Decomposição da Inflação

Inércia de preços administrados

Seguindo procedimento adotado em anos anteriores, o boxe do Relatório de Inflação do primeiro trimestre de 2015, elaborado pelo Banco Central do Brasil (BCB), apresenta estimativas da decomposição da taxa de inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) com base nos modelos de projeção do Banco Central.

São apresentados os resultados da decomposição da inflação no período de 2012 a 2014 com base em uma atualização da metodologia utilizada nos anos anteriores. O procedimento básico utilizado anteriormente é descrito em Freitas, Minella e Riella (2002), “Metodologia de Cálculo da Inércia Inflacionária e dos Efeitos do Choque dos Preços Administrados”, Nota Técnica do Banco Central do Brasil, nº 22. Continuar a ler

Insuficiência da Depreciação Cambial

Depreciações das moedas 1 T 2015

Parece que agora não vale à pena travar guerras cambiais. Embora ao longo da história a depreciação de taxas de câmbio tenha ajudado algumas vezes a alimentar o crescimento econômico por baratear as exportações dos países, está sendo difícil encontrar benefícios nesse momento.

Em nenhum outro lugar isso fica mais evidente do que nos países em desenvolvimento, onde as moedas caíram em média 24% frente ao dólar desde 2011. Apesar disso, a taxa anual de crescimento das exportações desacelerou para 4% nos últimos quatro anos, frente a 8% durante os dez anos anteriores, segundo a CPB Netherlands Bureau for Economic Policy Analysis. No Brasil, o desmoronamento de 48% do real desde 2011 não ajudou muito a revigorar a economia que está prestes a registrar o pior desempenho em 25 anos.

A relação entre o crescimento mundial e o comércio está se desfazendo de tal modo que não se pode aplicar a relação anterior para prever o futuro. Agora é necessário que haja uma desvalorização maior para obter o mesmo benefício.

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Desigualdade Inflacionária

Captura de tela 2015-04-02 16.39.07

Se for confirmada a mediana das atuais expectativas do mercado para o IPCA, de 8,12% ao fim deste ano, conforme o último boletim Focus do Banco Central (BC), que reúne as estimativas de indicadores econômicos feitas por analistas, significará a maior variação anual do IPCA desde 2003, quando o governo Lula herdou uma taxa de inflação crescente que atingiu 17,5% aa em março. O número impressiona, mas dá poucas pistas sobre como as famílias em cada faixa de renda sentem e lidam com o peso da alta de preços em seus orçamentos.

A média esconde o impacto dos fatores microeconômicos, ou seja, como a dinâmica das categorias de despesas afeta, na prática, os custos de cada perfil de consumo familiar.

Há indicadores específicos, ajustados para medir a inflação em determinadas faixas de rendas, como:

  • o Índice de Preços ao Consumidor Classe 1 (IPC-C1), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que mede a variação de preços para famílias com ganhos até 2,5 salários mínimos, e
  • o Índice do Custo de Vida da Classe Média (ICVM), calculado pela Ordem dos Economistas do Brasil (OEB), que acompanha a inflação de uma cesta de produtos e serviços com maior peso entre as famílias de renda entre 10 e 39 salários mínimos.

Eles mostram ao longo da última década comportamentos muito parecidos ao do IPCA, que tem como referência famílias com rendimentos entre 1 e 40 salários mínimos e, portanto, tem abrangência muito maior (ver quadro acima).

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Ajuste Fiscal e Projeções das Dívidas Líquida e Bruta

Bolsas 1 T 2015

O Banco Central (BC) projeta alta da dívida líquida e da dívida bruta em proporção do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015 na comparação com 2014, considerando parâmetros de mercado e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). As novas projeções reforçam que um superávit de 1,2% do PIB não é suficiente para estabilizar a trajetória do endividamento. Como já dito pelo próprio BC, o percentual necessário está ao redor de 2% de superávit.

Considerando um superávit primário de 1% do PIB (parâmetro de mercado), a dívida líquida sobe de 34,1% no fim de 2014, para 34,8% no fim deste ano. Aqui o BC já considera a nova métrica do PIB divulgada na semana passada pelo IBGE. A dívida bruta, por outro lado, sobe de 58,9% do PIB no fim do ano passado para 62,2% em 2015.

Utilizando o superávit primário da LDO, de R$ 66,3 bilhões, a projeção do BC para a dívida líquida fica em 34,7% (34,1% no fim de 2014), a dívida bruta fica em 62% (58,9% no fim de 2014).

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Relatório Anual da Dívida Pública Federal – 2014 e Plano Anual de Financiamento – 2015

Indicadores da Dívida Pública Federal 2014Composição do Estoque da DPF 2002-2014Carregadores da DPMFi 2013-14

O Relatório Anual da Dívida Pública Federal (RAD) apresenta os resultados e os principais avanços no gerenciamento da dívida ao longo do ano passado, tendo como referência as diretrizes e metas traçadas pelo Plano Anual de Financiamento (PAF) para o mesmo ano. O documento traz ainda a evolução das expectativas macroeconômicas para o ano a qual se refere, os avanços institucionais do Tesouro Nacional e uma seção dedicada aos resultados do Programa Tesouro Direto (PTD).

Acesse, por meio dos links abaixo, a última edição disponível e a apresentação que sumariza seus principais pontos.

Relatório Anual da Dívida Pública 2014

Publicação Completa

Apresentação

Avalie a Publicação: Relatório Anual da Dívida Pública Continuar a ler

Mercado de Trabalho em 2014

Mercado de Trabalho em 2014

Leia maisPesquisa Mensal de Emprego – Dezembro de 2014

Pior que está não pode ficar… Este autoengano é comum em momentos de infelicidade. Quando o “tornar-se presente” é um ato triste, o ser humano lembra das coisas boas que já ocorreram no passado — “ele era feliz e não sabia” — e busca esperança de que outras poderão ocorrer no futuro. Ou então verifica que também aconteceram coisas boas em 2014, por exemplo, o desempenho no mercado de trabalho (4,8% foi a menor taxa de desemprego média anual desde o início da série em 2003) — que pode piorar…

Outra fuga mística é ver que pior aconteceu com o Egito Antigo, quando uma doutrina religiosa que defendia a existência de uma única divindade quis impor o culto ou a adoração de um único deus: o seu.

As 10 Pragas que um deus vingativo lançou sobre o Egito tiveram por fim levar Faraó a reconhecer e a confessar que o deus dos hebreus era supremo, estando o seu poder acima da nação mais poderosa que era então o Egito, cujos habitantes deveriam ser punidos por sua grosseira idolatria a outros deuses. Coitados, eram inocentes úteis nessa disputa de poder:) Continuar a ler

Balanço de Pagamentos em 2014

Importação brasileira por categoria de uso 2014-13 Importação brasileira por origem 2014-13 Exportação brasileira por fator agregado 2014-13 Principais destinos da exportação brasileira 2013-14 Taxa de Câmbio 2012-2014 Safra brasileira de grãos 2002-2014 Conta Petróleo 2014 Demanda externa 2014 Queda dos preços das commodities 2014

A exportação brasileira em 2014 foi de US$ 225,1 bi, redução de 7,0% sobre 2013, pela média diária (valor de US$ 242,0 bi). Em 2011, tinha atingido US$ 256,0 bi. Houve aumento do número de exportadores, pelo segundo ano consecutivo. Em 2013 foram 18.809, em 2014 foram 19.250. (+441 exportadores, +2,3%). A importação ficou em US$ 229,0 bi, redução de 4,4% sobre 2013, pela média diária (valor de US$ 239,6 bi). A corrente de comércio somou US$ 454,1 bi, cifra 5,7% menor que 2013 (US$ 481,7 bi). Em 2011, tinha atingido US$ 482,3 bi. O saldo do balanço comercial apresentou um déficit de US$ 3,93 bilhões, com a queda da demanda externa refletindo a crise mundial e, especialmente, as exportações brasileiras sofrendo com a explosão da bolha de commodites, ou seja, a queda dos seus preços.

O balanço de pagamentos registrou, no ano de 2014, o resultado em conta corrente negativo em US$ 90,9 bilhões, equivalentes a 4,17% do PIB, comparativamente a deficit de US$ 81,1 bilhões, 3,62% do PIB, em 2013. No ano, a conta financeira acumulou saldo positivo de US$ 99 bilhões, destacando-se novamente os ingressos líquidos de IED, que atingiram US$ 62,5 bilhões.

Déficits Gêmeos 2014

Em 2014, a conta serviços registrou despesas líquidas de US$48,7 bilhões, elevação de 3,3% na comparação com 2013. As despesas líquidas com aluguel de equipamentos atingiram US$22,7 bilhões no ano, acréscimo de 18,8% em relação a 2013. Continuar a ler