Universidade Sem Professores — e Contrapartida: Universidade Sem Alunos. Só estudantes!

universidade-sem-professores 14 novembro 2016) informa que na Universidade 42, os estudantes trabalham juntos na solução de problemas e avaliam o trabalho dos colegas: aprendizagem ativa por pares!

Uma universidade revolucionária, sem professores, onde não há livros e nada é pago, acaba de ser aberta no Vale do Silício, na Califórnia. A ideia é receber por ano 1 mil estudantes interessados em programação de computadores e desenvolvimento de software. Durante o curso, os alunos trabalham sempre em grupo e avaliam os trabalhos uns dos outros.

O nome da nova universidade, 42, é uma referência à resposta sobre qual seria o sentido da vida segundo o clássico de ficção científica O Guia do Mochileiro das Galáxias (The Hitchhiker’s Guide to the Galaxy, no original em inglês)de Douglas Adams – criado nos anos 1970 como série de rádio da BBC e transformado em livro, peça de teatro, minissérie de TV, filme longa-metragem, revista em quadrinhos, livro ilustrado e jogo de computador. O Guia do Mochileiro das Galáxias é o nome de um dicionário fictício, que tem definições e opiniões sobre todo o universo.

O primeiro campus da 42 foi criado em Paris, em 2013, por Xavier Niel, um empresário e milionário do setor de tecnologia. Muitos do que se formaram lá trabalham hoje em grandes empresas como IBM, Amazon e Tesla. Alguns criaram suas próprias companhias. Continue reading “Universidade Sem Professores — e Contrapartida: Universidade Sem Alunos. Só estudantes!”

Método de Conversação Coletiva: World Café

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O “World Café“, segundo Yolanda Braconnot, para o site RH.com.br, é um  método de conversação que, à semelhança de um bate-papo na “hora do cafezinho”, onde, de repente, surgiram ideias, insights e sugestões, objetiva:

  1. promover diálogos construtivos,
  2. acessar inteligência coletiva,
  3. aumentar a capacidade coletiva de criar e trocar conhecimento.

O método foi criado em 1995 quase que por acaso por Juanita Brown e David Isaacs. No livro “O World Café: Dando forma ao nosso futuro por meio de conversações Significativas e Estratégicas“, eles explicam que em uma tarde com chuva torrencial tiveram que mudar a arrumação da tradicional formação do círculo de diálogo. O jeito foi espalhar algumas mesas pequenas e cadeiras pelo espaço disponível.

Tomi Nagai-Rothe, primeira a chegar, comentou que as mesinhas estavam parecendo mesas de um café. Juanita decide, então, enfeitar com plantinhas. Tomi põe crayons em cada uma das mesas e faz um cartaz “Bem-Vindo ao Homestead Café“, em referência ao endereço.

Assim surgiu o cenário para realização do World Café, ambientado com mesas para quatro a cinco pessoas, preferencialmente redondas, lembrando as mesinhas de uma “Casa de Café“. Em cima de cada mesa, além de comes-e-bebes, coloca-se canetas e lápis para desenho, e toalha de papel que sirva para as anotações do grupo.

De forma bem resumida, o World Café acontece da seguinte forma: Continue reading “Método de Conversação Coletiva: World Café”

Tecnologia em Sala-de-Aula

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Finalmente, depois de 31 anos como docente, descobri que a UNICAMP possui um Laboratório de Novas Tecnologias Aplicadas à EducaçãoLANTEC. Descobri também o Espaço de Apoio ao Ensino e Aprendizagem (EA)², um órgão subordinado à Pró-Reitoria de Graduação que oferece serviços de apoio didático e pedagógico a docentes da Universidade Estadual de Campinas: http://www.ea2.unicamp.br

Dentre suas atividades prioritárias estão:

  • Organização de atividades voltadas para a qualificação do ensino e do aprendizado;
  • Realização do Programa de Avaliação da Graduação (PAG), projeto que visa apresentar semestralmente os dados relativos ao ensino de graduação, assim como oferecer ações contínuas que permitam valorizar as aprendizagens e a docência na graduação;
  • Promover e divulgar eventos nas áreas de educação, ensino, pedagogia e avaliação do ensino superior;
  • Oferecer apoio e serviços que auxiliem docentes no constante aprimoramento de sua atividade de ensino;
  • Oferecer auxilio acadêmico-administrativo para ações que visem captar recursos e investimentos para inovações e aprimoramento no ensino de graduação.

Diego Maia e Everton Lopes Batista (FSP, 11/09/16) afirmam que “tecnologia na escola é inevitável. O aluno já está imerso na vida digital fora da sala. O desafio é usar a ferramenta de forma a fazer sentido para o professor, a criança e o conhecimento, sem ceder ao fetiche que dispositivos eletrônicos despertam, dizem educadores”.

O movimento “high-tech faz escolas substituírem cadernos por telas sensíveis ao toque e estimularem a interação com robôs. Por outro lado, não faltam instituições fiéis a métodos de ensino tradicionais, que se mantêm distantes desses recursos.

Por exemplo, um aplicativo para tablet pode auxiliar na alfabetização. Na tela, o professor acompanha em tempo real os avanços de cada aluno. Isso permite que ele identifique onde estão as dificuldades e preste atendimento personalizado.

Os tablets também servem para controlar o robô Dash, parceiro da turma no início do ensino fundamental. Desenvolvido pela empresa norte-americana Wonder Workshop, ele ensina programação básica aos estudantes.

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Alternativas Metodológicas para o Ensino de Economia

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Obs.: veja acima a representação da Complexidade Econômica brasileira. A economia do Brasil tem um Índice de Complexidade Econômica (ICE) de 0,805, tornando-o o 32º país mais complexo.

Fonte: http://atlas.media.mit.edu/pt/profile/country/bra/

No intuito de enaltecer as discussões do Ensino de Economia no Brasil convido-o a participar a sessão de discussão “Alternativas Metodológicas para o Ensino de Economia”.

Download: Fernando Nogueira da Costa – Apresentação no XXXI Congresso da ANGE – 06-10-2016

Palestrantes:

Prof. Fernando Nogueira da Costa (IE/UNICAMP), Prof. Nelson Marconi (FGV/SP) e Representante do EA2-UNICAMP

Data: 06/10/2016 Horário: 09h00 às 10h30

Atenciosamente,

Diretoria ANGE / Comissão de Organização do XXXI Congresso da ANGE

Leia mais:  TDIE-279 Formação do Economista no Brasil Contemporâneo

50 Anos da UNICAMP

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Aqui cheguei em 1975 para cursar a segunda turma de Mestrado em Economia ainda no IFCH. Depois de defender a dissertação em 1978, trabalhei sete anos no IBGE, situado no Rio de Janeiro. Voltei para fazer o doutoramento em 1985, fui logo convidado para ser Professor do IE-UNICAMP, então recém-criado, e cá estou até hoje, há mais de 30 anos como docente orgulhoso de minha Universidade!

Sou quase testemunho-ocular de quase toda sua história. E pelo ambiente de prazer que tenho com minha atividade intelectual nela realizada, adio minha aposentadoria…

Fundada em 1636, Harvard é a mais antiga instituição de ensino superior dos Estados Unidos. A Universidade do Brasil (atual UFRJ) foi a primeira universidade federal criada no país em 1920. A Universidade de São Paulo (USP), a maior universidade pública brasileira, só se tornou Universidade no dia 25 de janeiro de 1934. Embora a Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) tenha sido criada por lei em 28 de dezembro de 1962, o trabalho no novo campus começou no dia 5 de outubro de 1966. Há apenas 50 anos!

É ainda muito jovem em comparação com outras consagradas Universidades. Já realizou muito neste meio século, porém tem desafios muito maiores para enfrentar. Entre outros, colaborar para este País virar uma Nação desenvolvida, tendo uma democracia social e política consolidada e nunca mais golpeada!

Leia o excelente artigo de Leandro Karnal publicado no Estadão (09/10/16):

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