Bancos no BRIC

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Link para a revista Desenvolvimento em Debate, cuja temática diz respeito aos sistemas bancários do BRIC: Brasil, Rússia, Índia e China. Está disponível no endereço: http://desenvolvimentoemdebate.ie.ufrj.br/edicoes_v_3_n_2.html .
Cópia digital da revistaDesenvolvimento em Debate_v3_ n.2_2015

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Estratificação Social da Riqueza e Renda no Brasil

TDIE 270

Coloco para download um Texto para Discussão de minha autoria — TD270 Estratificação Social da Riqueza e Renda no Brasil –, postado ontem no site do IE-UNICAMP. Contém resultados da minha pesquisa sobre distribuição da riqueza e renda entre as castas conforme dados das DIRPF 2014 – AC 2013 e da ANBIMA.

No caso de análise com base em castas, a sociedade não é vista como um aglomerado de indivíduos atomizados, como os individualistas tendem a enxergar, nem como composta das classes econômicas dos coletivistas, segundo as quais as pessoas são categorizadas conforme suas propriedades. A sociedade é analisada sim como composta de grupos profissionais, cada um dos quais gerando seu próprio ethos, isto é, espírito, caráter, mentalidade.

Nesse sentido, o conceito de casta será útil para uma análise distinta daquela de “luta de classes”, colocando o foco na dinâmica dojogo de alianças entre castas” como construtor da longa história da civilização. Creio que uma reflexão sobre o tema é importante para análise da conjuntura que vivemos no Brasil.

TDIE 270

Estratificação social da riqueza e renda no Brasil

AUTOR: Fernando Nogueira da Costa
5/2016

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Revista de Empreendedorismo, Negócios e Inovação

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Apresentação da Revista

Anapatrícia Morales Vilha

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Editorial

José Henrique Bassi Souza Sperancini

“O primeiro artigo, oferecido por pesquisadores do Instituto de Economia da Unicamp, ilustra o perfil dos artigos teóricos que pretendemos receber. A RENI visa divulgar conhecimento acadêmico e profissional com ênfase em análises interdisciplinares e avanços conceituais e metodológicos. Deseja promover artigos teóricos com conteúdos instigantes, provocativos e audaciosos de autores que aspiram aplicar energia na criatividade, no experimentalismo e na divulgação de insights mais do que no formalismo excessivo. Nesse sentido, o artigo de abertura explora análises interdisciplinares na fronteira teórica da Ciência Econômica. Analisando a Economia da Complexidade, o artigo reúne “insights” e escalas de análise interdisciplinares, buscando superar a visão econômica ainda inspirada no mecanicismo da Física newtoniana.”

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Economia Interdisciplinar

Fernando Nogueira da Costa; Taciana Santos; Daniel Pereira da Silva; Samir Luna de Almeida.

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Ciência da Complexidade Aplicada à Economia

Humanstemcell

As pessoas tendem a desenvolver uma mentalidade determinística e centralizada, ou seja, esperam que os sistemas tenham regras determinísticas que governem seus comportamentos, e que exista um controle central na maioria dos sistemas. Contudo, a maior parte dos sistemas complexos demonstra o oposto. Assim, expor os alunos de Economia aos conceitos da complexidade pode ajudar na contraposição dessa tendência de servidão ao controle, seja por O Mercado, seja por O Estado. Superarão o conceito de equilíbrio com o entendimento de auto-organização.

Apresento a partir do Texto para Discussão 2107 (Brasília : Rio de Janeiro : Ipea; julho de 2015), Perspectivas da Complexidade para a Educação no Brasil, das pesquisadoras Patrícia Alessandra Morita Sakowski & Marina Haddad Tóvolli, alguns dos pressupostos epistemológicos das Teorias Quânticas e Biológicas como dialogicidade, incerteza, etc. É possível uma ressignificação das práticas econômicas a partir deles, abandonando o mecanicismo por perceber e a interpretar o mundo a partir da Física clássica, em que a realidade é apresentada como estável, previsível e predeterminada. Continue reading “Ciência da Complexidade Aplicada à Economia”

Glossário sobre Complexidade

Complexidade do Cérebro

Do Texto para Discussão 2107 (Brasília : Rio de Janeiro : Ipea; julho de 2015) Perspectivas da Complexidade para a Educação no Brasil, das pesquisadoras Patrícia Alessandra Morita Sakowski & Marina Haddad Tóvolli, ambas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, é possível extrair os conceitos-chave, ou melhor, o jargão técnico da Ciência da Complexidade quando aplicada também à Economia.

Quase como um glossário, ou seja, um dicionário de palavras de sentido obscuro ou pouco conhecido, adaptarei, esquematicamente, um conjunto de termos dessa área de conhecimento e seus significados para aplicações multidisciplinares. Analogamente, focalizarei as interações com Economia.

Sistemas complexos abrangem um grande número de agentes heterogêneos, cuja interação leva a aprendizado e cognição.

Eles são compostos de camadas interconectadas, cada uma das quais dá suporte e restringe as outras camadas.

Por meio de mecanismos de retroalimentação (feedback) e adaptação, esses sistemas e seus agentes coevoluem.

Os agentes heterogêneos de um complexo sistema econômico são, por exemplo, setor privado, setor público e setor de atividade:

  • cada agente econômico aprende de um modo diferente,
  • cada governo tem o seu método de incentivos e penalidades, e
  • cada setor de atividade possui um modo particular de produzir e lucrar.

O aprendizado surge não somente das informações e normas transmitidas pelos governos, mas também é resultado das interações entre os agentes econômicos e outros indivíduos, seja CPFs, seja CNPJs, em ambientes formais e informais. Continue reading “Glossário sobre Complexidade”

Macroeconomia como Sistema Complexo

Mapa do cerebro

O capítulo Economia como Objeto Complexo de autoria de Orlando Manuel da Costa Gomes, no livro Modelagem de sistemas complexos para políticas públicas (editores: Bernardo Alves Furtado, Patrícia A. M. Sakowski, Marina H. Tóvolli – Brasília : IPEA, 2015), possui um tópico com o título deste post. Vou resumi-lo.

A economia é vista por autores clássicos e neoclássicos como uma entidade governada:

  1. pela interação,
  2. pela evolução,
  3. pela aprendizagem,
  4. pela adaptação e
  5. pela dependência em face do passado.

Eles também argumentaram em favor de se estabelecerem alguns pressupostos simplificadores com o objetivo de discernir uma ordem onde apenas uma multitude descoordenada de relações era aparente.

Os autores que mais contribuíram para a teoria econômica, ao longo do século XX, nomeadamente John Maynard Keynes ou Milton Friedman, nunca se esconderam por detrás de simples modelos mecânicos para disfarçar a complexidade do sistema econômico.

Seus intérpretes simplificaram essa complexidade em modelos de análise básicos e estilizados. Então, foram ensinados em sala de aula e usados como referência para a implementação de políticas que almejavam alcançar um equilíbrio geral. Continue reading “Macroeconomia como Sistema Complexo”

Discussão de Economia Interdisciplinar

Seminário 30.03.16

Para downloadTDIE 261 Economia Interdisciplinar

Pós-tudo (e neonada), o economista em crise deitou no divã. Quando são dolorosos ou inapropriados demais para que a mente consciente possa suportar, ideias, memórias e impulsos são reprimidos. Ficam armazenados no inconsciente, junto com os impulsos instintivos, no qual não são acessíveis pela consciência imediata. Continue reading “Discussão de Economia Interdisciplinar”