Economia Digital: Experiências Vivenciadas

A transformação digital atingiu também a própria área de TI. Buscou novos métodos e ferramentas para acelerar o desenvolvimento de soluções e agilizar sua entrega ao mercado – o chamado “time to market”. A engenharia de software surgiu nos anos 1990, mas a partir dos anos 2000 foram criados novos conceitos para agilizar a produção de aplicações, cujo desenvolvimento, até então, levavam meses para serem desenvolvidas.

São alguns desses conceitos:

  • SOA (arquitetura orientada a serviços);
  • Scrum (criação de sistemas em ciclos curtos de desenvolvimento e implantação);
  • Devops (integração das equipes de desenvolvimento e de infraestrutura);
  • microsserviços (desenvolvimento de software como suítes de serviços com função de negócio) e
  • Squad (equipes ágeis).

Eles são fundamentais para a transformação digital, pois permitem uma empresa como a Netflix poder reagir rapidamente a demandas de milhares de chamados em diferentes plataformas, condições de infraestrutura e países. Continue reading “Economia Digital: Experiências Vivenciadas”

Economia Digital: Negócios Interconectados

Ediane Tiago (Valor, 29/06/18) anuncia: a transformação digital entra em fase de aceleração no Brasil. Os diagnósticos estão na mesa. O desafio agora é a execução das estratégias. Passar para a ação, exigirá engajamento entre a iniciativa privada e o poder público. As empresas devem dar prioridade à digitalização de seus negócios. Ao governo cabe estimular a difusão das tecnologias digitais, articulando programas que busquem o aumento da produtividade, da competitividade, do emprego e da renda. A chance de incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) e crescer de forma sustentável é real.

A chave está em agregar valor pelos ganhos de produtividade nos negócios com serviços digitais. Há dois anos, a Accenture e a Oxford Economics calcularam os efeitos no Brasil. Segundo a pesquisa, é possível adicionar US$ 120 bilhões ao PIB até 2020 se o país for capaz de acelerar a digitalização. Entre os fatores avaliados estão infraestrutura para conectividade, habilidade (mão de obra capacitada) e aceleradores (cultura digital e empreendedorismo). “Os principais desafios estão na melhora da infraestrutura e na construção de um ambiente capaz de fomentar e disseminar iniciativas digitais em larga escala”, explica Faleiro.

A economia digital representa a soma do valor gerado pelas habilidades digitais, bens e serviços intermediários utilizados na produção e meios digitais – softwares, serviços de comunicação e equipamentos. A participação da economia digital foi estimada, pelo estudo da Accenture e Oxford Economics, em 21,3% do PIB [2015]. Se acelerada, saltará para 24,8% [2020]. Para se ter uma ideia, o percentual se assemelha ao do agronegócio brasileiro, cujo percentual na economia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), girou entre 23% e 24% em 2017. [Estes percentuais são maiores do que o da Indústria Geral: serão verdadeiros?] Continue reading “Economia Digital: Negócios Interconectados”

Economia Digital: investimento em P&D e constituição de ecossistema de apoio a startups e à inovação

Coincidentemente, no dia da anunciação jornalística do acordo entre a EMBRAER, empresa nacional considerada a mais inovadora, e a BOEING, empresa de origem norte-americana em disputa pela liderança do mercado global, Humberto Saccomandi (Valor, 06/07/18) publicou instrutiva reportagem sobre um ecossistema de apoio a startups e à inovação tornado referência mundial. Reproduzo-a abaixo com exemplo de políticas públicas a serem adotadas por governo social-desenvolvimentista no Brasil.

Esse ecossistema está por trás do recente dinamismo da economia israelense. Ela cresceu 4% em 2016 e 3,3% em 2017. É política pública pós-industrialismo, isto é, superando os ultrapassados incentivos estatais restritos à casta de mercadores-industriais: crescer para desnacionalizar — e enriquecer pessoalmente os acionistas.

A ideia-chave é a manutenção de patentes, isto é, o título para assegurar os direitos de propriedade de invenções, modelos de utilidade, desenhos industriais e programas de computador. Para obtê-la, é preciso documentar a inovação e submetê-la ao órgão responsável pela análise e cessão. No Brasil, o processo é realizado pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O Estado deve dar “dinheiro a fundo perdido” para empresas promissoras? Por que não ajudar àquelas geradoras de mais riqueza e empregos? Israel faz isso, com sucesso. Mas é preciso o modelo ser “100% à prova de corrupção“, ou seja, os agentes públicos não podem ser brasileiros mal educados em termos escolares e sem autocontrole da ganância de enriquecimento pessoal ou familiar. A moral duvidosa tem de ser filtrada em carreira escolar e profissional baseada em méritos pessoais, inclusive morais.

O governo israelense praticamente doará neste ano — a fundo perdido ou em empréstimos sem obrigação de serem pagos caso a invenção não seja bem sucedida — cerca de meio bilhão de dólares para financiar startups, pesquisa e melhorias tecnológicas em empresas locais. Esse dinheiro é gerido por uma entidade pública, não partidária, chamada Autoridade de Inovação de Israel (AII). Continue reading “Economia Digital: investimento em P&D e constituição de ecossistema de apoio a startups e à inovação”

Indústria 4.0

Renato Rostás e Tatiana Schnoor (Valor, 23/04/18) avaliam: Em busca de produtividade e competitividade no mercado internacional, o Brasil tem um grande desafio pela frente, de dar o salto tecnológico para a chamada “indústria 4.0“. Mas o cenário traz oportunidade adicional para as indústrias: oferecer serviços relacionados à digitalização de máquinas e equipamentos.

A chamada indústria 4.0 ou manufatura avançada é o uso de um conjunto de tecnologias digitais como internet das coisas, computação em nuvem, realidade aumentada, “big data”, manufatura aditiva, robôs colaborativos, integração de sistemas e segurança cibernética, de forma isolada ou em conjunto, nos processos produtivos ou cadeias de serviços. A adoção das tecnologias cria ambiente ciber-físico, em que máquinas e sistemas conversam entre si para tornar linhas de produção autônomas, flexíveis e customizáveis.

O problema é que, para especialistas, a maioria das indústrias brasileiras ainda sofre para chegar à terceira revolução industrial, do “toyotismo”, que começou a introduzir a automação e a produção sem desperdícios. A boa notícia é que a transição pode ser feita diretamente, opinam, tornando exponenciais os ganhos de receita para as fornecedoras, de redução de custos para as fábricas e de crescimento da economia. Continue reading “Indústria 4.0”

Realidade Virtual

Maria Isabel Moreira (Valor, 30/04/18) informa: depois de atuar durante 15 anos como uma agência de comunicação 360 graus, a Flex Interativa, de São Paulo, mudou de foco. Os sócios Fernando Godoy e Marcelo Rodiño, ambos com 46 anos, decidiram reposicioná-la como produtora de experiências digitais para o mercado corporativo.

Hoje, a empresa fatura R$ 1,5 milhão com o desenvolvimento de projetos de realidade virtual para clientes como Novartis, SAP e Dow Chemical. A Flex assina, por exemplo, a apresentação do novo sistema de automação de postos de combustíveis da Ipiranga e uma campanha da Mosaic Fertilizantes para mostrar como um produto específico atua na lavoura.

A realidade virtual democratiza a experiência da mesma forma que a internet democratizou a informação. É possível transportar o consumidor para qualquer lugar.

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Mercado de Streaming de Vídeos

Jacilio Saraiva e Marília de Camargo César (Valor, 30/04/18) informam: o mercado de streaming de vídeos, com a transmissão de conteúdos de entretenimento e educação pela internet, ganha novos protagonistas com ideias inovadoras. Na esteira de grandes marcas da área, como Netflix e Amazon Prime Video, os empreendedores lançam suas plataformas e diversificam opções de pagamento, compra ou aluguel de títulos.

De acordo com pesquisa realizada pelo Google, a quantidade média de horas que o brasileiro vê vídeos por streaming cresceu 90% nos últimos três anos, passando de 8,1 para 15,4 horas semanais.

O jornalista Valter Cavalcanti, o publicitário Sergio Cestaro e o economista Leonardo Ferro somaram seus talentos na área de comunicação, tecnologias digitais e gestão financeira para criar a produtora Vocs, que se especializou na transmissão ao vivo de vídeos pela internet (live streaming). O conteúdo é direcionado a empresas, agências de publicidade e associações de classe. Continue reading “Mercado de Streaming de Vídeos”