Dub 40 Anos: Lucas Santtana lista 9 Discos Influentes

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Escrito por , no site Na Mira do Groove, há ótimo post para quem, como eu, gosta do dubFortemente associado ao reggae e à cultura jamaicana, o dub faz uso da base baixo e bateria com sobreposições de efeitos criativos dentro das possibilidades de estúdio.

Mais que um gênero musical, o dub é o retrato fiel de uma época de descobertas sonoras, que de certa forma revolucionaram a gravação em estúdio na Jamaica para logo expandir sua influência por todo o mundo musical.

Agora, em 2013, comemora-se os 40 anos deste gênero musical, que se mostra mais influente do que nunca na música brasileira.

Para selar essa data, o músico e compositor Lucas Santtana organizou nos últimos dias 10 e 11 de setembro no Sesc Vila Mariana (São Paulo) o show Dub 40 Anos, que contou com participações de Anelis Assumpção, Thiago França, Bi Ribeiro (Paralamas do Sucesso), Bruno Buarque, Guizado, entre outros (mais detalhes sobre o show, confira esta entrevista para o site Azoofa).

Em meio às correrias com shows e agendas, Lucas Santtana fez uma pequena lista a pedido do Na Mira do Groove de 9 álbuns influentes do gênero, que de alguma forma estão condensados em sua produção musical.

Sem ordem de preferência, o músico foi de Colonel Elliott a Dub Colossus, passando por Adrian SherwoodRhythm & SoundAugustus Pablo e mais. Tem bastante raridade aqui: trabalhos que valem a pena conhecer para expandir o conhecimento sobre o gênero.

A lista completa está abaixo em ordem de ano de lançamento, acompanhadas de algumas informações técnicas.

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Guitarras e fado

Nosso amigo Miguel Amaral envia-nos vídeo musical de Portugal. Gosto do sotaque português, inclusive na escrita. “Não sei se esta a fazer uma vida normal estes dias, no entanto, gostaria de partilhar este vídeo consigo. Para mostrar que aqui, neste pequeno rectângulo, também fazemos coisas com qualidade. É um projecto musical chamado Humanos que reúne, possivelmente, os melhores músicos portugueses. O projecto é uma homenagem a António Variações, um músico que surgiu nos princípios dos anos 80, era uma personalidade excêntrica e que vivia muito a frente do seu tempo. Por isso, incompreendido em vida, curiosamente, estou a pensar numa frase que li ontem de Victor Hugo, na sua obra “Os Miseráveis“, “todos os homens que se elevam são fonte de inveja e infâmia”. Pode aplicar-se a António Variações. Neste projecto reúnem-se os melhores músicos da actualidade portuguesa, desde do pop até ao fado. O vocalista da canção dos Humanos – Quero é Viver ( ao vivo no Coliseu) é, curiosamente, um fadista”. É, de fato, curioso. Reúne guitarras e fado. O refrão diz:

“Vou viver / Até quando eu não sei / Que me importa o que serei / Quero é viver”

(I wanna live / I don’t know for how long / I don’t care what am I gonna be / I wanna live).

Uma Música, Várias Versões: Wild Thing

A versão original da canção clássica “Wild Thing“, mais tarde, foi tornada famosa por The Troggs e Jimi Hendrix. Ela foi lançada por The Wild Ones, em 01 de novembro de 1965, cerca de seis meses antes de The Troggs gravou seu remake, o que iria para o # 1 nas paradas dos EUA e venderia milhões de cópias em todo o mundo. A canção foi escrita por Chip Taylor, que também escreveu o hit balada “Angel Of The Morning“.

Versão Pop:

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Rocksteady

Rocksteady era um estilo de música popular jamaicana que se diferenciava do ska nos anos 60. Em seus termos mais simples, rocksteady é como o ska com metade da velocidade, com o trombone substituído pelo piano e pelo baixo proeminente. Era muito apreciado pelos rude boys na Inglaterra.

As letras desse estilo são mais voltadas a temas sociais, com maior consciência política. Há um foco maior em harmonias, particularmente nos trios como: The  Ethiopians, The Heptones, The Gaylads, The Dominoes, The Aces e The Wailers. Outras figuras principais incluem Alton Ellis e Ken Boothe. Com suas composições relacionadas à batida e ao protesto social, a música serviu como um precursor ao reggae.