10 Filmes sobre Mercado Financeiro

A crise de 2008 inspirou vários filmes de ficção e documentários, mas bem antes desse abalo econômico que afetou o mundo inteiro, diversas produções já viam no

mercado financeiro um cenário ideal para tramas que abordam a ética, a ganância e os limites do empreendedorismo.

Não por acaso, muitas dessas produções são baseadas em fatos reais e muitas ganharam prêmios como o Oscar. Confira, a seguir, uma seleção feita pelo Valor (16/04/22) de dez filmes que podem ser vistos no streaming.

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10 filmes sobre empreendedorismo

Personagens da Marvel à parte, quais são os super-heróis dos dias de hoje? Muitos não irão concordar, mas a julgar pela quantidade de filmes séries que abordam a vida de emprendedores, é de imaginar que as histórias de pessoas que, por meio de trabalho duro e ideias e práticas inovadoras (além de golpes de sorte), deram início a negócios rentáveis a ponto de enriquecerem.

Os empreendedores têm um longo namoro com as telas de cinema, paixão reacendida em tempos de redes sociais pelos novos magnatas que são verdadeiros astros pop. Alguns são figuras de inspiração e modelos positivos de vida; outros servem como lembretes de que o capital não deveria avançar sobre valores humanos básicos. O capitalismo, lembram os filmes citados nesta lista do Valor, constitui não apenas um sistema econômico, mas um modo de vida.

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Geração da Riqueza

Lauren Greenfield retrata o Império Americano ao capturar uma série de reportagens fotográficas de uma cultura materialista, workaholic e obcecada por imagens. Ensaio simultaneamente autobiográfico e histórico, o filme testemunha a globalização do “sonho americano corrompido” (e corruptor) e os custos pessoais do capitalismo em estágio avançado, vivenciado em torno de narcisismo e ganância.

Nos últimos 25 anos, a aclamada fotógrafa e cineasta Lauren Greenfield (A Rainha de Versalhes, Magra, crianças + dinheiro, #likeagirl) viajou o mundo, documentando com precisão etnográfica e a sensibilidade de um artista uma vasta gama de movimentos e momentos culturais. No entanto, depois de tanto buscar e pesquisar, ela percebeu que muito de seu trabalho apontava para um fenômeno unificador: a cultura da riqueza.

Com seu novo filme, Generation Wealth, ela junta as peças do trabalho de sua vida em uma investigação incendiária sobre as patologias vivenciadas na sociedade mais rica do mundo. Abrangendo consumismo, beleza, gênero, mercantilização do corpo, envelhecimento e muito mais, Greenfield criou um conto de advertência abrangente sobre uma cultura indo direto para o precipício.

Generation Wealth é, simultaneamente uma jornada profundamente pessoal, ensaio histórico rigoroso e exposição de fatos lamentáveis e espantosos, testemunha a evolução das gerações desde o início da Era Neoliberal, no governo Reagan nos anos 80. Levanta a hipótese do fim do padrão-ouro ter levado ao excesso de consumismo pela facilidade de endividamento e multiplicação do dólar.

Observa de perto (e entrevista) pessoas cujo o desejo por prosperidade pessoal, seja pela venda do corpo, seja pela venda da moral, se tornou a força motriz e o objetivo principal de suas vidas.

Esse documentário chocante, com retratos da sociedade norte-americana consumista de dinheiro, sexo e status, mostra o pesadelo emergente de “o sonho americano”, exportado para os neocolonizados culturalmente. Encontra-se na Amazon Prime. Imperdível!

Economia no Cinema 2020

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

INSTITUTO DE ECONOMIA

CURSO DE GRADUAÇÃO

CE- 858 – TÓPICOS ESPECIAIS DE ECONOMIA III –
“ECONOMIA NO CINEMA” (ELETIVA)

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa: fercos@unicamp.br

AVISO IMPORTANTE – a Resolução 35/2020 da reitoria da Unicamp (24/03/2020) expressou:

“Fica recomendado que, quando possível, as disciplinas tenham continuidade integral ou parcial com o emprego de estratégias de aprendizagem não presenciais.

§ 2º – Os planos de estudos das disciplinas, incluindo a atuação de PADs e PEDs e BAS, se for o caso, deverão ser encaminhados à Pró-Reitoria de Graduação para documentação e apresentação posterior aos órgãos correspondentes.”

Planejo como emprego de estratégias de aprendizagem não presenciais encomendar aos alunos a leituras e resenha do livro-apostila “Economia em Documentários”, com o conteúdo das cinco partes do curso.

Esse método fica mais flexível para cada aluno alocar seu tempo. A interação digital com “aulas à distância” com simultaneidade de horários, sem constituir uma real EaD sob demanda com recursos gráficos e gravação profissional, parece ser muito dispersiva.

Nos links abaixo poderá baixar os cinco livros a serem lidos, caso deseje aumentar o conhecimento. O primeiro é para ser resenhado (clique no link para baixar) e instrução de como escrever resenhas — 4 páginas são suficientes:

Como Escrever Resenhas

Fernando Nogueira da Costa – Economia em Documentários – Coletânea de Textos para Discussão em Seminários

NIALL FERGUSON – Civilização: Ocidente X Oriente.epub

DANIEL YERGIN – A Busca: Energia, Segurança e Reconstrução do Mundo Moderno.epub

FERGUSON, Niall – A Ascensão do Dinheiro.pdf / A Ascensão do Dinheiro.epub

RAY DALIO – Crise da Grande Dívida.pdf

Ainda não consegui me comunicar com todos os alunos. Favor avisar aos seus colegas sobre essa possibilidade.

Solicitei à Coordenação da Graduação a aprovação desse Plano de Estudos substituir, para quem escrever a resenha, a exigência de frequência em aulas, sejam presenciais, sejam virtuais.

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Parasita

Esta resenha escrita por Pedro Butcher (Valor 08/11/2019) contém spoiler. Porém, eu a reproduzo abaixo para quem já assistiu o inusual filme — mistura de gêneros com comentários sociais críticos — e como recomendação de assistir para quem ainda não teve a oportunidade de assisti-lo.

“Vivemos um tempo de extremos, não muito apropriado às sutilezas. Se polarizações demandam paciência para manter a sanidade, exigem, também, um posicionamento. É preciso saber de que lado se está.

Um ambiente assim representa um desafio especial para quem trabalha com cinema. Não deixa de ser extremamente significativo que, em 2019, o circuito comercial tenha recebido três filmes com respostas à altura para os desafios de tempos extremos: o brasileiro “Bacurau”, de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles; o americano “Coringa”, de Todd Philips, e, agora, o coreano “Parasita”, de Bong Joon-ho.

São trabalhos que não podem ser propriamente chamados de sutis, mas que, dentro de um quadro que exige uma tomada de posição evidente, as sutilezas se fazem ver de outras maneiras.

“Bacurau”, “Coringa” e “Parasita” são “diretos” e “simples” no que querem dizer e, ao mesmo tempo, complexos em suas estruturas. Em alguns momentos, chegam a causar espanto detalhes que os filmes trazem em comum, como certos traços de comportamento de personagens, a importância que os objetos ganham na narrativa, o uso pontual da música e, no caso dos filmes brasileiro e coreano, as referências aos EUA. Todos são também atualíssimos, mas recorrendo a um fazer cinematográfico que remete a outra época (os anos 70, em especial).

O mais forte elo entre os filmes é uma visão política que aborda, de maneiras distintas, a luta de classes. Em “Parasita”, tudo começa quando o jovem filho de uma família pobre consegue trabalho como professor particular de uma jovem filha de família rica. A família pobre, cujos pais estão desempregados e os filhos estão fora da universidade por falta de dinheiro, aos poucos passa a fazer parte do corpo de empregados da família rica. Continuar a ler