Porque eu amo o Futebol

Eu tinha me esquecido que haveria este jogo de futebol, mas por acaso tive a oportunidade de assistir pela TV os dez minutos finais do jogo de ontem: com um gol aos 49 min do segundo tempo, o Barcelona bateu o Paris Saint-Germain por 6 a 1 e avançou às quartas de final da Liga dos Campeões Europeus de 2016-17. Como foi um épico, valer registrar neste modesto blog pessoal alguns fatos deste jogo, para nossa memória, pois falaremos no futuro muito de suas lições sobre a vida — e seus acasos: Continue reading “Porque eu amo o Futebol”

Elenco mais Valioso do Futebol Brasileiro em 2017

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O site Superesportes postou reportagem com dados do site alemão Transfermarkt, especializado em calcular valores de mercado de atletas do futebol mundial.

De acordo com o Transfermarkt, o grupo do Cruzeiro está avaliado em 77,25 milhões de euros. Convertido em reais, o montante chega a R$ 253,4 milhões.

As permanências de jogadores importantes que estavam no time em 2016 (Ramón Ábila, Robinho, Rafael Sobis e outros) e as contratações de reforços pontuais – casos de Diogo Barbosa, Thiago Neves e Lucas Silva – garantem ao Cruzeiro o elenco mais valioso do futebol brasileiro em 2017.

O jogador mais caro do elenco é o argentino Ramón Ábila, orçado em R$ 19,68 milhões. Depois vêm Arrascaeta (R$ 18 milhões), Manoel (R$ 14,76 milhões), Thiago Neves, Henrique e Dedé – os direitos econômicos dos três últimos estão estipulados, cada um, em R$ 13,12 milhões.

Em compensação, Ezequiel é o atleta mais barato entre os que estão nos planos do técnico Mano Menezes. O preço pelo lateral-direito é de 984 mil reais.

Com relação à equipe, a vantagem do Cruzeiro sobre o segundo elenco mais caro é considerável. Mesmo com a contratação do atacante Lucas Pratto, o time do São Paulo custa R$ 22,3 milhões a menos que o Time do Povo mineiro (R$ 231,1 milhões). Em seguida aparecem os conjuntos de Atlético-MG (R$ 227,9 milhões), Palmeiras (R$ 207,5 milhões) e Flamengo (R$ 187,5 milhões).

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Cruzeiro: Primeiro Fora do Eixo Rio-São Paulo

 

ranking-fsp-2016-times-de-futebolLevantamento realizada pelo instituto Paraná Pesquisas, publicada pelo jornal “O Globo”, mostrou que a torcida do Cruzeiro é a sexta maior do Brasil, com 8.243.257 torcedores. Segundo o levantamento, a torcida celeste é a maior de Minas Gerais. Levando em consideração todo o território brasileiro, a Raposa tem torcida menor do que as do Flamengo, Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Vasco — clubes das duas maiores metrópoles dos País. No ranking acima de torneios nacionais, os campeonatos estaduais de Rio e São Paulo concedem mais pontos que os demais.

Durante dez meses, entre março e dezembro de 2016, o instituto ouviu 10,5 mil pessoas no Brasil, resultando em uma das maiores amostragens em pesquisas nacionais de torcida. Percorrendo 23 estados, o levantamento informa que 40 milhões de brasileiros (19,5%) não torcem por time algum.
Veja os números das torcidas:

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Times Campeões e Jamais Rebaixados para Série B

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Qual é a receita para ganhar título de Campeão Nacional? Se fosse fácil, não haveria fila… Veja acima (e em Lista de Campeões Nacionais do Futebol Brasileiro) que o Campeonato Brasileiro tem mais times vencedores em suas formas anteriores, quando misturava campeonato com torneio, ou seja, disputa “mata-mata” a la Copa do Brasil.

Depois que o requisito de planejamento e regularidade passou a ser fundamental para somar pontos corridos ao longo de 38 jogos, o título ficou mais difícil desde 2003: Cruzeiro, Corinthians e São Paulo ganharam três vezes, Fluminense duas vezes, Flamengo e Santos uma vez.

campeo%cc%83es-desde-2003Também se destacam os seis times que nunca (até 2015) foram rebaixados para a série B:

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Opção do Bom e Barato Custa Caro em termos de Conquistas Esportivas

Custo de Conquistas de Títulos

Fernando Torres (Valor, 21/08/16) afirma que a opção do bom e barato pode funcionar para subir para a série A ou para alcançar títulos regionais. Mas os clubes de futebol que almejarem ganhar títulos nacionais ou se classificar para Libertadores devem se preparar para “colocar a mão no bolso” — o que não significa gastar acima das possibilidades.

Essas são algumas das conclusões que se tira do primeiro estudo de eficiência esportivo-financeira dos clubes de futebol brasileiros feito pela equipe do Itaú BBA, nesta sexta edição do levantamento da instituição sobre as finanças das agremiações.

Os clubes que ganharam títulos nacionais ou se classificaram para a Libertadores em 2015 gastaram entre R$ 2 milhões e R$ 2,6 milhões por ponto obtido nos jogos disputados no ano passado. Já aqueles com objetivos mais modestos desembolsaram menos de R$ 1 milhão por ponto.

O pior dos mundos — e o que os clubes precisam evitar, em especial, meu glorioso Cruzeiro — é gastar muito e não alcançar os resultados, ou pior, ser rebaixado.

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Análise de Balanços dos Clubes de Futebol

Balanços dos times de futebol

Fernando Torres (Valor, 21/07/16) avalia que um título expressivo para o Flamengo seria uma das melhores coisas que poderiam ocorrer para melhorar as finanças dos clubes brasileiros de futebol.

A agremiação ganhou fama nas últimas décadas pelo atraso no pagamento de salários de jogadores e de impostos e ainda tem uma das maiores dívidas entre os grandes clubes do país.

Mas começou a entrar na linha no aspecto financeiro nos últimos anos e é o destaque individual de um extenso estudo do Itaú BBA sobre o desempenho financeiro de 29 agremiações de futebol, sendo dono da maior receita e responsável, sozinho, por 41% do resultado operacional recorrente desse conjunto de clubes em 2015.

Contudo, a falta de um título relevante recente – o último foi uma Copa do Brasil em 2013 – pode passar a falsa impressão de que um balanço no azul nada a tem a ver com bons resultados dentro de campo. “O imediatismo das análises dá margem para se dizer que a boa gestão não é positiva”, diz Cesar Grafietti, superintendente de crédito do Itaú BBA, que coordenou o trabalho – e que não é flamenguista.

Sob o aspecto geral, a principal conclusão que se extrai das 217 páginas do estudo é que as finanças dos principais clubes do país pararam de piorar em 2015. Mas ainda não há motivo para comemorar.

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Refis do Futebol (PROFUT) e Corrupção Privada

Clubes de Futebol Devedores

Edna Simão (Valor, 11/04/2016) denuncia que o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro (Profut), criado no ano passado para socorrer clubes de futebol, está sendo usado para beneficiar empresas de outros setores, mas pertencentes ao mesmo grupo empresarial. Um dos casos é o do Brasiliense, clube do ex-senador Luiz Estevão que somou suas dívidas às do Grupo OK. Com isso, o débito que poderá ser pago em 20 anos e com desconto, passa de R$ 15 milhões para mais de R$ 900 milhões.

No pedido de adesão ao Profut, o Brasiliense assumiu dívidas de outras empresas de Estevão, como as do Grupo OK – assim, as dívidas com a União seriam pagas com desconto nas multas e nos juros. O ex-senador está preso há pouco mais de um mês, cumprindo pena de 31 anos por crimes de peculato, corrupção ativa, estelionato, formação de quadrilha e uso de documento falso.

Apesar da desvirtuação do programa, afinal o Profut foi idealizado para melhorar a situação financeira de clubes de futebol, a legislação brasileira permite que uma empresa seja acionada para pagar dívidas de outras do mesmo grupo, dizem fontes ligadas à avaliação das adesões do Profut. Essa prática já é adotada tanto pela Receita Federal quanto pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN) para conseguir receber dívidas da União. “Se [as empresas] compartilham patrimônio e faturamento, as dívidas também são compartilhadas”, diz uma fonte. Continue reading “Refis do Futebol (PROFUT) e Corrupção Privada”