Impacto das mudanças tecnológicas, econômicas, sociais e demográficas

Carlos Rydlewski (Valor -Eu&FdS, 03/05/19) imagina manchetes. “Software de inteligência artificial ganha Nobel de Física.” “Carros autônomos protestam contra empresas de teletransporte.” “Inaugurada uma nova colônia em Marte.” “China concede novo empréstimo aos EUA.” Todos esses títulos são um exercício de ficção, mas que tal imaginar quais serão as manchetes em 2050, quando chegaremos à metade deste intrincado século XXI?

A tarefa não é simples. Niels Bohr (1885-1962), o físico dinamarquês, já dizia que é muito difícil fazer previsões. Ainda assim, o exercício de traçar grandes cenários é imprescindível nos dias correntes. Isso porque, em uníssono, argumentam especialistas de diversas áreas do conhecimento, as mudanças que se avizinham tendem a ter um impacto brutal, talvez único, na espécie humana. Tentar identificá-las seria um pré-requisito para a sobrevivência.

Continuar a ler

Modelos de Negócios com base no Grátis

Chris Anderson, no livro “Free: grátis. O futuro dos preços”, mostra existirem inúmeros exemplos de modelos de negócios Grátis já em aplicação atualmente. Veja 50 exemplos organizados pelo tipo de modelo Grátis no qual eles mais se encaixam.

GRÁTIS 1: SUBSÍDIOS CRUZADOS DIRETOS

  • Dê serviços, venda produtos (suporte técnico Genius Bar da Apple Stores)
  • Dê produtos, venda serviços (brindes para quem abrir uma conta bancária)
  • Dê software, venda hardware (oferecer o Linux com produtos da IBM e HP)
  • Dê hardware, venda software (o modelo de console de videogames, em que aparelhos como o Xbox 360 são vendidos a um preço muito abaixo do custo)
  • Dê telefones celulares, venda minutos de ligação (várias operadoras)
  • Dê tempo de ligação, venda telefones celulares (muitas ligações das mesmas operadoras, com planos de pulsos grátis à noite e nos fins de semana)
  • Dê o show, venda as bebidas (clubes de strip-tease)
  • Dê as bebidas, venda o show (cassinos)
  • Grátis com a compra (preços “isca” de varejistas)
  • Compre um e leve o outro de graça (supermercados)
  • Contém um brinde (cereais matinais)
  • Remessa grátis para pedidos acima de $25 (Amazon)
  • Amostras grátis (tudo, de cestas de brindes para novas mães a distribuição de amostras em supermercados)
  • Períodos gratuitos de experiência (assinaturas de revistas)
  • Estacionamento grátis (shoppings)
  • Condimentos grátis (restaurantes)

Continuar a ler

Encontre o Melhor Modelo Freemium para Você

Chris Anderson, no livro “Free: grátis. O futuro dos preços”, anuncia: existem inúmeras variações do modelo freemium, mas como exemplo de como escolher um, pense em uma empresa de software corporativo oferecendo seu produto na forma de um serviço on-line. Inicialmente, ela cobrava de todos os usuários de $ 99 a dezenas de milhares de dólares por ano pelo software. Mas queria usar o Grátis para atingir um público maior.

Veja quatro modelos levados em consideração:

1.Tempo limitado (30 dias de graça, depois pago. Esse é o modelo da força de vendas.)

  • Vantagem: Fácil de implementar, baixo risco de canibalização.
  • Desvantagem: Muitos clientes potenciais não estarão dispostos a realmente testar o software, por saberem que, se não pagarem, não receberão qualquer benefício depois de transcorridos os 30 dias.

Continuar a ler

10 Princípios da Mentalidade da Abundância

  1. Se for digital, mais cedo ou mais tarde será grátis.

Em um mercado competitivo, o preço cai até o custo marginal. A Internet é o mercado mais competitivo já visto no mundo e os custos marginais das tecnologias nas quais ela se baseia – processamento, largura de banda e armazenamento – se aproximam do zero a cada ano. O Grátis passa a ser não apenas uma opção, mas também uma inevitabilidade. Os bits querem ser grátis.

  1. Os átomos também gostariam de ser grátis, mas não fazem tanta questão.

Fora do mundo digital, os custos marginais raramente caem a zero. Mas o Grátis é psicologicamente tão atrativo a ponto de os profissionais de marketing sempre encontrarem formas de evocá-lo, redefinindo seus negócios para dar algumas coisas de graça, enquanto vendem outras. Não é realmente grátis – é provável você pagar mais cedo ou mais tarde –, mas, mesmo assim, muitas vezes é atrativo. Hoje em dia, ao expandir de forma criativa a definição dos setores, empresas de companhias aéreas a fábricas de automóveis encontraram formas de dar o produto principal de graça vendendo alguma outra coisa.

  1. Não há como impedir o Grátis.

No mundo digital, você pode tentar manter o Grátis a distância com leis e chaves, mas um dia a força da gravidade econômica vencerá. Isso significa: se a única coisa impeditiva de seu produto ser grátis é um código secreto ou um aviso assustador, você pode ter certeza: alguém o derrotará. Retome o Grátis dos piratas e venda upgrades.

  1. É possível ganhar dinheiro com o Grátis.

Continuar a ler

Grátis em Época de Crise Econômica

Chris Anderson, no livro “Free: Grátis. O futuro dos preços”, comenta: alguns anos depois do crash do mercado de ações em 2001 (“bolha Nasdaq”), quando os mercados se recuperaram e olhamos para trás, descobrimos, surpresos, ser praticamente impossível ver o efeito do crash sobre o crescimento da Internet. Ela continuou se espalhando, exatamente como antes, quase sem hesitação, enquanto os mercados públicos caíam ao chão.

A “revolução digital” não foi uma miragem, ou pior, uma farsa. O número de pessoas entrando no ambiente on-line já subiu ao mesmo índice, e o mesmo se aplica ao tráfego e praticamente a todas as outras medidas de impacto.

Aquela foi uma bolha do mercado financeiro, não uma bolha da tecnologia. A Web era tão importante quanto as previsões dos analistas mais deslumbrados – só levou mais tempo para chegar lá em relação ao tempo presumido pelos profissionais do mercado de ações: curtíssimo prazo de um balanço contábil.

Depois, os mercados entraram em crise novamente. O Grátis não foi como o tráfego na Web e cresceu mesmo assim?

Continuar a ler

Free: Grátis. O futuro dos preços

Chris Anderson, no livro “Free: Grátis. O futuro dos preços” (Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2011), afirma: “existem inúmeros outros casos exatamente como esse on-line, onde praticamente tudo é oferecido de graça em alguma versão com a esperança de vender alguma coisa – ou, com ainda mais frequência, sem qualquer expectativa de pagamento”.

Ele diz estar digitando estas palavras em um computador “netbook” de $250. Este é a nova categoria de laptop de maior crescimento. O sistema operacional é uma versão do Linux, gratuito, embora isso não faça diferença, porque não rodo programa algum além do Firefox, um navegador da Web gratuito. Não está usando o Microsoft Word, mas sim o Google Docs, gratuito. Ele tem a vantagem de disponibilizar seus rascunhos onde quer que ele esteja e não tem de se preocupar em fazer back-up, porque o Google cuida disso. Todo o resto feito neste computador é de graça, desde seu e-mail até seu blog no Twitter. Até o acesso sem fio é grátis, graças ao café onde está.

No entanto, o Google é uma das empresas mais lucrativas dos Estados Unidos, o “ecossistema Linux” é uma indústria de $30 bilhões e o café parece estar vendendo cappuccinos de $3 mais rapidamente do que consegue prepará-los.

Aqui reside o paradoxo do Grátis: as pessoas estão ganhando muito dinheiro sem cobrar nada. Não nada por tudo, mas nada pelo suficiente para criarmos uma economia tão grande quanto a de um país de tamanho razoável a um preço em torno de $ 0,00. Como isso aconteceu e para onde nos levará?

Essa é a questão central deste livro.

Continuar a ler

Futuro do Sistema de Pagamentos no Varejo

Talita Moreira (Valor, 17/05/19) informa: o futuro não muito distante sem cartões de plástico e maquininhas vai transformar as bandeiras em empresas de tecnologia de pagamentos. A Mastercard já se posiciona dessa forma, afirma Gilberto Caldart, brasileiro há quase um ano presidente da divisão internacional da companhia. É responsável pelas operações da companhia fora da América do Norte.

Sua visão é ser empresa de tecnologia de meios de pagamentos, capaz de conectar qualquer conta a qualquer conta. O cartão é apenas um formato usado para isso.

É uma missão mais abrangente em relação ao papel histórico das bandeiras de cartões de:

  1. validar as compras nas maquininhas e
  2. criar ecossistemas de pagamentos em torno de suas marcas. Continuar a ler