Plano do PT para Geração de Renda e Emprego

Contra a crise, PT oferece o ‘Plano Emergencial de Emprego e Renda – dignidade para o povo, crescimento para o Brasil em 14/08/2019. A apresentação abaixo é da Presidenta DILMA ROUSSEFF.

“O golpe de 2016 e a ascensão ao poder de um grupo de extrema-direita – neofascista no tratamento das questões sociais e perversamente neoliberal na condução da economia – levaram o Brasil a uma das maiores crises de sua história.

O desastre pode ser percebido até mesmo em alguns poucos dados da realidade brasileira: 12,8 milhões de desempregados, 4,9 milhões que desistiram de procurar emprego, 7,4 milhões que estão subocupados e trabalham menos do que precisam, 25 milhões entrando na linha da pobreza extrema, 62 milhões de pessoas tão endividadas que perderam o direito de consumir, milhares de obras públicas paralisadas e projetos como o Minha Casa Minha Vida sendo abandonados.

A prosperidade anunciada pelos golpistas e prometida pelos neofascistas e neoliberais era uma fake news. O Brasil parou. Até os técnicos do governo admitem que o país não vai crescer este ano, e oscilará entre a estagnação e a recessão técnica. Quem sofre mais é o trabalhador e o pobre.

Este tormento é impulsionado por uma agenda neoliberal impiedosa e desumana, que se impõe no Congresso, por meio da cooptação de apoios em troca de dispendiosas emendas parlamentares, num mercado que só tem olhos para o rápido lucro financeiro, e na afoita cumplicidade da mídia tradicional.

Mas o Brasil precisa saber que existem saídas para esta tragédia. Medidas emergenciais são imprescindíveis, embora não se deva esperar que sejam fruto da iniciativa do governo.

O PT tem a sua proposta. Elaborou e está oferecendo à sociedade um projeto, que denominou de “Plano Emergencial de Emprego e Renda – dignidade para o povo, crescimento para o Brasil”. São sugestões de medidas urgentes para salvar o país da absoluta inviabilidade econômica e da calamidade social, defendendo sobretudo os mais pobres, que são o alvo preferencial dos causadores da crise.

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Prosperidade e Paz

Steven Pinker, no livro “O novo Iluminismo: Em defesa da razão, da ciência e do humanismo” (São Paulo: Companhia das Letras; 2018), afirma: o Iluminismo também trouxe a primeira análise racional da prosperidade. Seu ponto de partida não foi a maneira como a riqueza é distribuída, e sim a questão primordial de como a riqueza surge.

Baseado em influências francesas, holandesas e escocesas, Smith observou: é impossível criar produtos em abundância com um agricultor ou artesão trabalhando sozinho. Isso depende de uma rede de especialistas.

Eles aprenderam, cada qual, a produzir a sua mercadoria com a maior eficiência possível. Eles combinam e trocam os frutos de seu engenho, sua habilidade e seu trabalho. Em um exemplo famoso, Smith calculou que um fabricante de alfinetes, labutando só, poderia produzir no máximo uma peça por dia, ao passo que em uma oficina onde “um homem puxa o fio, outro o endireita, um terceiro o corta, um quarto o afia, um quinto o aplaina na ponta para receber a cabeça”, eles produziriam quase 5 mil unidades.

A especialização só funciona em um mercado onde permite aos especialistas trocar seus bens e serviços. Smith explicou: a atividade econômica era uma forma de cooperação mutuamente benéfica (um jogo de soma positiva, no jargão atual), quando cada um recebe em troca algo mais valioso para si em lugar daquilo cedido. Por meio dessa permuta voluntária, as pessoas beneficiam outras beneficiando a si mesmas.

Como Smith escreveu, “não é da benevolência do açougueiro, do cervejeiro ou do padeiro que esperamos o nosso jantar, e sim da consideração de cada qual pelo seu próprio interesse. Em vez de apelarmos à sua humanidade, dirigimo-nos ao seu auto interesse”.

Smith não quis dizer as pessoas serem de um egoísmo implacável, nem tampouco deveriam ser. Ele foi um dos mais perspicazes analistas da solidariedade humana em toda a história. Apenas afirmou: em um mercado, a tendência de um indivíduo a cuidar de sua família e de si mesmo pode atuar em benefício de todos.

A troca pode tornar toda uma sociedade não apenas mais rica, como também mais cordial, pois em um mercado eficaz é mais barato comprar em lugar de roubar as coisas. As outras pessoas lhe têm mais serventia vivas do que mortas.

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