Inovações Financeiras com 5G

Álvaro Campos (Valor, 02/09/22) cita fazer uma visita virtual a um imóvel que se pretende financiar, pagar uma compra sem passar pelo caixa, ter transações financeiras executadas automaticamente em seu nome como alguns dos possíveis usos do 5G no setor financeiro, onde a nova tecnologia para redes móveis deve provocar uma revolução… tecnológica.

oferecer tráfego de dados rápido e estável, o 5G proporciona inúmeras aplicações para a chamada internet das coisas (IoT, na sigla em inglês). Sua chegada é comparável à mudança proporcionada quando se passou do telefone analógico para o celular. Além de possibilitar um barateamento de custos para os bancos, as possibilidades para o desenvolvimento de produtos e serviços são as mais diversas.

Um dos primeiros e mais óbvios usos do 5G é a substituição de redes físicas tradicionais, que são mais caras e exigem manutenção constante. Como por enquanto a nova tecnologia está disponível em poucas capitais — e muito provavelmente ainda será preciso manter algum tipo de

redundância com o link físico por certo tempo — os bancos ainda não têm as contas de quanto será possível economizar, mas todos os grandes concordam que é um porcentual substancial. Outra possibilidade é o chamado “edge computing”, criando uma espécie de mini data center mais perto do local de uso, o que pode diminuir ainda mais o tempo de resposta das operações e elevar a chance de oferecer ofertas bastante assertivas.

Continuar a ler

Inteligência Artificial X Burrice Natural

Dora Kaufman, Professora da PUC-SP e autora de “A Inteligência Artificial Irá Suplantar a Inteligência Humana?” e “Desmistificando a Inteligência Artificial”, publicou artigo (FSP, 02/07/22) relevante sobre o tema IA. Compartilho-o abaixo.

Cada vez mais difundida, a inteligência artificial trouxe ganhos expressivos para a sociedade em geral, ao mesmo tempo que provoca receio por questões éticas envolvendo privacidade, discriminação e propagação de mentiras e golpes. É fundamental, portanto, que a sociedade seja capacitada para usufruir de seus benefícios e mitigar os efeitos deletérios.

​Em palestra proferida em 1985, Richard Feynman, prêmio Nobel de 1965 e um dos mais reconhecidos físicos teóricos, debateu temas críticos do campo da IA (inteligência artificial). O diálogo com o público teve início com a pergunta-chave: “Haverá uma máquina que pode pensar como os humanos e ser mais inteligente que os humanos?”.

Para Feynman, as futuras máquinas não pensarão como os seres humanos, da mesma forma que um avião não voa como os pássaros. Entre outras diferenças, os aviões não batem asas; são processos, dispositivos e materiais distintos. Quanto à questão de as máquinas superarem a inteligência humana, na visão do físico o ponto de partida está na própria definição de inteligência.

Continuar a ler

Pobres Brasileiros: Sem Dinheiro para Comprar de Microcomputadores e Estudar

O número de domicílios com acesso à internet em áreas rurais e urbanas aumentou durante a pandemia. O celular continuou como principal canal para acessar a internet, mas de 2019 a 2021, a televisão ultrapassou o computador.

Os dados são da pesquisa TIC (tecnologias da informação e comunicação) Domicílios, feita pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br). O Cetic.br faz parte do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Em 2019, 51% dos domicílios rurais tinham acesso à internet – em 2021, a fatia subiu a 71%. Nas áreas urbanas, eram 75% dos domicílios em 2019, e 85% no ano passado.

O estudo mostra, em relação ao dispositivo usado para conexão, a TV ter ultrapassado o computador. Em 2014, apenas 7% das pessoas acessavam internet pela televisão, índice que disparou para 50% em 2021. Enquanto isso, o uso do computador caiu de 80%, em 2014, para 36%, em 2021. O celular é o campeão para acesso à internet – saindo de 76%, em 2014, para 99%, em 2021.

O acesso à internet por meio da TV é principalmente para atividades culturais como assistir filmes, séries, esportes e programas, e ouvir música.

Continuar a ler

Devemos nos livrar do artigo científico impresso? Como formato, é lento, incentiva a fraude — e é avaliado com parcialidade. Uma revisão radical da publicação pode tornar a Ciência melhor.

Stuart Ritchie (The Guardian, 11 Apr 2022 ) publicou a importante matéria abaixo.

Quando foi a última vez que você viu um artigo científico? Um impresso, quero dizer.

Um acadêmico mais velho em meu departamento anterior da universidade costumava manter todos os seus periódicos científicos em caixas de flocos de milho reciclados. Ao entrar em seu escritório, você seria recebido por uma parede de galos de Kellogg, ocupando prateleira após prateleira, em pacotes contendo várias edições do Journal of Experimental Psychology, Psychophysiology, Journal of Neuropsychology e similares.

Era uma visão estranha, mas havia um método: se você não mantivesse seus arquivos organizados, como poderia esperar encontrar o artigo específico que procurava?

O tempo das caixas de flocos de milho já passou: agora temos a internet. Tendo sido impressa em papel desde quando a primeira revista científica foi inaugurada em 1665, a esmagadora maioria das pesquisas agora é submetida, revisada e lida online.

Durante a pandemia, muitas vezes foi lido nas redes sociais uma parte essencial do desenrolar da história do Covid-19. As cópias impressas dos periódicos são cada vez mais vistas como curiosidades – ou não são vistas.

Continuar a ler

Guerra Cibernética X Senhas Fáceis

Daniela Braun (Valor, 10/03/22) informa: o uso de senhas fracas, repetidas, e a troca de senhas entre funcionários que trabalham de forma remota ou híbrida são um prato cheio para o cibercrime, cuja ameaça foi intensificada diante da guerra cibernética deflagrada após a invasão da Ucrânia pela Rússia.

Entre as organizações que sofreram perda de dados após ciberataques em suas redes, em 2021, 85% dos vazamentos envolvem roubos de credenciais de acesso, golpes de phishing, que buscam convencer a vítima a clicar em um link ou arquivo falso para instalar um software malicioso em sua máquina, e erro humano. Os dados fazem parte de um estudo da operadora americana Verizon que avaliou mais de 5.250 violações confirmadas no ano passado.

Neste cenário, não só os investimentos em infraestrutura de redes, backup e gestão de cibersegurança são necessários, como também a atenção redobrada à gestão senhas das organizações. Neste ponto entram em cena empresas que vendem serviços de gerenciamento de senhas como LastPass, 1Password e MyCena. Esse tipo de serviço inclui criar, criptografar e armazenar as senhas em um cofre digital, para que o usuário memorize somente uma “senha mãe” de acesso.

Continuar a ler

Caminho da Coréia do Sul: Investimento Massivo em Educação, Ciência e Tecnologia para Inovações no Brasil

Robson Braga de Andrade é empresário e presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Ele apresentou (Valor, 02/03/22) uma proposta para um próximo governo Social-Desenvolvimentista.

A Era da Digitalização, da Tecnologia da Informação e das Telecomunicações proporcionou o desenvolvimento de computadores pessoais, instrumentos de controle digitais, softwares e circuitos integrados, em uma enorme gama de produtos e serviços inovadores. Vivemos a transição para uma nova revolução tecnológica, que nasce da nanotecnologia, da biotecnologia, da computação quântica e da inteligência artificial, em que há possibilidade de convergência dos mundos físico, digital e biológico, tornando o custo das coisas mais acessível e abrindo novas oportunidades de desenvolvimento econômico e social. Aí está a ignição para a Quinta Revolução Tecnológica.

Apesar do crescimento maciço dos investimentos em Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e do aumento dos registros de propriedade intelectual, parece que os recentes desenvolvimentos tecnológicos não dinamizaram o crescimento econômico e a produtividade nas economias de alta renda. Alguns fatores, provavelmente, contribuíram para essa situação, tais como o envelhecimento populacional e o aumento da desigualdade de renda e riqueza. Não obstante, a estagnação parece não ser global, porque o dinamismo da inovação acelerou na maioria das economias emergentes, especialmente as asiáticas.

No Brasil, infelizmente, a última década foi insignificante em termos de crescimento econômico e da redução de desigualdades sociais, bem como da incorporação de ações inovativas, principalmente nas pequenas e médias empresas.

Uma visão otimista do futuro sugere a pandemia da covid-19 e as consequentes medidas de bloqueio global ampliarem a velocidade e a disseminação de novas tecnologias. Estamos testemunhando o início do “Renascimento da Inovação”.

Continuar a ler

Renda do Trabalho de Profissionais de Tecnologia de Informações

alta demanda por profissionais qualificados na área de tecnologia possibilita eles definirem as regras do jogo. São raras as situações, hoje, quando um candidato conta apenas com uma proposta em mãos.

As barreiras geográficas antes da pandemia já eram mais frágeis em TI, mas foram completamente ultrapassadas. Nunca houve uma procura tão forte de empresas internacionais por profissionais brasileiros.

Por isso, o fator de atração e retenção é tão crítico em TI. Para reter os melhores talentos, as empresas precisam rever suas estratégias de engajamento para mantê- los motivados e constantemente desafiados, além de demonstrar propostas de investimentos na área.

Entre100 CIOs ouvidos pela Robert Half em uma pesquisa recente quase metade deles (49%) disseram estar muito preocupados com a capacidade da empresa em reter profissionais de TI.

Esse cenário impacta diretamente na remuneração dos profissionais de TI, indica o Guia Salarial da Robert Half.

Conheça os salários em TI, em diferentes funções:

Continuar a ler

Se o Brasil fosse um país digital?

A maioria dos países desenvolvidos elegeu a transformação digital como uma de suas prioridades nacionais. Quem afirma isso (Valor, 18/01/22) são: Francisco Gaetani, professor da Ebape/FGV e ex-Secretário Executivo dos Ministérios do Meio Ambiente e Planejamento e presidente do Conselho de Administração do Instituto República & Virgilio Almeida, professor associado ao Berkman Klein Center da Universidade de Harvard, professor emérito da UFMG e ex-secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia e Inovação.

Se fôssemos um país digital, as crianças e jovens não teriam ficado sem aulas, como aconteceu em 2020 e 2021, por falta de acesso a internet.

Se fôssemos um país digital já teríamos todas escolas e centros de saúde integrados na internet, com serviços de qualidade, inclusive com um prontuário único de saúde para cada um.

Se fôssemos um país digital, teríamos uma identidade digital única para todos cidadãos.

Se fôssemos um país digital, teríamos voz ativa nas discussões internacionais sobre o estabelecimento das regras para a regulação – e talvez tributação? – – das plataformas globais.

Se fôssemos um país digital teríamos lideranças políticas criando políticas e legislações para acelerar o avanço digital no Brasil.

Mas não somos um país digital. Fizemos avanços ali e acolá – curiosamente no gov.br -, mas não de uma maneira integrada para toda a sociedade, deixando setores e grupos fora do processo de transformação digital.

Continuar a ler

Tecnologia Digital no Varejo

A crise fez disparar os custos das empresas, travar cadeias de abastecimento e exigiu uma aceleração nunca vista dos projetos on-line. Ela vem obrigando a indústria a oferecer tecnologias aplicáveis já no presente.

As novidades são para ontem, e precisam, agora, facilitar a vida do cliente durante e no pós- pandemia. Aquela era da ficção científica perdeu força. O foco é eficiência, produtividade e aplicabilidade das iniciativas.

A Gartner estima os investimentos em tecnologia deverem superar, pela primeira vez, os US$ 200 bilhões em 2022 no mundo, segundo relatório no fim de 2021. É pouco mais de 7% de alta, ritmo superior ao do ano passado (5,9%). Até 2025, serão mais US$ 60 bilhões, equivalente à receita anual da Apple em seu aplicativo.

Segundo consultores, nesse ambiente de cadeia de abastecimento pressionada, avançaram iniciativas que ajudam redes a melhorar a gestão de níveis de estoque e o planejamento. São tecnologias de rastreamento em tempo real da coleta à distribuição dos produtos, e comunicação do problema de forma mais rápida. Isso aumenta a eficiência no on-line, que no Brasil cresceu 30% em 2021, e vem ajudando a sustentar lojas na crise.

Continuar a ler

10 Tendências Tecnológicas para 2022. 

João Luiz Rosa e Daniela Braun (Valor, 03/01/22) informam: o metaverso promete eliminar as fronteiras entre o mundo físico e o digital. Eles está no centro da lista das dez tendências tecnológicas para 2022.

Ainda é difícil determinar que contornos esse novo ambiente assumirá no futuro, mas a recente decisão do Facebook de mudar seu nome corporativo para Meta, numa alusão a esse conceito, mostra como as “Big Techs” estão determinadas a construir essa rede e definir os modelos de negócio que a tornarão viável e lucrativa.

Os usuários poderão tanto imergir em universos virtuais, na pele de representações digitais ou avatares, como sobrepor imagens e dados digitais ao mundo concreto, podendo interagir com essas informações.

Na prática, trata-se de uma combinação de duas vertentes tecnológicas já existentes – a realidade virtual e a realidade aumentada – acrescida do caráter aglutinador das redes sociais.

“O metaverso é o próximo paradigma computacional da humanidade”, diz Hugo Barra, executivo brasileiro que já passou por cargos internacionais de comando em empresas como Google, Xiaomi e Facebook.

A cada 15 ou 20 anos, afirma Barra, a tecnologia ingressa em um novo ciclo. Foi assim com os mainframes nos anos 50, os minicomputadores nos 60, os PCs na década de 80, e os dispositivos móveis a partir de meados dos anos 90, quando o uso da internet passou a se disseminar. A fase atual, caracterizada pelos smartphones e os aplicativos, começou em 2010.

“Faz 11 anos que entramos nesse paradigma. Então, se a história se repetir, teremos um novo salto até o fim da década. Em cinco anos, já veremos mudanças significativas.”

Continuar a ler

YouTubers Influenciadores de Potenciais de Votos em Lula

Segundo a Pesquisa IPESP (ex-IBOPE), divulgada no início de dezembro de 2021, Lula manteve os mesmos 42% obtidos na pesquisa anterior. Em ambos os cenários apresentados, e derrota todos os adversários no 2º turno.

Já o presidente candidato obsessivo pela reeleição, via “compra de votos”, perdeu 3 pontos percentuais para seu ex-ministro da Justiça, em relação ao último levantamento, realizado em outubro. Agora soma 25% das intenções de voto, enquanto o ex-juiz Sérgio Moro subiu para 11%.

Ciro Gomes (PDT) vinha sendo o terceiro colocado na corrida antes da chegada de Moro, recuou 2 pontos, para 9%.

Segundo pesquisa da consultoria Atlas, divulgada também na primeira semana de dezembro, Lula lidera a disputa com 42,8% das intenções de voto, ante 31,5% de Bolsonaro. Moro tem 13,7% e Ciro, 6,1%. Doria registra apenas 1,7%. 

Noticia-se a mudança da estratégia de Ciro para tentar a reversão da desvantagem. Será livre atirador para desgastar todos os concorrentes, mas especialmente os da direita, para depois, caso seja bem-sucedido, polarizar contra Lula. Provavelmente fracassará, mas será útil como contrapropaganda dos seus adversários mais próximos.

A campanha difamatória contra Lula e a forte tentativa midiática de voltar ao antipetismo de 2018 são esperadas. Entretanto, a anulação do julgamento partidarizado com evidente perseguição política ao Lula e ao PT é um trunfo forte para demostrar o jogo-sujo de Moro naquela campanha. Ele tem um índice de rejeição de 55% a 65%.

Continuar a ler

Crise de Chips e Preparação para Economia Digital

Carlos Prieto (Valor, 24/11/21) avalia: a falta de semicondutores hoje no mundo para atender segmentos tão distintos como eletroeletrônicos e montadoras se tornou o ícone dos problemas enfrentados pela indústria na cadeia de fornecedores. Mas ao apontar a pandemia da covid-19 como a grande responsável pelo caos logístico, muitas empresas acabam escondendo suas ineficiências internas e erros de estratégias.

Pesquisa realizada pela Accenture mostrou o estágio de vários segmentos da economia em relação ao chamado de “maturidade operacional”. Inclui os critérios adotados na hora de definir de quem e de onde virão seus insumos e componentes.

Quais os riscos de concentrar sua estratégia apenas nos custos, de não saber compartilhar informações com seus fornecedores e de ignorar os dados gerados diariamente nos diversos setores das empresas foram pontos abordados na pesquisa.

Continuar a ler