Modelo de Gestão do Futebol Brasileiro: da Comunidade para a Autorregulação do Mercado e/ou a Fiscalização Governamental

Graziella Valenti e Luiz Henrique Mendes (Valor, 27/11/2019) avaliam: os títulos conquistados pelo Flamengo, campeão brasileiro e da Libertadores, consagra o entendimento de a força e a capacidade financeira, com boa gestão, alteram o placar. Não garantem título, mas aumentam a chance. Contudo, com raríssimas exceções, o Brasil está para lá de atrasado no debate sobre profissionalização e organização das finanças no futebol. Há assuntos financeiros até proibidos de se discutir em clubes de futebol, como se a razão não pudesse conviver com a paixão quando o tema é a camisa.

Mas, queiram os apaixonados ou não, as finanças dos clubes entrarão de forma definitiva no roteiro esportivo em 2020. Junto com o equilíbrio das contas, o debate sobre clubes se transformarem em empresas ou criarem companhias exclusivas para o futebol, atraindo investidores, está na ordem do dia.

O vitorioso clube da Gávea passou por uma troca importante de gestão há seis anos e reduziu a dívida de R$ 750 milhões a R$ 460 milhões. Dessa forma, conseguiu investir R$ 190 milhões no ano passado, vindo de um piso de R$ 22 milhões em 2014, quando a nova administração fez secar a torneira para dar conta dos compromissos. Dos números, ninguém foge. Continuar a ler

Marcas de Clubes de Futebol: Patrocínios ou Mecenatos

O Flamengo é a marca mais valiosa do futebol brasileiro pelo quarto ano consecutivo. O controle de mercado pelo clube rubro-negro pode ser ameaçado nos próximos anos, porém, pela ascensão do Palmeiras, hoje terceiro no ranking de valor de marcas dos clubes. Esta, se mantida a atual tendência de crescimento, pode superar o Corinthians (segundo mais valioso do país) no curto prazo. Quem diria, os “Palestras Itálias”, em SP e MG, superam os “times-do-povo”! Fenômeno social: o proletariado é superado pelo operariado ascendente para a classe média!

Conforme o levantamento realizado pela empresa de consultoria e auditoria BDO, a marca rubro-negra passou a valer R$ 1,95 bilhão em 2018, 15% a mais em relação ao ano passado. Esse valor de marca praticamente dobrou em um período de cinco anos – era de R$ 1 bilhão em 2014. Efeito casta dos sábios-tecnocratas? Um ex-benedense (ex-BNDES) assumiu a gestão das finanças do Flamengo e “virou o jogo”? Isto para o bem. E para o mal? Está envolvido com quem?

Para chegar aos valores e criar o ranking, a consultoria considera 40 indicadores em três pilares:

  1. torcida (gama de consumidores),
  2. mercado (onde o clube está inserido, o que já coloca os times de Minas Gerais e Rio Grande do Sul em desigualdade de competição), e
  3. receita (patrocínio, bilheteria etc).

Os patrimônios dos clubes não são considerados nos cálculos, assim como a receita de vendas de jogadores. Mas, atualmente, muitos clubes (brasileiros e latino-americanos em geral) vivem disso: mecenato e venda de talentos precoces para o exterior! Continuar a ler

Cruzeiro: Hexacampeão do Brasil ou Decacampeão Brasileiro?

A listagem acima se refere a todos os jogos do Cruzeiro contra adversários relevantes até o dia 10/10/18. Há uma diminuição gradativa do déficit de vitórias contra os times paulistas, exceto o Palmeiras com o qual já tem superávit.

Considerando apenas títulos recentes, no século XXI ou anos 2000, o Cruzeiro acumula sete títulos (3 Campeonatos Brasileiros e 4 Copas do Brasil), superando todos os demais times. Aqueles foram em pontos corridos e estas são jogos eliminatórios. Informação relevante: ele não disputou a maioria das Copas do Brasil porque o time em disputa da Copa Libertadores da América, antes de 2017, não a disputava.

Com o título da Copa do Brasil deste ano, o Cruzeiro chegou à 10ª conquista nacional (4 Campeonatos Brasileiros e 6 Copas do Brasil) e subiu no ranking dos clubes com mais troféus. Agora, a Raposa ocupa o segundo lugar dos maiores campeões do país, ao lado do Corinthians, também com dez conquistas.

O Palmeiras lidera isolado, com 12. No terceiro posto estão Flamengo e Santos, com 9 cada. Depois, aparecem Grêmio (7), São Paulo (6), Fluminense (5), Vasco (5), Internacional (4), Atlético (2), Sport (2), Atlético-PR (1), Coritiba (1), Guarani (1), Paulista (1), Santo André (1) e Juventude (1).

Clubes brasileiros com mais títulos nacionais (Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil):
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Placares de Futebol e “Freguesia”: o Passado não guia o Futuro, mas sim o Acaso e as Falhas Presentes no Jogo

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A Copa do Mundo da FIFA de 2018, sediada na Rússia, começou oficialmente no dia 14 de junho, e já está na fase final, com França e Croácia na disputa pela taça. Neste gráfico, publicado como parte da cobertura especial do mundial, o Nexo analisou o histórico de desempenho do Brasil contra os diversos adversários — não apenas nas Copas, mas em todas as partidas de 1914 até os últimos jogos antes da Copa da Rússia.

O primeiro fator a ser analisado é o saldo de gols, ou seja, a diferença entre o número de gols marcados e de gols sofridos pelo Brasil em todas as suas partidas. É possível ver que o saldo positivo de um gol é o mais comum para a seleção, seguido de um empate e do saldo de dois gols. Outros saldos, mais incomuns, como a goleada de 10 a 1 contra a Bolívia em 1949, e grandes derrotas, como o 7 a 1 contra a Alemanha em 2014, também são visíveis no gráfico.

Os placares resultantes nesses saldos de gols são demonstrados por meio da seguinte visualização. Traz em um eixo o número de gols feitos pelo adversário e, no outro, o número de gols feitos pelo Brasil. Quanto maior o círculo em determinada casa do gráfico, mais frequente é aquele placar. Dessa forma é possível observar tanto os placares mais comuns quanto as goleadas.

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Violência, Troca de Favores, Jogo de Interesses, Torcidas Organizadas, Avanço Tecnológico: Sociedade do Espetáculo do Futebol

Tostão, em “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol” (São Paulo: Companhia das Letras; 2017), continua seus comentários sobre o futebol atual.

“A violência nos gramados tem a ver com a violência presente na sociedade, que se espalha pelo futebol, nas brigas entre torcedores pelas ruas. Os jogadores e treinadores, pressionados e ameaçados para ganhar de qualquer jeito, perdem o controle, dão pontapés, carrinhos, brigam, discutem e agridem, para mostrar que têm raça.

Os técnicos são geralmente omissos. Passam o jogo reclamando do árbitro e gritando, para mostrar que “jogam com o time” — um dos milhares de chavões do futebol. Em vez de advertirem e punirem os atletas violentos, os técnicos colocam a culpa nos árbitros. Estes, fracos tecnicamente, ficam perdidos com tanto tumulto criado pelos treinadores e jogadores.

Outro fator importante para a queda de nosso futebol é a relação promíscua que existe entre empresários, investidores, clubes, federações estaduais e a CBF. É a troca de favores, uma das pragas da cultura brasileira. É comum um treinador e um jogador, das categorias de base ou do time principal, serem agenciados pelo mesmo empresário. Dizer que isso não pode gerar conflito de interesses é desconhecer a desmedida ambição humana.

Nem sempre os atletas que podem gerar lucros aos clubes são os que os técnicos querem colocar em campo. Os clubes, por comodismo e interesses escusos, são reféns desses empresários, que agenciam jogadores e técnicos e participam ativamente das contratações e das negociações para a saída de jogadores. Continuar a ler

Papel dos Técnicos no Futebol

Tostão, em “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol” (São Paulo: Companhia das Letras; 2017), continua seus comentários sobre o futebol atual.

Os técnicos são importantes. Há treinadores ótimos e treinadores fracos, no Brasil e em todo o mundo. Uma grave deficiência de nosso futebol é a falta de continuidade, a troca excessiva no comando dos times, o que dificulta a formação de um bom conjunto. Paradoxalmente, uma das razões disso é a supervalorização dos técnicos, que se tornaram os maiores responsáveis pelas vitórias e pelas derrotas.

As análises dos resultados e das equipes passaram a ser feitas a partir da conduta dos treinadores. Os dirigentes se iludem com o fato de que a única solução para melhorar é mudar o comando. Os técnicos, quando contratados, são tratados como salvadores e gênios, e depois, quando demitidos, são tidos como burros. Há ainda os burros com sorte — título de um livro escrito por Levir Culpi — e os gênios com azar.

Os técnicos não são os únicos responsáveis pela queda de qualidade do futebol brasileiro nos últimos tempos, mas não se pode eximi-los de suas responsabilidades. O grande erro dos treinadores brasileiros, mesmo entre os mais estudiosos, foi seguir um caminho ineficiente e medíocre:

  1. de utilizar, durante muito tempo, a marcação individual, que já tinha sido abandonada pelos europeus;
  2. de privilegiar os chutões e os lançamentos longos, como se isso fosse moderno; de trocar poucos passes, como se isso fosse lentidão; e
  3. de muitos outros detalhes que empobreceram o futebol, com aplausos de parte da imprensa.

Esse período, paradoxalmente, foi o de maior valorização dos treinadores. Continuar a ler

Queda de Qualidade do Futebol Brasileiro

Tostão, em “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol” (São Paulo: Companhia das Letras; 2017), continua seus comentários sobre o futebol atual.

“Muitos outros fatores contribuíram para a queda de qualidade de nosso futebol, como a diminuição da formação de grandes talentos, a promiscuidade nas relações comerciais entre empresários, federações, clubes e a CBF, a supervalorização dos técnicos, a troca excessiva de treinadores e jogadores, o calendário ruim e a violência dentro e fora dos gramados.

Muitas pessoas que trabalham nas categorias de base são escolhidas muito mais por amizades com dirigentes e com técnicos das equipes principais do que pelo conhecimento técnico. Mesmo os profissionais mais sérios e competentes costumam repetir o que falam e fazem os técnicos das equipes principais. Os bons treinadores das categorias de base preferem as equipes principais, porque dá mais prestígio e dinheiro, um desejo habitual do ser humano.

Decorar todos os desenhos táticos de todos os times e conhecer todas as informações, úteis e inúteis, não significa competência para ensinar. Conhecimento não é apenas informação. “Os que têm estudo explicam a claridade e a treva, dão aulas sobre os astros e o firmamento, mas nada compreendem do universo e da existência, pois bem distinto do explicar é o compreender, e quase sempre os dois caminham separados.”

Há uma geração cada vez maior de pessoas que sabem muito e conhecem pouco. A solução também não é colocar ex-atletas, independentemente de terem sido craques ou não, que não tiveram preparação técnico-científica para o cargo. O ideal seria unir as duas qualidades, a experiência de ter sido um atleta com a formação acadêmica. Assim como há preconceito dos acadêmicos com os ex-atletas, como se eles não tivessem preparo intelectual para o cargo, há também preconceito dos atletas com os técnicos formados nas universidades, como se fosse impossível alguém ser bom treinador sem ter sido atleta profissional. Continuar a ler

Comparação Tática entre o Futebol Europeu e o Brasileiro

Tostão, em “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol” (São Paulo: Companhia das Letras; 2017), continua seus comentários sobre o futebol atual.

“A mudança mais importante ocorrida na Europa nos últimos tempos foi tentar melhorar a qualidade do espetáculo e, consequentemente, lucrar mais com o futebol. A Premier League, na Inglaterra, foi criada em 1992, seguida pelas ligas formadas na Espanha, na Alemanha e em outros países. Isso foi importante para o crescimento do futebol europeu.

A Itália, que até 1992 tinha o melhor campeonato da Europa, ficou para trás em relação a Inglaterra, Espanha e Alemanha. Os alemães têm hoje a melhor média de público do mundo.

Os europeus, principalmente os ingleses, diminuíram a violência, dentro e fora dos estádios, e melhoraram os gramados e o conforto para os torcedores. Os jogos passaram a ter um número menor de faltas, são menos tumultuados, com mais tempo de bola em jogo, com mais intensidade e mais troca de passes. A importação dos melhores jogadores sul-americanos e africanos foi também decisiva para melhorar a qualidade do jogo. Continuar a ler

Tragédia do Futebol Brasileiro: Derrota dos 7 a 1 Não Foi Por Acaso

Tostão, em “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol” (São Paulo: Companhia das Letras; 2017), continua seus comentários sobre o futebol atual.

“Os 7 a 1 foram atípicos, um exagero. A Alemanha não era o máximo dos máximos nem o Brasil era o péssimo dos péssimos, mas foi uma mensagem, um aviso, uma constatação, da queda de nosso futebol.

Para entender os 7 a 1, o futebol que se jogou na Copa de 2014 e o futebol que se joga hoje, no Brasil e em todo o mundo, vou tentar fazer uma análise, uma síntese da evolução na maneira de jogar nestes últimos cinquenta, sessenta anos. Continuar a ler

Autobiografia do Tostão

Estudei no Colégio Estadual de Minas Gerais (na época era o único existente sem a necessidade da localização “Central”) entre 1963 e 1970, desde o Ginásio (Ensino Fundamental) até o Colegial Científico (Ensino Médio). Era um dos colégios mais tradicionais de Minas, símbolo da vanguarda da arquitetura nacional e famoso por contribuir com a formação educacional de jovens que se transformaram em personalidades notáveis da literatura, música, política, esporte e várias outras áreas profissionais e artísticas.

Como na minha infância eu era morador na quadra vizinha, sempre me chamou a atenção o projeto arquitetônico assinado por Oscar Niemeyer. Ele deu ao prédio principal, com salas de aula, laboratórios, biblioteca e administração, a forma de régua T, ao teatro a de mata-borrão, à caixa-d’água a de um giz e ao anexo isolado (cantina) a forma de borracha.

O Colégio Estadual era vanguarda do ensino e esporte em Minas Gerais. Das suas salas saíram várias personalidades, como a primeira Presidenta da República, Dilma Rousseff (minha ex-aluna no doutorado do IE-UNICAMP), o governador Fernando Pimentel (PT), o médico, cronista esportivo e tricampeão mundial de futebol, Eduardo Gonçalves de Andrade, o Tostão, entre tantos outros nomes conhecidos ou não.

Sendo quatro anos mais velho (nasceu em 25 de janeiro de 1947), ele foi meu ídolo adolescente. Contava-se entre os alunos do Colégio Estadual a estória que o Tostão chegou atrasado, porque estava treinando no Cruzeiro, em jogo decisivo do campeonato de futebol de salão entre as turmas. Já estava no segundo tempo e sua turma perdia de 4 X 0. Ele entrou, e virou o jogo para 5 X 4, inclusive com o último gol chutando sem ângulo entre o goleiro e a trave!

Desde que inaugurou o Mineirão em 5 de setembro de 1965, ocasião em que estive presente (e voltei a pé da Pampulha até o Centro da cidade por carência de transporte), assisti todos os jogos do Cruzeiro, presencialmente, no Estádio, até que me mudei de BH em 1975. Aliás, até hoje assisto pela TV todos os jogos do meu time – e do Tostão. Paixão de infância não se abandona

Sendo assim, li com satisfação as memórias do Tostão, vulgo Dr. Eduardo, “Tempos vividos, sonhados e perdidos: Um olhar sobre o futebol”. Sim, ele, assim como o Afonsinho e o Sócrates, se formou em Medicina e se tornou professor na Faculdade de Ciências Médicas. Depõe, no livro, que caso tivesse ingressado como docente na UFMG, provavelmente, seguiria na carreira universitária. O País perdeu um formador de médicos e a indústria de entretenimento do futebol ganhou seu melhor cronista. O que a massa de brasileiros preferiria: mais médicos ou mais um cronista diferenciado?

Curiosamente, ele passou da casta dos guerreiros-atletas, cujos valores morais são fama, glória, coragem e honra, para a casta dos sábios-criativos, cujos valores morais são especialização, educação, autonomia, auto expressão, liberalismo cultural ou de costumes. Os professores, profissionais da mídia e escritores possuem este último Ethos cultural. Já os praticantes de esporte, em geral, têm o primeiro.

Como segui tanto a carreira de atleta quanto a de cronista do Tostão, passo-a-passo, suas memórias futebolísticas não tiveram muitas novidades para mim. Eu as compartilho. O que achei mais interessantes foram suas análises do futebol atual.

Resumo-as em seguida, em uma série de posts no dia de hoje, 22 de janeiro de 2018, comemorando oito anos de aniversário deste modesto blog pessoal!

“Os grandes jogadores reúnem, em proporções variáveis para cada um, muita técnica, habilidade e criatividade, além de ótimas condições físicas e emocionais.

A habilidade é a intimidade com a bola diante do adversário, a capacidade de criar efeitos especiais.

A técnica é a execução dos fundamentos da posição, além da lucidez para tomar decisões certas.

A criatividade é a antevisão da jogada, a capacidade de inovar, de surpreender.

O talento é a síntese de tudo isso.

Muitos confundem habilidade e criatividade com talento. Existem craques com pouca habilidade, mas não há craques sem excepcional técnica. Pelé foi o melhor de todos porque tinha, no mais alto nível, todas essas qualidades. Pelé foi tão espetacular que atingiu o máximo, a total simplicidade para jogar.

Existem jogadores que executam muito bem os fundamentos técnicos da posição, possuem bons níveis estatísticos, mas não conseguem juntar as partes, formar um todo, uma personalidade. São divididos, esquizofrênicos do ponto de vista futebolístico.”

Cruzeiro em Ascensão no Ranking do Futebol Brasileiro

Ao ganhar o penta da Copa do Brasil, no dia 27 de setembro de 2017, sobre o Flamengo, no Mineirão, o Cruzeiro alcançou seu nono título nacional. Além das edições de 1993, 1996, 2000, 2003 e 2017 do torneio de “mata-mata” (desclassificatório em dois jogos de ida-e-volta), passando por todas as rodadas, o clube venceu os Campeonatos Brasileiros de 1966, 2003, 2013 e 2014.

Agora, a Raposa ocupa o segundo lugar no ranking dos maiores campeões nacionais do país, ao lado de Santos e Corinthians, também com nove conquistas. O Palmeiras lidera isolado, com 12. Porém, analisando por décadas (timeline), Santos e Palmeiras tiveram maior glória no passado (anos 60s) do que no presente. O Cruzeiro e o Corinthians são times em ascensão. Analise abaixo a concentração econômica estadual – e entenda o desafio maior do time do povo mineiro.

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Cruzeiro: 9 Vezes Campeão Nacional

O pentacampeonato da Copa do Brasil do Cruzeiro teve contornos dramáticos. A vitória nos pênaltis após o empate sem gols no tempo normal coroou a campanha celeste ao longo de toda a Copa. O triunfo sobre o Flamengo veio após confrontos contra outros gigantes do futebol brasileiro: São Paulo, Palmeiras e Grêmio. Coincidentemente, esses foram os rivais nas decisões dos quatro primeiros títulos da equipe mineira na competição. Continuar a ler