Grandes Números de Empresas Nacionais: 2009-2014

Regime de Tributação CNPJ 2014 Quantidade de Empresas 2014

Uma publicação da Secretaria da Receita Federal, agora sob governo ilegítimo, i.é, não eleito democraticamente, tem por objetivo apresentar, de forma resumida, algumas informações fiscais relativas às empresas optantes pelo SIMPLES NACIONAL no período correspondente aos anos-calendário 2009 a 2014. Entre 4,5 milhões de empresas, 3/4 (ou 74%) optaram pelo modelo SIMPLES durante o governo social-desenvolvimentista (2003-2014). Eram felizes e não sabiam!

Trata-se de duas tabelas, uma na qual é possível selecionar, por unidade da federação e por ano-calendário, a quantidade de empresas, a receita bruta, a quantidade de empregados e a massa salarial, distribuídos por faixas de receita bruta e por anexo da LC 123, de 14 de dezembro de 2006. A outra apresenta a lista de todos os valores.

Download das Tabelas:

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20160704Dados

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Jabuti não sobe em árvore: como o MBL se tornou líder das manifestações pelo impeachment (por Marina Amaral)

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Marina Amaral, no livro de Ivana Jinkings, Kim Doria , Murilo Cleto (orgs), “Por que gritamos golpe?”, descreve muito bem a mobilização dos jovens direitistas, fascistas e golpistas para atuarem como agitadores da rede social e levar os reaças da classe média decadente às passeatas, vestidos com a camiseta da CBF (antro de corruptos) e/ou do pato amarelo da FIESP golpista. Ela já tinha investigado esse movimento direitista em: Marina Amaral, “A nova roupa da direita“, Pública, 23 jun. 2016; disponível online.

“Depois que os protestos contra a alta nas tarifas de ônibus e metrô tomaram o país, em junho de 2013, uma juventude que não costumava se manifestar nas ruas começou a aparecer nos jornais. Os novos integrantes, logo apelidados de “coxinhas” pela juventude de esquerda, repudiavam as bandeiras vermelhas a pretexto de impedir a “partidarização” do movimento, e assumiam o verde-amarelo “de todos os brasileiros”. Condenavam os black blocs e exaltavam a polícia militar, que reprimira com violência os protestos convocados pelo Movimento Passe Livre. Suas principais bandeiras eram contra a “roubalheira” e contra “tudo isso que está aí”, paulatinamente substituídos por um simples “Fora PT”.

A imprensa foi atrás de entrevistas com as novas lideranças, sem esclarecer sua origem.

  • Alguns grupos eram fáceis de rastrear, como o Vem Pra Rua, de Rogério Chequer, ligado à juventude do PSDB e ao senador Aécio Neves.
  • Ou o Revoltados Online, francamente autoritário, que pedia a volta da ditadura militar enquanto faturava com a venda online de camisetas e bonecos contra o PT.
  • O mais obscuro deles era o Movimento Brasil Livre (MBL), que parecia ter brotado da terra para assumir a liderança daquele que se tornaria o movimento pró-impeachment nos anos seguintes.

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Por Que Gritamos Golpe? Para entender o Impeachment e a Crise Política no Brasil

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Ivana Jinkings, Kim Doria e Murilo Cleto são os organizadores da coletânea de artigos de intelectuais, militantes e políticos recém-publicada pela editora Boitempo (2016). Trata-se de um registro histórico indispensável para os leitores contemporâneos quanto para os historiadores no futuro, quando investigarem a fundo as narrativas do Golpe Parlamentarista de 2016.

Trata-se de mais um golpe na história republicana brasileira, 52 anos depois do último Golpe Militar de 1964. Antes deste, tinha fracassado um Golpe Parlamentarista que os reacionários tentaram impor ao vice-presidente Jango Goulart. Este conseguiu submeter o parlamentarismo a um plebiscito popular, cuja maioria disse NÃO à tentativa de políticos representantes das oligarquias regionais comandarem a política brasileira.

Após a redemocratização do Brasil, uma emenda da nova Constituição determinava a realização de um plebiscito no qual os eleitores iriam decidir se o país deveria ter um Regime Republicano ou Monarquista controlado por um Sistema Presidencialista ou Parlamentarista. A lei número 8.624, promulgada pelo presidente Itamar Franco em 4 de fevereiro de 1993, regulamentou a realização do plebiscito para ocorrer em 21 de abril de 1993.

A maioria dos eleitores votou a favor do Regime Republicano e do Sistema Presidencialista, maneira pela qual o país havia sido governado desde a Proclamação da República 104 anos antes – com exceção de uma breve experiência parlamentar entre 1961 e 1963, que também havia sido derrotada em um plebiscito.

Apesar disso, o poder dinástico do familismo político brasileiro manteve seu poder paroquial, estadual e congressual. Com este Golpe de 2016, o Poder Legislativo assumiu o Poder Executivo contra o resultado da eleição democrática de 2014 e, reconhecidamente, sob a falsa alegação de “crime de responsabilidade” – tanto que a Presidenta Dilma não teve seus direitos políticos retirados –, sob o olhar benevolente (e passivo) do Poder Judiciário. Por ora, o Poder Militar, ainda silencioso, só observa a desordem política na democracia brasileira… Continue reading “Por Que Gritamos Golpe? Para entender o Impeachment e a Crise Política no Brasil”

Deus acusado pelo Ministério Público Federal

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Denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro, Deus foi acusado pelo Ministério Público Federal de ser “o comandante máximo do esquema de corrupção na religião”, “o grande general” e “o único vértice comum de esquemas de corrupção disseminados em vários esquemas em igrejas”, segundo o coordenador da força-tarefa da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol.

Quando foi defender essa tese estapafúrdia perante uma banca julgadora, foi reprovado por não apresentar prova.

A alegação dos julgadores foi que a partir de falsas premissas — a Igreja é uma organização criminosa e a maioria do eleitorado foi enganada por quatro vezes devido à dizimocracia — não se pode deduzir uma verdade.

Uma ilustração gráfica por PowerPoint não basta para transformar uma convicção apriorística (e partidarizada) em uma prova contundente e irrefutável perante a opinião pública.

O procurador foi advertido a respeito de uso de linguagem chula e panfletária em lugar de linguagem técnica, neutra e/ou imparcial. Não demonstrou conhecimento da literatura jurídica e, pelos termos empregados em sua peça acusatória, revelou que sua única leitura é a revista Veja.

Tanto a opinião especializada quanto a opinião pública, ambas o consideraram um sujeito desqualificado para acusação de tal envergadura!

Desvio da Finalidade do FGTS

 

direita-golpistaO estertor do primeiro golpista, ex-chefe todo poderoso da gangue da direita (turma acima com dedo-duro), na Câmara de Deputados, ao seu estilo, foi a respiração ruidosa dos moribundos. Uma inspiração ruidosa como a que é percebida no coma. Mas, na ameaçadora entrevista concedida à FSP (12/09/16), ele demonstrou sua capacidade de análise política. Falando de o que conhece muito mais do que os analistas políticos da imprensa — o submundo da política brasileira –, Eduardo Cunha diagnosticou bem a Armadilha Temer.

“Ele está vivendo uma situação difícil, inclusive com erro de agenda. As manifestações de 2013 nunca foram sepultadas. Essa crise foi o propulsor do impeachment. Agora, Michel assumiu e, de certa forma, ele herda a crise de representatividade. Aqueles que votaram na Dilma e também no Michel – ele foi votado pelos mesmos 54 milhões – votaram num programa de governo apresentado pela Dilma que não foi cumprido. Ele precisaria compreender que ele foi votado por esses 54 milhões, que votaram em um programa de governo que a Dilma não cumpriu”.

“Há a sensação de que ele fica refém, porque ele entrega a política e o governo para aqueles que foram a oposição, que perderam a eleição para ele. É importante dizer isso: o PSDB e o DEM perderam a eleição para a Dilma e para o Michel. Se você quer legitimar o poder, tem que legitimar o poder eleito pelos 54 milhões. Quando você quer fazer o programa do PSDB e do DEM, passa a impressão de que quem está governando é o PSDB e o DEM. De uma certa forma, está trazendo para si a falta de representatividade. Os que votaram em você não reconhecem isso e aqueles que votaram no programa PSDB/DEM não entendem que o Michel é o representante legítimo para exercer isso. Nessas circunstâncias, ele está numa armadilha”.

“Tem que ter um pacto mínimo, mas não temos mandato reformador. Temos um mandato resultante de uma crise. Não dá para se comportar como se tivesse se ganho uma eleição, com um programa que não foi discutido e apresentado à sociedade”.

“Vai acontecer o seguinte: nesse primeiro momento, há [nas ruas] os movimentos orquestrados pelo PT, mas daqui a pouco vão se agregar os outros, os insatisfeitos com o programa não cumprido da Dilma, os que votaram no Aécio… Isso é uma situação muito perigosa“.

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Sintoma disso, o governo golpista anuncia um desvio da finalidade do FGTS, patrimônio dos trabalhadores brasileiros. Ele se destina à aposentadoria e ao financiamento da cobertura do déficit habitacional. Continue reading “Desvio da Finalidade do FGTS”

Brasil e o Golpe: Não silenciarão os democratas!

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Quem é aquela figurinha que se infiltrou ali de lado para aparecer na foto, hein?! Parece que levou um “passa fora, Temer”… Usurpador é aquele que se apodera por violência ou meios injustos daquilo que não lhe pertence ou a que não tem direito.

Nosso correspondente europeu, Miguel Amaral, enviou-nos mais um artigo que saiu na imprensa portuguesa, no caso, no Expresso (expresso.sapo.pt). A autora é Isabel Moreira, Jurista e Deputada Socialista portuguesa. É um exemplo para os democratas brasileiros! No exterior não há um Partido da Imprensa Golpista (PIG) para esconder a realidade política brasileira!

Opinião de Isabel Moreira

isabel-moreira“Usando uma metáfora alheia, não posso viver a partir do código postal da minha casa, agarrada freneticamente ao mesmo, com a única aspiração de o manter a salvo. Essa é a postura conservadora e cega, egoísta e, de resto, perigosa. Pensar-se que o que acontece além-fronteiras não tem a ver connosco é a causa do desastre que estamos a viver na Europa com a crise dos migrantes e com o crescimento da extrema-direita.

Estive no Brasil quando da votação no Senado do Impeachment. Assisti a cada minuto das longas horas de um procedimento sem substância, horas que matam de asfixia qualquer democrata, horas de alegações políticas, porque nada havia a dizer sobre um inexistente crime de responsabilidade.

Dilma não tem uma única denúncia ou crime que lhe possam ser apontados (como o STF confirmou), ao contrário dos golpistas que nunca se conformaram com o fim da ditadura militar e que encontraram um “furo” para chegar ao poder sem voto e implementar um programa reacionário que nunca seria sufragado. Continue reading “Brasil e o Golpe: Não silenciarão os democratas!”