La Financiarización del Capital: Download Gratuito do Livro

www.futuroanterior.com.ar

LA FINANCIARIZACIÓN DEL CAPITAL

Estrategias de acumulación de las grandes empresas en Argentina, Brasil, Francia y Estados Unidos.

Martín Schorr y Andrés Wainer (editores)

Prólogo de Pierre Salama

Descarcargate el e-book gratis haciendo click en “descargas” acá: http://www.futuroanterior.com.ar/catalogo/intervenciones/la-financiarizacion-del-capital

Encontralo en formato papel a partir de enero de 2019 en librerías de todo el país (Argentina).

Biologia Evolutiva: Finanças Darwinistas (por Charles Goodhart)

Época (25/11/18) publicou importante artigo-resenha do livro Mercados Adaptáveis — Evolução financeira na velocidade do pensamento, de Andrew W. Lo, publicado pela Alta Books (2018 | 504 páginas). A resenha foi escrita por Charles Goodhart, autor inglês, cuja obra sobre Finanças merece ser lida. Compartilho-a abaixo com propósitos didáticos.

“Andrew W. Lo é um autor prolífico. Professor de finanças na Sloan School of Management, do Massachusetts Institute of Technology (MIT), ganhou reconhecimento do público, por causa de seu livro A non-random walk down Wall Street (Uma caminhada não aleatória por Wall Street, sem edição em português), e dos profissionais, por seus artigos em periódicos importantes de finanças e economia. Lo conquistou muitos prêmios em sua carreira.

Em seu novo livro, Mercados adaptáveis — Evolução financeira na velocidade do pensamento (editora Alta Books), ele desafia a base científica de muitas teorias mainstream de finanças e economia. Seu argumento é que omainstreamestá baseado em uma abordagem estática derivada da física teórica. Ele afirma que a biologia evolutiva deve assumir esse lugar. Facile à dire, difficile à faire (Fácil de dizer, difícil de fazer).

As Ciências Sociais são sempre mais complexas do que as Ciências Naturais. Experimentos controlados raramente são possíveis. Seres humanos aprendem e se adaptam. Após a condução de um experimento, não há garantia de que os experimentos posteriores produzirão os mesmos resultados. O ambiente dos hábitos, regras, leis e costumes no qual os homens vivem está sempre mudando. Qualquer estado econômico inicial, usando a linguagem da física, é compatível com um grande número de desenvolvimentos evolutivos. Não conhecemos, no momento, a maioria deles. Eles correspondem a situações de incerteza, e não de risco.

O que fazer? Continuar a ler

Métodos de Análise Econômica para Leitor de Esquerda

Por que eu sugiro a todo o pessoal de esquerda ler meu livro recém lançado pela Editora Contexto, “Métodos de Análise Econômica”? Por ser um livro plural não só dirigido a vocês, mas também a todos leitores cultos interessados no método científico.

Este é o conjunto das normas básicas seguidas para a produção de conhecimentos com o rigor da ciência. Então, é um método usado para a pesquisa e a comprovação de determinado conteúdo.

Ele parte da observação sistemática de fatos e dados. Em ciências laboratoriais, é seguido da realização de experiências, das deduções lógicas e da comprovação dos resultados obtidos em distintos lugares e tempos sob condições normais de temperatura e pressão. É a lógica racional aplicada à obtenção de conhecimento.

Porém, em Ciências Sociais, o método científico deve ser adequado à análise de experiências vivenciadas em condições diversas no tempo e no espaço. Elas fogem do controle do observador científico. À distância dos eventos históricos, um trabalho sistemático, na busca de respostas às questões estudadas, é o caminho a ser seguido para levar à formulação de uma teoria científica. A verdade é sobretudo o caminho da verdade inalcançável. O rumo ao verdadeiro segue um caminho sistemático.

Se “a verdade é o todo”, como disse Hegel, nenhum autor é capaz de abarcar todo o instável mundo. “Que importa o sentido, se tudo vibra?”, pergunta Alice Ruiz. Mas é possível compreender suas mudanças com um pensamento metódico. Para ser capaz de o conhecer, necessita transitar em diferentes níveis de abstração, desde o conhecimento analítico dos fenômenos econômicos puros até a tomada de decisões práticas. A formulação de um argumento lógico a partir de premissas simples transmite mais conhecimento realista se comparada a uma discussão superficial acerca de “tudo sob o sol”. Continuar a ler

Ajuste Fiscal Autodestrutivo

Pedro Rossi, Esther Dweck e Ana Luiza Matos de Oliveira organizaram um livro, “Economia para Poucos: Impactos Sociais da Austeridade e Alternativas para o Brasil” (São Paulo: Autonomia Literária; 2018), onde criticam o discurso da austeridade. Escrevi a segunda parte de um artigo-resenha, porém tinha esquecido de o postar neste modesto blog pessoal.

O pressuposto teórico para o sucesso das políticas de austeridade é o aumento da confiança dos agentes privados. Esta, por sua vez, seria causadora de crescimento econômico. Na retórica austera, a busca pela confiança de O Mercado é tudo.

Essa crença de austeridade gerar confiança é baseada em outra fé: o governo é refém de um “vigilante invisível da dívida”. Este ser sobrenatural, O Mercado, o pune em caso de mau comportamento ou lhe recompensa por bom comportamento.

Os países europeus mais submissos à austeridade menos cresceram. O estado de confiança não é causa de desempenho econômico, mas efeito, ou seja, um estado d’alma leve quando há crescimento imaginado ser por mérito próprio. E há perda de confiança no Estado ao se mergulhar na recessão por ele cortar suas encomendas.

Nenhum empresário investe só porque o governo fez ajuste fiscal. Ele toma decisões de investimento apenas quando há demanda potencial por seus produtos. Esta é constatada pelo ritmo de vendas e a consequente elevação do faturamento. Ou então se há perspectivas de lucro com o lançamento de um novo produto, isso quando não se resolve aumentar a escala dos negócios e a rentabilidade sobre o capital próprio com uma alavancagem financeira, ou seja, empréstimos de capital de terceiros.

A contração do gasto público, em fase de depressão, não aumenta a demanda, ao contrário, essa contração reduz ainda mais a demanda agregada. Em uma grave depressão, quando todos os componentes da demanda privada – o consumo das famílias, o investimento e a exportação líquida – estão desacelerando. Se o governo contrair a demanda pública, obviamente, a crise se agrava. Continuar a ler

Austeridade e Estado de Desconfiança

Administrador de empresa cuida de sua árvore. Economista cuida da floresta. Com a exigência de uma visão holista, o conhecimento específico deste profissional é a macroeconomia, daquele é a microeconomia. Holismo é a abordagem, no campo das Ciências Humanas e Naturais, cuja prioridade é o entendimento integral dos fenômenos, em oposição ao procedimento analítico de tomar isoladamente seus componentes. Por exemplo, a abordagem sociológica parte da sociedade global e não do indivíduo.

Ecossistema se refere ao sistema onde se vive, o conjunto de características físicas, químicas e biológicas influentes na existência de uma espécie animal, inclusive a dos humanos, ou vegetal. É uma unidade natural constituída de parte não viva – água, gases atmosféricos, sais minerais e radiação solar – e de parcela viva: plantas e animais, incluindo os microrganismos. Todas elas interagem ou se relacionam entre si, formando um sistema dinâmico, sustentável ou não dependendo de seus atratores.

Os agroecossistemas atuam em conjunto com uma população agrícola. A alteração de um único elemento pode causar modificações em todo o sistema se ocorrer a perda do equilíbrio preexistente. O conjunto de todos os ecossistemas do mundo formam a biosfera. Por isso, a mistura de agricultura e meio ambiente, para se colocar como prioritária a primeira, não terminará em boa causa, muito antes pelo contrário.

Estudar a economia como um sistema complexo é uma necessidade contemporânea na boa formação de economistas. Ele emerge a partir das interações entre seus múltiplos componentes. Submerge quando um nódulo-chave na rede de relacionamentos afeta todos os demais por sua fratura a partir de uma atitude governamental de omissão. A privatização da gestão do Estado, isto é, agir nele com a lógica mercantil ou financeira de empresas, pode provocar um desastre econômico, social e ecológico.

A tragédia dos bens comuns ocorre quando indivíduos, agindo de forma independente e racionalmente de acordo com seus próprios interesses, se comportam em contrariedade aos melhores interesses de uma comunidade. Daí, esgotam algum recurso comum. O livre acesso e a demanda irrestrita a um recurso finito terminam por condenar estruturalmente o recurso por conta de sua superexploração. Continuar a ler

História do Futuro – o Horizonte do Brasil No Século XXI

Miriam Leitão escreveu no Prefácio do livro “História do Futuro – o Horizonte do Brasil No Século XXI” (Rio de Janeiro: Intrínseca; 2015) o seguinte.

“O Brasil escolherá seus governantes democraticamente. Por mais tumultuada que seja a cena política, será possível isolar as vozes radicais nas crises institucionais, porque já superamos a sina de república interrompida por ciclos autoritários. O combate à corrupção será feito com a tenacidade com que derrotamos a ditadura, a hiperinflação, e estamos reduzindo a pobreza. Não será fácil, porque nada foi fácil, mas o país criou instituições robustas. Dos avanços nessa luta surgirão novos líderes políticos e um renovado ambiente de negócios. A democracia, contudo, é tarefa da vida inteira e continuará sendo aperfeiçoada nas próximas décadas.

A economia sairá dessa crise como saiu de outras que ameaçaram roubar nosso futuro. Hoje temos um mercado interno mais amplo, estabilidade monetária e muito talento empreendedor. O governante leniente com a inflação conhecerá o mau humor dos brasileiros. Nossa saga pela moeda estável criou valores definitivos. Temos que seguir, no entanto, um roteiro exaustivo de correção e retirada de obstáculos à competitividade e à integração ao mundo. A vantagem é que conhecemos a lista de tarefas.”

Entretanto, demonstra seu antipetismo no capítulo sobre economia, A Agenda Interrompida: “Comecei a escrever este livro quando havia otimismo em torno do país e termino quando estamos em momento de pessimismo. Vi muitas crises e muitas fases de euforia ao longo de 40 anos de profissão. Nelas, aprendi a evitar vaticínios extremos.

Quando nada se vê no horizonte, é hora de fazer mais esforço para sobrevoar o imediato. O ano de 2015 começou com recessão, inflação acima da meta, déficit fiscal, crise na Petrobras, ameaça de falência de empresas envolvidas em corrupção e incerteza política. ” Continuar a ler