Música Africana

cultura_africana

Para acompanhar a leitura deste post, sugiro ligar a Music Player na coluna à esquerda deste blog ou buscar (por palavra-chave) no Spotify – https://www.spotify.com/br/ — a playlist que denominei “África: Raízes da Música” em nome do usuário 12142604272

A África é um continente com vários tipos de diversidade étnica, cultural e linguística. Uma descrição da música africana é quantidade de variedade de expressões. Existem semelhanças regionais entre grupos desiguais, assim como as tendências que são constantes ao longo do tempo do continente africano.

A música da África é tão ampla e variada como as muitas regiões da África.

Quem estudou nações de candomblé na Bahia,  sabe que ele é fruto de descendentes de distintas nações e grupos étnicos africanos, quanto ao seu patrimônio musical específico. Reunindo dados históricos, etnográficos, linguísticos e confrontando-os com respeito à pertinência relativa a sua origem e às interpenetrações de civilizações, revela-se a existência de permanências e divergências, bem como de um número considerável de empréstimos e influências recíprocas tanto no plano etnográfico como no estritamente musical.

Sinteticamente, encontra-se 20 toques no candomblé: 8 são originários da nação Ketu; 7 originários da nação Jêje; 4 da nação Angola e um total de 15 empréstimos recíprocos. Análise similar tem sido feita nos grandes grupos etno-linguísticos africanos, bem como na música popular da África, correlacionando esta com a denominada música negra ao redor do mundo. É uma questão cultural, logo, os gêneros musicais que mais aprecio têm uma raiz africana: jazz, blues, rhythm and blues, rock, soul, reggae,  dub, samba, bossa-nova, etc.

A África é um grande continente e as suas regiões e nações possuem distintas tradições musicais. A música do norte da África tem uma história diferente da musica da África Sub-saariana. Continue reading “Música Africana”

Cidadão Instigado

Cidadão Instigado - Fortaleza

Gosto da banda de rock “Cidadão Instigado“, pois mistura sonoridades da minha juventude. Terminada a temporada de shows do disco prévio, “Uhuuu!” (2009), metade da banda formou o projeto The Mockers, um tributo aos Beatles dedicado às canções que John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr nunca tocaram ao vivo. Mais tarde, o Cidadão completo excursionou tocando o álbum “The Dark Side of the Moon” (1973), obra-prima do Pink Floyd, na íntegra.

Fortaleza” (a faixa-título) é uma homenagem à cidade-berço do grupo. Catatau relembra com nostalgia sua infância e juventude, quando caminhava pelos calçadões “vendo o povo nas ruas”, antes de lamentar um amargo reencontro com a cidade — toda transformada e desigual. Musicalmente, a faixa é um híbrido de baião e hard rock setentista. O ex-Legião Urbana Dado Villa-Lobos participa com violões.

A bagagem “floydiana” é bem sentida na abertura “Até que Enfim“, cheia de progressões e “synths” que parecem saídos de “Wish You Were Here” (1975), do Pink Floyd. “Ficção Científica“, por sua vez, refina as lições aprendidas no The Mockers, juntando riffs a George Harrison e coros rebuscados sob um pungente “groove”.

Nem tudo é Beatles e Pink Floyd. “Dizem que Sou Louco por Você” cruza Led Zeppelin e Odair José. “Land of Light“, rara faixa em inglês do grupo, viaja pelo blues em clima de mantra hippie. É uma parceria de Catatau com o ex-Los Hermanos Rodrigo Amarante.

Fortaleza” encontra-se apenas em formato digital, disponível para download gratuito no site da banda: http://www.cidadaoinstigado.com.br/.

Ciga-nos

Mawaca_RUPESTRES_FLORIDO

Na minha convalescença de uma cirurgia do menisco do joelho esquerdo, fiquei de molho nas últimas duas semanas, podendo só me locomover com muletas. Li muitos livros que se empilhavam na minha cabeceira. Suas resenhas aparecerão, gradualmente, sob forma de posts. Também vi dois ou três filmes por dia no Netflix. O terceiro prazer dos meus hobbies – livro, cinema, música – foi pesquisar e escutar músicas no Spotfy. Resultou em um playlist “Música do Oriente Médio” (usuário do Spotfy 12142604272).

Estimulado por essa viagem via literatura pela história e cultura de diversos países, tais como os da África, Oriente Médio e Índia, fui atraído pelo que os eurocêntricos chamam de World Music. Tanta diversidade disponível para sair da mesmice – leia-se “o pop ocidental” – e, mesmo assim, é baixa sua audiência no Brasil! Continue reading “Ciga-nos”

Melhores do Ano de 2014


Registro as listas dos “Melhores do Ano de 2014“, na área de entretenimento, no caso, as listas de O Globo. É um incentivo para ver, ler e escutar o que ainda não apreciamos. Embora tenha visto, lido e escutado a maioria, confesso que cada vez menos a “sociedade do espetáculo” me atrai a ponto de sair de casa. Neste ano, o mais atraente nessa área, para mim, foram os acessos domésticos baratos ao que gosto: filmes via Netflix (baixando na internet apenas o que não está nele disponível), livros eletrônicos nos sites da minha lista de “Favoritos” (aba acima), e músicas no imenso acervo do Spotfy — e suas excelentes sugestões para playlists.

Recentemente, pude “fuçar” mais o Spotfy e acessei seu aplicativo “Music of the World“. Você consegue com um clique nos mapas de todos os países uma excelente amostra das músicas locais, classificadas por gênero. Por exemplo, “Desert Blues” de Mali, país do  melódico Ali Farka Touré. É possível escutar toda a diversidade da Música Africana, assim como a Árabe, a Indiana (sitar e tabla), etc., saindo da mesmice!

Outra dica: a partir da elaboração de um post neste modesto blog — Dicas do Trio Música-Literatura-Filme –, conheci a cantora ídiche Chava Alberstein, que canta na abertura do filme Free Zone. Coloquei algumas de suas Yiddish Songs em um playlist no Spotfy que denominei Cabaret. Problema que não consegui resolver: trocar meu nome de usuário no Spotfy. Não sei por que razão, em vez de meu nome Fernando Costa, como está no Facebook, fiquei registrado com o número 12142604272, tal como um prisioneiro sem identidade. Quem quiser acessar minhas playlists (e compartilhar dicas não comerciais), sugiro pesquisar tal número.

Tem também no Spotfy, entre outros, um aplicativo denominado “Rolling Stones Recommends“. Gosto de me orientar por listas de críticos, colocando-as em playlists ou descartando-as conforme meu gosto, é claro… Continue reading “Melhores do Ano de 2014”

Dicas do Trio Música-Literatura-Filme

Prezados seguidores,

acho fantástico estarmos vivendo a revolução tecnológica que permite acesso farto e barato aos três maiores prazeres individuais, que “salvam a vida”, além de carpem-die. Lembremos que “amor salva o dia, música salva a vida”!

O problema deixa de ser dificuldade de acesso e passa a ser o de conseguir dicas ou informações para desfrutar da riqueza cultural disponível. Por exemplo, achei no Spotify a fantástica cantora de músicas iidiche (língua germânica das comunidades judaicas da Europa central e oriental, baseada no alto-alemão do século XIV, com acréscimo de elementos hebraicos e eslavos; ídiche, judeo-alemão) — Chava Alberstein –, que canta na abertura do filme Free Zone (veja acima). Outra pérola que descobri é o grupo The Tiger Lillies que canta Circus Songs (leia ficha abaixo). Uma novidade, que vem da Bielorrússia, é Серебряная Свадьба. O mundo cultural é diverso!

Músicas no Spotify (US$ 6), filmes / documentários / séries de TV no Netflix (R$ 16,90) e livros e-pub (“de grátis”! Veja em Favoritos na aba acima).

Minha sugestão é trocar sua assinatura de jornal impresso (R$ 89,90), cujos colunistas antipetistas só “enchem-o-saco”, por digital (R$ 29,90) e utilizar essa economia de R$ 60 para pagar esses serviços de streaming (~R$ 30).

Consultoria de economista, novamente, “de grátis”:) :

Continue reading “Dicas do Trio Música-Literatura-Filme”

Indústria da Música

Mercado de música

Daniele Madureira (Valor, 05/11/13) inicia sua matéria citando Niestzche. “Aquilo que não me mata, me fortalece” – a frase do filósofo alemão Friedrich Nietzche tem sido tão repetida desde o fim do século XIX que virou lugar comum, aplicável a qualquer situação. Em poucos casos, porém, seu uso parece tão apropriado como para descrever a situação atual na indústria da música.

No início da década passada, gravadoras e artistas começaram a ficar aterrorizados com a possibilidade de que a troca de música via internet, por meio de arquivos digitais, enterrasse seu negócio. O temor se revelaria justificado. Em 13 anos, a receita do setor no Brasil foi reduzida de US$ 1,3 bilhão – recorde estabelecido em 1999 – a um quinto desse valor no ano passado, ou US$ 257 milhões. A boa notícia é que em 2012 as vendas mundiais de música cresceram pela primeira vez em mais de uma década, numa reversão iniciada um ano antes no Brasil. E qual o nome do salvador da pátria? A internet.

Continue reading “Indústria da Música”

Lançamentos Musicais de 2013

Bruno Souto - Estado de Nuvem

Estado de Nuvem – Bruno Souto (download gratuito em www.brunosouto.com)

Conversa puxa conversa, lista puxa lista: 10 Melhores Filmes de 2013 e Resenhas de Livros Lidos em 2013. Desta feita, para completar o trio — “Amor salva o dia, Música, Filme e Livro salvam a vida” — vamos listar Lançamentos Musicais de 2013. É bom conhecer as novidades: muitos lançamentos são de estreantes. Geralmente, “o primeiro disco a gente não esquece”… E se ele tiver feito sucesso de público, torna-se uma armadilha de repetição difícil de escapar quando se vai gravar o segundo disco. Por isso, gosto sempre de escutar as estreias musicais!

A ordem é aleatória. Tentei manter os links para baixar (download), encontrados em blogs musicais aos quais agradeço a divulgação cultural gratuita.