Sentiu… Governo de Extrema-Direita ataca The Economist

Cristian Klein (Valor, 07/06/21) entrevistou um dos poucos analistas a afirmar o Jair Bolsonaro (sem partido) não estava acuado na crise militar quando fez à demissão dos três comandantes das Forças Armadas, no fim de março. O professor titular de história da UFRJ, Francisco Teixeira, encontra no vocabulário dos economistas que lecionam em MBAs a melhor expressão para definir a nova turbulência, ocorrida na quinta-feira do Corpus Christi.

Em sua opinião, a decisão do comandante do Exército, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, de não punir o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por ter participado de manifestação política em favor do presidente da República, é um “fato portador de futuro”. Ou seja, é um marco que “terá consequências que irão se multiplicar” na relação entre Bolsonaro e os militares.

Desta vez, apesar da aparente vitória, Teixeira vê problemas à frente para o ocupante do Planalto. “Não foi bom para a democracia, mas diria que não é para os bolsonaristas comemorarem”, afirma.

Especialista em militarismo e acostumado a ter generais da ativa e da reserva como interlocutores, Teixeira afirma que livrar Pazuello de punição “abriu uma brecha enorme para o bolsonarismo” fomentar a politização, a indisciplina e a anarquia nos quartéis. O episódio, diz, deixou os integrantes da cúpula do Exército “perplexos”. “Mas também gerou um sentimento de rancor e de humilhação que terá frutos”, pondera.

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The Economist: Brasil com o desafio de se livrar de um golpe anunciado para 2022

The Economist (05/06/21) avalia em matéria de capa: na última década terrível do Brasil, Jair Bolsonaro não é a única razão pela qual seu país está quase enterrado em uma vala. O sistema político que o ajudou a conquistar o cargo precisa de uma reforma profunda.

Os hospitais estão lotados, as favelas ecoam tiros e um recorde de 14,7% dos trabalhadores estão desempregados. Incrivelmente, a economia do Brasil está menor agora do que era em 2011 – e serão necessários muitos trimestres fortes como o relatado em 1º de junho para reparar sua reputação. O número de mortos no Brasil em covid-19 é um dos piores do mundo. O presidente, Jair Bolsonaro, brinca que as vacinas podem transformar as pessoas em crocodilos.

O declínio do Brasil foi chocantemente rápido. Após a ditadura militar de 1964-85, o país conseguiu uma nova constituição que devolvia o exército aos quartéis, uma nova moeda que acabou com a hiperinflação e os programas sociais que, com um boom de commodities, começaram a diminuir a pobreza e a desigualdade. Uma década atrás, o país estava cheio de dinheiro do petróleo e foi premiado com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Parecia destinado a florescer.

O Brasil não aproveitou a oportunidade. Como argumenta nosso relatório especial desta semana, governos consecutivos cometeram três erros.

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Orçamento de Biden versus Reação dos Republicanos para Manipulação de Futuras Eleições

Jaime Politi (Financial Times, 28/05/21) informa: o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciará uma proposta de orçamento de US$ 6 trilhões para o ano fiscal 2022, reforçando sua proposta de planos de investimentos em grande escala do governo, com uma aposta de que a inflação recuará após o avanço deste ano.

O primeiro orçamento do governo Biden representa um aumento significativo em relação ao último orçamento do governo Trump, para o atual ano fiscal, que foi de US$ 4,8 trilhões.

Por outro lado, o déficit orçamentário deve cair de US$ 3,1 trilhões para US$ 1,8 trilhão no próximo ano – o último ano do governo Trump foi marcado por um déficit recorde, resultado da queda da receita e aumentos dos gastos por conta da pandemia de covid-19. Na média, a Casa Branca estima déficits anuais de mais de US$ 1,3 trilhão durante a próxima década, segundo informações antecipadas pelo jornal “The New York Times”.

A proposta orçamentária da Casa Branca incorpora os planos de gastos de oito anos apresentados pelo presidente: US$ 2,3 trilhões em infraestrutura, US$ 1,8 trilhão do Famílias Americanas e fornece detalhes sobre o pedido de US$ 1,5 trilhão para o Pentágono e agências federais. Os gastos públicos vão subir para US$ 8,2 trilhões em 2031, enquanto a dívida crescerá dos 100% do PIB, previstos para este ano, para 117% na próxima década, superando o recorde do fim da Segunda Guerra Mundial.

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Contaminação da Irresponsabilidade Individual e Social: Contágio em Aglomerações Bolsonaristas

Ricardo Mendonça (Valor, 24/05/21) informa: existe uma correlação entre bolsonarismo e casos de covid-19 no Brasil. No conjunto dos 5.570 municípios brasileiros, quanto maior o percentual de votos obtido pelo presidente Jair Bolsonaro em 2018, maior é a taxa de contaminação pelo coronavírus. Quanto menor a adesão a extrema-direita teve, menos frequentes são os casos de covid-19.

Os dados sugerem o discurso negacionista de Bolsonaro influenciar mais intensamente seus eleitores e ampliar os danos.

Em confronto com as principais evidências e recomendações científicas, o boçal tem desprezado orientações para uso de máscara e medidas de isolamento social, promovido aglomerações, propagandeado medicamentos sem eficácia, desqualificado especialistas, minimizado a gravidade da doença e posto em dúvida a qualidade de vacinas.

O presidente genocida, em um passeio de moto no Rio, voltou a gerar aglomeração e a criticar medidas restritivas. Estava sem máscara.

Nos 215 municípios em que Bolsonaro teve mais de 80% dos votos válidos no segundo turno 2018, a taxa de contaminação pelo coronavírus supera 10.400 casos por 100 mil habitantes. Nesse conjunto de municípios moram 8,9 milhões de pessoas. Em São Martinho (SC) a contaminação chegou a 22.579 por 100 mil.

Se esse apanhado de municípios fosse um país, essa nação apareceria hoje na oitava posição do ranking dos locais mais perigosos do mundo para covid-19, atrás apenas de um grupo de principados e pequenas repúblicas com taxas extraordinariamente altas de transmissão, como Andorra e Montenegro.

Já nos 108 municípios onde o presidente teve menos de 10% dos votos válidos no segundo turno de 2018, a taxa é de 3.781 casos por 100 mil habitantes. Essa “nação oposicionista” apareceria no 79o lugar do ranking internacional da covid- 19, próxima do padrão de países como Grécia e Canadá.

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Vitória da Esquerda no Chile

Marsílea Gombata (Valor, 18/05/21) informa: os partidos antes dominantes se revezaram no poder desde a redemocratização no Chile. Eles foram os principais derrotados na eleição dos membros da Assembleia Constituinte no fim de semana. A votação foi um castigo contra a direita no governo, mas também contra a centro-esquerda. Ela sai enfraquecida.

A coligação Vamos pelo Chile, formada por partidos de direita que apoiam o presidente Sebastián Piñera, ficou com 37 assentos. A centro-esquerda conquistou 25 cadeiras na Constituinte. A esquerda ficou com 28 assentos, e independentes, 65 assentos. Os independentes são de diferentes correntes políticas, fora dos partidos tradicionais, e muitos não estavam organizados em listas.

Assim, a direita não terá um terço mais um necessário – 52 cadeiras – para bloquear mudanças que estarão na Constituição que substituirá a Carta de 1980, herdada do regime de Augusto Pinochet. Esta é a primeira vez que a direita ficará impedida de barrar reformas, em parte devido ao maior efeito da reforma eleitoral de 2017. Historicamente, a tendência era haver dois deputados de cada distrito – um de direita e um de centro-esquerda. A reforma instituiu sistema proporcional que levou partidos menores a conseguir maior representação.

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Fim dos Sindicatos?

Pedro Dória escreveu o texto compartilhado abaixo.

“A diferença foi de dois para um — ninguém esperava tanto. Há duas semanas, os 1800 empregados de um centro de armazenamento da Amazon, no Alabama, votaram numa proporção de dois para um contra a ideia de formar um sindicato para defender seus interesses. O próprio novo presidente americano, Joe Biden, havia gravado um vídeo em defesa de sindicatos — a campanha foi imensa.

Não foi Wall Street que criou a América”, ele disse. “Foi a classe média. E sindicatos criaram a grande classe média.” Talvez.

Mas os empregados não quiseram. Para a maioria, o salário base de US$ 15 a hora é o maior que já haviam recebido, o sólido seguro de saúde é um dos mais completos da região e, em sua maioria jovens, os trabalhadores tiveram dificuldade de enxergar num sindicato alguma vantagem. Não é, para o sindicalismo, uma derrota pequena.

A Amazon é hoje o segundo maior empregador americano e nunca uma campanha por sindicalização foi tão intensa. Ainda assim, não deu em nada. Hoje é Primeiro de Maio, Dia do Trabalho em um bom naco do mundo. A transformação do trabalho — assim como das relações trabalhistas — não é um assunto novo cá no Meio. Mas é também um tema com muitos ângulos.

A derrota do sindicalismo americano no Alabama mostra a intersecção de alguns deles. A transição de um modelo econômico baseado na manufatura para um de serviços. O fim da Era Industrial e o início da Digital. E, sim, o declínio dos sindicatos.

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Bacon: é direita ou esquerda? (por Antônio Prata)

Cloroquina é de direita. Quarentena é de esquerda. Cross-fit é de direita. Yoga é de esquerda. Coca-cola é de direita. Fanta Laranja é de extrema direita. Guaraná é de esquerda. Guaraná em pó é do PSOL. Filé mignon é de direita. Chuleta é de esquerda. T-bone votou no Amoedo. Rabada foi sindicalista com o Lula em São Bernardo lá por 1978. Bem passado é do PSL. Mal passado dá aula na FFLCH. Mas e o bacon? Onde encaixar o bacon é a grande questão taxonômica da atualidade.

Afinal, neste mundo binário em que só existe preto ou branco, a pessoa tem que entender o significado do bacon pra se posicionar gastronomicamente. Sendo o bacon de esquerda, um cidadão de direita, ao comê-lo, sentiria-se assistindo a “Bacurau”. Sendo o bacon de direita, um cidadão de esquerda, ao comê-lo, sentiria-se usando uma camisa polo com cavalinho no peito. Complicado isso aí.

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Clivagens Políticas e Desigualdades Sociais

Uma equipe internacional de cerca de cinquenta pesquisadores estudou os casos, em cinquenta democracias, de comportamento eleitoral em função da renda, herança, nível de educação, origens étnicas e religião. Pela primeira vez a questão é abordada de forma tão sistemática em um período tão longo (1948-2020). 

A hipótese testada e defendida no livro “Clivages Politique Et Social Inequalities”, (editado por Amory Gethin, Clara Martínez-Toledano e Thomas Piketty, Seuil; abril de 2021) é no Ocidente desenvolvido (Estados Unidos e Europa), a estruturação do voto por classe social ter desaparecido. Nesse processo, a esquerda teria se tornado a opção preferencial dos graduados em Ensino Superior.

Baixe um resumo com extratos traduzidos com clique em:

Thomas Piketty e outros. Clivagens Políticas e Desigualdades Sociais Continuar a ler

Democracia e Politização da Desigualdade no Brasil: 1989-2018

Download do Capítulo:

GETHIN e MORGAN. Democracia e Politização da Desigualdade no Brasil: 1989-2018

Uma equipe internacional com cerca de cinquenta pesquisadores começou a estudar o comportamento eleitoral em função da renda, herança, nível de educação, origens étnicas e religião (“Clivages politique et social inequalities”, editado por Amory Gethin, Clara Martínez-Toledano e Thomas Piketty, Seuil, abril 2021). Pela primeira vez a questão é abordada de forma tão sistemática, em um período tão longo (1948-2020) e em cinquenta democracias.

No Ocidente, a estruturação do voto por classe social desapareceu. Nesse processo, a esquerda tornou-se a opção dos graduados em Ensino Superior. Por isso, o economista Thomas Piketty a chama de “a esquerda brâmane” como referência à casta dos sábios.

O Brasil é um caso à parte, estudado no capítulo 14 do citado livro. Dada sua importância, traduzi o capítulo escrito por Amory  Gethin  &  Marc  Morgan. Eles analisam a transformação das clivagens eleitorais no Brasil desde 1989, usando uma nova montagem de pesquisas eleitorais.

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Democracia liberal ou democracia republicana?

Luiz Carlos Bresser-Pereira (Folha de S. Paulo, 28 março 2021) publicou oportuno artigo.

Fernando Schüller é um brilhante intelectual liberal. Recentemente escreveu um belo artigo nesta Folha em homenagem a John Rawls – o grande filósofo político liberal progressista que renovou a filosofia politica ao publicar nos Estados Unidos, em 1971,Uma Teoria de Justiça. Rawlsnão foi um neoliberal, não defendeu nem o liberalismo econômico radical, nem um individualismo exacerbado que definem o neoliberalismo.

Em meados do século XIX os liberaisse tornaram conservadores, e desde o início do século XX, defensores da democraciaà qual antes se opunham. Mas de uma democracia adjetivada que chamam “democracia liberal”. Expressam assim seu conservadorismo panglossiano, sua crença que os países ricos vivem “no melhor dos mundos possíveis”.

Eu respeito o liberalismo político, porque foi no seu quadro que, no século XVIII, foram definidos e começaram a ser garantidos os direitos civis, mas sei o mal que seu vezo individualista causou à democracia americana. Por isso prefiro chamar as melhores democracias hoje existentes no mundo como a dinamarquesa ou a suíça de “democracias republicanas”, querejeitam o individualismo exacerbado e defendem a prioridade do interesse público sobre os interesses individuais.

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Efeito Backfire (tiro-pela-culatra) da Discussão com Fanáticos Negacionistas da Ciência

Efeito backfire: tentativa de argumentar sai pela culatra.
(fonte: https://web.northeastern.edu/nulab/backfire-effects-misinformation)

DAVI CARVALHO: cientista social e doutorando em Ciência Política na Unicamp, com estágio doutoral no Center for Brain, Biology and Behavior – CB3 da Universidade de Nebraska-Lincoln, EUA. Acha os descendentes de sapiens precisarem estudar a si mesmo mais a fundo, pois se compreendem muito mal.

Sabe aquela vez que você topou, nas redes sociais ou fora delas, com uma pessoa muito convicta defendendo algo que você tinha certeza de que estava errado? Pode ter sido um antivacina, um terraplanista, um negacionista da pandemia ou um apoiador ferrenho de algum político, daqueles dispostos a defender qualquer bobagem ou mentira que seu ídolo tenha dito.

Então, tendo sempre os fatos e a ciência a seu favor, você argumentou contra o que essa pessoa convictamente defendia e ela obviamente mudou de opinião diante das evidências que você apontou, não foi?

Pois é, comigo também nunca aconteceu. A verdade é que, diante de pessoas inflexíveis sobre algo, muitas vezes não as convencemos nem mesmo de fatos elementares.

Seria essa tentativa de argumentar com os muito convictos, então, puro desperdício de tempo e energia? A realidade dura nos mostra que pode ser ainda pior do que isso. Sua tentativa de convencer o fanático pode ter um efeito totalmente negativo e torná-lo ainda mais convicto de sua crença. Esse é o chamado “efeito backfire” e é bem provável que você já o tenha produzido em alguém ou nele incorrido em discussões por aí.

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Queda de Popularidade do Líder dos Marombados Fascistas

Se o idiota tivesse o mínimo de empatia e sensibilidade social, ele renunciaria por incompetência sua e de sua equipe de oportunistas ignorantes! Sua sabotagem da política de saúde pública, em um ano de pandemia, está levando o país a ter a maior mortalidade entre todos os demais.

Sem vacinação em massa, daqui a um ano poderá somar 600 mil mortos! E o genocida anunciava, há tempos, ser necessário “consertar o Brasil com 30 mil mortos”…

Pior, seus apoiadores armados se transformaram em fascistas a hostilizar e ameaçar de morte os adversários políticos! Quando essa gente marombada terá uma contenção?!

Marombado: mentiroso, fanfarrão, segundo o Aurélio. Nas academias de ginástica, são os homens fortes e musculosos, os bombados. Músculos conquistados, em parte, com aditivos químicos. Resultado: atrofiamento do cérebro!

Sergio Lamucci (Valor,15/03/2021) avalia: o cenário de desemprego elevado e inflação alta vai continuar nos próximos meses. Essa combinação tende a pressionar ainda mais a popularidade do presidente Jair Bolsonaro. Composto pela soma da taxa de desocupação e do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) em 12 meses, o índice de miséria calculado pela MB Associados se aproxima de 20 pontos, o nível mais alto desde setembro de 2016.

Em fevereiro, o indicador ficou em 19,8 pontos, considerando um IPCA acumulado em 12 meses de 5,2% e por uma taxa de desemprego com ajuste sazonal de 14,6%, estimada pela MB – o número mais recente divulgado pelo IBGE é o de dezembro. Para o economista-chefe da consultoria, Sergio Vale, o aumento do índice de miséria tem peso importante para o recuo na aprovação de Bolsonaro, em quadro de agravamento da pandemia e em que o auxílio emergencial deixou de ser pago neste ano.

Segundo pesquisa XP/Ipespe divulgada no dia12 de março de 2021, após um ano de pandemia, 45% dos entrevistados avaliam o governo como ruim ou péssimo, uma alta em relação aos 35% do fim do ano passado. A fatia dos que o consideram ótimo ou bom caiu de 38% para 30%. A pesquisa mostra ainda que 63% dos consultados dizem que a economia está no caminho errado e que 61% veem como ruim ou péssima a gestão de Bolsonaro da pandemia. O resultado da pesquisa do Datafolha é muito pior!

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