Complexidade Brasileira: Baixe o Livro

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Em 2018, tirei Licença-Prêmio e todas as férias vencidas e acumuladas ao longo dos meus 33 anos como professor do IE-UNICAMP. Dediquei-me a participar do debate público-eleitoral em sites como o Jornal GGN, Brasil Debate e Carta Maior, além deste blog pessoal (Cidadania & Cultura), ao escrever posts analíticos da conjuntura econômica e política.

Além dessa atividade, minha prioridade neste ano foi organizar três livros para publicação. Um foi impresso pela Editora Contexto (“Métodos de Análise Econômica”) com organização de minhas crônicas econômicas por ordem de abstração. Compre com desconto (R$ 50,92) em: Editora Contexto – Métodos de Análise Econômica.

Outros dois foram publicados, gratuitamente, de modo eletrônico como e-books em pdf e epub. Um deles foi o “Ensino de Economia na Escola de Campinas: Memórias”, disponível em: http://www.eco.unicamp.br/index.php/50-anos/473-ensino-de-economia-na-escola-de-campinas-memorias.

Outro, “Complexidade Brasileira: Abordagem Multidisciplinar”, foi recém lançado, também para download gratuito, uma nova tendência face à crise das livrarias e editoras brasileiras. Tem a finalidade de ainda participar, no rescaldo da luta político-eleitoral, do debate da resposta à pergunta-chave do Renato Russo (vocalista da Legião Urbana): “que País é este?!”.

Você poderá baixá-lo, clicando em: https://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2018/12/13/livro-para-download-gratuito-complexidade-brasileira-abordagem-multidisciplinar/ Continuar a ler

Leitura de Cabeceira: Sociologia e Comportamentos

 Sociologia estuda as relações entre as pessoas pertencentes a uma comunidade ou aos diferentes grupos componentes da sociedade.

É uma ciência pertencente ao grupo das Ciências Sociais e Humanas. O objeto de estudo da Sociologia engloba:

  1. a análise dos fenômenos de interação entre os indivíduos,
  2. as formas internas de estrutura (as camadas sociais, a mobilidade social, os valores, as instituições, as normas, as leis),
  3. os conflitos e
  4. as formas de cooperação geradas através das relações sociais.

A Sociologia estuda as relações de formalidade presentes na vida e nas sociedades. Como é relativa aos fatos e à realidade, não determina regras dos estados sociais e das particularidades da conduta humana, porque esse é objetivo da Filosofia e Ética Social. A palavra “Sociologia” foi criada por A. Comte, mas o conceito surgiu através do pensamento social e filosófico do Iluminismo (Montesquieu, Hobbes e Locke) e no idealismo alemão (Hegel).

A Sociologia abrange várias áreas, existindo sociologia comunitária, sociologia econômica, sociologia financeira, sociologia política, sociologia jurídica, sociologia do trabalho, sociologia familiar, etc.

Através das pesquisas sobre os fenômenos emergentes nas interações sociais, os sociólogos observam os padrões comuns para formularem teorias sobre os fatos sociais. Os métodos de estudo da Sociologia envolvem técnicas qualitativas (descrição detalhada de situações e comportamentos) e quantitativas (análise estatística).

A Sociologia surgiu no século XVIII como disciplina de estudo sobre as consequências de dois grandes acontecimentos, a Revolução Industrial e a Revolução Francesa. Causaram profundas transformações econômicas, políticas e culturais na sociedade daquele período.

A corrente sociológica positivo-funcionalista, fundada por Comte, foi mais tarde desenvolvida por Émile Durkheim. Outras importantes correntes sociológicas foram iniciadas por Karl Marx e Max Weber.

Há tentativa de unificar os estudos relativos ao Homem, como a História, a Psicologia e a Economia. Estudamos de maneira interdisciplinar os comportamentos.

O comportamento é um termo característico de toda e qualquer reação do indivíduo, animal, órgão ou instituição perante o meio onde está inserido.

Ele trata da forma típica como as pessoas ou organismos procedem perante os estímulos em relação ao entorno, mas também podem ser realizados de acordo com as diversas convenções sociais existentes, quando a sociedade espera as pessoas deverem agir de acordo com os padrões em determinadas situações.

Do ponto de vista psicológico, o comportamento é o modo de agir do ser humano perante o seu ambiente. Quando uma pessoa possui um tipo de padrão estável, esta pessoa apresenta uma conduta.

A Psicologia é a área dedicada em estudar os fenômenos do comportamento humano. O Behaviorismo é a parte específica que tem o comportamento como objeto de estudo.

No último livro desta série de volumes com resenhas postadas neste blog, os livros resenhados estão classificados em Sociologia, Estratificação Social, Comportamentos Pessoais, Sociais e Religiosos:  Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – Sociologia e Comportamentos

Leituras de Cabeceira: Política

 Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. Antes, é a ação coletiva em defesa de determinados interesses.

O termo tem origem no grego politiká, uma derivação de polis. Designa o público. Tikós se refere ao bem comum de todas as pessoas. O significado de Política é muito abrangente e está, em geral, relacionado com o espaço público e o bem-estar dos cidadãos com soberania republicana.

O sistema político é uma forma de governo com instituições políticas para governar uma Nação. Monarquia e República são os sistemas políticos tradicionais. Dentro de cada um desses sistemas podem ainda haver variações significativas ao nível da organização. Por exemplo, o Brasil é uma República Presidencialista, enquanto Portugal é uma República Parlamentarista.

Em um significado mais abrangente, o termo pode ser utilizado como um conjunto de regras ou normas de uma determinada instituição ou a forma de relacionamento entre diversas pessoas para atingir um objetivo em comum. A política de trabalho de uma empresa, por exemplo, é definida pela sua visão, missão, valores e compromissos com os clientes. Continuar a ler

Leituras de Cabeceira: História Geral

História é uma palavra com origem no antigo termo grego “historie“. Significa “conhecimento através da investigação”. A História é uma ciência investigadora do passado da humanidade e o seu processo de evolução, tendo como referência um lugar, uma época, um povo ou um indivíduo específico.

Através do estudo histórico, obtém-se um conjunto de informações sobre processos e fatos ocorridos no passado. Contribuem para a compreensão do presente. A história pode relatar a evolução não só de uma comunidade, mas também de eventos ou organizações de diversos tipos.

Em sentido amplo, é tudo o que se refere ao desenvolvimento das comunidades humanas, assim como os acontecimentos, fatos ou manifestações da atividade humana no passado, por exemplo: História do Brasil.

História é o conjunto dos acontecimentos referidos pelos historiadores. O historiador grego Heródoto é considerado o “pai da História”. A ele são atribuídas as primeiras pesquisas sobre o passado do homem, tornando-se pioneiro não só no estudo da história, como também da antropologia e etnografia.

O período anterior à História é denominado Pré-História (até cerca de 4000 a.C.). Nesse período não havia escrita, por isso, os pesquisadores recorrem a ossos, fósseis, objetos de pedra, arte rupestre e outras fontes materiais para investigação.

A História marca o início do período de desenvolvimento da humanidade após o surgimento da escrita. Divide-se em quatro períodos:

  • Idade Antiga (Antiguidade): de 4.000 a.C. até 476 d.C., com a queda do Império Romano;
  • Idade Média (História Medieval): de 476 d.C. a 1453, com a conquista de Constantinopla pelos turcos otomanos;
  • Idade Moderna: de 1453 a 1789, quando ocorre a Revolução Francesa;
  • Idade Contemporânea: de 1789 até os dias atuais.

Também se designa por história uma narrativa de uma sequência de fatos reais ou fictícios (estória).

A diferença entre história e estória é:

  • uma história é baseada em documentos ou testemunhos, enquanto
  • uma estória é baseada em elementos fictícios, é uma narrativa de ficção, por exemplo: um conto ou uma fábula. Leia a coletânea de resenhas postadas neste blog, por exemplo, sobre a Arte do Roteiro.

Apesar disso, alguns especialistas afirmam que o termo “estória” é simplesmente um brasileirismo para se obter um termo sonoramente parecido com o termo inglês “story“. De acordo com esses estudiosos, a palavra história deve servir para descrever relatos baseados tanto em fatos verídicos como fictícios.

Os livros resenhados no seguinte volume são excepcionais, por isso, sugiro suas leituras: Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – História Geral

Leituras de Cabeceira: História dos Povos

Significado de povo:

s.m. Conjunto de homens que vivem em sociedade. / Conjunto de indivíduos que constituem uma nação. / Conjunto de indivíduos de uma região, cidade, vila ou aldeia. / Conjunto de pessoas que não habitam o mesmo país, mas que estão ligadas por sua origem, sua religião ou por qualquer outro laço. / Conjunto dos cidadãos de um país em relação aos governantes. / Conjunto de pessoas que pertencem à classe mais pobre, à classe operária ou à classe dos não-proprietários; plebe. / Lugarejo, aldeia, vila, pequena povoação: um povo. / Público, considerado em seu conjunto. / Multidão de gente, as massas. / Fam. Família, a gente da casa.

Cultura significa também um sistema complexo com múltiplos componentes como o conhecimento, a arte, as crenças, a lei, a moral, os costumes e todos os hábitos e aptidões adquiridos pelo ser humano. Ele o adquire não somente em família, como também por fazer parte de uma sociedade da qual é membro.

Cultura também é definida em ciências sociais como um conjunto de ideias, comportamentos, símbolos e práticas sociais, aprendidos de geração em geração através da vida em sociedade.

Seria a herança social da humanidade ou ainda, de forma específica, uma determinada variante da herança social. Em Biologia, a cultura é uma criação especial de organismos para fins determinados.

A principal característica da cultura é o mecanismo adaptativo. Consiste na capacidade de os indivíduos responderem ao meio de acordo com mudança de hábitos, ou mesmo uma evolução biológica.

A cultura é também um mecanismo cumulativo porque as modificações trazidas por uma geração passam à geração seguinte, onde vai se transformando, perdendo e incorporando outros aspectos, procurando assim melhorar a vivência das novas gerações.

A cultura é um conceito sempre em desenvolvimento, pois com o passar do tempo ela é influenciada por novas maneiras de pensar inerentes ao desenvolvimento do ser humano.

Cada país tem a sua própria cultura. Ela é influenciada por vários fatores.

cultura brasileira, no passado, dizia ser marcada pela boa disposição e alegria. Isso se refletia na música, por exemplo, no samba. Ele faz parte da cultura afrobrasileira.

Você conhece a cultura africana ou um pouco de sua história? Conhece mais o fundamentalismo norte-americano? O islamismo? O judaísmo? A cultura dos alemães, dos japoneses, dos indianos, dos russos e dos chineses? Senão, leia as resenhas dos seguintes livros para te motivar a ler os originais:  Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – História dos Povos

Leituras de Cabeceira: História do Brasil

Evidentemente, as cores das capas desses livros eletrônicos (e-books) não foram escolhidas ao acaso. O anterior de Finanças tinha de ser dourado, pois ouro foi o padrão monetário durante muito tempo na história humana. Este volume com resenhas de livros da historiografia clássica brasileira tinha de ter, claro, uma capa escura, indicando o luto da Nação.

Eu tinha muita esperança no futuro do Brasil, em especial quando, após a maturação dos investimentos no pré-sal, passasse a exportar petróleo. Um Fundo Soberano de Riqueza poderia resolver o problema de financiamento da Educação, Saúde e Previdência. O controle da taxa de câmbio estabilizaria a taxa de inflação.

Porém, o governo eleito está envergonhando os brasileiros lúcidos! Não propõe nada edificante para retomar o crescimento da renda e do emprego! É só corta, corta… Privatiza, privatiza… Governo tem de ser pragmático para entregar resultados no bem-estar da população — e não ideológico.

Nesta (má) fase, tratemos de nos preparar para “quando o carnaval chegar”. Sermos cidadãos brasileiros mais batalhadores por nossos direitos e honestos no cumprimento de nossos deveres deve ser o nosso compromisso. Aliás, repito, estudar não é direito, é uma obrigação de todo cidadão, seja em escola pública gratuita, seja em escola privada paga, ou, principalmente, por conta própria.

Para facilitar o autodidatismo, indico as leituras dos livros originais resenhados no seguinte volume: Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – História do Brasil

Leituras de Cabeceira: Finanças

Significado de Finanças:

s.f.pl. A fazenda nacional. / Erário, tesouro público: a administração das Finanças do Estado. / A ciência e a profissão do manejo do dinheiro, especialmente do dinheiro público. / O estado financeiro de um país ou, p. ext., de um particular. // Finanças públicas, conjunto dos recursos e das regras que concernem à atividade financeira das administrações públicas.

Curiosamente, o dicionário faz mais referência ao significado de Finanças Públicas. Aliás, brinco com meus alunos: — Experimente perguntar a um professor de Economia a respeito de suas Finanças Pessoais! Ele se sentirá ofendido em relação à preocupação de tão baixo nível um ser humano pode se ater! Ele defenderá com unhas-e-dentes as Finanças Públicas saudáveis (sem títulos da dívida pública pós-fixados) e poderá conhecer talvez um pouquinho de Finanças Corporativas, mas quanto às Finanças Pessoais dirá: — Jamais! Não passarão, eu não me vendo ao sistema capitalista!

Em contraponto à ciência ou à atividade do manejo do dinheiro ou de títulos financeiros, representativos de formas de manutenção de riqueza, especialmente com relação ao Estado, as Finanças enquanto substantivo feminino plural se refere aos recursos pecuniários, à situação econômica, ao conjunto de receitas e despesas, com a seguinte ressalva: especialmente as do Estado ou erário.

Curiosamente, agora, quando em todo o mundo se diagnostica “o desafio central para superar a crise das Finanças Públicas é fazer um ajuste fiscal centrado em uma reforma previdenciária”, não há mais como escapar do debate das Finanças Pessoais. Deixou de ser “coisa de rico” e/ou exclusivo de capitalista. Passou a ser problema dos trabalhadores com formação universitária ou mesmo com Ensino Médio completo.

O teto do INSS está em R$ 5.840, quase seis salários mínimos, mas 85% dos beneficiários recebem até dois salários mínimos, representando 67% do valor pago total. Dedução óbvia: quem receber acima da renda média dos trabalhadores brasileiros (R$ 2.230) deve cuidar de complementar sua Previdência Social.

Qual é o conhecimento necessário para isso? Propiciar essa habilidade é o objetivo do meu curso Finanças Comportamentais para Trabalhadores, oferecido como disciplina eletiva para os estudantes da graduação do IE-UNICAMP prestes a se formarem.

Para tanto, a coletânea de resenhas a respeito de livros sobre Riqueza Pessoal, Teoria da Aleatoriedade, Finanças Comportamentais e Economia da Felicidade — e não dos best-sellers de “autoajuda financeira” escritos por gente afim de maior enriquecimento — indica a leitura necessária sob um ponto-de-vista mais científico: Fernando Nogueira da Costa – Leituras de Cabeceira – Finanças

Leituras de Cabeceira: Economia Mundial

Individualismo Metodológico tem suas origens filosóficas em Immanuel Kant. Sua concepção sustenta, como principal responsável pela elaboração do processo de conhecimento, o sujeito. Ele tem o papel de ordenar os dados da experiência segundo categorias lógicas e, por conseguinte, inatas, chamadas apriorísticas, isto é, independentes da experiência, mas referentes ao intelecto. Porém, na metodologia científica, registra-se uma dualidade metodológica entre as Ciências Naturais/Exatas e as Ciências Sociais. Sociedade não é uma criação imaginária do intelecto.

Costuma-se ver como fundador do Individualismo Metodológico o pensador alemão Max Weber (1864-1920). Esse, ao contrário do francês Émile Durkheim (1858-1917), que concebia a sociedade como uma realidade autônoma em relação ao indivíduo (Holismo Metodológico), defende a tese de a análise dos fenômenos sociais ter seu ponto de partida na ação social, ou melhor, interação social entre indivíduos capazes de alterarem seus comportamentos em intercâmbio com os demais.

Weber é considerado o ponto de partida da microssociologia e da teoria da escolha racional, ou rational choice. Esta busca aplicar os princípios da análise econômica neoclássica individualista aos processos sociais.

Na Economia convencional ou ortodoxa, restringe-se à análise da ação humana segundo a perspectiva dos agentes individuais.  Esta teoria econômica deseja instruir os indivíduos sobre qual é a melhor decisão a ser tomada entre diversas alternativas. Constitui uma Teoria da Escolha individual, mas não social ou macroeconômica. Continuar a ler