Formação do Economista no Brasil Contemporâneo

tdie-279

Resumo: O objetivo deste artigo — TDIE-279 – Formação do Economista no Brasil Contemporâneo — é apresentar alternativas metodológicas para o ensino de Economia no Brasil contemporâneo.

A análise do conteúdo dos cursos é realizada em três níveis de abstração:

  1. Ciência Econômica Abstrata ou Economia Pura,
  2. Economia Aplicada,
  3. Arte da Economia.

Cada um deles se divide entre:

  1. Economia Positivao que é – e
  2. Economia Normativao que deveria ser.

A principal proposta é de superação da formação “ortodoxa” dos economistas brasileiros por uma atualizada com a nova fronteira teórica pluralista e interdisciplinar.

Como argumentação em defesa da hipótese de que a formação contemporânea, em tempos de crise, deve ser mais generalista, exigindo maior abertura teórica e tolerância ideológica, faz uma breve análise da história do pensamento econômico brasileiro e examina a situação dos cursos e do profissional formado por eles.

MotivaçãoCarta Convite da ANGE ao Fernando Nogueira da Costa

cartaz_ange_2016Programação do XXXI Congresso da ANGE

Bancos no BRIC

Capa DD Capa 2 DD Sumário DD

Link para a revista Desenvolvimento em Debate, cuja temática diz respeito aos sistemas bancários do BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. Está disponível no endereço: http://desenvolvimentoemdebate.ie.ufrj.br/edicoes_v_3_n_2.html .
Cópia digital da revistaDesenvolvimento em Debate_v3_ n.2_2015

Leia a apresentação dos Editores abaixo: Continue reading “Bancos no BRIC”

Estratificação Social da Riqueza e Renda no Brasil

TDIE 270

Coloco para download um Texto para Discussão de minha autoria — TD270 Estratificação Social da Riqueza e Renda no Brasil –, postado ontem no site do IE-UNICAMP. Contém resultados da minha pesquisa sobre distribuição da riqueza e renda entre as castas conforme dados das DIRPF 2014 – AC 2013 e da ANBIMA.

No caso de análise com base em castas, a sociedade não é vista como um aglomerado de indivíduos atomizados, como os individualistas tendem a enxergar, nem como composta das classes econômicas dos coletivistas, segundo as quais as pessoas são categorizadas conforme suas propriedades. A sociedade é analisada sim como composta de grupos profissionais, cada um dos quais gerando seu próprio ethos, isto é, espírito, caráter, mentalidade.

Nesse sentido, o conceito de casta será útil para uma análise distinta daquela de “luta de classes”, colocando o foco na dinâmica dojogo de alianças entre castas” como construtor da longa história da civilização. Creio que uma reflexão sobre o tema é importante para análise da conjuntura que vivemos no Brasil.

TDIE 270

Estratificação social da riqueza e renda no Brasil

AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
5/2016

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Revista de Empreendedorismo, Negócios e Inovação

Clique aqui para visualizar a revista integralmente

Apresentação da Revista

Anapatrícia Morales Vilha

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Editorial

José Henrique Bassi Souza Sperancini

“O primeiro artigo, oferecido por pesquisadores do Instituto de Economia da Unicamp, ilustra o perfil dos artigos teóricos que pretendemos receber. A RENI visa divulgar conhecimento acadêmico e profissional com ênfase em análises interdisciplinares e avanços conceituais e metodológicos. Deseja promover artigos teóricos com conteúdos instigantes, provocativos e audaciosos de autores que aspiram aplicar energia na criatividade, no experimentalismo e na divulgação de insights mais do que no formalismo excessivo. Nesse sentido, o artigo de abertura explora análises interdisciplinares na fronteira teórica da Ciência Econômica. Analisando a Economia da Complexidade, o artigo reúne “insights” e escalas de análise interdisciplinares, buscando superar a visão econômica ainda inspirada no mecanicismo da Física newtoniana.”

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Economia Interdisciplinar

Fernando Nogueira da Costa; Taciana Santos; Daniel Pereira da Silva; Samir Luna de Almeida.

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Interações entre Componentes Regionais do Sistema Bancário Nacional

Captura de Tela 2016-03-30 às 18.14.33

Resumo:

Neste Texto para Discussão, depois de um breve levantamento das principais hipóteses dos autores pós-keynesianos que estudaram as perspectivas da concentração bancária regional no Brasil antes de 2003, lanço minha hipótese de análise. Em vez de pressupor que “as finanças vêm influenciando a organização do espaço geográfico brasileiro”, minha hipótese é que há retroalimentação: “a organização do espaço geoeconômico brasileiro influencia o crédito”.

Analiso a concentração regional por sedes e redes de agências dos bancos. Depois, apresento os principais traços do modus operandi dos bancos dominantes.

A reação resultante desse processo de realimentação por intermédio do qual uma ação é controlada pelo conhecimento do efeito de suas respostas caracteriza a tendência histórica de concentração bancária regional por captação de riqueza financeira e destino do crédito dirigido pela demanda no caso de bancos privados e por política pública no caso de bancos públicos. Continue reading “Interações entre Componentes Regionais do Sistema Bancário Nacional”

Discussão de Economia Interdisciplinar

Seminário 30.03.16

Para downloadTDIE 261 Economia Interdisciplinar

Pós-tudo (e neonada), o economista em crise deitou no divã. Quando são dolorosos ou inapropriados demais para que a mente consciente possa suportar, ideias, memórias e impulsos são reprimidos. Ficam armazenados no inconsciente, junto com os impulsos instintivos, no qual não são acessíveis pela consciência imediata. Continue reading “Discussão de Economia Interdisciplinar”

Arte da Economia

Arte da Economia

O site do IE-UNICAMP acaba de disponibilizar o Texto para Discussão descrito abaixo (clique no título com link):

TD TITULO DATA
263
Arte da Economia

AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
2/2016

Trata-se de uma série de posts já publicados neste modesto blog, apresentados, de maneira ordenada, em defesa de uma hipótese.

O objetivo do artigo é analisar o significado da frase “Política Econômica é mais Arte do que Ciência”.

A metodologia de exposição partirá do exame da relação entre a Ciência Abstrata e a Arte de Decisões Práticas.

Buscará respostas para as seguintes questões-chave:

  1. esta última (Arte) tem como pré-requisito o conhecimento daquela primeira (Ciência)?
  2. o conhecimento econômico se acumula através da cultura livresca ou da experiência vivenciada, propiciada pela repetição e aprendizagem em uma série de tentativas-e-erros?
  3. entre uma (Ciência) e outra (Arte), não há um “salto epistemológico” no caso da não consideração das demais áreas de conhecimento representadas por Ciências Afins?

A hipótese é que essa mediação, via Ciência Aplicada, é necessária para reincorporar o antes abstraído com a finalidade de teorizar os fenômenos econômicos puros.

O pressuposto é que a Economia, como um Sistema Complexo, emerge de interações entre múltiplos agentes, cuja composição resulta de aspectos individuais, institucionais e valores culturais estratificados.