Capital e Dívida: Dinâmica do Sistema Capitalista. Baixe o Livro

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O livro para download gratuito – Fernando Nogueira da Costa – Capital e Dívida – Dinâmica do Sistema Capitalista. 2020 – reúne meus artigos/posts escritos no primeiro trimestre de 2020. Estão ordenados por níveis de abstração, desde a Ciência Abstrata até a Regulação, passando pela Evolução, no plano das Teorias Aplicadas de diversas áreas de conhecimento, e a Decisão em Finanças Corporativas. Busca, como é esperado pelo leitor, uma Conclusão.

O propósito desse exercício intelectual foi o entendimento da Dinâmica do Sistema Capitalista por meio da acumulação dos estoques de Capital e Dívida. Registra meu maior interesse de estudo e pesquisa, no período citado, ter sido em torno do conceito-chave de Alavancagem Financeira. É fundamental para a compreensão da evolução do Capitalismo Financeiro como um Sistema Complexo e Dinâmico desde sua gênese.

No primeiro capítulo (Abstração), apresento as inspirações dos intérpretes do capitalismo na Física, seja na de Isaac Newton, seja na de Albert Einstein, evoluindo a Ciência Econômica para ser uma Ciência da Complexidade. A evolução do sistema capitalista como um processo histórico e espacial foi anterior às ideias dos pensadores iluministas em defesa do Liberalismo “laissez-faire” contra o Mercantilismo da intervenção estatal.

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Juro Real na Mínima Histórica

Lucas Hirata e Victor Rezende (Valor, 27/03/2020) avaliam: em um movimento quase inimaginável há alguns anos, a taxa de juro real do Brasil recuou praticamente a zero nos últimos dias. Em tempos normais, sinalizaria uma política monetária bastante estimulante.

No entanto, diante de um choque sem precedentes na atividade em todo o mundo, a percepção de boa parte dos participantes de O Mercado é no sentido de pressionar o Banco Central efetuará cortes adicionais na Selic para tentar dar impulso à recuperação da economia mais à frente. Devem estar “comprados em dólar”!

A expectativa por novas rodadas de afrouxamento monetário tem derrubado as taxas futuras de juros na B3, em movimento resultante em novas mínimas históricas do juro real de curto prazo. Isto tem levado a MtM (Market-to-Market) ou MAM (Marcação-a-Mercado) nos FIF RF e à perda de capital de investidores PF com suas reservas para aposentadoria em títulos prefixados.

Cálculo do Valor Data a partir do contrato de swap de juro de 360 dias, descontada a projeção de inflação no Boletim Focus para um ano, apontou no dia 25 de março de 2020 uma taxa de juro real de 0,08%, o nível mais baixo em toda a série histórica, iniciada em 2002.

A queda do juro real leva à fuga de capital para o exterior porque a bolha de ações inflou e já explodiu. Nos últimos dias, bancos como J.P. Morgan e Barclays pressionam para uma redução de 0,50 ponto percentual na Selic, apesar do discurso adotado pelo Banco Central de o juro em 3,75% aa estar em um nível adequado.

Ele sabe o tamanho da dívida corporativa em dólares ter elevado ¼ quando o dólar aumentou seu patamar médio de R$ 4/US$ para R$ 5/US$ em um trimestre. Veja acima a dívida externa em reais no fim de 2019 e multiplique por 1,25.

O Relatório de Inflação divulgado ontem comemorava o resultado do ano passado! 😦

“O estoque de endividamento amplo das firmas passou de R$ 2.892,8 bilhões em dezembro de 2018 para R$ 3.051,1 bilhões ao final de 2019. Apesar do aumento da dívida total, a participação da dívida externa recuou 0,6 p.p. no período – único decréscimo anual nos últimos cinco anos – passando de 41,1% para 40,5%. Esse movimento foi mais do que compensado pelo aumento do financiamento junto ao mercado doméstico de capitais (Gráfico 1).” 🙂

Contratações em longo prazo face à Volatilidade das Cotações do Petróleo

Daniel Yergin, no livro “A busca: Energia, Segurança e a Reconstrução do Mundo Moderno” (Rio de Janeiro: Editora Intrínseca; original “The Quest: Energy, Security, and the Remaking of the Modern World” publicado em 2011), destaca: Chávez realizou uma mudança política decisiva. Ela repercutiria no mundo inteiro.

A Venezuela deixou de incentivar a estratégia de aumentar a receita do petróleo aumentando sua produção. Na verdade, tornou-se o maior defensor na OPEP dos cortes de produção e das cotas controladas.

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Imperativo Moral de Antecipar Eventos Econômicos

Robert J. Shiller, no livro “Economia Narrativa” (2019), destaca o objetivo de a previsão ser intervir agora para alterar os resultados futuros em benefício da sociedade. Em seu discurso presidencial de 1969 à Associação Econômica Americana, Kenneth E. Boulding (outro professor influente sobre Shiller na Universidade de Michigan) disse: “a Economia deveria ser considerada uma ciência moral”, pois se preocupa com o pensamento e os ideais humanos. Ele investiu contra:

“uma doutrina que poderia ser chamada de Imaculada Conceição da Curva da Indiferença, ou seja, que os gostos são simplesmente dados e que não podemos investigar o processo pelo qual eles são formados. Essa doutrina é literalmente “para os pássaros”, cujos gostos são em grande parte criados para eles por suas estruturas genéticas e, portanto, pode ser tratada como uma constante na dinâmica das sociedades de pássaros.”

Boulding diz: “a Economia cria o mundo a ser por ela investigado”!

Muitas vezes, não queremos prever, mas alertar. Nós nunca queremos prever um desastre. Queremos tomar ações de modo a impedir o desastre.

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Eleição de um Populista de Esquerda

Daniel Yergin, no livro “A busca: Energia, Segurança e a Reconstrução do Mundo Moderno” (Rio de Janeiro: Editora Intrínseca; original “The Quest: Energy, Security, and the Remaking of the Modern World” publicado em 2011), apresenta a ascensão de Hugo Chávez.

Em dezembro de 1998, com os preços do petróleo abaixo de US$ 10 o barril, a Venezuela estava mergulhada em uma crise econômica, a pobreza aumentava rápido demais e as tensões sociais estavam exaltadas.

Foi quando a Venezuela foi às urnas para eleger um novo presidente. Os dois principais partidos do establishment estavam desacreditados. Tinham chegado ao fundo do poço.

Chávez, implacável em seus ataques ao sistema político, passou a encabeçar as pesquisas. Como era de costume durante uma campanha eleitoral para presidente, a PDVSA realizava briefings com os candidatos. Àquela altura, seu presidente tecnocrata se tornara uma figura controvertida por causa da defesa de la apertura e da produção escancarada, e também porque era visto por alguns como alguém defendendo apenas seus próprios interesses políticos.

Chávez o agradeceu pela excelente apresentação da situação do setor petroleiro e, um pouco antes de saírem, expressou seu apreço e carinho. Então, na saída foi na direção dos repórteres e anunciou, quando eleito presidente, o demitiria!

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Melhores Previsões de Grandes Eventos Futuros

Robert J. Shiller, no livro “Economia Narrativa” (2019), acha muitos economistas contemporâneos tenderem a pensar as narrativas públicas “não são o nosso campo”. Se você os pressionar, eles podem sugerir você consultar os profissionais de outros Departamentos da Universidade, como os de Jornalismo e Sociologia. Mas os estudiosos desses outros campos frequentemente acham difícil pisar na terra da teoria econômica, deixando assim uma lacuna entre o estudo das narrativas e seus efeitos nos eventos econômicos.

Nenhum economista fez uma previsão credível da natureza mundial da Grande Depressão da década de 1930 antes dela acontecer, e apenas um punhado previu o pico do boom imobiliário nos EUA em 2005 ou a “Grande Recessão” e a “crise financeira mundial” de 2007–2009.

Alguns economistas, no final da década de 1920, argumentaram: a prosperidade alcançaria novos patamares na década de 1930! Enquanto isso, outros argumentaram o extremo oposto: o desemprego permaneceria alto para sempre, porque as máquinas de economia de trabalho substituiriam permanentemente os empregos. Mas parece não ter havido nenhuma previsão econômica pública dos eventos reais: uma década de desemprego muito alto e, em seguida, um retorno ao normal.

Tradicionalmente, os economistas estudam dados, mas têm se destacado na criação de modelos teóricos abstratos e na análise de dados econômicos de curto prazo. Eles podem prever com precisão as mudanças macroeconômicas daqui a alguns trimestres, mas, no último meio século, suas previsões de um ano foram, no geral, inúteis.

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Orientações Gerais sobre Ensino e Aprendizagem

  1. Introdução
  2. Comunicados e Documentos Institucionais
  3. Tutoriais
    1. Orientações sobre o Planejamento de Disciplina e Organização do Ambiente Virtual de Aprendizagem
    2. Uso de ambientes virtuais de aprendizagem (Moodle e Classroom), para docentes e alunos
    3. Para realizar aulas on-line (Google Meet)
    4. Para gravar aulas (Powerpoint e Quicktime)
    5. Para publicar suas aulas online (Youtube)
  4. Apoio ao Ensino Digital para cursos de Extensão
  5. Bancos de Aulas
  6. Disciplinas online disponibilizadas pela UNIVESP
  7. Sites relacionados
  8. Algumas dicas sobre o ED diante da Suspensão de Aulas Presenciais
  9. Atendimento e apoio
  10. Espaço para discussão – Grupo ED

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Perda do Valor de Mercado das Ações de Grandes Empresas

O Ibovespa acumula perdas de 39,7% em 2020, e baixa de 41,7% desde sua máxima histórica. Em termos de valor de mercado, as empresas que compõem o índice já perderam R$ 1,63 trilhão do pico dos 119.527 pontos em 23 de janeiro até ontem.

Nestes dois meses, a Petrobras, maior empresa brasileira, mais sofreu. A estatal petroleira perdeu mais da metade do seu valor de mercado, R$ 223,7 bilhões, e deixou de ser a mais valiosa do Ibovespa, atingindo R$ 174,5 bilhões. A liderança pertence agora ao Itaú Unibanco, seguido por Ambev, Vale e, em quarto lugar, pela Petrobras, conforme levantamento do Valor Data.

A crise deflagrada pela pandemia do coronavírus gerou uma queda de produtos de aversão ao risco no mercado, e na queda dos preços do petróleo para níveis extremamente baixos – inferiores a US$ 30 por barril – diante do recuo da demanda com o avanço da doença e disputa de preços entre Rússia e Arábia Saudita.

Mesmo os papéis mais resilientes, como Itaú Unibanco, Ambev e Vale, não passaram incólumes por este cenário. O Itaú perdeu R$ 108,2 bilhões em valor de mercado, a Ambev R$ 115,8 bilhões e a Vale teve perdas de R$ 94,4 bilhões.