Infraestrutura para Home Office

Hugo Passarelli (Valor, 04/06/21) informa: apenas 25,5% dos trabalhadores brasileiros desempenham funções que podem ser realizadas em home office, modalidade que ganhou os holofotes em meio à pandemia de covid-19 e a necessidade de distanciamento social. O percentual cai para 17,8% dentro desse grupo se considerados só aqueles que declaram ter condições mínimas de infraestrutura para cumprir as atividades de forma remota, como possuir computador e acesso à eletricidade e internet. As conclusões são de estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) .

O baixo potencial para o home office é um desafio para o Brasil, num cenário em que o trabalho remoto tende a ganhar espaço como resultado de transformações provocadas ou aceleradas pela pandemia, apontam os pesquisadores do FGV Ibre. Há o risco de ampliação das desigualdades já existentes, uma vez que o teletrabalho é possível especialmente para trabalhadores de maior escolaridade e renda.

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Big Techs (FAAMG: Facebook, Apple, Amazon, Microsoft e Google): Comando da Economia Digital

O lucro líquido da Alphabet, dona do Google, somou US$ 17,93 bilhões no primeiro trimestre de 2021, alta de 162,3% em relação ao mesmo período de 2020.

A receita da companhia cresceu 34,4% entre os trimestres, para US$ 16,4 bilhões. A receita reflete o aumento do comércio eletrônico e do faturamento com anúncios.

A Alphabet está “muito satisfeita com o avanço do Google Cloud”, cujas receitas somaram US$ 4 bilhões no último trimestre. O montante do serviço de computação em nuvem representa alta de 45,7% no comparativo anual. Os custos operacionais do Google Cloud caíram 43,7% no período, para US$ 974 milhões.

Já a receita de publicidade do Google foi de US$ 44,7 bilhões entre janeiro e março, alta de 32,2%. Do total, US$ 31,9 milhões são relacionado ao Google Search, enquanto a publicidade no YouTube somou US$ 6,8 bilhões no período. Os montantes representam avanço de 30,1% e 48,7%, respectivamente, em relação ao primeiro trimestre de 2020.

A empresa diz que no primeiro trimestre a otimização de servidores reduziu a depreciação em US$ 835 milhões. Já as receitas, também impulsionadas pela medida foram beneficiadas em US$ 650 milhões. Ela estima US$ 2 bilhões em ganhos durante todo o ano com a modernização.

O lucro da Microsoft cresceu 43,8% no trimestre fiscal encerrado em março, para US$ 15,46 bilhões. A receita avançou 19,1%, para US$ 41,71 bilhões. Após um ano de pandemia, as curvas de adoção digital não estão diminuindo. Estão se acelerando.

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Retomada do Crescimento e Disputa Tecnológica entre EUA e China

O Plano Americano de Resgate representa uma das maiores intervenções do governo federal na economia no pós-Segunda Guerra Mundial. É um pouco menor se comparado ao pacote de combate à pandemia de março de 2020, de US$ 2,2 trilhões, mas é maior que o plano de recuperação da crise financeira de 2009, de US$ 787 bilhões.

A sua aprovação tem levado muitos economistas a melhorar suas estimativas de crescimento dos EUA para o ano. O Federal Reserve (Fed, o banco central americano) deverá fazer o mesmo.

Mas o plano atrai críticas da oposição republicana conservadora. Ela se opôs em bloco contra ele. também de alguns economistas neoliberais, incluindo Larry Summers, secretário do Tesouro no governo Clinton, para quem poderá provocar uma alta danosa na inflação.

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Capitalismo de Vigilância

Carlos Alberto Jr. (Valor, 05/03/2021) entrevistou Shoshana Zuboff, de 69 anos, professora emérita da Universidade Harvard, e autora do livro sobre interações digitais como a base do “capitalismo de vigilância”.

A expressão “capitalismo de vigilância” ainda não integra o vocabulário da maioria das pessoas, e seus efeitos tampouco são conhecidos por bilhões de usuários que navegam pela internet, usam smartphones, realizam compras on-line ou compartilham informações pessoais e fotografias nas redes sociais todos os dias.

Essas interações digitais são a base do “capitalismo de vigilância”, expressão adotada por Shoshana Zuboff, de 69 anos, professora emérita da Universidade Harvard, para descrever um modelo de negócios desenvolvido pelas plataformas digitais e grandes empresas de tecnologia, como Facebook, Google, Amazon e Apple, para extrair dados dos clientes, antecipar padrões de comportamento e vender mais produtos e serviços, dentro de uma lógica de dominação total do mercado. Na maioria dos casos, as pessoas nem sabem que suas vidas digitais estão sendo destrinchadas e comercializadas.

O documentário “O Dilema das Redes”, disponível na Netflix desde o ano passado, ajudou a lançar luz sobre a forma de atuação dessas plataformas. No filme, ex-executivos das empresas contam como ajudaram a desenvolver os algoritmos usados em ferramentas e aplicativos para computadores e celulares, programados para tentar manter as pessoas conectadas o maior tempo possível e delas extrair o máximo de informações.

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Tendências Tecnológicas em 2021

João Luiz Rosa e Daniela Braun (Valor, 04/01/2021) avaliam: a  covid-19 acelerou a adoção de tecnologias já disponíveis, mas cuja aplicação em larga escala ainda era vista com muitas reservas. O risco de colapso em atividades básicas, no entanto, quebrou resistências históricas e conduziu a um processo de adaptação a novos hábitos digitais sob um ritmo nunca visto antes. Nos próximos meses, com o avanço do combate ao vírus, a expectativa é de que haja um retorno parcial às práticas pré-pandemia. Mas é consenso que nada será como antes. O cenário tecnológico de 2021 será um reflexo vívido da pandemia e das novas regras de convivência ditadas pelo isolamento social.

Em sua 12a edição, a lista das dez tendências tecnológicas do Valor para o ano é composta dos seguintes temas:

trabalho em casa,

telemedicina,

educação a distância,

entretenimento digital,

pagamentos on-line,

segurança cibernética,

robôs, 5G,

vacinas e

internet do comportamento.

Paradoxalmente, o mundo que emerge da covid-19 é ao, mesmo tempo, mais conectado e mais isolado. Inúmeras atividades passaram a ser feitas de casa, que se tornou uma extensão do escritório, da sala de aula e do consultório médico. O receio generalizado de que as redes de comunicação não conseguiriam suportar o aumento repentino no número de conexões domésticas não se confirmou. Nem a suspeita de que a produtividade ficaria comprometida. Pelo contrário, os resultados no trabalho parecem tão bem-sucedidos que a maioria das companhias estuda adotar formas híbridas para combinar o expediente remoto e o presencial.

A previsão é que a telemedicina e a educação a distância também avancem rapidamente. Essa trajetória, porém, está cercada de incertezas. Aprovada em caráter emergencial, a telemedicina ainda depende de regulamentação definitiva. No caso do ensino a distância, a situação está longe de ser ideal. Educadores afirmam que o que houve foi uma adaptação apressada da grade curricular e dos métodos didáticos. Aproveitar as vantagens da tecnologia, de fato, será uma história bem diferente, que exigirá tempo e recursos.

Uma das ameaças é que o uso intensivo da tecnologia em áreas fundamentais aumente o abismo social. Com o rápido avanço dos hospitais privados na telemedicina, cerca de 70% da população, que depende exclusivamente do sistema público de saúde, pode ficar ainda mais para trás no tratamento médico. O mesmo na educação. Ter aula em casa exige que a família conte com equipamentos modernos e serviços de acesso rápido à internet. Mesmo que a escola pública tenha condições de investir no ensino a distância, a disponibilidade de infraestrutura continuará sendo uma questão para os alunos de renda mais baixa.

Com mais pessoas em casa, os serviços de streaming de vídeo se popularizaram, com muitas investidas das “mediatechs”, que combinam tecnologia e conteúdo. Os gastos dos brasileiros com streaming aumentaram 27% no ano passado, segundo a PwC, e a previsão é que continuarão a crescer mais de 15% ao ano até 2024.

O comércio eletrônico, que cresceu 47% no primeiro semestre de 2020, segundo a Ebit/Nielsen, muito acima dos 18% previstos para todo o ano, estimulou os pagamentos eletrônicos. Essa modalidade ganhou ainda mais fôlego com o lançamento do sistema Pix pelo Banco Central, em novembro. O dinheiro em espécie, dizem analistas, logo entrará em extinção.

Robôs que substituem os humanos em interações on-line e ataques cibernéticos mais sofisticados também estão entre as tendências, assim como o padrão 5G, cujos primeiros leilões de frequência no país estão previstos para 2021.

Um conceito ainda pouco conhecido é o da internet do comportamento. A expressão designa o uso de dados recolhidos em diversas fontes digitais para prever o comportamento das pessoas e influenciar suas decisões.

Mas a tendência mais emblemática dos tempos da pandemia é a busca pela imunização. Nunca a criação de um antídoto se mostrou tão veloz. Enquanto a vacina contra o sarampo consumiu dez anos de trabalho, a da tuberculose, 45; e a da febre tifoide, 133; a resposta ao coronavírus levou dez meses.

A ameaça representada por inimigos microscópicos tem levado a ciência a experimentar caminhos inusitados, como o dos fagos, vírus que só “comem” bactérias e não fazem mal ao homem. No futuro, em vez de aplicar, talvez seja possível “aspirar” uma vacina.

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IA: Previsão da Estrutura das Proteínas

Siddharth Venkataramakrishnan (Financial Times, 01/12/2020) informa: empresa de inteligência artificial DeepMind, com sede no Reino Unido e controlada pela Alphabet, informou ser capaz de prever a estrutura das proteínas, um avanço revolucionário. Poderá acelerar drasticamente a descoberta de novos medicamentos.

Os cientistas levaram décadas tentando descobrir como as proteínas começam como cadeias de compostos químicos e depois se enovelam em formas tridimensionais. Daí passam a definir seu comportamento.

Identificar a forma de uma única proteína sequer pode levar anos, mas a DeepMind disse seu sistema AlphaFold ter conseguido fornecer resultados precisos, com margem de erro da largura de um átomo, em poucos dias.

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IA contra Fraudes

O e-commerce é uma das atividades a mais poderem se beneficiar com os avanços nas telecomunicações. A combinação IoT (internet das coisas) e redes 5G vai melhorar a capacidade de rastreamento e fluidez da logística.

As tecnologias de realidade virtual e realidade aumentada trarão ganhos na experiência de compra dos consumidores, e redes totalmente na nuvem são fundamentais para a elasticidade exigida pela dinâmica variável da atividade de varejo on-line.

Na Coreia, há aplicativos no iPhone 12 capazes de tirar medidas tridimensionais. Combinando com realidade virtual, pode verificar como a roupa fica na pessoa.

A experiência do consumidor com e-commerce não pode ser prejudicada por falhas de cobertura ou congestionamento de redes. Com a mobilidade, a compra ocorre em qualquer lugar, como no transporte público, ou com a pessoa almoçando ou caminhando. Por isso, a disponibilidade é fundamental para a qualidade da experiência do usuário. O 5G vai permitir experiências mais ricas de consumo online com recursos de realidade aumentada permitindo a visualização dos produtos.

Os pequenos, médios e grandes varejistas encontraram em apps de comércio móvel a solução para continuarem vendendo. Com a chegada do 5G, teremos aumento da capacidade de banda e também de cobertura, que têm impacto direto nas compras online via tablets e smartphones.

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Comércio Eletrônico

As vendas on-line no Brasil aumentaram 47%, para R$ 38,8 bilhões, nos primeiros seis meses de 2020, em relação ao mesmo período de 2019. É a maior alta em 20 anos, segundo a Ebit/Nielsen. De acordo com a 42a edição do Webshoppers, pesquisa semestral sobre o mercado elaborada pela consultoria em parceria com a Elo, o crescimento reflete avanço de 39% no número de pedidos, para 90,8 milhões, em relação ao mesmo período de 2019. Parte dessa fatura é creditada ao isolamento social.

Na pandemia, o e-commerce tornou-se um porto seguro para o consumido. O pico das compras veio no auge das restrições de circulação, entre 5 de abril e 28 de junho, com 70% de aumento nos pedidos, na comparação com os mesmos dias do ano passado. A expectativa de subida nas vendas no ano é de 38% ante 2019, período em que o setor faturou R$ 61,9 bilhões.

Para não perder compradores com a restrição de circulação de pessoas, as pequenas empresas investiram nas operações virtuais e novos nichos de mercado. Levantamento feito em agosto pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e a Fundação Getulio Vargas (FGV) revela: 67% dos negócios realizam vendas por meio de plataformas digitais e, desse total, cerca de 16% implementaram vendas on-line a partir da pandemia. Foram ouvidos 7,5 mil empresários, a maioria (57%) microempreendedores individuais (MEIs).

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Revolução Digital: Impacto no Comércio Eletrônico

A aceleração da transformação digital dos negócios promovida pela pandemia alterou não apenas recursos, processos e operações dentro de empresas, mas também as pessoas envolvidas. Os tomadores de decisão viram a necessidade de investir em novas ferramentas para continuarem operando, os funcionários precisaram de treinamento, e, principalmente, os consumidores ofereceram demanda remota.

O digital sinaliza uma mudança cultural por trás desse processo. Talvez seja tão ou até mais importante se comparada à própria ferramenta.

Isoladas em suas casas, as pessoas tiveram de encontrar formas de trabalhar, estudar e consumir. Isso exigiu adaptação a novas ferramentas. Escritórios foram substituídos pelo home office, enquanto estudantes trocaram salas de aula por plataformas de videoconferência. No consumo, o e-commerce ganhou força.

A imposição desses novos hábitos às pessoas forçou as empresas a acelerarem seus investimentos em transformação digital. Não adianta a oferta de serviços on-line se os clientes estiverem off-line. Mas com a pandemia, todos, de certa forma, foram para o ambiente digital.

As pessoas absorvem a tecnologia mais rapidamente face às empresas. Levam isso para os negócios. O coronavírus acelerou tudo. As empresas antes não digitais viraram, tentaram virar ou ficaram fora do negócio.

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Inovações Disruptivas ou Destruições Criativas: 5G, Home Office e PIX

Inovação disruptiva é um processo pelo qual uma tecnologia, produto ou serviço é transformado ou substituído por uma solução superior. Esta, por ser mais acessível, simples ou conveniente, se for percebida pelos consumidores, provoca uma mudança em seus comportamentos. A solução anterior se torna obsoleta e desaparece.

Esse é um novo nome para o conceito anterior de destruição criativa, divulgado por Joseph Schumpeter (1883-1950)? Esta representa o surgimento e a consolidação de produtos e métodos de produção substitutos, capazes de ocuparem espaço no mercado e causarem o desaparecimento de produtos e métodos antigos.

Ambos conceitos se referem às inovações em empreendimentos emergentes. Eles ganham nichos crescentes no mercado, podendo implicar até na falência das empresas antes estabelecidas – e imaginadas serem eternas. Sem dúvida, há muita similaridade nos conceitos de destruição criativa e inovação disruptiva.

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Inteligência Artificial e potencial destrutivo das “deepfakes”: nova categoria das “fake news”

 

Uma reportagem do ano passado sobre o software GPT-2, capaz de redigir textos de maneira autônoma com “potencial destrutivo”, continua atual. Carlos Rydlewski (Valor 24/05/2019) escreveu as “deepfakes”. Elas podem ser usadas em um mundo onde a trajetória caótica a partir de um pequeno diferencial na condição inicial-informacional gera explosões de ódio de alcance capaz de manipular emoções coletivas — e eleições contra os melhores candidatos.

Entusiasmo, festejos e discursos envaidecidos. Em geral, é em um clima dessa natureza que pesquisadores anunciam a criação de uma nova tecnologia, daquelas capazes de lançar à obsolescência tudo o que existe por aí. Mas não foi isso o que se viu em uma apresentação na OpenIA, organização sem fins lucrativos com sede em San Francisco, na Califórnia. Ela é bancada por gente como Elon Musk, da Tesla Motors.

O software redigiu um artigo de sete parágrafos, que incluía até citações de representantes do governo. Tudo não passava de um devaneio de bits e bytes, mas crível. E o programa é versátil. Alimente-o com a frase inicial de “1984”, de George Orwell [“Era um dia frio e ensolarado de abril (…)”], que a engenhoca capta o estilo da abordagem e imprime um tom ficcional à sequência da narrativa. De acordo com a OpenIA, o programa foi treinado com 10 milhões de textos, ou 40 GB de dados, o suficiente para armazenar 35 mil cópias de “Moby Dick”.

Parece assustador? Há mais. Além de textos, vídeos podem ser manipulados – e não faltam exemplos. Mario Klingeman é um artista alemão intrigante. Ele usa a inteligência artificial para criar imagens computacionais insólitas. Elas formam retratos de pessoas que jamais existiram, mas a partir da fusão de rostos reais.

Há dois anos, ele postou um vídeo no YouTube onde a compositora francesa Françoise Hardy, hoje com 75 anos, falava sobre o governo Donald Trump. As imagens, contudo, eram dos anos 60, época quando Trump não passava de um jovem com potencial maligno.

Além do mais, a voz em cena não pertencia à artista francesa, mas a Kellyanne Conway, conselheira do presidente americano. Ela foi quem cunhou a expressão “fatos alternativos” como eufemismo às “fake news“. A coisa toda era uma farsa. Aquilo jamais havia acontecido, mas pôde ser forjado a partir de um programa de IA.

Nessa linha, o cineasta americano Jordan Peele, vencedor do Oscar de 2018 pelo roteiro de “Corra!” (é o autor de “Nós”), participou no ano passado da produção de um filmete em parceria com o site de notícias BuzzFeed. O vídeo mostrava Barack Obama disparando impropérios. Dizia coisas como “Trump é um imbecil” ou “Killmonger [o vilão segregacionista do filme Pantera Negra] estava certo”. Tudo mentira.

Mas convincente e com qualidade superior ao experimento de Klingeman, feito um ano antes. Nesse caso, a voz de Peele foi “encaixada” na imagem de Obama por um software, após 56 horas de processamento. O resultado foi de realismo considerável. O cineasta e os responsáveis pelo site frisaram que o objetivo do embuste era lançar um alerta sobre as “deepfakes“. Conseguiram.

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Trabalho Intelectual Remoto: Home Office

 Diego Garcia (FSP, 30/08/2020) informa: o trabalho remoto, também conhecido pelo termo em inglês home office, ganhou escala no Brasil, de forma forçada, como alternativa para deter o contágio na pandemia da Covid-19.

Passados quase seis meses desde a sua disseminação entre as empresas, os dados consolidados desse sistema de trabalho constituem uma espécie de novo indicador das desigualdades econômicas do país.

Em julho, dos 8,4 milhões de trabalhadores remotos do Brasil, praticamente a metade, 4,9 milhões, estava no Sudeste, região que concentra profissionais mais qualificados e a geração de PIB (Produto Interno Bruto). Apenas 252 mil estavam no Norte, fatia mais pobre do país.

Os números estão na Pnad Covid-19 do IBGE (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, dedicada a medir os efeitos econômicos da Covid-19).

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