O Retrato de Doria Grey

grafiteiro

Avenida Paulo VI, sem número, Sumaré. Foto por André Deak para o Arte Fora do Museu (http://www.arteforadomuseu.com.br)
Avenida Paulo VI, sem número, Sumaré. Foto por André Deak para o Arte Fora do Museu (http://www.arteforadomuseu.com.br)

grafite-mulher

O Retrato de Dorian Gray ofendeu a sensibilidade moral dos críticos literários britânicos. Alguns dos quais disseram que Oscar Wilde merecia ser acusado de violar as leis que protegiam a moralidade pública.

O novo prefeito de Sampa, o Mauricinho, será doravante conhecido como “Doria Grey“. Falta-lhe, pelo menos, uma pitada de Cultura & Cidadania. Segundo Eliene Percília da Equipe Brasil Escola.com, a arte do grafite é uma forma de manifestação artística em espaços públicos. A definição mais popular diz que o grafite é um tipo de inscrição feita em paredes.

Existem relatos e vestígios dessa arte desde o Império Romano. Seu aparecimento na Idade Contemporânea se deu na década de 1970, em Nova Iorque, nos Estados Unidos. Alguns jovens começaram a deixar suas marcas nas paredes da cidade e, algum tempo depois, essas marcas evoluíram com técnicas e desenhos.

Principais termos e gírias utilizadas nessa arte de rua:

Grafiteiro/writter: o artista que pinta.
• Bite: imitar o estilo de outro grafiteiro.
Crew: é um conjunto de grafiteiros que se reúne para pintar ao mesmo tempo.
Tag: é a assinatura de grafiteiro.
Toy: é o grafiteiro iniciante.
Spot: lugar onde é praticada a arte do grafitismo.

O grafite está ligado diretamente a vários movimentos, em especial à cultura Hip Hop. Para esse movimento social, o grafite é a forma de expressar toda a opressão que a humanidade vive, principalmente os menos favorecidos, ou seja, o grafite reflete a realidade das ruas.

grafite-mulherO grafite foi introduzido no Brasil, no final da década de 1970, em São Paulo. Os brasileiros não se contentaram com o grafite norte-americano, então começaram a incrementar a arte com um toque brasileiro. O estilo do grafite brasileiro é reconhecido entre os melhores de todo o mundo.

grafiteMuitas polêmicas giram em torno desse movimento artístico, pois:

  • do lado “mortadela”, o grafite é apreciado por sua qualidade artística, e
  • do outro lado “coxinha”, não passa de poluição visual e vandalismo.

A elite socioeconômica inculta brasileira resume tudo caracterizado pelo ato de escrever em muros, edifícios, monumentos e vias públicas à pichação ou ao vandalismo. É muito burra! Come angu e arrota peru!

Essa elite burra, tipo o Doria Grey, é descendente daqueles que, no passado, perseguiam sambistas como fossem vagabundos…

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10 Feirinhas Culturais em São Paulo

Feira Boliviana

Assim como o Brasil é multi-étnico — embora já tenha sido mais democrático entre 1985 e 2015, antes do golpe de 2016 –, São Paulo é uma cidade multicultural, tem feira livre e feirinha gastronômica de vários povos através de seus imigrantes italianos, japoneses, bolivianos, árabes, africanos, etc.  Conheça as 10 melhores feiras com comida típica em SP segundo o site Momondo:

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Cabeça nas Nuvens

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Clouds/EB-Kids jcliwea129j4 509 by 500 pixels EB Illustration/Animation Jerry Kraus April 11, 2006

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A formação das nuvens é o resultado da condensação do vapor da água que está na atmosfera e se transforma em gotículas de água ou minúsculos cristais de gelo. Essa formação ou aglomerado de gotículas e cristais recebe o nome de nebulosidade.

A principal diferença entre os tipos de nuvens é a altura em que elas se formam ou onde está sua base. Essa altura varia de acordo com a posição geográfica. Por exemplo, aqui, no Brasil, as nuvens estão em uma altura diferente das que estão no Polo Norte.

 

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Prefácio de Ô FIM DO CEM, FIM… por Angélica Sátiro

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Caros Leitores e Caras Leitoras,

Ao ler algo instigante, não somente se lê o que está escrito diante de nós, mas também se relaciona esse escrito a textos anteriores que entram em relação com ele; além do mais, é possível fazer uma leitura da experiência vivida durante esse  processo. Nesse sentido é que ler o livro do nosso astrofísico foi uma aventura que ocorreu de maneira dialógica em minha mente.

Foi assim que me vi diante da obra do  Paulo Marques (também conhecido como Pedro Paulo): estimulada a dialogar com sua didática-arte, com seus futuros  leitores, comigo mesma e com vários outros interlocutores.

Certamente esse efeito só foi provocado porque ele é o Mestre de Mestres!

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Ô Fim do Cem, Fim…

capa

Voltar a Belo Horizonte, minha terra natal, possibilita-me não só um reencontro com minhas raízes familiares como também um “banho-de-cultura”. É uma cultura mais humanista do que a competitiva paulista. Conheci, com certo atraso, uma Arte naïf (tradução literal: ingênua) — essa ‘arte primitiva moderna’ é a que é produzida por artistas sem formação acadêmica — que, manuscrita e desenhada com canetas Bic, propicia reflexão sobre a razão de ser, ou melhor, sobre o que pode ser a razão.

O documentário O Fim do sem Fim (Direção: Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi; 2000),  cujo trailer apresento acima, mereceu resenha de um crítico (“O Fim do sem Fim” reúne pessoas em ofícios à beira da inexistência; Armando Antenore – Folha de S.Paulo) em que apresenta a pergunta-chave: “o que, afinal, acontece com as coisas — as pessoas, as iniciativas, os sonhos — que já não têm lugar? Para respondê-la, o trio de cineastas dribla a tentação panfletária (que poderia resultar em pregações sociológicas, por exemplo) e encontra uma saída belíssima. Entre um depoimento e outro, introduz imagens religiosas, “takes” de crianças brincando e o tagarelar de um certo Mestre dos Mestres — sujeito amalucado que dispara frases repletas de termos científicos e acadêmicos, mas inteiramente desconexas.”

Se o crítico se desse ao trabalho (prazeroso) de ler o livro de tal “sujeito amalucado”, não repetiria esse erro de avaliação leviana. Desconexas com a realidade são as ideias restritas à lógica mecanicista newtoniana – tipo cadeia linear de causas-e-efeitos – hegemônica no cânone da ciência ainda iluminada pelo século XVIII. E sobrevivente até hoje em mentes de pessoas que insistem em pensar o mundo real a partir da noção de equilíbrio. Cabe indagar: quem? O que? Onde? Por que meios? Por que? Como? Quando? Cabe questionar: essas pessoas não percebem a composição orgânica do mundo real a partir do relacionismo do século XIX e/ou da relatividade do século XX?!

O que dá a qualidade de erudito é apenas a instrução e o conhecimento adquiridos por meio da leitura escrita em linguagem culta?! Só esta compreende a língua literária?! Só porque esta tem por base a norma culta, forma linguística utilizada (e imposta) pelo segmento influente de uma sociedade?!

A linguagem culta é aquela que está de acordo com as normas gramaticais, sendo então mais próxima da escrita formal. Já a linguagem coloquial é aquela mais próxima da fala, sendo mais informal. O livro Ô fim do cem, fim… (leia as imagens de algumas páginas) apresenta algo diferente: a linguagem escrita mais próxima da fala popular! Uma oralidade-escrita extremamente expressiva da cultura variada do autor!

Paulo Marques de Oliveira apresenta-se como cientista, astrofísico, teólogo e sismografista autodidata. Ele é o autor do livro Ô fim do cem, fim… editado pela Vereda em 2011 e reeditado pela Benvinda Editora em 2014.

Em http://piseagrama.org/o-fim-do-cem-fim/ encontrei uma avaliação mais condizente com a obra-prima originalíssima. Reproduzo abaixo a apresentação de Renata Marquez.

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