29 Minutos Para Falar Bem Em Público – Parte V

Prossigo com o resumo das principais ideias do livro de autoria de Rachel Polito e Reinaldo Polito: “29 minutos para falar bem em público” (Rio de Janeiro: Sextante, 2015).

COMO SER BOM DE PAPO

  • Seja natural. Essa é uma das regras mais importantes para quem deseja conversar bem.
  • Demonstre ouvir com interesse. Use expressões fisionômicas ou palavras indicativas de estar acompanhando e se interessando pela conversa.
  • Aprenda a contar histórias curtas e interessantes. Essa é uma combinação importante, pois, em uma boa conversa, de maneira geral, não adianta a história ser curta se não for interessante, nem ser interessante se não for curta.
  • Desenvolva seu lado espirituoso e bem-humorado. Esses recursos tornam as conversas atraentes e instigantes.
  • Faça perguntas fechadas (“quem?”, “onde?”, “quando?”) ou abertas (“por quê?”, ”como?”, “de que maneira?”), dependendo do rumo desejado dar à conversa.
  • Tenha interesse verdadeiro pelas pessoas com quem conversa.

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29 Minutos Para Falar Bem Em Público – Parte IV

Prossigo com o resumo das principais ideias do livro de autoria de Rachel Polito e Reinaldo Polito: “29 minutos para falar bem em público” (Rio de Janeiro: Sextante, 2015).

COMO DAR UM SHOW NO PALCO

  • Descubra o feito por você de melhor e use em suas apresentações. Você sabe contar piadas ou histórias interessantes? Sabe fazer imitações? Leve para os ouvintes essas habilidades. Esse é o espetáculo necessário para sua apresentação ser bem-sucedida.
  • Pratique contar histórias interessantes para amigos e familiares. Essas situações são as mais adequadas para ensaiar esses ingredientes espetaculares. Se funcionar nos ambientes mais íntimos, também poderá dar resultado diante dos ouvintes.
  • Saiba dosar o show de acordo com o tipo de plateia pela frente. Quanto mais numeroso e inculto o público, mais espetacular poderá ser a apresentação. Quanto menor e mais instruído o público, mais moderado deverá ser o espetáculo.

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29 Minutos Para Falar Bem Em Público – Parte III

Prossigo com o resumo das principais ideias do livro de autoria de Rachel Polito e Reinaldo Polito: “29 minutos para falar bem em público” (Rio de Janeiro: Sextante, 2015).

COMO EXPOR PARA APROVAR UMA PROPOSTA

  1. Grupos são diferentes
  2. Conheça os ouvintes / público-alvo
  3. Teste a reação da plateia
  4. Estabeleça a profundidade do tema
  5. Não confunda o tipo de resistência do grupo ao assunto com à sua pessoa
  6. Concorde com os pontos em comum
  7. Demonstre seu conhecimento
  8. Tranquilize os ouvintes
  9. Trabalhe previamente nos bastidores
  10. Leve o melhor possível
  • Antes de apresentar uma proposta, converse pessoalmente “nos bastidores” com os envolvidos na avaliação dela. Assim, será mais fácil afastar as possíveis resistências.
  • Os ouvintes apresentam características peculiares. Procure descobrir a faixa etária, o nível intelectual e o conhecimento possuído sobre o assunto. Dessa forma, será mais simples adequar a mensagem ao interesse e às características das pessoas.
  • Avalie se há resistência dos ouvintes. Se ela for em relação a você, mostre conhecimento e autoridade. Se for relacionada ao assunto, inicie tocando nos pontos com os quais o público concorda. Se o problema for o ambiente, prometa ser breve na exposição.
  • Não use um argumento polêmico para apoiar outro argumento polêmico.

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29 Minutos Para Falar Bem Em Público – Parte II

Prossigo com o resumo das principais ideias do livro de autoria de Rachel Polito e Reinaldo Polito: “29 minutos para falar bem em público” (Rio de Janeiro: Sextante, 2015).

COMO TER SUCESSO NA COMUNICAÇÃO EM CINCO PASSOS

  1. Conteúdo
  2. Emoção
  3. Voz
  4. Ouvintes ou Público-Alvo
  5. Naturalidade
  • Conheça o assunto e demonstre domínio do tema a ser apresentado. Quanto mais conhecimento tiver sobre a matéria a ser exposta, maiores serão sua segurança e sua desenvoltura.
  • Ordene bem o raciocínio: tenha uma linha lógica com começo, meio e fim.
  • Fale com envolvimento e emoção. Se não demonstrar interesse pelo objeto de sua fala, não poderá envolver e interessar os ouvintes.
  • Tenha personalidade na voz e na maneira de se expressar. Procure falar sempre um pouco mais alto do suficiente para as pessoas o ouvirem.
  • Aprenda o máximo possível sobre os ouvintes e adapte a mensagem de acordo com as características deles.
  • Seja natural e espontâneo.

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29 Minutos Para Falar Bem Em Público – Parte I

Rachel Polito e Reinaldo Polito escreveram o livro “29 minutos para falar bem em público” (Rio de Janeiro: Sextante, 2015). Com este livro você vai aprender, em apenas 29 minutos, a falar em público e a conversar com as pessoas de maneira segura e desembaraçada.

Por que 29 e não 30 minutos ou uma hora? Simples: para você saber as técnicas mais relevantes da comunicação poderem ser aprendidas em menos de meia hora.

Reuniram tudo necessário para resolver as questões mais complexas da arte de falar em público, sobretudo em situações nas quais tem pressa. Alguns conceitos – como naturalidade, emoção, conteúdo, voz, vocabulário, expressão corporal e planejamento – são tão importantes a ponto de se repetirem diversas vezes em diferentes capítulos, dependendo do contexto abordado.

Você tem pelo menos três formas de ler este livro.

A primeira leva apenas 29 minutos, é ir direto ao final de cada capítulo até a seção “Para ler em menos de um minuto”, onde encontrará um resumo do tratado ali.

A segunda é voltar ao sumário e escolher os assuntos mais interessantes, para você, em determinado momento. Por exemplo: talvez você não precise usar recursos audiovisuais na sua apresentação, nem aprimorar técnicas para conversar dentro de um elevador. Assim, sinta-se livre para eleger os capítulos de fato essenciais para esse pouco tempo à disposição agora e pular os demais.

Mais tarde, tendo atendido às suas demandas de comunicação mais urgentes, você poderá se dedicar à terceira forma. Esta é a leitura mais detalhada e completa.

Resumirei aqui a primeira forma de ler este livro. Sumariza o necessário para eu me lembrar de boas práticas, realizadas por mim há 35 anos: dar aulas e palestrar.

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Mensagens de Condolência pelo Falecimento do Professor Wilson Cano

A propósito da publicação de meu pesar pela perda do Wilson Cano (1937-2020): Mestre, Orientador, Mentor recebi muitas mensagens de condolência para transmitir à sua família, quando for possível. Embora tenham sido enviadas para meu e-mail particular, creio nenhum autor se importará de, aqui, as compartilhar para mostrar como era admirado e querido o meu Mentor.

Significado de mentor:

s.m. Indivíduo experiente que guia (dá conselhos) uma outra pessoa; guia ou mestre.
P.ext. Indivíduo que direciona, desenvolve, produz ou cria projetos, ideias, obras etc.
Mentor Intelectual. Pessoa responsável pelo desenvolvimento e/ou idealização de algo, cuja prática influencia os comportamentos de uma outra pessoa mesmo à distância.

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Um Mundo Sem Líder

Yuval Noah Harari é historiador, filósofo e autor de best-sellers: Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI. Compartilho abaixo a última parte do seu artigo para a revista norte-americana Time, publicado em 15 de março de 2020, e traduzido por mim.

Hoje a humanidade enfrenta uma crise aguda, não apenas devido ao coronavírus, mas também devido à falta de confiança entre os seres humanos. Para derrotar uma epidemia, as pessoas precisam confiar em especialistas científicos, os cidadãos precisam confiar nas autoridades públicas e os países precisam confiar uns nos outros.

Nos últimos anos, políticos irresponsáveis ​​minaram deliberadamente a confiança na ciência, nas autoridades públicas e na cooperação internacional. Como resultado, agora estamos enfrentando esta crise desprovida de líderes globais. Eles podem inspirar, organizar e financiar uma resposta global coordenada.

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O que a história nos ensina para a atual epidemia de coronavírus?

Yuval Noah Harari é historiador, filósofo e autor de best-sellers: Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI. Compartilho abaixo a segunda parte do seu artigo para a revista norte-americana Time, publicado em 15 de março de 2020, e traduzido por mim.

Primeira Lição da História de Combate às Epidemias: você não pode se proteger fechando permanentemente suas fronteiras. Lembre-se de as epidemias se espalharem rapidamente, mesmo na Idade Média, muito antes da era da globalização.

Portanto, mesmo se seu estúpido presidente reduzir suas conexões globais ao nível da Inglaterra em 1348 – isso ainda não seria suficiente. Para realmente se proteger através do isolamento, ficar medieval não serve. Você teria que ficar na Idade da Pedra. Você pode fazer isso?!

Em segundo lugar, a Lição da História indica: a proteção real vir do compartilhamento de informações científicas confiáveis ​​e da solidariedade global. Quando um país é atingido por uma epidemia, deve estar disposto a compartilhar honestamente informações sobre o surto, sem medo de uma catástrofe econômica.

Enquanto isso, outros países devem poder confiar nessas informações e devem estender a mão amiga, em vez de “ostracizar” como vítima de “inimigo externo” [atitude típica do populista de direita]. Hoje, a China pode ensinar aos países de todo o mundo muitas lições importantes sobre o coronavírus, mas isso exige um alto nível de confiança e cooperação internacional.

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Na batalha contra o coronavírus, a humanidade carece de liderança

Yuval Noah Harari é historiador, filósofo e autor de best-sellers: Sapiens, Homo Deus e 21 Lições para o Século XXI. Escreveu o seguinte artigo para a revista norte-americana Time, publicado em 15 de março de 2020 e traduzido por mim.

Muitas pessoas culpam a epidemia de coronavírus pela globalização e dizem a única maneira de evitar mais surtos desse tipo ser “desglobalizar o mundo”. Construa muros, restrinja viagens, reduza o comércio.

No entanto, embora a quarentena de curto prazo seja essencial para interromper as epidemias, o isolacionismo de longo prazo levará ao colapso econômico sem oferecer nenhuma proteção real contra doenças infecciosas. Provocará exatamente o oposto. O verdadeiro antídoto para a epidemia não é a segregação, mas sim a cooperação.

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Debate para Construção de Conhecimento e não para Destruição do Interlocutor

Beatriz Montesanti e Tatiana Dias publicaram no NEXO, em 27 de dezembro de 2016, uma entrevista com Walter Carnielli, Professor de Lógica na UNICAMP. Ele explica como manter uma discussão respeitosa e produtiva nesse tempo de discurso de ódio mútuo.

Não é fácil vencer uma discussão. Especialmente em um contexto inflamado, onde as opiniões se polarizam, notícias falsas se proliferam, debatedores recorrem a ofensas e sarcasmo. Festas de fim de ano criam ambientes propícios para a briga.

Uma boa discussão, ao contrário do que a maior parte das pessoas pensa, não serve para a disputa. Serve, sim, para a construção do conhecimento. Nesse sentido, saber sustentar uma boa argumentação é fundamental.

“Um argumento é uma ‘viagem lógica’”, diz Walter Carnielli, matemático, Professor de Lógica na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) e autor de “Pensamento crítico: o poder da lógica e da argumentação” (Editora Rideel), livro escrito em parceria com o matemático americano Richard L. Epstein.

Para Carnielli, os brasileiros têm uma “péssima educação argumentativa”. Confundimos discussão com briga e não sabemos lidar bem com críticas. Mas há técnicas capazes de ajudar na construção de bons argumentos – e também a evitar armadilhas comuns em uma discussão, como o uso de falácias.

Entre elas está, por exemplo, a busca por entender o ponto de vista oposto, ajudando, inclusive, o opositor na construção do próprio argumento. Nesta entrevista ao Nexo, o professor explica algumas delas:

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Inteligência Artificial X Burrice Natural

João Luiz Rosa (Valor, 25/11/2019) detalha uma visão de futuro, descrita pelo francês Jean-Philippe Courtois, presidente global de vendas, marketing e operações da Microsoft. A inteligência artificial será o fator de mudança mais radical na economia nos próximos cinco a dez anos, o que implica inúmeros riscos, incluindo a eliminação de empregos, mas não haverá nenhuma hecatombe digital se os cuidados necessários forem tomados a tempo.

“É correto dizer: alguns empregos serão completamente automatizados”, diz o executivo de 59 anos — 35 deles passados na companhia americana. A adoção crescente de robôs e sistemas capazes de aprenderem sem intervenção humana, o chamado aprendizado de máquina, é inevitável, porque traz ganhos econômicos indispensáveis à competição. Mas na maioria dos casos, só parte do trabalho será automatizada, o que abre espaço para as pessoas adquirirem novas habilidades e se reposicionarem no mercado de trabalho.

A inteligência artificial tem se disseminado tão rapidamente a ponto de mesmo operários e outros profissionais cujas atividades não tinham nenhuma conexão com a tecnologia – de balconistas de loja a funcionários de uma estação de trem – poderão ter a possibilidade se reposicionar. Isso porque as empresas nas quais trabalham dependem de sistemas de dados e precisam de pessoas para lidar com a demanda crescente por informações. Continuar a ler

Aquecimento Global Agravado

A temperatura média mundial está subindo mais rapidamente do que o anteriormente previsto, caminhando para um aumento de 3oC a 5oC até o fim deste século, o triplo da meta de 1,5% definida no Acordo do Clima de Paris, alertou a Organização Meteorológica Mundial (OMM). O relatório é parte das discussões climáticas na CoP 25, em Madri.

Se quisermos chegar a um aumento de 1,5°C teremos de reduzir as emissões e no momento os países não estão cumprindo com as promessas feitas em Paris.

Um aumento de 4 graus Celsius desencadearia grandes mudanças no meio ambiente, segundo uma pesquisa do Pottsdam Institute for Climate Impact Research e da Climate Analytics. Algumas dessas mudanças incluem:

  1. o desaparecimento do gelo dos dois polos,
  2. a transformação de muitas florestas em desertos,
  3. o aumento do nível do mar, afogando cidades litorâneas,
  4. a perda irreversível da diversidade entre as plantas e animais.