Indústria 4.0

Renato Rostás e Tatiana Schnoor (Valor, 23/04/18) avaliam: Em busca de produtividade e competitividade no mercado internacional, o Brasil tem um grande desafio pela frente, de dar o salto tecnológico para a chamada “indústria 4.0“. Mas o cenário traz oportunidade adicional para as indústrias: oferecer serviços relacionados à digitalização de máquinas e equipamentos.

A chamada indústria 4.0 ou manufatura avançada é o uso de um conjunto de tecnologias digitais como internet das coisas, computação em nuvem, realidade aumentada, “big data”, manufatura aditiva, robôs colaborativos, integração de sistemas e segurança cibernética, de forma isolada ou em conjunto, nos processos produtivos ou cadeias de serviços. A adoção das tecnologias cria ambiente ciber-físico, em que máquinas e sistemas conversam entre si para tornar linhas de produção autônomas, flexíveis e customizáveis.

O problema é que, para especialistas, a maioria das indústrias brasileiras ainda sofre para chegar à terceira revolução industrial, do “toyotismo”, que começou a introduzir a automação e a produção sem desperdícios. A boa notícia é que a transição pode ser feita diretamente, opinam, tornando exponenciais os ganhos de receita para as fornecedoras, de redução de custos para as fábricas e de crescimento da economia. Continue reading “Indústria 4.0”

Realidade Virtual

Maria Isabel Moreira (Valor, 30/04/18) informa: depois de atuar durante 15 anos como uma agência de comunicação 360 graus, a Flex Interativa, de São Paulo, mudou de foco. Os sócios Fernando Godoy e Marcelo Rodiño, ambos com 46 anos, decidiram reposicioná-la como produtora de experiências digitais para o mercado corporativo.

Hoje, a empresa fatura R$ 1,5 milhão com o desenvolvimento de projetos de realidade virtual para clientes como Novartis, SAP e Dow Chemical. A Flex assina, por exemplo, a apresentação do novo sistema de automação de postos de combustíveis da Ipiranga e uma campanha da Mosaic Fertilizantes para mostrar como um produto específico atua na lavoura.

A realidade virtual democratiza a experiência da mesma forma que a internet democratizou a informação. É possível transportar o consumidor para qualquer lugar.

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Mercado de Streaming de Vídeos

Jacilio Saraiva e Marília de Camargo César (Valor, 30/04/18) informam: o mercado de streaming de vídeos, com a transmissão de conteúdos de entretenimento e educação pela internet, ganha novos protagonistas com ideias inovadoras. Na esteira de grandes marcas da área, como Netflix e Amazon Prime Video, os empreendedores lançam suas plataformas e diversificam opções de pagamento, compra ou aluguel de títulos.

De acordo com pesquisa realizada pelo Google, a quantidade média de horas que o brasileiro vê vídeos por streaming cresceu 90% nos últimos três anos, passando de 8,1 para 15,4 horas semanais.

O jornalista Valter Cavalcanti, o publicitário Sergio Cestaro e o economista Leonardo Ferro somaram seus talentos na área de comunicação, tecnologias digitais e gestão financeira para criar a produtora Vocs, que se especializou na transmissão ao vivo de vídeos pela internet (live streaming). O conteúdo é direcionado a empresas, agências de publicidade e associações de classe. Continue reading “Mercado de Streaming de Vídeos”

Bata o telefone na cara do Robô

Telemarketing oferecia muito emprego. Não mais, o desemprego tecnológico chegou lá. Pode bater o telefone na cara de ligação de call center sem culpa!

Alexandre Melo (Valor, 30/04/18) informa: o cearense Ronaldo conversa com cerca de 400 pessoas por dia na central de atendimento que trabalha. Extrovertido, ele liga para os clientes da Sky no Nordeste que estão com fatura atrasada e fala de maneira objetiva. Na verdade, Ronaldo é um robô, criado exclusivamente para a operadora de TV por assinatura via satélite.

Assim como esse assistente virtual nordestino, a paulista Callflex, que desenvolve tecnologias para centrais de atendimento no país, tem outras 20 vozes em cerca de 200 operações de cobrança, vendas e atendimento receptivo trabalhando nos setores de telecomunicações, financeiro, varejo e planos de saúde.

Essa tecnologia começou a ser adotada no país em meados de 2015. Seu uso intensificou-se no ano passado e a perspectiva é de que mais empresas passem a adotar esse recurso. Os robôs falam em média 225 horas e 49 minutos por mês, enquanto os atendentes humanos das centrais ficam 112 horas.

Para criar um atendente virtual o locutor fica até quatro dias em estúdio gravando um roteiro com pelo menos 1 mil páginas. Além da mensagem que a empresa deseja comunicar ao cliente, é preciso ler os nomes de milhares de pessoas que estão na base de dados e os numerais que vão compor os valores das faturas. Depois, são mais dez dias de pós-produção. Continue reading “Bata o telefone na cara do Robô”

Aprendizado de Máquina (machine learning)

Martha Funke (Valor, 26/04/18) informa: maior acesso a recursos computacionais, crescimento das ofertas dos fornecedores, disponibilidade de dados e popularização do contato com assistentes pessoais inteligentes são alguns dos fatores dando impulso às aplicações de inteligência artificial (IA) ao redor do mundo.

A atratividade é tal que só no ano passado a indústria movimentou US$ 22 bilhões em 120 operações de aquisição de empresas e investimentos em startups do setor, contra US$ 12,5 bilhões em 2016, conforme pesquisa da A.T. Kearney. A maior aposta foi a da Intel, que pagou US$ 15 bilhões pela Mobileye, especializada em tecnologia para carros autônomos.

A inteligência artificial, na prática, é composta por uma coleção de ferramentas digitais que permitem às máquinas entender, aprender e tomar decisões como seres humanos e, em sua dimensão robótica, assumir também tarefas operacionais. Essas ferramentas estão dispostas em subdisciplinas, ou componentes, que podem ser empregados sozinhos ou em composições entre si e estão em desenvolvimento acelerado.

Uma delas é o aprendizado de máquina (machine learning), focada no uso de algoritmos e softwares para imitar ações humanas inteligentes inclusive sem supervisão ou regras, como no caso do aprendizado profundo (deep learning) baseado em redes neurais capazes de imitar o funcionamento do cérebro humano.

Outros elementos incluem o processamento de linguagem natural (NLP, na sigla em inglês), ou a habilidade de entender mensagens e respondê-las, a análise de imagens e vídeos ou visão computacional e a robótica. Continue reading “Aprendizado de Máquina (machine learning)”

Inteligência Artificial X Burrice Natural

Carmen Nery (Valor, 26/04/18) resenha: a inteligência artificial vem proporcionando infinitas possibilidades de novos produtos para as empresas de tecnologia. Elas estão enveredando por setores tão diversos, como moda, agricultura e saúde. Artigo publicado na Technology Review do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) revelou que os pesquisadores do Lab126 da Amazon usaram os recursos de software Generative Adversarial Network, com abordagem baseada em algoritmos, para criar um software de aprendizado de máquina capaz de determinar se uma dada aparência é elegante ou não, ensinando a um computador o que significa ter estilo.

Com isso, o centro de P&D já desenvolveu um algoritmo que pode gerar novos itens de moda depois de analisar imagens de estilos semelhantes. Os pesquisadores podem usar a inteligência artificial para agilizar o processo criativo, reduzindo o tempo necessário para criar novos itens e manter a empresa à frente da concorrência.

Os investimentos em P&D do Google ligados a IA concentram-se em áreas como:

  1. biologia e saúde;
  2. meio ambiente, agricultura e ciência natural;
  3. acessibilidade e mobilidade. Continue reading “Inteligência Artificial X Burrice Natural”

IA… Fui.

Ana Luiza Mahlmeister (Valor, 26/04/18) avalia: os serviços financeiros já são bastante automatizados e, com a inteligência artificial, (IA) alcançam um novo patamar. Dúvidas da equipe interna do banco e dos clientes são respondidas por robôs ou bots, em linguagem natural, com índices cada vez menores de erro. Por meio da chamada “machine learning“, ou aprendizado de máquina, o sistema é retroalimentado com informações aprendidas, tornando as respostas mais precisas.

A experiência digital e a tradicional estão se fundindo, criando um desafio para as instituições financeiras que precisam aumentar os canais de comunicação com seus clientes e tornar as interações mais personalizadas e relevantes, sem aumentar os custos operacionais. Aplicativos conhecidos como bots – interação do cliente com a máquina por meio de voz ou texto – atuam nos bastidores e hoje sustentam canais de comunicação com o cliente, funcionando também como assistentes financeiros. Continue reading “IA… Fui.”