Capital e Dívida: Dinâmica do Sistema Capitalista. Baixe o Livro

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O livro para download gratuito – Fernando Nogueira da Costa – Capital e Dívida – Dinâmica do Sistema Capitalista. 2020 – reúne meus artigos/posts escritos no primeiro trimestre de 2020. Estão ordenados por níveis de abstração, desde a Ciência Abstrata até a Regulação, passando pela Evolução, no plano das Teorias Aplicadas de diversas áreas de conhecimento, e a Decisão em Finanças Corporativas. Busca, como é esperado pelo leitor, uma Conclusão.

O propósito desse exercício intelectual foi o entendimento da Dinâmica do Sistema Capitalista por meio da acumulação dos estoques de Capital e Dívida. Registra meu maior interesse de estudo e pesquisa, no período citado, ter sido em torno do conceito-chave de Alavancagem Financeira. É fundamental para a compreensão da evolução do Capitalismo Financeiro como um Sistema Complexo e Dinâmico desde sua gênese.

No primeiro capítulo (Abstração), apresento as inspirações dos intérpretes do capitalismo na Física, seja na de Isaac Newton, seja na de Albert Einstein, evoluindo a Ciência Econômica para ser uma Ciência da Complexidade. A evolução do sistema capitalista como um processo histórico e espacial foi anterior às ideias dos pensadores iluministas em defesa do Liberalismo “laissez-faire” contra o Mercantilismo da intervenção estatal.

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Padrões Emergentes: Ordem Fora do Caos

David Colander e Roland Kupers, coautores do livro “Complexity and the Art of Public Policy: Solving Society’s Problems from the Bottom Up” (Princeton University Press, 2014), afirmam: como a Teoria do Caos, a Teoria da Complexidade trata de sistemas dinâmicos não-lineares, mas, em vez de olhar para sistemas não-lineares se tornando caóticos, ela se concentra em um subconjunto de sistemas não-lineares. Eles, de alguma forma, passam espontaneamente para um estado ordenado. Então, a ordem sai de um possível caos.

A visão da complexidade é: esses sistemas representam muitos dos estados ordenados observados. Eles não têm controlador e são descritíveis não por metáforas mecânicas, mas por metáforas evolucionárias. Essa visão é central para a Ciência da Complexidade e a Política em Complexidade.

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Sistemas Fractais e Dinâmica de Replicadores

David Colander e Roland Kupers, coautores do livro “Complexity and the Art of Public Policy: Solving Society’s Problems from the Bottom Up” (Princeton University Press, 2014), apresentam dois elementos centrais de sistemas complexos: fractais e dinâmica de replicadores.

Um sistema fractal é um sistema com um padrão auto-semelhante, onde as dimensões mais altas de um sistema têm a mesma estrutura em relação às dimensões mais baixas de um sistema.

A costa de uma ilha é um fractal, assim como milhares de outros aspectos da realidade. Se olharmos de longe para uma costa, ela parece relativamente reta, mas, à medida que nos aproximamos, ela tem um conjunto de cantos e recantos aleatórios. Então, à medida que nos aproximamos, os cantos e recantos têm seus próprios recantos e recantos aleatórios, que, por sua vez, têm seus próprios recantos e recantos, e todos os recantos e recantos em várias escalas têm a mesma aparência.

Uma árvore é outro exemplo semelhante quando você aumenta o zoom, passando de galhos maiores para galhos. A razão pela qual as árvores se parecem com isso é que elas não são construídas com um grande design, mas com algumas regras simples codificadas em seus genes. Eles programam um ramo para se dividir de vez em quando. O resultado dessa replicação em várias escalas é um fractal.

Existem várias propriedades matemáticas dos fractais, mas o importante para a Ciência da Complexidade é ser possível identificar sua dinâmica de replicadoreso conjunto de regras governantes da evolução de um sistema fractal.

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Redescoberta da Complexidade

David Colander e Roland Kupers, coautores do livro “Complexity and the Art of Public Policy: Solving Society’s Problems from the Bottom Up” (Princeton University Press, 2014), afirmam: o quadro de complexidade está se desenvolvendo agora devido aos avanços na tecnologia computacional e analítica. Eles tornaram possível analisar formalmente questões antes consideradas muito complicadas para serem analisadas.

Os avanços no kit de ferramentas de complexidade estão permitindo os cientistas conceituarem formalmente relacionamentos e processos. Antes não podiam ser formalizados ou pareciam tão embaçados a ponto de não poderem ser vistos pela Ciência.

Os humanistas podiam vê-los. Por isso, os humanistas muitas vezes tiveram tantos problemas com as prescrições políticas e a visão de mundo dos economistas. Porém, esses humanistas foram descartados porque o que eles estavam falando era delicado e ia além da simplificação analítica necessária para a ciência.

Um dos efeitos da revolução da complexidade é o antes considerado apenas ideias estapafúrdias dos humanistas estão sendo integrados ao pensamento das Ciências Sociais e servem ao aconselhamento sobre políticas públicas. Combine a sensibilidade de um humanista com um treinamento matemático formal e você terá um cientista de complexidade.

A Ciência da Complexidade concentra-se em como os sistemas podem fazer a transição por conta própria para um estado mais ordenado. A maioria das pessoas espera o comportamento de sistemas envolvendo muitas interações seja caótico.

Uma descoberta importante da Ciência da Complexidade é, surpreendentemente, muitos não são caóticos. Essa visão de complexidade – onde os sistemas podem se auto-organizar – é uma visão importante para todos os formuladores de políticas e deve ser incluída como parte de sua abordagem. Essa forma de auto-organização é chamada de “emergência“.

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Não existe almoço de graça, mas há política de baixo custo

David Colander e Roland Kupers, coautores do livro “Complexity and the Art of Public Policy: Solving Society’s Problems from the Bottom Up” (Princeton University Press, 2014), afirmam o quadro de complexidade ter a capacidade de eliminar as suposições limitantes nas quais o quadro de política padrão se baseia:

  1. não supõe as pessoas serem hiper-racionais;
  2. não assume a dinâmica do sistema ser linear;
  3. não pressupõe os gostos não serem afetados pelo processo;
  4. não assume ser possível ao governo controlar tudo;
  5. não supõe o mercado competitivo possa de alguma forma existir independentemente do governo e de outros sistemas naturais sociais;
  6. não assume a estrutura institucional ser fixa.

Por esses não pressupostos, o quadro de políticas de complexidade altera a natureza da discussão sobre políticas. Os quadros de políticas, como tudo em um sistema complexo, oferecem o melhor retorno possível quando são desenvolvidos. Eles fornecem novas maneiras de pensar sobre as coisas.

Quando o quadro de políticas padrão surgiu, ele forneceu aprimoramentos de políticas, classificados de “almoços gratuitos”. Com o tempo, os “almoços grátis” foram capturados pelo mercado, e passaram a ser “lanches gratuitos”, mas com o tempo esses também foram explorados de maneira lucrativa.

Não são apenas “as grandes refeições”. O fato de o modelo de política padrão estar sendo usado como o único quadro significa a sociedade estar perdendo as realmente grandes ideias políticas, isto é, as festas gourmet postas na mesa, esperando para serem comidas.

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Política de Ativismo Laissez-Faire de Baixo para Cima

David Colander e Roland Kupers, coautores do livro “Complexity and the Art of Public Policy: Solving Society’s Problems from the Bottom Up” (Princeton University Press, 2014), reafirmam a definição formal de ativismo laissez-faire.

Essa é uma abordagem capaz de incentivar políticas ativistas projetadas para criar uma ecoestrutura dentro da qual a política de laissez-faire possa florescer. É uma política projetada para criar uma ecoestrutura social viável na qual indivíduos, ou coleções de indivíduos, resolvam problemas de baixo para cima, sem o uso de um coordenador central.

A política ativista de laissez-faire é uma política de baixo para cima, na qual as pessoas ajudam a resolver os problemas da maneira mais eficiente possível, através da modificação auto imposta voluntária, coletiva e cooperativa de seus impulsos egoístas.

Colander e Kupers acreditam as soluções de baixo para cima prometerem, de maneira significativa, abordar até questões sociais amplas. Mas projetá-los com precisão com base em modelos de complexidade ainda está além de suas habilidades.

Nesse ponto, tudo o que podem fazer é delinear o tipo de políticas a emergir da complexidade da visão política de baixo para cima.

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Quadro da Política de Complexidade

Para todo problema complexo,
há uma resposta clara, simples e errada
. (H. L. MENCKEN)

David Colander e Roland Kupers são coautores do livro “Complexity and the Art of Public Policy: Solving Society’s Problems from the Bottom Up” (Princeton University Press, 2014). Descrevem os quadros de política fundamentalista de mercado e de controle de estado, para explicar detalhadamente o quadro de política de complexidade.

A primeira coisa a observar sobre o quadro de políticas em complexidade é, embora o fundamentalista de mercado e o modelo de controle estatal tenham chegado a respostas definitivas simples às políticas, o quadro de políticas considerando a complexidade não. Não é possível dizer uma política ser teoricamente melhor em lugar de outra. Para a Ciência da Complexidade, a política não possui uma resposta teórica definida.

Seu quadro recebe orientação da teoria, mas não prescreve respostas definitivas. As decisões políticas fazem parte de um conjunto de decisões em evolução, sendo tomadas em um complexo sistema em evolução.

Qualquer decisão tomada em determinado momento se baseia em um conjunto de decisões em desenvolvimento, tomadas no passado, e terá consequências desconhecidas para decisões futuras. Está sendo feito de maneira distante de um conhecimento perfeito de um processo em permanente andamento. A política de complexidade fornece amplas opções e ideias para novas direções criativas na política, não recomendações precisas.

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