O que a Folha pensa: Mudam os Fatos, Muda a Opinião Pública, mas continua obtusa em defesa do Neoliberalismo contra as Diretrizes do Programa Eleitoral do Lula

O Editorial da FSP (04/05/22) seria até engraçado, para rir, caso o leitor não ficasse pasmado por o jornal permanecer tão obtuso. Obtuso é utilizado no dia-a-dia como um adjetivo pejorativo, para designar um indivíduo ignorante, sem capacidade de raciocínio, incapaz de compreender qualquer coisa mais difícil. Obtuso também pode ser uma pessoa grosseira, rude, estúpida e indelicada.

Confira abaixo os argumentos obstinados contra “o intervencionismo estatal”. Defendem o Estado Mínimo mesmo em um país atrasado, cultural e historicamente, como o Brasil! Alguém acha a iniciativa privada estrangeira ser capaz de construir o País? Ou as empresas tupiniquins?!

Essa ideia de Mercado desincrustrado da sociedade, expandindo-se sem apoio do Estado, é uma imbecilidade ímpar! Muitos órfãos do neoliberalismo brasileiro ainda comungam (e pregam) esse credo…

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Debate sobre Programa Econômico de Lula: Entrevista de Guilherme Mello

Fernando Canzian (FSP, 11/05/22) informa: as primeiras diretrizes do plano de governo da chapa Lula-Alckmin preveem o fim do teto de gastos e a revogação da reforma trabalhista, mudanças aprovadas no governo Temer (2016-1018).

Segundo o professor da Unicamp Guilherme Mello, 39, coordenador do Núcleo de Acompanhamento de Políticas Públicas – Economia do PT (que compartilha a função com Aloizio Mercadante), um eventual governo Lula buscará um novo regime fiscal, baseado em experiências internacionais, que priorize o gasto social, dinamize a economia e reduza a relação dívida/PIB —principal indicador de solvência do país.

“Temos 33 milhões de pessoas passando fome. A prioridade é atender essas pessoas com políticas públicas” diz Mello. “Do ponto de vista do economista, isso é gasto. Mas há o impacto multiplicador desse gasto.”

Mello defende que o PT foi e voltará a ser responsável fiscalmente. “Se tem alguém que pode falar em responsabilidade fiscal, esse alguém é o Lula.”

Sobre a reforma trabalhista, afirma que não se trata de “voltar para a antiga CLT (Consolidação das Leis do Trabalho)” e que nem tudo na área que foi aprovado no governo Temer “não presta”.

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Macroeconomia 2023-2026

Lucianne Carneiro (Valor, 27/05/22) informa: a construção de um grande pacto político para os próximos anos, baseada em alguns pontos de consenso para a economia, pode ajudar a trazer a confiança e as condições necessárias para garantir uma retomada de crescimento sustentado em ritmo em torno de 2% ao ano, aproveitando a capacidade ociosa da economia, mesmo diante das restrições macroeconômicas atuais do país.

O cenário é detalhado no artigo “A macroeconomia de 2023/2026″, que abre o livro “O labirinto visto de cima: saídas para o desenvolvimento do Brasil” (Editora Lux), organizado pelos economistas Fabio Giambiagi e Ricardo de Menezes Barbosa.

A publicação reúne textos de técnicos de diferentes áreas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com propostas para o futuro do país e acaba de ser lançada em homenagem aos 70 anos da instituição – que serão completados no mês que vem – como um projeto pessoal de alguns funcionários de carreira. O livro não reflete o pensamento do BNDES e deve ser interpretado como uma contribuição dos técnicos do banco para a agenda econômica e socioambiental do país neste ano eleitoral.

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Oportunidade para Alteração da Política Monetária

Alessandra Saraiva (Valor, 25/05/22) coloca para o debate público uma novidade: mudar do Regime de Tripé Macroeconômico para o Regime de Flutuação “Suja” do Câmbio e Meta de Crescimento com o fim do Teto de Gastos, Câmbio Livre e Meta de Inflação.

A economia brasileira poderia crescer mais, caso efetuasse mudanças na política monetária atual. A tese é defendida pelos economistas Ricardo de Menezes Barboza e Maurício Busnello Furtado no estudo “Dez propostas para a política monetária”, a ser publicado no livro “O labirinto visto de cima: saídas para o desenvolvimento do Brasil”.

As linhas de ação defendidas pelos especialistas são ousadas e incluem até mesmo alterar composição do Conselho Monetário Nacional (CMN) para definição de metas de inflação. Mas as mudanças, mesmo grandes, são necessárias, no entendimento dos economistas. Para eles, do jeito que estão montadas hoje, a política monetária, bem como regime de metas inflacionária, funcionam como espécie de “freio” para crescimento maior da economia.

“Quando você tira os ‘freios´, você permite crescimento mais alto. Deveríamos parar de colocar a política monetária como forma de combater a inflação apenas“, resumiu Barboza, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre).

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Protecionismo X Necessidade de Integração às Cadeias Produtivas e Comerciais Globais

Anais Fernandes (Valor, 27/05/22) publicou reportagem relevante para o debate público de um programa para o próximo governo Lula.

O Brasil perdeu o bonde da globalização e, agora, se quiser se integrar mais efetivamente às cadeias de valor, precisa dar um passo quase na contramão do mundo, alertam especialistas. Enquanto no mundo o debate de trazer a produção de volta (reshoring) ou para regiões mais próximas (nearshoring) ganha espaço entre países e empresas, a economia brasileira precisa de mais abertura. Esse movimento, dizem eles, é preferível à busca por políticas ainda mais protecionistas. “É mais difícil, tem um pouco de portas fechadas nesse momento no mundo”, reconhece a economista Fernanda De Negri, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), minha ex-aluna.

Quando analistas comentam que o risco de protecionismo globalmente está aumentando, trata-se de uma situação muito diferente da observada no Brasil. “O mundo convergiu, a partir da década de 1990, para um movimento de liberalização, mas o Brasil ficou à margem”, diz Sandra Rios, diretora do Centro de Estudos de Integração e Desenvolvimento (Cindes) e sócia da Ecostrat Consultores. Por aqui, segundo ela, o risco é que o protecionismo venha sobre níveis vigentes de abertura econômica baixos e que praticamente não mudaram ao longo das décadas.

Dados da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad, da sigla em inglês) mostram que a participação do Brasil nas exportações globais em 2021 foi de 1,3%, e o peso nas importações foi de 1%. “Não é que não participamos do comércio internacional, mas o percentual é muito aquém do tamanho da nossa economia”, afirma Rios.

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Prioritária Retomada do Crescimento

Carlos Luque é professor da FEA- USP e presidente da Fipe. Simão Silber é professor da FEA-USP
Francisco Vidal Luna é professor da FEA aposentado. Roberto Zagha foi professor Assistente na FEA-USP nos anos 1970 e no Banco Mundial a partir de 1980, onde encerrou a carreira em 2012 como Secretário da Comissão sobre o Crescimento e o Desenvolvimento, e diretor para a Índia. Compartilho abaixo o artigo semandal (Valor, 25/05/22) desenvolvimentista.

Em janeiro 2023, um novo governo herdará uma tripla crise econômica.

A primeira é uma crise de conjuntura: um PIB per capita 10% abaixo do que foi atingido em 2013, uma inflação acima da meta central, desemprego em dois dígitos, e um contexto internacional ameaçador.

A segunda crise é estrutural. O milagre econômico que por 4 décadas assombrou o país e o mundo transformou-se nas 4 décadas seguintes numa economia estagnada que perdeu a capacidade de crescimento acelerado, o crescimento do emprego formal, os ganhos de integração na economia mundial, taxas de investimento altas, e industrialização.

Apesar da agropecuária, que se desenvolveu com rapidez imprevista, progressos importantes nas áreas de nutrição, saúde e educação, e alguns segmentos industriais se destacaram mundialmente em termos de produtividade e inovação tecnológica, as perspectivas para a economia continuarão desanimadoras: as projeções do Ministério da Economia, do FMI e da OCDE para os próximos 40 anos são de que a renda per capita do brasileiro terá um distanciamento cada vez maior em relação à dos países avançados.

A terceira crise é a crise das ideias econômicas que nos levaram a essa situação. A situação que vivemos não foi o resultado do acaso ou da má sorte, mas o resultado das convicções e das políticas econômicas que guiaram a economia.

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Economia do Mar

Economia do mar ou economia azul (blue economy), como alguns gostam de chamar, não é algo que se ouve tanto no Brasil quanto sobre agropecuária, indústria

de bens de consumo ou serviços, apesar de o país ter uma costa com quase 11 mil quilômetros de extensão. Os oceanos cobrem 71% da Terra e abrigam 99% do espaço habitado por vidas no planeta. Isso dá a dimensão de seu potencial. A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) projeta que a economia oceânica alcançará US$ 3 trilhões até 2030.

O tema, porém, ainda é pouco explorado no Brasil, assim como em muitos outros países. Mas, quando vemos que esta foi nomeada a Década do Oceano pela Comissão Oceanográfica Intergovernamental da Unesco, que elencou sete metas para serem alcançadas até 2030 e uma extensa agenda de propagação da temática, fica claro que o assunto é uma grande tendência.

Thauan Santos, professor doutor do Programa de Pós-Graduação em Estudos Marítimos da Escola de Guerra Naval (PPGEM/EGN) e um dos fundadores – e atual coordenador – do Grupo Economia do Mar (GEM), é um dos poucos que estudam a fundo a temática no Brasil. A pós-graduação na qual leciona, por exemplo, é a única em estudos marítimos do país, algo que ilustra quão nova é o tema por aqui.

Em entrevista exclusiva ao Prática ESG, Santos explica que os problemas submersos vão muito além de canudinhos e plásticos ingeridos pelas espécies marinhas e que as oportunidades de negócio ainda são pouco exploradas.

“É necessário ampliar o conhecimento de empreendedores e financiadores sobre os potenciais do setor, seja pela sua relevância em termos de agregação de valor, seja pela criação de empregos”, diz Santos, que também participa da Aliança Brasileira de Pesquisa em Finanças e Investimentos Sustentáveis (Brasfi, na sigla em inglês). Ele se prepara para participar da Conferência das Nações Unidas (ONU) para o Oceano, que acontecerá de 27 de junho a 1° de julho em Lisboa (Portugal).

A seguir, trechos da entrevista:

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Economia Dualista versus Crescimento Sustentado

Carlos Luque é professor da FEA- USP e presidente da Fipe
Simão Silber é professor da FEA-USP
Francisco Vidal Luna é professor da FEA aposentado
Roberto Zagha foi professor assistente na FEA-USP nos anos 1970 e trabalhou no Banco Mundial a partir de 1980, onde encerrou a carreira em 2012 como Secretário da Comissão sobre o Crescimento e o Desenvolvimento, e diretor para a Índia.

Publicaram artigo (Valor, 05/04/22) interessante como habitualmente escrevem.

Desde sua “descoberta” o Brasil exportou commodities: pau-brasil, ouro, diamantes, pedras preciosas, açúcar, café, cacau, minerais e, nas últimas décadas, petróleo, minério de ferro e uma pauta crescente de produtos agropecuários. Na maioria desses setores o país desenvolveu tecnologias de ponta, intensivas em capital, com uma produtividade do trabalho entre as mais altas do mundo.

Economias exportadoras de commodities têm características estruturais comuns das quais seis são particularmente importantes.

A primeira é que essas economias tem estrutura dual: um setor exportador altamente produtivo coexiste com setores de produtividade baixa que empregam a maioria da força de trabalho.

A segunda é a concentração de terra e outros recursos naturais em poucas mãos. No Brasil começou com as capitanias, continuou com latifúndios e agora inclui as companhias de mineração, entre as maiores do mundo e uma agricultura intensiva em capital controlando a maioria das terras aráveis. Com investimentos insuficientes em educação, um regime fiscal penalizando as classes de renda mais baixa, e altas taxas de juro, o resultado é uma distribuição de renda desigual. No Brasil os 10% nas classes de renda mais alta recebem 50% do PIB.

Fora de commodities, a estrutura de produção não pode responder rapidamente aos aumentos de demanda

A terceira é a vulnerabilidade aos preços das commodities. Altas geram euforias e surtos de consumo e emprego, quedas geram ressacas.

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Tripé para Crescimento X Tripé para Estabilidade

Este (Valor, 12/04/22)é o segundo de uma série de artigos sobre os mitos do crescimento.

Carlos Luque é professor da FEA- USP e presidente da Fipe. Simão Silber é professor da FEA-USP.
Francisco Vidal Luna é professor da FEA aposentado

Roberto Zagha foi professor Assistente na FEA-USP nos anos 1970 e no Banco Mundial a partir de 1980, onde encerrou a carreira em 2012 como Secretário da Comissão sobre o Crescimento e o Desenvolvimento, e diretor para a Índia.

No período 1940-80 o PIB per capita do brasileiro quintuplicou enquanto no período 1980-2019 aumentou em apenas 35%. O endividamento, contraído nos tempos de taxa de juros baixa, levou a uma crise da dívida externa e hiperinflação. O crescimento foi vítima dessas turbulências. A partir de 1995, eliminou-se a hiperinflação e a dívida externa do governo, o que nos deu duas décadas de inflação baixa e ausência de crises externas, porém sem crescimento. O crescimento foi prejudicado por políticas fiscais, monetárias, cambiais e tarifárias que privilegiaram a estabilidade às custas do crescimento.

Surtos de crescimento, em períodos de preços de commodities altos, criaram a ilusão de que o país tinha reencontrado o caminho da prosperidade, ignorando fraquezas estruturais da economia que foram se agravando: a desindustrialização, a falta de investimento em infraestrutura, a queda de investimento privado, o fechamento da economia ao comércio exterior, a informalização crescente do mercado de trabalho e a inconsistência das políticas macroeconômicas, que cumulativamente nos deram o Colapso de 2015-2022.

O desempenho excepcional da agropecuária, da indústria aeronáutica, mineração e outros setores não compensaram a falta de crescimento da indústria. De um terço do PIB nos anos de crescimento rápido, a indústria caiu a 10% hoje. O crescimento nas últimas décadas esteve assim aquém do desempenho dos países avançados e aquém do desempenho dos países de crescimento rápido do leste asiático, países com os quais o Brasil antes rivalizava.

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Mariana Mazzucato em Território de Neoliberais

O setor público é fundamental para que os países consigam lidar com grandes demandas e pode ser tão dinâmico e inovador quanto qualquer empresa privada. E não só pode como precisa ser. Essa é uma das teses centrais da economista italiana Mariana Mazzucato. Ela participou ontem do seminário “O Impacto da Ciência na Sociedade e no Avanço do Conhecimento”, organizado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

“Não há nada no DNA do Estado que o faça ser lento e que não o permita ser inovador. Podemos acabar com as burocracias e torná-los ágeis, flexíveis, capazes de lidar com a complexidade e as incertezas. Isso requer a construção de organizações com capacidade de aprendizado e de adaptação”, afirmou Mariana. Ela é professora de Economia da Inovação e Valor Público na University College London (UCL) e autora, entre outros, do livro “O Estado Empreendedor – Desmascarando o mito do setor público versus setor privado”, de 2014 que vem fortalecendo o debate internacional sobre a relação entre governos e empresas.

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FIESP: Crítica ao Neoliberalismo Radical

O processo acelerado de desindustrialização, a destruição ambiental, a baixa resiliência climática, o aumento da insegurança alimentar e energética e a pouca inserção internacional são alguns dos impactos do chamado “liberalismo radical” no cenário econômico brasileiro mais recente. O aproveitamento de oportunidades de crescimento e uma retomada econômica sustentável demandam o debate sobre aspectos do liberalismo radical que, segundo representantes da indústria, têm levado também a governos autoritários e populistas.

Essas e outras ideias foram debatidas ontem em evento on-line de lançamento do Núcleo de Economia Política pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Ambientalistas Mundiais X Agronegócio Brasileiro

Daniela Chiaretti (Valor, 24/02/22) adverte: quase metade da vegetação nativa do Cerrado já se foi. As taxas de desmatamento anual vêm crescendo e as frentes avançam sobre os maiores remanescentes do bioma – que, como agravante, tem uma fração pequena de áreas protegidas. Para piorar, as áreas remanescentes estão sendo fragmentadas, o que significa mais ameaça para a fauna e a flora e menos resiliência do ecossistema inteiro. A situação do Cerrado é alarmante.

A formulação acima é de Mercedes Bustamante, uma das maiores especialistas em Cerrado do país, cientista do IPCC – o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU – e professora titular do Departamento de Ecologia da Universidade de Brasília.

“Apesar do Código Florestal permitir a supressão da vegetação em até 80% na propriedades rurais, temos que sair da discussão de desmatamento legal ou ilegal e entrar na discussão de evitar o desmatamento”, defende. No Brasil, contudo, a resistência é grande. Os cientistas lutam pelo desmatamento zero no Cerrado e pela restauração do passivo ambiental, mas a discussão não decola como na Amazônia.

A agropecuária ocupa 45% do Cerrado, segundo o MapBiomas e o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). É o bioma que abriga 33% da área destinada à agropecuária no Brasil – 42%, se for considerada apenas a área agrícola, diz a geógrafa Ane Alencar, diretora de ciências do Ipam. Em apenas 35 anos, o Cerrado perdeu 20% de toda a cobertura natural, segundo um amplo estudo do MapBiomas.

A agricultura avançou sobre áreas de pastagens. A produção em larga escala de soja e milho, que em 1985 ocupava 2% do bioma, passou a mais de 13% em 2020. As formações de savanas, que em 1985 se espalhavam por 38% do bioma, encolheram para 30%. “O preocupante é que grande pressão acontece onde há uma porção importante da vegetação nativa, no Matopiba”, diz Ane Alencar, referindo-se à fronteira que ocupa áreas de Cerrado no Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Os impactos do desmatamento afetam o clima regional e global e a conservação de água. “Desmatar o Cerrado é fechar a torneira da água”, costuma repetir Mercedes Bustamante, que explica que se trata de uma floresta de cabeça para baixo. O bioma é fundamental para 8 das 12 bacias hidrográficas do país. Toda decisão sobre uso da terra, diz ela, é uma decisão sobre o uso da água.

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