Rede de Apoio e Enriquecimento – Baixe o Livro

Neste livro digital aprofundo minha pesquisa sobre a transição histórica atualmente vivenciada. O projeto tem o objetivo de mostrar a emergência da riqueza a partir dos inter-relacionamentos entre pessoas físicas, classificadas em distintos estratos sociais e posicionamentos ideológicos e religiosos, e pessoas jurídicas e/ou instituições.

Partindo das redes da base da sociedade, constituída da maioria de pessoas pobres, edifico o complexo modo de sobrevivência e produção de valor adicionado ainda existente no país. Vivemos uma transição inconclusa desde um estágio personalizado ou familiar, análogo ao pré-capitalismo, para um pleno capitalismo, passando da troca de favores pessoais para a impessoalidade da troca de trabalho por dinheiro.

De maneira concomitante, o processo já iniciado de troca de papel-moeda por dinheiro digital e rastreável sinaliza uma esperada troca de riqueza imobiliária por riqueza financeira. Quando se desmobilizar aquela riqueza, provocado pelo fim do uso de dinheiro vivo em lavagem de dinheiro sujo, aumentará a potencialidade da alavancagem financeira, devido ao maior funding, isto é, maiores fontes de financiamento.

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O Banqueiro Comunista: Leia o Livro

Há 100 anos, Fernando Pessoa escreveu O Banqueiro Anarquista. O xará é inspirador. Em homenagem, eu, Fernando Costa, escrevi O Banqueiro Comunista.

É o primeiro artigo publicado no primeiro número da RBMEF – REVISTA BRASILEIRA DE ECONOMIA MONETÁRIA E FINANCEIRA, publicação semestral do grupo de pesquisa Observatório do Banco Central (OBC), apenas por acaso com sigla coincidente com O Banqueiro Comunista… 😉

Centralizado no IE-UFRJ, tem professores de diversas Universidades, participantes no Grupo de Discussão sobre Política Monetária.

Com a pesquisa sobre a história dos banqueiros na economia ocidental, escrevi uma síntese no livro digital com link abaixo, inclusive com vários conceitos analíticos e dicas úteis para o enriquecimento pessoal. Em seu Apêndice, encontra-se o artigo publicado em: https://www.observatoriodobancocentral.com.br/?page_id=798

Baixe o livro:

Fernando Costa. O Banqueiro Comunista. Versão Livro. março 2022

Intervencionismo, o Pavor do Ultraliberalismo

Entre os dogmas sagrados da Escola Austríaca, Ludwig von Mises no livro “Ação Humana” destaca: “os economistas [austríacos], a partir de suas investigações, concluíram os objetivos da maior parte das pessoas podem ser mais bem alcançados, através de seu esforço e trabalho e da política econômica, quando o sistema de livre mercado não é obstruído por decretos governamentais”.

Ao contrário da impressão de todos os leitores ao ler tal distonia com a realidade, ele afirma não haver razão para considerar esta conclusão como preconcebida ou fruto de uma análise superficial. Garante ser o resultado de “um exame rigorosamente imparcial de todos os aspectos do intervencionismo”. Vamos conferir.

A priori, Mises e seus discípulos sectários e dogmáticos apelam à opinião de uma autoridade vaga, atribuída à sabedoria antiga. A ideia é presumida como verdadeira somente porque foi originada em um passado distante. É como fosse “prova social”.

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Menos Mises, Mais Keynes

Menos Marx, Mais Mises: Uma Gênese da Nova Direita Brasileira (2006-2018)” é o título de uma tese de Doutorado em Ciência Política, defendida por Camila Rocha, na FFLCH-USP. Inspirou-se no slogan de jovens direitistas, apresentado em cartazes na rua, quando perderam a vergonha existente desde a ditadura militar para se manifestarem.

As ideologias políticas são um conjunto de ideias, crenças, opiniões e valores. Possuem uma relação estreita com a prática política, permeando conflitos existentes na esfera pública em torno do desenho de macro-programas a respeito de políticas sociais e econômicas, os quais mobilizam policymakers e opinião pública.

No caso dos defensores do Estado mínimo, contraditoriamente, buscam se apossar da governança dele para se omitirem diante da calamidade da saúde pública e do desemprego. Cortam orçamento inclusive da Educação Pública, Ciência e Tecnologia!

Misturam, em sua ideologia conservadora, argumentos racionais e não-racionais. São performáticos e “poéticos” nas redes de ódio. Liberalismo, conservadorismo, fascismo, socialismo, comunismo, e outras grandes ideologias, virtualmente, se confrontam como atores políticos antagônicos. Cada qual imputa o nazifascismo ao outro lado.

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Efeito Rede em Sistema de Contabilidade de Riqueza: Baixe o Texto para Discussão

Obtive, na primeira aula de Introdução à Economia, um saber inestimável: a diferença entre o conhecimento teórico-conceitual de economistas e o conhecimento prático dos homens de negócios. A especificidade do primeiro é a análise macrossistêmica.

Essa dedução recupera o Sofisma da Composição: a simples soma das partes não representa a qualidade distinta de o todo. O termo nasceu com os “sofistas”, professores na Grécia antiga nos séculos V e IV aC. Ensinaram “virtude” ou “excelência”, predominantemente, para jovens estadistas e nobres.

Em linguagem popular, é dito “a verdade para um indivíduo não é, necessariamente, a verdade coletiva”. E vice-versa, ou seja, critica tanto o dogma da extrema-esquerda de ser interesse social adotar completo coletivismo quanto o dogma da direita de o governo de um país ser administrado como fosse uma empresa ou, como dizem os políticos demagogos em campanha eleitoral, “tal como você, dona-de-casa, administra seu orçamento doméstico”.

Uma Nação não é um lar nem tampouco uma empresa. É equivocado extrapolar experiências individualmente vivenciadas para a administração pública.

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Política Pública em Sistema Complexo

A referência mental, para muitos economistas ortodoxos, ainda é o Modelo de Equilíbrio Geral. Inspirado na Física de Isaac Newton, existente no século XVIII, imaginam a reversão a um equilíbrio estável do sistema de preços relativos seria tal como um centro gravitacional ao atrair uma bola rolando em uma tigela.  

Ao fim e ao cabo, terminaria no fundo. Por isso, laissez faire, laissez aller, laissez passer, le monde va de lui-même [deixe fazer, deixe ir, deixe passar, o mundo vai por si mesmo].

Por exemplo, em um processo inflacionário em escala global como o atual, o Viés da Ação, adotada na política discricionária do Banco Central do Brasil de juros disparatados em relação aos do resto do mundo, é vista como de pouca eficácia. Afinal, trata-se de um problema mundial de inflação de custos por quebra de oferta.  

Em contrapartida, o Viés da Omissão, típico da equipe atual do Ministério da Economia, é justificado por adeptos do laissez-faire. Adotam o argumento de nenhuma política fiscal seria capaz de reverter o retrocesso econômico brasileiro no ranking mundial dos maiores PIB. Seria um destino inapelável das economias da América do Sul.

A discussão sobre a política econômica adequada foi enquadrada entre duas opções polares: ou deixar tudo por conta do livre mercado ou contar somente com o governo para a solução. Há só uma escolha: ou laissez-faire ou ativismo governamental.

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Macroeconomia de Controle

A teoria econômica ortodoxa, antes dos anos 30, no século XX, excluía a possibilidade de uma depressão.  A ideologia do liberismo (liberalismo exclusivamente econômico) adotava a Microeconomia por colocar o foco sobre indivíduos racionais, dotados de informações perfeitas, e deduzir através de suas negociações o alcance do equilíbrio.

O livre mercado alocaria os recursos com eficiência. Caso os economistas fizessem essas suposições irrealistas, de maneira suficiente, poderiam provar, matematicamente, uma economia de mercado descoordenada ser capaz de funcionar de maneira adequada.

Porém, na Grande Depressão, apesar dos trabalhadores aceitarem abaixar seus salários até o nível de subsistência, o desemprego involuntário massivo não era superado. Os economistas fiscalistas, defensores da política de austeridade permanente, foram ultrapassados pela força dos fatos.

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Inflação e Transmissão da Política de Juros

Escrevi um relatório de pesquisa com dois grandes objetivos. O primeiro é repensar a atualidade das Teorias de Inflação existentes antes do Plano Real, implementado em 1994. O segundo é entender quais são os critérios de análise do COPOM para a fixação de juros disparatados em relação aos do resto do mundo. Clique para download:

Fernando Nogueira da Costa – Inflação e Transmissão da Política de Juros – junho 2022

Há, na atual equipe econômica, dois típicos Vieses Heurísticos (ou “irracionalidades”).

A diretoria do Banco Central do Brasil pratica o Viés da Ação, ou seja, torna-se ativa mesmo quando de nada adianta. Age como os homo sapiens, no início da evolução humana, quando a atividade compensava face à reflexão. A prudência na espera (ou inação) não valeria nenhum reconhecimento público.

Já a equipe do Ministério da Economia só é notável pelo Viés da Omissão. Como tanto uma omissão quanto uma ação, pensa o prócer dela, não evitaria o retrocesso econômico nacional, de acordo com sua ideologia, ele opta pela omissão.

Para os adeptos do Estado mínimo parece ser mais inofensivo. Um dos mantras ilusionistas do ministro da Economia, cujo único (e irônico) sucesso pode ser medido pelo número de executivos de banquetas e empresas repetindo um lugar-comum: “seu mérito não está naquilo feito, mas sim naquilo deixado de ser malfeito pelo Estado”.

Alimentando esta ilusão neoliberal, o ministro da Economia busca seu apoio entre os idiotas, aqueles sem desconfiar do mal, feito a si e aos outros. Desafia quem duvidava de sua coabitação com o oportunismo das “pedaladas fiscais” eleitoreiras…

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Funcionalidade do Sistema Bancário

Download do Relatório de Pesquisa:

Fernando Nogueira da Costa – Bancos Financiamento e Missão Social – junho 2022

Fui convidado para participar de um Seminário Internacional para debater o tema “O papel do financiamento na retomada do crescimento da economia brasileira”. Será realizado no dia 21 de junho de 2022, terça-feira, no auditório Freitas Nobre, Anexo IV da Câmara dos Deputados. O evento será realizado das 9h30 às 18h30, subdividido em mesas temáticas e será transmitido ao vivo pela TV Câmara: www.camara.leg.br.

Comporei a mesa “Bancos comerciais no financiamento do setor produtivo e missão social” (17:00-18:30), para fazer comentários em 15 minutos sobre o dito por representantes dos “big five” bancos comerciais brasileiros. Faço aqui um resumo do possível de falar brevemente, “colocando o dedo-na-ferida”.

Para começar a análise de um sistema complexo emergente de interações entre três subsistemas (de pagamentos, de gestão de dinheiro e de financiamento) é necessário partir de uma visão holista, isto é, do todo. Inseridos na economia global estão seus múltiplos agentes econômicos – governo e Banco Central, sistema financeiro nacional, Pessoas Jurídicas e Pessoas Físicas –, estas últimas respectivamente subdivididas por porte, natureza de atividades econômico-financeiras, e ocupações, renda e riqueza.

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Lucratividade dos Bancos no Brasil

Fui convidado para participar de uma discussão sobre lucratividade dos bancos da América Latina, em um programa no Canal do IE/UFRJ sobre Sistema Financeiro Nacional. Tem como pano de fundo o lançamento do livro La Mano Visible de la Banca Invisible: Renta y Lucro Extraordinário de las Finanzas em America Latina (Buenos Aires; Mármol / Izquierdo Editores; 2021).

Os coautores, Sergio Martin Paez e Guillermo Celso Oglietti, afirmam: “a exploração financeira na América Latina, uma antiga fonte de extração de rendas, durante a globalização financeira, adquiriu nível preocupante por seus efeitos negativos sobre o desenvolvimento e o bem-estar regional e por a acumulação de capital vir associada à de um poder político ameaçador das democracias latino-americanas” (2021: 197).

Pelo contrário, parece-me os bancos públicos brasileiros terem sido responsáveis, em grande medida, por tirar parcialmente o atraso histórico do desenvolvimento socioeconômico no Brasil. Foi incluído entre os grandes países emergentes, restrito ao grupo dos BRIC (Brasil-Rússia-Índia-China), antes da volta da Velha Matriz Neoliberal.

Quanto ao poder político ameaçador das democracias, não adoto o economicismo, isto é, a economia determinando diretamente a política. O risco é o populismo de direita, emergente em diversos países, em contexto de crise econômica de âmbito mundial, com o fim do boom de commodities em 2011, mas sem ser determinado por ela.

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Por um Governo Social-Desenvolvimentista – Baixe o Livro

Escrevi, semanalmente, artigos para o jornal eletrônico GGN do Luís Nassif, compartilhados no meu “bloguinho de esquerda” e na minha rede social: grupos de Whatsapp e e-mails. O Brasil Debate e a Carta Maior, o Portal da Esquerda, aos quais contribuía com artigos, findaram suas heroicas resistências.

Reunindo-os, periodicamente, em livros digitais, em conjunto com outros frutos de pesquisa sistemática e traduções, somei um total de 50 livros digitais aos 25 anteriores a 2020. O leitor deste encontrará seus links, para download gratuito, no fim deste.

Agora, achei oportuno organizar os artigos escritos nos últimos seis meses em ordem metodológica. Apresento-os aqui com um fio-condutor por ordem de abstração: do mais abstrato ou geral para o mais concreto ou decisões práticas de política econômica datadas e localizadas.

Creio a análise do aqui-e-agora ser necessária para o debate eleitoral em andamento. Os eleitores simpatizantes da candidatura Lula desejam, espontaneamente, contribuir com ideias para seu governo com caráter social-desenvolvimentista, isto é, políticas sociais ativas em conjunto com políticas econômicas necessárias para um desenvolvimento sustentável em longo prazo.

Leia mais:

Fernando Nogueira da Costa – Por um Governo Social-Desenvolvimentista. maio 2022

Conciliação: Aliança entre Liberalismo e Esquerdismo – Baixe o Livro

Muitos companheiros de esquerda acham o atual regime militar eleito, assim como o anterior ditatorial, deixar como única opção, aos grupos/partidos de oposição e às elites dissidentes, a escolha, ou melhor, a contínua oscilação, entre a acomodação, daí a fisiologia do chamado “centrão”, ou a tentativa de volta por cima com o ideologismo. Este purismo teve repetidos fracassos, na política brasileira, quando se propôs a fazer isoladamente a uma revolução radical frente ao “sistema capitalista”.

Isso está, na atual conjuntura, sendo visto como um falso dilema ou uma falsa dicotomia, porque uma terceira opção está excluída nesse “pensamento vermelho ou amarelo”. Reduz tudo no âmbito da discussão da estratégia político-eleitoral a duas opções opostas: ao rejeitar uma, o interlocutor não teria alternativa a não ser aceitar a outra.

A chamada “terceira via” apresentou a ideia simplória de classificar as duas polarizações como extremistas. O líder das pesquisas eleitorais, um líder sindical negociador nato, jamais poderá ser classificado como membro da extrema-esquerda. O atual mandatário é, de fato, um populista de direita, eleito em 2018 por causa da prisão arbitrária do adversário favorito, em cima de uma armação política de um juiz de comarca com procuradores.

Este juiz foi premiado por esse conluio com sua nomeação para ser ministro da Justiça. Com a ambição de ser presidente da República, entrou em dissidência, para acumulação de dinheiro, dando consultoria às corporações empresariais também acusadas por ele na chamada “Operação Lava-Jato”. A “terceira via” só engana os mal-informados e ainda iludidos.

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