Nova Página: Cursos à Distância

Guia de Início Rápido do Excel 2016

Prezado Seguidor,

em via de receber 5.000.000 visitas (acumuladas desde 22/01/2010) e ter 1.500 seguidores, acrescento mais uma página (coluna à esquerda) neste modesto blog pessoal: Cursos à Distância. Como tudo nele, é um compartilhamento social de um conhecimento que é útil para mim.

No caso, trata-se principalmente de treinamento em Excel.  Um Sistema Complexo emerge de interações entre seus diversos componentes. Sua análise exige o desafio de transformar Complexidade em Simplicidade. No caso, transformar planilhas de inúmeras linhas e colunas com dados e informações já disponíveis na rede social em indicadores simples e analíticos.

Outros instrumentos muitos úteis para o planejamento da vida financeira, que coloco acessível sob forma de links,  referem-se à Matemática Financeira Aplicada às Finanças Pessoais, com o uso tanto de planilha Excel, quanto de calculadora financeira HP 12C, inclusive online ou virtual.

Acrescento vários simuladores automáticos com fórmulas já inseridas e planilhas com exemplos de usos. E a dica: se você ainda não abaixou um aplicativo de Finanças Pessoais, sugiro que o faça, gratuitamente, em https://www.guiabolso.com.br.

Educação Executiva Continuada

sucesso-e-felicidade

Françoise Terzian (Valor, 27/06/16) cita: “Não há nada tão inútil quanto fazer eficientemente o que não deveria ser feito.” A frase do austríaco Peter Drucker, o pai da Administração moderna, resume bem o resultado de uma escolha mal feita.

Ter um MBA de peso no currículo, o projeto da maioria dos profissionais, é mais difícil do que se supõe. Não pelo desafio de ser aceito na escola, frequentar todas as aulas e sair-se exemplarmente bem. Antes de todo esse processo, é preciso muito cuidado na hora de escolher a instituição e o MBA mais adequados ao seu perfil e, consequentemente, às metas profissionais.

O Brasil tem, pelo menos, 1.000 cursos de MBAs, segundo o Guia do MBA de 2016, lançado recentemente pelo jornal “O Estado de S.Paulo” em parceria com a Associação Nacional de MBA (Anamba). É tanta opção que a escolha equivocada pode levar à perda de tempo e de dinheiro.

Com a crise, a busca por MBAs aumentou, o que é um fator importante para se diferenciar no momento da recolocação. Afinal, um profissional que fica fora da escola por cinco anos está literalmente fora do mercado. Motivo: falta de atualização deixa o indivíduo, por mais experiente que seja, aquém dos outros.

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Proposta de Cotas na Pós-Graduação

Escolaridade da População Ocupada 2010

Grupos Étnicos no IE e na UNICAMP

Um debate importante sobre a sociedade brasileira que desejamos iniciou-se agora com a reinvindicação de política afirmativa de cotas seja expandida também para a pós-graduação. Dada sua importância social, não devemos reduzi-lo a uma querela entre “elitistas de direita” e “populistas de esquerda”.

De acordo com o GEMAA (Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa), as ações afirmativas são “políticas focais que alocam recursos em benefício de pessoas pertencentes a grupos discriminados e vitimados pela exclusão socioeconômica no passado ou no presente. Trata-se de medidas que têm como objetivo combater discriminações étnicas, raciais, religiosas, de gênero ou de casta, aumentando a participação de minorias no processo político, no acesso a educação, saúde, emprego, bens materiais, redes de proteção social e/ou reconhecimento cultural”.

A discussão diz respeito à implementação de reserva de vagas para negros, indígenas e deficientes nos processos de seleção da Pós-Graduação do Instituto de Economia da Unicamp. Esta proposta defende também políticas de acompanhamento, como direito às bolsas estudantis e ao auxílio moradia. Continue reading “Proposta de Cotas na Pós-Graduação”

Era Social-Desenvolvimentista: Formação de Doutores em Escala Nacional

Mapa dos Doutores

Lígia Guimarães (Valor, 05/07/16) informa que o número de doutores e mestres no Brasil cresceu expressiva e consistentemente nas últimas décadas, mas ainda está abaixo da média mundial. Os doutores brasileiros ficaram mais jovens, em torno dos 37 anos de idade, o que é boa notícia; eles chegam mais cedo ao mercado de trabalho e têm vida produtiva mais longa.

Houve também uma descentralização geográfica na formação dos pesquisadores: a região Sudeste deixou de ser a única formadora de mestres e doutores do Brasil, graças à expansão de centros acadêmicos pelo interior no país. Em 2014, o Brasil formou 50,2 mil mestres e 16,7 mil doutores, mais que em 2010, ano em que titulou 39,5 mil mestres e 11,3 mil doutores. Na comparação com 1996, o crescimento impressiona: a expansão de títulos concedidos em mestrado e doutorado entre 1996 e 2014 foi, respectivamente, de 379% e 486%.

Os dados integram um estudo inédito do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) que divulgado em Porto Seguro (BA), durante a 68a Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). A pesquisa cruzou as bases de dados da Rais/MTE, Coleta Capes e Plataforma Sucupira/Capes.

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Era Social-Desenvolvimentista: Massificação do Ensino

Kroton mais EstácioFusão Kroton-EstácioEnsino Privado

Um dos maiores grupos de ensino superior do mundo, a Kroton promoveu sua fusão com a Estácio, o que cria uma companhia com valor de mercado de mais de R$ 22 bilhões e 1,6 milhão de alunos, que corresponde a 23,5% do setor de ensino superior privado brasileiro.

A investida da Kroton é justificada pelo momento em que vive o setor de educação. Com a recessão e a redução do programa de crédito estudantil do governo (Fies), as aquisições e fusões voltaram ao interesse das grandes companhias como caminho para ganhar mercado, uma vez que o crescimento orgânico é restrito no atual cenário de desemprego. Além disso, a oportunidade explorada pela Kroton – que é forte geradora de caixa – aumentou porque as ações Estácio se desvalorizaram muito do ano passado para cá.

Graziella Valenti e Beth Koike (Valor, 04/07/16) informa que, aos 40 anos, sendo seis deles à frente da Kroton, Rodrigo Galindo é um executivo com uma clara preferência por aquisições com potencial para transformar a companhia e nunca escondeu seu gosto por negócios marcados pela pressão. Ainda, assim, causou surpresa quando anunciou sua intenção de incorporar a segunda maior companhia de ensino superior do país, a Estácio.

A surpresa tem suas razões. Há três anos, Galindo liderou uma fusão com a Anhanguera que, na época, também ocupava a vice-liderança do setor. Foi um processo longo, de quase um ano no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e que por diversas vezes correu o risco de não sair do papel. A autarquia aprovou com a operação com restrições e a integração das duas companhias foi concluída em 2015, no auge da crise do Fies, o programa de financiamento estudantil reduzido pela metade pelo governo.

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Para Conhecimento de Economia

Decisões Microeconômicas e Resultantes Macroeconômicas

Estudo Economia desde 1971. Depois de todo esse tempo, cheguei à simplíssima conclusão que um bom curso depende, fundamentalmente, do domínio da matéria e do didatismo do professor, criando motivação para o aluno estudar sob orientação, seja Economia Política, seja Ciência Econômica. Esta área de conhecimento começou de maneira multidisciplinar no século XVIII (período clássico); depois, na virada do século XIX para XX, tornou-se Economia Pura (período neoclássico); agora, no século XXI, está resgatando seus caráter interdisciplinar, como ensino no doutoramento do IE-UNICAMP. Confira o Programa e baixe a Bibliografia em:  Economia Interdisciplinar.

Quando escrevi e publiquei o livro Economia em 10 Lições (todos os capítulos estão disponíveis neste blog na Categoria Meus Livros deste blog), apresentei, de início, diversos temas motivacionais: razão de estudar Economia; conceitos básicos; dificuldades (hermetismo e assuntos controversos); metodologia para se estudar Economia; linhas de pensamento; fontes de informações, etc.

O Quadro acima trata-se de uma listagem de temas fundamentais que a meu ver um curso de economia deveria contemplar. Mas para isso necessita-se de professores com grande domínio desses temas e não de apenas determinada corrente ou escola de pensamento econômico. E isto é um problema, pois a maioria dos economistas costuma “colar um rótulo em sua testa”, tipo “eu sou neoclássico”, “eu sou keynesiano”, fora os que acham que inovam antepondo “novo”, “pós”, “neo”, etc. Brinco dizendo que “pós-tudo, necessita-se de ex-tudo“…

Os diferentes autores e/ou as linhas da História do Pensamento Econômico devem ter suas contribuições subordinadas à explicação de cada tema. Mas este — o assunto — é o mais importante. Em outras palavras, “as linhas devem ser prioritárias face às colunas”, no Quadro abaixo de dupla-entrada.

Em cada tema, p.ex., Teoria dos Preços, o professor deve ser capaz de apresentar as diferentes contribuições de todas as correntes de pensamento relevantes. Um bom economista necessita ser plural e não se reduzir à autodenominação de ortodoxo ou heterodoxo.

Principais Correntes do Pensamento Econômico Contemporâneo Continue reading “Para Conhecimento de Economia”

Edutainment = Educação com Entretenimento

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Eu não sabia que já pratico ‘edutainment‘, “educação com entretenimento”, desde 2013, com meus cursos de Economia no Cinema, onde ensino História da Humanidade e Desenvolvimento Mundial através de filmes, quer dramas, quer documentários. Recentemente, passei também a utilizar Palestras TED e o método de ensino chamado de Aprendizagem Ativa com Pares. Enfim, embora certa vez um interniota tenha aqui ironizado essa minha atitude docente, sou “muuuderno”! :)

Stela Campos (Valor, 09/06/16) afirma que dar aulas para executivos experientes não é fácil. Como eles sabem conduzir seus negócios, para conquistá-los é preciso muito mais que um conteúdo puramente acadêmico. Dominique Turpin, presidente do IMD, uma das mais importantes escolas de negócio do mundo, sentiu isso na pele. Ele se tornou professor da instituição quando tinha apenas 29 anos, logo após terminar o doutorado no Japão. “Um professor só é bem-sucedido se sabe algo que ninguém sabe”, diz. “Esse era o meu caso porque poucos compreendiam a cultura japonesa ou falavam a língua. Hoje a expectativa é ainda maior.”

EdutainmentAos 59 anos de idade e seis no comando da escola, que ficou com o primeiro lugar este ano no prestigiado ranking de programas abertos de educação executiva no jornal britânico “Financial Times”, ele ainda leciona e diz que os desafios cresceram no ensino de presidentes. Para ele, cada vez mais é preciso diversificar a abordagem pedagógica com trabalhos em equipe, simulações na internet e novas ferramentas. “Estamos na era do ‘edutainment‘, educação com entretenimento”, diz.

Para Turpin, os estudos de caso, que se popularizaram a partir de Harvard, precisam ser usados com parcimônia, pois podem ser muito cansativos. “Os chineses, por exemplo, não gostam porque acreditam que os casos analisam o passado e eles querem saber do futuro.” Ele diz que muitas escolas ganham dinheiro vendendo esses estudos, por isso não têm interesse em diminuir seu volume de produção.

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