Desempenho dos Bancos Públicos sob a Ideologia do Estado Mínimo

A ideia-fixa do “Posto Ipiranga”, oportunista ex-banqueiro de negócios com “carta-branca” do capitão para fazer o que quiser no comando centralizado do ministério da Economia, é até 2022, se cumprir todo o mandato, deixar o Estado mínimo. Além de cortar os direitos previdenciários e salariais dos servidores públicos. Isto permitiria, em tese neoliberal, o corte de gastos públicos e, em consequência, menores impostos.

Em sua cartilha ortodoxa, parece só constar o conceito de “crowding-out”, isto é, um Efeito Esvaziamento do setor privado pelo setor público. Em visão estática, se o Estado deixasse um vácuo, a economia brasileira não se esvaziaria por conta da ocupação automática por parte do setor privado. Ledo engano. As Contas Nacionais de 2019 já registraram a falta de dinamismo econômico. A economia brasileira rasteja sem o investimento público substituir o investimento privado inibido por pessimismo.

Ele pouco se importou. Quanto à taxa de câmbio, apenas disse, no dia 5 de março: “Eu estou dizendo que é um câmbio que flutua, se eu fizer muita besteira, ele pode ir para esse nível” [R$ 5]. Dez dias depois, dito e feito: passou esse nível. Ele não renunciará face ao reconhecimento público e notório da “muita besteira” feita por ele?!

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Inovações Financeiras: PIX ou Sistema de Pagamentos Instantâneos e Portabilidade de Crédito

Talita Moreira (Valor, 20/02/2020) informa: o sistema de pagamentos instantâneos, batizado de PIX, vai reduzir os custos de transferência de dinheiro e diminuir o uso de numerário, cujo manejo custa caro para a sociedade, disse o presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto.

“O Pix é um dos projetos mais importantes deste ano. Veio de uma necessidade que as pessoas têm, não só no Brasil, e os bancos centrais de todo o mundo estão pensando nisso, de ter um instrumento barato, transparente, rápido e seguro”, afirmou. “Vai ser o embrião do que acredito que é uma transformação total na intermediação financeira futura no país”, disse.

O sistema vai unir um novo meio de pagamento aberto e interoperável. A expectativa é ele atrair novos competidores, como fintechs. O BC apresentou a marca do Pix, a ser lançado em 16 de novembro de 2020 para transferências, pagamentos com QR Code e recolhimentos de guias da União.

No próximo ano, serão acrescentadas novas funcionalidades ao Pix, como os pagamentos por aproximação entre dois celulares. As transações serão feitas em até 10 segundos, mas a expectativa do BC é, na média, não passarem de 2 segundos.

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Open Banking X Bancos e Fintechs

Flávia Furlan e Talita Moreira (Valor, 31/01/2020) informam: bancos e fintechs consideram apertado o cronograma estabelecido pelo Banco Central (BC) para implantar todas as fases do “open banking” até o fim do ano de 2021! Há quem defenda uma ampliação dos prazos!

O maior desafio, afirmam fontes próximas às instituições financeiras tradicionais e às novatas, não é cumprir a primeira etapa, prevista para o segundo semestre deste ano, quando começa a valer o compartilhamento de dados sobre canais, produtos e serviços. A questão, segundo esses interlocutores, é entregar a tempo as fases seguintes. Elas preveem troca de informações sobre cadastro de clientes, produtos e serviços e, por último, transações.

O ‘open-data’ de produtos é algo mais simples de ser feito, mas o processo vai ficando mais complexo com o passar do tempo, como por exemplo a inclusão de informações transacionais. Elas requerem mais segurança.

O cronograma proposto pelo BC consta da minuta da regulamentação em consulta pública quase encerrada, mas sem os grandes bancos e as principais fintechs ainda não terem se manifestado com suas contribuições. Algumas instituições devem questionar os prazos intermediários.

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Novas Ferramentas de Bancos Digitais

Danylo Martins (Valor, 31/01/2020) informa: o Nubank anunciou ter atingido a marca de 20 milhões de clientes. Ainda distante dos números das grandes instituições financeiras, a fintech – que se popularizou pelo cartão roxo sem anuidade – pavimentou o caminho para o avanço dos bancos digitais. Prova disso é que, entre 2017 e 2018, mais do que dobrou o número de bancos digitais no país, segundo estudo recente do boostLAB, do BTG Pactual, em parceria com a empresa de inovação ACE.

Com o chamariz de uma conta digital gratuita, o Banco Inter ultrapassou 4 milhões de clientes no fim de 2019, em comparação a 1,45 milhão no último trimestre de 2018. Neste ano, a expectativa é pelo menos dobrar a quantidade de clientes, para 8 milhões, prevê Priscila Salles, diretora de marketing e CRM do banco. Segundo ela, o alto nível de desbancarização no país é uma oportunidade para fisgar novos clientes. Correntistas insatisfeitos com os serviços de grandes bancos também estão na mira.

“Os bancos digitais ficaram mais conhecidos em 2019, mas agora o maior desafio é como se diferenciar”, observa.

Uma das estratégias da instituição mineira é o chamado “super app”, plataforma lançada em novembro de 2019 e que reúne produtos e serviços de mais de cem lojistas, entre aluguel de carro, eletrodomésticos e passagens aéreas. Hoje, o aplicativo é a vida das pessoas e oferece cada vez mais conveniência. Para 2020, uma das metas é o lançar uma solução de pagamento instantâneo. Continuar a ler

Investimentos em Fintechs

Jacilio Saraiva (Valor, 31/01/2020) informa: o ano de 2019 foi o período com a maior movimentação de aportes do mercado de venture capital em negócios digitais, em toda a história do setor. Estudo lançado este mês pela Distrito, empresa de inovação aberta ligada ao ecossistema brasileiro de startups, enumera 260 investimentos, que somaram cerca de US$ 2,7 bilhões, volume 198% maior do que o registrado em 2017 e 80% superior ao alcançado em 2018. Em 2020, a expectativa é crescer 30%, ante 2019.

Quem mais atraiu a atenção dos investidores, em número de aportes, foram as fintechs, com 62 rodadas de investimento (US$ 935 milhões), antes do varejo, com 31 negociações (US$ 210 milhões), e companhias ligadas à saúde, com 24 captações (US$ 43 milhões). O valor médio das injeções de capital ficou em US$ 19,5 milhões, 200% acima do tíquete médio de 2018.

O setor de fintechs continuará na agenda dos fundos em 2020. O mercado financeiro ainda é muito concentrado, o que gera oportunidades para todos. A evolução do segmento, considerando iniciativas como o novo Cadastro Positivo, o crescimento dos pagamentos instantâneos e a tendência do open banking (conjunto de regras para organizar o sistema financeiro por meio da abertura e integração de informações), deve ampliar a competição entre bancos, financeiras e startups, diz ele. Continuar a ler

Serviços Digitais

Ana Lúcia Moura Fé (Valor, 31/01/2020) informa: serviços digitais proliferam em todos os setores, trazendo conveniência e economia para os consumidores. Contratação de crédito, compras on-line, pagamentos de boletos, aluguel de carro, acesso a música e filmes, tudo pode ser feito a qualquer tempo e lugar, sem necessidade de deslocamentos e mediante alguns cliques na tela do PC ou do celular.

Hiperconectado, o novo consumidor habitua-se rapidamente às novidades. Por outro lado, está mais propenso a abandonar fornecedores que o desapontam. Basta uma experiência negativa para seis em cada dez pessoas deixarem de comprar em uma loja virtual ou cancelem um serviço digital, revela pesquisa da Forrester em 15 países, inclusive Brasil. Continuar a ler