiro aparece como capital monetário e possui, efetivamente, sua forma de movimento D-D’, dinheiro produtor de dinheiro, a forma mais geral e mais absurda do movimento do capital”.

Este segundo conceito tem mais aderência ao pensamento de Conceição Tavares, tendo em vista o anterior (e mais difundido), ao destacar ao caráter orgânico da fusão entre capital bancário e industrial, não sublinhar o fundamental na discussão: o caráter de dominação do capital bancário. Este é representado por uma classe específica, a dos “financistas”. Sobre estes a discussão de J. Hobson se torna imprescindível segundo a autora.

As mudanças radicais operadas na organização industrial da grande empresa vão acompanhadas do aparecimento de uma ‘classe financeira’. Ela tende a concentrar nos grandes bancos um poder crescente no manejo estratégico das relações intersticiais (intersetoriais e internacionais) do sistema capitalista. Continuar a ler

Capital Financeiro e Desenvolvimento Capitalista: Algumas Considerações Teóricas e Históricas a partir de Conceição Tavares

Paulo César das Neves Sanna Robilloti, em sua dissertação de mestrado pelo IE-UNICAMP,O Desenvolvimento Capitalista na Obra de Maria da Conceição Tavares: Influências Teóricas, Economia Política e Pensamento Econômico, procura trabalhar conceitualmente com algumas categorias centrais na discussão do capitalismo contemporâneo no pensamento de Conceição Tavares. Ao tratar da questão do capitalismo financeiro em seu pensamento, ele se remete aos conceitos já apresentados.

A discussão da dimensão financeira do capitalismo está presente na obra de Tavares desde seus ensaios cepalinos (1967 e 1971), mas foi ganhando musculatura teórica ao longo dos anos, especialmente em (1978), nos artigos dos anos 1980, com destaque para Tavares (198098 e 1983). Em todos estes trabalhos, a autora iniciou a discussão sobre o capital financeiro pelo investimento ou, mais especificamente, pelos mecanismos de financiamento do investimento– é daí extrai o conceito de capital financeiro. Segundo Tavares (1978), o capital financeiro surge da multiplicação das relações de débito e crédito.

Não por outra razão, em sua tese Ciclo e Crise (1978), a autora discute conceitualmente o movimento do capital financeiro no mesmo capítulo do tratamento dos determinantes do investimento em Keynes e em Kalecki. O elo de ligação aos investimentos ao capital financeiro é a necessidade do endividamento, isto é, o fato de os capitalistas financiarem parte de sua produção com recursos de terceiros para alavancagem financeira da rentabilidade patrimonial dos recursos próprios.  Apesar disso,Robilloti prefere enquadrar a discussão do capital financeiro no capítulo de tratamento das teses oriundas de Marx, isto é, após discutir alguns conceitos marxistas. Continuar a ler