Lista de Vieses Heurísticos

ver-o-mundo-com-lentes-cor-de-rosaPesquisando um viés heurístico, achei uma lista deles no Wikipedia! Compartilho-os, pois podem ser úteis a outros como foi para mim tê-los à mão.

Vieses cognitivos são as tendências de pensar de certas maneiras — aprendidas na “escola-da-vida” — que podem levar a desvios sistemáticos de lógica e a decisões irracionais. São frequentemente estudadas em Psicologia Econômica ou Economia Comportamental.

Embora a realidade desses preconceitos seja confirmada pela pesquisa replicável, muitas vezes há controvérsias sobre como classificar esses vieses ou como explicá-los. Alguns deles são consequências de nossas regras de processamento de informações (ou seja, atalhos mentais), chamados de heurística, que o cérebro usa para produzir decisões ou julgamentos.

Tais efeitos são chamados tendências cognitivas. Os vieses tem uma variedade de formas e podem ser vistos como viés cognitivo (“frios”), tais como ruído mental, ou vieses cognitivos motivacionais (“quentes”), tal como quando as decisões são distorcidas por crenças e desejos. Ambos os efeitos podem estar presentes ao mesmo tempo.

Também há controvérsias quanto ao fato de algumas destas tendências ser sempre inúteis e irracionais ou se são comportamentos úteis. Por exemplo, quando conhecem alguém, as pessoas tendem a fazer perguntas importantes que parecem favorecer e confirmar suas suposições sobre a pessoa. Esse tipo de viés de confirmação pode ser visto como um exemplo de habilidade social, ou seja, uma forma de estabelecer uma conexão com a outra pessoa.

Muitos dos vieses afetam:

  1. a formação de crenças,
  2. as decisões de negócios e financeiras e
  3. o comportamento humano em geral.

Eles emergem como resultados replicáveis em condições específicas. Quando confrontado com situações específicas, o desvio pode normalmente ser caracterizado como: Continue reading “Lista de Vieses Heurísticos”

Proclamação da Independência

jose_bonifacio_de_andrada_e_silvaCom sua autoridade ameaçada pelas Cortes de Lisboa, o regente d. Pedro faz duas importantes viagens. Uma a Minas Gerais, outra a São Paulo. O objetivo de ambas é idêntico: garantir o apoio político local para seu projeto nacional.

Ele segue para São Paulo em agosto de 1822, chegando ao seu destino no dia 25. Fica até o dia 1º de setembro e parte para Santos. Ao retornar a São Paulo, na manhã de 7 de setembro, recebe, junto ao córrego Ipiranga, correspondência das Cortes, bem como cartas de d. Leopoldina e dos irmãos Andrada, José Bonifácio e Antônio Carlos.

Em seus atos mais recentes, o órgão legislativo português transferira a sede do governo brasileiro para Lisboa, anulara as ações de d. Pedro que visavam a constituir um governo autônomo no Brasil e lhe concedera a autoridade de mero representante do Parlamento.

A carta de José Bonifácio, por sua vez, informa-o de que sete mil soldados portugueses estão prestes a desembarcar na Bahia, para garantir o cumprimento dessas novas medidas. Diante disso, o futuro d. Pedro I vê que o conflito é inevitável. Resolve antecipar a luta e toma a iniciativa. Desembainhando a espada, anuncia: “É tempo! Laços fora! Independência ou morte!”

Portanto, durante o processo de Independência, José Bonifácio tem papel decisivo junto a Pedro I, instando-o em 1822 a desobedecer às ordens de Lisboa. Após 1822, como ministro, arquitetou a política interna e externa, esboçando em menos de dois anos decisivos o Projeto do Novo Estado Nacional. Continue reading “Proclamação da Independência”

Guia para Aposentadoria

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Para os “inocentes-úteis” que apoiaram o golpe parlamentarista na democracia brasileira, agora, já deve estar claro que o único propósito do conluio parlamentar golpista sob a liderança do duo PMDB-PSDB e partidos satélites foi:

  1. defender os parlamentares implicados no financiamento eleitoral corrupto e
  2. tomar “medidas impopulares” favoráveis à solvabilidade da dívida soberana e ao mercado de Previdência Complementar e outros ativos financeiros.

A reforma proposta pelo governo não eleito e sem legitimidade política na Previdência Social fará o brasileiro trabalhar mais tempo para, em muitos casos, receber uma aposentadoria menor do que a assegurada pelas regras em vigor, se a ala golpista do Congresso aprovar as mudanças. Só não fará isso se houver imensa pressão social contra esses congressistas oportunistas.

A PEC (Proposta de Emenda à Constituição), apresentada no dia 6 de dezembro de 2016, define idade mínima de 65 anos e 25 anos de contribuição como condições para a aposentadoria de todos os trabalhadores, homens ou mulheres, incluindo funcionários públicos.

Para receber o valor máximo a que tem direito, no entanto, o trabalhador terá que contribuir com a Previdência por 49 anos se o Congresso aprovar o plano do governo.

A proposta só assegura benefício equivalente a 51% da média salarial mais 1% por ano de contribuição. Uma pessoa que se aposentasse com o requisito mínimo (65 anos de idade e 25 de contribuição) receberia 76% do valor. Os outros 24% dependeriam de mais 24 anos de contribuição.

Hoje, quem contribuiu por 15 anos e tem 65 anos pode acessar 85% da sua aposentadoria. Pelas novas regras, teria de trabalhar 10 anos a mais do que isso –25 anos– e, mesmo assim, só teria acesso a 76% do seu benefício.

Os apoiadores do golpe nos benefícios sociais, cinicamente, dizem que “é necessário reduzir a chamada taxa de reposiçãoo valor da aposentadoria em relação ao salário. Eles aponta que, no Brasil, essa taxa é de 96%, enquanto a média mundial é de 69%”.

Só se esquecem que a renda média per capita de todas as fontes de brasileiros com rendimentos é apenas R$ 1.746,00, ou seja, cerca de dois salários mínimos!

O Brasil é um país com milhares de pobres e poucos ricos. Pela PNAD 2015, apenas 1,7% da população ocupada — considerando o contingente de 94,8 milhões em 2015, eram 1,6 milhão pessoas — recebiam mais do que dez salários mínimos (R$ 8.800), sendo a Classe B [10-20 SM] 1,4% e a Classe A [>20 SM] 0,3% ou 284,4 mil pessoas. A Classe C [2-10 SM] tinha 21% da PO, a Classe D [1-2 SM], 37%, tendo aumentado em 3,5 pontos percentuais em 2015, e a Classe E [<1 SM], 30,4%.

A nova fórmula proposta pelo governo golpista para o cálculo das aposentadorias com seu projeto de reforma da Previdência reduz o valor dos benefícios, independentemente do tempo de contribuição ou da idade do trabalhador.

Se a proposta for aprovada, o INSS passará a considerar todos os salários do trabalhador, incluindo os mais baixos, para calcular uma renda média ao longo da vida profissional e chegar ao valor do benefício mensal a ser pago.

Pelas regras atuais, salários mais baixos, correspondentes a 20% do período em que o trabalhador contribuiu com a Previdência, são descartados no cálculo, o que eleva o salário médio e, portanto, o valor do benefício.

É sobre a média salarial mais baixa que serão calculadas as aposentadorias se a reforma da Previdência for aprovada no Congresso como planeja o governo golpista e temeroso!

Além da idade mínima de 65 anos, o governo quer exigir 25 anos de contribuição ao INSS. Cumpridas essas exigências, o valor da aposentadoria será equivalente a no mínimo 76% da média salarial, mais 1% por ano adicional de contribuição com o INSS.

Para receber o valor integral, no entanto, seria preciso ficar na ativa por 49 anos. O teto para os benefícios pagos pelo INSS hoje é de R$ 5.189. Logo, todos os trabalhadores das classes ABC necessitarão providenciar Previdência Complementar, i.é, ativos financeiros como reservas para aposentadoria!

Trabalhadores enquadrados na regra de transição proposta pelo governo (homens com mais de 50 anos e mulheres com mais de 45) também teriam todos os salários considerados pelo cálculo.

A PEC prevê uma regra de transição para homens com 50 anos de idade ou mais e mulheres de 45 anos ou mais. Eles teriam que pagar uma espécie de pedágio para poder se aposentar, trabalhando 50% mais tempo do que o que faltar pelas regras atuais.

Uma pessoa que estiver a um ano da aposentadoria na data da promulgação da PEC teria de trabalhar um ano e meio para se aposentar. Pessoas que entrarem na transição, no entanto, também teriam de seguir a nova fórmula de cálculo dos benefícios.

A PEC também prevê um gatilho para elevar a idade mínima com o envelhecimento da população no futuro: sempre que a expectativa de sobrevida após os 65 anos aumentar um ano, a idade mínima subiria um ano. De acordo com as projeções do governo, a idade mínima poderia chegar a 67 em 2060.

Os economistas aculturados nos States defendem o governo golpista, dizendo que “ele acertou ao propor esse mecanismo. É um mérito desconstitucionalizar a idade de aposentadoria. Vários países do mundo estão adotando isso.” É uma vergonha nacional este tipo de gente submissa!

Os golpistas são indiferentes, por exemplo, à consequência social de deixar as viúvas pobres sem aposentadoria à mingua, pois elas ganharão a metade da pensão do falecido marido, deixando esta de estar vinculada ao salário mínimo!  Viverão com 1/2 salário mínimo?!

Não haverá mudança para quem já tiver direito adquirido quando a PEC entrar em vigor. “Nada, absolutamente nada, se altera para aquelas pessoas que já recebem suas aposentadorias, suas pensões, e também para aquelas pessoas que mesmo que não se aposentaram já completaram condições de acesso”, afirmou o secretário de Previdência, Marcelo Caetano. Quem acredita em palavra de golpista traidor?

Fernanda Brigatti (FSP, 06/12/16) escreveu uma espécie de Guia para Aposentadoria.

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Projetos para o Brasil de José Bonifácio de Andrada e Silva

jose_bonifacioCarlos Guilherme Mota, no livro Introdução ao Brasil: Um Banquete no Trópico (Lourenço Dantas Mota (org.); São Paulo; Editora SENAC; 1999), resenha a compilação de textos de José Bonifácio de Andrada e Silva no livro Projetos para o Brasil. Nosso “Patriarca da Independência” é comparado com o “Pai-da-Pátria” da Guerra de Independência norte-americana.

Nascido em Santos em 1763, faleceu em Paquetá em 1838. Filho de comerciante rico, estudou inicialmente em São Paulo, depois na Faculdade de Direito de Coimbra, formando-se também em Filosofia e Matemática na mesma Universidade. No ano da revolução francesa, em 1789, ingressou na Real Academia das Ciências e Letras de Lisboa, em que chegou a ser secretário. Depois de longa viagem de estudos pela Europa, organizou a cadeira de Metalurgia na Universidade de Coimbra.

Não acompanhou a fuga de D. João VI para o Brasil, pelo contrário, lutou contra as tropas de Napoleão que invadiram Portugal. Publicou uma série de estudos sobre mineralogia e agricultura. Retornou ao Brasil só três anos antes de sua Independência. Em 1820, obteve o título de Conselheiro conferido por D. João VI. Continue reading “Projetos para o Brasil de José Bonifácio de Andrada e Silva”

SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática)

O IBGE lançou oficialmente, no dia 06/12/2016, durante a 3ª Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Informações Estatísticas, Geográficas e Ambientais (INFOPLAN), a nova versão do SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática), uma ferramenta digital que pode ser acessada em qualquer navegador de internet e permite consultar, de forma simples e rápida, dados de estudos e pesquisas realizados pelo Instituto. A nova interface oferece acesso amigável em qualquer plataforma, seja celular, tablet ou computador. A interação é bastante visual e intuitiva, com informações e funcionalidades sendo encontradas facilmente.

O acesso ao website do SIDRA é feito pelo endereço http://sidra.ibge.gov.br. A aplicação também dispõe de uma API (Interface de Programação de Aplicação), que permite a extração dos dados utilizando programas e aplicativos web, pelo endereço http://api.sidra.ibge.gov.br.

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Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas

antonilJanice Theodoro da Silva, no livro Introdução ao Brasil: Um Banquete no Trópico (Lourenço Dantas Mota (org.); São Paulo; Editora SENAC; 1999), resenha o livro clássico da historiografia brasileira Cultura e Opulência do Brasil de autoria de André João Antonil (1649-1716), nascido na Itália e falecido na Bahia, Brasil.

Depois de entrar para a Companhia de Jesus e estudar Direito Civil, chegou aqui com 32 anos (próximo a 1680), disposto a avaliar detalhadamente os homens que aqui viviam e as riquezas que o Brasil poderia oferecer a Portugal, preocupando-se em compreender senhores e escravos, agentes centrais da nossa economia e vida colonial.

A obra, escrita depois de 25 anos de experiência e observação em solo brasileiro, foi publicada em 1711. Porém, foi em grande parte destruída em cumprimento ao veto e sequestro régio, confisco realizado para evitar exposição das riquezas da colônia à cobiça de outras Nações, responsáveis por saques constantes na costa brasileira. França, Holanda e Inglaterra não poderiam ter o conhecimento desse potencial extrativo.

Antonil procurou deixar registrado tudo que aprendeu sobre os engenhos, refazendo, passo a passo, todo o processo de produção do açúcar, do tabaco, a mineração e a criação de gado. Continue reading “Cultura e Opulência do Brasil por suas Drogas e Minas”

Vinte e Um Anos de Economia Brasileira (1995-2015)

taxa-de-investimentos-a-prec%cc%a7os-correntesCaros amigos (as),

Com um atraso quase imperdoável,  motivado por uma série de alterações imprevistas na disponibilidade e conteúdo dos dados e informações utilizadas, aí vai a nova edição dos “Vinte Anos”, que agora são XXI, incluindo os dados de 2015, cuja versão em PowerPoint estará disponível a partir do dia 7 de dezembro de 2016 no site do Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI: www.altosestudosbrasilxxi.org.br/

Gerson Gomes

Download: Vinte-e-Um Anos de Economia Brasileira 1995-2015

FNC: trata-se da melhor publicação de gráficos disponível para comparar a Era Neoliberal (1995-2002) com a Era Socialdesenvolvimentista (2003-2014), agora acrescentada do ano do estelionato eleitoral com a volta da Velha Matriz Neoliberal (2015). Praticamente todas as curvas em ascensão dos gráficos se revertem com a política econômica levyana!