Manifesto de Professores(as) e Pesquisadores(as) Abaixo-Assinados do IE-UNICAMP

Manifesto de Professores(as) e Pesquisadores(as) Abaixo-Assinados do Instituto de Economia (IE) da
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)

Coronacrise e Medidas de Enfrentamento

Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou a pandemia do COVID-19. Ele produz uma combinação de crise sanitária, econômica e social sem precedentes na história recente.

Devido a seu enorme potencial de contágio, o novo coronavírus sobrecarrega os sistemas de saúde e exige medidas restritivas, como o isolamento social e a decretação de quarentenas. Evidentemente, essas medidas sanitárias, fundamentais para conter o espraiamento do vírus, promovem a paralisação da atividade econômica, levam à perda de empregos e renda da população, e provocam a falência de diversas empresas, em particular as de menor porte e sem capital de giro.

A quarentena em diversas localidades rompe a divisão internacional do trabalho interdependente e especializada. Interrupções nas cadeias globais de produção culminam em depressão econômica em nível mundial.

Nesse cenário, a atuação conjunta da Comunidade, do Estado e do Mercado torna-se fundamental para impedir a crise tomar proporções catastróficas. No plano da política econômica, em curto prazo, cabe a utilização massiva da política fiscal. Política monetária, isoladamente, será insuficiente.

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Orientações Gerais sobre Ensino e Aprendizagem

  1. Introdução
  2. Comunicados e Documentos Institucionais
  3. Tutoriais
    1. Orientações sobre o Planejamento de Disciplina e Organização do Ambiente Virtual de Aprendizagem
    2. Uso de ambientes virtuais de aprendizagem (Moodle e Classroom), para docentes e alunos
    3. Para realizar aulas on-line (Google Meet)
    4. Para gravar aulas (Powerpoint e Quicktime)
    5. Para publicar suas aulas online (Youtube)
  4. Apoio ao Ensino Digital para cursos de Extensão
  5. Bancos de Aulas
  6. Disciplinas online disponibilizadas pela UNIVESP
  7. Sites relacionados
  8. Algumas dicas sobre o ED diante da Suspensão de Aulas Presenciais
  9. Atendimento e apoio
  10. Espaço para discussão – Grupo ED

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Plataforma Antonio Barros de Castro

Antonio Barros de Castro foi economista, Professor Emérito da UFRJ, Professor Titular do Instituto de Economia da UFRJ, Ex-Presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), ex-diretor do Banco, Consultor do Centro Empresarial Brasil-China, Economista da CEPAL, Professor Visitante do Institute for Advanced Study de Princeton (USA), Professor Visitante de várias Universidades no mundo (Oxford, Munique, Universty of California Berkeley, entre outras), autor de numerosos livros, capítulos de livros e artigos.

E foi meu Professor no Mestrado em três disciplinas! E, em 1980, fizemos seminários em sua casa no Bairro Humaitá, no Rio de Janeiro, sobre o novo pensamento da esquerda europeia, inclusive o sindicato polonês Solidariedade e o eurocomunismo italiano. Era um Grande Mestre!

Os arquivos, organizados e disponíveis, seguem a convenção de Creative Commons e Science Commons”, podendo ser livremente acessados.

  • Livros publicados isentos de direito autoral;
  • Artigos publicados em Revistas acadêmicas;
  • Artigos publicados em jornais de ampla circulação;
  • Artigos e Editoriais do Boletim de Conjuntura do Instituto de Economia (UFRJ);
  • Entrevistas (desde 1983) e artigos de imprensa sobre o autor;
  • Coluna quinzenal publicada no Jornal Folha de São Paulo.

Clique no link e veja a aba acimahttp://agora.ie.ufrj.br/index.html

Complementariedade Profissional Cooperativa

Barbara Bigarelli (Valor, 06/02/2020) avalia: o debate sobre o futuro do trabalho está concentrado prioritariamente nos trabalhadores a serem substituídos pelas máquinas. Os estudos com mais sucesso sobre o tema apresentam previsões da eliminação massiva de empregos já na próxima década. Dessa discussão de robôs versus humanos (e quem irá triunfar), Frank Neffke, diretor de pesquisa do Growth Lab – instituto do Center for International Development (CID), da Universidade de Harvard – prefere se ausentar.

Em um estudo recente, publicado no final de dezembro na Science Advances, preferiu analisar a probabilidade dos profissionais serem substituídos por seus próprios colegas. “O mecanismo é semelhante: se uma máquina ou uma pessoa entra no seu local de trabalho e pode fazer o que você faz, isso não é bom para a carreira. No momento, a discussão se concentra principalmente nas pessoas a serem deslocadas pelas tecnologias, não nas pessoas a serem complementadas por elas e como as últimas poderiam compensar as primeiras”.

Ao criar um “ecossistema de habilidades” a partir das informações educacionais de nove milhões de trabalhadores da Suécia, Neffke e seu time concluíram: apenas ter habilidades valiosas é insuficiente para um profissional ganhar mais, ser bem- sucedido e ajudar a elevar a produtividade de sua equipe profissional.

Tão importante quanto investir em educação e novas competências, estão as habilidades de seus colegas de trabalho. Se eles possuírem habilidades semelhantes, a interação será menos produtiva e a remuneração de ambos não aumentará com o tempo. Caso tenham habilidades completares, o cenário é o oposto e a tendência dessa colaboração é, no longo prazo, de melhorias na remuneração, salário e carreira.

Os efeitos salariais da complementaridade são fortes: para trabalhadores com formação superior, ter colegas de trabalho altamente complementares é tão valioso quanto o próprio diploma. A interação certa também ajudaria a diminuir o turnover, à medida que os profissionais qualificados tendem a deixar a empresa se seus colegas têm conhecimento parecido e podem substituí-los.

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Educação sob Demanda: Conteúdo Personalizado… e Bem Pago

Jacílio Saraiva (Valor, 10/02/2020 informa: negócios do vinho, investimentos em startups, transformação digital, fintechs e gestão de carreiras de figuras públicas. Essas modas são alguns dos novos temas de cursos de pós-graduação. Quatro grandes instituições privadas de ensino vão os lançar em 2020. Ao todo, são 25 opções inéditas.

As escolas apontam novas tendências, como:

  1. a personalização (ou customização) de disciplinas de acordo com as necessidades do aluno,
  2. um avanço de 20% das aulas on-line sobre o total das grades e
  3. uma queda estimada de até 60%, ao ano, desde 2017, da quantidade de empresas bancando a formação dos funcionários.

Em lugar do Ensino de Excelência Público e Gratuito, disponível nas Universidades Federais e Estaduais, os preços começam em R$ 5,4 mil e podem atingir R$ 91,9 mil, de acordo com o tipo de programa, duração e conteúdo. O ensino pago também estão adotando o pagamento facilitado, com a ampliação do prazo de parcelamento, de 24 para até 36 meses. Continuar a ler

Nova Face da Economia (por Dani Rodrik)

Dani Rodrik é professor de economia política internacional da Faculdade de Governo John F. Kennedy, da Universidade de Harvard, é autor de “Straight Talk on Trade: Ideas for a Sane World Economy”. Em artigo (Valor, 13/01/2020) escreveu sobre diversidade de gêneros e etnia na profissão de economistas. Compartilho-o abaixo.

“Em resposta a pressões de dentro e de fora, a profissão de economista está gradualmente mudando para melhor. Não por acaso, o retrocesso populista que varreu as democracias avançadas nos últimos anos produziu um profundo exame de consciência sobre essa área do conhecimento. Afinal, a austeridade, os acordos de livre-comércio, a liberalização financeira e a desregulamentação trabalhista que causaram o populismo se fundamentaram nas ideias dos economistas.

Mas a transformação vai além dos pressupostos da política econômica. No âmbito da disciplina, há finalmente uma avaliação das práticas hierárquicas e da agressiva cultura seminarística que produziram um ambiente inóspito para mulheres e minorias.

Pesquisa de 2019 realizada pela antiga e conceituada entidade de classe profissional American Economic Association (AEA) revelou: quase metade das economistas se sentiam discriminadas ou tratadas injustamente devido ao seu gênero. Quase um terço dos economistas não brancos se sentiam tratados injustamente devido à sua identidade racial ou étnica.

Podemos nos aferrar a estruturas institucionais que sustentam os privilégios e restringem as oportunidades. Ou podemos conceber instituições que são coerentes com a busca não apenas da riqueza compartilhada como também de um conceito ampliado de liberdade

Essas deficiências podem ser correlatas. Uma profissão menos diversificada e menos aberta a identidades diferentes é mais tendente a exibir o pensamento único (ditado pelo desejo de conformidade no grupo) e soberba. Se ela pretende gerar ideias que ajudem a sociedade a alcançar prosperidade inclusiva, terá de começar a se tornar, ela mesma, mais inclusiva.

A nova cara da disciplina ficou em evidência quando a AEA se reuniu para seus encontros anuais em San Diego no começo deste mês. Houve muitos dos habituais simpósios de especialistas sobre tópicos como política monetária, regulamentação e crescimento econômico. Mas havia um sabor inconfundivelmente diferente nos trabalhos deste ano. Continuar a ler

Clichês aborrecidos e Eufemismos inócuos (por Pedro Cafardo)

Pedro Cafardo é editor-executivo do Valor e integra a equipe fundadora do jornal. Foi editor-chefe de “O Estado de S. Paulo” e editor de Economia em várias publicações. Este jornalista sabe escrever com espírito crítico, humor e inteligência. Compartilho abaixo sua coluna publicada no dia 11/02/2020 sobre a Arte de Escrever sem jargão ou lugar-comum vulgar.

Bora alinhar nossas posições, porque as turbulências deste mundo disruptivo nos obrigam a forjar narrativas pedestres. Precisamos focar em performar cada vez melhor.

Assustou-se com as frases acima? De fato, são esquisitas. Lá estão algumas palavras e expressões da moda, inadequadas ou que denotam um certo despreparo do redator. O bom-senso recomenda que sejam evitadas.

“Narrativa” está na moda. Ninguém mais conta uma história, explica uma situação, rememora um evento ou expõe uma opinião. Faz sempre uma narrativa, termo que tem um sentido um pouco mais pomposo do que o empregado pelo povo da moda. É algo que contempla em geral introdução, desenvolvimento e conclusão.

Há alguns clichês muito usados na mídia tradicional e nas redes sociais. “Mais cedo”, por exemplo, está o tempo todo na imprensa. Em vez de dizer a hora, uma informação precisa, o repórter diz apenas que “mais cedo” aconteceu um acidente etc, etc. E depois completa: “No fim do dia”, os envolvidos deixaram o hospital etc., etc. Continuar a ler