Estatísticas do site desde 22/01/2010: mais de 5.000.000 visitas!

 

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É com imenso prazer que compartilho com os seguidores deste modesto blog o número de visitas atingido, cumulativamente, 6,5 anos depois de meu filho perguntar-me “se eu não queria fazer um blog”. A data de 22 de janeiro é importante para mim, pois é a do aniversário do meu pai já falecido. Assim, herdamos e transmitimos noções de  Cidadania & Cultura através de gerações…

Coincidentemente, hoje fui dar dicas de leitura para um artista amigo de minha filha e visitei a tag “Arte” deste blog. Emocionei-me como se folheasse um álbum de fotos com bons momentos da minha vida recente! Este é o papel que este blog cumpri para mim: uma perene fonte de memórias, dados e informações, compartilhada com uma ajudinha de meus amigos… Grato pela audiência!

Era Pós-Smartphone: Biometria para Fim das Senhas

Fim das Senhas

TAKASHI MOCHIZUKI, (WSJ, 9 de Agosto de 2016) lembra que o filme “De volta para o futuro – Parte 2”, da década de 80, transporta os espectadores para um 2015 onde as pessoas pagam por corridas de táxi com o toque de um dedo.

Na realidade de 2016, as impressões digitais já são uma forma popular de acessar dispositivos inteligentes, mas ainda é difícil pagar um táxi ou a conta na caixa registradora com apenas um dedo.

Para ter sucesso, um sistema de pagamento tem que casar a impressão digital com outra existente em um banco de dados que contém milhares ou milhões de outras impressões e — para satisfazer clientes impacientes — fazer isso em segundos.

Esse é o desafio que Yasuhiro Kuda afirma que sua “startup”, a Liquid Inc., sediada em Tóquio, conseguiu superar. Financiada pelo governo japonês e por alguns dos principais nomes de finanças e tecnologia do país — incluindo os braços de financiamento de capital de risco do gigante financeiro Mizuho Financial Group Inc. e a operadora de celulares NTT DoCoMo Inc. — a Liquid está lançando um sistema de pagamentos através de impressão digital no varejo do Japão e em vários países da Ásia, como Sri Lanka e Filipinas.

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Comprometimento da Renda do Consumidor com Banda-Larga

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Recebi a oferta promocional de “venda-casada”: dobrar a velocidade da banda-larga Virtua de 60 para 120 GB, mantendo a mensalidade de R$ 129,90, quando 120 Mbps tem a mensalidade fixada pela NET em R$ 299,90. Para tanto, tive que comprar o chip da Claro (R$ 80/ mês), dentro de um Combo com TV HD e Futebol  (R$ 205 / mês) e Linha Fixa (R$ 30 / mês), totalizando tudo R$ 445,00 / mês. Achei caro.

Mas, devido à atração de dobrar a velocidade da banda-larga da rede wi-fi e do cabeamento, em minha casa, podendo assistir Netflix e YouTube em 4K e 3D, achei que o custo de oportunidade compensava. Porém, há porém… Não deixou de, em horários noturnos de sexta, sábado e domingo, quando a banda-larga se congestiona, vídeos em 4K serem interrompidos com a mensagem “carregando…”. Veja comparação acima em horários distintos.

Ivone Santana (Valor, 26/07/16) informa que o Brasil vai produzir mais uma “jabuticaba”, indo contra-corrente mundial, se permitir que as operadoras acabem com os contratos de acesso ilimitado na banda larga fixa. Estudos internacionais mostram não apenas que esses planos são comuns globalmente, mas que o comprometimento da renda do consumidor brasileiro com o serviço é mais alto em relação a outras economias.

Entre nove países estudados pela startup Melhor Escolha, o Brasil é o segundo em comprometimento de renda (6,1%) com banda larga. No topo está o México (6,2%). Fundada há três anos, em Jundiaí (SP), a empresa compara mais de 1 milhão de opções de planos das grandes operadoras e de milhares de provedores regionais.

A menor participação do serviço na renda foi verificada na Alemanha e na Coreia do Sul, 0,8% para cada país. No Chile, o percentual é de 3%. Em seguida estão Espanha (1,6%), Reino Unido (1,3%), Suécia (1%) e Estados Unidos (0,9%). Para fazer o cálculo, a startup usou o custo mensal de cada plano dividido pelo salário médio mensal de cada país, com base no Índice para Uma Vida Melhor, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os preços de internet fixa do Brasil estão alinhados com a maioria dos países desenvolvidos, mas como o país não apresenta uma média salarial equiparável à desses países, os planos de internet pesam até nove vezes mais no bolso do brasileiro, calcula a Melhor Escolha: https://melhorescolha.com.

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Rede Social Contra Extremismo e Intolerância

The Bullet or the Ballot - Balas ou Eleições

A propósito do debate sobre o papel que blogs pessoais podem exercer na rede social contra discursos de ódio extremista e intolerância ideológica ou religiosa, apresentado nos dois posts anteriores, Sam Schechner (WSJ, 1 de Agosto de 2016) informa que quase meio milhão de adolescentes e jovens adultos que postaram conteúdo com termos como “xariá” (o código de leis islâmicas) ou “mujahideen” (combatentes islâmicos) começaram a ver, a partir de meados do ano passado, uma série de vídeos animados surgirem em seu feed de notícias no Facebook.

Em um dos vídeos, personagens animados empunhando armas aparecem embaixo da bandeira do Estado Islâmico. “Não fique confuso com o que os extremistas dizem, que você deve rejeitar o novo mundo. Você não precisa aderir”, diz o narrador. “Lembre-se, diga sim à paz e não ao extremismo.”

Os vídeos são parte de três experiências — financiadas pela Alphabet Inc., a controladora do Google, com a ajuda do Facebook Inc. e do Twitter Inc. — que exploram maneiras de usar as ferramentas da publicidade on-line para contrabalançar a onda crescente de propaganda extremista na internet, tanto de radicais islâmicos como de grupos de extrema direita.

O objetivo é observar que tipos de mensagens podem atingir potenciais extremistas antes que eles se tornem radicais — e, então, rapidamente repassar o modelo para produtores de conteúdo por toda a internet. Continue reading “Rede Social Contra Extremismo e Intolerância”

Estruturação da Rede de Relacionamentos

sinuca de bico

Segundo Palestra TED de Nicholas Christakis, a estrutura da rede ou a arquitetura de seus vínculos muda com o tempo. A boataria não é uma epidemia de calúnia unicêntrica, ela é multicêntrica. Emerge quando muitas pessoas postam a mesma coisa ao mesmo tempo.

Olhando a representação visual dessa complexidade, observa-se que essa rede social, que vai mudando através dos tempos, tem uma memória, um tipo de consistência, pois ela persiste além das pessoas que a compõem. Esse tipo de resiliência a permite persistir através dos tempos.

Assim, temos de enxergar esses sinais das redes sociais como (compon)entes vivos, que podemos estudar, analisar e entender. Verificamos, por exemplo, o altruísmo típico da esquerda contra o egoísmo individualista da direita como um sentimento emocional que pode se refletir em comportamentos miméticos de votação em uma futura eleição? Continue reading “Estruturação da Rede de Relacionamentos”

Bloguinho de Esquerda e Rede Social

um peão contra

Recebi em mala-direta de e-mails o seguinte clamor: “Companheiros e companheiras: nós hoje estamos tão ofuscados e inebriados pelo nosso atual poder de escrever e divulgar para sabe-se lá quantas dezenas de curiosos, que lerão nossos artigos pela internet (talvez cem, quem sabe, mil, dez mil…), e nos esquecemos do básico: precisamos criar meios de comunicação de massa próprios, ou seja, nossos. Tudo acontece, graças à internet, como se cada um de nós quisesse se ocupar apenas do serviço mais ‘nobre’, mais ‘intelectual’, que seria elaborar os mais astutos e completos artigos. Ninguém quer saber nem de pensar no serviço bruto, ingrato, contaminado pelo ‘capitalismo empresarial’ de empreender e criar próprios meios de comunicação da massa. Quase ninguém quer perder tempo ou trabalho em tentar resolver o problema maior que é como fazer esses artigos, ou nossas ideias sobre o Brasil, chegarem às mais de uma centena de milhões [?!] que veem a TV Globo todo dia”.

O remetente busca ter empatia com os blogueiros de esquerda ao dizer que “parece que as coisas se passam como se cada um de nós, como trabalhador intelectual de esquerda, dissesse: fazer meu artigo perfeito chegar a milhões de pessoas não é problema meu. O meu dever eu fiz: escrevi um bom artigo. E a minha parte eu vou fazer: vou remeter para um blog progressista e pronto. Esses bloguezinhos de esquerda tem importância, mas são muito limitados em termos de leitores e de espaço, além disso, não publicam meus artigos na quantidade que eu gostaria, embora eu remeta sempre… O que fazer?”. Termina colocando-se a velha questão leninista.

Talvez eu tenha colocado a carapuça ao me inquietar com essa mensagem que clama por intelectuais militantes no debate público se transformarem de produtores virtuais em distribuidores presenciais de “necessárias” ideias de esquerda para a massa que, supostamente, as aguarda.

Será que me inquieto por meu modesto “bloguinho de esquerda”, desde 2010, acumular “apenas” cerca de 5 milhões de visitas? Oferecendo posts com conteúdo acadêmico, chega a receber, diariamente, entre 4 e 5 mil visitas. Continue reading “Bloguinho de Esquerda e Rede Social”

Pós-carwash, o carsharing: Programa de Compartilhamento de Automóveis

Carros Elétricos

Eduardo Laguna (Valor, 08/07/16) informa que um programa inédito de compartilhamento de automóveis lançado no início deste mês em Fortaleza (CE) abriu as portas do país a carros elétricos de origem chinesa. Dois modelos importados da China – o pequenino Zhi Dou, do pouco conhecido Xindayang Group, e o crossover E6, um hatch com características de perua produzido pela BYD – foram escolhidos para compor a frota do serviço, que começa com cinco veículos, mas que, conforme o cronograma do projeto, já terá 20 unidades rodando na capital cearense a partir de setembro de 2016.

Responsável pela iniciativa, a Hapvida, maior operadora de saúde no Nordeste, investe R$ 7 milhões no que é o primeiro serviço público de carros compartilhados na América Latina, reproduzindo no Brasil um modelo implementado em Londres e Paris. A intenção do grupo não é fazer do “carsharing” – como o serviço é conhecido em inglês – um novo negócio, mas sim divulgar e vincular seu nome a uma alternativa de mobilidade sustentável, estampando sua logomarca em veículos de emissão zero.

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