O Que Está Em Jogo nas Eleições de 2014: Continuidade ou Retrocesso

6JornadaBrasilInteligenteEletronico

Prezad@s,

veja o convite para a 6ª Jornada Brasil Inteligente, que acontece no dia 22 de agosto de 2014 (sexta-feira), a partir das 14 horas, no auditório do Seesp, em São Paulo. Será possível acompanhar o evento também pela internet pelo link que estará disponível no site da CNTU (WWW.cntu.org.br).

Download da Apresentação do Fernando Nogueira da CostaO Que Está Em Jogo nas Eleições de 2014 – Continuidade do Avanço ou Retrocesso

RedeD. Presente e Futuro do Desenvolvimento Brasileiro. DF, IPEA, 22 de agosto de 2014

Presente e Futuro

O livro promove uma atualização do debate brasileiro sobre o desenvolvimento capitalista tardio, periférico e dependente, bem como sobre o fenômeno do “desenvolvimentismo”. Nesses termos, retoma a tradição crítica e reformista brasileira da “construção nacional interrompida” do Mestre Celso Furtado.

A partir deste prisma teórico, propõe uma reflexão sobre as transformações do presente: o crescimento com distribuição de renda e “desindustrialização”, no momento em que ocorre um brutal acirramento da concorrência intercapitalista e interestatal no enfrentamento da crise financeira e econômica global.

A intensidade das mudanças socioeconômicas ocorridas no Brasil e no mundo exige um esforço coletivo de reflexão. Exige também a revitalização do debate – de múltiplas questões e de diversos pontos de vista –, a fim de auxiliar no alargamento dos horizontes dos líderes sindicais, do pequeno, do médio e o grande capital, das elites políticas, das classes subalternas e dos formadores da opinião pública, e fazer avançar o processo de desenvolvimento democrático e inclusivo da população brasileira.

Da mesma forma, deve-se ampliar a discussão em torno do papel do país na região e da região no país. A reorganização da economia industrial capitalista poderia se dar mediante o aprofundamento da integração entre os países da América do Sul, possibilitando a articulação de cadeias produtivas regionais – “importar para exportar” –, em particular nos novos setores que surgiram em âmbito mundial.

O livro promove, portanto, uma oxigenação preciosa no debate brasileiro a partir da tradição crítica latino-americana em um momento crucial de nossa história.

Maria da Conceição Tavares

Professora emérita do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IE/UFRJ) e Professora associada do Instituto de Economia da Universidade Estadual de Campinas (IE/UNICAMP) Continuar a ler

Só Rio

Maria da Conceição Tavares 140814

Fui almoçar com minha Professora Maria da Conceição Tavares justamente no dia que tinha sido publicada a foto acima, tirada antes de sua participação no seminário “Brasil em Perspectiva II”, organizado pelo Centro de Altos Estudos Brasil Século XXI, no Rio de Janeiro. Não fui convidado para tal seminário. Foi bom, pois em vez de “falar mais conosco mesmo”, dei uma palestra na Mackenzie-Rio para um número muito maior de estudantes da Zona Norte e dos suburbios cariocas.

Mas a Professora e eu sorrimos um para o outro quando comentamos a manchete logo abaixo dessa cobertura: “Para economistas, baixa poupança é obstáculo ao crescimento”. Isto quando a relação crédito / PIB se elevou de 23% para 56% em dez anos…

Ignorância é motivo de riso? Não. O sorriso foi porque quem afirmou tal asneira pré-keynesiana foi economista neoclássico em um seminário supostamente de pós-keynesianos! Entendeu? Não? Eu também não, então, só-rio!

Segundo Juliana Elias (Valor, 15/08/14), o baixo nível de poupança do Brasil foi destacado por alguns economistas como um dos maiores entraves aos investimentos, à recuperação da indústria e, principalmente, ao crescimento da economia com taxas mais robustas. O assunto foi destaque no ciclo de debates promovido em São Paulo pela Associação Keynesiana Brasileira (AKB). Não basta a ANPEC, também essa Associação foi invadida por neoclássicos! Continuar a ler

Pais Milionários, Filhos Consumistas

Pais Milionários Filhos Consumistas

Ben Steverman (Bloomberg apud Valor, 14/08/14) escreveu artigo sobre Educação Financeira sobre a chamada “síndrome da colher-de-prata“.

As pessoas ricas têm dinheiro para resolver quase todos os seus problemas, com exceção de um: os filhos crescem e muitos se tornam herdeiros preguiçosos, materialistas e infelizes.

Consultores de fortunas que trabalham com os ricos se deparam com isso o tempo todo. Com frequência, os filhos de pais ricos não conseguem caminhar por conta própria, diz ela. Eles iniciam empresas condenadas ao fracasso e vivem trocando de ocupação, ao mesmo tempo em que drenam as contas bancárias do papai e da mamãe (ou seus próprios fundos fiduciários) quando estão na casa dos 30 e além. É um fenômeno para o qual muitos pais e consultores fiscais contribuem, embora não intencionalmente, afirma Coventry Edwards-Pitt em um novo livro sobre o tema, “Raised Healthy, Wealthy and Wise“. Continuar a ler

Guia de Frases Acadêmicas

bla_bla_blaCaro Fernando,

Parabéns pelo site. Tenho uma dica que acredito que será interessante para os seus leitores. Trata-se do Guia de Frases Acadêmicas do bab.la (http://pt.bab.la/dicionario/ingles-portugues/), um portal alemão dedicado ao aprendizado de línguas. Ele traduz termos acadêmicos do português para 19 línguas. O Guia, assim como todo o conteúdo do site, é completamente gratuito. Acredito que ele seria interessante especialmente para quem vai começar um curso universitário no exterior ou um intercâmbio pelo Ciência Sem Fronteiras.

Você pode acessá-lo aqui:
http://pt.bab.la/frases/academico/introducao/portugues-ingles/

Te convido a dar uma olhada no nosso guia de frases e, caso você acredite que será de interesse para os seus leitores, adicionar o link ao seu site ou escrever uma nota sobre o assunto. Se precisar de algum esclarecimento, por favor não hesite em me contatar. Ficarei aguardando o seu retorno.

Desejando-lhe um ótimo dia!
Laís Clemente
Equipe Bab.la

Heranças e Diversidades: Identidades Verticais e Horizontais

far_from_the_tree_rect

Andrew Solomon escreveu um livro extraordinário: Longe da Árvore: Pais, Filhos e a Busca da Identidade (tradução Donaldson M. Garschagen, Luiz A. de Araújo, Pedro Maia Soares. — 1a ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2013). Nele, estuda os casos de heranças e diversidades, inicialmente, indesejadas seja pelos pais seja pelos filhos. Depois, a arte de viver leva a superar essa repulsa inicial e aceitar as identidades verticais e horizontais.

Na medida em que nossos filhos se parecem conosco, eles são nossos admiradores mais preciosos, e, na medida em que são diferentes, podem ser os nossos detratores mais veementes.

Devido à transmissão de identidade de uma geração para a seguinte, a maioria dos filhos compartilha ao menos algumas características com os pais. São o que chamamos de identidades verticais. Atributos e valores são transmitidos de pai para filho através das gerações, não somente através de cadeias de DNA, mas também de normas culturais compartilhadas. Continuar a ler

Números Torturados Confessam Qualquer Coisa

Cala-a-boca

Em uma mesma edição e na mesma página (19/08, pg. A2), o jornal Folha de São Paulo publicou esta semana duas opiniões que expressam visões diametralmente opostas sobre a crise que a USP atravessa.

No editorial, que expressa a opinião do jornal, o texto afirma que “está claro que houve expansão irresponsável do funcionalismo” e defende que é muito bem-vinda a proposta do reitor Marco Antonio Zago de apresentar um plano de demissão voluntária para o enxugamento dos quadros.

O editorial afirma: “O quadro de funcionários não docentes cresceu 13% de 2010 a 2013, e o número de alunos aumentou 5%. Há algo de errado nessas contas”.

Mas, logo abaixo, em artigo intitulado “Os números não mentem“, o professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP, Vladimir Safatle, apresenta um quadro diametralmente oposto. Ele mostra que entre 1989 e 2012 houve aumento de 83% de alunos na graduação, 63% no mestrado e 231% no doutorado. No mesmo período, relata ele, o número de professores cresceu apenas 4% e o de funcionários caiu 5% – estes últimos passando de 17.735 para 16.839.

Em outras palavras, se é fato que os números realmente não mentem, parece que a forma como eles são selecionados e os argumentos que os acompanham podem mudar completamente o rumo da prosa.

Leia, abaixo, a integra dos dois artigos: Continuar a ler