Indústria 4.0 (por David Kupfer)

Indústria 4.0

David Kupfer é diretor do Instituto de Economia da UFRJ e pesquisador do Grupo de Indústria e Competitividade (GIC-IE/UFRJ). Especialista em Economia Industrial, publicou artigo (Valor, 08/08/16) que permite a um leigo como eu uma atualização sobre as perspectivas da indústria. Compartilho seu artigo abaixo.

“De alguns anos para cá vem ganhando crescente visibilidade conceitos como “Manufatura Avançada” e “Indústria 4.0”. O conceito de Manufatura Avançada entrou em evidência após ancorar um plano estratégico publicado pelo governo americano (A National Strategic Plan for Advanced Manufacturing, Executive Office of the President and National Science and Technology Council, fevereiro de 2012). Já Indústria 4.0, como prefere denominar o governo alemão, ganhou vida como uma iniciativa conjunta do Ministério de Economia e Energia com empresas líderes, universidades e centros de pesquisa do país quando também em 2012 lançou as bases de um ousado programa de reconversão tecnológica da indústria germânica com essa marca (The Vision: Industrie 4.0, Federal Ministry for Economic Affairs and Energy, 2012).

Ambos os termos traduzem visões da indústria em um futuro próximo no qual fábricas inteligentes usam tecnologias de informação e comunicação para digitalizar os processos industriais em direção a níveis inimagináveis de eficiência, qualidade e “customização”. Manufatura Avançada ou Indústria 4.0 nada mais são do que um elenco de técnicas que dependem do uso coordenado de informação, automação, computação, software, sensoriamento e conexão em rede.

Conjugadas, essas técnicas proporcionam inovações:

  1. em robótica e eletrônica embarcada, que propiciam um super- barateamento da automação flexível;
  2. em manufatura aditiva, que estende as fronteiras de descentralização e fragmentação da produção; e, ainda,
  3. em computação em nuvem, internet das coisas, big data e interfaceamento, que alargam os horizontes dos experimentos de inteligência artificial.

O resultado é um salto evolutivo nas formas de organização da produção, em que se aprofunda sobremaneira a capacidade de interação M2M (máquina-máquina) sem a intervenção humana.

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Estatísticas do site desde 22/01/2010: mais de 5.000.000 visitas!

 

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É com imenso prazer que compartilho com os seguidores deste modesto blog o número de visitas atingido, cumulativamente, 6,5 anos depois de meu filho perguntar-me “se eu não queria fazer um blog”. A data de 22 de janeiro é importante para mim, pois é a do aniversário do meu pai já falecido. Assim, herdamos e transmitimos noções de  Cidadania & Cultura através de gerações…

Coincidentemente, hoje fui dar dicas de leitura para um artista amigo de minha filha e visitei a tag “Arte” deste blog. Emocionei-me como se folheasse um álbum de fotos com bons momentos da minha vida recente! Este é o papel que este blog cumpri para mim: uma perene fonte de memórias, dados e informações, compartilhada com uma ajudinha de meus amigos… Grato pela audiência!

Era Pós-Smartphone: Biometria para Fim das Senhas

Fim das Senhas

TAKASHI MOCHIZUKI, (WSJ, 9 de Agosto de 2016) lembra que o filme “De volta para o futuro – Parte 2”, da década de 80, transporta os espectadores para um 2015 onde as pessoas pagam por corridas de táxi com o toque de um dedo.

Na realidade de 2016, as impressões digitais já são uma forma popular de acessar dispositivos inteligentes, mas ainda é difícil pagar um táxi ou a conta na caixa registradora com apenas um dedo.

Para ter sucesso, um sistema de pagamento tem que casar a impressão digital com outra existente em um banco de dados que contém milhares ou milhões de outras impressões e — para satisfazer clientes impacientes — fazer isso em segundos.

Esse é o desafio que Yasuhiro Kuda afirma que sua “startup”, a Liquid Inc., sediada em Tóquio, conseguiu superar. Financiada pelo governo japonês e por alguns dos principais nomes de finanças e tecnologia do país — incluindo os braços de financiamento de capital de risco do gigante financeiro Mizuho Financial Group Inc. e a operadora de celulares NTT DoCoMo Inc. — a Liquid está lançando um sistema de pagamentos através de impressão digital no varejo do Japão e em vários países da Ásia, como Sri Lanka e Filipinas.

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Comprometimento da Renda do Consumidor com Banda-Larga

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Recebi a oferta promocional de “venda-casada”: dobrar a velocidade da banda-larga Virtua de 60 para 120 GB, mantendo a mensalidade de R$ 129,90, quando 120 Mbps tem a mensalidade fixada pela NET em R$ 299,90. Para tanto, tive que comprar o chip da Claro (R$ 80/ mês), dentro de um Combo com TV HD e Futebol  (R$ 205 / mês) e Linha Fixa (R$ 30 / mês), totalizando tudo R$ 445,00 / mês. Achei caro.

Mas, devido à atração de dobrar a velocidade da banda-larga da rede wi-fi e do cabeamento, em minha casa, podendo assistir Netflix e YouTube em 4K e 3D, achei que o custo de oportunidade compensava. Porém, há porém… Não deixou de, em horários noturnos de sexta, sábado e domingo, quando a banda-larga se congestiona, vídeos em 4K serem interrompidos com a mensagem “carregando…”. Veja comparação acima em horários distintos.

Ivone Santana (Valor, 26/07/16) informa que o Brasil vai produzir mais uma “jabuticaba”, indo contra-corrente mundial, se permitir que as operadoras acabem com os contratos de acesso ilimitado na banda larga fixa. Estudos internacionais mostram não apenas que esses planos são comuns globalmente, mas que o comprometimento da renda do consumidor brasileiro com o serviço é mais alto em relação a outras economias.

Entre nove países estudados pela startup Melhor Escolha, o Brasil é o segundo em comprometimento de renda (6,1%) com banda larga. No topo está o México (6,2%). Fundada há três anos, em Jundiaí (SP), a empresa compara mais de 1 milhão de opções de planos das grandes operadoras e de milhares de provedores regionais.

A menor participação do serviço na renda foi verificada na Alemanha e na Coreia do Sul, 0,8% para cada país. No Chile, o percentual é de 3%. Em seguida estão Espanha (1,6%), Reino Unido (1,3%), Suécia (1%) e Estados Unidos (0,9%). Para fazer o cálculo, a startup usou o custo mensal de cada plano dividido pelo salário médio mensal de cada país, com base no Índice para Uma Vida Melhor, da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

Os preços de internet fixa do Brasil estão alinhados com a maioria dos países desenvolvidos, mas como o país não apresenta uma média salarial equiparável à desses países, os planos de internet pesam até nove vezes mais no bolso do brasileiro, calcula a Melhor Escolha: https://melhorescolha.com.

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Pós-carwash, o carsharing: Programa de Compartilhamento de Automóveis

Carros Elétricos

Eduardo Laguna (Valor, 08/07/16) informa que um programa inédito de compartilhamento de automóveis lançado no início deste mês em Fortaleza (CE) abriu as portas do país a carros elétricos de origem chinesa. Dois modelos importados da China – o pequenino Zhi Dou, do pouco conhecido Xindayang Group, e o crossover E6, um hatch com características de perua produzido pela BYD – foram escolhidos para compor a frota do serviço, que começa com cinco veículos, mas que, conforme o cronograma do projeto, já terá 20 unidades rodando na capital cearense a partir de setembro de 2016.

Responsável pela iniciativa, a Hapvida, maior operadora de saúde no Nordeste, investe R$ 7 milhões no que é o primeiro serviço público de carros compartilhados na América Latina, reproduzindo no Brasil um modelo implementado em Londres e Paris. A intenção do grupo não é fazer do “carsharing” – como o serviço é conhecido em inglês – um novo negócio, mas sim divulgar e vincular seu nome a uma alternativa de mobilidade sustentável, estampando sua logomarca em veículos de emissão zero.

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TV Paga ou Serviços de Streaming?

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Leia sobre GloboPlayCultura Digital – Carlos Safini – 21.06.2016

Maurício Stycer (FSP, 03/07/16) informa que, no Brasil, em abril de 2016, havia 18,91 milhões de contratos de TV por assinatura. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), o serviço está presente em 28,37% dos domicílios brasileiros. Um ano atrás, em abril de 2015, quando chegou ao seu pico, o país contava 19,76 milhões de assinantes, alcançando 29,90% dos lares.

Além de não ter alcançado a simbólica marca de 20 milhões de assinantes, o encolhimento de quase 5% no mercado em um ano ocorre justamente num momento em que as ofertas de serviços chamados de “over the top” (OTT), via banda larga de internet, estão em crescimento em todo o mundo, inclusive no Brasil.

O movimento de cancelamento de pacotes de TV paga (a cabo ou por satélite) é estimulado não apenas pelo preço, mas também pela possibilidade de escolher melhor o que se deseja consumir.

Minha NET: CBO NET MAIS HD FUT CONF FID COMBO VIRTUA 60 MEGA FIDELIDADE FONE + NET FALE FIXO ILIMITADO. Soma no total NET TV R$ 204,90 + NET VIRTUA 60 MEGA R$ 129,90 + NET Fone R$ 65,91 = Valor total: R$ 400,71!

NETFLIX = custo de R$ 16,90 para até cinco dispositivos + custo da banda larga.

YOUTUBE = grátis + custo da banda larga NET VIRTUA 120 MEGA: R$ 299,90.

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Dica de Applemaníacos: Dobre a Performance do seu Mac com Upgrade para SSD

Teste - tempo de boot

 

Eduardo Marques (https://macmagazine.com.br/2014/09/06/dobre-a-performance-do-seu-mac-fazendo-um-upgrade-de-ssd/) fala sobre a possibilidade de turbinar o seu Mac fazendo um upgrade de RAM (Random Access Memory, ou memória de acesso aleatório). Não são todas as máquinas que ainda aceitam esse tipo de “intervenção do usuário”, mas, sem dúvida, esse tipo de upgrade vale muito a pena.

Porém, ele apresenta mais uma possibilidade que, na minha (FNC) opinião, tem um resultado ainda mais expressivo do que o upgrade de RAM: a troca do HDD (Hard Disk Drive, ou disco rígido) por um SSD (Solid-State Drive, ou unidade de estado sólido). Fiz esse upgrade e fiquei felicíssimo com a melhoria do desempenho de meu iMac!

É difícil quantificar os ganhos ao fazer essa troca — eles variam dependendo do modelo de HDD que você tem. Resumidamente, podemos dizer que você ganha, facilmente, o dobro de performance!

Além de performance, o SSD traz outros benefícios como menor probabilidade de apresentar falhas e menor ruído. Isso porque ele não conta com partes móveis, como um HDD. O meu iMac, que tenho há seis anos, antes estava muito barulhento por causa do desgaste do disco do HDD. Continue reading “Dica de Applemaníacos: Dobre a Performance do seu Mac com Upgrade para SSD”