Extrema-Direita: Composta de Haters e Divulgadores de “Fake News” e Trolls

Neste modesto blog pessoal a seleção de leitores é feita pela inteligência, isto é, gente burra não se interessa por ele!  🙂

A maioria dos haters de direita desistiu de postar aqui comentários que não serão aprovados. Em vez em quando um visita e, como é recorrente, vejo o nome e jogo seu comentário no lixo sem o ler.

Esse tipo de censura é necessária pela leviandade de seus comentários, cheios de erros ortográficos e xingamentos. Eles não buscam o debate profícuo, mas sim apenas a desmoralização do outro que pensa diferente dele. Todos os fascistas só visam o aniquilamento moral — sempre violento — daqueles que eles enxergam como adversários da ideologia de extrema direita, conservadora em costumes e preconceituosa contra a diversidade. Homofóbicos, misóginos, racistas e fascistas não têm direito de usufruir a liberdade de expressão para a destruir.

No entanto, eu me deparo com comentários levianos quando é postado algum artigo meu em outro site ou portal. Por exemplo, fiz cálculos extremamente trabalhosos em big data – uma imensa planilha (10.304 linhas e 65 colunas) de ESTBAN, baixada no site do Banco Central do Brasil. Contém dados das agências de todos os bancos em todas as cidades brasileiras. Calculei a relação entre empréstimos e depósitos (a prazo e de poupança) para cada banco e cada cidade em estados selecionados. Consegui provar com números que a Caixa e o BB, ao contrário dos grandes bancos privados, mais emprestam do que captam na maioria das cidades. É um trabalho factual, original e inédito.

Veja o comentário que o artigo, em que divulgo esse resultado de pesquisa estatística, recebeu de João Carlos Campos (mas quem é, hein?) no Jornal GGN:

“Eu não acreditei no que eu li…

Meu Deus o Brasil exige a venda do que restou (Caixa e BB) e vem um rapaz falar isto?

Certamente ele nao viu o que o PT fez col Banrisul Caixa e Banco do Brasil”

Deixei os erros de pontuação e ortográficos típicos da demonstração de ignorância sem pudor. “Um rapaz”, no caso, eu com 66 anos, estuda o assunto há 40 anos, desde a defesa da dissertação de Mestrado em 1978 sobre “Bancos em Minas Gerais”. Nesse período, não li nada publicado a respeito do tema por esse João… E ele me arrasou em nome do Brasil! E de Deus! 🙂

Continue reading “Extrema-Direita: Composta de Haters e Divulgadores de “Fake News” e Trolls”

Dez Tendências Tecnológicas e Novas Carreiras

Gustavo Brigatto e João Luiz Rosa (Valor, 02/01/18) avaliam que os mais recentes dados oficiais mostram que de setembro a novembro do ano passado, 12% dos brasileiros em idade de trabalhar estavam desempregados, o equivalente a uma massa de 12,6 milhões de pessoas. É muita gente. Ao mesmo tempo, várias empresas de tecnologia estão encontrando dificuldades para preencher vagas e contratar profissionais sem os quais fica difícil acelerar os negócios. O que falta de um lado, sobra de outro.

A razão desse paradoxo é que a tecnologia tem avançado tão rapidamente em
alguns setores que novas ocupações estão sendo exigidas para dar conta da complexidade dos ambientes de trabalho e das mudanças de comportamento do público.

É esse fenômeno – o das novas carreiras – que dá o tom das dez tendências tecnológicas do Valor para 2018. A lista, que chega à sua 8a. edição, é composta dos seguintes itens:

  1. blockchain,
  2. chatbots,
  3. fintechs,
  4. nanomedicina,
  5. nuvem computacional,
  6. privacidade de dados,
  7. publicidade digital,
  8. realidade mista,
  9. regulamentação de serviços digitais,
  10. novas profissões. Continue reading “Dez Tendências Tecnológicas e Novas Carreiras”

Futurologia, Antevisão do Futuro ou Identificação de Tendências para o Longo Prazo

 

Para muitos pode parecer que o chefe global de estratégia de investimentos temáticos do Bank of America Merrill Lynch (BofA), Sarbjit Nahal, dedica-se a antever o futuro. Mas suas pesquisas passam longe de qualquer tipo de futurologia. Nahal comanda uma equipe no banco americano dedicada a identificar as tendências no longo prazo e entender como as transformações no mundo vão impactar o amanhã. Segundo o especialista, “uma melhor compreensão dos fatores que criam e destroem valor” ao longo das décadas será cada vez mais essencial para se obter retornos acima da média do mercado.

Para Nahal, as disrupções tecnológicas tornam “a ideia de um ‘momento Kodak‘ [em referência à fabricante de filmes fotográficos que entrou em concordata após o surgimento das câmeras digitais] cada vez mais presente”. Nesse ambiente em que as inovações se multiplicam em alta velocidade fabricantes de semicondutores e chips “serão as vencedoras do século”.

Em entrevista a Sérgio Tauhata (Valor, 28/12/17), Nahal aponta as mudanças climáticas como “o fator que vai definir nossa era”. Desse modo, as oportunidades de ganho recaem, entre outras áreas, sobre geração de energia limpa e veículos elétricos.

O futuro vislumbrado pela equipe do BofA também contempla um alcance cada vez maior da economia compartilhada e a inexorável transformação do mercado de trabalho por conta da automação e da disseminação da inteligência artificial. “Nos EUA, até 2050 quase metade dos empregos estará sob risco de acabar”, considera. Veja a seguir os principais trechos da entrevista. Continue reading “Futurologia, Antevisão do Futuro ou Identificação de Tendências para o Longo Prazo”

Geração Millenials: Nativa na Web

 Meu filho nasceu em 1987 e minha filha em 1995, ou seja, pertencem à geração conhecida como a dos Millennials. Tornaram-se adolescentes já no novo milênio. São nativos digitais. Meu filho formou-se em Sociologia e minha filha em Cinema, ambos na USP. Trabalham, respectivamente, com branding e produção de vídeos. São típicos representantes dessa geração.

Branding ou brand management refere-se à gestão da marca (em inglês, brand) de uma empresa, tais como seu nome, as imagens ou ideias a ela associadas, incluindo slogans, símbolos, logotipos e outros elementos de identidade visual que a representam ou aos seus produtos e serviços.

Branding também pode referir-se ao próprio trabalho ou ao conjunto de práticas e técnicas de construção e consolidação de uma marca no mercado. Quando esta identificação positiva se torna forte o bastante, a marca passa a valer mais do que o próprio produto oferecido.

A meu pedido, meu filho me enviou o seguinte infográfico com resultados de pesquisa sobre sua geração:  twg_brandlab_millennial_divide_infografico

Infográficos são um tipo de representação visual gráfica, que ajuda a apresentar dados e explicar questões complexas, conduzindo a uma melhor compreensão. Os infográficos jornalísticos costumam ser caracterizados pela junção de textos breves com representações figurativas e esquemáticas, cujo objetivo é a explicação de algum conteúdo para o leitor. Além do seu uso no meio jornalístico, podemos encontrá-los em manuais técnicos, educativos ou científicos, entre outras publicações.

A infografia tornou-se também uma ferramenta didática da visualização científica, muito usada no EaD. O ensino contemporâneo vai direto no ponto, apresentando ligeiramente a informação necessária para a tomada de decisão em determinado assunto.

Leitura de livros com muitas páginas está ficando obsoleta no tempo da internet… Mas é ainda necessária para um aprofundamento e/ou uma especialização no tema. A informação ligeira e superficial é apenas o primeiro passo de acesso à educação perene. É motivacional. Incentiva a curiosidade pela busca de mais conhecimento.

Leia na webTendências de Consumo: Dossiê BrandLab Millennial Divide

Frente pela Soberania

O jornalista e economista José Carlos de Assis, autor de mais de 20 livros sobre economia política brasileira, atualmente assessor de Economia Política do senador Roberto Requião no Senado Federal, convidou-me para escrever para mais um site progressista. Escreveu-me por recomendação da professora Beatriz Vargas, da UnB, uma das idealizadoras com ele do site Frente pela Soberania, que acabamos de lançar: frentepelasoberania.com.br.

Ele tem um escopo essencialmente popular, progressista e nacionalista, porém de caráter suprapartidário. Seu objetivo é contribuir para maior participação da inteligência e do povo nos processos políticos brasileiros, sobretudo tendo em vista as eleições deste ano.

Tem uma preocupação fundamental: o imperativo da renovação do Congresso Nacional, o qual, em sua configuração atual, é composto por mais de dois terços de traidores da Pátria e do povo. Eles se deixaram comprar por dinheiro, emendas e cargos. Não será fácil renovar o Congresso, mas se ficarmos parados será ainda mais difícil.

Além disso, seu objetivo é contribuir com análises econômicas, sociais e políticas do momento. Gostariam de minha participação no site com artigos, ensaios e críticas. Disseram-me para ficar à vontade para escolher o tema de meus artigos.

Estou de acordo com os princípios do site Frente pela Soberania. Vou tentar colaborar.

Mas antes quero saber se há exigência de exclusividade, pois atualmente estou comprometido com os seguidores do meu querido blog pessoal — https://fernandonogueiracosta.wordpress.com –, que já acumulou uma audiência de mais de 6,5 milhões de visitas. Além deste meu modesto blog, escrevo para o Brasil Debate, o Portal do IE-UNICAMP, e o Jornal GGN.
Se puder compartilhar artigos nessas diversas plataformas, atenderei a todos!
Acho que é um tema para negociação em uma Reforma da Previdência em 2019: redução da jornada de trabalho semanal em troca do alongamento da vida ativa até 65 anos.

Duas Entrevistas a serem Lidas, Comparadas e Refletidas: Vida Virtual ou Presencial em Rede Social

Valer ler e comparar a entrevista que Reinaldo José Lopes fez com a psicóloga Susan Pinker (FSP, 08/12/17) sobre a convivência social com a do filósofo e professor universitário Mario Sergio Cortella (DW Brasil, 11/12/17). Ele apresenta o argumento que a instantaneidade e a conectividade das mídias sociais fomentam um ambiente hostil em que todos têm “alguma opinião sobre algo, mas poucos têm fundamentos refletidos e ponderados para iluminar as opiniões”.

Ter milhares de amigos nas redes sociais da internet pode ser divertido e estimulante, mas as conexões que realmente fazem diferença para a saúde, a longevidade e a qualidade de vida são as que acontecem cara a cara. Contato humano direto e frequente é uma necessidade biológica básica, como comer e dormir, defende a psicóloga canadense Susan Pinker, 60 anos.

Responsável pela última conferência deste ano do ciclo de palestras Fronteiras do Pensamento, que aconteceu em Porto Alegre e São Paulo, Pinker é especialista em Psicologia do Desenvolvimento e lecionou durante 25 anos em instituições como a Universidade McGill, em Montreal, onde nasceu. Os dados que colheu sobre a importância das redes sociais robustas no mundo real estão reunidos em seu livro mais recente, “The Village Effect” (“O Efeito Vilarejo”), publicado em 2014.

Susan, que é irmã de outro psicólogo célebre (Steven Pinker, da Universidade Harvard), explica o efeito protetor da religião para a saúde. Fala também da importância e dos perigos de usar a Teoria da Evolução para estudar a mente humana. Continue reading “Duas Entrevistas a serem Lidas, Comparadas e Refletidas: Vida Virtual ou Presencial em Rede Social”

Ofo: Uber das Bikes

Daniel Rittner (Valor, 24/10/17) informa que, em Pequim: torres de escritórios, bairros residenciais perto das estações de metrô e dos shopping centers espalhados pela cidade há sempre alguém que encosta uma bicicleta amarela na parede ou no poste, deixa o equipamento solto em qualquer ponto da calçada e sai andando. Chega outra pessoa, pega a mesma “bike“, passa rapidamente o telefone celular sobre um código digital afixado logo abaixo do guidão e vai embora.

Nos últimos anos, com a ascensão de uma próspera classe média e o rápido desenvolvimento da indústria automotiva local, milhões de consumidores na China trocaram bicicletas por carros novos. Junto com a poluição, os congestionamentos tornaram-se um drama nas grandes cidades. Graças à tecnologia e ao sucesso de uma startup que acaba de captar US$ 700 milhões com investidores liderados pelo grupo Alibaba para expandir suas operações, o velho hábito chinês de pedalar está de volta.

A Ofo, maior empresa de bicicletas compartilhadas do mundo e chamada frequentemente de “Uber das Bikes“, nasceu em 2014 e já começou a oferecer seus serviços em outros 15 países. Há planos de chegar à América Latina. Continue reading “Ofo: Uber das Bikes”