Documentos que desmontam mais uma farsa

lula

Agora que a avaliação política tem sido que a tentativa de golpe parlamentar via impeachment fracassou, devido à falta de votos da oposição golpista para constituir uma maioria, a tática de “fazer o governo, o PT e o Lula sangrarem até 2018”. A campanha de 2014 não terminou devido ao não reconhecimento da derrota eleitoral pela oposição. Esta logo emendou uma campanha difamatória através de plantação de falsas (mas escandalosas) notícias para pressionar o Lula a desistir da sua nova candidatura.

Vale-tudo para esses antidemocratas: impedir a Dilma, proibir o PT, queimar a reputação do Lula. Só não conseguem votos junto a um eleitorado esclarecido por fatos e documentos.

Entenda, passo a passo, mais uma armação contra o ex-presidente

http://www.institutolula.org/documentos-do-guaruja-desmontando-a-farsa

Paleta sem Cinza

 

Paleta sem CinzaSolidariedade Social: em princípio, ela se referia aos laços familiares encontrados em clãs e tribos nômades, porém, conforme cresciam as civilizações, ela passou a significar um senso de pertencimento.

Se o sentido de propósito e destino compartilhados diminui à medida que a sociedade cresce e envelhece, enfraquece-se a civilização. Quando uma sociedade torna-se vítima de uma derrota psicológica, aí sim está o fim de uma Nação.

Daí a importância de Solidariedade e Coesão Social na sociedade brasileira. Relacionam-se às ideias de Comunidade e Espírito Cívico. Continue reading “Paleta sem Cinza”

PEC de Iniciativa Popular: Lei de Reforma do Congresso

Congresso Nacional

PEC (Proposta de Emenda à Constituição Federal) de Iniciativa Popular: Lei de Reforma do Congresso

1. Fica abolida qualquer sessão secreta e não-pública para qualquer deliberação efetiva de qualquer uma das duas Casas do Congresso Nacional. Todas as suas sessões passam a ser abertas ao público e à imprensa escrita, radiofônica e televisiva.

2. O congressista será assalariado somente durante o mandato. Não haverá ‘aposentadoria por tempo de parlamentar’, mas contará o prazo de mandato exercido para agregar ao seu tempo de serviço junto ao INSS referente à sua profissão civil.

3. O Congresso (congressistas e funcionários) contribui para o INSS. Toda a contribuição (passada, presente e futura) para o fundo atual de aposentadoria do Congresso passará para o regime do INSS imediatamente. Os senhores Congressistas participarão dos benefícios dentro do regime do INSS exatamente como todos outros brasileiros. O fundo de aposentadoria não pode ser usado para qualquer outra finalidade.

4. Os senhores congressistas e assessores devem pagar por seus planos de aposentadoria assim como todos os brasileiros.

5. Aos Congressistas fica vetado aumentar seus próprios salários e gratificações fora dos padrões do crescimento de salários da população em geral, no mesmo período.

6. O Congresso e seus agregados perdem seus atuais seguros de saúde pagos pelos contribuintes e passam a participar do mesmo sistema de saúde do povo brasileiro.

7. O Congresso deve igualmente cumprir todas as leis que impõe ao povo brasileiro, sem qualquer imunidade que não aquela referente à total liberdade de expressão quando na tribuna do Congresso.

8. Exercer um mandato no Congresso é uma honra, um privilégio e uma responsabilidade, não uma carreira. Parlamentares não devem servir em mais de duas legislaturas consecutivas.

Leia mais:  Um Pais Sem Excelências e Mordomias – Claudia Wallin

Vem Prá Direita “Não é Nós” (sic)

Filha do Cunha

Publicação de uma das filhas do presidente da Câmara dos Deputados, Gabriela, em sua conta no Instagram. Filha do Cunha é… filha do Cunha!

 

Passei uma semana boiando no mar, observando as nuvens. Lembrei-me da frase do vovô Tancredo Neves, cujo netinho (Aecinho) parece ter esquecido, “política é como nuvem, nunca permanece estática”. Tentei esquecer-me da violência, truculência, brutalidade, grosseria, do que não tem finura, enfim, da direita brasileira. Distrai-me das más lembranças do ano, embora não tenha deixado de ver vulgaridades e exibicionismos do “andar de cima” em iates ancorados para serem vistos.

Voltei e fui dar uma olhadinha no jornal. Chocou-me a foto acima (FSP, 26/12/15), mas lendo a legenda, não era de se esperar outra atitude da progenitura.

Outras notícias revelam que está passando a moda de se assumir como pessoa de direita. Os golpistas saíram do armário — depois de 30 anos após a ditadura militar –, mas já estão voltando para ele, de onde nunca deveriam ter saído. O Vem Pra Rua e o Acorda Brasil micaram!

Algumas amostras são sintomáticas. Continue reading “Vem Prá Direita “Não é Nós” (sic)”

A farsa do impeachment

Não deixe de assistir a entrevista acima de Ciro Gomes e ler o artigo (FSP, 18/12/15) abaixo de Miguel Rossetto, ministro do Trabalho e Previdência Social e vice-governador do Rio Grande do Sul entre 1999 e 2002. Eles analisam muito bem a essência dos acontecimentos políticos recentes. Por sua capacidade de síntese, compartilho o artigo abaixo.

“O Brasil já enfrentou crises em sua história e aprendeu uma valiosa lição: a democracia é o melhor remédio para superar impasses.

Infelizmente, o PSDB e setores da oposição, derrotados nas eleições de 2014, se juntaram ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB), para trilhar a aventura de rasgar a Constituição e golpear a democracia. Não há nada que justifique um pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, fora o desejo de ocupar o poder por atalhos.

Construiu-se uma tese política que pleiteia o impedimento deste mandato. Por esse motivo, tão logo começou o segundo governo Dilma, o PSDB pediu um parecer sobre a possibilidade do impeachment.

Iniciou-se, assim, a busca por um crime de responsabilidade que não existe. Sem disfarces, o impeachment se tornou uma obsessão, um vale-tudo para tentar um terceiro turno eleitoral. Continue reading “A farsa do impeachment”

Perfil da Maioria Defensora da Democracia

Paulista 15.12.15 Contragolpe 15.12.15 Fora Cunha

Bernardo Mello Franco (FSP, 18/12/15) avalia que “a PM de Geraldo Alckmin tem um modo peculiar de contar manifestantes. Quando o protesto agrada, multiplica. Quando desagrada, divide. Na quarta, a polícia informou que apenas 3.000 pessoas foram à avenida Paulista gritar contra o impeachment. Ontem, desmoralizada pelas imagens do ato e pelo Datafolha, revisou a conta para 50 mil“.

Na renda e na escolaridade, os 40,3 mil manifestantes anti-Dilma que fizeram ato na avenida Paulista no domingo (13/12/15) e os 55 mil que foram à mesma via nesta quarta (16/12/15) defender o mandato da petista são estratos sociais distintos entre si e, dedutivamente, distintos da média da população paulistana.

A constatação é do Datafolha, que, além de contar a quantidade de pessoas em cada protesto, investigou o perfil do público de cada evento.

O problema é que a estratificação social baseada em renda, escolaridade, idade e gêneros não definem, exatamente, o perfil político-ideológico. Para identificar valores culturais, evitando tanto o economicismo quanto o sociologismo, em uma suposta determinação automática, tenho preferido analisar através das castas os valores culturais relacionados às ocupações.

Mas mesmo as ocupações não são determinantes precisas, pois há dependência de trajetória [path dependence] de cada indivíduo, ou seja, a história pessoal e as circunstâncias presentes importam. Posicionamento ideológico massivo é um fenômeno emergente complexo. Vejam que a tipologia abaixo aponta meras tendências e/ou predominâncias.

Castas Valores e Ocupações

Representantes das castas dos guerreiros-atletas, dos aristocratas e proprietários rurais, dos comerciantes-financistas “firmes” e dos sábios-tecnocratas e sábios-sacerdotes devem ter comparecido à manifestação golpista. Já representantes das castas dos sábios-criativos, comerciantes-financistas “brandos” e trabalhadores em geral reagiram em defesa da democracia brasileira. Continue reading “Perfil da Maioria Defensora da Democracia”

Por que o impeachment desandou nas ruas? (por Tereza Cruvinel, colunista do 247)

Fiasco do verde-e-amarelo

Do Brasil 247: Por que o impeachment desandou nas ruas?

“As manifestações de ontem [domingo, 13/12/15, aniversário do AI5] a favor do impeachment foram um anticlímax. Estão aí os dados do Datafolha mostrando a curva descendente de participação e uma retração superior a 70% em relação a março.  É claro que isso pode mudar, tudo pode mudar no processo social. Mas por que, justamente agora, com o processo aberto, a ideia do impeachment desandou nas ruas?

Por vários motivos, quase todos representados por erros da oposição.
1) O primeiro e maior erro dos adversários de Dilma e do PT foi apostar num impeachment liderado por Eduardo Cunha. Mesmo depois que ele começou a ser investigado pela Lava Jato a oposição manteve a aposta. Ensaiou um rompimento mas realinhou-se de forma ambígua depois que ele acolheu o pedido Bicudo/Reale. O povo não é bobo. Entendeu que Cunha chantageou o PT para votar a seu favor e vingou-se quando o partido tomou decisão oposição.
2) O segundo erro foi tentar atropelar as regras e a própria Constituição. O povo não é bobo. Sabe diferenciar um impeachment imperativo de uma armação golpista. Afora a fragilidade jurídica da acusação, houve a tentativa de controlar a comissão especial através de um inusitado “bate chapa” com voto secreto e até a interpretação de que a Câmara, e não o Senado,  terá o poder de tirar Dilma do cargo se o julgamento dela for autorizado por 3/5 dos deputados.
3) Ficou também explícita demais a ambição do vice-presidente Michel Temer pelo cargo. As “caneladas” dentro do PMDB para empurrar o partido rumo ao impeachment também foram muito bandeirosas e culminaram com a truculenta derrubada do líder Picciani,  que é contra o impeachment e continua sendo. As articulações precipitadas do PSDB sobre a participação num eventual governo Temer, da mesma forma, pegaram mal.
4) Boa parte da inteligência nacional posicionou-se contra tal impeachment. Artistas, juristas, intelectuais, sindicalistas, religiosos e reitores, entre outros, são setores sociais que têm peso específico na formação da opinião média. Daqueles que observam o rumo do vento antes de se posicionarem.
5) Por fim, a narrativa do impeachment não colou, ao passo que a denúncia do golpismo fez sentido e reverberou forte, afastando das manifestações aqueles que não querem figurar numa história antidemocrática. A narrativa do impeachment não colou, entre outros motivos, porque o discurso foi ambíguo. A acusação formal a Dilma foi de crime de responsabilidade por conta de pedaladas fiscais. Mas para a rua, a oposição falava em corrupção, mar de lama, pixuleco e outras metáforas do grande escândalo em curso, que já atingiu tanta gente, inclusive do PT, mas não chamuscou Dilma. Tanto que, no pedido formal, não foi acusada de ato de improbidade, mas de má gestão…”