Ocupados por Escolaridade

Home office produz mudança no padrão de consumo e tem grande efeito sobre o emprego dos não-qualificados, segundo Naercio Menezes Filho, professor titular da Cátedra Ruth Cardoso no Insper, professor associado da FEA-USP e membro da Academia Brasileira de Ciências, afirma em sua coluna (Valor, 21/05/2021).

A pandemia afetou o mercado de trabalho em vários países do mundo, mas a queda no emprego foi especialmente severa no Brasil. Enquanto a atividade econômica já voltou aos níveis de antes da pandemia, a taxa de desemprego continua bastante alta por aqui, assim como o número de pessoas que desistiu de procurar emprego. E os trabalhadores menos qualificados são os que estão sofrendo mais os efeitos da pandemia. Por que será que o emprego está demorando tanto a reagir? Qual a perspectiva futura para os trabalhadores jovens que não conseguiram completar o ensino médio?

A figura acima mostra índices de emprego medidos através da Pnad Contínua para os trabalhadores que completaram o ensino médio ou superior e também para os que só estudaram até o ensino fundamental ao longo de 2019 e 2020, na indústria, comércio e serviços. Podemos notar que as séries apresentaram um leve aumento ao longo do 2019. Mas, já no início da pandemia, no primeiro trimestre de 2020, o emprego dos trabalhadores menos qualificados começa a declinar acentuadamente, ao passo que entre os mais qualificados a queda é mais suave e concentrada no comércio e serviços.

Com o agravamento da pandemia, o emprego despencou entre os menos qualificados dos três setores, com cerca de 20% dos trabalhadores perdendo seu emprego. Já entre os trabalhadores com ensino médio completo ou superior, a queda foi de 7% no comércio e apenas 3% na indústria e serviços. Desde então, o emprego tem reagido lentamente para todos os grupos, mas enquanto os mais qualificados já atingiram o nível de emprego do início de 2019, os menos escolarizados permanecem 20% abaixo. A situação é especialmente grave entre os mais jovens que não completaram o ensino médio. Por que isso ocorreu?

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Geração Covid: Eterna Nem-Nem!

Lucianne Carneiro (Valor, 04/05/21) avalia: após mais de um ano de ensino remoto – que pode chegar a dois anos a depender da evolução da pandemia -, a nova força de trabalho chegará ainda mais crua ao mercado de trabalho, com menos habilidades socioemocionais, como capacidade de se relacionar em equipe e criatividade, e também impacto em habilidades técnicas, apontam especialistas.

A influência na formação tende a ocorrer tanto no ensino técnico quanto no universitário, mas principalmente em áreas que exigem mais prática e de treinamentos específicos, como Mecânica, Engenharias e Saúde.

“Em geral, os cursos são estruturados com a parte mais teórica no início e a mais prática no fim, com laboratório e estágio. A parte prática tende a ser mais prejudicada, embora o efeito se dê de maneira diferente entre os cursos. A tendência é que os alunos cheguem com menos experiência no mercado”, afirma o professor do Insper e da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA-USP) Naércio Menezes.

Ele é um dos autores de um estudo onde compara o desempenho de estudantes de graduação presencial e de ensino a distância (EAD). Mostra mais da metade dos estudantes tem desempenho pior no EAD. O trabalho compara alunos dos dois formatos de ensino com perfis semelhantes – sexo, raça, renda e nível educacional da mãe, entre outros.

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Recém-Formados: Dificuldade de Emprego na Própria Profissão na Pandemia

Lucianne Carneiro (Valor, 14/04/2021) informa: a crise econômica provocada pela pandemia dificultou ainda mais a inserção de recém-formados no mercado de trabalho. Uma pesquisa realizada com exclusividade para o Valor pelo Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) com 8.465 pessoas de todos os Estados formadas entre o fim de 2019 e de 2020 mostrou que apenas 14,87% delas conseguiram trabalho na área de atuação em até três meses de formados. Em pesquisa anterior, que contemplou o período de 2014/2018, a parcela era de 27,02%.

O estudo mostrou ainda apenas um quinto (19,93%) estar ocupado em posições ligadas aos cursos de formação, enquanto 27,95% estavam em outras vagas. Os demais não estavam trabalhando. Na edição anterior da pesquisa 36,94% trabalhavam na área, enquanto a parcela dos que ocupavam outras posições era de 20,68%. O percentual dos que não estavam trabalhando também foi inferior na época (42,38%).

Com pouca experiência profissional, jovens tendem a enfrentar mais obstáculos no mercado. Na crise, as dificuldades aumentam e é cada vez maior a parcela dos que ficam de fora do mercado ou precisam se adequar e aceitar posições distantes daquelas com que investiram nos últimos anos, tanto no pagamento da faculdade – no caso das privadas -, mas também em tempo e dedicação. A taxa de desemprego entre pessoas de 18 a 24 anos era de 29,8% no quarto trimestre de 2020, mais que o dobro da taxa média (13,9%).

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Queda de Demanda por Ensino Pago

Luciana Marinelli (Valor, 30/03/2021) informa: a  divulgação das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), adiado este ano em função da pandemia, pode ajudar a impulsionar as matrículas nas faculdades particulares, mas levantamentos preliminares indicam um primeiro semestre difícil para o setor. Até o início de março, a captação de novos alunos estava em queda de 23,9%, na comparação com o ano passado. O Prouni, programa de bolsas de estudo do governo federal, também encolheu – a oferta de vagas ficou 34% menor e o número de novos bolsistas caiu 38%.

Os dados foram levantados pelo Semesp, sindicato das instituições de ensino superior privado, em parceria com a Fundacred, entre 25 de fevereiro e 9 de março. Foram ouvidas 88 instituições no país – 73% delas de pequeno e médio porte, com até 7 mil alunos. O Semesp observa que, por conta da pandemia e do adiamento do Enem, o processo de captação de alunos ainda não foi concluído e deve se estender até maio. Mesmo assim, são preocupantes as sinalizações obtidas até agora.

Embora em menor intensidade, esse movimento preliminar de retração nas novas matrículas foi percebido até no ensino a distância, com recuo de 8,9% sobre o início do ano passado, entre as faculdades ouvidas pelo Semesp.

A tendência geral de retração é relacionada pela entidade à perda de renda com a crise econômica desencadeada pela pandemia e à postergação do Enem, que adiou a decisão de boa parte dos estudantes. As notas do Enem servem de base para a entrada em universidades federais e para o acesso a programas como Prouni e Fies nas faculdades particulares.

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Castas Profissionais e Herança Educacional

As castas de natureza ocupacional se aliam para governar. No atual governo miliciano-militarizado, além do Poder das Armas da Casta dos Guerreiros (da Farda), apoiavam-no o Poder Econômico da Casta dos Mercadores (do Colarinho Branco) e a parte evangélica do Poder Religioso da Casta dos Sábios-Sacerdotes (da Batina ou do Púlpito).

O Poder Midiático da Casta dos Sábios-Jornalistas (da Pena ou do Microfone) já estava em dissidência, assim como tinha rachado o Poder Judiciário da Casta dos Sábios-Juristas (da Toga). O Poder Político ou Legislativo da Casta dos Oligarcas (da Gravata) tornou o Poder Executivo da Casta dos Sábios-Tecnocratas (do Terno-e-Gravata) refém do fisiologismo do “Centrão”, isto é, o baixo clero ao qual o capitão reformado tão bem conhece…

Esses “rachas” ou fraturas nas alianças entre castas no bloco de poder ocorrem, periodicamente, quando uma tenta impor suas respectivas lógicas de ações às demais. Elas se distinguem por seus Éthos culturais, caráter moral, hábitos, crenças, costumes. Então, há reação política às tentativas de subjugação absoluta.

Para análise das configurações dinâmicas emergentes das interações desses diversos componentes de um sistema complexo, temos de entender os conflitos de interesses, devido às distintas visões ideológicas do mundo. A casta dos guerreiros segue a lógica militar de coragem, fama, glória, violência, vingança, etc. Por sua vez, a casta dos mercadores adota a lógica de mercado, defendendo valores como liberalismo, empreendedorismo, competitividade, eficiência em custos/benefícios, etc.

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Castas por Natureza Ocupacional: Dinastias por Níveis de Escolaridade

Érica Fraga e Fernanda Brigatti (FSP, 28/03/2021) publicaram oportuna reportagem sobre problema social brasileiro na área de Educação. Compartilho-a abaixo.

A chance de um filho repetir a baixa escolaridade de sua família no Brasil é o dobro da probabilidade de isso ocorrer nos EUA.

Em média, quase 6 em cada 10 brasileiros (58,3%) cujos pais não tinham o ensino médio completo em 2014 – último ano para o qual há dados, ou seja, no fim da Era Social-Desenvolvimentista (2003-2014) – também pararam de estudar antes de concluir esse ciclo.

Entre os americanos, esse percentual cai à metade, para 29,2%. Já a média na OCDE, grupo que reúne quase quatro dezenas de nações ricas e emergentes, era de 33,4%.

Se o filho brasileiro pertencer a grupos populacionais menos favorecidos, a distância é ainda maior.

Entre o estrato 20% mais pobre da população brasileira, 80,8% dos filhos cujos pais (palavra empregada, no estudo, como plural de pai) não tinham o ensino médio completo repetiram esse desfecho educacional. No grupo dos 20% mais ricos do país, esse percentual era de 32,6%, um pouco abaixo da média da OCDE.

O contraste entre brancos e negros brasileiros também é significativo. Entre os filhos de pais pretos e pardos que não terminaram o ensino médio, 64% não avançaram além disso. Nas famílias brancas, essa proporção era de 51,6%.

Esse conjunto de dados é parte de um estudo inédito do IMDS (Instituto Mobilidade e Desenvolvimento Social). Ele situou as transformações educacionais ocorridas entre gerações brasileiras em um amplo contexto internacional.

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Conflito de Interesses: Casta dos Mercadores X Casta dos Sábios-Tecnocratas

Ana Luiza de Carvalho (Valor, 24/11/2020) informa: a remuneração média dos membros dos Conselhos de Administração de companhias de capital fechado no Brasil é de R$ 10 mil a R$ 15 mil, segundo dados da 1a Pesquisa Remuneração de Conselheiros em Empresas de Capital Fechado, promovida pelo Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). A pesquisa ouviu 269 conselheiros de administração e conselheiros consultivos no país.

Observação: isto é um “bico”, ou seja, uma remuneração complementar da casta dos mercadores com salários e bônus elevadíssimos em termos anuais. O temido por ela não a perda de status social com a comparação com a casta dos sábios-tecnocratas, mas sim a ameça de um reforma tributária acabar com o privilégio de isenção de lucros e dividendos ou mesmo impor um Imposto sobre Grande Fortuna. Por isso, prega contra os servidores públicos, para o corte de gastos do setor público retirar essa ameaça.

O estudo do IBGG foi motivado pela curiosidade dos profissionais acerca das práticas de remuneração em empresas fechadas. No caso das companhias de capital aberto, os dados são públicos e frequentemente relatados em pesquisas da área.

A remuneração é sempre um dado sensível e há muito receio de passar essas informações. Então, a pesquisa estruturou os valores dentro de uma faixa e entrou em contato com os próprios contatos do Instituto pedindo apoio.

A pesquisa aponta: 82,5% dos conselheiros são remunerados em seus cargos. Do total de entrevistados, 25% recebem entre R$ 10 mil e R$ 15 mil. Nos extremos, 12,4% dos conselheiros afirmam terem rendimentos de até R$ 5 mil mensais, enquanto 11,7% faturam mais de R$ 30 mil em seus cargos.

No caso de presidentes dos Conselhos, 27,6% recebem entre R$ 20 e R$ 25 mil, enquanto 17,2% possuem remuneração de até R$ 5 mil mensais. No outro extremo, com montante superior a R$ 30 mil, estão 10,3% dos presidentes dos colegiados.

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Aprendizagem e Ensino de Economia: Baixe o Livro

Temos de refletir sobre a prática de Ensino Remoto, realizado durante a pandemia, de maneira demorada. Depois de pensar, cismar, meditar, poderemos projetar metas, ações, planos, enfim, combinar uma estratégia para compartilharmos e adotarmos boas práticas didáticas.

A Maldição do Conhecimento é, depois de aprender, esquecer a dificuldade inicial de aprender. Em função desse fenômeno de perda de empatia com os iniciantes, estes, se desejosos de obterem uma verdadeira aprendizagem, devem se engajar de maneira ativa na aquisição do conhecimento, focalizando seu desafio intelectual. 

Para ir atrás desse conhecimento, de maneira proativa, em condições normais sem pandemia ou distanciamento social, o estudante poderia conversar com colegas a respeito do desafio. Quem aprendeu, recentemente, ainda tem na memória o passo-a-passo de seu aprendizado. É mais capaz de transmiti-lo ao seu colega em linguagem coloquial ou geracional.

Infelizmente, essa parte representativa de 1/5 da abordagem 70:20:10 – 70% de autodidatismo, 20% de conversas com colegas e 10% de dicas do professor – se perdeu no atual Ensino Remoto. Os estudantes reclamam da falta de conexões interpessoais com os colegas, devido ao distanciamento social.

EaD (Educação à Distância) não pode ser igual à Educação Presencial, com a única diferença de ser via Google Meet, Moodle ou Zoom. É necessário resumir os longos conteúdos, expostos anteriormente em cerca de duas horas, em aulas-sintéticas de apenas vinte minutos. São inteiramente suficientes para motivação de estudo posterior por conta própria dos alunos.

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Concentração de Doutores em Universidades Públicas


Paulo Saldaña (FSP, 20/20/2020) informa: apenas 94 cursos de instituições privadas de Ensino Superior registraram nota máxima na edição de 2019 da prova federal realizada por estudantes formandos. Os dados constam do resultado do mais recente Enade.

O montante representa 1% das 6.360 graduações avaliadas nessas instituições. Nas federais, 342 cursos alcançaram o indicador máximo, equivalente a 24% do total.

O governo Jair Bolsonaro (sem partido) tem um discurso crítico à qualidade das instituições federais.

Sob o argumento de que elas são dominadas pela esquerda, a gestão já tentou duas vezes trocar a forma de escolha de reitores por medidas provisórias, ambas sem sucesso.

O Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes​) é uma avaliação obrigatória aos alunos do último ano de cursos de graduação.

A prova compõe o sistema de avaliação e regulação do ensino superior. O exame mede os aspectos da formação geral e específica dos estudantes.

A cada três anos é avaliado um grupo de cursos. Fizeram parte da última edição graduações de 29 áreas, incluindo medicina, odontologia e engenharias.

Os resultados foram divulgados nesta terça-feira (20) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais), órgão do Ministério da Educação responsável pela avaliação.

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SIS 2019 – Indicadores de Educação

Quanto mais cedo jovens abandonam os estudos, maiores são as chances de ficarem sem ocupação
  • Resumo:
  • Quanto mais cedo abandonam os estudos, maiores são as chances de jovens ficarem sem ocupação.
  • A proporção de jovens que não estão ocupados nem estudam reduziu de 23,0%, em 2018, para 22,1%, em 2019.
  • Estados do Nordeste têm maior proporção de jovens nessa situação.
  • Uma jovem preta ou parda tem 2,4 vezes mais chances de não estar estudando nem estar ocupada do que um jovem branco.
  • 42,8% dos jovens nessa situação tinham renda domiciliar per capita de até R$ 353,50.
  • Frequência escolar avança em todas as faixas etárias, com destaque para crianças que estão na creche.

Cerca de 82,3% dos jovens de 15 a 29 anos que nunca frequentaram a escola estavam sem ocupação em 2019, segundo a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada no dia 12/11/2020 pelo IBGE. O levantamento mostra, pela primeira vez, que entre os que já tinham estudado, quanto mais cedo abandonaram os estudos, maiores eram as chances de estarem sem trabalho.

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Carta Aberta aos Colegas: Boas Práticas em Ensino Remoto

Fiquei estarrecido com o dito pelos alunos na reunião semestral entre eles e nós, professores, sob a coordenadoria da graduação. Por estar surpreso, perplexo, horrorizado ou apavorado, tive uma insônia e fiquei matutando a respeito. Compartilho com vocês.

Temos de refletir sobre a atual prática de Ensino Remoto de maneira demorada: pensar, cismar, meditar. Depois, projetar metas, ações, planos, enfim, combinar uma estratégia para compartilharmos e adotarmos boas práticas didáticas.

Não estaremos todos cometendo um autoengano em “pacto de mediocridade”? Nós achamos estar ensinando e os alunos acham estarem aprendendo com as aulas remotas?

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Matemáticos e Estatísticos para Análise de Grandes Bancos de Dados (Big Data)

Gabriel Vasconcelos (Valor, 09/11/2020) informa: o Brasil segue formando poucos matemáticos quando a necessidade por esses profissionais cresce em todo o mundo. A demanda vem na esteira de tecnologias cada vez mais dependentes de modelos complexos ou de tratamento massivo de dados. Entre as causas do déficit de profissionais, matemáticos de renome citam:

  1. a falta de políticas públicas aderentes às necessidade econômicas,
  2. o subfinancimento da pesquisa científica e
  3. os equívocos no ensino básico a crianças e adolescentes.

O Censo da Educação Superior 2019, divulgado este ano pelo Ministério da Educação (MEC), apontou que nos últimos oito anos o Brasil manteve média próxima a 2 ingressantes e apenas 0,7 concluintes a cada 10 mil habitantes nos cursos superiores de ciências naturais, matemática e estatística. Os números marcam essas carreiras como as menos procuradas entre as 10 áreas consideradas pelo MEC.

Nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a quantidade de matriculados nessas carreiras a cada ano é o dobro da média brasileira e o número de formados é mais do que quatro vezes maior, 2,7 a cada 10 mil pessoas.

Professor dos cursos de Matemática Aplicada e Engenharia Matemática na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Flávio Dickstein afirma que as novas aplicações da matemática vieram para ficar. “É muito mais abrangente do que se pode pensar num primeiro momento. Eventos como a pandemia mostram isso. Matemáticos e engenheiros de computação foram tão requisitados quanto epidemiologistas para tratar dados e modelar o fenômeno”, afirma.

Dickstein cita a estimativa do governo dos Estados Unidos, em seu Guia de Perspectivas Ocupacionais, na tradução para o português, de crescimento de 33% na demanda por matemáticos e estatísticos até 2026. No Brasil, pela dinâmica da economia, a demanda pode ser menor, mas ainda assim será relevante, diz ele.

Um estudo da Associação Brasileira das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom) aponta: até 2024, a demanda por profissionais de tecnologia no país será de 70 mil ao ano, enquanto o número de formados na área até lá deve girar em torno de 46 mil.

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