Projeções do FMI para a Economia Brasileira: Riscos 3C

O Fundo Monetário Internacional (FMI) está atento aos sinais da inflação global, mas não vê, no cenário-base, riscos de estagflação (índices de preços subindo sem crescimento econômico), afirmou Gita Gopinath, economista-chefe da instituição, em coletiva de imprensa para comentar o último “Panorama Econômico Mundial” (WEO, na sigla em inglês).

“A inflação é um dos riscos que destacamos no relatório. Vimos acelerar em muitos países, mas eu quero frisar que não é um fenômeno mundial uniforme”, disse ela.

O FMI atribui a pressão de preços, em geral, a rupturas nas cadeias e alta das commodities. A expectativa é que a inflação retorne a níveis mais “normais” (pré- covid) em meados de 2022. Gopinath destacou, porém, que o grau de incerteza é “tremendo” e há heterogeneidade grande entre países, com riscos de alta, por exemplo, para Estados Unidos e Reino Unido. “Para os EUA, pode demorar um pouco mais, talvez até o fim do ano [que vem]”, indicou.

Já em alguns países emergentes e em desenvolvimento, a pressão poderá persistir por causa dos preços de alimentos e combustíveis e pelo efeito da desvalorização cambial sobre bens importados, aponta o relatório.

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Era do Desenvolvimentismo X Era do Neoliberalismo

Nota: observe o gráfico “maroto” acima, ao colocar na média das Grandes Depressões do Delfim/Regime Militar o ano de 1980 em lugar do ano de 1983. E em 2016 a responsabilidade foi do golpista Temer!

O neoliberalismo exclusivamente econômico, defendido pelo jornalismo “oficioso” brasileiro, já deu! Deu 4 décadas de estagflação na economia brasileira! Chega!

Pior, a misoginia de diretor adjunto de Redação ataca sem parar a Presidenta Dilma até hoje! A culpa pela defesa do golpe não foi ultrapassada: é uma mancha na história pessoal dos golpistas irrevogável.

Há cinco anos do golpe de abril de 2016, ainda ele quer culpar a Dilma pela tragédia para um país com quase 70 milhões de miseráveis (considerando-se o número de pessoas atendidas hoje pelo Bolsa Família, acrescido daqueles que estão na fila e ainda estão recebendo o auxílio emergencial) e mais de 100 milhões de pobres.

Considerando-se o fato de que, nos três anos seguintes à depressão, a economia patinou sob o governo golpista temeroso e depois do genocida incapaz – alta de 1,3% em 2017, de 1,8% em 2018 e de apenas 1,4% em 2019. Encolheu 4,1% em 2020 por causa da pandemia.

Depois da volta da Velha Matriz Neoliberal, sob os prepostos de O Mercado, provavelmente, foram os piores sete anos da economia o brasileira. Durante a Era Desenvolvimentista, entre as décadas de 1950 e 1970, foi a que mais avançou, até então, na história da humanidade.

E o pior é, novamente por culpa do próprio governo neoliberal, a economia brasileira deverá crescer neste ano, depois de ter ido ao fundo do poço no ano passado, abaixo do que se esperava. Há pouco mais de dois meses, O Mercado esperava expansão de quase 6% em 2021. O ministro da Economia, um imbecil incapaz de qualquer iniciativa para retomada do crescimento econômico sustentado, já está prevendo algo pouco acima de 4%.

Para o ano que vem, o ritmo volta ao “novo normal” inaugurado pelo pós-recessão de 2014-2016. E a elite se imagina sem consenso político para sair disso, quando “o povão” já escolheu: volta, Lula!

FEBRABAN Democrática X FIESP Golpista e FINTECH Oportunista

Fui diretor-executivo da FEBRABAN, representando a CAIXA, entre março de 2003 e maio de 2007. Lá vi o papel dela ser a defesa dos interesses sistêmicos de todos participantes do Sistema Financeiro Nacional, inclusive os clientes, cujos bancos fazem gestão de seu dinheiro. Talita Moreira, Álvaro Campos e Lucinda Pinto (Valor, 08/10/21) informam: a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) deixou de lado sua habitual discrição e foi para os holofotes nos últimos meses.

No episódio mais recente, deflagrou pelas redes sociais um debate com a Zetta, associação de fintechs de peso, como Nubank e Mercado Pago. Semanas antes, ganhou as manchetes por causa da adesão a um manifesto que pregava a pacificação entre os Poderes, em recado claro ao tom beligerante que o presidente Jair Bolsonaro vinha adotando.

Esses são os casos mais visíveis, mas a mudança de postura vai muito além. Passa também por uma agenda frequente de divulgação de pesquisas – em alguns casos, sobre temas que não se restringem ao setor financeiro – e pela realização de eventos.

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Herança Maldita para um próximo Governo Social-Desenvolvimentista

Marsílea Gombata e Anaïs Fernandes (Valor, 14/10/21) avaliam: a pandemia deixou marcas na economia brasileira que devem se estender pelos próximos anos e levar a desdobramentos que pesarão sobre o produto potencial do país. Mais do que aprofundar a crise pela qual o Brasil passava antes da covid-19, a pandemia pode ter prejudicado em caráter mais duradouro a alocação de recursos, a produtividade e a capacidade de crescimento, dizem economistas.

Diferentemente do que se temia no início da crise sanitária, as cicatrizes não se dão tanto no sentido de perda de capital, com fechamento de empresas, mas no que diz respeito à recuperação do emprego e às perdas de aprendizado com escolas interditadas.

“Não houve fechamento de muitos negócios, como se temia, o que levaria à destruição do estoque de capital e a uma retomada mais lenta no pós-pandemia. Isso foi evitado, as empresas mostraram capacidade de resiliência tremenda e medidas de liquidez ajudaram a atravessar isso sem muitos danos estruturais”, diz Alberto Ramos, economista do Goldman Sachs. “Mas vamos sair da pandemia extremamente endividados, tanto o governo quanto as famílias, o que levará a um crescimento com debilidade pela frente.”

Há cicatrizes no mercado de trabalho, sofrendo desde a crise de 2014. “Houve contração de proporções bíblicas no mercado de trabalho, que já mostrava ociosidade. Há uma franja de desemprego de longa duração expressiva, com pessoas sem trabalho há anos, o que deve pesar sobre o crescimento.”

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“Tempestade Perfeita”: Crise Pandêmica Sistêmica

Joe Biden obteve promessas do Walmart e das empresas de remessas UPS e FedEx de que aumentarão seu expediente de trabalho para tentar atenuar os gargalos da cadeia de suprimentos que estão emperrando as recuperações econômicas dos EUA e mundiais.

As três empresas se comprometeram a adotar um modelo de 24 horas e sete dias por semana de trabalho, como parte de um esforço para eliminar o descompasso entre o forte crescimento da demanda e a recuperação mais lenta da oferta e atenuar a escassez.

Autoridades do governo Biden observaram que, juntas, a UPS e a FedEx, remeteram 40% das encomendas americanas, em termos de volume em 2020, e que sua iniciativa levará outras a fazer o mesmo. Elas também solicitaram a Target, a Home Depot e a Samsung para adotar medidas para tirar mais contêineres dos portos.

O governo Biden tem pressionado empresas de frete ferroviários, transporte rodoviários e de portos a aumentar sua capacidade a fim de atender à demanda crescente. Mas muitos enfrentaram dificuldades para encontrar mão de obra suficiente e a escassez de espaços de armazenagem próximos aos portos exacerbou os gargalos.

As perspectivas para a economia mundial estão mais sombrias, com uma série de dados da Europa e da Ásia sugerindo que o crescimento foi mais fraco no terceiro trimestre, afetado pelos problemas com cadeias de suprimentos globais, forte aceleração da inflação e impacto da variante delta da covid-19, altamente contagiosa.

Da Suécia ao Reino Unido e da Alemanha ao Japão, portos congestionados e gargalos no fluxo mundial de matérias-primas e componentes abalaram os fabricantes, interrompendo a produção das fábricas e levando as empresas a alertarem seus clientes que terão de esperar por produtos de que precisavam com urgência.

Dados divulgados ontem mostram que o Reino Unido – uma das poucas grandes economias a publicar mensalmente números sobre seu PIB – teve uma modesta expansão de 0,4% em agosto, depois de contrair em julho.

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Legado de Governos do PT: Investimentos para Extração de Petróleo do Pré-Sal

A produção nacional de óleo e gás caiu 0,44% em setembro, em relação a agosto, para 3,839 milhões de barris diários de óleo equivalente (BOE/dia), segundo a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Este foi o segundo mês consecutivo de baixa no indicador. Na comparação anual, por outro lado, houve um aumento de 3,9% nos volumes, sustentado, sobretudo, por novos recordes do pré-sal.

Ao todo, a extração na camada abaixo do sal foi de 2,85 milhões de BOE/dia em setembro, um crescimento de 2,9% em relação ao mês anterior e de 10% na comparação anual. A produção no pré-sal representou 74,1% da produção nacional – o maior percentual da história.

O aumento gradual (ramp-up) do FPSO (plataforma flutuante) Carioca, tendo entrado em operação em agosto, no campo de Sépia, ajuda a explicar, em parte, a marca histórica das operações no pré-sal.

Segundo a ANP, a produção acumulada no pré-sal, desde a descoberta de Tupi (ex- Lula), em abril de 2009, soma 5,02 bilhões de barris de óleo equivalente. Esse número já ultrapassou, por exemplo, toda a produção acumulada em campos terrestres desde 1941, de 4,96 bilhões de barris óleo equivalente.

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Direito à Resposta na Imprensa Partidarizada

Guilherme Mello: Professor do IE-Unicamp (Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas), coordenador do programa de pós-graduação em desenvolvimento econômico do IE-UNICAMP e coordenador do Núcleo de Economia ligado a Fundação Perseu Abramo

Eduardo Fagnani: Professor colaborador do Instituto de Economia da Unicamp

Aloizio Mercadante: Doutor em economia, é presidente da Fundação Perseu Abramo, ex-deputado e senador (PT-SP), ex-ministro de Ciência e Tecnologia e da Educação e ex-chefe da Casa Civil da Presidência (Dilma Rousseff)

“No final de semana, a Folha publicou o artigo “Lula presidente?”, do economista Rodrigo Zeidan, no qual o autor comenta a possibilidade de sucesso de um novo governo Lula e deixa claro que prefere uma suposta “terceira via”. Na conclusão, diz que o saldo dos governos petistas foi negativo e acusa a esquerda de incompetência.

Cada cidadão brasileiro tem o direito de ter suas preferências políticas. Mas isso não autoriza a distorcer os dados e a história para forçar a realidade e se enquadrar nas suas preferências ideológicas. Assim só se criam narrativas fantasiosas que tantas vezes enganam o cidadão eleitor.

Não há dados que sustentem a surrada narrativa de que o sucesso do estilo de desenvolvimento distributivista dos governos petistas tenha sido um sucesso apenas no primeiro governo Lula. Para ‘demonstrar’ seus desejos, o autor ignora completamente a rápida superação da crise de 2008-2009, a saída do mapa da fome, a contínua redução da pobreza, da miséria e do desemprego, todas conquistas posteriores a 2007.

Luiz Inácio Lula da Silva – Ueslei Marcelino – 08.out.2021/Reuters

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Mercado de Trabalho nos EUA: Falta de Mão-de-Obra

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A falta de mão de obra está se tornando um problema constante da economia dos EUA, fator que está remodelando o mercado de trabalho e levando as empresas a se adaptar elevando os salários, reinventando os serviços e investindo em automação.

Após mais de um ano e meio de pandemia, os EUA ainda estão com 4,3 milhões de trabalhadores a menos. Isso mostra quão maior seria o mercado de trabalho americano se a taxa de participação – a parcela da população de 16 anos ou mais que está ocupada ou procurando emprego – tivesse voltado ao nível de 63,3% de fevereiro de 2020. Em setembro, essa taxa estava em 61,6%.

A falta de trabalhadores ocorre num momento em que os empregadores americanos enfrentam dificuldades para preencher mais de 10 milhões de novas vagas e para atender à disparada da demanda de consumo. Em outro sinal do grau de aperto por que passa o mercado de trabalho, os pedidos de seguro-desemprego – um indicador das demissões em todo o território americano – caíram para 293 mil no começo do mês, a primeira vez desde o início da pandemia em que recuaram para abaixo de 300 mil, segundo o Departamento do Trabalho.

A participação caiu de maneira generalizada, em todos os grupos demográficos e campos profissionais, mas recuou especialmente entre mulheres, trabalhadores sem curso superior e os que operam em setores de serviços de baixa remuneração, como hotéis, restaurantes e atenção à infância.

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Estratificação Social e Moradia em São Paulo

Ana Luiza Tieghi (FSP, 17/10/21) informa: em São Paulo, apenas os 10% mais ricos conseguem comprar um imóvel de valor mediano. Custa cerca de R$ 600 mil.

Os dados são da plataforma de inteligência de mercado Urbit. Criou um índice para verificar a acessibilidade financeira dos imóveis na cidade, comparando a renda dos paulistanos com o valor dos apartamentos.

Segundo a pesquisa, um casal com dois filhos com uma renda mediana consegue comprar um imóvel de até R$ 190 mil. Uma pessoa ao morar sozinha tem poder de compra para um imóvel de até R$ 110 mil.

Nenhum bairro da cidade tem apartamentos com três ou quatro quartos que caibam nesse orçamento, e a oferta de imóveis de até R$ 190 mil está concentrada em apartamentos de um dormitório.

A renda mediana, ou seja, no meio entre a porção de renda mais baixa e mais alta da cidade, foi estimada em R$ 3.887 para um casal com dois filhos e em R$ 2.390,93 para quem vive sozinho. Na média de São Paulo, uma pessoa que vive só precisa acumular o equivalente a 14 anos de salário para comprar um imóvel de um quarto. A situação é ainda pior para o casal com dois filhos, que precisa juntar 25 anos de trabalho, sem outros gastos, para comprar um imóvel de 3 ou 4 quartos.

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Risco de Pobreza

Crianças e adolescentes pobres no Brasil sofrem não apenas por causa da renda mais baixa, mas por causa da fragilidade dessa renda. Estudo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social, a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, mostra que os domicílios pobres apresentam características que deixam a renda da família ainda mais vulnerável, se comparados com os lares dos 20% com mais renda no país. São questões como parcelas maiores de trabalhadores ocupados sem carteira assinada e por conta própria, menor fatia dos que contribuem para Previdência e uma menor participação da renda proveniente do trabalho.

Nesses domicílios com crianças pobres, 31,2% dos trabalhadores ocupados de 18 a 64 anos eram contribuintes de instituto de previdência em 2019, frente a taxa de 87% nos lares de maior renda. Já o percentual de trabalhadores sem carteira assinada era de 34,7%, ante 6,5% do outro grupo. A parcela dos que trabalham por conta própria também é bem superior: 35,1% contra 18,6%.

Existe uma outra dimensão de pobreza que precisa ser acompanhada no país – que vai além dos brasileiros hoje atendidos pelos programas sociais, como o Bolsa Família. Um dos aspectos que preocupam especialistas é a instabilidade de rendimentos dos brasileiros de renda mais baixa, o que traz consequências não apenas naquele momento de dificuldades, mas também para as perspectivas de futuro dessas famílias.

Há um grupo enorme não incluído dentro dos critérios de elegibilidade de programas sociais, mas com grande volatilidade de renda. Vimos isso na pandemia.

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Reforma Fiscal: Solicitar aos Representantes dos Isentos para Pagar Impostos sobre Lucros e Dividendos

É proverbial a autocrítica da Giordano Bruno diante da Igreja Católida: — Minha ingenuidade foi pedir a quem tem poder para mudar o poder!

A pandemia produziu, do ponto de vista tributário, o casamento de duas discussões: uma de que é preciso reverter a desigualdade; e é, também, preciso fornecer recursos para que o setor público possa administrar o crescimento da dívida pública decorrente da pandemia. Isso trouxe desdobramentos.

Nos Estados Unidos, o governo Biden, por exemplo, refez o pacote de redução da carga tributária das empresas patrocinado pelo seu antecessor, Donald Trump, para aumentar a arrecadação e propôs o imposto mínimo global – que foi a primeira iniciativa de um mecanismo global de tributação, citou Manoel Pires.

A tendência nos anos de 1980 foi de revisão dos impostos sobre as empresas e os muito ricos, sob a ideia de que tributá-los demais produziria crescimento de menos, na medida em que o Estado se apropriava de recursos que deveriam financiar novos investimentos privados. A partir da crise de 2008/2009, porém, surgiram pesquisas que atestaram que esse modelo não gerou mais investimentos, segundo o economista; gerou, sim, mais desigualdade, completou.

Aqui, a discussão também se trava diante de uma dívida pública elevada como proporção do PIB. No curtíssimo prazo, o governo se vê sob uma grande pressão orçamentária e, em meio a isso, ele apresentou um pacote de alterações do Imposto de Renda. O foco do projeto do IR era a tributação dos lucros e dividendos recebidos pelos acionistas e uma alíquota menor do imposto sobre as empresas.

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Transdisciplinaridade: Baixe o Livro

Este livro-resenha teria sido escrito a várias mãos, caso fosse resultante do encontro direto dos autores. Não sendo essa ambição possível, na realidade pessoal, embora possa ser imaginada, na realidade consensual, desenvolvi aqui minha atualização de leitura de livros recém-lançados, em inglês, e escrevi seus resumos para memorizar suas ideias principais. Fiz até certo ponto um esforço mais longo, face ao inicialmente pretendido, para obter esse trabalho cooperativo de juntar novas ideias na criação deste livrotexto de referência didática

Então, cada ideia apresentada aqui, nos distintos níveis de realidade onde se insere (realidade objetiva e realidade consensual, senão realidade pessoal), deve ser compreendida como fruto de uma criação coletiva – não é um trabalho autoral ou pessoal. A mistura consistente de ideias transdisciplinares gera criatividade.

Sob a forma de capítulos, fiz resumos das obras escolhidas, seja de autoria individual, seja de dupla de autores. Coerentemente com seu título, essa inteligência coletiva seria uma forma coerente de expressar o modo transdisciplinar de relacionamento e pensamento dos autores de áreas de conhecimento distintas: médica, física, de cientista de dados, tecnologia de informações, economia, etc. 

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