Povo elegerá Lula no Primeiro Turno

Em destaque

Como tinha feito na pesquisa de intenções de votos do Datafolha em junho, fiz uma análise também da pesquisa divulgada na semana passada (15.09.21). Descobri algo surpreendente: a diminuição da classe de renda mais pobre. Por qual razão? Como não tem justificativa, só posso levantar hipóteses. Veja em “tela cheia” o trabalho completo em arquivo PowerPoint:

Fernando Nogueira da Costa – Números de Votos ou Fatores Eleitorais 15.09.2021

Aliás, em função de sua divulgação, fui convidado para o comentar em um programa no canal no YouTube da TV 247, no dia 24/09/21. Veja na gravação acima, aproximadamente a partir dos 45 minutos: https://www.youtube.com/brasil247

Um dos erros comuns na análise da “história do futuro” é extrapolar a “previsão do passado”. De acordo com a Neuroeconomia, nós, seres humanos, não temos nenhuma sensibilidade para o crescimento exponencial ou porcentual. Temos de usar a calculadora ou, para taxas de crescimento pequenas, o truque da duplicação no tempo.

Esse truque é dividir o número 70 pela taxa de crescimento em porcentagem. Alguns exemplos o deixará compreensível. A inflação está crescendo 10% a cada 12 meses. Afinal, o que são 10% ao ano?

Calcule, rapidamente, a duplicação no tempo: 70 / 10 = 7 anos. Em 7 anos, a moeda nacional terá apenas a metade do valor, ou seja, o estoque de riqueza não corrigido perderá 50% de seu poder aquisitivo.

Os juros compostos crescem 7% ao ano. Intuitivamente, não entendemos esse dado, mas 70 / 7 = 10 anos.Traduzindo, o alerta é o seguinte: “A riqueza financeira dos ricaços duplicará a cada dez anos”. É alarmante essa desigualdade social!

Finalmente, um último exemplo: a economia necessita crescer 5% a cada ano.Isso não interessa à população? 70 / 5 = 14 anos. Interessa sim, pois “a renda da economia dobrará em 14 anos!”

Continuar a ler

Não judeus X judeus: a direita bolsonarista e os novos conversos (por Michel Gherman)

Este texto foi publicado no 3º número do volume 2 da Revista Rosa em 28/12/2020. Busca explicar o aparente paradoxo: judeus vítimas frente ao nazismo apoiando um neofascista. Compartilho-o abaixo.

“Considero que há poucos lugares tão desafiantes para os estudos judaicos como o Brasil da segunda década do século XXI. Como exemplo, pode-se notar que ao contrário do que ocorre em outros locais, no atual contexto brasileiro, bandeiras de Israel, símbolos judaicos e narrativas sionistas não são, necessariamente, sinais que indicam a presença de judeus. Diferente disso, em eventos religiosos, manifestações políticas e ambientes virtuais conservadores, esses símbolos tremulam e se apresentam justamente em ausência completa ou quase completa de judeus.

No Brasil é possível, portanto, encontrar um Israel e um judaísmo nos quais os judeus não são tão facilmente encontrados. Assim, há uma forte gramática israe­lense-judai­ca-sio­nista que surge independente da presença de judeus. O que se pode notar é que setores da nova direita brasileira adotam essas referências, como se elas a eles pertencessem desde sempre. No atual contexto político brasileiro, pode-se afirmar que, hoje, há poucas referências mais cristãs do que o azul e branco, a bandeira de Israel, os símbolos sionistas ou mesmo as práticas religiosas judaicas.1

Nesse quadro, é correto afirmar, como dito acima, que há um desafio posto quanto aos estudos judaicos no país. Essa ambivalência estabelecida entre forte presença de judaísmo e a quase ausência dos judeus não é, entretanto, o que transforma o Brasil em um caso diferenciado no contexto dos estudos judaicos mundo afora.

Continuar a ler

Dano Colateral: Intervenção dos Militares na Segurança Pública

Em “Dano Colateral: a Intervenção dos Militares na Segurança Pública” (Objetiva), a jornalista Natalia Viana conta a história dos civis mortos pelas Forças Armadas na última década em GLOs (operações de garantia da lei e da ordem).

O caso com maior repercussão foi o assassinato do músico Evaldo dos Santos e do catador Luciano Macedo em 2019, pouco depois do fim da intervenção federal no Rio de Janeiro. Evaldo ia com a família para um chá de bebê e seu carro foi alvejado por mais de 60 tiros de fuzil.https://omny.fm/shows/ilustr-ssima-conversa/amea-as-das-for-as-armadas-mostram-falta-de-autocr/embed

Viana, cofundadora e diretora-executiva da Agência Pública de Jornalismo Investigativo, mostra esse não ter sido um evento isolado: pelo menos 35 pessoas foram mortas em situações semelhantes entre 2011 e 2019. De acordo com ela, há um padrão de não investigar e não punir os militares envolvidos nessas ações.

No episódio do podcast do Ilustríssima Conversa, a jornalista abordou as consequências do emprego das Forças Armadas na segurança pública e discutiu as origens da intensa participação dos militares na política brasileira nos últimos anos.

Mulher com cabelos na altura do ombro usando blazer preto
Retrato de Natalia Viana, autora de ‘Dano Colateral’ – Kholood Eid/Divulgação

Continuar a ler

Hipótese Política Falseada por Dados de Pesquisas Pré-eleitorais

O ensaio abaixo me fez lembrar a frase do Tom Jobim: “Viver no exterior é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.” O artigo levanta falsas hipóteses, não comprovadas por dados ou fatos, mas possui boas ideias…

Miguel Lago, em longo ensaio na piauí Edição 176 de maio de 2021 levantou a hipótese de “só a reencarnação de Getúlio Vargas pode derrotar Bolsonaro”. Assisti sua exposição no República do Amanhã e discordei dela. Acho ela ser falseada pelos dados das pesquisas pré-eleitorais:

FERNANDO N. COSTA – Ponderação e Moderação

A decisão do Supremo Tribunal Federal de devolver os direitos políticos ao ex-presidente Lula no momento em que o país enfrenta o pior pico da pandemia provocou uma antecipação caótica da corrida eleitoral. A popularidade de Jair Bolsonaro vem caindo, com o presidente sendo pressionado por todos os lados, enquanto Lula marcha livre e se aproxima do autoproclamado “centro”, que, por sua vez, se vê na obrigação de escolher um candidato dentre os nomes que vêm sendo aventados.

As pesquisas apontam Lula na liderança, no primeiro e no segundo turno, e identificam a existência de um eleitorado importante que não deseja votar nem em Lula nem em Bolsonaro, o que indica que há espaço para uma terceira candidatura. Alguns analistas consideram que, diante do derretimento do incumbente, essa terceira candidatura poderia figurar no segundo turno contra Lula. Confesso que, apesar de estarmos ainda muito longe da eleição, se tivesse que apostar, colocaria minhas fichas no cavalo Bolsonaro.

Continuar a ler

Avanço de regimes autoritários pelo mundo durante a pandemia

A intimação para depoimento na Polícia Federal de Guilherme Boulos por uma simples postagem em rede social e utilizando a Lei de Segurança Nacional, resquício da ditadura civil-militar brasileira, segue um roteiro de perseguição e intimidação a opositores no Brasil de Bolsonaro e, infelizmente, não é um caso isolado no mundo. Faz parte de uma tendência que se intensificou na pandemia, em uma “epidemia de autocratizações”. 

Lançado no último mês de março, o relatório V-Dem, do Departamento de Ciência Política da Universidade de Gothenburg, na Suécia, reuniu cerca de 3.500 pesquisadores ao redor do mundo para analisar aproximadamente 450 indicadores que medem aspectos políticos, jurídicos e econômicos, entre eles Liberdade do Judiciário, Liberdade do Legislativo, Liberdade de Expressão e Imprensa, manifestações políticas e a repressão governamental relacionada a elas, bem como o uso de fontes oficiais de cada governo para a disseminação de informações falsas. Os dados foram levantados em 202 países. 

Os países são classificados segundo quatro estágios: Autocracia Fechada, Autocracia Eleitoral, Democracia Eleitoral e Democracia Liberal; variando entre 0,0 (Autocracia Fechada) e 1,0 (Democracia Liberal). O relatório faz importantes apontamentos sobre o avanço de medidas governamentais autoritárias, de cerceamento de liberdades civis e direitos, ao redor do mundo desde 2015. Em especial, aponta que estas medidas têm se tornado mais agressivas no último ano, principalmente em países como a Hungria, Turquia, Brasil e Índia, tendo esta última perdido o status de “maior democracia do mundo” e se transformado em uma “Autocracia Eleitoral”. 

Em 2010, 48% da população mundial vivia em países “autocráticos”, enquanto em 2020 esse número subiu para 68%.

Continuar a ler

Brasil no Pior Clube das Democracias Deterioradas por Autocratas (por João Gabriel de Lima)

Na revista piaui Edição 178 de julho de 2021, João Gabriel de Lima publicou um longo ensaio sobre como o Brasil se aproxima da liga das democracias deterioradas. Compartilho-o abaixo.

O livro O Crepúsculo da Democracia, da escritora e jornalista norte-americana Anne Applebaum, começa numa festa de Réveillon. O local: Chobielin, na zona rural da Polônia. A data: a virada de 1999 para o ano 2000. O prato principal: ensopado de carne com beterrabas assadas, preparado por Applebaum e sua sogra.

A escritora, que já recebeu o maior prêmio do jornalismo nos Estados Unidos, o Pulitzer, é casada com um político polonês, Radosław Sikorski – na época, ele ocupava o cargo de ministro do Interior em seu país. Os convidados: escritores, jornalistas, diplomatas e políticos.

Segundo Applebaum, eles se definiam, em sua maioria, como “liberais” – “pró-Europa, pró-estado de direito, pró-mercado” – oscilando entre a centro-direita e a centro-esquerda. Como costuma ocorrer nas festas de Réveillon, todos estavam meio altos e muito otimistas em relação ao futuro. Todos, é claro, eram defensores da democracia – o regime que, no limiar do século XXI, parecia ser o destino inevitável de todas as nações do Ocidente.

Continuar a ler

Compra de Apoio Militar e Político

Corrupção é o efeito ou ato de corromper alguém ou algo, com a finalidade de obter vantagens em relação aos outros por meios considerados ilegais ou ilícitos. Etimologicamente, o termo “corrupção” surgiu a partir do latim corruptus. Significa o “ato de quebrar aos pedaços”, ou seja, decompor e deteriorar algo.

A ação de corromper pode ser entendida também como o resultado de subornar, dando dinheiro ou presentes para alguém em troca de benefícios especiais de interesse próprio, no caso, apoio militar e político.

À frente de um terço das estatais com controle direto da União, militares de Exército, Marinha e Aeronáutica acumulam as remunerações recebidas por integrarem as Forças Armadas e os salários ou benefícios pagos pelas empresas.

No governo de Jair Bolsonaro (sem partido), oficiais das três Forças ganharam cargos estratégicos e benefícios na administração pública federal, o que se estendeu às estatais, com salários altos e controle de orçamentos bilionários.

De 46 estatais com controle direto da União, 16 (34,8%) são presididas por oficiais de Exército, Marinha e Aeronáutica. A grande maioria deles está na reserva, e uma pequena parte está aposentada (reformada).

Um levantamento feito pela Folha (05/09/21) revela: em 15 das 16 estatais há acúmulos de remunerações. O oficial recebe tanto o valor equivalente ao exercício militar quanto a remuneração paga pela estatal.

Esses militares, assim, estão recebendo remunerações brutas que variam de R$ 43 mil a R$ 260 mil. Todos esses valores excedem o teto do funcionalismo público federal, de R$ 39,3 mil, que é o salário de um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).

No levantamento feito pela reportagem, uma única estatal informou ter aplicado um abate teto, para limitar os ganhos a R$ 39,3 mil: a EBSERH (Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares), responsável por 40 hospitais universitários federais e vinculada ao Ministério da Educação.

General de Exército da reserva, Oswaldo Ferreira auxiliou Bolsonaro desde a campanha eleitoral em 2018. Ele preside a EBSERH desde o início do governo, em 2019.

Como general quatro estrelas, a remuneração bruta é de R$ 31,1 mil. Como presidente da EBSERH, são mais R$ 28,6 mil brutos.

Até abril, havia a aplicação de um abate teto de R$ 25 mil. Isto deixou de ocorrer em razão da edição de uma portaria pelo Ministério da Economia, naquele mês, que permitiu o acúmulo de remunerações por militares da reserva que ocupam cargos no governo.

Assim, o teto passou a ser aplicado individualmente, em cada remuneração, o que levou ao acúmulo de ganhos.

A canetada beneficia diretamente Bolsonaro, o vice Hamilton Mourão e ministros que são militares, como Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Walter Braga Netto (Defesa) e Luiz Eduardo Ramos (Secretaria-Geral da Presidência).

Continuar a ler

O viagra do Bozo (por Maria Rita Kehl)

Maria Rita Kehl é psicanalista, jornalista e escritora. É uma pessoa muito estimada por quem a conhece. Publicou um artigo muito elogiado no site A Terra é Redonda (31/08/2021). Compartilho-o abaixo.

“Já repararam? Toda vez que a aprovação do presidente começa a, digamos, perder potência, ele convoca uma motociata. Tivemos uma quarta (ou quinta?), no ano que corre – o que indica que a força do homem que desgoverna o país anda bastante ameaçada. Nessas horas, nada como ter uma máquina possante entre as pernas.

Afinal, o que é uma motociata? Um monte de homens que, montados em objetos barulhentos, tentam intimidar seus opositores e ostentar a própria potência.

Verdade que o sólido “corpo” da motocicleta tem que ficar firme entra as pernas de quem as pilota. Compreendo a ilusão de potência causada, mesmo entre mulheres, por essa inocente conjunção. Além disso, motos fazem barulho, a depender do uso do acelerador de quem pilota.

Mas, ora essa: a potência das motocicletas não necessariamente se transfere a quem está em cima delas. As motociatas do presidente são um recurso que lembra a birra da criança contrariada: esperneia e berra o quanto pode, mas não consegue convencer o adulto a fazer o que ela quer.

Continuar a ler

Rupturas

https://www.youtube.com/watch?v=2vR2ic6IZGU

Dica: clicar no link acima e assistir o DOCUMENTÁRIO no YouTube.

Apresentado pelo escritor e jornalista Flávio Aguiar, o documentário “Rupturas” traz as reflexões do economista Luiz Gonzaga Belluzzo sobre o suicídio de Vargas em 1954, do jornalista Flávio Tavares sobre a Campanha da Legalidade em 1961, do sociólogo Emir Sader sobre o golpe de 1964, do político Roberto Requião sobre 1968, e da professora Carol Proner (Direito Internacional – UFRJ) sobre o golpe de 2016 e o impedimento de Lula em 2018.

Leia também o dossier publicado pela Carta Maior: https://www.cartamaior.com.br/?/Editoria/Memoria/Rupturas/51/51489

E use o feriadão para baixar e ler o livro publicado nesta semana: Brasil: Cinco Anos de Golpe e Destruição. https://fpabramo.org.br/publicacoes/wp-content/uploads/sites/5/2021/08/Golpe-5-anos-FPA.pdf

Inverno Árabe: Democracia Impopular

Gideon Rachman (Financial Times, 11/08/21) analisa a atualidade política do mundo árabe.

Há dez anos, pessoas em todo o mundo árabe celebravam a queda dos déspotas. Hoje, elas comemoram a queda da democracia.

Esses reveses da liberdade política no Oriente Médio têm implicações mundiais. Nos EUA, o presidente Joe Biden afirma que a batalha entre autocracia e democracia definirá este século. Em contraposição, Pequim promove o “modelo da China” que enfatiza a estabilidade e a ordem e não a liberdade política. Os acontecimentos no Oriente Médio são um mau presságio para a causa democrática.

Continuar a ler

Tiro no pé: mira do capitão reformado

César Felício (Valor, 06/08/21) fez uma análise da política eleitoreira do populista de direita em busca a qualquer custo de reeleição para ele e sua família não irem para a prisão. Segundo o título de sua coluna “Bolsa Família sozinho não ganha eleição”.

A proposta de um Bolsa Família recalibrado, com um aumento de pelo menos 50% em seu valor, é uma tentativa canhestra de “roubar uma bandeira / marca” do seu maior adversário, criador do programa de transferência de renda aos mais pobres com responsabilidade fiscal.

Mesmo com as restrições de natureza fiscal levantadas dentro do Ministério da Economia, a balança deve pender para o cálculo político em um governo com Ciro Nogueira na Casa Civil, Fábio Faria na Comunicação Social, Rogério Marinho no Desenvolvimento Regional e João Roma na Cidadania. Todos são membros fisiológicos do Centrão… E até mais sensíveis, social e politicamente, do que os ex-ministros militares…

O ganho eleitoral para o incumbente que aposta em programas de transferência de renda já está amplamente demonstrado. O PT converteu em redutos as áreas onde a população foi mais beneficiada pelo Bolsa Família de 2004 para cá, como mostram análises feitas por cientistas políticos. É algo incontroverso. Continuar a ler

Forças Armadas tomaram conta do super aparato de inteligência estatal (por Fernando Ameno – Intercept Brasil)

“Criamos um monstro”. Foi assim, em tom de lamento, que o general Golbery do Couto e Silva se referiu ao Serviço Nacional de Informações, o SNI, o aparato de informações estatal que ele ajudou a montar no início da ditadura militar no Brasil. O objetivo era assessorar o presidente da República com informações estratégicas. No regime militar, o sistema cresceu e se transformou em uma complexa teia, com ramificações em várias esferas do governo e empresas estatais com um objetivo: monitorar cidadãos. Se tornou o “monstro” que abastecia a repressão.

Corta para 2021. O SNI foi extinto em 1990, há mais de 30 anos. Vivemos em uma democracia. O governo é, teoricamente, civil. O país tem uma Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, e um complexo sistema legal que poderiam coibir eventuais abusos de espionagem por agentes do estado. Na prática, porém, está em curso, há pelo menos dois anos, a criação de um sistema de informações que se assemelha ao da ditadura – inclusive pelo livre acesso dos militares e pela falta de transparência e de controle público.

Em 2018, o então presidente Michel Temer publicou o Decreto nº 9.527, que criou a Força-Tarefa de Inteligência. Coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional, o GSI, e executada pela Agência Brasileira de Inteligência, a Abin, a Força-Tarefa tem como objetivo “analisar e compartilhar dados e produzir relatórios de inteligência entre os órgãos participantes para subsidiar elaboração de políticas públicas e ações governamentais no enfrentamento às organizações criminosas”.

Dela, fazem parte as Forças Armadas, a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras, o Coaf, a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal, o Departamento Penitenciário Nacional e a Secretaria de Operações Integradas do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Continuar a ler