Slow Web
Janeiro 28th, 2012 § Deixe um Comentário
Nelson de Sá (Folha de S. Paulo, 23/01/12) informa que a rede social dá sinais de, nos Estados Unidos, ter batido no teto. Na verdade, a aceleração está menor, pois as visitas cresceram 10% de outubro de 2010 ao mesmo mês de 2011, segundo a comScore, contra 56% de aumento no ano anterior. No entanto, já se fala em “saturação social“, pois a produtividade pessoal está caindo por causa de consumo de mídia. Os hábitos digitais estão levando ao desperdício de tempo, inutilmente. Menos da Luiza que estava no Canadá…
Ibovespa e a Ilusão Monetária
Janeiro 27th, 2012 § Deixe um Comentário
Rendimento do passado não pode ser extrapolado para o futuro, mas os investidores costumam utilizar a ocorrência recente de evento mais saliente para extrapolar sua continuidade ou mesmo seguem a tendência delineada no passado e não o novo cenário esboçado sobre o futuro.
Estimam a probabilidade de ocorrência de determinado evento baseando-se nas lembranças que dispõe a respeito das circunstâncias sob as quais aquele evento ocorreu no passado, sem julgamento de freqüência com que ocorre na realidade. Quando as pessoas são solicitadas para avaliar a freqüência ou a probabilidade de algum evento, fazem-no considerando a facilidade com que os exemplos ou as ocorrências podem ser trazidos à mente. Mas “a memória é curta”, isto é, não trata os acontecimentos antigos como os eventos mais recentes.
Quando se julga a probabilidade de determinado evento se repetir, as pessoas buscam em suas memórias a disponibilidade da informação relevante. Esse procedimento, conhecido como “heurística da disponibilidade“, pode produzir estimativas enviesadas, porque nem todas as lembranças estão igualmente disponíveis. Edito o artigo de André Rocha (Valor, 05/01/12) com comparações entre Ibovespa, CDI e taxa de inflação, para servir como exemplo dessa heurística e a da ancoragem. Esta é o ajustamento a alguma “âncora” (valor arbitrário à disposição no momento) que passa a influenciar o julgamento dos indivíduos quanto à estimativa do futuro.
Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista – Capítulo 5
Janeiro 27th, 2012 § Deixe um Comentário
OFERTA DE MOEDA
CAPÍTULO 5
DETERMINAÇÃO DA OFERTA MONETÁRIA:
EXOGENEIDADE OU ENDOGENEIDADE
“Economia é a penosa elaboração do óbvio”.
Há vasta literatura pós-keynesiana que contribui para a construção do Postulado da Endogeneidade de uma convincente Teoria Alternativa da Moeda. Serão citadas resenhas dela, no final do capítulo. O que será feito, ao longo dele, para não ser repetitivo, é breve sumário dos principais argumentos.
Inicialmente, vamos expor os argumentos a favor e contra a concepção de oferta monetária exógena. Posteriormente, restringiremos ao debate entre pós-keynesianos, destacando as defesas de diferença de grau, na abordagem da endogeneidade da oferta de moeda: parcial ou absoluta.
Leia mais: Fernando Nogueira da Costa Economia Monetária e Financeira CAPÍTULO 5
Principais Exportadoras de Matérias-Primas do Brasil
Janeiro 26th, 2012 § Deixe um Comentário
Tatiana Freitas e Mauro Zafalon (Folha de S. Paulo, 20/01/12) informam que as principais exportadoras de matérias-primas do Brasil foram responsáveis por 52% das vendas externas em 2011 e aumentaram a sua participação no balanço comercial em relação a 2010, quando essa fatia ficou em 48%. O cálculo considera a relação das cem maiores exportadoras brasileiras no ano de 2011. Dessas, mais da metade vendeu commodities para o exterior, o equivalente a US$ 132 bilhões. O Brasil exportou US$ 256 bilhões.
Crise Européia e Persistência nos Erros
Janeiro 26th, 2012 § Deixe um Comentário
O ensaio enviado por nosso colega Cláudio Dedecca apresenta uma interessante interpretação critica da crise européia e da política de ajuste que vem sendo adotado no bloco regional: A Crise Europeia e a Persistência nos Erros_El País_jan 2012
Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista – Capítulo 4
Janeiro 26th, 2012 § Deixe um Comentário
TAXA DE JUROS E PREFERÊNCIA PELA LIQUIDEZ
“Uma razão para estudar economia é que, quando você estiver desempregado, pelo menos saberá explicar por que”
Convencionalmente, a microeconomia é o ramo da ciência econômica que estuda as relações entre unidades específicas, priorizando a análise pormenorizada do comportamento dessas unidades. A macroeconomia é o ramo que estuda os aspectos globais da economia, especialmente seu nível geral de produção e renda, e as inter-relações entre seus diferentes setores. Os economistas costumam dizer que “a macroeconomia estuda a floresta, enquanto a microeconomia estuda as árvores”.
Reforma do Estado
Janeiro 25th, 2012 § Deixe um Comentário
A “grande imprensa” (FSP, OESP, OG) não costuma publicar boas notícias a respeito do governo. Depois de tantas denúncias de Ministros, coerentemente, ela deveria mostrar a reação governamental. Há notícias importantes que só são publicadas no jornal Valor. Por exemplo, na segunda reunião ministerial de sua gestão, formato que ela acha pouco eficiente, a Presidenta Dilma Roussef afirmou que uma das principais prioridades do governo é criar, até meados do ano, um sistema de monitoramento de todas os programas, investimentos, contratos e convênios dos ministérios em tempo real. Cada pasta terá de apresentar propostas para a criação dessa ferramenta de gestão, a fim de garantir que o Executivo tenha instrumentos para corrigir de forma rápida eventuais irregularidades e ações que estiverem fora do planejado.
Na avaliação de Dilma, a ferramenta é essencial para garantir a oferta de melhores serviços públicos à população. Ela disse acreditar que, à medida que há uma redução da pobreza e um crescimento da classe média, cresce a exigência por serviços públicos de qualidade. “Essas medidas serão tomadas como parte de um projeto revolucionário, progressista e absolutamente indispensável para a verdadeira reforma do Estado. Não através da demissão de servidores ou da perda de direitos previdenciários, mas através da gestão de um Estado mais profissional e meritocrático“, afirmou a Presidenta da República.
Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista – Capítulo 3
Janeiro 25th, 2012 § Deixe um Comentário
DEMANDA POR DINHEIRO E
PREFERÊNCIA POR LIQUIDEZ
CAPÍTULO 3
DEMANDA POR DINHEIRO:
ESTABILIDADE OU INSTABILIDADE
“Um economista é aquele sujeito que sabe o preço de tudo,
mas não sabe o valor de nada”.
Nos livros-texto de Economia Monetária, é comum distinguir entre o “modelo clássico” e o “modelo keynesiano“. O modelo clássico é caracterizado por função velocidade de circulação da moeda estável, com demanda por encaixes dependente (a) das transações, (b) da duração dos períodos de pagamento e (c) dos padrões de gasto. O modelo keynesiano é caracterizado pela ênfase sobre os motivos transacional, precaucional, especulativo e finance para demandar dinheiro, conduzindo à abordagem de portfolio.
O mais influente tratamento moderno, no mainstream, da demanda por dinheiro foi a reapresentação da Teoria Quantitativa da Moeda, realizada por Friedman, como teoria da demanda por moeda, cuja função seria estável. Esta hipótese, testada em vários trabalhos econométricos com resultados inconclusivos, colocou-se como oposição à visão, associada a Keynes, que elasticidade da demanda por dinheiro em relação à taxa de juros é extremamente elevada, e à visão relacionada, fundada no Radcliffe Repport (com participação de Kaldor), que a velocidade de circulação da moeda é instável.
A idéia básica, em debate, é que não adianta insistir em controle direto da oferta de moeda se sua contrapartida – a demanda por moeda – apresentar comportamento instável. Discute-se a possibilidade de determinar certa oferta monetária que não atenda à demanda inflacionária, ou seja, só sancione a demanda por moeda “normal”: a ocorrida em período sem inflação.
Vamos mostrar, brevemente, o tratamento dado à demanda por moeda, tanto no modelo “clássico”, quanto no modelo “keynesiano”. Referente ao primeiro, apresentaremos a diferença do enfoque da velocidade de circulação da moeda na Equação de Trocas de Fisher e de Cambridge em relação ao dado pela teoria da demanda por moeda estável, elaborada por Friedman. Quanto ao segundo, recuperaremos os motivos da demanda por saldos de caixa, ou seja, o transacional, o precaucional, o especulativo e o finance, que geralmente não é apresentado pelos “manuais”, segundo a visão original de Keynes. Após, comentaremos a tentativa de síntese keynesiano-neoclássica, elaborada por keynesianos tradicionais como Baumol e Tobin, respectivamente, através da teoria da demanda por moeda para fins transacionais e da teoria da seleção da carteira de ativos. Por fim, destacaremos a distinção entre a demanda por moeda e a preferência pela liquidez, na fronteira do debate pós-keynesiano.
Leia mais: Fernando Nogueira da Costa Economia Monetária e Financeira CAPÍTULO 3
Manchetes da Imprensa Brasileira
Janeiro 24th, 2012 § 1 Comentário
Se a história da Chapeuzinho Vermelho fosse real , como ela seria veiculada pela imprensa brasileira?
Economia Monetária e Financeira: Uma Abordagem Pluralista – Capítulo 2
Janeiro 24th, 2012 § Deixe um Comentário
CONCEITO DE DINHEIRO
“Uma razão para estudar economia é que você pode falar sobre dinheiro
mesmo não tendo nenhum.”
Neste capítulo se faz a apresentação de conceitos básicos necessários para o entendimento das teorias monetárias. Normalmente, a introdução ao estudo da moeda constitui o primeiro capítulo de livro-texto. Mas, aqui, nossa opção foi dar, inicialmente, visão panorâmica ao nosso leitor, desde o ponto-de-partida até onde queremos chegar. Os “marinheiros de primeira viagem”, no estudo de Economia Monetária e Financeira, podem, perfeitamente, começarem sua leitura deste livro por este capítulo e, ao final da Parte IV, ler o capítulo 1 sobre os Postulados da Teoria Quantitativa da Moeda e de uma Teoria Alternativa da Moeda.
Nosso objetivo será fazer releitura da visão convencional a respeito de moeda. Apresentaremos, em primeiro lugar, as diferentes formas de moeda. Criticaremos a visão liberal (“numismática”) da história monetária. Conceitualmente, é relevante distinguir entre a moeda e o dinheiro. Mostraremos as funções básicas do dinheiro, para, em seguida, fazer distinção entre os tratamentos dados pelas matrizes teóricas fundamentais. Após termos enfocado esse uso da moeda, abordaremos a fonte de moeda através da análise de seu processo de criação e entrada na economia. Para ser crítica construtiva à visão convencional, sugerindo certa alternativa, concluiremos o capítulo destacando a importância da moeda para os economistas pós-keynesianos e a polêmica existente entre eles sobre as propriedades da moeda.
Leia mais: Fernando Nogueira da Costa Economia Monetária e Financeira CAPÍTULO 2









