Ofo: Uber das Bikes

Daniel Rittner (Valor, 24/10/17) informa que, em Pequim: torres de escritórios, bairros residenciais perto das estações de metrô e dos shopping centers espalhados pela cidade há sempre alguém que encosta uma bicicleta amarela na parede ou no poste, deixa o equipamento solto em qualquer ponto da calçada e sai andando. Chega outra pessoa, pega a mesma “bike“, passa rapidamente o telefone celular sobre um código digital afixado logo abaixo do guidão e vai embora.

Nos últimos anos, com a ascensão de uma próspera classe média e o rápido desenvolvimento da indústria automotiva local, milhões de consumidores na China trocaram bicicletas por carros novos. Junto com a poluição, os congestionamentos tornaram-se um drama nas grandes cidades. Graças à tecnologia e ao sucesso de uma startup que acaba de captar US$ 700 milhões com investidores liderados pelo grupo Alibaba para expandir suas operações, o velho hábito chinês de pedalar está de volta.

A Ofo, maior empresa de bicicletas compartilhadas do mundo e chamada frequentemente de “Uber das Bikes“, nasceu em 2014 e já começou a oferecer seus serviços em outros 15 países. Há planos de chegar à América Latina. Continue reading “Ofo: Uber das Bikes”

Yuval Noah Harari: Homo Sapiens e o Futuro da Historia da Humanidade

Renderização em 3D de um robô humanoide tentando solucionar um quebra-cabeça tridimensionalInteligência artificial está sendo vista como uma ameaça aos empregos dos animais humanos. O que fazer?

Os avanços em tecnologia, genética e inteligência artificial podem transformar a desigualdade econômica em desigualdade biológica?

O autor e historiador Yuval Noah Harari se fez essa pergunta. Professor de História na Universidade Hebraica de Jerusalém, ele estuda o passado para olhar para o futuro. Autor de dois best-sellers, Sapiens: Uma breve história da humanidade (editora L&PM)e Homo Deus: Uma breve história do amanhã (editora Companhia das Letras), Harari foi entrevistado pelo programa The Inquiry, da BBC, sobre a possibilidade de a tecnologia alterar o mundo e a espécie humana.

Leia abaixo o depoimento do professor à BBC: Continue reading “Yuval Noah Harari: Homo Sapiens e o Futuro da Historia da Humanidade”

Bancarização Digital

Jairo Saddi (Valor, 25/09/17) informa que 144 milhões CPFs de clientes ativos da população brasileira [90,4% face a 159,3 milhões de pessoas com mais de 15 anos], segundo a Pesquisa FEBRABAN-Delloite de Tecnologia Bancária 2017, mantêm algum tipo de relacionamento bancário. A isto se dá o nome de “bancarização“, ou inclusão bancária. Apenas para efeito de comparação, em 2008 o grau de bancarização era de 72,4% e menos da metade disto em 1990. Contudo, o número que impressiona não é esse. Segundo a mesma pesquisa, 57% do volume total de transações bancárias se dá por meio do celular ou da internet, respectivamente, “mobile banking” ou “internet banking” – e isso vem crescendo a cada ano.

No entanto, um olhar um pouco mais atento aos números mostra que, enquanto cresce o número de cidadãos que passam a ter algum relacionamento bancário — e em pouco tempo, graças à tecnologia, 100% dos brasileiros estarão bancarizados — esta bancarização ainda é frágil, superficial e pouco abrangente.

Segundo a leitura de Saddi dos dados do Sistema de Informações de Crédito do Banco Central, o SCR, do total da população bancarizada somente 34% têm algum relacionamento de crédito e menos de 40% utilizam suas contas bancárias para algo além do recebimento mensal de salários e remunerações fixas como pensão etc.

[Fernando Nogueira da Costa: os “big five” (BBICS) somavam 90.142.426 clientes de crédito em março de 2017, ou seja, 71% do total do SFN (126.374.203), segundo minha pesquisa no SCR, portanto, esse último número representaria sim 88% dos CPFs.]

Vale dizer, serviços financeiros ainda estão inacessíveis para a maior parte dos bancarizados. No dizer de David Brear, citado na matéria da “The Economist” (09/09/2017, pág. 57), “inclusão não significa engajamento”. E o movimento das fintechs, segundo o mesmo artigo, vem impulsionando a vanguarda no topo da pirâmide social, enquanto as telecoms e os provedores da internet o fizeram melhor na base. Continue reading “Bancarização Digital”

Pesquisa de Dados via FTP

Sou de uma “geração não nativa digital”. Não fiz curso sobre aplicativos. O (pouco) que sei aprendi “fuçando” ou com dicas de colegas e alunos. No meu curso “Métodos de Análise Econômica” a respeito de metodologia, fontes de dados e uso de informações, ensino e aprendo muito com os jovens alunos. Trocamos informações, dicas e macetes.

Na aula de hoje, por exemplo, conheci uma nova fonte de informações.  O Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (http://atlasbrasil.org.br/2013/pt/home/) engloba o Atlas do Desenvolvimento Humano nos Municípios e o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas. O Atlas é, uma plataforma de consulta ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 5.565 municípios brasileiros, 27 Unidades da Federação (UF), 20 Regiões Metropolitanas (RM) e suas respectivas Unidades de Desenvolvimento Humano (UDH). O Atlas traz, além do IDHM, mais de 200 indicadores de demografia, educação, renda, trabalho, habitação e vulnerabilidade, com dados extraídos dos Censos Demográficos de 1991, 2000 e 2010.

Concebido como uma ferramenta simples e amigável de disponibilização de informações, o Atlas Brasil facilita o manuseio de dados e estimula análises. A ferramenta oferece um panorama do desenvolvimento humano e da desigualdade interna dos municípios, estados e regiões metropolitanas.

A relevância do Atlas do Desenvolvimento Humano nos Municípios vem justamente da capacidade de fornecer informações sobre a unidade político-administrativa mais próxima do cotidiano dos cidadãos: o município. Por sua vez, o Atlas do Desenvolvimento Humano nas Regiões Metropolitanas permite conhecer as desigualdades em nível intramunicipal, entre “bairros” de uma mesma região metropolitana.

Outra novidade, pelo menos para mim, que desejo compartilhar com os seguidores deste modesto blog pessoal, é o uso de FTP. Muito antes dos sistemas de armazenamento em nuvem, nasceu o FTP (File Transfer Protocol ou Protocolo de Transferência de Arquivos). Desde os primórdios da Internet, ele é o responsável por enviar arquivos pela web. Forma prática e versátil de transferência de arquivos, ela serve basicamente para que usuários possam enviar ou receber documentos da rede por meio de um endereço no navegador ou um software instalado no PC. Continue reading “Pesquisa de Dados via FTP”

Avaliação de Consumidores versus Avaliação de O Mercado 3 O (Onisciente, Onipotente e Onipresente)

André Rocha(Valor, 21/06/17) avalia que Facebook, Google, Amazon, Microsoft e Apple possuem como característica buscarem a vanguarda tecnológica. Esse grupo faz parte da Economia Pós-industrial: a Economia do conhecimento. Todas são listadas na bolsa americana Nasdaq, com exceção da Google que pode ser investida indiretamente por intermédio da sua controladora Alphabet. Todas são grandes, mas elas são bem avaliadas pelos investidores?

As marcas dessas gigantes são as mais valiosas do mundo, segundo levantamento da BrandZ, feito em parceria com a WPP e a Kantar Millward Brown, publicada pelo Valor em 7 de junho de 2017. As cinco marcas foram avaliadas em US$ 1,2 trilhão, cabendo a Google puxar a fila com US$ 245 bilhões, seguida por Apple com US$ 235 bilhões, Microsoft com US$ 143 bilhões, Amazon com US$ 139 bilhões e, no fim da seleta lista, o Facebook com US$ 130 bilhões.

Prova de que vivemos novos tempos, a Microsoft liderava a listra em 2006, mas as empresas seguintes – Coca-Cola, China Mobile, Marlboro e Walmart – não figuram mais no “top ten”. Continue reading “Avaliação de Consumidores versus Avaliação de O Mercado 3 O (Onisciente, Onipotente e Onipresente)”

6 Milhões de Visualizações do Blog Cidadania & Cultura


Para não deixar passar sem comemoração a efeméride — 6 milhões de visualizações desde 22 de janeiro de 2010 — deste modesto blog pessoal, que posta assuntos “impopulares” (sic), o presente para seus estimados seguidores é o acréscimo da página aí do lado esquerdo denominada Sobre Bancos. É composta de hiperlinks com acesso direto às informações disponíveis no site do Banco Central do Brasil, um extenso repertório de informações econômico-financeiras, cujo conhecimento compartilho com os demais pesquisadores e/ou “a quem possa interessar”.

Conteúdo

6.602 Artigos

66 Categorias

24 Etiquetas

Depois de sete anos e meio, com base nos quadros acima apresentados, dá para verificar uma característica sazonalidade: a média de mais de 4.000 visualizações nos dias úteis é bem superior à de sábados (cai pela metade) e domingos (¾). Demonstra o blog ser uma fonte de pesquisa universitária, pois também nas férias de verão e inverno (meses dezembro-fevereiro e julho) as médias caem.

Seguindo este blog e recebendo notificações de novos artigos por email há 1.787 outros seguidores:

Seguidores (inclui Publicize) 🙂

1.380 site

438 Comentários

408 Twitter

800 Suas conexões Linkedin

Seguidores da WordPress.com (547)

Feicebuque?! Não sei… 😦

Grato pela audiência (muito superior a de leitores de textos acadêmicos) que ainda me dá força para perseverar!

A perseverança é uma qualidade daquele que persiste, que tem constância nas suas ações e não desiste diante das dificuldades.

Perseverar é conquistar seus objetivos devido ao fato de manter-se firme e fiel a seus ideias e propósitos, no caso do único responsável deste modesto blog pessoal, compartilhar conhecimentos com a sociedade que pagou seus estudos em colégio estadual e universidades públicas.

Internet das Coisas

Christopher Mims (Valor, 16/11/16) avalia que, embora amplamente automatizada e cada vez menos dependente de mão de obra, a indústria americana ainda assim apresenta um paradoxo: embora sofisticada, ela não é tão de alta tecnologia.

Imagine máquinas de estamparia de metais em uma fábrica de autopeças que podem ter uma vida útil de até 40 anos. Agora, pense na linha de montagem, perto de Austin, no Texas, onde a Samsung Electronics Co. produz chips para os iPhones da Apple Inc. A fábrica é um ambiente branco impecável cheio de robôs carregando pastilhas de silicone de uma estação para outra. Cada detalhe do local é medido por sensores que transmitem dados para uma central, onde eles podem ser processados para aperfeiçoar o processo de produção. As únicas pessoas presentes estão lá para consertar as máquinas, que executam todo o trabalho.

Mas isso significa que ainda há uma grande oportunidade para usar, na manufatura, todo o aprendizado que o Vale do Silício aplicou, por exemplo, à publicidade. As pessoas estão realmente pensando em usar capital de risco e inovação tecnológica em coisas que são dez vezes maiores do que o mercado publicitário. Elas ajudam empresas a processar dados coletados em linhas de montagem. O setor global de manufatura movimenta US$ 12 trilhões por ano. Os gastos anuais com publicidade no mundo todo somam só um pouco mais de US$ 500 bilhões.

Essa transformação na forma como as coisas são feitas tem vários nomes — quarta revolução industrial, Internet das Coisas industrial, fábricas inteligentes –, mas, em sua essência, trata-se de:

  1. coleta do maior volume de dados possível de todas as máquinas nas fábricas,
  2. envio dos dados para a nuvem,
  3. a análise deles por meio da inteligência artificial e
  4. o uso dos resultados para tornar essas fábricas mais produtivas, menos onerosas de operar e mais confiáveis.

O objetivo é extrair os dados de seus silos – a máquina, o chão da fábrica, os sistemas de transporte e logística – e consolidá-los de uma maneira que permita decisões em tempo real. Continue reading “Internet das Coisas”