Declaração de Chicago sobre Princípios de Livre Expressão

A Declaração de Chicago sobre Princípios de Livre Expressão (“Manifesto de Chicago”) foi criada em janeiro de 2015 por um comitê liderado por Geoffrey Stone, Edward H. Levi, distintos Professores de Direito. O comitê foi encarregado de redigir uma declaração “articulando o compromisso abrangente da Universidade com o debate e a deliberação livres, robustos e desinibidos, entre todos os membros da comunidade da Universidade”.

Abaixo está uma versão resumida e adaptada da declaração criada para ajudar as escolas a adaptar os conceitos da Declaração de Chicago às suas próprias escolas. No início de 2018, mais de quarenta instituições haviam adotado.

Uma das coisas mais fáceis possível de fazer por você para melhorar a situação adequada para o debate pluralista no seu campus universitário é insistir junto a qualquer instituição de ensino com a qual você tenha um relacionamento para ela adotar sua própria versão da Declaração.

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Resultado do Qualis: Copiar e Colar

Juliana Sayuri (FSP/Ilustríssima, 06/04/19) informa: programas e aplicativos reescrevem textos com base em mudança de ordem das frases e em uma ‘caixa de sinônimos’ para artigos acadêmicos. Seu uso desperta discussões sobre originalidade, plágio e seus impactos na produção científica.

 

“A economista russa Julia Baranova escrevia as primeiras linhas de um artigo inédito sobre internacionalização de startups para um periódico científico. Entre um parágrafo e outro, cogitou contratar uma editora para revisar sua redação em inglês —e apontar as diferenças linguísticas entre os padrões britânico e americano.

Graduada em economia internacional na Universidade Lobachevsky de Nijni Novgorod (Rússia) e radicada no Brasil desde 2005, Julia é adepta de ferramentas digitais para formatação de referências bibliográficas e transcrição de áudio. Curiosa, ela “googlou” ferramentas para redação de artigos acadêmicos.

No meio do caminho, encontrou informações sobre softwares detectores de plágio e, para sua surpresa, sites pensados na direção inversa: programas que propõem “reescrever” textos a partir de paráfrases, mudança de ordem das frases e substituição por sinônimos.

Em outras palavras, permite trocar “seis por meia dúzia” para repaginar textos que talvez não sejam de autoria do usuário.

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Reinventando o Ensino Superior: Qualificação Maior dos Trabalhadores Intelectuais

Área interna de prédio da FAU, na USP,  em São PauloHélio Schwartsman, jornalista, ex-editor de Opinião da FSP, é autor do livro “Pensando Bem…”. Publicou artigo (FSP, 10/04/19) explicando direitinho, quase “desenhando”, para até os bolsonaristas conseguirem entender: Universidades não são “antros de comunistas” (crítica demodê e anacrônica dos anos de Guerra Fria), mas sim de gente inteligente em busca de maior conhecimento.

“É verdade que o pensamento de esquerda predomina nas universidades. Isso não é exclusividade do Brasil, mas uma tendência geral no Ocidente.

Nos EUA, onde existe medida para quase tudo, a proporção dos professores universitários (todas as áreas) que se declaram liberais ou de extrema esquerda em relação aos que se dizem conservadores ou de extrema direita atingiu o pico de cinco para um em 2011. Durante a maior parte do século 20, a taxa oscilou entre dois e três para um.

O motivo para o desequilíbrio não é um complô do globalismo gramsciano, mas uma razão bem mais trivial: um dos traços de personalidade mais fortemente correlacionados à esquerda, a abertura ao novo, é também uma característica que leva pessoas a aprofundar-se nos estudos e a procurar a carreira acadêmica.

De modo análogo, encontramos mais direitistas nos quartéis e nas polícias, porque esse grupo tende a pontuar mais alto na escala de conscienciosidade, a preferência por previsibilidade e por ações planejadas. Continuar a ler

Maioria do Eleitorado (55%) Reprovado em Teste de QI: Má Educação

Hugo Passarelli (Valor, 18/12/18) informa: o Brasil não está conseguindo ampliar a fatia de jovens que concluem o ensino fundamental apesar da redução da população em idade escolar, mostra um estudo do Movimento Todos Pela Educação. Em 2018, 75,8% dos jovens de 16 anos haviam concluído o ensino fundamental, taxa praticamente estável ante 2017 (75,9%) e ainda distante da meta de 95% que consta no Plano Nacional de Educação (PNE), prevista para ser atingida em 2022.

No mesmo período, o número de brasileiros nesta faixa etária caiu em 275,4 mil, enquanto o número de concluintes foi menor em 212,2 mil. Em tese, a demografia mais favorável deveria ajudar a aumentar as taxas de conclusão na educação básica. De maneira inversa, só não houve queda porque a população total encolheu em ritmo mais intenso do que os formandos.

O recorte foi elaborado pelo Todos Pela Educação a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados atestam: apesar da ênfase em reformar o ensino médio, os problemas educacionais não estão circunscritos a este ciclo. Continuar a ler

Cenário 2019: Educação

Hugo Passarelli (Valor, 26/12/18) avalia: o ensino público brasileiro entra no novo governo com velhos desafios, reformas estruturais que precisam sair do papel e incertezas sobre qual será o perfil do Ministério da Educação (MEC) gerido por Ricardo Vélez Rodríguez, professor universitário sem atuação conhecida em gestão pública.

Por ora, especialistas dizem que a defesa da educação básica pelo novo governo, enfatizada durante e depois da campanha, é uma sinalização positiva. Mas a falta de um plano de voo explícito dificulta previsões. Eles acham também que há o risco de que pautas ideológicas dominem o debate e desviem o foco de políticas com real potencial de “desatar o nó” da aprendizagem.

De acordo com fonte que acompanha o trabalho de transição, mudanças abruptas ou descontinuidade de políticas importantes para o setor estão descartadas. “Não haverá caça às bruxas no MEC. Vamos manter o que está funcionando e alterar o que precisa ser melhorado”, afirma.

Um programa de alfabetização deve ser um dos primeiros a ganhar corpo. “A ideia é atuar em diversas frentes para sanar as deficiências na formação inicial de jovens e adultos”, ainda de acordo com essa fonte. Continuar a ler

Escola sem Partido: Censura e Perseguição nas Salas de Aula

Em conturbada tramitação no Congresso Nacional, o Projeto de Lei PL 7180/14, conhecido como “Escola sem Partido”, é uma das principais bandeiras da área educacional acenadas à população pelas forças conservadoras que emergiram no país nos últimos anos.

A ideia do “Escola sem Partido” foi cunhada originalmente, em 2003, pelo advogado Miguel Nagib, procurador do Estado de São Paulo em Brasília e ex-assessor de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

O texto proposto por ele, que serviria de orientação para o Projeto de Lei elaborado pelo deputado federal Erivelton Santana (PATRIOTA-BA) e encaminhado na Câmara em 2014 pelo seu relator, o deputado federal Flávio Bolsonaro (PSC-SP), filho mais velho do presidente eleito Jair Bolsonaro, dizia combater o que chamava de “doutrinação ideológica” nas escolas.

Após substitutivos no texto e já sob forte influência da chamada bancada evangélica no Congresso, o projeto de Flávio Bolsonaro transformou-se no atual PL 7180/14. Reforça o que chama de “combate à ideologia de gênero” nas salas de aula.

[O STF fugiu à sua responsabilidade de o julgar inconstitucional por violar a liberdade de expressão e a liberdade de cátedra.] Continuar a ler

Já Vai Tarde, Geraldo! E leve o PSDB junto para o esquecimento!

Universidades paulistas entram com Recurso Extraordinário contra decisão do TJ-SP sobre teto salarial

Os Departamentos Jurídicos da ADunicamp, Adusp e Adunesp protocolaram na quinta-feira, 13/12/18, um Recurso Extraordinário no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP) recorrendo da decisão tomada, em 31 de outubro de 2018, por Órgão Especial do próprio tribunal que declarou inconstitucional a Emenda Constitucional (EC) 46/18 que mudou o teto salarial dos servidores públicos do Estado de São Paulo.

A EC 46/18, antiga PEC 05, conhecida como PEC do Teto, foi aprovada por ampla maioria dos deputados da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), no início de junho, mas acabou suspensa, em 31 de outubro, após ser declarada inconstitucional pelo Órgão Especial do TJ-SP.

A emenda estabelecia como teto da remuneração dos servidores públicos o salário recebido pelos desembargadores do Tribunal de Justiça (TJ-SP), de R$ 30.471,11, e não o subsídio do governador (R$ 22.388,14), como é atualmente. Continuar a ler