10 Princípios da Mentalidade da Abundância

  1. Se for digital, mais cedo ou mais tarde será grátis.

Em um mercado competitivo, o preço cai até o custo marginal. A Internet é o mercado mais competitivo já visto no mundo e os custos marginais das tecnologias nas quais ela se baseia – processamento, largura de banda e armazenamento – se aproximam do zero a cada ano. O Grátis passa a ser não apenas uma opção, mas também uma inevitabilidade. Os bits querem ser grátis.

  1. Os átomos também gostariam de ser grátis, mas não fazem tanta questão.

Fora do mundo digital, os custos marginais raramente caem a zero. Mas o Grátis é psicologicamente tão atrativo a ponto de os profissionais de marketing sempre encontrarem formas de evocá-lo, redefinindo seus negócios para dar algumas coisas de graça, enquanto vendem outras. Não é realmente grátis – é provável você pagar mais cedo ou mais tarde –, mas, mesmo assim, muitas vezes é atrativo. Hoje em dia, ao expandir de forma criativa a definição dos setores, empresas de companhias aéreas a fábricas de automóveis encontraram formas de dar o produto principal de graça vendendo alguma outra coisa.

  1. Não há como impedir o Grátis.

No mundo digital, você pode tentar manter o Grátis a distância com leis e chaves, mas um dia a força da gravidade econômica vencerá. Isso significa: se a única coisa impeditiva de seu produto ser grátis é um código secreto ou um aviso assustador, você pode ter certeza: alguém o derrotará. Retome o Grátis dos piratas e venda upgrades.

  1. É possível ganhar dinheiro com o Grátis.

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Grátis em Época de Crise Econômica

Chris Anderson, no livro “Free: Grátis. O futuro dos preços”, comenta: alguns anos depois do crash do mercado de ações em 2001 (“bolha Nasdaq”), quando os mercados se recuperaram e olhamos para trás, descobrimos, surpresos, ser praticamente impossível ver o efeito do crash sobre o crescimento da Internet. Ela continuou se espalhando, exatamente como antes, quase sem hesitação, enquanto os mercados públicos caíam ao chão.

A “revolução digital” não foi uma miragem, ou pior, uma farsa. O número de pessoas entrando no ambiente on-line já subiu ao mesmo índice, e o mesmo se aplica ao tráfego e praticamente a todas as outras medidas de impacto.

Aquela foi uma bolha do mercado financeiro, não uma bolha da tecnologia. A Web era tão importante quanto as previsões dos analistas mais deslumbrados – só levou mais tempo para chegar lá em relação ao tempo presumido pelos profissionais do mercado de ações: curtíssimo prazo de um balanço contábil.

Depois, os mercados entraram em crise novamente. O Grátis não foi como o tráfego na Web e cresceu mesmo assim?

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Free: Grátis. O futuro dos preços

Chris Anderson, no livro “Free: Grátis. O futuro dos preços” (Rio de Janeiro: Elsevier/Campus, 2011), afirma: “existem inúmeros outros casos exatamente como esse on-line, onde praticamente tudo é oferecido de graça em alguma versão com a esperança de vender alguma coisa – ou, com ainda mais frequência, sem qualquer expectativa de pagamento”.

Ele diz estar digitando estas palavras em um computador “netbook” de $250. Este é a nova categoria de laptop de maior crescimento. O sistema operacional é uma versão do Linux, gratuito, embora isso não faça diferença, porque não rodo programa algum além do Firefox, um navegador da Web gratuito. Não está usando o Microsoft Word, mas sim o Google Docs, gratuito. Ele tem a vantagem de disponibilizar seus rascunhos onde quer que ele esteja e não tem de se preocupar em fazer back-up, porque o Google cuida disso. Todo o resto feito neste computador é de graça, desde seu e-mail até seu blog no Twitter. Até o acesso sem fio é grátis, graças ao café onde está.

No entanto, o Google é uma das empresas mais lucrativas dos Estados Unidos, o “ecossistema Linux” é uma indústria de $30 bilhões e o café parece estar vendendo cappuccinos de $3 mais rapidamente do que consegue prepará-los.

Aqui reside o paradoxo do Grátis: as pessoas estão ganhando muito dinheiro sem cobrar nada. Não nada por tudo, mas nada pelo suficiente para criarmos uma economia tão grande quanto a de um país de tamanho razoável a um preço em torno de $ 0,00. Como isso aconteceu e para onde nos levará?

Essa é a questão central deste livro.

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Futuro do Sistema de Pagamentos no Varejo

Talita Moreira (Valor, 17/05/19) informa: o futuro não muito distante sem cartões de plástico e maquininhas vai transformar as bandeiras em empresas de tecnologia de pagamentos. A Mastercard já se posiciona dessa forma, afirma Gilberto Caldart, brasileiro há quase um ano presidente da divisão internacional da companhia. É responsável pelas operações da companhia fora da América do Norte.

Sua visão é ser empresa de tecnologia de meios de pagamentos, capaz de conectar qualquer conta a qualquer conta. O cartão é apenas um formato usado para isso.

É uma missão mais abrangente em relação ao papel histórico das bandeiras de cartões de:

  1. validar as compras nas maquininhas e
  2. criar ecossistemas de pagamentos em torno de suas marcas. Continuar a ler

Uso maciço do WhatsApp também na Eleição da Índia

Madhumita Murgia, Stephanie Findlay e Andres Schipani (Valor, 17/05/19) informam: na gigantesca eleição geral da Índia, com cerca de 900 milhões de eleitores, a ser completada neste domingo, o partido do premiê indiano, Narendra Modi, o Bharatiya Janata (BJP), está usando o WhatsApp para fazer uma das campanhas políticas digitais mais sofisticadas do mundo, contando com um enorme exército de voluntários.

A proliferação de smartphones aumentou significativamente o acesso à internet na Índia. Mais de 300 milhões de indianos estão agora no WhatsApp, o que torna o país, de longe, o maior mercado do aplicativo. O WhatsApp se tornou a arena central da eleição na Índia. Ela começou em 11 de abril de 2019.

O pleito indiano segue-se à desagregadora eleição no Brasil, na qual o candidato da extrema-direita, um obscuro capitão ignorante e desqualificado para o cargo presidencial, saiu vencedor. Ele foi ajudado, em parte, pela mídia provocada por uma suposta facada, em outra parte, por uma onda de boatos tóxicos e de desinformação, boa parte dos quais disseminados por meio do WhatsApp.

A Índia é o mais novo teste da capacidade do aplicativo de mensagens de moldar uma eleição, agora na maior democracia global.

O problema, evidentemente, não está na tecnologia, mas sim no uso dela por pessoas ignorantes e/ou mal-educadas. Se o aplicativo ajudou a unir famílias e amigos com uma ferramenta de comunicação barata, ele também se tornou um canal de divulgação de notícias falsas impossível de monitorar.

As pessoas intolerantes de extrema-direita encontraram seus pares e perderam a vergonha anterior, quando tinham um certo pudor em mostrar sua ignorância e seu anti-intelectualismo. Sem o anterior complexo de inferioridade, viram poderem ser maioria em uma eleição se unissem a ignorância e a má-fé. Continuar a ler

Estratégias com Inteligência Artificial (IA)

Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb, no livro “Máquinas de previsão: a economia simples da inteligência artificial”, afirmam: a liderança de C-suite não deve delegar completamente a estratégia de IA ao departamento de TI, pois ferramentas poderosas de IA podem ir além de aumentar a produtividade das tarefas executadas no serviço de execução contra a estratégia da organização e levar à mudança da própria estratégia.

A IA pode levar a uma mudança estratégica se três fatores estiverem presentes:

(1) há um trade-off principal no modelo de negócios (por exemplo, loja-depois-envio versus envio-depois-loja);

(2) o trade-off é influenciado pela incerteza (por exemplo, as vendas mais altas do envio-depois-loja são superadas pelos custos mais altos de itens devolvidos devido à incerteza sobre o que os clientes comprarão); e

(3) uma ferramenta de inteligência artificial ao reduzir a incerteza inclina o balanço do trade-off para a estratégia ótima mudar de um lado para o outro (por exemplo, uma IA reduzir a incerteza, prevendo o que um cliente irá comprar em escala de tal forma os retornos de um modelo de envio-depois-loja superarem os do modelo tradicional).

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Instrumentos ou Ferramentas de Inteligência Artificial (IA)

Ajay Agrawal, Joshua Gans e Avi Goldfarb, no livro “Máquinas de previsão: a economia simples da inteligência artificial”, afirmam: as ferramentas de IA são soluções pontuais. Cada um gera uma previsão específica e a maioria é projetada para executar uma tarefa específica. Muitas startups de IA são baseadas na construção de uma única ferramenta de inteligência artificial.

Grandes corporações são compostas de fluxos de trabalho transformadores de entradas em saídas. Os fluxos de trabalho são compostos de tarefas, por exemplo, um IPO da Goldman Sachs é um fluxo de trabalho composto por 146 tarefas distintas.

Ao decidir como implementar a IA, as empresas dividirão seus fluxos de trabalho em tarefas, estimarão o ROI para construir ou comprar uma IA para:

  1. executar cada tarefa,
  2. classificar as IAs em termos de ROI e
  3. começar do topo da lista e trabalhar daí para baixo.

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