Desespero da Veja e de O Mercado: Mais Uma Tentativa de Golpismo Midiático

Veja e seus candidatos derrotados

A rede social exerceu um papel-chave de contrapropaganda nesta campanha eleitoral que está terminando. Diferentemente da primeira eleição pós-ditadura, quando um golpe midiático na montagem do resumo apresentado pelo Jornal Nacional da TV Globo do último debate eleitoral derrubou o desempenho do Lula contra Collor, e das demais eleições da Era Neoliberal, quando a massiva apologia midiática do Plano Real e do pensamento econômico único não deu nenhuma chance à oposição, desde a década passada existe a Web 2.0.

Há a possibilidade de construir, gratuitamente, sua página pessoal no Facebook, montar seu blog e desenhar seu site. É trabalho voluntário gratuito de responsabilidade social de milhares de internautas, como o meu neste modesto blog, além do emprego de jornalistas profissionais para divulgar notícias ou artigos censurados pelos editores da GAFE (Globo, Abril, Folha e Estadão). Agora, há meios de se obter uma visão alternativa à predominante no jornalismo conservador brasileiro!

Sites como Brasil em Debate e Dilma Muda Mais, criados nessa campanha, ofereceram canais de informações para os que apoiam a Dilma. Extraordinários foram os vídeos mostrados pela TV CartaCapital  e postados em canal no YouTube. Por exemplo, veja os depoimentos dos eleitores do Aécio — tentando repetir a petefobia da Veja — e da Dilma abaixo:

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Nordeste: Desde 2002 Mais de 70% Vota no PT

Intenção de votos válidos por regiãoFernando Rodrigues talvez tenha se precipitado ao observar que Dilma e Aécio tem no dia 21/10/2014 percentuais iguais aos de Collor e Lula em 1989. No entanto, ele alertou que  “as coincidências entre 1989 e 2014 terminam quando são analisadas as diferentes regiões do país. Em 1989, a uma semana do pleito, Lula vencia Collor no Sudeste por 54% a 46% das intenções de votos válidos e perdia no Nordeste, de 45% a 55%. Hoje a situação é inversa para a petista Dilma Rousseff. Ela ganha de Aécio Neves (PSDB) no Nordeste de 70% a 30% e perde no Sudeste, de 44% a 56%.”

Pior ocorreu quando Rodrigues descambou a fazer a tradicional campanha midiática antipetista. “Naquela época, parte da elite intelectual carioca e paulistana apoiava o candidato petista. Era “cool” votar no PT quando a legenda exalava um tom novidadeiro e parecia imune a desvios éticos ou corrupção. Por outro lado, o voto do Nordeste era mais ligado aos antigos coronéis locais, todos ligados à candidatura de Collor. Agora, 25 anos depois, o PT passa calor para conseguir votos da população urbana do Sudeste, insatisfeita com a sequência de escândalos de desvios de verba e a péssima qualidade dos serviços públicos. A imagem do petismo de hoje guarda poucas semelhanças com a de 1989. Já no Nordeste, beneficiado por políticas sociais bem-sucedidas do governo petista (o Bolsa Família, por exemplo), o voto em Dilma significa a continuidade de um projeto que reduziu a miséria extrema.”

Levantou uma falsa hipótese de “clientelismo político” ou “curral eleitoral”. Se ele tivesse analisado sem parti pris os dados que ele divulga neste seu post (ver acima), ele a teria falseado, pois desde 2002 o patamar mínimo dos candidatos do PT na região Nordeste é 70%! Portanto, antes mesmo de ser “beneficiado por políticas sociais bem-sucedidas do governo petista”… 

Outro ponto é sua precipitação na análise: ele não aguardou a onda vermelha abrir “a boca do jacaré”! Continuar a ler

Extração de Petróleo do Pré-Sal: Prioridade Estratégica para Educação e Saúde

VIDA DE EMBARCADO - PLATAFORMA P-43

Cláudia Schüffner, Fernando Torres e Daniela Meibak (Valor, 16/10/14) informam que o tão desejado fim da defasagem de preços da gasolina pelos acionistas minoritários chegou, e ao mesmo tempo em que o nível de produção de petróleo da Petrobras se mostra ascendente. Mas esses jornalistas avaliam que a aparente boa notícia para a estatal esconde pelo menos dois riscos para a companhia no médio e longo prazo.

Se a queda da cotação do petróleo tipo Brent de pouco mais de US$ 100 por barril para US$ 85 em cerca de duas semanas deve minimizar daqui para frente o prejuízo que a empresa tem desde o início de 2011 com a importação de derivados, que já chega a R$ 59 bilhões nesse período, ela põe em xeque a viabilidade do plano de investimentos da companhia e levanta questões sobre até que preço do petróleo a exploração do pré-sal continua rentável.

Os jornalistas desconhecem o conceito de “decisão crucial”, aquela que altera o contexto de maneira irreversível, a não ser a custa de brutal prejuízo. Investimentos em longo prazo, que constituem o maior pacote atual em extração de petróleo no mundo, colocados em andamento, não se revertem por oscilações conjunturais no preço dessa commodity.

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Cenário Internacional Com Queda no Preço de Petróleo

Plataforma petrolífera

Sérgio Lamucci (Valor, 16/10/14) informa que a queda abrupta dos preços do petróleo deve causar estragos nas economias de grandes exportadores de petróleo como Venezuela, Líbia e Rússia, ao mesmo em que tende a ser um motivo de alívio para grandes importadores como Japão, China, Índia e a União Europeia, segundo analistas.

Nos EUA, cotações baixas podem desestimular o investimento na exploração do petróleo de xisto, enquanto o repasse imediato para o valor da gasolina aumentará a renda disponível dos consumidores americanos. A magnitude do impacto sobre essas economias dependerá obviamente do nível a que chegarão os preços do produto, assim como da duração da fase de baixa. Continuar a ler

Dois Candidatos Economistas: Uma Social-Desenvolvimentista, Outro Neoliberal, Logo, Duas Visões Opostas sobre a Economia

Coração Valente

Façamos uma releitura desconfiada, como é costume dos mineiros, do Editorial do Valor (13/10/14), a propósito das visões econômicas opostas sobre a economia dos dois candidatos mineiros e economistas — tal como o modesto blogueiro que vos fala. O Aécio é apenas graduado na PUC-MG, a Dilma é graduada na FACE-UFMG/UFRGS e pós-graduada no IE-UNICAMP.

O segundo turno da eleição presidencial está servindo para que o eleitor possa distinguir as diferenças entre as proposta dos candidatos Dilma Rousseff, do PT, e Aécio Neves, do PSDB, para a condução da economia brasileira nos próximos quatro anos. É falso, pois é contrafactual, que durante todo o primeiro turno, marcado por campanhas de desconstrução da imagem pública da capacidade da candidata Marina ser Presidenta do Brasil, “o debate econômico inexistiu”. Essa falsa impressão talvez seja porque o editor do Valor não lê este modesto blog!  :)

Agora, embora contaminado com deturpações típicas de uma disputa eleitoral, o editor reconhece que “esse debate econômico passou a ser um dos principais ingredientes das campanhas”.

Para ser mais explícito, ele deveria ter rotulado cada proposta para o País: uma social-desenvolvimentista que defende um papel ativo do Estado de Bem-Estar Social no planejamento indicativo do desenvolvimento socioeconômico brasileiro. Não dispensa nem trava as forças de mercado, mas as regula e indica-as os negócios estratégicos para serem levados adiante com uma parceria público-privada, cujos principais atores são os capitais de origem estatal, trabalhista, privada nacional e estrangeira.

A outra é o retrocesso neoliberal. Defende um papel ativo apenas para “as livres forças-de-O Mercado”, desregulamentando as restrições à exploração de mercado, flexibilizando a legislação que representa conquistas trabalhistas, desregulando os limites da concentração econômica nos mais poderosos. Abomina qualquer tipo de planejamento preventivo em longo prazo, o que provocou o apagão em 2001 e o racionamento de água no ano corrente no Estado de São Paulo, governado há 20 anos pelos tucanos, tornando-o conhecido pela alcunha de “Tucanistão”.

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