Economia Brasileira como Sistema Complexo: Dimensões da Economia Política da Complexidade

O objetivo deste Texto para Discussão — Fernando Nogueira da Costa e outros – Economia Brasileira como Sistema Complexo TDIE 323 — é dimensionar e ponderar os diversos componentes que interagem para a emergência da economia brasileira como um Sistema Complexo. A partir da metodologia do Sistema de Contas Nacionais, analisamos tanto o valor agregado na produção quanto a apropriação e utilização privada e pública da renda e da riqueza (capital) pelas distintas castas brasileiras, ocupações com Éthos cultural e político.

A produção pode ser medida como oferta ou criação de novos bens e serviços, como demanda ou consumo de produtos de uso pessoal e de meios de produção, e como renda enquanto geração de salários dos trabalhadores, lucros dos capitalistas e rendas dos proprietários.

Para não reduzir a evolução da economia brasileira como Sistema Complexo apenas à emergência das interações desses componentes, mas também captar as rupturas, as reorientações e os retrocessos em relação à dependência de trajetória prévia, demos uma dimensão multidisciplinar à análise. Interpretamos a estratificação social da renda e riqueza na sociedade e o relacionamos ao jogo de alianças políticas, golpes e contragolpes entre as castas brasileiras.

Nas entrelinhas – ou mesmo explícito nas linhas – comparamos o Social-Desenvolvimentismo e o Novo-Desenvolvimentismo, duas correntes de pensamento econômico aliadas em muitos pontos, mas com pequenas divergências metodológicas e a respeito de medidas de política econômica necessárias à complexa economia brasileira.

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Brasil como Sistema Complexo: Interações de Castas

Cabe uma revisão da história social e política do Brasil à luz do modo que, antigamente, a casta dos sábios brasileiros via a sociedade, ou seja, através da historiografia clássica brasileira.

A sociedade nem sempre era vista a la credo liberal como um aglomerado de indivíduos atomizados, nem tampouco como as classes econômicas de Marx, segundo as quais as pessoas são categorizadas conforme suas propriedades, lutando entre si.

O Poder não deve ser visto, no Brasil, como fosse simplesmente apropriado por partidos político-ideológicos, mas sim por grupos profissionais, cada um dos quais gerando seu próprio éthos, isto é, espírito, caráter, mentalidade.

Isso permitiria ver os grupos sociais não só como organismos que buscam o interesse próprio e a vantagem econômica, mas também como encarnações de ideias e estilos de vida, que com frequência procuram impor aos outros.

Tentei elaborar o início de um esboço do que seria “uma nova história do Poder no Brasil” através do jogo de alianças, ascensão e queda de coalizões governamentais entre representantes das castas dos comerciantes, guerreiros, sábios e trabalhadores no seguinte Texto para Discussão (clique para download)TDIE 299 Brasil Complexo por Interações de Castas.

Dentro da dependência de trajetória caótica e não linear desse sistema complexo, há predominâncias de comportamentos de acordo com os valores impostos por cada casta. São os principais nódulos dos relacionamentos entre as castas brasileiras: conciliação, autoritarismo, elitismo, populismo, culto à personalidade, e corrupção.

Obs.: este TDIE 299 complementa o postado anteriormente: TDIE 294 Instituições e Valores das Castas no Brasil.

Instituições e Valores das Castas no Brasil

O objetivo deste estudo — TDIE 294 Instituições e Valores das Castas no Brasil — é discutir porque ainda predominam familismo, clãs, dinastias e castas de natureza ocupacional – guerreiros, aristocratas, comerciantes, sábios e trabalhadores – na estrutura de Poder no Brasil. Depois de pesquisar sobre a história das instituições típicas das castas brasileiras – Forças Armadas, Igreja, Universidade, Associações Patronais e Sindicatos –, conclui a respeito dos padrões de comportamentos das castas brasileiras, expressos em valores como, entre outros, competitividade, empreendedorismo, livre-mercado, especialização, paternalismo, fama, glória, coragem, honra, ceticismo quanto ao livre mercado, igualitarismo.

Ele é a primeira parte de uma releitura da historiografia clássica brasileira com o foco colocado no conflito (e na conciliação) de interesses dessas castas. Brevemente, será postado o TDIE intitulado “Brasil como Sistema Complexo: Interações de Castas“.

Quando leio a história do Brasil, verifico que falar de classes sociais como a capitalista e a trabalhadora antes da industrialização pesada que ocorreu após a II Guerra Mundial, quando a população ainda era predominantemente rural, foi um esforço artificial de forçar a realidade brasileira caber na interpretação marxista. Acho que faz mais sentido resgatar a estratificação social por naturezas ocupacionais, distinguindo as castas e os párias excluídos de plenos direitos da cidadania.

Riqueza Imobiliária

tdie-284

O objetivo deste Texto para Discussão, elaborado por meus alunos do Doutorado, no segundo semestre de 2016, e por mim, é o estudo de caso da riqueza imobiliária no Brasil com novo método de análise econômica. A Economia da Complexidade propicia a integração de diversos insights e escalas de análises interdisciplinares.

A hipótese central é que a emergência dos valores de mercado da riqueza imobiliária advém das interações dinâmicas entre os participantes do mercado imobiliário brasileiro. Seus diversos comportamentos são moldados por lógicas de ação institucionais. A evolução dinâmica desse sistema de preços de imóveis auto organizado é o resultado das cadeias de interconexões que emergem e submergem em uma rede de relacionamentos entre seus componentes, tanto na formalidade, quanto na informalidade. A riqueza imobiliária é valorizada ou subvalorizada, periodicamente, dentro desse sistema complexo com múltiplos agentes interativos.

DownloadTDIE 284 Riqueza Imobiliária

Formação do Economista no Brasil Contemporâneo

tdie-279

Resumo: O objetivo deste artigo — TDIE-279 – Formação do Economista no Brasil Contemporâneo — é apresentar alternativas metodológicas para o ensino de Economia no Brasil contemporâneo.

A análise do conteúdo dos cursos é realizada em três níveis de abstração:

  1. Ciência Econômica Abstrata ou Economia Pura,
  2. Economia Aplicada,
  3. Arte da Economia.

Cada um deles se divide entre:

  1. Economia Positivao que é – e
  2. Economia Normativao que deveria ser.

A principal proposta é de superação da formação “ortodoxa” dos economistas brasileiros por uma atualizada com a nova fronteira teórica pluralista e interdisciplinar.

Como argumentação em defesa da hipótese de que a formação contemporânea, em tempos de crise, deve ser mais generalista, exigindo maior abertura teórica e tolerância ideológica, faz uma breve análise da história do pensamento econômico brasileiro e examina a situação dos cursos e do profissional formado por eles.

MotivaçãoCarta Convite da ANGE ao Fernando Nogueira da Costa

cartaz_ange_2016Programação do XXXI Congresso da ANGE

Bancos no BRIC

Capa DD Capa 2 DD Sumário DD

Link para a revista Desenvolvimento em Debate, cuja temática diz respeito aos sistemas bancários do BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. Está disponível no endereço: http://desenvolvimentoemdebate.ie.ufrj.br/edicoes_v_3_n_2.html .
Cópia digital da revistaDesenvolvimento em Debate_v3_ n.2_2015

Leia a apresentação dos Editores abaixo: Continue reading “Bancos no BRIC”

Estratificação Social da Riqueza e Renda no Brasil

TDIE 270

Coloco para download um Texto para Discussão de minha autoria — TD270 Estratificação Social da Riqueza e Renda no Brasil –, postado ontem no site do IE-UNICAMP. Contém resultados da minha pesquisa sobre distribuição da riqueza e renda entre as castas conforme dados das DIRPF 2014 – AC 2013 e da ANBIMA.

No caso de análise com base em castas, a sociedade não é vista como um aglomerado de indivíduos atomizados, como os individualistas tendem a enxergar, nem como composta das classes econômicas dos coletivistas, segundo as quais as pessoas são categorizadas conforme suas propriedades. A sociedade é analisada sim como composta de grupos profissionais, cada um dos quais gerando seu próprio ethos, isto é, espírito, caráter, mentalidade.

Nesse sentido, o conceito de casta será útil para uma análise distinta daquela de “luta de classes”, colocando o foco na dinâmica dojogo de alianças entre castas” como construtor da longa história da civilização. Creio que uma reflexão sobre o tema é importante para análise da conjuntura que vivemos no Brasil.

TDIE 270

Estratificação social da riqueza e renda no Brasil

AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
5/2016

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