Remunerações de Executivos

Ganhos de remuneraçãoRemunerações de Financistas 2015Letícia Arcoverde (Valor, 10/08/15) informa que os cargos gerenciais da área de vendas estão entre os que mais tiveram ganho salarial neste ano na comparação com 2014, segundo estudo de remuneração da empresa de recrutamento Michael Page. Clique aqui para acessar o estudo. Os setores de tecnologia e de seguros também se destacaram em meio ao momento econômico turbulento, que resultou em salários de diversos setores e funções em queda ou com aumentos mais tímidos que o ano passado.

O estudo analisou os rendimentos fixos brutos de mais de 500 cargos de média e alta gerência, com base em entrevistas realizadas com mais de 100 mil profissionais ao longo dos últimos 12 meses. Os dados não descontam o valor da inflação no período.

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Distribuição da População Brasileira (204,5 milhões de habitantes) por Municípios

O IBGE divulgou, no dia 28 de agosto de 2015, as estimativas das populações residentes nos 5.570 municípios brasileiros com data de referência em 1º de julho de 2015. Estima-se que o Brasil tenha 204,5 milhões de habitantes e uma taxa de crescimento de 0,83% de 2014 para 2015. O município de São Paulo continua sendo o mais populoso, com 12,0 milhões de habitantes, seguido pelo Rio de Janeiro (6,5 milhões), Salvador (2,9 milhões) e Brasília (2,9 milhões). Dezessete municípios brasileiros possuem mais de um milhão de habitantes, somando 44,9 milhões de habitantes ou 22,0% da população total do Brasil.

No ranking dos estados, os três mais populosos localizam-se na região Sudeste, enquanto os três menos populosos localizam-se na região Norte. O estado de São Paulo, com 44,4 milhões de habitantes, concentra 21,7% da população total do país. O estado de Roraima é o menos populoso, com 505,7 mil habitantes (0,2% da população total), seguido do Amapá, com 766,7 mil habitantes (0,4% da população total) e do Acre, com 803,5 mil habitantes (0,4% da população total).

As estimativas populacionais são fundamentais para o cálculo de indicadores econômicos e sociodemográficos nos períodos intercensitários e são, também, um dos parâmetros utilizados pelo Tribunal de Contas da União na distribuição do Fundo de Participação de Estados e Municípios. Esta divulgação anual obedece ao artigo 102 da lei nº 8.443/1992 e à Lei complementar nº 143/2013.

A tabela com a população estimada para cada município foi publicada no Diário Oficial da União (D.O.U.) de hoje, 28 de agosto de 2015. A nota metodológica e a tabela com as estimativas das populações para os 5570 municípios brasileiros e para as 27 Unidades da Federação pode ser consultada neste link.

 

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Crédito encarece, mas não carece de Funding e sim de Demanda…

Crédito julho 2015A média dos saldos diários da base monetária situou-se em R$ 234,1 bilhões em julho de 2015, com expansões de 0,4% no mês e 3,6% em doze meses. No mês, foram registrados acréscimos de 1,9% nas reservas bancárias e de 0,1% no papel-moeda emitido. Em outras palavras, o estoque de moeda está elevando-se em ritmo muito inferior ao do crescimento da taxa de inflação. Está sendo aplicada pela Autoridade Monetária a clássica receita monetarista?!

Entre os fluxos mensais dos fatores condicionantes da base monetária, destacaram-se as operações com títulos públicos federais, que incluem a atuação do Banco Central no ajuste da liquidez do mercado monetário, com efeito contracionista de R$ 40,2 bilhões, resultante de vendas líquidas de R$ 61,3 bilhões no mercado secundário e resgates líquidos de R$ 21,1 bilhões no mercado primário. Em contrapartida, os ajustes nas operações com derivativos e as operações do Tesouro Nacional provocaram expansões respectivas de R$ 23,9 bilhões e de R$ 10,3 bilhões.

O saldo médio diário dos meios de pagamento restritos (M1) atingiu R$ 305,6 bilhões em julho, com avanço de 0,5% no mês, decorrente das elevações de 0,7% nos depósitos à vista e de 0,3% no papel-moeda em poder do público. Em doze meses, o M1 declinou 1,1%. Esses Haveres Monetários têm custo de oportunidade por não renderem juros...

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PIB recua (-1,2%) no acumulado em 12 meses contra 12 meses anteriores

PIB trimestral 1994-2015Fonte: FSP, 28/08/15

Taxa acumulada 12 meses 2T 2015 PIB 2 T 2015

O Produto Interno Bruto (PIB) apresentou queda (-1,9%) na comparação do segundo trimestre de 2015 contra o primeiro trimestre do ano, levando-se em consideração a série com ajuste sazonal. Na comparação com igual período de 2014, a variação do PIB também foi negativa (-2,6%). No acumulado dos quatro trimestres terminados no segundo trimestre de 2015, o PIB registrou decréscimo (-1,2%) em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores, verificado também no resultado acumulado do ano até o mês de junho (-2,1%), em relação a igual período de 2014. Em valores correntes, o PIB no segundo trimestre de 2015 alcançou R$ 1,43 trilhão. A publicação completa da pesquisa pode ser acessada na página aqui.

Grande Fortuna: Moto-Contínuo ou Máquina de Movimento Perpétuo

Gestão da Patrimônio jun 2015Private Banking jun 2015Fundos jun 2015 Um moto-contínuo ou a máquina de movimento perpétuo são classes de máquinas hipotéticas as quais reutilizariam indefinidamente a energia gerada por seu próprio movimento. Tanto teoricamente, quanto experimentalmente, as propostas de moto-contínuos são universalmente vistas com descrença pelos físicos. Um moto-contínuo, além de violar as lei da termodinâmica, violaria também a chamada Lei Áurea da Mecânica, segundo a qual o trabalho aplicado é igual ou maior que o trabalho realizado.

No entanto, no Brasil, a “indústria (sic) de Fundos” cresce por moto-contínuo! A política de juros elevadíssimos adotada pela casta dos sábios-tecnocratas, aliados aos sábios-economistas-chefes, permite aqui esse milagre econômico: o trabalho aplicado é igual ou maior que o trabalho realizado!

No primeiro semestre de 2015, os ativos de todos Fundos somaram quase três trilhões de reais: R$ 2.909.692,3 milhões. Mas a captação líquida no ano foi de apenas R$ 19,08 bilhões, ou seja, os ativos totais cresceram devido à capitalização realizada pelos juros compostos. Comparando com a capitalização atual a base de 1,1% ao mês, esse saldo aumentaria, mensalmente, em termos nominais, cerca de R$ 32 bilhões.

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O Começo do Fim (por José Tadeu Jorge)

Campus UNICAMPO reitor da UNICAMP – Universidade Estadual de Campinas, José Tadeu Jorge, 62 anos, doutor em Ciência de Alimentos, depois de muito tempo batalhar,  obteve “direito à resposta” na Folha de S.Paulo. Esta publicou uma reportagem leviana ao obter na Justiça o direito de publicar os nomes e salários de todos os professores da Unicamp. Não publicou nada sobre o ponto-chave da questão do teto salarial artificial.

Para que? Só serviu para mostrar como a política de “caçador de marajás” (sic), trazida por Collor ao imaginário nacional, encontra hoje um adepto na figura do Governador de São Paulo, potencial candidato à Presidente na eleição de 2018. O subsídio atual do governador paulista, de R$ 21.600, é o terceiro mais baixo da Federação, superior apenas aos do Ceará e do Espírito Santo. Com essa ruptura da carreira meritocrática, um Professor em Universidade Federal pode ganhar cerca de R$ 12 mil a mais do que um docente de mesmo nível em Universidade Estadual Paulista.  Reproduzo o artigo publicado na FSP, em 27 de agosto de 2015, abaixo. Continuar a ler

Atualização Metodológica do Balanço de Pagamentos

BP maio 2015Em abril de 2015, o Banco Central do Brasil (BCB) atualizou a metodologia do Balanço de Pagamentos (BP) para a sexta edição do Manual do FMI (BPM6). O IBGE atualizou as Contas Nacionais em março e o BCB fez, na sequência, movimento correlato. O BPM6 foi atualizado, entre outras coisas, para ficar melhor alinhado com as diretrizes do SNA 2008.

Com as mudanças das estatísticas do Balanço de Pagamentos em abril do ano corrente — atualização de metodologia de BPM5 para BPM6 —, as séries históricas mais longas só estão disponíveis na metodologia anterior, cujos dados anuais acabam em 2014: 

Balanço de Pagamentos 1947-2014 BPM5

Carta de Conjuntura 1948-jun 2011 – Séries Anuais

Houve mudança na convenção de sinais das contas do BP (prejudicando as fórmulas anteriores), que foi feita para melhor encaixar nas Contas Nacionais, mais especificamente nas necessidades de financiamento externo. Além disso, foram atualizados os nomes de algumas contas (Rendas = Renda Primária; Transferências Unilaterais = Renda Secundária). Mas o raciocínio econômico na análise das transações correntes e na conta financeira (ex-conta de capitais), obviamente, continua exatamente o mesmo.

O BCB publicou uma série de Notas Metodológicas explicando as mudanças em http://www.bcb.gov.br/?6MANBALPGTO. Especificamente para o caso, sugiro a leitura do “FAQ”.

Nos casos das mudanças na metodologia (investimentos intercompanhia reversos) e na compilação (retomou-se a compilação dos lucros reinvestidos) do IED e na dívida externa, são principalmente revisão na forma de apresentação de informações já existentes (exceto os lucros reinvestidos), tornando-as mais completas, desagregadas e transparentes, melhorando a comparabilidade internacional das nossas estatísticas.

Leia mais:

BalPagM

Tulio_Maciel_Novo_BPM6_22_04_2015

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nm4bpm6p

nm3bpm6p

nm2bpm6p

nm1bpm6p

BAL PAGT 2014