A Professora: baixe o livro da Maria da Conceição Tavares

Em destaque

“Não quero que ele fale só; quero que escute o seu discípulo falar por sua vez” (Montaigne [1533-1592] em Ensaios: Da Instrução de Crianças).

Há muita sabedoria acumulada na relação entre mestre e aluno. Ninguém poderá ser mestre na escrita sem ter sido antes aluno. O mestre diante da turma se encontra na difícil situação de quem se espera, sempre e necessariamente, ter a razão. Sua missão de educador é vista como a de revelador da verdade. Mas o verdadeiro mestre não é o repetidor de alguma verdade, provisória tal como toda verdade demonstra ser. Ele ensina sim o método de busca, pois a verdade é sobretudo o caminho da verdade.

O mestre duvida de si mesmo e se deixa persuadir. Seu ensino mais relevante não está no dito por ele, mas sim no não dito – e descoberto pelo ex-aluno. “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”, definiu João Guimarães Rosa em “Grande Sertão: Veredas”.

Continuar a ler

Estado da Arte na Economia: Download Gratuito do Livro

Em destaque

Reuni meus artigos postados originalmente nos sites GGNCarta MaiorBrasil Debate e reproduzidos neste blog Cidadania & Cultura, durante o primeiro semestre de 2019, em um livro eletrônico gratuito.

Gosto de escrever e palestrar para colaborar intensamente com o debate público em favor das liberdades democráticas e dos direitos civis ameaçados. Compartilho minhas reflexões contigo (clique no link para download): Fernando Nogueira da Costa – Estado da Arte da Economia

 

PS: favor o redistribuir para sua rede de relacionamentos. Necessitamos (in)formar a opinião pública nessa difícil conjuntura nacional.

Leia seu Prefácio abaixo.

Continuar a ler

Evolução da Dívida Bruta do Governo Geral

A razão DBGG/PIB alcançou 74,0% em 2017, comparativamente a 55,5% em 2006, ano de início da série, na atual metodologia. Ao longo do período, a relação DBGG/PIB apresentou trajetórias distintas, destacando-se:

  1. período de relativa estabilidade entre 2006 e 2008, quando alcançou 56,0%;
  2. período de queda entre 2008 e 2011, quando chegou a 51,3%, embora registrando crescimento em 2009, imediatamente após o início da crise internacional, quando atingiu 59,2%;
  3. relativa estabilidade entre 2011 e 2013, quando totalizou 51,5%; e
  4. crescimento continuado após 2013, influenciado, principalmente, pela trajetória de resultados primários deficitários observados (Gráfico 7 e Tabela 7 do Anexo Estatístico).

Em termos acumulados, no período (2006 a 2017):

  1. a incorporação (por competência) de juros sobre o estoque contribuiu para elevar a relação DBGG/PIB em 68,2 p.p.;
  2. o impacto das variações cambiais e de outras variações patrimoniais ao longo do período respondeu por elevação correspondente a 2,3 p.p. do PIB;
  3. as emissões líquidas de dívida interna e externa contribuíram para elevar a relação DBGG/PIB em 1,3 p.p.; e
  4. o efeito do crescimento nominal do PIB respondeu por redução equivalente a 53,3 p.p.

A evolução da DBGG no conceito utilizado até dezembro de 2007 (que abrange toda a carteira de títulos do BCB e exclui operações compromissadas) pode ser visualizada, segundo as mesmas variáveis acima indicadas, nos Gráficos 10 e 11 e nas Tabelas 8, 9A e 10A, todos do Anexo Estatístico.

Continuar a ler

Principais fatores condicionantes da evolução da carteira de títulos do Banco Central do Brasil

Os fatores condicionantes da evolução da carteira de títulos do BCB podem ser visualizados no Gráfico 4 e nas Tabelas 4, 4A e 4B do Anexo Estatístico.

A carteira de títulos do BCB totalizou 25,3% do PIB em 2017. O aumento de 14,5 p.p. em relação a 2000 deveu-se:

  1. às emissões para cobertura dos resultados negativos do BCB (17,9 p.p.);
  2. aos juros nominais sobre o estoque da carteira (35,7 p.p.);
  3. às emissões para redimensionamento da carteira, sem contrapartida financeira (2,6 p.p.);
  4. aos pagamentos/recolocações de títulos na carteira (-15,4 p.p.); e
  5. ao efeito do crescimento do PIB (-26,3 p.p.).

Continuar a ler

Efeitos Patrimoniais das Operações Realizadas pelo Tesouro Nacional nos Balanços do Governo Federal e do Banco Central do Brasil

Principais operações do TN com impacto monetário – Relações contábeis

Resgates (emissões) de títulos pelo TN têm como contrapartida reduções (elevações) no saldo da Conta Única. A situação patrimonial líquida do TN e do BCB permanece a mesma. No TN, a redução (elevação) do passivo “Dívida Mobiliária” é neutralizada pela baixa (elevação) do ativo “Conta Única”. A situação patrimonial do BCB também permanece inalterada, observando-se redução (aumento) do seu passivo “Conta Única” em contrapartida ao aumento (redução) do passivo “Base Monetária”.

Para ajustar as condições de liquidez, o BCB realiza operações de venda (compra) de títulos no mercado secundário, com compromisso de recompra (revenda), ocasião quando a base monetária tende a retornar, tudo o mais constante, ao patamar original. O impacto final é neutro na Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) e nas Necessidades de Financiamento do Setor Público (NFSP). Na DBGG, segundo a metodologia em vigor, o impacto final é neutro, tendo em vista as operações compromissadas serem consideradas na sua abrangência.

Continuar a ler

Principais fatores condicionantes da evolução das operações compromissadas

As operações compromissadas realizadas pelo BCB constituem instrumento de regulação das condições de liquidez da economia e são realizadas sob a forma de venda (compra) de títulos públicos no mercado secundário, mediante o compromisso de recompra (revenda), e com o objetivo de garantir que a taxa de juros de mercado seja compatível com a meta estabelecida pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O estoque dessas operações passou de 0,5% do PIB, em 2000, para 16,2%, em 2017.

As operações de controle de liquidez são realizadas no mercado secundário por meio de títulos emitidos pelo TN, tendo em vista ser vedada a emissão de títulos próprios pelo BCB (art. 34 da Lei Complementar nº 101, de 4 de maio de 2000, Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF). Em dezembro de 2000, o total de títulos em mercado, emitidos pelo BCB anteriormente à proibição estabelecida na LRF, totalizava 7,1% do PIB. Os títulos públicos na carteira do BCB são utilizados como instrumento clássico de política monetária exclusivamente para regulação da liquidez, conforme preconiza o art. 164, § 2°, da Constituição Federal.

Dentre os fatores determinantes da evolução das operações compromissadas, destacam-se:

  1. as aquisições de reservas internacionais pelo BCB;
  2. os resgates líquidos de títulos pelo TN, com impacto monetário,6 inclusive o efetivo pagamento de juros;
  3. os recebimentos de dívidas renegociadas de governos regionais; o resultado primário do Governo Central;
  4. as alterações nos montantes dos depósitos compulsórios;
  5. os ganhos e perdas nas operações de swap cambial;
  6. as demais operações financeiras realizadas pelo BCB e pelo TN; e
  7. os juros incidentes sobre o estoque das próprias operações compromissadas.

Continuar a ler

Fatores Condicionantes da Evolução da Dívida Pública

A Nota Técnica do Banco Central do Brasil nº 47 (Brasília, setembro de 2018, pp. 1-27) foi elaborada pela Divisão de Finanças Públicas (Difin) do Departamento de Estatísticas (DSTAT), cujo Chefe do Departamento de Estatísticas é meu ex-orientando, Fernando Alberto G. Sampaio C. Rocha, economista muito estudioso e competente!

O objetivo desta Nota Técnica é analisar os principais fatores condicionantes da evolução da dívida pública, no período de 2000 a 2017, com destaque para:

  1. os resultados fiscais primários;
  2. os custos financeiros e a influência de variações cambiais na dívida; e
  3. as operações financeiras com impacto na dívida pública bruta, tais como emissões e resgates líquidos de títulos públicos em mercado, emissões associadas a empréstimos a bancos oficiais, aquisições de reservas internacionais e demais operações financeiras governamentais.

Continuar a ler

Plano do PT para Geração de Renda e Emprego

Contra a crise, PT oferece o ‘Plano Emergencial de Emprego e Renda – dignidade para o povo, crescimento para o Brasil em 14/08/2019. A apresentação abaixo é da Presidenta DILMA ROUSSEFF.

“O golpe de 2016 e a ascensão ao poder de um grupo de extrema-direita – neofascista no tratamento das questões sociais e perversamente neoliberal na condução da economia – levaram o Brasil a uma das maiores crises de sua história.

O desastre pode ser percebido até mesmo em alguns poucos dados da realidade brasileira: 12,8 milhões de desempregados, 4,9 milhões que desistiram de procurar emprego, 7,4 milhões que estão subocupados e trabalham menos do que precisam, 25 milhões entrando na linha da pobreza extrema, 62 milhões de pessoas tão endividadas que perderam o direito de consumir, milhares de obras públicas paralisadas e projetos como o Minha Casa Minha Vida sendo abandonados.

A prosperidade anunciada pelos golpistas e prometida pelos neofascistas e neoliberais era uma fake news. O Brasil parou. Até os técnicos do governo admitem que o país não vai crescer este ano, e oscilará entre a estagnação e a recessão técnica. Quem sofre mais é o trabalhador e o pobre.

Este tormento é impulsionado por uma agenda neoliberal impiedosa e desumana, que se impõe no Congresso, por meio da cooptação de apoios em troca de dispendiosas emendas parlamentares, num mercado que só tem olhos para o rápido lucro financeiro, e na afoita cumplicidade da mídia tradicional.

Mas o Brasil precisa saber que existem saídas para esta tragédia. Medidas emergenciais são imprescindíveis, embora não se deva esperar que sejam fruto da iniciativa do governo.

O PT tem a sua proposta. Elaborou e está oferecendo à sociedade um projeto, que denominou de “Plano Emergencial de Emprego e Renda – dignidade para o povo, crescimento para o Brasil”. São sugestões de medidas urgentes para salvar o país da absoluta inviabilidade econômica e da calamidade social, defendendo sobretudo os mais pobres, que são o alvo preferencial dos causadores da crise.

Continuar a ler

Ações de Impacto

Adam Grant, no livro “Originais: Como os inconformistas mudam o mundo”, sugere: se você está tentando soltar as amarras da originalidade, aqui estão algumas medidas práticas possíveis tomar.

  1. Os primeiros passos são destinados a indivíduos com desejo de gerar, reconhecer, expressar e defender novas ideias.
  2. O conjunto seguinte é para líderes com aptidão de estimular ideias inovadoras e construir culturas acolhedoras divergências.
  3. As recomendações finais são voltadas para pais e professores com propósito de deixar as crianças se sentirem mais à vontade para marcar posições criativas ou morais contra o status quo.

A fim de estimar sua criatividade em uma avaliação gratuita, visite o site http://www.adamgrant.net (em inglês).

Continuar a ler