Inovações Tecnológicas: do Streaming à IoT passando por 4G

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Robson Sales informa que o mercado de televisão por assinatura ficou estagnado em 2015, refletindo a crise econômica e a mudança de comportamento dos brasileiros, que começaram a trocar a TV a cabo por serviços de streaming, como Netflix e Amazon. Dados do suplemento da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), que analisou o acesso à internet, telefone celular e televisão, mostram que 32,1% dos domicílios tinham acesso à TV por assinatura. É uma proporção igual a registrada no ano anterior. Em 2013, a fatia dos brasileiros que tinham TV a cabo era de 29,5%, de acordo com os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Helena Monteiro, analista do IBGE responsável pelo estudo, afirma que:

  • por um lado, a crise econômica deixou o orçamento das famílias mais restrito;
  • de outro, o destaque é que está em curso uma mudança no hábito dos brasileiros, que estão migrando da TV a cabo para os serviços de televisão pela internet.

Passou a se trocar o plano de TV que assinava por canais via internet. Fica mais barato assinar Netflix, Amazon e HBO Go, por exemplo, do que assinar o pacote mais básico de TV a cabo.

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O que nos faz ser de Esquerda ou Direita?

Neuroimagem do cérebro humano mostrando em amarelo a circunvolução cingulada anterior, uma região relacionada com a orientação ideológica das pessoas.

Neuroimagem do cérebro humano mostrando em amarelo a circunvolução cingulada anterior, uma região relacionada com a orientação ideológica das pessoas.

Lendo ou escutando gente de direita, a impressão que se tem é que os direitistas têm  “cabeças-ocas”! Qualquer argumento racional entra por um ouvido e sai pelo outro sem nenhuma retenção por seus “2 neurônio” (sic)! 🙂

Ignacio Morgado Bernal é catedrático de Psicobiologia no Instituto de Neurociência e da Faculdade de Psicologia da Universidade Autônoma de Barcelona. Autor de Emociones e inteligencia social: las claves para una alianza entre los sentimientos y la razón (Barcelona, Ariel, 2007 e 2011). Em artigo publicado em El País (16/12/15) ele sugere esse fato observado, corriqueiramente, não é aceito pela Ciência! Descobriram mais um neurônio nos direitistas?!

O lugar de nascimento, a classe social, a família e o ambiente em que crescemos, os professores e os amigos que temos, as experiências vividas. Tudo isso, ou seja, tudo o que faz parte da educação recebida, é o que muitos cidadãos podem alegar, com razão, ante a pergunta sobre o que nos faz ser de esquerda ou direita.

Uma resposta que também serviria para questões mais gerais, como “por que somos bons ou maus”, ou questões mais prosaicas, do tipo “por que torcemos para o Corinthians ou o Flamengo”. Certamente, o cérebro humano é um órgão de plasticidade anatômica e fisiológica, e poucas coisas têm mais força que a educação para mudá-lo e modulá-lo.

Se a educação não mudasse os neurônios, sua influência em nossa vida seria nula ou residual. Particularmente na infância e na adolescência, as experiências que temos e as ideias que chegam até nós podem calar com tanta força e profundidade nossos sistemas de representação cerebral a ponto de persistir neles a vida inteira, pois são permanentemente reforçadas pelas condutas e interações sociais a que essas mesmas representações nos incitam, especialmente quando se expressam como sentimentos.

Ok, mas todos os cérebros são iguais na hora de serem influenciados ou modelados pela educação? Em que medida a biologia e o cérebro que herdamos determinam a força e as possibilidades da educação que recebemos para nos tornarmos de direita ou esquerda?

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Tutorial da Aba Visual do Gapminder (elaborado por Carolina Mendonça)

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Outra aluna minha no IE-UNICAMP, Carolina Mendonça, compartilha generosamente com os leitores deste modesto blog pessoal parte do conhecimento adquirido no meu curso que se encerrou hoje. Ela fez um tutorial sobre outra parte do Gapminder, que complementa o tutorial postado antes. Reproduzo-o abaixo.

“Análises econômicas, teses sobre o mundo contemporâneo, opiniões sobre desenvolvimento, com a atual disponibilidade de informações, ficam no mínimo restritas se não levam em conta os dados estatísticos coletados sobre a realidade. Felizmente, o desenvolvimento da tecnologia e das instituições públicas e de pesquisa vêm ampliando a quantidade de informações às quais podemos ter acesso.

É claro que os dados não dizem nada por si só, precisam ser embasados em teorias e explicações conceituais. O objetivo da aprendizagem de Métodos de Análise Econômica 2016 é que a teoria e os dados se complementem na tentativa de explicação da realidade, aproximando-nos cada vez mais do conhecimento analítico desta.

O curso de Métodos de Análise Econômica V permitiu que conhecessemos inúmeras fontes de dados confiáveis sobre diversos aspectos da economia nacional e mundial e indicadores do desenvolvimento socioeconômico. Algumas fontes de informações, como a do site do Banco Central do Brasil, eu já havia tido contato, mas não conhecia nem metade de sua real potencialidade. De outras eu nunca tinha ouvido falar, como é o caso do Gapminder World Guide: Visite o Site, Baixe e Use o Programa, que será apresentado a seguir. Continue reading “Tutorial da Aba Visual do Gapminder (elaborado por Carolina Mendonça)”

Tutorial do Gapminder (elaborado por Gabriela Rocha)

 

Apresento abaixo um tutorial do Gapminder World Guide: Visite o Site, Baixe e Use o Programa, elaborado por Gabriela Rocha, minha aluna e promissora economista da nova geração formada no IE-UNICAMP.

“Foram muitas as ferramentas com as quais tivemos contato durante o curso de Métodos de Análise Econômica 2016, todas muito úteis, que acrescentaram muito à nossa formação pessoal e profissional. No entanto, uma das mais impressionantes, sem sombra de dúvida, foi o website chamado Gapminder e todas as possibilidades nele contidas!

A seguir será feito um tutorial sobre algumas das ferramentas, que tivemos contato durante o 2o. semestre de 2016, disponíveis em: https://www.gapminder.org/. Continue reading “Tutorial do Gapminder (elaborado por Gabriela Rocha)”

SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática)

O IBGE lançou oficialmente, no dia 06/12/2016, durante a 3ª Conferência Nacional de Produtores e Usuários de Informações Estatísticas, Geográficas e Ambientais (INFOPLAN), a nova versão do SIDRA (Sistema IBGE de Recuperação Automática), uma ferramenta digital que pode ser acessada em qualquer navegador de internet e permite consultar, de forma simples e rápida, dados de estudos e pesquisas realizados pelo Instituto. A nova interface oferece acesso amigável em qualquer plataforma, seja celular, tablet ou computador. A interação é bastante visual e intuitiva, com informações e funcionalidades sendo encontradas facilmente.

O acesso ao website do SIDRA é feito pelo endereço http://sidra.ibge.gov.br. A aplicação também dispõe de uma API (Interface de Programação de Aplicação), que permite a extração dos dados utilizando programas e aplicativos web, pelo endereço http://api.sidra.ibge.gov.br.

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Automação e Compartilhamento de Carros

Automação total pode dar impulso a modelo de compartilhamento de carros  

Dan Neil (WSJ, 1712/15) avalia que Henry Ford era um homem inteligente, mas ele nunca fez as contas antes de dizer que fabricaria um carro para cada família americana.

Um século depois do Ford T, o mundo enfrenta um problema com os carros. Os Estados Unidos e a China vão comprar cerca de 40 milhões de automóveis em 2015. No mundo todo, o número deve chegar a 100 milhões de veículos em 2020.

É uma inundação de carros diante da qual tanto legisladores quanto cidadãos comuns tem se mostrando impotentes. Mesmo na superpoluída Pequim, o apetite pelo automóvel — um símbolo de status e de sucesso pessoal na frágil mentalidade pós-colonial — não está diminuindo, apesar de limites à propriedade e o crescente alarme do governo.

O absurdo dessa velha abordagem à mobilidade é capturado nas estatísticas. Nos EUA, por exemplo, a taxa de utilização dos carros é de cerca de 5%. Para os restantes 95% do tempo, os carros dos americanos simplesmente ficam parados, queimando dinheiro.

Mas, e se esses carros pudessem ser compartilhados? E não me refiro ao consumo colaborativo no transporte do tipo da Uber — simbólico e transitório e que deve durar somente até que a automação total aconteça e o motorista se torne desnecessário.

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Quarta Revolução Industrial / Internet das Coisas industrial / Fábricas Inteligentes

Fábrica de locomotivas da GE, uma grande defensora da internet industrial. Fábrica de locomotivas da GE, uma grande defensora da internet industrial.

Christopher Mims (WSJ, 16 de Novembro de 2016) informa que, amplamente automatizada e cada vez menos dependente de mão de obra, a indústria americana ainda assim apresenta um paradoxo: embora sofisticada, ela não é tão de alta tecnologia.

Imagine máquinas de estamparia de metais em uma fábrica de autopeças que podem ter uma vida útil de até 40 anos. Agora, pense na linha de montagem, perto de Austin, no Texas, onde a Samsung Electronics Co. produz chips para os iPhones da Apple Inc. A fábrica é um ambiente branco impecável cheio de robôs carregando pastilhas de silicone de uma estação para outra. Cada detalhe do local é medido por sensores que transmitem dados para uma central, onde eles podem ser processados para aperfeiçoar o processo de produção. As únicas pessoas presentes estão lá para consertar as máquinas, que executam todo o trabalho.