Gestores Externos de Reservas Cambiais

BCB-DF

Alex Ribeiro (Valor, 15/05/13) informa que o Banco Central pagou US$ 6,6 milhões no ano de 2012 a BlackRock, Deutsche, Pimco e outros três grandes gestores internacionais de recursos de terceiros contratados para administrar uma parte das reservas internacionais brasileiras. Ao todo, essas empresas cuidaram da aplicação de US$ 6 bilhões e proporcionaram um retorno de 3,7% para o Banco Central no ano passado, o que equivale a um ganho em dólares de US$ 224 milhões.

Não é possível saber se os gestores externos se saíram melhor do que a própria equipe do Banco Central, já que a autoridade monetária ainda não divulgou a taxa de retorno do conjunto das reservas internacionais em 2012, que atualmente somam US$ 376 bilhões.

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Reservas Internacionais Globais

Composição das Reservas Cambiais 2002 e 2012

Aline Oyamada (Valor, 14/05/13) informa que as reservas internacionais globais caminham, ainda que lentamente, para um processo de diversificação. A mudança é um ajuste ao reequilíbrio de forças na economia mundial. O dólar deve continuar a ser a principal moeda nos colchões de liquidez dos bancos centrais, mas sua participação no total, que já vem caindo nos últimos anos, tende a diminuir mais e dar espaço a outras moedas, em especial as asiáticas.

Nos últimos dez anos, as reservas internacionais globais subiram mais de 350%, atingindo US$ 10,94 trilhões em dezembro de 2012, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI). Apesar de o dólar seguir dominante, a parcela alocada na divisa americana caiu quase dez pontos percentuais, de 71,6% para 61,9%. Essa participação foi parcialmente absorvida pelo euro, cuja representatividade subiu de 19,7% para 23,9% e pelo grupo de “outras moedas”, assim denominadas pelo FMI, cuja fatia subiu de 1,3% para 6,1%. A parcela do iene caiu de 4,4% para 3,9% e a da libra subiu de 2,7% para 4%.

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Aula sobre Desnacionalização Bancária

Aula 3 Desnacionalização Bancária 2013

Resumo:

Uma das conclusões que se pode tirar da análise do comportamento histórico dos bancos estrangeiros é que eles foram ciclotímicos. Quando o país estava em situação boa de liquidez, eles vinham e, depois, no primeiro susto, justamente quando se necessitava de alavancar crédito, eles repatriavam capital. Quando, em 2004, novamente, a economia brasileira entrou em fase de crescimento, em vários mercados, como os de capitais, crédito, imobiliário, isso os atraiu. Até bancos que tiveram ampla oportunidade de atuação de varejo no país, e depois a venderam para repatriar capital, queriam, novamente, investir no país. Nessa última fase, o foco passou a ser banco de atacado e de investimento e não banco de varejo. Com a nova fuga, devido à crise externa de 2008, não se esperava, tão cedo, nova investida, porém estão novamente atraídos.

Disputa Bancária de Mercados

Fusão Itaú-UnibancoFusões e Aquisições dos bancos 2003-2013Evolução do Itaú e Bradesco 2008-2013Ganhos dos Bancos Privados 1T2013Market Share no Mercado de Crédito

Felipe Marques e Carolina Mandl (Valor, 13/05/13) fizeram uma reportagem que permite atualizar meu livro “Brasil dos Bancos” com os novos acontecimentos da história da concentração bancária no Brasil. Ela prossegue, assim como a disputa entre os líderes dos bancos privados nacionais – Itaú e Bradesco. No mercado de crédito, recentemente, os bancos públicos ampliaram o “market-share“.

Riscos Ambientais da Produção de Gás de Xisto no Brasil

Potencial das Reservas de Gás de Xisto no Brasil

Chico Santos e Claudia Schüffner (Valor, 17/05/13) afirmam que as condições objetivas, incluindo tecnologia, infraestrutura de transporte, mercado consumidor e impactos ambientais, para a exploração e consumo de gás de xisto, ou gás não convencional no Brasil, recomendam cautela aos mais eufóricos com a nova fonte que vem transformando o mercado norte-americano de energéticos nos últimos anos, dizem os especialistas. O geólogo Olavo Colela Junior, assessor da diretoria da Agência Nacional do Petróleo (ANP), disse que estima em dez anos o prazo necessário para que o país venha a ter alguma produção do gás se forem confirmadas perspectivas favoráveis em alguma das cinco bacias sedimentares mais promissoras. O primeiro leilão de áreas voltadas para a nova tecnologia será feito nos dias 30 e 31 de outubro de 2013.

Indústria Siderúrgica Chinesa

Siderúrgica Chinesa

Chuin-Wei Yap (The Wall Street Journal, apud Valor, 17/05/13) informa que o aumento da produção de aço na China e uma enxurrada de exportações de produtos siderúrgicos do país estão pressionando os preços do aço em todo o mundo, apesar dos esforços de Pequim para conter a indústria, no mais recente exemplo do impacto global do enorme excesso de capacidade industrial chinesa.

A alta mostra a dificuldade que os líderes de Pequim estão encontrando para reorganizar a segunda maior economia do mundo e torná-la mais orientada ao consumo interno e aos serviços, reduzindo sua dependência do setor manufatureiro e dos grandes projetos de infraestrutura, como rodovias e aeroportos. A China produz quase a metade de todo o aço do mundo, mas nos últimos anos Pequim vem tentando reduzir o número de fundições, que são cada vez mais vistas como ativos poluentes, de baixo valor e ultrapassados.

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Indústria Siderúrgica

Produção de aço no mundo

Daniela Rocha (Valor, 08/05/13) informa que as cotações do aço estão em queda. Entre janeiro e abril deste ano, a média do índice global de aço CRU, que monitora os preços, foi 3,2% menor do que a média de 2012. Na comparação da média registrada nos quatro primeiros meses de 2013 com o mesmo período do ano passado, a queda foi de 8,9%. De 2011 para 2012, a redução havia sido de 10,4%. No começo deste mês, a bobina laminada a quente (aço plano), que tem o mercado americano como referência, estava cotada a US$ 595 por tonelada e o vergalhão (aço longo) a US$ 559 por tonelada, tendo como base as negociações na Bolsa de Valores de Xangai, na China.

Apesar das recentes baixas, os preços do aço não estão muito longe das médias históricas, desconsiderando o pico do ciclo de commodities, antes da crise do subprime nos Estados Unidos.

Em julho de 2008, antes do estopim da turbulência, o índice CRU atingiu o ápice, 40% acima da média atual. O grande problema hoje está no custo da produção do aço. Em apenas sete anos o preço do minério de ferro, avançou muito, foi multiplicado por até quatro vezes. A tonelada do minério de ferro saiu de US$ 40 por tonelada em 2006 e a previsão para este ano, segundo avaliação da Vale, a maior produtora de minério de ferro do mundo, é de que o preço flutue entre US$ 110 e US$ 160 por tonelada.

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