Quatro Tipos de Escritor segundo Design do Escritor

Os 4 tipos de escritor são, embora não pareça, uma ferramenta essencial do ponto vista literário, porque define a maneira como você escreve sua história.

Antes de tudo, há dois métodos básicos:

  1. o Método Criador diz respeito a apenas escrever e mais nada, escrevendo milhares de palavras sem parar, aproveitando o brainstorm, literalmente, tempestade cerebral, mas na verdade é uma série de ideias surgindo na sua mente até ela se esgotar.
  2. o Método Editor consiste em revisar o material já escrito de maneira a torná-lo mais legível e poético, e não só palavra ao lado de palavra.

Os Métodos em si têm de coexistir, mesmo quando você só escrever seus capítulos e os publicar, o simples fato de filtrar uma parte das ideias já seria no caso o Método Editor, enquanto escrever seria o Criador.

Escritor Improvisador é quem escreve in loco mesmo, sem um tópico ou um resumo do capítulo onde planeja o que escrever. Se ele tem uma ideia ele vai com ela até o fim sem deixar ela de lado. Vai escrevendo sem parar até não poder mais. Exemplos são Arthur Conan Doyle e Stephen King.

Escritor Improvisador Editor é quem escreve só uma parte improvisando, mas ao invés de continuar, ele para e reescreve o texto até ele ficar todo arrumado, é basicamente um improvisador organizado. Exemplos são Agatha Christie e George RR Martin.

Escritor Planificador Improvisador é quem escreve só uma parte planejada, mas ao invés de parar, ele improvisa mais um pouco, e depois planeja outra parte, esse tipo tem duas subdivisões: uma o Planificador Improvisador e outra o Improvisador Planejador. Exemplos são John Abercrombie e Isaac Asimov.

Escritor Planificador é quem planeja todos os capítulos, não costuma variar muito sua história e, geralmente, muda apenas a parte final para criar, por exemplo, os chamados Plot Twists. Exemplos são Tolkien Arthur e C. Clarke.

Os modus operandi dos quatro tipos de escritores são os seguintes

O Improvisador só escreve até a revisão final. Como não tem de passar horas planejando roteiros e sumários, ele só escreve. Depois de escrever, ele volta, relê o que está escrito, isto é, obra completa, portanto, quem se dá o trabalho de reescrever o que fez e escreve por capítulos é um Improvisador Editor e não há nada de mau nisso. Depois de corrigir tudo mal escrito, o improvisador relaxa. Caso não leia, porque ele estava escrevendo e sabia tudo sobre o capítulo começado do nada e então tendo se colocado a escrever, desenfreadamente, talvez ele esteja publicando por capítulos de novela. Então, ou ele escreve muito bem, ou escreve muito mal – e não se importa com o que está fazendo.

O Improvisador Editor escreve como o Improvisador, mas ao invés de parir o capítulo e partir para o outro, ele para, lê o capítulo recém escrito, corrige ele, deixa muito melhor e volta a escrever. Exemplos como esse são George Martin: demora anos pra corrigir o capítulo até deixar ele perfeito, ou da Agatha Christie, ela gostava de refletir bastante sobre os casos policiais em suas obras.

O Planificador Improvisador planeja um resumo do resumo de seu livro e deixa os capítulos não lineares ou menos importantes de lado. Pode também planejar um capítulo específico e no outro improvisar, e por aí vai, de maneira existirem possibilidades e ideias diferentes. Este tipo é conhecido também como Floco de Neve e aplicado na maioria por autores de Fantasia e de Ficção Científica.

O Planificador planeja. Muitos autores mais planejam sumários em lugar de os escrever, e quando o fazem, não param para pensar se pode mudar isso ou aquilo. Só o fazem em partes menos importantes, como capítulos não lineares, personagens menos marcantes e ambientes sem muita coisa em especial ou genéricos. Esse método é aplicado no geral por autores com renome como Tolkien e Orwell.

Os Quatro Tipos de Escritores possuem entre si outros tipos. Eles se categorizam como subespécies. Por exemplo, os Planificadores Improvisadores possuem diferenças entre si a partir do sentido como são abordados.

O Improvisador Flecha tem tanto o texto quanto a ideia possivelmente ambos originados do nada. Ele pode escrever de preferência como um Planificador, mas se ele procurar sua ideia não por pesquisa, mas por um esforço criativo, essa postura o torna um Improvisador Flecha.

O Improvisador Arquiteto é quem já terminou. Só é um Improvisador Arquiteto quando já terminou seu livro. Mas por que esse nome? Bem, ele basicamente lê todas as pontas de sua história e vai a separando em partes, tirando capítulos até torná-la perfeita.

O Improvisador Idealista é quem escreve a partir da ideia. Ele tem ideia de alguns capítulos e como eles vão se desenvolver, sabe como escrevê-los e como levar a história até lá, mas não ponto a ponto, por isso ele é um improvisador.

O Improvisador Editor é quem gosta de reler seus textos, se divertir com ideias originais e talvez até mesmo rir de besteiras já cometidas. Portanto, ele desenvolve um gosto por reler e aproveita o tempo perdido escrevendo ao reler seus textos.

Quem prefere reler continuamente tem medo de escrever mal, portanto, ele aproveita todo o tempo no intuito de melhorar seus textos. Outro, geralmente, aproveita para escrever mais e depois pensar em suas ideias em vez de parar para ler. Mas fica um tanto receoso em publicar textos sem filtrá-los. Pode também ser considerado perfeccionista quem quer a todo custo ter uma redação boa, colocar todas as informações imaginadas necessárias de lá estar, e contar uma história com pé e cabeça.

Quem tem de se reler continuamente, no geral, não confia em escrever muito bem, portanto, será uma porção menor entre todos os autodenominados escritores. A diferença entre o que prefere e o que tem, é o histórico de sucesso. O que prefere sabe algumas coisas estarem ruins, mas não arrisca. Sabe escrever mal, e por ter relido textos antigos, ou por crítica, sabe haver coisas horríveis na sua escrita e/ou na redação. Por isso, relê pelo motivo precaução.

O Planificador Improvisador age como estivesse atuando em um filme. Ele bola um plano, mas, em algum momento, ele se solta e parte para o improviso, preenchendo partes vazias e eliminando as pontas soltas. Esse tipo de corte e costura pode se dar só no final. Em livros, geralmente, o escritor atua com uma tesoura, porque é justamente isso que ele faz: tira o que não está bom e enche o que precisa estar.

O Improvisador Planificador é justamente o oposto, ele vai escrevendo por improviso até uma parte, mas na parte X, ele decide planificar o capítulo e escolher caminhos alternativos. Lembrando: este é um tipo possuidor de planos iniciais apenas para certos pontos da história.

O Estrategista disposto a se arriscar investe em uma ideia tentando descobrir se tanto sua improvisação para retirar o que está ruim quanto seus planos para o futuro resultam em algo, no caso, uma cena interessante.

Ser um Planificador Prisioneiro não é ruim, mas, no geral, ele não está aberto a outras ideias, é um como Tolkien: planejou a ideia da história de Frodo a partir da mitologia nórdica e mitos britânicos, e não escreveu tal capítulo porque teve uma ideia. Esse tipo de planificador tem sua história planejada e na maioria das vezes está escrevendo um novo Universo.

O Planificador Darwinista possui mente aberta, mas nem tanto. Ele por exemplo não vai fazer seu personagem principal tímido sair falando palavrão, mas vai abrir brechas literárias capazes de danificarem ou beneficiarem a ideia original do primeiro sumário. Portanto, ser um planificador evolucionista exige adaptar ambientes, personagens e cenas, tanto estética, quanto psicológica ou cronologicamente, para torná-lo mais adequado ao novo meio-ambiente narrado.

O Planificador Aberto é falho e infalível ao mesmo tempo. Sua história está sempre melhor, devido à mente aberta do autor. Ele, ao ler um livro ou uma revista, ver um filme ou alguma série, melhora a trama de sua história, dá um fundo histórico ao seu personagem e aprende a descrever a casa onde seu personagem mora. Mas ficar reescrevendo toda vez quando vê um jornal ou descobre um fato histórico pode ser uma âncora – e não lhe tirar do lugar.

Fonte: https://www.designdoescritor.com/single-post/2019/02/01/Os-4-tipos-de-escritor?

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