Automação e Compartilhamento de Carros

Automação total pode dar impulso a modelo de compartilhamento de carros  

Dan Neil (WSJ, 1712/15) avalia que Henry Ford era um homem inteligente, mas ele nunca fez as contas antes de dizer que fabricaria um carro para cada família americana.

Um século depois do Ford T, o mundo enfrenta um problema com os carros. Os Estados Unidos e a China vão comprar cerca de 40 milhões de automóveis em 2015. No mundo todo, o número deve chegar a 100 milhões de veículos em 2020.

É uma inundação de carros diante da qual tanto legisladores quanto cidadãos comuns tem se mostrando impotentes. Mesmo na superpoluída Pequim, o apetite pelo automóvel — um símbolo de status e de sucesso pessoal na frágil mentalidade pós-colonial — não está diminuindo, apesar de limites à propriedade e o crescente alarme do governo.

O absurdo dessa velha abordagem à mobilidade é capturado nas estatísticas. Nos EUA, por exemplo, a taxa de utilização dos carros é de cerca de 5%. Para os restantes 95% do tempo, os carros dos americanos simplesmente ficam parados, queimando dinheiro.

Mas, e se esses carros pudessem ser compartilhados? E não me refiro ao consumo colaborativo no transporte do tipo da Uber — simbólico e transitório e que deve durar somente até que a automação total aconteça e o motorista se torne desnecessário.

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Quarta Revolução Industrial / Internet das Coisas industrial / Fábricas Inteligentes

Fábrica de locomotivas da GE, uma grande defensora da internet industrial. Fábrica de locomotivas da GE, uma grande defensora da internet industrial.

Christopher Mims (WSJ, 16 de Novembro de 2016) informa que, amplamente automatizada e cada vez menos dependente de mão de obra, a indústria americana ainda assim apresenta um paradoxo: embora sofisticada, ela não é tão de alta tecnologia.

Imagine máquinas de estamparia de metais em uma fábrica de autopeças que podem ter uma vida útil de até 40 anos. Agora, pense na linha de montagem, perto de Austin, no Texas, onde a Samsung Electronics Co. produz chips para os iPhones da Apple Inc. A fábrica é um ambiente branco impecável cheio de robôs carregando pastilhas de silicone de uma estação para outra. Cada detalhe do local é medido por sensores que transmitem dados para uma central, onde eles podem ser processados para aperfeiçoar o processo de produção. As únicas pessoas presentes estão lá para consertar as máquinas, que executam todo o trabalho.

Inteligência Artificial

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Gustavo Brigatto (Valor, 21/11/16) informa que é praticamente impossível manter uma conversa com um investidor, ou com uma startup no Vale do Silício, a meca do mundo da tecnologia, sem que duas palavras mágicas sejam ditas: “machine learning”, ou aprendizado de máquinas, que nada mais é do que uma aplicação do conceito de inteligência artificial.

A ideia de dar aos computadores a capacidade de aprender e tomar decisões sem interferência humana deixou de ser um assunto complicado e se tornou uma verdadeira febre entre as empresas de tecnologia instaladas na região – e, consequentemente de muitas outras ao redor do mundo, que seguem as tendências do Vale.

Não é preciso fazer muito esforço para ver aplicações práticas. Robôs que fazem o atendimento a clientes nas redes sociais, assistentes pessoais digitais em smartphone, drones, carros autônomos, aplicativos de edição de imagem, mecanismos de recomendação de compras no varejo digital e uma infinidade de outros produtos já usam “machine learning”, ou uma outra disciplina do mundo da inteligência artificial, o “deep learning” (aprendizado profundo).

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Necessidade de Projeto Brasileiro da Indústria do Futuro: Padrão 4.0

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Luciano Coutinho, economista, foi presidente do BNDES. O Brasil perdeu um valoroso servidor público e o debate público brasileiro recuperou um notável intelectual. Com toda a parcialidade de ser seu ex-aluno, no Mestrado em Economia na UNICAMP (1975-76), sou “testemunha-ocular” de seu conhecimento sempre atualizado. Ele se caracteriza por ser um adepto da Economia Normativa, isto é, não se contenta a ficar restrito ao diagnóstico da Economia Positiva de “o que é” e sempre propõe “o que deveria ser”. Confira seu artigo (Valor, 25/10/16) abaixo reproduzido.

A severa recessão em curso é bem mais profunda na indústria de transformação, pondo em risco a sobrevivência de grande parte dela. A forte queda da demanda, principalmente na metal-mecânica e bens duráveis combina-se com estrangulamento financeiro, escassez de crédito, incapacidade de pagar impostos e desemprego. Multiplicam-se falências e recuperações judiciais. A situação é crítica. Para sobreviver é preciso que venha logo a reativação cíclica da demanda. Além disso é imperativo:

  1. reescalonar dívidas,
  2. reduzir o custo do crédito,
  3. desburocratizar e simplificar a tributação,
  4. acelerar a indução dos investimentos em infraestruturas e
  5. conter a valorização da taxa de câmbio.

A indústria que conseguir sobreviver terá, no entanto, vida dura pela frente. Além da expectativa de recuperação lenta da economia, precisará enfrentar novos e graves riscos decorrentes da onda de transformações tecnológicas nas economias desenvolvidas. Muitas delas poderão ser disruptivas. Ressalto as estratégias industriais em marcha nos Estados Unidos, Alemanha, China, Japão e Coreia para acelerar a automação computadorizada, abrangente e integrada pela denominada “internet industrial“.

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Estatísticas do site desde 22/01/2010: mais de 5.000.000 visitas!

 

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É com imenso prazer que compartilho com os seguidores deste modesto blog o número de visitas atingido, cumulativamente, 6,5 anos depois de meu filho perguntar-me “se eu não queria fazer um blog”. A data de 22 de janeiro é importante para mim, pois é a do aniversário do meu pai já falecido. Assim, herdamos e transmitimos noções de  Cidadania & Cultura através de gerações…

Coincidentemente, hoje fui dar dicas de leitura para um artista amigo de minha filha e visitei a tag “Arte” deste blog. Emocionei-me como se folheasse um álbum de fotos com bons momentos da minha vida recente! Este é o papel que este blog cumpri para mim: uma perene fonte de memórias, dados e informações, compartilhada com uma ajudinha de meus amigos… Grato pela audiência!

Era Pós-Smartphone: Biometria para Fim das Senhas

Fim das Senhas

TAKASHI MOCHIZUKI, (WSJ, 9 de Agosto de 2016) lembra que o filme “De volta para o futuro – Parte 2”, da década de 80, transporta os espectadores para um 2015 onde as pessoas pagam por corridas de táxi com o toque de um dedo.

Na realidade de 2016, as impressões digitais já são uma forma popular de acessar dispositivos inteligentes, mas ainda é difícil pagar um táxi ou a conta na caixa registradora com apenas um dedo.

Para ter sucesso, um sistema de pagamento tem que casar a impressão digital com outra existente em um banco de dados que contém milhares ou milhões de outras impressões e — para satisfazer clientes impacientes — fazer isso em segundos.

Esse é o desafio que Yasuhiro Kuda afirma que sua “startup”, a Liquid Inc., sediada em Tóquio, conseguiu superar. Financiada pelo governo japonês e por alguns dos principais nomes de finanças e tecnologia do país — incluindo os braços de financiamento de capital de risco do gigante financeiro Mizuho Financial Group Inc. e a operadora de celulares NTT DoCoMo Inc. — a Liquid está lançando um sistema de pagamentos através de impressão digital no varejo do Japão e em vários países da Ásia, como Sri Lanka e Filipinas.

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