Efeito Manada e Economia da Atenção na Internet

As multidões estão sujeitas ao que se chama de “efeito manada”. Aplicado aos seres humanos, refere-se à tendência das pessoas de seguirem um grande influenciador ou mesmo um determinado grupo, sem a decisão passar, necessariamente, por uma reflexão individual. Em situações de pânico ou comoção, tendem a reagir em ímpeto, em um mesmo sentido, sem autocrítica ou raciocínio de parte de cada indivíduo, perdendo o senso, arrasando tudo.

Quem navega pelas várias possibilidades de relações e intercâmbios comunitários na internet encontra a toda hora reações coletivas sem reflexão, apenas indo na onda e causando estragos às reputações dos alvejados.

Sendo assim, será desejável a maioria dos cidadãos, diretamente, decidir as questões legislativas e de gestão coletiva, manifestando diariamente suas opinião e vontade por meio de mecanismos de rede social?

As reações coletivas temperamentais e exacerbadas, os ditos “efeitos de manadas”, não contaminarão e comprometerão o processo democrático, transformando a democracia direta tão sonhada em perda de capacidade de discernimento das multidões exaltadas?

Serão desejados plebiscitos realizados em momentos de forte ilusão coletiva para legitimar regimes ditatoriais e medidas autoritárias?

Multidões não devem ser tribunais penais porque, quando julgarem, cometerão os mais graves equívocos e causarão tragédias. O devido processo legal filtra e previne para a emoção coletiva não julgar. Continue reading “Efeito Manada e Economia da Atenção na Internet”

Por Uma TV Alternativa: Canais Preferidos no YouTube

Fonte: Literatura Fundamental da UNIVESP sobre Obras Literárias Clássicas

Com SmartTV HD 4K 3D etc. etc., há alternativas ao Jornal Nacional da TV Globo e a todo o jornalismo da Globo News. Basta se inscrever em canais do YouTube, como os seguintes, para ver uma TV, de fato, inteligente, analítica e crítica! E informativa!

TV GGN COM LUÍS NASSIF: TV GGN

TV AFIADA COM PAULO HENRIQUE AMORIM: https://www.youtube.com/user/cafiada

DIÁRIO DO CENTRO DO MUNDO: https://www.youtube.com/user/diariodcm

CARTA CAPITAL: Canal Carta Capital

TED TALKS (legendas em português): https://www.youtube.com/user/TEDtalksDirector

UNIVESP (Universidade Virtual do Estado de São Paulo para Educação à Distância – EAD):  https://www.youtube.com/user/univesptv

CASA DO SABER: https://www.youtube.com/user/casadosaber

TVT (TV dos Trabalhadores): https://www.youtube.com/user/redetvt

TV 247: TV 247

MÍDIA ALTERNATIVA: Mídia Alternativa

BBC NEWS BRASIL: https://www.youtube.com/user/BBCBrasil

EURONEWS (em português): Euronews

EFE BRASIL: https://www.youtube.com/user/efebr

Discurso de Ódio na Rede Social

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas. Reproduzo abaixo artigo dela a respeito de como o ódio viralizou no Brasil. Números sugerem a intolerância e desinformação ter se naturalizado na internet brasileira. O que antes seria denunciado, hoje é curtido e compartilhado. Um sintoma não só da crise, mas de um retraso histórico.

“Nos últimos 11 anos, quase 4 milhões de denúncias relacionadas a crimes de ódio na internet foram recebidas pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos. Isso significa que, por dia, pelo menos 2,5 mil páginas contendo evidências de crimes como racismo, neonazismo, intolerância religiosa, homofobia, incitação de crimes contra a vida, maus tratos a animais e pedofilia foram denunciadas no Brasil.

Mas não é esse o dado que mais surpreende. Em 2016 [ano do golpe], o número de denúncias ultrapassou 115 mil, enquanto em 2017 [ano da evidência corrupta dos golpistas], despencou quase pela metade, para pouco mais de 60 mil. No primeiro ano da série histórica, 2006, o total de denúncias ultrapassou 350 mil, o que demonstra uma banalização do ódio nos últimos anos. Continue reading “Discurso de Ódio na Rede Social”

Economia Digital: Experiências Vivenciadas

A transformação digital atingiu também a própria área de TI. Buscou novos métodos e ferramentas para acelerar o desenvolvimento de soluções e agilizar sua entrega ao mercado – o chamado “time to market”. A engenharia de software surgiu nos anos 1990, mas a partir dos anos 2000 foram criados novos conceitos para agilizar a produção de aplicações, cujo desenvolvimento, até então, levavam meses para serem desenvolvidas.

São alguns desses conceitos:

  • SOA (arquitetura orientada a serviços);
  • Scrum (criação de sistemas em ciclos curtos de desenvolvimento e implantação);
  • Devops (integração das equipes de desenvolvimento e de infraestrutura);
  • microsserviços (desenvolvimento de software como suítes de serviços com função de negócio) e
  • Squad (equipes ágeis).

Eles são fundamentais para a transformação digital, pois permitem uma empresa como a Netflix poder reagir rapidamente a demandas de milhares de chamados em diferentes plataformas, condições de infraestrutura e países. Continue reading “Economia Digital: Experiências Vivenciadas”

Economia Digital: Negócios Interconectados

Ediane Tiago (Valor, 29/06/18) anuncia: a transformação digital entra em fase de aceleração no Brasil. Os diagnósticos estão na mesa. O desafio agora é a execução das estratégias. Passar para a ação, exigirá engajamento entre a iniciativa privada e o poder público. As empresas devem dar prioridade à digitalização de seus negócios. Ao governo cabe estimular a difusão das tecnologias digitais, articulando programas que busquem o aumento da produtividade, da competitividade, do emprego e da renda. A chance de incrementar o Produto Interno Bruto (PIB) e crescer de forma sustentável é real.

A chave está em agregar valor pelos ganhos de produtividade nos negócios com serviços digitais. Há dois anos, a Accenture e a Oxford Economics calcularam os efeitos no Brasil. Segundo a pesquisa, é possível adicionar US$ 120 bilhões ao PIB até 2020 se o país for capaz de acelerar a digitalização. Entre os fatores avaliados estão infraestrutura para conectividade, habilidade (mão de obra capacitada) e aceleradores (cultura digital e empreendedorismo). “Os principais desafios estão na melhora da infraestrutura e na construção de um ambiente capaz de fomentar e disseminar iniciativas digitais em larga escala”, explica Faleiro.

A economia digital representa a soma do valor gerado pelas habilidades digitais, bens e serviços intermediários utilizados na produção e meios digitais – softwares, serviços de comunicação e equipamentos. A participação da economia digital foi estimada, pelo estudo da Accenture e Oxford Economics, em 21,3% do PIB [2015]. Se acelerada, saltará para 24,8% [2020]. Para se ter uma ideia, o percentual se assemelha ao do agronegócio brasileiro, cujo percentual na economia, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE), girou entre 23% e 24% em 2017. [Estes percentuais são maiores do que o da Indústria Geral: serão verdadeiros?] Continue reading “Economia Digital: Negócios Interconectados”

Economia Digital: investimento em P&D e constituição de ecossistema de apoio a startups e à inovação

Coincidentemente, no dia da anunciação jornalística do acordo entre a EMBRAER, empresa nacional considerada a mais inovadora, e a BOEING, empresa de origem norte-americana em disputa pela liderança do mercado global, Humberto Saccomandi (Valor, 06/07/18) publicou instrutiva reportagem sobre um ecossistema de apoio a startups e à inovação tornado referência mundial. Reproduzo-a abaixo com exemplo de políticas públicas a serem adotadas por governo social-desenvolvimentista no Brasil.

Esse ecossistema está por trás do recente dinamismo da economia israelense. Ela cresceu 4% em 2016 e 3,3% em 2017. É política pública pós-industrialismo, isto é, superando os ultrapassados incentivos estatais restritos à casta de mercadores-industriais: crescer para desnacionalizar — e enriquecer pessoalmente os acionistas.

A ideia-chave é a manutenção de patentes, isto é, o título para assegurar os direitos de propriedade de invenções, modelos de utilidade, desenhos industriais e programas de computador. Para obtê-la, é preciso documentar a inovação e submetê-la ao órgão responsável pela análise e cessão. No Brasil, o processo é realizado pelo INPI – Instituto Nacional de Propriedade Industrial.

O Estado deve dar “dinheiro a fundo perdido” para empresas promissoras? Por que não ajudar àquelas geradoras de mais riqueza e empregos? Israel faz isso, com sucesso. Mas é preciso o modelo ser “100% à prova de corrupção“, ou seja, os agentes públicos não podem ser brasileiros mal educados em termos escolares e sem autocontrole da ganância de enriquecimento pessoal ou familiar. A moral duvidosa tem de ser filtrada em carreira escolar e profissional baseada em méritos pessoais, inclusive morais.

O governo israelense praticamente doará neste ano — a fundo perdido ou em empréstimos sem obrigação de serem pagos caso a invenção não seja bem sucedida — cerca de meio bilhão de dólares para financiar startups, pesquisa e melhorias tecnológicas em empresas locais. Esse dinheiro é gerido por uma entidade pública, não partidária, chamada Autoridade de Inovação de Israel (AII). Continue reading “Economia Digital: investimento em P&D e constituição de ecossistema de apoio a startups e à inovação”