Descontentamento dos Evangélicos com o Governo do PT

Andrea Dip, “Em nome de quem: A bancada evangélica e seu projeto de poder” (Rio de Janeiro: Civilização Brasileira; 2018), explica o endireitamento das ideias e a aproximação cada vez maior dos parlamentares evangélicos com os partidos de direita no Brasil foram acontecendo a partir de um descontentamento com o governo do PT, quando pautas progressistas avançavam no Congresso.

O Pastor Everaldo apoiava o Lula desde 1989, fez um jantar para apresentá-lo aos evangélicos. Quando trouxeram o nome da Dilma para a primeira legislatura foi uma questão. Porque mesmo no governo Lula eles já estavam sentindo as pautas das minorias, das mulheres, dos LGBTQ terem um avanço, e aquilo ia contra a expectativa desses evangélicos no Congresso Nacional.

Pudemos ver como o próprio Silas Malafaia começou a se colocar muito crítico do governo por causa do combate à homofobia. Teve essa conjuntura e uma aliança com a Universal do Reino de Deus, na figura do Crivella Ele assumiu o Ministério da Pesca de março de 2012 a março de 2014, no governo Dilma Rousseff. A Universal ganhou importância. Assim, outras organizações se sentiram preteridas.

A situação se agravou ainda mais, diz Christina Vital, quando o Ministério da Educação (MEC) lançou o material didático anti-homofobia, em 2014. Os parlamentares se colocaram claramente contra a presidenta Dilma e o PT. Continuar a ler

Governo de Frente Ampla de Esquerda em Portugal

Esquerda portuguesa encontra a fórmula do sucesso econômico

“Pela primeira vez desde a adesão ao euro, Portugal cresce acima da média da União Europeia”. O Parlamento Europeu escutou há algumas semanas o primeiro-ministro português, o socialista António Costa, contar a fórmula do sucesso de sua política econômica.

Definimos uma alternativa à política de austeridade centrada em mais crescimento, mais e melhor emprego e mais igualdade”, explicou Costa. “Virar a página da austeridade” foi o lema eleitoral dos socialistas. Se não deu a vitória ao partido, conseguiu atrair o apoio de comunistas e do Bloco de Esquerda para formar governo.

A fórmula, batizada depreciativamente como a gerigonça, se transformou em um sucesso dois anos depois, apesar do receio de organismos como a Comissão Europeia e o FMI. Eles velavam pelos bilhões de euros emprestados em 2011 para impedir o país quebrar.