Que país é este? Dimensões da Desigualdade Social

Fiz uma compilação das estatísticas recentemente divulgadas e capazes de revelar o quadro atual da desigualdade social no Brasil. Algumas de suas dimensões não são muito conhecidas.

O IE-UNICAMP disponibiliza o Texto para Discussão n. 370, nov. 2019. Favor acessar:

http://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD370.pdf

 

Desacontecimentos e Desconhecimentos: Subversão de Ideias

O Portal do IE-UNICAMP disponibiliza o Texto para Discussão n. 367, out. 2019 de minha autoria com pesquisa sobre fonte jornalística sobre o debate público atual referente a Juros Negativos, Teoria Moderna da Moeda (MMT) e Risco de Dolarização.

Favor acessar em:

http://www.eco.unicamp.br/images/arquivos/artigos/TD/TD367.pdf

O objetivo neste Texto para Discussão é reunir argumentos em defesa da hipótese de a economia mundial estar em uma fase cíclica de “empurrar corda”, pré-normalização, para posterior retomada de alavancagem financeira em novo ciclo de endividamento. Embora em fase de “desglobalização”, protecionismo e isolacionismo, a economia brasileira, ainda sem ter ultrapassado plenamente a fase de desalavancagem financeira, se subordina ao ciclo econômico de endividamento mundial.

Começo com um estudo de caso real (“laboratório” de economista) para o “dinheiro de helicóptero”: o que acontece quando um helicóptero do Mercado, sob o ordenamento do Estado, irriga liquidez (dinheiro) sobre uma Comunidade para drenar a dor da morte sob a lama com consumismo. Em seguida, analiso a Era dos Juros Negativos. Como fazer a preservação da riqueza financeira acumulada para a aposentadoria sob essa situação?

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Retomada do Crescimento: Condições para Combate ao Desemprego

 

Depois, abordo a disjuntiva entre mercado externo e mercado interno. Por fim, analiso a perspectiva futura de desemprego tecnológico face à Revolução Industrial 4.0 e as inovações financeiras, destacando as possíveis reações políticas a esse quadro de desemprego desesperador.

Contra esta, apresento na conclusão algumas ideias para um programa alternativo de obtenção dos bens básicos universais para uma boa vida.

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Dos Discípulos À Mestra: Atualidade do Pensamento de Conceição Tavares

Encontra-se disponível, para download, o Texto para Discussão do IE-UNICAMP:
Fernando Nogueira da Costa Dos discípulos à Mestra – Atualidade do pensamento de Conceição Tavares 09/2018

O objetivo deste artigo-resenha é verificar se o método histórico-estruturalista da obra de Maria da Conceição Tavares se reproduz na análise da economia contemporânea realizada por seus discípulos.

TDIE 348 – Dos Discípulos  à Mestra – Atualidade do Pensamento da Conceição Tavares

Complexidade do Sistema Bancário Brasileiro: Interações de Pessoas Jurídicas e Físicas, Bancos Privados e Públicos

O portal do IE-UNICAMP acabou de disponibilizar o seguinte Texto para Discussão:

O objetivo deste artigo é a focalização, em uma rede de relacionamentos financeiros, de quatro nódulos-chave: Pessoas Jurídicas e Físicas, Bancos Privados e Públicos. As particularidades desses componentes importam, dentro de suas cadeias de interconexões, para simplificar a análise da complexidade do sistema bancário nacional.

Considerando o todo, em uma visão holística, superamos o individualismo metodológico da literatura da “financeirização”, cujo foco se restringe ao pressuposto parasitismo do capital financeiro face ao capital produtivo.

Contrapomos a cidadania financeira – acesso popular a crédito, investimentos e sistema de pagamentos –, a ser progressivamente conquistada, como a inovação capaz de reorientar a dependência de trajetória que se afasta das condições iniciais desse sistema.

A democracia da propriedade implica na inclusão financeira de cidadãos ainda à margem dos benefícios das funcionalidades do complexo sistema bancário brasileiro.

Abordagem Estruturalista e Projeto Social-Desenvolvimentista

O TDIE 324 – Abordagem Estruturalista e Projeto Social-Desenvolvimentista  é espécie de coda do anterior, postado aqui anteontem: TDIE 323 – Economia Brasileira como Sistema Complexo. É quase um relatório de pesquisa que fiz na literatura (fontes secundárias) sobre as principais cadeias produtivas brasileiras para entendimento mais profundo da complexidade da economia brasileira.

Queria dimensioná-las, pois os herdeiros da tradição cepalina do estruturalismo têm o diagnóstico de que a economia brasileira alcançou um estágio de complexidade mais avançada em relação à do estágio primário-exportador e/ou da pauta mono exportadora. Com planejamento indicativo e certos incentivos fiscais e creditícios, há condições de dar dinamismo à ordenação sequencial de cadeias produtivas diversas, estabelecendo conexão, concatenação, junção de seus distintos elos com foco prioritário no mercado interno e, colateralmente, no externo.

O objetivo desta pesquisa é contribuir para maior elaboração do Projeto Social-Desenvolvimentista para o Brasil a partir de uma abordagem estruturalista, contemporânea e complexa, porque emergente das interações de todas as cadeias produtivas e comerciais.

Para a simplicidade dessa complexidade, a visão holística destaca, na rede de relacionamentos de seus componentes, os nódulos principais. São eles, na economia brasileira, as cadeias relacionadas a agronegócio, extrativa de petróleo, construção e imobiliária, automobilística, segmentos da indústria de transformação por intensidade tecnológica, serviços de agregação de valor e diferenciação de produtos, serviços de custos e serviços de demanda final como educação e saúde.

Diante desse quadro, mostra o diagnóstico e a receita das correntes de pensamento econômico neoliberal e novo-desenvolvimentista para enfrentar os problemas econômicos brasileiros. Elas serão contrapostas ao Projeto Social-Desenvolvimentista para a crítica a essas correntes ser construtiva.

Economia Brasileira como Sistema Complexo: Dimensões da Economia Política da Complexidade

O objetivo deste Texto para Discussão — Fernando Nogueira da Costa e outros – Economia Brasileira como Sistema Complexo TDIE 323 — é dimensionar e ponderar os diversos componentes que interagem para a emergência da economia brasileira como um Sistema Complexo. A partir da metodologia do Sistema de Contas Nacionais, analisamos tanto o valor agregado na produção quanto a apropriação e utilização privada e pública da renda e da riqueza (capital) pelas distintas castas brasileiras, ocupações com Éthos cultural e político.

A produção pode ser medida como oferta ou criação de novos bens e serviços, como demanda ou consumo de produtos de uso pessoal e de meios de produção, e como renda enquanto geração de salários dos trabalhadores, lucros dos capitalistas e rendas dos proprietários.

Para não reduzir a evolução da economia brasileira como Sistema Complexo apenas à emergência das interações desses componentes, mas também captar as rupturas, as reorientações e os retrocessos em relação à dependência de trajetória prévia, demos uma dimensão multidisciplinar à análise. Interpretamos a estratificação social da renda e riqueza na sociedade e o relacionamos ao jogo de alianças políticas, golpes e contragolpes entre as castas brasileiras.

Nas entrelinhas – ou mesmo explícito nas linhas – comparamos o Social-Desenvolvimentismo e o Novo-Desenvolvimentismo, duas correntes de pensamento econômico aliadas em muitos pontos, mas com pequenas divergências metodológicas e a respeito de medidas de política econômica necessárias à complexa economia brasileira.

Para conferir o que é o Novo-Desenvolvimentismo, leia o artigo do Professor Bresser-Pereira (FSP, 17/12/17), reproduzido abaixo.

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