Nivelamento por Baixo diminui Desigualdade e aumenta Pobreza

Daniel Mariani, Diana Yukari, Leonardo Vieceli (FSP, 24/04/22) fizeram repotragem sobre o tema do título.

crise gerada pela Covid-19 e a disparada da inflação chegaram até o bolso dos trabalhadores com salários mais altos, que têm mais condições para enfrentar as dificuldades no cenário econômico.

Sinal disso é que a renda média do trabalho do grupo 1% mais rico no país caiu 16,4%, em termos reais, desde o começo da pandemia.

Mesmo com a redução, o rendimento dessa parcela ainda é 80,9 vezes maior (R$ 26.899) do que o dos profissionais 10% mais pobres (R$ 332) na média.

As conclusões são de um levantamento da Folha a partir de microdados da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

No quarto trimestre de 2019, antes da explosão da pandemia, a renda média do trabalho da fatia 1% mais rica era de R$ 32.157 por mês.

Dois anos depois, no quarto trimestre de 2021, já com a crise sanitária em curso, o rendimento baixou para R$ 26.899.

Vem dessa comparação a queda de 16,4% —ou menos R$ 5.258. O indicador avaliado é o da renda média habitual de cada pessoa que está ocupada com trabalho formal ou informal.

Desempregados não entram nos cálculos. Os dados contemplam apenas os recursos recebidos com o trabalho, e não consideram valores de investimentos e benefícios sociais.

“Os trabalhadores estão com dificuldades para conseguir reajustes. A elite do funcionalismo, por exemplo, está mais no topo da distribuição de renda e tenta barganhar isso“, diz o economista Alysson Portella, pesquisador do Insper.

“O que explica a perda no topo da pirâmide é a inflação. Ela está gerando perdas reais nos salários”, indica o professor André Salata, do programa de pós-graduação em ciências sociais da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), que estuda desigualdade e distribuição de renda.

RENDA DOS MAIS POBRES SOBE, MAS COM MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO

Na base da pirâmide, o rendimento dos trabalhadores 10% mais pobres no país passou de R$ 324 para R$ 332 entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2021, uma elevação de 2,3%.

O avanço na média, contudo, deve ser analisado com cautela devido a um efeito de composição do grupo, ponderam analistas.

Segundo eles, a chegada da pandemia, em 2020, expulsou do mercado principalmente os trabalhadores mais vulneráveis, em grande parte associados à informalidade e a menores salários.

Esse é um dos possíveis motivos para a renda dos 10% mais pobres ter crescido na média após o início da pandemia.

No segundo trimestre de 2020, marcado por restrições a atividades econômicas e menos profissionais atuando no mercado, o rendimento dessa camada chegou a ser 16,2% maior, em média, do que no final de 2019.

Contudo, nos intervalos mais recentes, esse avanço vem ficando menor —foi de 2,3% no quarto trimestre de 2021—, em meio ao retorno dos brasileiros mais vulneráveis à população ocupada e ao avanço da inflação.

Desempregados não entram nos cálculos. Os dados contemplam apenas os recursos recebidos com o trabalho, e não consideram valores de investimentos e benefícios sociais.

“Os trabalhadores estão com dificuldades para conseguir reajustes. A elite do funcionalismo, por exemplo, está mais no topo da distribuição de renda e tenta barganhar isso“, diz o economista Alysson Portella, pesquisador do Insper.

“O que explica a perda no topo da pirâmide é a inflação. Ela está gerando perdas reais nos salários”, indica o professor André Salata, do programa de pós-graduação em ciências sociais da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), que estuda desigualdade e distribuição de renda.

RENDA DOS MAIS POBRES SOBE, MAS COM MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO

Na base da pirâmide, o rendimento dos trabalhadores 10% mais pobres no país passou de R$ 324 para R$ 332 entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2021, uma elevação de 2,3%.

O avanço na média, contudo, deve ser analisado com cautela devido a um efeito de composição do grupo, ponderam analistas.

Segundo eles, a chegada da pandemia, em 2020, expulsou do mercado principalmente os trabalhadores mais vulneráveis, em grande parte associados à informalidade e a menores salários.

Esse é um dos possíveis motivos para a renda dos 10% mais pobres ter crescido na média após o início da pandemia.

No segundo trimestre de 2020, marcado por restrições a atividades econômicas e menos profissionais atuando no mercado, o rendimento dessa camada chegou a ser 16,2% maior, em média, do que no final de 2019.

Contudo, nos intervalos mais recentes, esse avanço vem ficando menor —foi de 2,3% no quarto trimestre de 2021—, em meio ao retorno dos brasileiros mais vulneráveis à população ocupada e ao avanço da inflação.

Desempregados não entram nos cálculos. Os dados contemplam apenas os recursos recebidos com o trabalho, e não consideram valores de investimentos e benefícios sociais.

“Os trabalhadores estão com dificuldades para conseguir reajustes. A elite do funcionalismo, por exemplo, está mais no topo da distribuição de renda e tenta barganhar isso“, diz o economista Alysson Portella, pesquisador do Insper.

“O que explica a perda no topo da pirâmide é a inflação. Ela está gerando perdas reais nos salários”, indica o professor André Salata, do programa de pós-graduação em ciências sociais da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul), que estuda desigualdade e distribuição de renda.

RENDA DOS MAIS POBRES SOBE, MAS COM MUDANÇA DE COMPOSIÇÃO

Na base da pirâmide, o rendimento dos trabalhadores 10% mais pobres no país passou de R$ 324 para R$ 332 entre o quarto trimestre de 2019 e igual período de 2021, uma elevação de 2,3%.

O avanço na média, contudo, deve ser analisado com cautela devido a um efeito de composição do grupo, ponderam analistas.

Segundo eles, a chegada da pandemia, em 2020, expulsou do mercado principalmente os trabalhadores mais vulneráveis, em grande parte associados à informalidade e a menores salários.

Esse é um dos possíveis motivos para a renda dos 10% mais pobres ter crescido na média após o início da pandemia.

No segundo trimestre de 2020, marcado por restrições a atividades econômicas e menos profissionais atuando no mercado, o rendimento dessa camada chegou a ser 16,2% maior, em média, do que no final de 2019.

Contudo, nos intervalos mais recentes, esse avanço vem ficando menor —foi de 2,3% no quarto trimestre de 2021—, em meio ao retorno dos brasileiros mais vulneráveis à população ocupada e ao avanço da inflação.

Os mais ricos, mesmo perdendo renda, têm mais mecanismos para se proteger da pressão inflacionária.

A inflação bate no rendimento do trabalho, mas essas pessoas conseguem se proteger de outras formas. A perda pode ser compensada, por exemplo, com investimentos financeiros. Isso diminui o impacto da inflação entre os mais ricos.

Na média de todos os grupos, o rendimento dos trabalhadores ocupados era de R$ 2.675 no quarto trimestre de 2019. Em igual intervalo do ano passado, recuou para R$ 2.447, uma queda de 8,5% em termos reais.

O resultado mais recente representa o menor nível da série histórica da Pnad com trimestres tradicionais (janeiro a março, abril a junho, julho a setembro e outubro a dezembro). Os registros começaram em 2012.

 A recuperação da renda do trabalho depende em grande parte do avanço da atividade econômica.

O problema é que as previsões indicam baixo crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2022, inferior a 1%.

Fatores como a pressão inflacionária e os juros mais altos são apontados como obstáculos para um desempenho mais forte do PIB e, consequentemente, da renda.

A economia até vem recuperando empregos, mas a renda está menor na média.

Tem um quebra-cabeça no cenário, que é como incentivar a retomada da economia e, ao mesmo tempo, controlar a inflação..

A questão é que o principal remédio para conter a inflação é aumentar os juros, o que dificulta a recuperação da atividade econômica.

De acordo com os dados, a renda média dos trabalhadores 1% mais ricos no quarto trimestre de 2019 (R$ 32.157) era 99 vezes maior do que a dos 10% mais pobres (R$ 324).

Essa relação caiu para 80,9 vezes no quarto trimestre de 2021 especialmente pela baixa dos mais ricos.

O ideal seria se todos ganhassem mais, e a base, os mais pobres, tivesse um aumento proporcionalmente maior.

1 thought on “Nivelamento por Baixo diminui Desigualdade e aumenta Pobreza

  1. Republicou isto em Iso Sendacz – Brasil and commented:
    Somente em janeiro e fevereiro deste ano 1,8 milhões de família entraram na pobreza extrema.
    A relação que mede a desigualdade compara a renda média do 1% mais rico com os 10% mais pobres. A significativa queda de 16% na média do primeiro grupo e o aumento de oito reais no quarto de salário mínimo que os mais pobres conseguem ao mês fez o indicador cair de 99 para 81 vezes em dois anos.
    Um péssimo resultado da pior equipe econômica da história do Brasil.
    Como planteia o professor, fica a pergunta: em um cenário de juros e inflação elevados, como retomar o crescimento da economia em quantidade suficiente para que a renda dos mais pobres cresça rapidamente a dois salários mínimos, sem prejuízo da recuperação salarial do topo da pirâmide laboral brasileira.

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