Retomada do Crescimento: Condições para Combate ao Desemprego

 

Depois, abordo a disjuntiva entre mercado externo e mercado interno. Por fim, analiso a perspectiva futura de desemprego tecnológico face à Revolução Industrial 4.0 e as inovações financeiras, destacando as possíveis reações políticas a esse quadro de desemprego desesperador.

Contra esta, apresento na conclusão algumas ideias para um programa alternativo de obtenção dos bens básicos universais para uma boa vida.

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Dos Discípulos À Mestra: Atualidade do Pensamento de Conceição Tavares

Encontra-se disponível, para download, o Texto para Discussão do IE-UNICAMP:
Fernando Nogueira da Costa Dos discípulos à Mestra – Atualidade do pensamento de Conceição Tavares 09/2018

O objetivo deste artigo-resenha é verificar se o método histórico-estruturalista da obra de Maria da Conceição Tavares se reproduz na análise da economia contemporânea realizada por seus discípulos.

TDIE 348 – Dos Discípulos  à Mestra – Atualidade do Pensamento da Conceição Tavares

Complexidade do Sistema Bancário Brasileiro: Interações de Pessoas Jurídicas e Físicas, Bancos Privados e Públicos

O portal do IE-UNICAMP acabou de disponibilizar o seguinte Texto para Discussão:

O objetivo deste artigo é a focalização, em uma rede de relacionamentos financeiros, de quatro nódulos-chave: Pessoas Jurídicas e Físicas, Bancos Privados e Públicos. As particularidades desses componentes importam, dentro de suas cadeias de interconexões, para simplificar a análise da complexidade do sistema bancário nacional.

Considerando o todo, em uma visão holística, superamos o individualismo metodológico da literatura da “financeirização”, cujo foco se restringe ao pressuposto parasitismo do capital financeiro face ao capital produtivo.

Contrapomos a cidadania financeira – acesso popular a crédito, investimentos e sistema de pagamentos –, a ser progressivamente conquistada, como a inovação capaz de reorientar a dependência de trajetória que se afasta das condições iniciais desse sistema.

A democracia da propriedade implica na inclusão financeira de cidadãos ainda à margem dos benefícios das funcionalidades do complexo sistema bancário brasileiro.

Abordagem Estruturalista e Projeto Social-Desenvolvimentista

O TDIE 324 – Abordagem Estruturalista e Projeto Social-Desenvolvimentista  é espécie de coda do anterior, postado aqui anteontem: TDIE 323 – Economia Brasileira como Sistema Complexo. É quase um relatório de pesquisa que fiz na literatura (fontes secundárias) sobre as principais cadeias produtivas brasileiras para entendimento mais profundo da complexidade da economia brasileira.

Queria dimensioná-las, pois os herdeiros da tradição cepalina do estruturalismo têm o diagnóstico de que a economia brasileira alcançou um estágio de complexidade mais avançada em relação à do estágio primário-exportador e/ou da pauta mono exportadora. Com planejamento indicativo e certos incentivos fiscais e creditícios, há condições de dar dinamismo à ordenação sequencial de cadeias produtivas diversas, estabelecendo conexão, concatenação, junção de seus distintos elos com foco prioritário no mercado interno e, colateralmente, no externo.

O objetivo desta pesquisa é contribuir para maior elaboração do Projeto Social-Desenvolvimentista para o Brasil a partir de uma abordagem estruturalista, contemporânea e complexa, porque emergente das interações de todas as cadeias produtivas e comerciais.

Para a simplicidade dessa complexidade, a visão holística destaca, na rede de relacionamentos de seus componentes, os nódulos principais. São eles, na economia brasileira, as cadeias relacionadas a agronegócio, extrativa de petróleo, construção e imobiliária, automobilística, segmentos da indústria de transformação por intensidade tecnológica, serviços de agregação de valor e diferenciação de produtos, serviços de custos e serviços de demanda final como educação e saúde.

Diante desse quadro, mostra o diagnóstico e a receita das correntes de pensamento econômico neoliberal e novo-desenvolvimentista para enfrentar os problemas econômicos brasileiros. Elas serão contrapostas ao Projeto Social-Desenvolvimentista para a crítica a essas correntes ser construtiva.

Economia Brasileira como Sistema Complexo: Dimensões da Economia Política da Complexidade

O objetivo deste Texto para Discussão — Fernando Nogueira da Costa e outros – Economia Brasileira como Sistema Complexo TDIE 323 — é dimensionar e ponderar os diversos componentes que interagem para a emergência da economia brasileira como um Sistema Complexo. A partir da metodologia do Sistema de Contas Nacionais, analisamos tanto o valor agregado na produção quanto a apropriação e utilização privada e pública da renda e da riqueza (capital) pelas distintas castas brasileiras, ocupações com Éthos cultural e político.

A produção pode ser medida como oferta ou criação de novos bens e serviços, como demanda ou consumo de produtos de uso pessoal e de meios de produção, e como renda enquanto geração de salários dos trabalhadores, lucros dos capitalistas e rendas dos proprietários.

Para não reduzir a evolução da economia brasileira como Sistema Complexo apenas à emergência das interações desses componentes, mas também captar as rupturas, as reorientações e os retrocessos em relação à dependência de trajetória prévia, demos uma dimensão multidisciplinar à análise. Interpretamos a estratificação social da renda e riqueza na sociedade e o relacionamos ao jogo de alianças políticas, golpes e contragolpes entre as castas brasileiras.

Nas entrelinhas – ou mesmo explícito nas linhas – comparamos o Social-Desenvolvimentismo e o Novo-Desenvolvimentismo, duas correntes de pensamento econômico aliadas em muitos pontos, mas com pequenas divergências metodológicas e a respeito de medidas de política econômica necessárias à complexa economia brasileira.

Para conferir o que é o Novo-Desenvolvimentismo, leia o artigo do Professor Bresser-Pereira (FSP, 17/12/17), reproduzido abaixo.

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Brasil como Sistema Complexo: Interações de Castas

Cabe uma revisão da história social e política do Brasil à luz do modo que, antigamente, a casta dos sábios brasileiros via a sociedade, ou seja, através da historiografia clássica brasileira.

A sociedade nem sempre era vista a la credo liberal como um aglomerado de indivíduos atomizados, nem tampouco como as classes econômicas de Marx, segundo as quais as pessoas são categorizadas conforme suas propriedades, lutando entre si.

O Poder não deve ser visto, no Brasil, como fosse simplesmente apropriado por partidos político-ideológicos, mas sim por grupos profissionais, cada um dos quais gerando seu próprio éthos, isto é, espírito, caráter, mentalidade.

Isso permitiria ver os grupos sociais não só como organismos que buscam o interesse próprio e a vantagem econômica, mas também como encarnações de ideias e estilos de vida, que com frequência procuram impor aos outros.

Tentei elaborar o início de um esboço do que seria “uma nova história do Poder no Brasil” através do jogo de alianças, ascensão e queda de coalizões governamentais entre representantes das castas dos comerciantes, guerreiros, sábios e trabalhadores no seguinte Texto para Discussão (clique para download)TDIE 299 Brasil Complexo por Interações de Castas.

Dentro da dependência de trajetória caótica e não linear desse sistema complexo, há predominâncias de comportamentos de acordo com os valores impostos por cada casta. São os principais nódulos dos relacionamentos entre as castas brasileiras: conciliação, autoritarismo, elitismo, populismo, culto à personalidade, e corrupção.

Obs.: este TDIE 299 complementa o postado anteriormente: TDIE 294 Instituições e Valores das Castas no Brasil.

Instituições e Valores das Castas no Brasil

O objetivo deste estudo — TDIE 294 Instituições e Valores das Castas no Brasil — é discutir porque ainda predominam familismo, clãs, dinastias e castas de natureza ocupacional – guerreiros, aristocratas, comerciantes, sábios e trabalhadores – na estrutura de Poder no Brasil. Depois de pesquisar sobre a história das instituições típicas das castas brasileiras – Forças Armadas, Igreja, Universidade, Associações Patronais e Sindicatos –, conclui a respeito dos padrões de comportamentos das castas brasileiras, expressos em valores como, entre outros, competitividade, empreendedorismo, livre-mercado, especialização, paternalismo, fama, glória, coragem, honra, ceticismo quanto ao livre mercado, igualitarismo.

Ele é a primeira parte de uma releitura da historiografia clássica brasileira com o foco colocado no conflito (e na conciliação) de interesses dessas castas. Brevemente, será postado o TDIE intitulado “Brasil como Sistema Complexo: Interações de Castas“.

Quando leio a história do Brasil, verifico que falar de classes sociais como a capitalista e a trabalhadora antes da industrialização pesada que ocorreu após a II Guerra Mundial, quando a população ainda era predominantemente rural, foi um esforço artificial de forçar a realidade brasileira caber na interpretação marxista. Acho que faz mais sentido resgatar a estratificação social por naturezas ocupacionais, distinguindo as castas e os párias excluídos de plenos direitos da cidadania.