Retrospectiva Musical 2021

Em destaque

Músicas mais ouvidas por mim em 2021

Artistas mais tocados no meu Spotify:

  1. Bob Marley: classificado entre os 0,3% com mais audições no Spotify desse ícone do Reggae.
  2. Leonard Cohen: “o menestrel canadense”.
  3. Don Shirley: o pianista negro inspirador da cinebiografia “Green Book“.
  4. Lee “Scratch” Perry: o meu preferido no gênero Dub jamaicano.
  5. Céu: a cantora brasileira preferida da geração dos meus filhos — e minha!

Top Músicas:

  1. My Funny Valentine – Chet Baker (23 vezes)
  2. Blue in Green – Miles Davis, John Coltrane & Bill Evans
  3. My Little Brown Book – Duke Ellington & John Coltrane
  4. Fever – Peggy Lee
  5. Sous Le Ciel de Paris – Jacky Terrason
  6. In Hell I’ll Be in Good Company – The Dead South
  7. Jockey Full of Bourbon (Tom Waits) – You Sun Nah
  8. Fast Forward Into Dub – Mad Professor
  9. Hear Me Talking To You – Norbert Suemihl, Jason Marsalis, Erika Lewis
  10. Diamond Ring – The Dead South

Aura Musical: Sentimental e Saudoso

Tema de Abertura de minha Trilha Musical: Summertime com Charlie Parker –

Música Dançante: Fever com Peggy Lee

Fiquei entre os 3% maiores ouvintes do Spotify no Brasil, pois escutei 53.452 minutos (equivalentes a somente 37 dias inteiros) de Música com 2.442 Artistas — 1.402 minutos dedicados a Tree Little Birds de Bob Marley

Versão mais escutada: Water of March – Halie Loren

Grupo mais participante nas minhas playlists: The Speakeasies’s Swing Band

Escutei 124 gêneros – Mais escutados:

  1. Swing
  2. MPB
  3. Blues
  4. Cool Jazz
  5. Vocal Jazz

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Obsessão pelo Teto de Gastos por O Mercado, exceto por Política Populista Eleitoreira

O setor público consolidado registrou em outubro o terceiro superávit primário mensal consecutivo, o que não acontecia desde o período de fevereiro a abril de 2014. Já a dívida bruta dos governos (DBGG) no Brasil, principal termômetro da solvência do país, ficou estável em 82,9% do PIB entre setembro e outubro deste ano.

A DBGG deve fechar 2021 com uma queda superior a oito pontos percentuais do PIB em relação a 2020, o que mostra reversão importante do aumento registrado no ano anterior em decorrência da queda de arrecadação e das medidas fiscais de enfrentamento à pandemia. Com a elevação da taxa de inflação o PIB nominal se elevou em ritmo superior ao do serviço da dívida, logo caiu a relação DBGG/PIB, indicadora do grau de fragilidade financeira do país.

O resultado primário (exclui gastos com juros) do mês de outubro de 2021 foi positivo em R$ 35,4 bilhões, conforme o Banco Central (BC). O número foi também o melhor para o mês em termos nominais desde 2016, quando ficou em R$ 39,1 bilhões.

Os dados consideram os desempenhos fiscais de governo central (formado por Previdência e Tesouro, além do próprio BC), Estados, municípios e estatais. Ficam fora da conta Petrobras, Eletrobras e bancos públicos, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

Outro ponto de melhora é a queda do déficit primário acumulado em 12 meses desde o ano passado. Apenas na comparação com maio deste ano, o indicador variou de R$ 428,6 bilhões (o equivalente a 5,38% do PIB) para R$ 20,4 bilhões (0,24% do PIB). Essa trajetória vem sendo catalisada pelo aumento da arrecadação e diminuição de despesas associadas à pandemia.

O déficit primário acumulado em 12 meses do governo central (R$ 118,4 bilhões ou 1,4% do PIB) foi o menor desde março do ano passado, quando tiveram início a pandemia e seus efeitos sobre a atividade econômica. Apesar disso, os monetaristas “chiam” perante o fim do mito do Teto de Gastos.

Luis Fernando Lopes é sócio e economista-chefe do Pátria Investimentos. Publicou artigo (Valor, 01/12/21) onde expôs com clareza seu raciocínio mecanicista, ou seja, o pensamento automático de robotizado em Escolas de Economias ortodoxas.

Vale ler sua lógica onde todo laissez-faire em favor do Livre-Mercado redundará em benefícios a todos! É um imaginário tão longe da realidade…

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Crise de Chips e Preparação para Economia Digital

Carlos Prieto (Valor, 24/11/21) avalia: a falta de semicondutores hoje no mundo para atender segmentos tão distintos como eletroeletrônicos e montadoras se tornou o ícone dos problemas enfrentados pela indústria na cadeia de fornecedores. Mas ao apontar a pandemia da covid-19 como a grande responsável pelo caos logístico, muitas empresas acabam escondendo suas ineficiências internas e erros de estratégias.

Pesquisa realizada pela Accenture mostrou o estágio de vários segmentos da economia em relação ao chamado de “maturidade operacional”. Inclui os critérios adotados na hora de definir de quem e de onde virão seus insumos e componentes.

Quais os riscos de concentrar sua estratégia apenas nos custos, de não saber compartilhar informações com seus fornecedores e de ignorar os dados gerados diariamente nos diversos setores das empresas foram pontos abordados na pesquisa.

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Trens e Metrôs ou Carro Elétrico / “Alcoolizado”

As operadoras de metrôs e trens urbanos alcançaram em outubro o maior índice de recuperação de passageiros perdidos ao longo da pandemia. O número de usuários transportados em dias úteis representou 74% da quantidade registrada antes das medidas de distanciamento social. Há seis meses, ainda durante a segunda onda de covid-19 no Brasil, esse indicador estava em 52%.

Essa é a notícia boa no setor. Agora a ruim: as operadoras acumulam perdas tarifárias (diferença entre bilhetagem esperada e efetivamente verificada) de R$ 15 bilhões desde o início da pandemia, de acordo com a Associação Nacional dos Transportadores de Passageiros sobre Trilhos (ANPTrilhos).

Assim como ocorre na política brasileira, o tema referente à principal fonte de energia das próximas gerações de carros no país transformou-se em discussão polarizada. De um lado, estão os que defendem carros elétricos e do outro, os que apostam na sobrevida do motor a combustão mais limpo com a ajuda do etanol.

O assunto é polêmico e abre espaço a diversos fóruns de debate. Mas a realidade brasileira facilmente se impõe quando um executivo à frente da revolução tecnológica em veículos na Europa fala. É como ouvir alguém de outro mundo, segundo Marli Olmos (Valor, 01/12/21).

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Para Desenvolvimento do País Há Necessidade de Aumento do Número de Estudantes no Ensino Superior

Beth Koike (Valor, 24/11/21) informa: nenhum país consegue se desenvolver tendo apenas 20% da população, na faixa etária de 30 anos, com Ensino Superior. Esse é o caso do Brasil. A afirmação é de Eduardo Parente, presidente da Yduqs, segundo maior grupo de Ensino Superior privado do país.

Em sua visão, em mundo ideal, toda a educação brasileira – desde o ensino infantil até o superior – deveria ser pública.

O país enfrenta um problema estrutural. Cerca de 50 milhões de alunos da educação básica, o que representa cerca de 70% do total, estudam na rede pública, mas a farta maioria ingressa em faculdades privadas. Já nas universidades públicas, onde a concorrência no vestibular é mais acirrada, ocorre o inverso: quase todos vêm de colégios particulares.

No Ensino Superior, 2 milhões estão matriculados na rede pública e 6,5 milhões nas instituições privadas. “Apesar desse cenário, evoluímos na educação, mas não podemos estar satisfeitos com a qualidade”, disse Parente.

Formado pela UFRJ, o executivo falou sobre algumas sugestões para melhorar a qualidade da educação básica pública. Entre elas, a capacitação de professores com uso de tecnologia e adoção de sistemas de ensino, que tem um formato padronizado de aprendizagem. A própria Yduqs adotou para seus alunos da Estácio um sistema de ensino desenvolvido por professores da UFRJ e do Ibmec, instituição de ensino que pertence ao grupo desde 2019.

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Consequência de Elevação da Escolaridade na Era Social-Desenvolvimentista sobre Baixa da Informalidade e Alta da Renda

Três décadas de aumento da escolaridade tiveram impactos profundos na economia brasileira, contribuindo para reduzir a informalidade e elevar o rendimento dos trabalhadores. Sem a universalização das matrículas em escolas públicas a partir de 1990, o Brasil teria hoje ainda mais pessoas na informalidade, com salários praticamente estagnados. A conclusão é de estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) apresentado ao Hugo Passarelli (Valor, 01/12/21).

De acordo com o levantamento, a taxa de informalidade do Brasil era de 56,4% em 1992 e, apesar da piora recente, a trajetória de longo prazo mantinha a tendência de queda, para 47% no ano 2020. Mas, se a força de trabalho tivesse hoje a mesma quantidade de anos de estudo de 30 anos atrás, o dado teria saltado para 62,8% no intervalo, segundo simulação do FGV Ibre. O cálculo considera os trabalhadores sem carteira assinada, os por conta própria e os que auxiliam parentes, sem remuneração.

De 1992 a 2020, a média de escolaridade da população ocupada no Brasil passou de 6,5 anos para pouco mais de 11 anos. Ou seja, em média, hoje os trabalhadores chegam ao mercado pelo menos com o ensino médio incompleto. Antes, nem sequer avançavam muito além dos anos iniciais do ensino fundamental

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Necessidade de Reforma do Ensino Médio

João Batista Araujo e Oliveira é presidente do Instituto Alfa e Beto. Critica (Valor, 24/11/21): “os responsáveis por decisões sobre políticas do Ensino Médio creem sua função principal ser preparar para o vestibular — e o resto é resto”.

O Enem sempre mobiliza a mídia. É uma das poucas arenas em que a ação do governo na educação afeta a vida da classe média. Neste momento, temos duas crises. A primeira é passageira: a crise institucional que levou a um pedido de demissão em massa dos funcionários do Inep, órgão do MEC responsável pelo Enem. A segunda é estrutural: o futuro do Enem, que tem tudo a ver com o futuro do ensino médio. Sobre isso há notícias no front. E talvez não sejam boas.

O ensino médio é um problema. Para a economia, para o sistema educacional, para os alunos. O desempenho da maioria deles é baixíssimo. Os ganhos de aprendizagem nas escolas públicas ao longo dos três anos do ensino médio são irrisórios. O nível de deserção, elevadíssimo. Cerca de 20% dos alunos estão matriculados em cursos noturnos de eficácia duvidosa. Menos de 9% dos alunos estão em cursos profissionalizantes.

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Revisão da PNADC: Desocupação nas maiores Faixas de Idade e Ocupação por Níveis de Instrução

No Brasil, no 3º trimestre de 2021, 38,1% das pessoas em idade de trabalhar foram classificadas como fora da força de trabalho (65,5 milhões), ou seja, não estavam ocupadas nem desocupadas na semana de referência da pesquisa por desistirem de procurar ocupações face ao desalento.

No 3º trimestre de 2021, o rendimento médio real de todos os trabalhos, habitualmente recebido por mês, pelas pessoas de 14 anos ou mais de idade, ocupadas na semana de referência, com rendimento de trabalho, foi estimado em R$ 2 459. Este resultado apresentou diminuição tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (R$ 2 562) quanto em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2 766).

Foram publicadas, no Portal do IBGE, três Notas técnicas sobre a PNAD Contínua. A Nota técnica 04/2021 tem como objetivo comunicar os aspectos metodológicos e operacionais do novo método de calibração da pesquisa. A Nota técnica 05/2021 aborda o uso da 1º visita em 2012-2019 e da 5º visita em 2020 no cálculo do Rendimento de todas as fontes. Por fim, a Nota técnica 06/2021 informa sobre os indicadores mensais e trimestrais divulgados e a forma de sua disponibilização.
 
A íntegra das Notas técnicas pode ser acessada por meio dos links abaixo.
 
Nota 04/2021 – Sobre a alteração do método de calibração dos fatores de expansão da PNAD Contínua
 
Nota 05/2021 – Sobre os rendimentos de todas as fontes de 2020
 
Nota 06/2021 – Sobre o conjunto e a forma de disponibilização dos indicadores mensais e trimestrais divulgados

Em consonância com a metodologia descrita na Nota técnica 04/2021, foram disponibilizados no dia 30 de novembro de 2021, no Sistema IBGE de Recuperação Automática – SIDRA, os indicadores reponderados das seguintes divulgações da PNAD Contínua:

  • Mensal
  • Trimestral
  • Anual – Tecnologia de informação e comunicação (TIC) 

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Investimento em PGBL no Fim-de-Ano até 12% da Renda Bruta

Em 2021, todos os índices de bolsa estão negativos. O mês foi de recuperação para os indicadores de renda fixa, com alta de 1,79% no IRF-M, representante de uma cesta de títulos públicos prefixados, e de 3,47% no IMA-B, refletindo a média de papéis atrelados à inflação. No ano, eles ainda perdem, respectivamente, 3,81% e 1,49%.

O rendimento bruto do CDB, conforme média não oferecida em “bancos demais para não quebrar” (100% CDI), estava em 5,17%. Aquém, portanto, do IPCA em 12 meses. Este já superava 10,6% em outubro.

No ano, nem a valorização do dólar, de 8,68%, compensa a inflação. Nesse quesito, só a arriscada especulação com o bitcoin, com alta de 108,63%, rendia bem…

Liao Yu Chieh é head de educação financeira do C6 Bank. Afirma (Valor, 01/12/21): a história se repete quando chega o fim do ano e, com ele, muitos anúncios que convidam as pessoas a investir no plano de previdência privada da modalidade PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre). Fico um pouco preocupado, confesso.

Como educador financeiro com trabalho para ajudar indivíduos a compreender melhor o mundo das finanças, penso naqueles que pegam suas economias e, na ânsia de pagar menos impostos sobre a renda no ano seguinte (o que o PGBL proporciona), acabam fazendo escolhas equivocadas.

Não, o PGBL não é para todo mundo. É certo que essa modalidade de previdência proporciona um benefício fiscal muito interessante. Todo contribuinte que investe em PGBL consegue abater as aplicações feitas no plano até o limite de 12% de sua renda tributável no ano.

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Agrotech 4.0: Canaviais Inteligentes

Camila Souza Ramos (Valor, 23/11/21) informa: os dias quando os agrônomos andavam quilômetros e quilômetros percorrendo linhas de canaviais para identificar ervas daninhas a olho ficaram para trás na Tereos. Nos 300 mil hectares de lavoura que a companhia francesa opera no Brasil – próprias e em parceria com terceiros -, a identificação de plantas que concorrem com a cana pelos recursos do solo agora é feita por inteligência artificial, a partir de imagens de satélite.

O uso dessa e de outras tecnologias tornou-se viável com a adoção do sistema de computação em nuvem (cloud) da Amazon Web Services (AWS), empresa do grupo Amazon. Está sendo implementado em várias frentes de operação da companhia e pelo qual trafegam atualmente 70 terabytes (TB) de dados.

A Tereos começou a utilizar o serviço da Amazon em 2017, quando decidiu ingressar na era das transformações digitais sem precisar recorrer a servidores grandes e custosos, e sim à nuvem. Mas neste ano a companhia passou a empregar o sistema de cloud para todos os dados gerados na área agrícola.

“A decisão de começar o processo com os dados em nuvem veio da necessidade de dar escala, de poder crescer rápido, e de flexibilidade, caso quiséssemos decrescer por algum ajuste. Foram os dois grandes drivers para escolher a nuvem no nosso processo de transformação digital e uso de dados”, diz o diretor de TI, Supply Chain e Negócios Agrícolas da Tereos.

A transformação digital avança hoje em quatro áreas na estrutura da empresa no Brasil: 1. cadeia de suprimento, 2. produção agrícola, 3. operação industrial e 4. decisões comerciais. Para tal, a companhia montou uma equipe própria de profissionais de ciência de dados. Ela analisa a infindável quantidade de dados chegadas das operações.

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Contas Nacionais do 3o. Trimestre de 2021

Revisões nas Contas Nacionais Trimestrais

Na divulgação do terceiro trimestre de cada ano, as Contas Nacionais Trimestrais têm a rotina de realizar uma revisão mais abrangente. Nesta divulgação, os principais pontos revistos são destacados acima. A Grande Depressão de 2020 foi um pouco menor: queda de -3,9% do PIB no primeiro ano da pandemia.

O Produto Interno Bruto (PIB) variou -0,1% no terceiro trimestre de 2021 (comparado ao segundo trimestre de 2021), na série com ajuste sazonal. Em relação a igual período de 2020, o PIB cresceu 4,0%, retomando a estagnação anterior. Aliás, agora está com estagflação!

No acumulado dos quatro trimestres terminados em setembro, houve alta de 3,9% frente aos quatro trimestres imediatamente anteriores. No acumulado do ano até setembro, o PIB avançou 5,7% contra igual período do ano passado.

Em valores correntes, o PIB do terceiro trimestre de 2021 totalizou R$ 2,2 trilhões, sendo R$ 1,9 trilhão em Valor Adicionado (VA) a preços básicos e R$ 334,3 bilhões em Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios.

A taxa de investimento no terceiro trimestre de 2021 foi de 19,4% do PIB, o que representa um aumento em relação ao terceiro trimestre de 2020 (16,4%).

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Planejamento Indicativo ou Descentralizado por Setores

Muitos companheiros de esquerda pressupõem uma re-evolução sistêmica, para superação do sistema capitalista, eliminar a economia de mercado. Mas seria um equívoco “jogar fora o bebê junto com a água do banho”, pois o mercado é o meio de interações comerciais desde quando, em milênios atrás, se estabeleceu a especialização em divisão de trabalho de acordo com as vantagens naturais de cada vendedor.

Uma economia planejada, de maneira centralizada, poderia ser consistente com mistura de propriedade pública de alguns meios de produção estratégicos e de coordenação da produção e distribuição por meio de metas econômicas. No entanto, com o choque frente a uma realidade muito diversificada, se o planejamento for feita de maneira burocrática ela não teria a capacidade de realizar um determinado objetivo de forma rápida e com competência, otimizando todos os meios empregados, em busca de se atingir a excelência no bem-estar social em países de dimensões semicontinentais.

Os planejadores centrais seriam incapazes de responder a todas as condições econômicas locais e setoriais.As informações dinâmicas, isto é, variáveis ao longo do tempo, não poderiam ser agregadas e processadas por um órgão central de acordo com a tempestividade do acontecimento, de maneira oportuna, no momento exato das necessárias decisões.

Formular um plano para toda a economia significa estabelecer um cenário futuro consensual e viável, mas sua execução ser descentralizada. Em vez de um planejamento central, de maneira pragmática, uma economia globalizada e com diversificação produtiva necessita sempre do funcionamento de um mercado descentralizado, coordenado pelo sistema de preços relativos, para cada empreendimento ser informado das necessidades dos demais setores pela pressão (ou não) da demanda nos preços.

Nesse processo pragmático, o plano é coordenado por agências setoriais especializadas. Elas estabelecem as exigências e os incentivos, de modo as metas indicativas de um plano macrossistêmico estratégico serem alcançadas em seus componentes setoriais.

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