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Cartilha de Finanças Pessoais

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Caro(a) amigo(a),

comemorando minha entrada na terceira idade, resolvi compartilhar meu conhecimento sobre Finanças Pessoais:

Fernando Nogueira da Costa – Cartilha de Finanças Pessoais – 28-set-2016

Acho que poderá ser útil para os jovens. Mário Quintana dizia que “há dois sinais de envelhecimento: o primeiro é desprezar os jovens; o outro é quando a gente começa a adulá-los”. Eu apenas os respeito…

Minha Cartilha de Finanças Pessoais tem o seguinte conteúdo:

  1. Renda do Trabalho
  2. Renda do Capital Financeiro
  3. Desigualdade na Tributação da Renda do Trabalho e da Renda do Capital
  4. Riqueza e Renda Imobiliária
  5. Finanças Comportamentais
  6. Aplicações dos Conceitos da Matemática Financeira às Finanças Pessoais
  7. Plano de Aposentadoria

Ao tratar desses temas, eu apresento também a estratificação social da renda e riqueza no Brasil de acordo com os últimos dados disponíveis.

Espero que você a aprecie e, caso positivo, a divulgue para seus parentes, colegas e amigos.

Comentários serão bem-vindos.

Coloco-me à disposição para dar palestra ou curso a respeito. Favor sugerir meu nome, cujo contato pode ser realizado pelo e-mail: fernandonogueiracosta@gmail.com

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É melhor alugar ou comprar um imóvel à vista?

duvida-imobiliaria

Débora Agonilha é planejadora financeira pessoal e possui a certificação CFP® (Certified Financial Planner), concedida pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF). Respondeu a uma consulta (Valor, 19/09/16) que é uma dúvida comum em decisões financeiras/imobiliárias: “vendi minha casa por R$ 950 mil e, então, posso comprar um apartamento no mesmo valor. Minha dúvida é a seguinte: é melhor comprar um apartamento por esse valor ou aplicar o dinheiro e alugar um similar por R$ 4 mil mensais?

Paradoxo da Parcimônia em Terrae Brasilis

Taxa de Juro Real  ex-ante 01.09.16Depósitos de Poupança jan 2013 - jul 2016

No dia do Golpe na Democracia brasileira, foi noticiada a manutenção da taxa de juros básica (Selic) em 14,25%. As projeções de inflação da instituição extrativista (Banco Central do Brasil – BCB), que extrai renda do trabalho, na medida em que aumenta o desemprego, em favor da renda do capital financeiro, buscam inflar um falso otimismo a respeito da possibilidade da taxa de inflação atingir a meta de 4,5% em 2017, se os juros ficarem estáveis em 14,25% ao ano. O Copom estima, agora, uma inflação menor, de 5,1%, em vez de 5,3%, se a taxa básica de juros cair como prevê (e pauta) O Mercado, para 13,75% ao fim de 2016, e de 11,25% ao ano em fins de 2017.

O fato é que os rentistas das castas brasileiras ficam mais felizes do que “pinto no lixo”! 

Imagine a cada milhão de reais ganhar, mensalmente, uma renda nominal de classe média alta (R$ 11.600) para ser capitalizada (e acumulada) em juros compostos…

Enquanto isso, os párias usam os depósitos de poupança para o pouco que sobra de renda como fossem uma “conta corrente sem tarifas bancárias“. Em junho de 2016, eram 76.534.954 depósitos de poupança com saldos menores ou iguais a R$ 100,00 e 54.981.462 com saldos superiores a esse valor — total de 131,5 milhões de contas ou clientes. Os saldos médios dos pequenos depósitos era de apenas R$ 14,69; os de depósitos maiores do que R$ 100,00 alcançava R$ 10.621,29.

Daí temos mais um fenômeno específico da Tropicalização Antropofágica Miscigenada. Em Terrae Brasilis, o Paradoxo da Parcimônia é invertido!

No centro, se todos fazem poupança (ex-ante), cai o consumo e, conjuntamente, a renda e o emprego, por isso, no final de contas (ex-post) cairá a poupança. É ruim.

Na periferia, 55 milhões depositantes de poupança, apesar do custo de oportunidade face aos rendimentos dos Fundos de Investimentos de Renda Fixa pós-fixada (acumulado no ano 5,48% contra 9,21% do CDI ou 0,08% contra 3,62% em termos reais), que acompanham a disparidade da taxa de juros básica no Brasil, insistem em deixar o saldo médio de pouco mais de dez mil reais (R$ 10.621). Isto é socialmente positivo!

O saldo bruto desses depositantes atingiu R$  584 bilhões, em junho de 2016, segundo a ANBIMA — o valor divulgado pelo BCB (ver quadro acima) é maior: R$ 638 bilhões –, o maior funding entre todos os produtos de captação bancária no varejo, considerando Fundos de Investimento, Títulos e Valores Mobiliários (ações, Tesouro Direto, CDB, LCI, LCA, etc.) e a Poupança. Em outras palavras, a classe média baixa faz seu autofinanciamento da casa própria!

Mesmo com a instituição extrativista (BCB) jogando contra!

Rendimentos Financeiros_31_ago_2016

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Segredo do Negócio Capitalista: Alavancagem Financeira

EconomiaNuaECrua

Charles Wheelan, em “Economia nua e crua”, afirma que uma das coisas fascinantes na vida, particularmente nos Estados Unidos, é que podemos gastar grandes somas de dinheiro que não nos pertence. Os mercados financeiros nos possibilitam tomar dinheiro emprestado.

Às vezes isso significa que Visa e MasterCard saciam nossa sede de consumir hoje o que, na verdade, não podemos nos permitir até o ano que vem, isto se for o caso de termos um emprego seguro com renda garantida. Mais amiúde – e mais significativo para a economia –, tomar emprestado possibilita todo tipo de investimento.

  • Nós tomamos emprestado para pagar a mensalidade da faculdade.
  • Tomamos emprestado para comprar casas.
  • Tomamos emprestado para construir fábricas e comprar equipamentos ou montar novos negócios.
  • Tomamos emprestado para fazer coisas que melhoram nossa vida mesmo se depois temos que pagar o custo do empréstimo.

Às vezes aumentamos o capital sem tomar empréstimo. Podemos vender participação do nosso negócio para o público. Assim, dispomos de um pedaço da nossa propriedade e, portanto, uma reivindicação de lucros futuros, em troca de dinheiro vivo.

Empresas e governos podem tomar emprestado diretamente do público emitindo títulos. Essas transações podem ser simples, como um empréstimo para um carro novo, ou complexas, como uma injeção de liquidez de vários bilhões de dólares por parte do Fundo Monetário Internacional.

A essência nunca muda: indivíduos, empresas e governos necessitam de capital para fazer hoje coisas que de outra forma não poderiam fazer no presente, talvez apenas no futuro, depois do sacrifício de não ir gastando tudo que recebe de renda e/ou arrecadação fiscal. Os mercados financeiros fornecem esse capital – por um preço. Que ninguém gosta de pagar!

Economias modernas não podem sobreviver sem crédito. De fato, a comunidade de desenvolvimento internacional começou a perceber que tornar crédito acessível aos empreendedores no mundo em desenvolvimento, mesmo pequenos empréstimos de US$ 50 ou US$ 100, pode ser uma ferramenta poderosa para combater a pobreza através do microcrédito.

Sob o ponto de vista empresarial, o segredo do negócio capitalista é trabalhar com recursos de terceiros para alavancar o próprio negócio com ganho de escala, aumentando sua rentabilidade! Continue reading “Segredo do Negócio Capitalista: Alavancagem Financeira”

Jogo do Dinheiro

Meu passatempo ontem foi assistir o filme “Jogo do Dinheiro” [Money Monster; 2016], estrelado por George Clooney e Julia Roberts e com direção de Jodie Foster. George Clooney interpreta um midiático conselheiro de Finanças Pessoais, Lee Gates, o “mago das finanças” do programa Money Monster, que dá aconselhamentos levianos em busca de um pouco mais de audiência. Patty Fenn, a diretora de TV interpretada por Julia Roberts é a sua consciência, colocando-se entre o apresentador e Kyle Budwell (Jack O’Connell), o desesperado investidor “homem-comum” que invade o cenário com uma arma em mãos e dois coletes recheados de bombas. O verdadeiro alvo é Walt Camby (Dominic West), magnata que acaba de perder US$ 800 milhões em função de uma suposta falha nos algoritmos de sua estratégia de investimentos.

Ninguém sabe bem do que se tratam os algoritmos, mas os investidores amadores não se acautelam, ainda mais sob o impulso de alguma “celebridade descerebrada”, dando “os argumentos de autoridade” para aqueles que necessitam de alguma justificativa para confirmar decisões já tomadas, inspiradas apenas na pura ganância. Alguns ganharam alguma coisa – ou conhecem alguém que também deu sorte em aposta de renda variável – e seguem a tendência. O comportamento de manada dá a valorização para algum dado ativo. Com oferta delimitada, sua cotação sobe e transforma-se em profecia auto-realizada!

Na hora da perda, os pobres investidores reclamam. Por que não na hora do ganho?

Bem, a moral da história, para investidores das castas brasileiras, é que “somos felizes e sabemos”! Nada melhor do que capitalizar nossos investimentos financeiros em renda pós fixada com o maior juro real do mundo sem risco ! Continue reading “Jogo do Dinheiro”

Ciclos de Política Monetária do Banco Central: “Enchendo as Burras”

Estratégia dos Fundos Multimercados

Adriana Cotias (Valor, 08/08/16) publicou matéria sobre a estratégia dos Fundos Multimercados que é didática para os investidores e os estudiosos de Finanças.

O desempenho deles é melhor quando o ciclo de política monetária é de baixa de juros. É nesses períodos, quando retém títulos prefixados com juros mais elevados, que conseguem obter desempenho acima do Certificado de Depósito Interfinanceiro (CDI), que funciona como um referencial para o setor de gestão de recursos em geral. É o custo de oportunidade de “tomar” ou “doar” dinheiro no mercado interbancário. E o pós-fixado em % de CDI, lastreado em Títulos de Dívida Pública Federal, é o investimento com menor risco para os investidores: sem MtM (“marcação-a-mercado”) e com risco soberano. Ao investir em Fundos Multimercados abre-se mão desse investimento em Fundos DI Pós-Fixados.

Já na fase pré-aperto monetário, os profissionais à frente das decisões de investimentos têm mais dificuldade de entregar retornos satisfatórios aos cotistas, apesar de, pelo mandato, poder investir em múltiplos ativos. É assim tão difícil a estratégia de mudar preferência entre pré e pós de acordo com a tendência de queda ou alta da taxa de juros sinalizada pelo COPOM-BCB?!

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Risco da Previdência Privada em Planejamento Sucessório: ITCMD

Tabela Regressiva

É um absurdo o arbítrio governamental, típico em época de fragilidade democrática, com uma intervenção súbita de entes federativos em uma instituição financeira brasileira que necessita de regras estáveis em longo prazo. Ela recebe investimentos em toda a vida ativa (35 anos) dos profissionais que necessitam de Previdência Complementar.

Agora, alguns Estados, que tomaram decisões equivocadas, durante a bolha de commodities, particularmente, em petróleo (Estado do Rio) e minérios de ferro (Minas Gerais), face ao prenúncio de crise quando ela explodisse, recorrem ao aumento do Imposto sobre Transmissão, Causa Mortis e Doação (ITCMD), “mudando as regras no transcorrer do jogo”!

Os trabalhadores, que recebem acima do teto do INSS (R$ 5.200), usam durante toda sua vida ativa o incentivo de investir 12% de sua renda bruta em PGBL para ao final dela, após 35 anos, poder resgatar livremente o dinheiro investido pagando imposto de renda de 10% sobre todo o patrimônio. Se passarem a pagar mais 8% de ITCMD, no caso de transmissão para seus dependentes, qual será o incentivo para continuar a investir durante esse longo prazo? Investindo durante dois anos, em qualquer fundo, ele seria menos tributado com 15% apenas sobre o rendimento!

Daniela Meibak (Valor, 26/07/16) alerta que a busca dos Estados brasileiros por fontes adicionais de receita está hoje entre um dos fatores de preocupação de muitos investidores que usam Fundos Abertos de Previdência Privada como instrumento no planejamento sucessório. A mudança na legislação em dezembro de 2015 trouxe o Rio de Janeiro para o lado de Minas Gerais e do Paraná como Estados que cobram o Imposto de Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD) sobre o saldo dos planos. São Paulo mantém a isenção. Então, eu me aposentarei, mas não mudarei nem para meu Estado natal nem para a Cidade Maravilhosa! Minha “fortuna” (sic) aqui ficará!🙂

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