Livre Pensar – Cinebiografia da Maria da Conceição Tavares

Obs.: veja mais vídeos-aulas da Professora no novo canal do YouTube do Instituto de Economia da Unicamp (clique no link)

O lançamento do filme (75 minutos aproximados) Livre Pensar – Cinebiografia da Maria da Conceição Tavares foi realizado na Unicamp no dia 19 de junho, às 18h, no auditório da Adunicamp, como parte das comemorações dos 50 anos do Instituto de Economia. O evento foi aberto ao público e teve um debate ao final da exibição entre o diretor do filme José Mariani e professores do IE.

Para meu (verdadeiro) orgulho, fui convidado a dar um depoimento a respeito da minha Professora – e amiga –, ao lado do Professor Wilson Cano. Como de hábito, meu estimado orientador no Mestrado e Doutorado exortou-nos a pesquisar o atual estado calamitoso da economia brasileira e fazer o bom combate em debate público a respeito. Estimulou-nos a buscar e propor saídas racionais para o impasse político e econômico da Nação.

Em narrativa pessoal, eu transmiti outra lição de vida: a gente tem de ir atrás de bons professores para o desenvolvimento intelectual. Mentor é aquele indivíduo experiente capaz de guiar (ou dar conselhos a) uma outra pessoa. Serve a alguém de guia, de sábio e experiente conselheiro. Ele inspira, estimula a criatividade, o livre pensar. Não necessariamente é o orientador presencial de ideias, ações, projetos, realizações etc. Continue reading “Livre Pensar – Cinebiografia da Maria da Conceição Tavares”

Morada Invisível: O Viver em Cortiço

Morada Invisível: O Viver em Cortiço” é um documentário sobre a realidade vivida em três cortiços por dez moradores no bairro da Bela Vista, em São Paulo. Banheiros e varal de roupas compartilhados, convívio com vizinhos, predileção da localização são temas desta morada camuflada em meio aos casarões e prédios da região central da capital paulista.

Direção Geral: Dayane Ponte Direção de Fotografia: Júlia Abrantes Montagem: Isabela Borges Produção Thamiris Souza e Ariani Alencar

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Déficit Habitacional em São Paulo: “não repara a bagunça”

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O curta-metragem investiga quatro faces do déficit habitacional na cidade de São Paulo a partir de personagens que vivem na rua, em ocupações, cortiços e favelas.

Direção e roteiro: Iuri Barcelos e Ciro Barros Fotografia: Iuri Barcelos Assistente de câmera: Fernando Guimarães Artes e finalização: Bruno Fonseca Coordenação: Thiago Domenici Direção de jornalismo: Marina Amaral Mais em apublica.org Trilha sonora: Jingle Punks

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Quando a lenda vira um fato, publique-se a lenda.

Mito e lenda

Ontem, no simpaticíssimo Sarau de Fim-de-Ano do Luís Nassif, o violonista acompanhante do bandolinista Joel do Nascimento — uma lenda vida — disse, em público, que “não aprecia os mitos a propósito de uma celebridade musical brasileira”. Depois, conversando com ele e o Nassif, eu lhe lembrei da frase de um dos melhores westerns da história: O Homem Que Matou o Facínora / The Man Who Shot Liberty Valance, dirigido por John Ford em 1962

John Ford é um cineasta de belas imagens, dos planos gerais, das tomadas que mostram paisagens sem fim, a terra gigantesca que foi sendo conquistada ao longo dos séculos por imigrantes de diversas nacionalidades – muitos irlandeses, como seus antepassados – atraídos pelo sonho de uma vida melhor. Este talvez seja seu filme mais verbal.

Aparece nele a frase que define o jornalismo. É quase equivalente a “um cachorro morder um homem não é notícia. Mas um homem morder o cachorro, é”.

É a lapidar:

“Aqui é o Oeste, senhor. Quando a lenda vira um fato, publique-se a lenda.Continue reading “Quando a lenda vira um fato, publique-se a lenda.”

Dica para Cinéfilo: “Eu não sou Madame Bovary”

Eu curto muito todos os filmes realistas sobre a China contemporânea do diretor chinês Jia Zhangke. Ele é geralmente considerado como a figura de proa da “sexta geração” do cinema chinês, grupo que inclui também os realizadores Wang Xiaoshuai e Zhang Yuan.

Os primeiros filmes de Zhang Ke, uma triologia inspirada na sua província natal Shanxi, foram feitos fora dos apoios estatais chineses, e são, por isso, considerados filmes independentes. A partir de 2004, o prestígio de Zhang Ke aumentou, tendo lhe sido permitido filmar o seu quarto filme, em inglês The World, com apoio do Estado.

Os filmes de Jia Zhang Ke têm recebido louvor crítico e obtido reconhecimento internacional, o mais notável dos quais o prémio máximo no Festival de Veneza para o filme Still Life, de 2006. Tem sido descrito por alguns críticos e cineastas como possivelmente “o cineasta em atividade mais importante do mundo”. Em 2015, foi lançado Jia Zhang Ke: Um Homem de Fenyang, documentário sobre a vida e a obra cinematográfica do chinês através do olhar do cineasta brasileiro Walter Salles.

Eu não conhecia o trabalho de Feng Xiaogang, nascido em 1958 em Pequim (China) — foi uma descoberta para mim eu assistir ontem seu filme “Eu não sou Madame Bovary”. Ele é diretor de cinema, roteirista e ator chinês. Ele é bem conhecido na China como sendo um cineasta comercial altamente bem-sucedido, cujos filmes de comédia vão consistentemente bem nas bilheterias, embora o Feng tenha ido além desse gênero, passando a fazer recentemente também filmes de drama ou drama de época. Continue reading “Dica para Cinéfilo: “Eu não sou Madame Bovary””