Inflação Importada é Problema Exógeno sem Solução Endógena?

Os principais fatores para as condições financeiras mais restritivas foram a elevação da taxa de juros doméstica futura, o crescimento do risco país, medido pelo Credit Default Swap (CDS) Brasil, a depreciação do real e, em menor grau, a valorização do dólar a nível internacional e a queda na bolsa de valores no Brasil. No mesmo sentido, contribuiu, em menor magnitude, a elevação das taxas de juros futuras nos EUA.

O preço do petróleo estava contribuindo para o aperto das condições até sua forte queda no final de novembro, em decorrência das notícias da variante Ômicron, passando a ser, na margem, fator de condições menos restritivas. Ressalta-se o ICF refletir uma série de elementos, não devendo ser interpretado como indicador de estímulo ou aperto monetário. 

Os preços de commodities e da energia elétrica, somados aos desequilíbrios entre demanda e oferta de insumos globais, foram apresentados pelo presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, como “os principais fatores” que levaram a inflação do ano passado a estourar o teto da meta. O quadro, segundo ele, foi influenciado pela desvalorização do câmbio – que por sua vez também refletiu “questionamentos” sobre o “arcabouço fiscal”.

Essa foi a explicação dada por Campos em carta pública e direcionada ao ministro da Economia, Paulo Guedes, para justificar o fato de o IPCA ter encerrado 2021 em 10,06%. A meta de inflação do ano passado era de 3,75%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.

Sempre que a inflação fica fora desse intervalo, o presidente do BC é obrigado a escrever uma carta pública destinada ao ministro da Economia detalhando as razões para o comportamento dos preços no ano anterior. Campos foi o quinto a ter de cumprir esse rito. Também já precisaram dar explicações Arminio Fraga, Henrique Meirelles (duas vezes), Alexandre Tombini e Ilan Goldfajn.

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Aposta na Apreciação da Moeda Nacional para Combate à Inflação

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), inflação oficial medida pelo IBGE ficou em 0,73% em dezembro de 2021, após alta de 0,95% em novembro. Com isso, o acumulado do IPCA em 2021 foi de 10,06% a taxa mais alta desde 2015 (10,67%).

Quando se somam os principais impactos em pontos percentuais (p.p.) — alimentos e bebidas (1,68 pp) + habitação (2,05 pp) + transportes (4,19 pp) = 7,92 pp — o resultado é esses três componentes terem causado 79% da taxa de inflação. A política de preços dolarizados de combustíveis, adotada pela Petrobras voltada para seus acionistas e se lixando para os consumidores brasileiros, representa quase metade (42%) da responsabilidade da inflação brasileira em 2021!

A inflação do ano extrapolou a meta de 3,75% definida pelo Banco Central, cuja margem de tolerância para cima ia até 5,25%.

Em carta aberta para justificar o estouro da meta, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, afirmou a estiagem obrigou o país a acionar usinas termelétricas “de custo mais elevado”, o que “resultou em aumento expressivo das tarifas de energia elétrica”.

A carta menciona também os gargalos na produção de bens por escassez de insumos industriais e a grande demanda por bens de consumo, em virtude do isolamento causado pela pandemia.

A inflação de 2021 se deve à alta de custos de produção e ainda não pode ser atribuída ao aumento da demanda por produtos na saída da pandemia.

A alta da taxa de câmbio leva à moeda nacional depreciada. Ela mantém os preços dos importados elevados, mas sem uma retomada da atividade que justifique esse processo.

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Fim da Euforia com IPOs, Pânico no Mercado de Ações com a Reversão da Fuga da Renda Fixa

Depois da euforia que levou a um número recorde de aberturas de capital (IPOs, na sigla em inglês) em 2021, o comportamento das ações das empresas novatas no mercado mostra um quadro bastante negativo. Das 45 empresas que estrearam na B3 no ano passado, 33 acumulam um desempenho inferior ao do Ibovespa desde a listagem, segundo levantamento da Trafalgar Investimentos feito a pedido do Valor (20/01/22).

A predominância de performance decepcionante nessa safra de novas listagens pode indicar que algumas das operações foram feitas a preços excessivamente altos num período em que os investidores estavam muito mais complacentes com o risco. Mas esse desempenho negativo reflete, sobretudo, o impacto da alta da taxa básica Selic e dos juros de longo prazo sobre o mercado de ações.

Antes, em 2020, o ambiente de juros muito baixos no Brasil e no mundo levou a uma postura pouco crítica entre investidores.

Boa parte dos IPOs aconteceu em um período de grande euforia ilusória (sem fundamentos reais) de O Mercado, o que levou a um “rali” do Ibovespa de 45% entre novembro de 2020 e junho de 2021. Esse comportamento tinha como pano de fundo a expectativa da reabertura da economia e também de a taxa de juros permanecer baixa por muito tempo, com inflação ainda ancorada. 🙂

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Mercado de Capitais encerra 2021 com Recorde de R$ 596 bilhões em Captações

O total de ofertas no mercado de capitais brasileiro atingiu R$ 596 bilhões em 2021. O resultado é 60% maior do que em 2020 – ano marcado pelo início da pandemia e por grande incerteza dos investidores com relação à economia.

Em dezembro de 2021, o montante captado foi de R$ 78,5 bilhões e contou com grande participação dos FIDCs – com R$ 26,3 bilhões em ofertas. A quantia captada no mês foi a maior para essa classe de ativos em 2021 e contribuiu para que esses fundos encerrassem o ano o com R$ 85,3 bilhões em captações. O valor é mais do que o dobro captado em 2020.

As debêntures também tiveram bom desempenho no último mês do ano e alcançaram R$ 28,7 bilhões em ofertas – totalizando R$ 253,4 bilhões captados em 2021, e, a exemplo dos FIDCs, também dobraram o montante registrado em 2020.

Com relação às destinações desses recursos, não houve alterações significativas em comparação ao ano anterior. Capital de giro (33,3%), refinanciamento de passivo (22%) e investimento em infraestrutura (21,2%) seguem como as principais finalidades dos investimentos.

Intermediários e demais participantes ligados à oferta, que antes representavam 64,3% dos subscritores das debêntures, fecharam o ano com 45,4% das emissões de 2021, seguidos pelos fundos de investimento – que saíram de 23,5% em 2020 para 38,6% neste último ano.

Ainda sobre os ativos de renda fixa, os CRIs e CRAs alcançaram os maiores valores em ofertas para um único mês em 2021. Os certificados de recebíveis imobiliários captaram R$ 6,9 bilhões, totalizando R$ 34 bilhões no ano passado, mais do que o dobro do valor captado em 2020. Os certificados de recebíveis do agronegócio registraram R$ 4,6 bilhões em dezembro, fechando o ano com R$ 23,1 bilhões em captações – valor é 52% maior do que as ofertas registradas no ano imediatamente anterior.

Na renda variável, o mês de dezembro não registrou ofertas públicas iniciais (IPOs) e ofertas subsequente de ações (follow-ons), no entanto, há ainda R$ 406 milhões de ofertas em andamento.

No mercado externo, foi registrada uma emissão de ações, no valor de US$ 2,8 bilhões.

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Sistema Capitalista como Sistema Complexo Adaptativo

Uma visão sistêmica ou holista percebe a Falácia da Composição. Como nem todos conseguem jogar “o inocente jogo de ganhar dinheiro”, a total absorção nele da maior parte dos cidadãos pode deixar aqueles poucos sem o jogarem por motivos políticos serem alçados às paradas mais altas do poder da casta dos oligarcas governantes

Ficam então mais livres para dedicar-se à sua ambição tanto de poder quanto de enriquecimento. Pior quando se aliam a eles os representantes corporativistas da casta dos guerreiros: militares, policiais, milicianos, etc. Isto sem falar em alguns membros desgarrados da casta dos mercadores-negociantes e da casta dos sacerdotes-pastores.

Desse modo, os arranjos sociais, ao substituir as paixões pelos interesses como princípio-guia da ação humana, para a governança, podem ter o efeito colateral de matar o espírito cívico e, desse modo, abrir a porta à tirania. A perda da riqueza (ou mesmo o medo de tal perda) podem predispor parte do povo eleitor a favor da tirania.

A escala da ascensão social seria na seguinte ordem. Primeiramente, busca-se prover ao necessário, e então ao supérfluo. Em seguida vêm as delícias, e depois as imensas riquezas, e depois súditos, e depois escravos. Em Repúblicas, governantes e eleitores.

Quanto menos prementes são as necessidades, mais aumentam as paixões. Pior quando se busca a qualquer preço o poder de satisfazê-las em benefício próprio.

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Heresias da Inflação

Dani Rodrik, professor de Economia Política Internacional na Escola de Governo John F. Kennedy da Universidade de Harvard, é autor de Straight Talk on Trade: Ideas for a Sane World Economy.(Princeton University Press, 2017). Publicou (Valor, 12/01/22) com o título acima, compartilhado abaixo.

O espectro da inflação está mais uma vez assombrando o mundo, após um longo período de dormência durante o qual os legisladores estiveram mais propensos a se preocupar com a deflação dos preços. Agora, antigos debates ressurgiram sobre a melhor forma de restaurar a estabilidade de preços.

Deveriam, então, os formuladores de políticas pisar no freio monetário e fiscal, reduzindo gastos e aumentando as taxas de juros – a abordagem ortodoxa para combater a inflação? Ou ao contrário, deveriam se mover na direção oposta, reduzindo as taxas de juros, uma rota seguida pelo banco central da Turquia sob a direção do presidente Recep Tayyip Erdogan? Ou os formuladores de políticas deveriam tentar intervir mais diretamente, por meio de controles de preços ou reprimindo as grandes empresas com poder de fixação de preços, como argumentaram alguns economistas e historiadores nos Estados Unidos?

No caso de uma reação automática a essas políticas – endossando imediatamente um remédio e rejeitando outros de pronto – é melhor pensar novamente. A economia não é uma ciência com regras fixas. Condições variáveis exigem políticas diferentes. A única resposta válida para questões de política econômica é: “depende”.

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Evolução do Capitalismo como um Sistema Complexo Adaptativo

Regras iniciais simples, adotadas por interagentes, seja com comportamentos miméticos, seja com divergentes, propiciam a emergência de um sistema complexo de economia de mercado. A evolução registra, desde as tribos até as cidades-Estado, rotas comerciais e mercados de capitais, nenhum desses fenômenos emergentes foram pré-programados a priori.

Por exemplo, no nível individual (ou microeconômico), seguiu-se a Regra de Ouro do Comércio: comprar barato para vender mais adiante caro. Outra racionalidade mercantil sempre foi comprar onde é barato para vender onde é caro. Uma é a especulação aplicada ao longo do tempo, outra é a arbitragem entre lugares ou mercados.

Outro exemplo, no nível coletivo (ou macroeconômico), é a Lei da Oferta e da Demanda. Os preços se elevam quando há escassez e são diminuídos quando há abundância. Tudo isso acontece se funcionar uma livre competição com múltiplos ofertantes e demandantes.

Uma terceira “regra” é, justamente, a “quebra de regras”! Trata-se da Inovação Disruptiva. É a destruição criativa com invenção de uma possibilidade tecnológica ainda não tentada, novos produtos ou novas fontes de matérias primas.

Empreendedores com iniciativa são capazes de mobilizar capital, avaliar projetos, administrar riscos, monitorar os administradores, fazer bons negócios, redirecionar os recursos de velhos para novos canais. Em um ambiente de negócios com direitos de propriedade, livre-comércio e câmbio estável garantidos, buscam a alavancagem financeira de seu negócio, aumentando a rentabilidade patrimonial com uso de capital de terceiros, isto é, de crédito farto e barato.

Como ocorreu a evolução da economia como um componente de um sistema complexo adaptativo? Essa foi a questão-chave motivadora de meu estudo e organização de um novo livro digital para socialização do conhecimento adquirido: Fernando Nogueira da Costa – Economia como Componente de Sistema Complexo Adaptativo. fev 2022

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Aplicação da Teoria Monetária Moderna: Baixe o Livro

A dívida pública disparou, desde a crise financeira de 2008, e especialmente durante a pandemia de covid-19. De acordo com o Fundo Monetário Internacional, a relação dívida pública sobre PIB nas economias avançadas aumentou a partir de uma média em cerca de 70% em 2007 para 124% em 2020. 

O temor de a crescente dívida pública alimentar futuras crises fiscais foi amortecido, em parte, pelo fato de os encargos financeiros com os títulos de dívida pública estarem baixos desde então. Eles foram mantidos baixos pelo “afrouxamento quantitativo” (QE, nas iniciais em inglês), após as Grandes Depressões de 2008 e de 2020. 

Os enormes gastos fiscais foram justificáveis para aliviar os sofrimentos decorrentes desses episódios. Mas os defensores da Teoria Monetária Moderna (TMM) levam essa lógica abstrata para além das circunstâncias locais. São distintas para os Estados Unidos, os demais países avançados e os países atrasados, submetidos ao Império do Dólar.

Os adeptos da TMM alegam, quando a dívida pública é denominada na própria moeda do país, não há motivo para temer uma crise fiscal, porque não pode ocorrer um calote. Qualquer retirada de estímulo fiscal, dado durante as crises, assim, deve ser gradual. 

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Escolha entre Investimento Financeiro Prefixado, Pós-fixado e Atrelado à inflação

O ano de 2021 foi da renda fixa na indústria de fundos de investimentos. Depois de um 2020 negativo, com saídas de R$ 38,6 bilhões, 2021 registrou recorde de captação, com R$ 291,5 bilhões até o dia 29 de dezembro, segundo os dados da Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos.

O fluxo acompanhou o ciclo de alta de juros, com a Selic saindo de 2%, em janeiro do ano passado, para 9,25% ao ano no fim de 2021. Multimercados e fundos de ações perderam ritmo, especialmente nos últimos meses. Só em dezembro, saíram R$ 12,7 bilhões dos fundos mistos, com a captação no ano ficando em R$ 54,8 bilhões até o dia 29. Nas carteiras de ações, houve saque de R$ 2,9 bilhões em dezembro, com o saldo positivo do ano em apenas R$ 970,9 milhões.

Com expectativas de que a taxa referencial chegue a 11,5% ao fim do atual ciclo de aperto monetário, conforme coleta do Banco Central (BC) no boletim semanal Focus, a renda fixa tende a ser um lugar considerado confortável para o investidor. O modo rentista foi reativado com a tríade segurança, liquidez e retorno. E se a inflação ceder, como se espera, a classe volta a proporcionar ganhos reais.

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10 Tendências Tecnológicas para 2022. 

João Luiz Rosa e Daniela Braun (Valor, 03/01/22) informam: o metaverso promete eliminar as fronteiras entre o mundo físico e o digital. Eles está no centro da lista das dez tendências tecnológicas para 2022.

Ainda é difícil determinar que contornos esse novo ambiente assumirá no futuro, mas a recente decisão do Facebook de mudar seu nome corporativo para Meta, numa alusão a esse conceito, mostra como as “Big Techs” estão determinadas a construir essa rede e definir os modelos de negócio que a tornarão viável e lucrativa.

Os usuários poderão tanto imergir em universos virtuais, na pele de representações digitais ou avatares, como sobrepor imagens e dados digitais ao mundo concreto, podendo interagir com essas informações.

Na prática, trata-se de uma combinação de duas vertentes tecnológicas já existentes – a realidade virtual e a realidade aumentada – acrescida do caráter aglutinador das redes sociais.

“O metaverso é o próximo paradigma computacional da humanidade”, diz Hugo Barra, executivo brasileiro que já passou por cargos internacionais de comando em empresas como Google, Xiaomi e Facebook.

A cada 15 ou 20 anos, afirma Barra, a tecnologia ingressa em um novo ciclo. Foi assim com os mainframes nos anos 50, os minicomputadores nos 60, os PCs na década de 80, e os dispositivos móveis a partir de meados dos anos 90, quando o uso da internet passou a se disseminar. A fase atual, caracterizada pelos smartphones e os aplicativos, começou em 2010.

“Faz 11 anos que entramos nesse paradigma. Então, se a história se repetir, teremos um novo salto até o fim da década. Em cinco anos, já veremos mudanças significativas.”

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Perdão das Dívidas do FIES: Risco Moral

Paulo Meyer Nascimento é pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e professor visitante da Escola de Políticas Públicas e Governo da Fundação Getulio Vargas. Publicou artigo (Valor, 04/01/22) sobre a política eleitoreira do atual desgoverno.

No apagar das luzes de 2021, o governo editou medida provisória, prometida há meses, com regras de anistia para o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). A anistia alcança dívidas em atraso superior a 90 dias – parâmetro que as tornam, sob a ótica oficial, de difícil recuperação. Joga-se para a torcida anistiando dívidas já contabilizadas como prejuízo ao erário. De todo modo, anistia pura e simples não é a melhor solução e isso já é bem sabido. Trata-se de caminho rápido – e ruim.

O Fies é um programa de empréstimos, não de bolsas. Quando um contrato do Fies é assinado, o governo paga as mantenedoras das instituições de ensino com títulos a serem usados apenas para honrar débitos fiscais e previdenciários.

De tempos em tempos, o próprio governo recompra os títulos das mantenedoras sem dívidas pendentes. Contratos assinados até 2017 exigem, durante o curso, pagamentos de R$ 150 a cada 3 meses, a título de amortização; contratos posteriores exigem coparticipação mensal, que varia de caso a caso. Em todos, findas matrícula e carência, emitem-se boletos das prestações propriamente ditas, durante prazo preestabelecido.

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Pobres no Ativo, Ricos no Passivo: Baixe o Livro

Niall Ferguson, em seu livro “A Ascensão do Dinheiro”, no segundo capítulo trata do mercado de títulos de dívida pública. Denomina-o de “Servidão Humana”.

“Depois da criação do crédito pelos bancos, o nascimento dos títulos foi a segunda grande revolução na ascensão do dinheiro”, afirma.

Desde o início modesto, nas Cidades-Estado do norte da Itália, cerca de oitocentos anos atrás, o mercado para títulos cresceu amplamente. Hoje, todos habitantes do planeta são afetados pelo mercado de títulos de duas maneiras importantes. 

Em primeiro lugar, uma grande parte do dinheiro em reserva financeira para a aposentadoria dos trabalhadores acaba sendo investida no mercado de títulos. 

Em segundo lugar, por sua dimensão e porque os grandes governos são considerados como os mais confiáveis tomadores de empréstimos, o mercado de títulos estabelece as taxas de juros de longo prazo para a economia como um todo. 

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