Pobreza e Baixa Instrução dos Pais

Lucianne Carneiro (Valor, 18/08/21) informa: os pais e responsáveis das atuais crianças e jovens pobres no Brasil ainda têm grau de instrução limitado, o que compromete o futuro dessa geração e aumenta os riscos de perpetuação da pobreza. Mais da metade (56%) das crianças e jovens pobres viviam em 2019 com responsáveis sem ensino fundamental completo.

A falta de pais com ensino médio completo na família era ainda mais crítica: se dava em três quartos (76%) desse grupo. Um quinto (19,1%) das crianças e adolescentes pobres estava em famílias em que o adulto tinha menos de quatro anos de estudo. Já o percentual vivendo com responsáveis analfabetos era de 12,5%.

Os números são de estudo exclusivo do Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social (IMDS), que mostra que, apesar de melhora em anos recentes, a parcela de crianças e jovens pobres em lares com responsáveis com baixa escolaridade ainda é elevada.

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Semana Antônio Barros de Castro

Minha querida amiga, Ana Célia Castro, enviou-me a seguinte mensagem:

Esta mensagem é para convidá-las(os) para os eventos Dez Anos sem Antonio Barros de Castro, organizados pelo IBMEC. Como poderá ver, seus discípulos estão todas(os) nomeadas(os) no cartaz:

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Os cartazes podem ser divulgados em todas as suas redes sociais e de amigos. Por favor, inscrevam-se no site do IBMEC, caso queiram estar presentes remotamente nos eventos. https://blog.ibmec.br/eventos/dez-anos-sem-antonio-barros-de-castro/

Para os que quiserem acessar os textos do Castro (artigos, livros, capítulos, entrevistas, entre outos materiais impressos) sugiro o site Ágora https://agora.ie.ufrj.br/ do nosso INCT/PPED. 

Para quem tem dificuldade de abrir todas as possibilidades do site, cliquem nas linhas horizontais do canto superior direito para abrir o menu. Clique em Plataforma Antonio Barros de Castro no menu que se abre abaixo a esquerda, e cliquem no símbolo +. Abre-se então o menu/cardápio dos vários tipos de publicação que foram disponibilizadas na Ágora. Tudo digitalizado está aí. 

A Semana Antonio Barros de Castro tem muitos sentidos, mas talvez o mais importante seja mesmo o de reunir em volta de uma roda de conversa vocês, quem reconhece sua falta no debate público brasileiro.

Abaixo está um pouco de minha memória sobre meu ex-professor, verdadeiro Mestre.   

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Educação Financeira X Influenciadores

Volatilidade do retorno esperado é considerado o risco no mercado financeiro. Por definição, renda variável (ações e demais ativos especulativos como dólar, ouro e bitcoin) tem de oferecer maior retorno para compensar o risco, senão o investidor opta por renda fixa em lugar da especulação. Quem tem aversão ao risco sai na oscilação para baixo e entra na alta, ou seja, tem o comportamento emocional inverso ao racional.

O Banco Central (BC) quer ampliar o foco da Educação Financeira, levando noções da área não apenas para adultos, mas também para crianças e adolescentes. Para isso, entrará em vigor nacionalmente no segundo semestre o Aprender Valor, voltado ao ensino fundamental da rede pública. Até 22 milhões de estudantes podem ser beneficiados diretamente.

“Assim, você corrige o problema antes de ele nascer”, diz o diretor de relacionamento, cidadania e supervisão de conduta do BC, Maurício Moura, em entrevista ao Valor (11/06/21), sobre a faixa etária.

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Baixo Nível de Instrução dos Brasileiros Acima de 25 Anos

O volume de brasileiros com pós-graduação no Brasil é bastante inferior ao registrado em países ricos, de acordo com relatório da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

O diagnóstico é divulgado no momento em que o país debate decisões do governo Jair Bolsonaro (PSL) sobre a área. A gestão do presidente já cortou, no primeiro ano de desgoverno, 12% das bolsas de pesquisa e reduziu pela metade o orçamento de 2020 da Capes, agência de fomento ligada ao Ministério da Educação.

A OCDE reúne países desenvolvidos. Divulgou no dia 10/09/19 a edição 2019 do Education at a Glance. O relatório traz comparações internacionais sobre estrutura, finanças e desempenho de sistemas educacionais de 46 países membros da organização e também de nações parceiras, como o Brasil.

Ele mostra apenas 0,8% das pessoas de 25 a 64 anos no Brasil concluíram o mestrado. A média dos países membros da OCDE é 16 vezes maior: 13% das pessoas nessa faixa etária têm mestrado.

A própria OCDE faz uma ressalva sobre a comparação com a média de países ricos, porque os bacharelados no Brasil tendem a ser mais longos do que seus equivalentes na Europa ou na América do Norte. 

Na Europa, por exemplo, é possível em muitas universidades concluir um mestrado integrado à graduação em um período de cinco anos.

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Ocupados por Escolaridade

Home office produz mudança no padrão de consumo e tem grande efeito sobre o emprego dos não-qualificados, segundo Naercio Menezes Filho, professor titular da Cátedra Ruth Cardoso no Insper, professor associado da FEA-USP e membro da Academia Brasileira de Ciências, afirma em sua coluna (Valor, 21/05/2021).

A pandemia afetou o mercado de trabalho em vários países do mundo, mas a queda no emprego foi especialmente severa no Brasil. Enquanto a atividade econômica já voltou aos níveis de antes da pandemia, a taxa de desemprego continua bastante alta por aqui, assim como o número de pessoas que desistiu de procurar emprego. E os trabalhadores menos qualificados são os que estão sofrendo mais os efeitos da pandemia. Por que será que o emprego está demorando tanto a reagir? Qual a perspectiva futura para os trabalhadores jovens que não conseguiram completar o ensino médio?

A figura acima mostra índices de emprego medidos através da Pnad Contínua para os trabalhadores que completaram o ensino médio ou superior e também para os que só estudaram até o ensino fundamental ao longo de 2019 e 2020, na indústria, comércio e serviços. Podemos notar que as séries apresentaram um leve aumento ao longo do 2019. Mas, já no início da pandemia, no primeiro trimestre de 2020, o emprego dos trabalhadores menos qualificados começa a declinar acentuadamente, ao passo que entre os mais qualificados a queda é mais suave e concentrada no comércio e serviços.

Com o agravamento da pandemia, o emprego despencou entre os menos qualificados dos três setores, com cerca de 20% dos trabalhadores perdendo seu emprego. Já entre os trabalhadores com ensino médio completo ou superior, a queda foi de 7% no comércio e apenas 3% na indústria e serviços. Desde então, o emprego tem reagido lentamente para todos os grupos, mas enquanto os mais qualificados já atingiram o nível de emprego do início de 2019, os menos escolarizados permanecem 20% abaixo. A situação é especialmente grave entre os mais jovens que não completaram o ensino médio. Por que isso ocorreu?

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Geração Covid: Eterna Nem-Nem!

Lucianne Carneiro (Valor, 04/05/21) avalia: após mais de um ano de ensino remoto – que pode chegar a dois anos a depender da evolução da pandemia -, a nova força de trabalho chegará ainda mais crua ao mercado de trabalho, com menos habilidades socioemocionais, como capacidade de se relacionar em equipe e criatividade, e também impacto em habilidades técnicas, apontam especialistas.

A influência na formação tende a ocorrer tanto no ensino técnico quanto no universitário, mas principalmente em áreas que exigem mais prática e de treinamentos específicos, como Mecânica, Engenharias e Saúde.

“Em geral, os cursos são estruturados com a parte mais teórica no início e a mais prática no fim, com laboratório e estágio. A parte prática tende a ser mais prejudicada, embora o efeito se dê de maneira diferente entre os cursos. A tendência é que os alunos cheguem com menos experiência no mercado”, afirma o professor do Insper e da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Naércio Menezes.

Ele é um dos autores de um estudo onde compara o desempenho de estudantes de graduação presencial e de ensino a distância (EAD). Mostra mais da metade dos estudantes tem desempenho pior no EAD. O trabalho compara alunos dos dois formatos de ensino com perfis semelhantes – sexo, raça, renda e nível educacional da mãe, entre outros.

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Recém-Formados: Dificuldade de Emprego na Própria Profissão na Pandemia

Lucianne Carneiro (Valor, 14/04/2021) informa: a crise econômica provocada pela pandemia dificultou ainda mais a inserção de recém-formados no mercado de trabalho. Uma pesquisa realizada com exclusividade para o Valor pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) com 8.465 pessoas de todos os Estados formadas entre o fim de 2019 e de 2020 mostrou que apenas 14,87% delas conseguiram trabalho na área de atuação em até três meses de formados. Em pesquisa anterior, que contemplou o período de 2014/2018, a parcela era de 27,02%.

O estudo mostrou ainda apenas um quinto (19,93%) estar ocupado em posições ligadas aos cursos de formação, enquanto 27,95% estavam em outras vagas. Os demais não estavam trabalhando. Na edição anterior da pesquisa 36,94% trabalhavam na área, enquanto a parcela dos que ocupavam outras posições era de 20,68%. O percentual dos que não estavam trabalhando também foi inferior na época (42,38%).

Com pouca experiência profissional, jovens tendem a enfrentar mais obstáculos no mercado. Na crise, as dificuldades aumentam e é cada vez maior a parcela dos que ficam de fora do mercado ou precisam se adequar e aceitar posições distantes daquelas com que investiram nos últimos anos, tanto no pagamento da faculdade – no caso das privadas -, mas também em tempo e dedicação. A taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos era de 29,8% no quarto trimestre de 2020, mais que o dobro da taxa média (13,9%).

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Queda de Demanda por Ensino Pago

Luciana Marinelli (Valor, 30/03/2021) informa: a  divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), adiado este ano em função da pandemia, pode ajudar a impulsionar as matrículas nas faculdades particulares, mas levantamentos preliminares indicam um primeiro semestre difícil para o setor. Até o início de março, a captação de novos alunos estava em queda de 23,9%, na comparação com o ano passado. O Prouni, programa de bolsas de estudo do governo federal, também encolheu – a oferta de vagas ficou 34% menor e o número de novos bolsistas caiu 38%.

Os dados foram levantados pelo Semesp, sindicato das instituições de ensino superior privado, em parceria com a Fundacred, entre 25 de fevereiro e 9 de março. Foram ouvidas 88 instituições no país – 73% delas de pequeno e médio porte, com até 7 mil alunos. O Semesp observa que, por conta da pandemia e do adiamento do Enem, o processo de captação de alunos ainda não foi concluído e deve se estender até maio. Mesmo assim, são preocupantes as sinalizações obtidas até agora.

Embora em menor intensidade, esse movimento preliminar de retração nas novas matrículas foi percebido até no ensino a distância, com recuo de 8,9% sobre o início do ano passado, entre as faculdades ouvidas pelo Semesp.

A tendência geral de retração é relacionada pela entidade à perda de renda com a crise econômica desencadeada pela pandemia e à postergação do Enem, que adiou a decisão de boa parte dos estudantes. As notas do Enem servem de base para a entrada em universidades federais e para o acesso a programas como Prouni e Fies nas faculdades particulares.

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Castas Profissionais e Herança Educacional

As castas de natureza ocupacional se aliam para governar. No atual governo miliciano-militarizado, além do Poder das Armas da Casta dos Guerreiros (da Farda), apoiavam-no o Poder Econômico da Casta dos Mercadores (do Colarinho Branco) e a parte evangélica do Poder Religioso da Casta dos Sábios-Sacerdotes (da Batina ou do Púlpito).

O Poder Midiático da Casta dos Sábios-Jornalistas (da Pena ou do Microfone) já estava em dissidência, assim como tinha rachado o Poder Judiciário da Casta dos Sábios-Juristas (da Toga). O Poder Político ou Legislativo da Casta dos Oligarcas (da Gravata) tornou o Poder Executivo da Casta dos Sábios-Tecnocratas (do Terno-e-Gravata) refém do fisiologismo do “Centrão”, isto é, o baixo clero ao qual o capitão reformado tão bem conhece…

Esses “rachas” ou fraturas nas alianças entre castas no bloco de poder ocorrem, periodicamente, quando uma tenta impor suas respectivas lógicas de ações às demais. Elas se distinguem por seus Éthos culturais, caráter moral, hábitos, crenças, costumes. Então, há reação política às tentativas de subjugação absoluta.

Para análise das configurações dinâmicas emergentes das interações desses diversos componentes de um sistema complexo, temos de entender os conflitos de interesses, devido às distintas visões ideológicas do mundo. A casta dos guerreiros segue a lógica militar de coragem, fama, glória, violência, vingança, etc. Por sua vez, a casta dos mercadores adota a lógica de mercado, defendendo valores como liberalismo, empreendedorismo, competitividade, eficiência em custos/benefícios, etc.

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Castas por Natureza Ocupacional: Dinastias por Níveis de Escolaridade

Érica Fraga e Fernanda Brigatti (FSP, 28/03/2021) publicaram oportuna reportagem sobre problema social brasileiro na área de Educação. Compartilho-a abaixo.

A chance de um filho repetir a baixa escolaridade de sua família no Brasil é o dobro da probabilidade de isso ocorrer nos EUA.

Em média, quase 6 em cada 10 brasileiros (58,3%) cujos pais não tinham o ensino médio completo em 2014 – último ano para o qual há dados, ou seja, no fim da Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014) – também pararam de estudar antes de concluir esse ciclo.

Entre os americanos, esse percentual cai à metade, para 29,2%. Já a média na OCDE, grupo que reúne quase quatro dezenas de nações ricas e emergentes, era de 33,4%.

Se o filho brasileiro pertencer a grupos populacionais menos favorecidos, a distância é ainda maior.

Entre o estrato 20% mais pobre da população brasileira, 80,8% dos filhos cujos pais (palavra empregada, no estudo, como plural de pai) não tinham o ensino médio completo repetiram esse desfecho educacional. No grupo dos 20% mais ricos do país, esse percentual era de 32,6%, um pouco abaixo da média da OCDE.

O contraste entre brancos e negros brasileiros também é significativo. Entre os filhos de pais pretos e pardos que não terminaram o ensino médio, 64% não avançaram além disso. Nas famílias brancas, essa proporção era de 51,6%.

Esse conjunto de dados é parte de um estudo inédito do IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social). Ele situou as transformações educacionais ocorridas entre gerações brasileiras em um amplo contexto internacional.

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Conflito de Interesses: Casta dos Mercadores X Casta dos Sábios-Tecnocratas

Ana Luiza de Carvalho (Valor, 24/11/2020) informa: a remuneração média dos membros dos Conselhos de Administração de companhias de capital fechado no Brasil é de R$ 10 mil a R$ 15 mil, segundo dados da 1a Pesquisa Remuneração de Conselheiros em Empresas de Capital Fechado, promovida pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). A pesquisa ouviu 269 conselheiros de administração e conselheiros consultivos no país.

Observação: isto é um “bico”, ou seja, uma remuneração complementar da casta dos mercadores com salários e bônus elevadíssimos em termos anuais. O temido por ela não a perda de status social com a comparação com a casta dos sábios-tecnocratas, mas sim a ameça de um reforma tributária acabar com o privilégio de isenção de lucros e dividendos ou mesmo impor um Imposto sobre Grande Fortuna. Por isso, prega contra os servidores públicos, para o corte de gastos do setor público retirar essa ameaça.

O estudo do IBGG foi motivado pela curiosidade dos profissionais acerca das práticas de remuneração em empresas fechadas. No caso das companhias de capital aberto, os dados são públicos e frequentemente relatados em pesquisas da área.

A remuneração é sempre um dado sensível e há muito receio de passar essas informações. Então, a pesquisa estruturou os valores dentro de uma faixa e entrou em contato com os próprios contatos do Instituto pedindo apoio.

A pesquisa aponta: 82,5% dos conselheiros são remunerados em seus cargos. Do total de entrevistados, 25% recebem entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Nos extremos, 12,4% dos conselheiros afirmam terem rendimentos de até R$ 5 mil mensais, enquanto 11,7% faturam mais de R$ 30 mil em seus cargos.

No caso de presidentes dos Conselhos, 27,6% recebem entre R$ 20 e R$ 25 mil, enquanto 17,2% possuem remuneração de até R$ 5 mil mensais. No outro extremo, com montante superior a R$ 30 mil, estão 10,3% dos presidentes dos colegiados.

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Aprendizagem e Ensino de Economia: Baixe o Livro

Temos de refletir sobre a prática de Ensino Remoto, realizado durante a pandemia, de maneira demorada. Depois de pensar, cismar, meditar, poderemos projetar metas, ações, planos, enfim, combinar uma estratégia para compartilharmos e adotarmos boas práticas didáticas.

A Maldição do Conhecimento é, depois de aprender, esquecer a dificuldade inicial de aprender. Em função desse fenômeno de perda de empatia com os iniciantes, estes, se desejosos de obterem uma verdadeira aprendizagem, devem se engajar de maneira ativa na aquisição do conhecimento, focalizando seu desafio intelectual. 

Para ir atrás desse conhecimento, de maneira proativa, em condições normais sem pandemia ou distanciamento social, o estudante poderia conversar com colegas a respeito do desafio. Quem aprendeu, recentemente, ainda tem na memória o passo-a-passo de seu aprendizado. É mais capaz de transmiti-lo ao seu colega em linguagem coloquial ou geracional.

Infelizmente, essa parte representativa de 1/5 da abordagem 70:20:10 – 70% de autodidatismo, 20% de conversas com colegas e 10% de dicas do professor – se perdeu no atual Ensino Remoto. Os estudantes reclamam da falta de conexões interpessoais com os colegas, devido ao distanciamento social.

EaD (Educação à Distância) não pode ser igual à Educação Presencial, com a única diferença de ser via Google Meet, Moodle ou Zoom. É necessário resumir os longos conteúdos, expostos anteriormente em cerca de duas horas, em aulas-sintéticas de apenas vinte minutos. São inteiramente suficientes para motivação de estudo posterior por conta própria dos alunos.

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