Relatório de 2017 da Oxfam sobre Desigualdade no Mundo e no Brasil

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A diferença registrada entre o crescimento absoluto da renda dos diferentes decis (veja gráfico acima) é altamente desigual – muito mais do que as simples taxas de crescimento sugeririam – mesmo após levar-se em consideração o choque econômico sobre as rendas após 2008, como revela a linha azul da Figura 1.

A renda dos 10% mais pobres aumentou em US$ 65 entre 1988 e 2011, o equivalente a menos de US$ 3 adicionais por ano, enquanto a renda dos 1% mais ricos aumentou 182 vezes mais que a dos pobres, em mais de US$ 11.800.

Pesquisas da Oxfam revelaram que:

  • ao longo dos últimos 25 anos, o 1% mais rico teve um aumento de renda superior ao registrado para os 50% mais pobres juntos e
  • quase metade (46%) do aumento total da renda beneficiou os 10% mais ricos.

Isso explica porque os 10% mais pobres da população mundial ainda vivem abaixo da linha de extrema pobreza, definida em US$ 1,90 por dia atualmente.

Novas estimativas indicam que o patrimônio de apenas oito homens é igual ao da metade mais pobre do mundo. Enquanto o crescimento beneficia os mais ricos, o restante da sociedade – especialmente os mais afetados pela pobreza – sofrem com a miséria ou a indigência: dificuldade de se alimentar.

 

Saiba mais sobre essa desigualdade extrema no Relatório de 2017 da OxfamUma economia para os 99%:

– Baixe o relatório completo Uma economia para os 99%

– Baixe o resumo executivo Uma economia para os 99%

– Baixe a nota metodológica

An economy for the 99%

Una economía para el 99%

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Nos mês de janeiro de 2017, a Oxfam Brasil, Centro de Estudos da Metrópole e o Le Monde Diplomatique Brasil lançam o encarte especial Desigualdade em Movimento. Nele, convidamos você a pensar sobre alguns dos desafios que os novos prefeitos dos municipios brasilerios irão enfrentar em 2017. Os artigos abordam temas como orçamento público, territorialidades, conselhos municipais, fluxos migratorios, mobilidade urbana, religião e demais desigualdades.
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Os seis homens mais ricos do Brasil concentram a mesma riqueza que toda a metade mais pobre da população do país (mais de 100 milhões de brasileiros), segundo o relatório da ONG Oxfam divulgado nesta semana.

A ONG britânica de assistência social e combate à pobreza usa como base levantamentos sobre bilionários da revista “Forbes” e dados sobre a riqueza no mundo de um relatório do banco Credit Suisse.

De acordo com a “Forbes“, as seis pessoas mais ricas do Brasil são:

  1. Jorge Paulo Lemann, sócio da Ambev (dona das marcas Skol, Brahma e Antarctica) e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  2. Joseph Safra, dono do banco Safra
  3. Marcel Herrmann Telles, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  4. Carlos Alberto Sicupira, sócio da Ambev e dono de marcas como Budweiser, Burger King e Heinz
  5. Eduardo Saverin, cofundador do Facebook
  6. João Roberto Marinho, herdeiro do grupo Globo

A fortuna somada desses seis empresários era de US$ 79,8 bilhões (cerca de R$ 258 bilhões) em 2016, de acordo com a “Forbes”.

Na sexta posição entre os mais ricos do país, João Roberto Marinho aparece empatado com seus dois irmãos, José Roberto Marinho e Roberto Irineu Marinho, com patrimônio estimado em R$ 13,92 bilhões cada um. Se fosse considerado o patrimônio dos três irmãos juntos, a desigualdade seria ainda maior, segundo a Oxfam.

No caso do Brasil, a ONG afirma que os salários dos 10% mais pobres da população brasileira aumentaram mais que os salários pagos aos 10% mais ricos entre 2001 e 2012, ou seja, na Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014), antes da volta da Velha Matriz Neoliberal em 2015 e o Golpe de 2016.

“Em muitos países em desenvolvimento nos quais as disparidades salariais estão crescendo, a diferença de remuneração entre trabalhadores com diferentes habilidades e níveis de formação é um grande impulsionador da desigualdade”, diz o relatório da Oxfam, intitulado “Uma economia para 99%“.

A desigualdade é praticamente a mesma no cenário global. No mundo, apenas oito bilionários acumulam a mesma quantidade de dinheiro que a metade mais pobre da população do planeta, ou seja, 3,6 bilhões de pessoas juntas, segundo a ONG.

Entre os oito mais ricos do mundo estão o cofundador da Microsoft Bill Gates, o dono da rede de moda Zara, Amancio Ortega, e o cofundador e presidente do Facebook, Mark Zuckerberg.

Os mais ricos do mundo, segundo a Forbes

 

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