Sabedoria e Amizade (Máximas de Epicuro – Ética)

epicuro X dios

Se queres enriquecer alguém, não lhe acrescentes riquezas: diminui-lhe os desejos.

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Encontro-me cheio de prazer corpóreo quando vivo a pão e água e cuspo sobre os prazeres da luxúria, não por si próprios, mas pelos inconvenientes que os acompanham.

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A quem não basta pouco, nada basta.

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Não deves corromper o bem presente com o desejo daquilo que não tens; antes, deves considerar também que aquilo que agora possuis se encontrava no número dos teus desejos. Continuar a ler

Objetivo da Filosofia segundo Epicuro

Fragmeto da Carta de Epicuro a Meneceu

Todo desejo incômodo e inquieto se dissolve no amor da verdadeira Filosofia o amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância.

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Nunca se protele o filosofar quando se é jovem, nem canse o fazê-lo quando se é velho, pois que ninguém é jamais pouco maduro nem demasiado maduro para conquistar a saúde da alma.

E quem diz que a hora de filosofar ainda não chegou ou já passou assemelha-se ao que diz que ainda não chegou ou já passou a hora de ser feliz.

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Deves servir à Filosofia para que possas alcançar a verdadeira Liberdade. Continuar a ler

Airbed & Breakfast: Airbnb

Allen & Co. Media And Technology Conference

“Um restaurante com nome de uma tecnologia de rádio ultrapassada pode não parecer o lugar mais indicado para um almoço com o executivo-chefe de uma das mais bem-sucedidas companhias de internet. Mas Brian Chesky, o homem que lidera uma revolução na indústria do turismo, também gosta de manter as coisas locais. O Citizen’s Band (um “agradável restaurante” no bairro Soma, em San Francisco, que recebeu esse nome por causa das ondas curtas de rádio que na década de 70 eram sinônimo de motorista de caminhão) fica bem perto do prédio onde seis anos atrás Chesky teve a ideia de alugar colchões infláveis para estranhos em seu apartamento.

Na época, alugar um desses colchões para uma pessoa conhecida na internet parecia uma ideia maluca. Mas, como dizem em San Francisco, se não parece loucura, alguém já deve ter feito isso.

Ao criar a companhia em 2008, que recebeu o nome de Airbed & Breakfast, Airbnb para encurtar, Chesky, junto aos colegas de apartamento Joe Gebbia e Nathan Blecharczyk, esperava ganhar dinheiro para pagar o aluguel. Hoje, o valor da Airbnb supera os US$ 13 bilhões, sendo que no ano passado 16 milhões de pessoas usaram seu site e aplicativo para encontrar acomodações por períodos curtos.

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Psicologia Econômica: Experiências Ocasionais X Habituação com Bens Materiais

Experiências X Bens Materiais

Andrew Blackman (WSJ, 15/11/14) se coloca a pergunta antiga: o dinheiro pode comprar a felicidade?

Ao longo dos últimos anos, novas pesquisas têm nos dado uma compreensão mais profunda da relação entre o que ganhamos e como nos sentimos. Os economistas têm examinado as relações entre renda e felicidade nos países, e os psicólogos têm sondado as pessoas para descobrir o que realmente nos move quando se trata de dinheiro.

Os resultados, à primeira vista, podem parecer um pouco óbvios: Sim, as pessoas com renda mais alta são, em geral, mais felizes do que aquelas que lutam para sobreviver.

Mas analisando um pouco mais profundamente os resultados, eles se tornam bem mais surpreendentes — e muito mais úteis. Em suma, esta última pesquisa sugere que a riqueza por si só não fornece qualquer garantia de uma boa vida. O que importa muito mais que ter uma alta renda é a forma como as pessoas gastam. Doar dinheiro, por exemplo, deixa as pessoas muito mais felizes do que quando gastam com si próprias. E quando elas gastam com elas mesmas, ficam bem mais felizes quando usam o dinheiro para experiências como viagens do que quando compram bens materiais.

Aqui está o que a mais recente pesquisa revela sobre como as pessoas podem fazer uso inteligente de seu dinheiro e maximizar a sua felicidade. Continuar a ler

Dialógos sobre o Fim do Brasil… e do Mundo!

Formulário para o Fim do Mundo

Passada a campanha eleitoral, cujo resultado foi o melhor possível, considerando as circunstâncias conjunturais econômicas adversas, cabe voltar-nos à reflexão mais profunda sobre ideias que surgiram ao longo da campanha, algumas das quais levaram a posicionamentos políticos equivocados. Foi o caso, p.ex., dos “marineiros” (ecologistas radicais dissidentes do PT) que não “dilmaram” no segundo turno. Percebi que muitos dos radicais-chic moradores da Zona Sul do Rio de Janeiro se tornaram adeptos do discurso anti-esquerda do antropólogo Eduardo Viveiros de Castro do Museu Nacional-RJ. Eu o assisti, pela primeira vez, em uma mesa-redonda comandada por Eliane Brum, na FLIP de Paraty deste ano, transmitida online. Achei um espanto! No mau sentido…

Depois, li a reportagem que fala do Antropoceno à Idade da Terra, de Dilma Rousseff a Marina Silva, expressando o que o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro e a filósofa Déborah Danowski pensam a respeito do planeta e do Brasil a partir da degradação da vida causada pela mudança climática.  Todas essas ideias apareceram na entrevista concedida a Eliane Brum em:

http://brasil.elpais.com/brasil/2014/09/29/opinion/1412000283_365191.html.

Minha impressão inicial foi que esse fundamentalismo ecologista beira o reacionarismo, isto é, a atitude de reação sistemática, contrária tanto ao espírito liberal original do Iluminismo do século XIX quanto à evolução político-social-desenvolvimentista no século XXI. Viveiros se opõe às ideias voltadas para a transformação da sociedade para o progresso socioeconômico e propõe uma certa “indianização” da população em sentido oposto à “globalização”. Confiram. Continuar a ler

Estiagem: fenômeno de alta pressão, devido a bloqueios atmosféricos, aquecimento global, devido a desmatamento, ou menor evaporação, devido ao resfriamento da atmosfera?

Represa Jaguari-Jacareí, na cidade de Joanópolis

Uma piada corporativista é: “os climatologistas existem para os previsores econômicos aumentarem a baixa autoestima.” De fato, quando vemos os diagnósticos e as previsões dos climatologistas, achamos que, relativamente, os economistas não são tão ruins quanto parecem… :)

Rodrigo Pedroso (Valor, 05/11/14) informa que um verão com chuvas bem abaixo da média e a demora para a entrada da estação chuvosa fizeram com que neste ano o índice pluviométrico nos principais reservatórios de São Paulo ficasse um terço abaixo da média histórica. Para especialistas, a falta de chuva na região faz parte de um fenômeno maior, global, que atingiu a maior parte do Brasil em 2014. Nos próximos meses, a situação deverá se amainar, dando algum respiro aos reservatórios, já que o regime pluviométrico será mais favorável.

Entretanto, ainda segundo os especialistas, a previsão é que o retorno esperado das chuvas seja insuficiente para recuperar os níveis dos sistemas de abastecimento da Grande São Paulo administrados pela Sabesp. Continuar a ler

Felicidade Interna Bruta (FIB)

Ranking de FIBAlexandre Hohagen é vice-presidente do Facebook para a América Latina. Publicou artigo (Valor, 02/10/14) sobre o índice de Felicidade Interna Bruta (FIB), tema que tratei recentemente em aula sobre Economia da Felicidade – De volta à Filosofia, Sociologia e Psicologia.

“Mais de uma vez me peguei pensando em o que consiste a felicidade. E tais reflexões me fizeram concluir que o trabalho vem sendo visto como um dos fatores mais importantes na obtenção da satisfação e que o usamos como alavanca para chegar à felicidade: trabalha-se em função da recompensa, que é necessária para se conquistar elementos que nos fazem felizes. Mas sempre olhei para o trabalho de uma forma diferente, na qual mais do que o meio para se alcançar determinado fim, ele deve ser visto como parte integrante e inerente do caminho, que precisa proporcionar plenitude no dia a dia. Continuar a ler