Interações entre Componentes Regionais do Sistema Bancário Nacional

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Resumo:

Neste Texto para Discussão, depois de um breve levantamento das principais hipóteses dos autores pós-keynesianos que estudaram as perspectivas da concentração bancária regional no Brasil antes de 2003, lanço minha hipótese de análise. Em vez de pressupor que “as finanças vêm influenciando a organização do espaço geográfico brasileiro”, minha hipótese é que há retroalimentação: “a organização do espaço geoeconômico brasileiro influencia o crédito”.

Analiso a concentração regional por sedes e redes de agências dos bancos. Depois, apresento os principais traços do modus operandi dos bancos dominantes.

A reação resultante desse processo de realimentação por intermédio do qual uma ação é controlada pelo conhecimento do efeito de suas respostas caracteriza a tendência histórica de concentração bancária regional por captação de riqueza financeira e destino do crédito dirigido pela demanda no caso de bancos privados e por política pública no caso de bancos públicos. Continue reading “Interações entre Componentes Regionais do Sistema Bancário Nacional”

Discussão de Economia Interdisciplinar

Seminário 30.03.16

Para downloadTDIE 261 Economia Interdisciplinar

Pós-tudo (e neonada), o economista em crise deitou no divã. Quando são dolorosos ou inapropriados demais para que a mente consciente possa suportar, ideias, memórias e impulsos são reprimidos. Ficam armazenados no inconsciente, junto com os impulsos instintivos, no qual não são acessíveis pela consciência imediata. Continue reading “Discussão de Economia Interdisciplinar”

Arte da Economia

Arte da Economia

O site do IE-UNICAMP acaba de disponibilizar o Texto para Discussão descrito abaixo (clique no título com link):

TD TITULO DATA
263
Arte da Economia

AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
2/2016

Trata-se de uma série de posts já publicados neste modesto blog, apresentados, de maneira ordenada, em defesa de uma hipótese.

O objetivo do artigo é analisar o significado da frase “Política Econômica é mais Arte do que Ciência”.

A metodologia de exposição partirá do exame da relação entre a Ciência Abstrata e a Arte de Decisões Práticas.

Buscará respostas para as seguintes questões-chave:

  1. esta última (Arte) tem como pré-requisito o conhecimento daquela primeira (Ciência)?
  2. o conhecimento econômico se acumula através da cultura livresca ou da experiência vivenciada, propiciada pela repetição e aprendizagem em uma série de tentativas-e-erros?
  3. entre uma (Ciência) e outra (Arte), não há um “salto epistemológico” no caso da não consideração das demais áreas de conhecimento representadas por Ciências Afins?

A hipótese é que essa mediação, via Ciência Aplicada, é necessária para reincorporar o antes abstraído com a finalidade de teorizar os fenômenos econômicos puros.

O pressuposto é que a Economia, como um Sistema Complexo, emerge de interações entre múltiplos agentes, cuja composição resulta de aspectos individuais, institucionais e valores culturais estratificados.

Economia Interdisciplinar

TDIE 261

O conhecimento das Ciências Sociais em geral pode ser ampliado pela exploração de métodos de análises interdisciplinares.

O objetivo deste artigo, publicado preliminarmente como Texto para Discussão do IE-UNICAMP, é divulgar a nova fronteira teórica da Ciência Econômica que se inspira em metodologia de Outras Ciências, tanto em Ciências Humanas como Economia Comportamental (ou Psicologia Econômica), quanto em Ciências Sociais como Economia Institucionalista (ou Sociologia Econômica), e até mesmo em Ciências Naturais como Economia Evolucionária (ou Biologia Evolucionista).

Analisa também como a Economia da Complexidade (ou Engenharia da Computação Econômica) reúne esses diversos insights e escalas de análise interdisciplinares, reintegrando a partição da realidade realizada pelas diversas Ciências Afins.

Uma interpretação multidisciplinar dos fenômenos macroscópicos emergentes a partir das interações entre agentes busca superar a visão anacrônica do mundo, inspirada no mecanicismo da Física newtoniana, ainda adotada por economistas desatualizados. No século XXI, já  passou da hora de superar a Síntese Neoclássico-keynesiana!

Leia mais:  TDIE 261 Economia Interdisciplinar

Atuação Anticíclica dos Bancos Públicos Brasileiros

TDIE 258

Neste artigo, publicado preliminarmente como Texto para Discussão do IE-UNICAMP, testa-se a hipótese de que os verdadeiros fazedores do mercado de crédito bancário, para o período recente, foram os bancos públicos.

Inicia-se com uma comparação das atuações desses bancos antes e depois de 2003, quando assumiu um governo social-desenvolvimentista no Brasil.

Em seguida, focaliza-se a atuação social-desenvolvimentista do BNDES e, depois, o Programa de Financiamento Habitacional da Caixa Econômica Federal.

Examina se a atuação anticíclica dos bancos públicos resultou em um crowding out creditício.

Após comparar algumas características do sistema bancário brasileiro com as dos bancos de outros países emergentes, apresenta-se o modus operandi e as perspectivas futuras dos negócios bancários na economia brasileira.

Encerra-se com uma breve conclusão que lista as principais virtudes e os eventuais defeitos dos bancos públicos brasileiros.

Sugere uma possível solução para o problema de interferência política em suas direções.

Leia maisTDIE 258 Atuação Anticíclica dos Bancos Públicos Brasileiros

Era Uma Vez, O Mundo

TDIE 252

Resumo

O objetivo deste Texto para Discussão — TDIE 252 Era Uma Vez, O Mundo (click para download) — de minha autoria é servir de guia para contextualização dos filmes apresentados e debatidos no Curso Economia no Cinema.

A metodologia de exposição empregada foi a sugerida por roteiros cinematográficos.

Na Introdução (“Era uma vez”), a trama (a evolução da humanidade) e o personagem (o ser humano) são apresentados.

Na Ação Crescente (ou Complicação), conflitos se anunciam dentro da evolução histórica (“Todos os dias: as grandes eras econômicas e políticas”).

Chegam ao seu ápice ou Ponto de Ruptura (“Até que um dia: re-evoluções”).

A partir daí, apresenta-se a Ação Decrescente, com a dissolução ou resolução dos conflitos (“Por causa disso: Civilização Ocidental X Civilização Oriental”).

Até que chega à Conclusão Final (“Finalmente, Liberté, Igualité et Paternité”).

Os principais resultados alcançados foram:

  1. apresentar a periodização das grandes eras econômicas e políticas,
  2. esboçar os perfis de desenvolvimento dos atores principais nessa trama histórica, tanto os países centrais – Inglaterra, Estados Unidos, França e Alemanha – quanto os países emergentes – Rússia, China, Índia e Brasil.

Palavras-chave: História Econômica; História Política – Geral ou Comparativa.

Financiamento Interno de Longo Prazo

TDIPEA 2053

Sinopse: Além da introdução e das conclusões finais, este TD-IPEA _Financiamento Interno de Longo Prazo tem quatro seções. A primeira apresenta o “estado da arte”, isto é, o debate atual a respeito do financiamento em longo prazo do capitalismo de Estado neocorporativista no Brasil. Em seguida, mostra-se as riquezas pessoal e corporativa como potenciais fontes de funding para este financiamento. Depois, avalia-se por que meios poderá ser realizada a realocação de capital necessária nos portfólios. Por fim, demonstra a possibilidade futura de incorporar novas fontes de financiamento do investimento por meio do fundo de riqueza soberana e de fundos previdenciários.

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