Brasil: isolado até musicalmente no mundo

Daniel Mariani, Simon Ducroquet e Fábio Takahashi (FSP, 14/10/19) informam: fãs chineses e japoneses voam para Seul atrás de cirurgias plásticas, de modo a deixá-los com queixos afinados, parecidos com ídolos do K-Pop, estilo musical coreano. Difícil imaginar o Brasil recebendo latinos que queiram se parecer com artistas sertanejos ou do funk.

Análise feita pela Folha na lista de sucessos musicais no mundo todo, na plataforma Spotify, mostra que canções que chegam ao topo no Brasil tendem a não aparecer como hits em outros países.

Por essa métrica, os ouvintes brasileiros são os mais isolados, considerando os 51 países estudados. No restante do mundo, há uma tendência de as listas de hits serem compartilhadas entre diferentes nações.

O estudo da Folha considerou 43,4 mil músicas que entraram nas listas diárias de 200 canções dos países avaliados. A análise abrange o período entre janeiro de 2017 e junho de 2019. Conclusões semelhantes foram encontradas em levantamento com dados do Youtube.

Brasil é o país com menos tem sucessos em comum com outros. Em média, a lista brasileira de hits diários é 19% semelhante a dos demais 50 países analisados no Spotify. A média na amostra é de 31%.

No infográfico acima, quanto mais próximo o país está do Brasil, mais ele tem listas de hits parecida com a brasileira.

Questão-chave não tratada nesta reportagem: sucesso popular é sinal de qualidade musical?! A boa MPB, na tradição do samba à bossa-nova, foi sucesso popular? Jamais…

Músicas ao Redor do Mundo: Playing for Change

Comemoro meu aniversário de 68 anos compartilhando o prazer de escutar e ver os vídeos-musicais de “Playing for Change“. Nessa idade, finalmente, descobri esse projeto multimídia criado com o objetivo de unir músicos do mundo inteiro em defesa de mudanças globais. A música universal (hits populares) é a linguagem capaz de unir pessoas de todo o mundo!

Integra o projeto a Playing for Change Foundation, uma organização não-governamental. Ela tem construído escolas de música em comunidades carentes.

O projeto produz discos e vídeos com músicos como Grandpa Elliot e Keb’Mo junto a artistas desconhecidos de várias partes do mundo, tocando versões de canções conhecidas e composições próprias. Já foram lançados três discos: Playing for Change, PFC 2 e PFC 3.

Playing for Change é um movimento criado para inspirar e conectar o mundo através da música, nascido da ideia de a música ter o poder de romper fronteiras e superar distâncias entre as pessoas. Seu foco principal é gravar e filmar músicos atuantes em seus ambientes naturais e combinar seus talentos e poder cultural em vídeos inovadores chamados de Músicas ao Redor do Mundo ou Songs Around the World.

As montagens sincronizadas de músicas e sons com solos em diversos lugares em todo o mundo são geniais! Fora a surpresa de aparecer tanto desconhecidos super-músicos quanto conhecidos superstars como Keith Richard, Buddy Guy, David Crosby, Jack Johnson, Robbie Robertson, entre outros.

A criação dos vídeos motivou a formar a Banda Playing For Change – uma representação tangível e itinerante de sua missão, com músicos reunidos ao longo de nossa jornada e estabelecer a Fundação Playing For Change – uma organização sem fins lucrativos dedicada à criação de música e escolas de arte para crianças em todo o mundo. Através desses esforços, pretendem criar esperança e inspiração para o futuro do nosso planeta.

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Vídeos Memoráveis: Pink Floyd

O YouTube em smartTV propicia reencontros inesperados. No caso acima, meu algoritmo sugeriu escutar novamente, mas desta vez vendo seus vídeos, dois dos álbuns preferidos na minha adolescência: Echoes e Dark Side of The Moon com o rock progressivo de Pink Floyd. Eu os escutava continuamente ao fim das tardes de estudo.

No passado, não havia vídeos para a gente assistir. O visual ficava por conta da imaginação de cada um. Hoje, os desenhos digitais com mistura de técnicas vão além da imaginação de outrora! Confira abaixo.

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Quero Haddad Presidente 13

Escutem essa música de um companheiro estudante de Medicina da Univasf em Petrolina.

MÚSICA: Quero Haddad Presidente 13
Letra e Música: José Everton Fagundes da Silva, Petrolina-PE.
Produção e gravação: P-10 Studio. Cleido José Ferreira