Cabeça nas Nuvens

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Clouds/EB-Kids jcliwea129j4 509 by 500 pixels EB Illustration/Animation Jerry Kraus April 11, 2006

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A formação das nuvens é o resultado da condensação do vapor da água que está na atmosfera e se transforma em gotículas de água ou minúsculos cristais de gelo. Essa formação ou aglomerado de gotículas e cristais recebe o nome de nebulosidade.

A principal diferença entre os tipos de nuvens é a altura em que elas se formam ou onde está sua base. Essa altura varia de acordo com a posição geográfica. Por exemplo, aqui, no Brasil, as nuvens estão em uma altura diferente das que estão no Polo Norte.

 

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Prefácio de Ô FIM DO CEM, FIM… por Angélica Sátiro

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Caros Leitores e Caras Leitoras,

Ao ler algo instigante, não somente se lê o que está escrito diante de nós, mas também se relaciona esse escrito a textos anteriores que entram em relação com ele; além do mais, é possível fazer uma leitura da experiência vivida durante esse  processo. Nesse sentido é que ler o livro do nosso astrofísico foi uma aventura que ocorreu de maneira dialógica em minha mente.

Foi assim que me vi diante da obra do  Paulo Marques (também conhecido como Pedro Paulo): estimulada a dialogar com sua didática-arte, com seus futuros  leitores, comigo mesma e com vários outros interlocutores.

Certamente esse efeito só foi provocado porque ele é o Mestre de Mestres!

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Ô Fim do Cem, Fim…

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Voltar a Belo Horizonte, minha terra natal, possibilita-me não só um reencontro com minhas raízes familiares como também um “banho-de-cultura”. É uma cultura mais humanista do que a competitiva paulista. Conheci, com certo atraso, uma Arte naïf (tradução literal: ingênua) — essa ‘arte primitiva moderna’ é a que é produzida por artistas sem formação acadêmica — que, manuscrita e desenhada com canetas Bic, propicia reflexão sobre a razão de ser, ou melhor, sobre o que pode ser a razão.

O documentário O Fim do sem Fim (Direção: Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi; 2000),  cujo trailer apresento acima, mereceu resenha de um crítico (“O Fim do sem Fim” reúne pessoas em ofícios à beira da inexistência; Armando Antenore – Folha de S.Paulo) em que apresenta a pergunta-chave: “o que, afinal, acontece com as coisas — as pessoas, as iniciativas, os sonhos — que já não têm lugar? Para respondê-la, o trio de cineastas dribla a tentação panfletária (que poderia resultar em pregações sociológicas, por exemplo) e encontra uma saída belíssima. Entre um depoimento e outro, introduz imagens religiosas, “takes” de crianças brincando e o tagarelar de um certo Mestre dos Mestres — sujeito amalucado que dispara frases repletas de termos científicos e acadêmicos, mas inteiramente desconexas.”

Se o crítico se desse ao trabalho (prazeroso) de ler o livro de tal “sujeito amalucado”, não repetiria esse erro de avaliação leviana. Desconexas com a realidade são as ideias restritas à lógica mecanicista newtoniana – tipo cadeia linear de causas-e-efeitos – hegemônica no cânone da ciência ainda iluminada pelo século XVIII. E sobrevivente até hoje em mentes de pessoas que insistem em pensar o mundo real a partir da noção de equilíbrio. Cabe indagar: quem? O que? Onde? Por que meios? Por que? Como? Quando? Cabe questionar: essas pessoas não percebem a composição orgânica do mundo real a partir do relacionismo do século XIX e/ou da relatividade do século XX?!

O que dá a qualidade de erudito é apenas a instrução e o conhecimento adquiridos por meio da leitura escrita em linguagem culta?! Só esta compreende a língua literária?! Só porque esta tem por base a norma culta, forma linguística utilizada (e imposta) pelo segmento influente de uma sociedade?!

A linguagem culta é aquela que está de acordo com as normas gramaticais, sendo então mais próxima da escrita formal. Já a linguagem coloquial é aquela mais próxima da fala, sendo mais informal. O livro Ô fim do cem, fim… (leia as imagens de algumas páginas) apresenta algo diferente: a linguagem escrita mais próxima da fala popular! Uma oralidade-escrita extremamente expressiva da cultura variada do autor!

Paulo Marques de Oliveira apresenta-se como cientista, astrofísico, teólogo e sismografista autodidata. Ele é o autor do livro Ô fim do cem, fim… editado pela Vereda em 2011 e reeditado pela Benvinda Editora em 2014.

Em http://piseagrama.org/o-fim-do-cem-fim/ encontrei uma avaliação mais condizente com a obra-prima originalíssima. Reproduzo abaixo a apresentação de Renata Marquez.

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Novo Modo de Ver TV

Mudei meu hábito de ver na TV apenas futebol e telejornal. Com smart-tv (TV com acesso à web), AppleTV, vejo mais a Netflix, o YouTube e as palestras do TED. Aprecio uma nova forma de arte que são os vídeos em 4 K disponíveis no YouTube. É pura beleza sem comentários desnecessários, geralmente idiotas e cheios de lugares-comuns dos locutores de TV. Basta se inscrever em canais do YouTube que tratam de temas de seu gosto, por exemplo, política, viagens, futebol e automóveis:

INSCRIÇÕES

É verdade que o jogo de futebol americano durou horas e o vídeo tem cerca de dois minutos. Mas o jogo já acabou, enquanto o vídeo continua sendo visto – e ele não está nem entre os 25 mais assistidos do YouTube neste ano. No topo da lista, com 1,3 bilhão de visualizações, está um vídeo de uma música da trilha do filme “Velozes e Furiosos 7” cantada pelo rapper Wiz Khalifa.

Os investidores deveriam olhar o YouTube com outros olhos, por três razões. Continue reading “Novo Modo de Ver TV”

Nascimento de uma Rede de TV Global

Como afetará a cultura mundial o nascimento de uma rede de TV globalE não é a Rede Globo… Haverá uma pasteurização, isto é, empobrecimento das qualidades artísticas e/ou da originalidade e/ou da autenticidade expressiva etc. de uma obra, de uma teoria etc., com o intuito de agradar ao público ou tornar sua mensagem mais chã? Ou haverá um maior conhecimento das inúmeras culturas nacionais ou locais? A empatia ajudará a compreensão mútua e a defesa da paz mundial?

Ao contrário da TV Aberta ou TV Paga, acho que predominará a customização individual. Na nova rede de TV Global, com streaming, o telespectador escolhe o que ver e no horário que quiser, de acordo com seu gosto pessoal.

Gustavo Brigatto (Valor, 06/01/16) informa que o cofundador e presidente da Netflix, Reed Hastings, anunciou que a companhia iniciou a oferta do serviço em mais 130 países e falou sobre os planos da companhia fundada por ele em 1997. A companhia, que estava em 60 países e tem 74 milhões de assinantes, mais que triplicou o número de locais atendidos e passou a operar em quase todos os países do mundo. O principal desafio é a China. “Mas continuamos a negociar para ir para lá”, disse Reed Hastings, durante conferência na CES, a maior feira de tecnologia do mundo, que aconteceu em Las Vegas. Continue reading “Nascimento de uma Rede de TV Global”

Feliz Ano Novo, Povo Brasileiro e Afrodescendentes de Todo o Mundo!

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Hola profesor Nogueira,

Sou o pintor MARVIN MARTINEZ JR e tamben sou promotor de nossos dereitos como afrodesentes do mundo, sobre todo de nossas féminas. Eu moro na Nicaragua e desde aquim eu luto pelos dereitos atravez das minhas pinturas.

Quando eu pesquicaba na internet emcontrei sua conta do seu blog que fala sobre musica afrobrasileira e  porem decedi escribir a voces.

Eu mando para voces fotos de algumas da minhas pinturas feitas nos últimos anos , mesmas que voces podem usa-as para alguma campanha pelos dereitos afros ou para alguma publicidade de  nossa causa ou iclusive compartilhar-os nas suas contas.

Uma coisa que nao posso esquecer è que a maioria delas sao feitas únicamente com canetas azuis (bic).

Tehno muitas outras imágenes no meu Facebook num álbum que se chama:” meus cuadros a color”.

Que legai emcontrar mais pessoas com minha mesma visao.

Pido que perdoe meu portugués ruin. Eu ainda nao termino minhas aulas.

Foi um placer.

Att:
Marvin Martinez jr
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FNC: Somos todos afrodescendentes!
Nós, seres humanos descendentes da espécie Homo Sapiens, somos todos afrodescendentes! 
Sobreviveu, ao longo dos milênios, apenas uma raça humana.
Leia mais:

Ciência e/ou Arte

Movimentos na Arte Moderna

Nos anos 1880, a Ciência estava mudando a vida dos pintores. Acreditava-se que tudo podia ser descrito pela Ciência, mesmo quando se tratava de fazer Arte.

Queria-se conhecer o caráter de diferentes cores para adquirir uma compreensão de como elas se relacionariam vivendo lado a lado nos limites de uma tela. O livro Óptica (1704), de Isaac Newton, era (e ainda é) o ponto de partida usual para o estudioso da Teoria das Cores. É nessa obra que o cientista explica como a luz dispersada através de um prisma se decompõe em um espectro de sete cores.

Cerca de cem anos mais tarde o polímata alemão Johann Wolfgand von Goethe publicou sua visão do assunto em um livro chamado Doutrina das Cores (1810). E em 1839 um químico francês chamado Michel Eugène Chevreul escreveu A Lei do Contraste Simultâneo das Cores. George Seurat (1859-91) estudou todos esses livros e muito mais.

O Chefe do Departamento de Design da Apple foi responsável pelo iMac, iPod, iPhone, iPad e iBook. Pegou os produtos menos sexy do mundo – os computadores e seus discos rígidos – e os transformou em objetos de desejo palpitante. É uma façanha considerável.

Como se levou a cabo essa mágica do século XXI? Transformando a complexidade em simplicidade, ou seja, simplificando o complicado, deslindando a confusão e complexidade inerentes de seu objeto, unificando-o em um design em que forma e função se combinam em estética harmonia.

É o tipo de simplicidade que artista ao longo de todo o século XX se esforçaram por atingir. Uma preocupação muito difundida no seio da vanguarda é: como criar ordem e solidez no mundo por meio de algo tributo tão ambíguo quanto a arte? Continue reading “Ciência e/ou Arte”