Do PIG ao PCB: Cenas Explícitas de Puxa-Saquismo

mentira

Os militantes do ex-PIG (Partido da Imprensa Golpista), renomeado PCB (Partido Chapa Branca), após o golpe parlamentarista, não se envergonham das cenas explícitas de puxa-saquismo em relação ao governo golpista. Simplesmente, o adesismo triunfante é porque ele promete, em período de interinidade, implementar o programa eleitoral derrotado nas quatro últimas eleições presidenciais: 2002 com Serra, 2006 com Alckimin, 2010 com Serra (nomeado Chanceler por Temer!) e 2014 com Aecinho.

É um autêntico estelionato eleitoral contraditório com o argumento que o vice-presidente foi também foi eleito. Ora, se ele foi eleito por outro programa eleitoral — anti-neoliberal –, que o cumpra! Senão, é um golpe no meu e em todos os votos que foram vitoriosos em 2014!

Outra mentira também já foi desmascarada: gravações de audio desmentiram o “caráter apartidário” do MBL — movimento direitista líder dos movimentos de rua golpistas. Confirmaram que o partido traidor da base governista (PMDB) e os demais partidos da oposição (PSDB, DEM e Solidariedade do Paulinho da Força) financiaram a conspiração para criar o “ambiente político” favorável ao golpe de Estado. Aliás, o “jovem empresário liberal” que se apresentou como o líder do MBL tem milhares de processos de mau pagador contra ele. Buscou articulação política para se proteger…

Mas oportunismo político não tem limite, assim como “mentira tem perna-curta”. No jogo das sete mentiras, a farsa do “impedimento” desfaz-se, rapidamente, pois as revelações de conversas gravadas entre os conspiradores revelaram os interesses dos principais articuladores do presidente interino, Michel Temer, de retirar Dilma da Presidência para interferir na Lava Jato:

  1. o ex-ministro do Planejamento, Romero Jucá, “braço-direito” de Temer, sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma “mudança” no governo federal resultaria em um pacto para “estancar a sangria” representada pela Operação Lava Jato, na qual ambos são investigados;

2. “Só Renan que está contra essa porra. ‘Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha’. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra”, afirma Jucá no [elegante] diálogo, que foi gravado [na verdade, Cunha continua manobrando e nomeando ministros, nos bastidores, inclusive mantendo todas as prerrogativas do cargo de presidente da Câmara de Deputados que lhe foi retirado pelo STF!];

3. o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) disse em conversa gravada pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que apoia uma mudança na lei que trata da delação premiada de forma a impedir que um preso se torne delator -procedimento central utilizado pela Operação Lava Jato;

4. Renan sugeriu que, após enfrentar esse assunto, também poderia “negociar” com membros do STF (Supremo Tribunal Federal) “a transição” de Dilma Rousseff, presidente hoje afastada;

5. Sérgio Machado (senador do PMDB, ex-PSDB), para quem os ministros “têm que estar juntos”, quis saber por que Dilma não “negocia” com os membros do Supremo; Renan respondeu: “Porque todos estão putos com ela” [por ela não conceder o aumento da remuneração absurdo que foi solicitado];

6. o Congresso não aprovava antes, durante o governo Dilma, medida que agora foi aprovada em dose muito maior sem nenhum questionamento: revisão da meta fiscal com a elevação do deficit primário para R$ 170,5 bilhões [e O Mercado aplaude!];

7. mais inconsistente ainda com a narrativa de que “o impeachment seria legítimo porque teria havido crime de responsabilidade com as pedaladas fiscais” é que, agora, o governo golpista propôs um ARO: Adiantamento de Receita Orçamentária, ou seja, que o BNDES antecipe ao Tesouro Nacional nos próximos três anos R$ 100 bilhões da amortização em longo prazo dos seus empréstimos subsidiados feitos durante o governo da presidente afastada Dilma Rousseff. Continue reading “Do PIG ao PCB: Cenas Explícitas de Puxa-Saquismo”

Jogo de Alianças entre Castas e Golpe contra Domínio Irrestrito

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Decretado o fim do governo social-desenvolvimentista pelos golpistas neoliberais, a resistência democrática passa a ser defensiva na tentativa de evitar a regressão das conquistas de direitos (civis, políticos, sociais e econômicos) do período de mobilidade social. Sendo assim, há o reconhecimento implícito que houve, de fato, algo de novo na sociedade brasileira entre 2003 e 2014. Na verdade, no primeiro ano (2015) do segundo mandato da Presidenta reeleita, democraticamente, quando se adotou o ajuste fiscal neoliberal com tratamento de choque tarifário e sinalização de depressão econômica, a Era Social-desenvolvimentista findou.

Fim da hegemonia de uma casta, seja por crise econômica, seja por guerra ou revolução, ocorre em simultâneo como uma crise ideológica, onde se parte para “mudanças” a qualquer custo. A ordem social desmorona quando o governante passa a acreditar que está fracassando e, sob pressão, adota o programa de adversário, indo contra o ideário de sua base de apoio político-eleitoral.

A Era Social-desenvolvimentista (2003-2014) representou, a la socialdemocracia europeia, a aliança entre a casta de trabalhadores e a de sábios-criativos, com apoio da casta de “comerciantes-brandos”: empresários e financistas com tolerância política e liberalismo cultural. O apoio da casta dos sábios-tecnocratas oscila de acordo com “o governo de plantão”, pois cada administrador técnico concursado, seja do Poder Executivo, seja do Poder Judiciário, sabe que “os governos passam, mas ele fica”. Os valores predominantes, nessa Era, foram solidariedade, coletivismo, regulação e igualitarismo social.

A nova Era Neoliberal em gestação se ergue sobre uma aliança golpista entre as castas dos “comerciantes firmes”, ou seja, empresários nacionais e pequeno-burgueses sob pressão da concorrência internacional que passam a sobrevalorizar disciplina fiscal (corte de gastos e impostos), regras e autoridade, com as castas de governantes oligárquicos (herdeiros de aristocratas e/ou proprietários rurais) e de guerreiros (PF, MP, TCU, etc.). Os valores  culturais divulgados pela grande mídia são livre-mercado, competitividade, meritocracia e individualismo. Os intelectuais direitistas insistem no discurso da competência, eficácia e eficiência dos próprios pares: autoengano somado à validação ilusória…

Os grupos sociais, vistos como castas, não são só organismos que buscam
o interesse próprio e a vantagem econômica. Também constituem encarnações de ideias e estilos de vida, que procuram impor às outras. Quando tentam impor domínio irrestrito de seus valores, as ordens sociais tornam-se menos inclusivas e as alianças das castas excluídas ganham maioria em nova eleição ou partem para o golpe de Estado, seja parlamentarista, seja militar.

Então, se a Dilma representou a presunção arrogante típica dos especialistas da casta dos sábios-tecnocratas, Lula liderou a casta dos trabalhadores com forte espírito comunitário ou corporativista, que excluem “os de fora” em seu culto à personalidade e na indicação política para o aparelhamento do Estado. Porém, a casta dos guerreiros atiça guerras e processos judiciais intermináveis por honra e vingança, e adota discurso de ódio que incentiva a intolerância extremista contra os adversários. E a casta dos mercadores, se deixada livre de regulação, logo provocará a instabilidade econômica e a elevação das desigualdades sociais.

À luz dessa reflexão sociopolítica, leia e avalie o seguinte Editorial do PIG (Valor, 20/05/16) ainda em campanha política para decretar o fim definitivo do PT. Personaliza uma instituição. Fazer autocrítica ou mea culpa deve ser por parte de dirigentes que cometeram o crime de buscar financiar o PT como os demais partidos e não por parte de uma instituição partidária com milhares de militantes e simpatizantes inocentes. Isso também não exclue continuar a fazer a crítica à deslealdade dos adversários, muitos ex-aliados. Introjetar toda a culpa é típico de uma cultura cristã que crê na redenção pelo auto sacrifício. Continue reading “Jogo de Alianças entre Castas e Golpe contra Domínio Irrestrito”

Cadê os Indignados?

golpistas

A cada dia fica mais exposto o cinismo dos reacionários “moralizadores”. Como cobra Vladimir Safatle (FSP, 20/05/16), “se todo o processo de “impeachment” de Dilma Rousseff tivesse sido, de fato, impulsionado pela indignação popular contra a corrupção sistêmica no governo, teríamos, neste exato momento, um barulho ensurdecedor de panelas, milhares de pessoas iradas vestindo verde e amarelo nas ruas e a imprensa em coro pedindo a destituição do presidente interino e seu governo postiço de corruptos. Uma semana bastou para mostrar ao mundo o grau zero de comprometimento contra a corrupção da oligarquia que tomou de assalto o poder.

Mas não, meus amigos, vocês não estão ouvindo panelas, nem vendo seu vizinho urrar impropérios contra o governo, nem o senhor Sérgio Moro continua no noticiário com sua pretensa caça implacável e destemida contra usurpadores do bem comum. Não há nada no horizonte das famílias que tiravam selfies com a Polícia Militar que indique um desejo incontido de gritar “agora, é fora Temer“.

(…) Se, de fato, toda esta história sobre indignação contra a corrupção era uma farsa tosca, o que realmente aconteceu? Digamos que o Brasil viveu nestes últimos meses uma grande expiação, uma espécie de Carnaval macabro de liberação da frustração social que tinha como única finalidade tirar dessa liberação sua potência de transformação real e transformá-la em uma ação espetacular e improdutiva. Como em uma terapia catártica, a frustração social [pelas consequências da crise mundial terem finalmente atingido o Brasil] foi expiada por meio da imolação de uma presidenta. E assim tudo pode depois voltar ao normal”.

“Sobrou então (…) a simples tradução deste desencantamento generalizado em frustração social bruta, com direito a rituais de expiação e espetáculos de liberação de falas “politicamente incorretas” contra inimigos imaginários. Falas que repetem o mero prazer infantil de enunciar palavras proibidas marchando ao lado de patos gigantes e bonecos infláveis que pareciam saídos de desenhos animados. A temática da corrupção foi apenas a senha para começar esse Carnaval impotente. Seu destino era terminar ali.

Expiada a frustração, sacrificados os inimigos, todos podiam então voltar para casa e se submeter aos mesmos políticos corruptos de sempre, enquanto eles espoliam ainda mais nossos direitos. Assim, a era das panelas em fúria terminou. Agora, a verdadeira era da indignação pode começar.”

Depois da expiação, resta a espiadela do assalto ao butim dos mesmos políticos corruptos de sempre. E a direita dá seu sorriso de hiena por poder fazer novo desmanche do Estado social-desenvolvimentista… Sem necessidade de obter votos para isso…

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Ascensão e Queda do Apoio dos Donos do Poder

CUT 1989-2016Rendimento Real e Desemprego jun 2013-fev 2016B&D 20 SM 2007-2013

A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda (SPE-MINFAZ) divulgou, no dia 09/05/2016, o primeiro Relatório da Distribuição Pessoal da Renda e da Riqueza da População Brasileira. O documento foi elaborado com base nos dados da declaração de Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) fornecidos pela Receita Federal do Brasil (RFB).

Em sua apresentação, a SPE-MINFAZ destacou que “os números de 2014, declarados pelos contribuintes à RFB em 2015, mostram que o 0,1% mais rico da população brasileira, ou 27 mil pessoas em um universo de 27 milhões de declarantes do IRPF, afirmaram possuir R$ 44,4 bilhões em rendimento bruto tributável e R$ 159,7 bilhões em rendimento total bruto. Eles possuem 6% da renda bruta e 6% dos bens e direitos líquidos do país. Essa parcela mais abastada também aufere uma renda 3.101% superior ao rendimento médio dos declarantes de IRPF e possuem uma quantidade de bens e direitos 6.448% superior à média”.

Em uma primeira análise das tabelas apresentadas, vislumbra-se também que apenas 8,4% (2,268 milhões) dos declarantes na faixa acima de 20 salários mínimos – R$ 14.480 em 2014 e R$ 17.600 em 2016 – receberam em 2014 cerca de 30,4% da renda tributável, 46,4% da renda total e possuíam 59,4% dos bens e direitos totais. É mais uma evidência de como a concentração de riqueza supera em muito a concentração de renda.

Na série temporal de 2007 a 2013, construída a partir das DIRPF, há uma notável estabilidade do percentual de declarantes até 20 salários mínimos: inicia-se e termina-se com 91,6%. Em 2010 e 2011, caiu respectivamente para 90,7% e 90,2%. Em outras palavras, na retomada do impacto da crise de 2008-2009, os mais ricos acima de 20 salários mínimos ganharam proporcionalmente mais rendimentos totais.

Porém, depois houve a “Cruzada da Dilma” contra os juros reais mais elevados do mundo. A Selic começou a cair em 01/09/2011 de 12,5% a.a. a 12%, chegando a 7,25% em 10/10/2012, e permanecendo neste patamar até 17/04/2013, quando se elevou para 7,5% e daí atingiu 14,25% em 29/07/2015, nível que se mantém há sete reuniões do COPOM (Comitê de Política Monetária do Banco Central), ou seja, até o golpe contra Dilma.

Em termos de bens e direitos, inclusive ativos imobiliários e automotores em seus valores históricos, a tabela acima sugere o impacto de tal “cruzada” na apropriação de riqueza pelas castas que se situam na faixa de rendimentos acima de 20 salários mínimos: queda de 63,2% em 2011 para 59,4% em 2012 e 2013. Intolerável! Daí a intolerância golpista orquestrada pelo PIG… Continue reading “Ascensão e Queda do Apoio dos Donos do Poder”

Maioria na População = Minoria em Empresas

Minorias em Empresas

Letícia Arcoverde (Valor, 09/05/16) informa que a parcela de pessoas que trabalha nas maiores empresas do Brasil é bastante diferente da população brasileira como um todo, segundo uma pesquisa do Instituto Ethos e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). Mulheres e negros estão sub-representados em todos os níveis da hierarquia. São poucas as companhias que têm medidas concretas para modificar essa realidade. No geral, os executivos das empresas não têm ao menos a percepção de que essas discrepâncias existem.

Embora sejam maioria da população brasileira, afrodescendentes são apenas 36% do nível operacional das empresas participantes, excluídos aprendizes, estagiários e trainees. O número diminui consideravelmente na medida em que se sobe na hierarquia da empresa: 26% entre supervisores, 6% na gerência e menos de 5% entre executivos e conselho de administração.

Mulheres têm participação parecida a nível operacional (35%), mas uma presença maior nas camadas hierárquicas mais altas. Elas são 38% entre supervisores, 31% das gerências, 14% do quadro executivo e 11% nos conselhos.

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Sem Palavras (por Alessandro Martins)

Viver é desenhar sem borrachaSem palavras

Recebi a seguinte mensagem de Alessandro Martins, compartilhada por Claudemir Massami Takahashi:

Olá,

diante de tudo o que temos testemunhado acontecer no Brasil, fico sem palavras, na verdade.

Poderia falar de:

  1. o Estado cada vez menos laico,
  2. os sete investigados que ganharam foro privilegiado nos ministérios,
  3. o fim do Ministério da Cultura (pra que cultura, né?),
  4. o ministro que era advogado do PCC e que maquiava dados da criminalidade em São Paulo,
  5. o presidente que, além de ficha suja, é mau poeta (como a múmia do mesmo partido, que tinha bigode),
  6. como eles, durante esses seis meses temporários farão tudo parecer ótimo, sabe lá a custa de que conchavos, para arrochar quem já está arrochado, quando se tornarem permanentes,
  7. como os projetos que precisavam ser votados no legislativo para não estarmos na atual situação começarão a ser votados num passe de mágica e acordos espúrios,
  8. como dirão, pela frente, de pés juntos, que a investigação continua e, por trás, farão tudo para que acabe (e conseguirão),
  9. como o tal juiz é amiguinho do empresário pré-candidato à prefeitura paulistana,
  10. como farão para os que não têm trabalho hoje aceitem trabalhos em piores condições amanhã porque, afinal, é a lei da oferta e da procura,
  11. como a sensação de impunidade sumirá mas a impunidade não,
  12. como a primeira coisa privatizada foi a opinião pública, nas mãos de uma imprensa vendida,
  13. como O Mercado, feliz, não está disposto a matar a fome de ninguém, apenas na medida para que as pessoas continuem a se vender barato,
  14. a maior ilusão da democracia, o voto, enquanto não houver uma reforma política decente que não será feita por políticos indecentes,
  15. como a representatividade do executivo, do legislativo e do judiciário é tudo menos a cara dos brasileiros.

De muitas outras coisas eu poderia falar e também de como não reconheço o atual governo como meu. Mas tudo isso seria falar com eles e eu quero falar com você.

Por isso, digo: Continue reading “Sem Palavras (por Alessandro Martins)”

Economicismo e Familismo: Poder no Brasil de Castas, Clãs e Oligarcas de Dinastias

Private Banking por Domicílio - março 2016

Um dos problemas da “falsa ciência” é a transformação de correlação em causalidade. Faço humor para meus alunos dizendo se isso fosse verdade, eu teria descoberto a causa do câncer: beber água! Isto porque todos que morreram de câncer beberam água… :)

No caso da má Ciência Política, é comum o uso de variáveis como faixas de renda e riqueza como determinantes do posicionamento político. Se isso fosse verdade, automaticamente, lendo a tabela acima, encontraríamos a causa do antipetismo por parte da elite econômica paulistana. Cada membro dela possui, em média per capita, cerca de R$ 8 milhões em riqueza financeira, segundo dados do Relatório de Private Banking de março de 2016, publicado pela ANBIMA. E não apreciam pagar impostos para gastos sociais

No entanto, a boa Ciência da Complexidade sugere que um Sistema Completo resulta das interações entre seus múltiplos componentes. Se os 44.513 indivíduos pertencentes à classe dos super-ricos paulistanos fossem à Avenida Paulista em simultâneo — hipótese absurda já que essa gente esnobe teme o “povo da rua” –, só encheriam poucas quadras em torno do “pato amarelo” da FIESP golpista, aquele símbolo da louvação da sonegação de impostos com base na pobre justificativa de que “não querem pagar o pato”…

Aliás, uma das maiores causas dessa desigualdade social da riqueza no Brasil é justamente essa: os acionistas têm rendimentos sob forma de lucros e dividendos isentos! Assim como são isentos os rendimentos de titular e sócios de microempresas e empresas de pequeno porte! E os ricaços podem fazer transferências patrimoniais sob forma de doações e heranças isentas de imposto de renda!

Quando não o sonegam, só pagam o ITCMD estadual. Será que é por isso que sustentam o governo tucano, envolvido em corrupção do metrô e máfia da merenda escolar, em SP? Continue reading “Economicismo e Familismo: Poder no Brasil de Castas, Clãs e Oligarcas de Dinastias”