Grande Depressão pelo Retorno da Velha Matriz Neoliberal

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TAXA DE INVESTIMENTO (FBCF/PIB) no 3° trimestre de 2016 = 16,5%
TAXA DE POUPANÇA (POUP/PIB) no 3° trimestre de 2016 = 15,1%

O Produto Interno Bruto (PIB) caiu 0,8% na comparação do terceiro trimestre de 2016 contra o segundo trimestre do ano na série com ajuste sazonal. É a sétima queda seguida nessa comparação. Frente a igual período de 2015, houve contração do PIB (- 2,9%) pela 10ª vez consecutiva. No acumulado dos quatro trimestres terminados no terceiro trimestre de 2016, o PIB registrou queda de 4,4% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, sétimo resultado negativo seguido. Já no resultado acumulado do ano até o mês de setembro, o PIB apresentou recuo de 4,0% em relação a igual período de 2015, a maior queda para este período desde o início da série em 1996.

Em valores correntes, o PIB no terceiro trimestre de 2016 alcançou R$ 1,580 trilhão, sendo R$ 1,371 trilhão referente ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 209,3 bilhões aos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios.

A publicação completa da pesquisa pode ser acessada aqui.

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Crônica Brasileira

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No posfácio do livro de autoria de Francine Prose, “Para ler como um escritor: Um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los” (Rio de Janeiro; Zahar; 2006), escrito por Ítalo Morriconi, ele afirma que “podemos assinalar um traço de personalidade muito presente na formação literária brasileira. Trata-se da crônica como gênero de prosa artística em pé de igualdade com o conto, na grande família das narrativas curtas.

Como leitores brasileiros, todos nós começamos lendo as crônicas de Fernando Sabino, Carlos Drummond de Andrade, Rachel de Queiroz, Rubem Braga, entre muitos outros. Mais recentemente, um Luis Fernando Verissimo, um Caio Fernando Abreu, um Ignácio de Loyola Brandão – entre tantos e tantas, do Oiapoque ao Chuí. A crônica é o ar que a arte da prosa respira no Brasil. Fomos alimentados por crônicas na escola e buscamos cronistas em nossas primeiras incursões autônomas pelo mundo da leitura. Continue reading “Crônica Brasileira”

Desemprego com a Volta da Velha Matriz Neoliberal

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A taxa de desocupação no trimestre móvel encerrado em outubro de 2016 foi estimada em 11,8% para o Brasil, ficando acima da taxa do trimestre móvel encerrado em julho de 2016 (11,6%) e superando em 2,9 pontos percentuais a taxa do mesmo trimestre do ano anterior (8,9%).

A população desocupada (12,0 milhões de pessoas) permaneceu estável em relação ao trimestre de maio a julho de 2016 e subiu 32,7% (mais 3,0 milhões de pessoas) no confronto com igual trimestre de 2015.

Já a população ocupada (89,9 milhões de pessoas) apresentou redução de 0,7%, quando comparada ao trimestre de maio a julho de 2016 (menos 604 mil pessoas). Em comparação com igual trimestre de 2015, foi registrada queda de 2,6% (menos 2,4 milhões de pessoas).

O número de empregados com carteira assinada no setor privado, estimado em 34,0 milhões de pessoas, apresentou queda de 0,9% frente ao trimestre de maio a julho de 2016 (menos 303 mil pessoas). Na comparação com igual trimestre do ano anterior, a redução foi de 3,7% (menos 1,3 milhão de pessoas).

O rendimento médio real habitualmente recebido em todos os trabalhos (R$ 2.025) cresceu 0,9% frente ao trimestre de maio a julho de 2016 (R$ 2.006) e caiu 1,3% em relação ao mesmo trimestre do ano passado (R$ 2.052).

A massa de rendimento real habitualmente recebida pelas pessoas ocupadas em todos os trabalhos (R$ 177,7 bilhões) não apresentou variação significativa em relação ao trimestre de maio a julho de 2016, mostrando redução de 3,2% frente ao mesmo trimestre do ano anterior. A publicação completa da PNAD Contínua Mensal pode ser acessada aqui.

Os indicadores da PNAD Contínua são calculados para trimestres móveis, utilizando-se as informações dos últimos três meses consecutivos da pesquisa. A taxa do trimestre móvel terminado em outubro de 2016 foi calculada a partir das informações coletadas em agosto/2016, setembro/2016 e outubro/2016. Nas informações utilizadas para o cálculo dos indicadores para os trimestres móveis encerrados em outubro e setembro, por exemplo, existe um percentual de repetição de dados em torno de 66%. Essa repetição só deixa de existir após um intervalo de dois trimestres móveis. Mais informações sobre a metodologia da pesquisa estão disponíveis aqui.

 

Para ler como um escritor

para-ler-como-um-escritorO prefácio e o posfácio do livro de autoria de Francine Prose, “Para ler como um escritor: Um guia para quem gosta de livros e para quem quer escrevê-los” (Rio de Janeiro; Zahar; 2006) foram escritos por Ítalo Morriconi. Ele o apresenta dizendo que “Para ler como um escritor” proporciona uma espécie de viagem visceral por obras-primas da literatura.

Tem tudo de manual, de guia, de livro-texto especificamente orientado:

  • para quem está se colocando na posição de escritor aprendiz ou iniciante, assim como
  • para quem deseja perceber a literatura com os olhos livres do escritor e não com as lentes grossas do intelectual ou do ideólogo acadêmico.

Seu modo visceral de ser conduz o leitor pelas entranhas do texto de prosa ficcional sem apelar para categorias macro de compreensão, sem camisas de força apriorísticas. Aqui, a indução prevalece sobre a dedução. Literatura não como ciência, mas como exercício de sensibilidade.

O método é o “close reading”, a leitura atenta, a leitura densa, a leitura linha a linha, cuja meta é evidenciar como grandes escritores do passado e do presente obtiveram e continuam a obter resultados literários apreciáveis e diversificados através desse ou daquele jeito de fazer.

A lei maior de Francine Prose é: aprendemos através de exemplos. Não para imitá-los (isso também, um pouco), mas para refletir intensamente sobre eles. Como tratar a frase? Como e por que quebrar um parágrafo? Como avaliar o impacto de uma palavra? Como apresentar uma personagem ao leitor? Continue reading “Para ler como um escritor”

Nova Estética: Três Notas Sobre Blogs e o Plágio (por Charles Kiefer)

resenha-livro-para-ser-escritor-charles-kiefer-editora-leya“Não escrevo este rápido e conciso texto com pressa. Mas ele poderá ser lido rapidamente.

Ele deve ser lido rapidamente, que os bytes e os neurônios têm pressa, muita pressa.

Porque a nossa atual locomotiva chama-se internet. E ela é rápida, muito rápida.

Além de gerar palavras novas – os dinossauros as chamavam neologismos –, essa nova machina exige textos curtos, parágrafos curtos, frases curtas.

Hoje, com um olhar retrospectivo, podemos ver a revolução industrial parindo novas formas artísticas, a short storie, a crônica, o folhetim, o romance policial, o romance psicológico, o romance de aventuras.

Com um olhar prospectivo, podemos ver um novo gênero, ainda sem nome, retorcendo-se na tela do computador.”

[Trecho de: Charles Kiefer. Para ser escritor. São Paulo; Leya, 2010.] Continue reading “Nova Estética: Três Notas Sobre Blogs e o Plágio (por Charles Kiefer)”

Theasurus e Economia

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Do latim thesaurus (“tesouro”), em diversos idiomas (português, inglês etc.), usa-se esse termo para designar listas ou dicionários cujas palavras são agrupadas por temas.

Tesauro, também conhecido como dicionário de ideias afins, é uma lista de palavras com significados semelhantes, dentro de um domínio específico de conhecimento. Por definição, um tesauro é restrito. Não deve ser encarado simplesmente como uma lista de sinônimos, pois o objetivo do tesauro é justamente mostrar as diferenças mínimas entre as palavras e ajudar o escritor a escolher a palavra exata. Tesauros não incluem definições, pelo menos muito detalhadas, acerca de vocábulos, uma vez que essa tarefa é da competência de dicionários.

O Dicionário Analógico supõe que temos noção de um significado, uma intenção de uso, mas não nos ocorre uma palavra satisfatória. Ele, a partir de um contexto de possíveis significados, oferece uma nuvem de palavras em torno desse significado, ou seja, palavras analógicas em maior ou menor grau de proximidade e exatidão, para que nessa nuvem possamos achar a palavra – ou expressão – que melhor nos convém, em qualquer de suas mais prováveis funções gramaticais. Continue reading “Theasurus e Economia”