Marina Silva É Contra A Economia do Petróleo?!

Ouro Negro

A produção de petróleo e gás da Petrobras, em julho de 2014, chegou a 2,479 milhões de barris de petróleo equivalente dia. É recorde histórico! A candidata Marina Silva, contra a Civilização do Automóvel, rasgará esse “bilhete sorteado”?!

Roberto Rockmann (Valor, 25/08/14) informou que o pré-sal poderá posicionar o Brasil como um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, com um excedente que pode superar 1,5 milhão de barris por dia, em um momento em que a demanda pelo insumo não será mais liderada pelos EUA, mas pela Ásia.

Essa nova fronteira de exploração também vai mudar o ranking das áreas produtoras de óleo no país, reduzindo a participação da Bacia de Campos e do Rio de Janeiro. Além disso, deverá promover debates sobre o destino dessa produção e ampliar a presença da China no mercado de energia do Brasil.

Há 20 anos, mais de 85% da produção de petróleo no Brasil vinham de poços na Bacia de Campos. Em junho, eram 75%, enquanto a Bacia de Santos já respondia hoje por 15%. São Paulo responde por 8% da oferta de óleo e 14% do gás doméstico. Em relação à produção por operador, 90% do petróleo vêm de poços da Petrobras, enquanto Shell e Statoil respondem, respectivamente, por 3,9% e 3,3%, segundo dados de junho da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

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A Oposição Ruidosa ou Canalhas Feitos Honestos

Fábulas das Abelhas

O título acima é uma paráfrase do título de um poema satírico publicado anonimamente, em 1705, sob o título de A Colmeia Ruidosa ou Canalhas Feitos Honestos. Em 1714, ele inspirou A Fábula das Abelhas ou Vícios Privados, Benefícios Públicos, cujo autor foi Bernard Mandeville (1670-1733), médico holandês radicado na Inglaterra. Sua ideia de “ordem espontânea” aparece na história de uma colmeia que prosperava mesmo com os “vícios”, ou seja, os comportamentos egoístas das abelhas. Quando estas se tornaram virtuosas, não agindo mais em interesse próprio, mas pelo bem comum a todas, a colmeia desandou!

Qual seria, mais precisamente, a natureza do mecanismo — uma “mão invisível de O Mercado” ou uma “mão visível de O Estado” — responsável pela transformação do vício das partes no benefício do todo? Entre as respostas possíveis, existem duas linhas supostamente antagônicas de interpretação.

  1. Na visão estatista, é através da “administração engenhosa por políticos habilidosos”, como diversas vezes ressalta o autor da fábula, que os vícios privados se tornariam beneficio público.
  2. Na visão ultraliberal, adotada por Frederich August von Hayek (1899-1992), economista da Escola Austríaca, Mandeville é um precursor da ideia smithiana da “mão invisível”: é através da liberdade econômica e de regras gerais de conduta justa que os vícios privados se transformarão, espontaneamente, no beneficio público do equilíbrio estável.

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Métodos de Análise Econômica 2014

UnicampUNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS – Instituto de Economia

CE-542 – MÉTODOS DE ANÁLISE ECONÔMICA V

2º semestre de 2014

Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

Objetivo: o Ensino de Ciência Econômica, depois de sua depuração, ocorrida ao longo do século XX, afastando-se das Ciências Humanas e Sociais Afins, na vã tentativa de ganhar status científico com seu uso da linguagem matemática das Ciências Exatas, separou-se em Microeconomia e Macroeconomia. A primeira trata das decisões dos agentes econômicos, a segunda, da resultante sistêmica dessas diversas decisões. Porém, hoje, necessita reconstituir-se e transitar da formação de profissionais especialistas para a de generalistas, retomando a metodologia interdisciplinar inicial. Está sendo retomado o caráter multidisciplinar do conhecimento dos primórdios da Economia Política ao se empenhar em conhecer o comportamento humano na tomada de decisões econômicas de comprar, vender ou investir. Áreas distintas da Ciência estão somando esforços e recursos para estruturar a área de pesquisa destinada a cumprir essa tarefa: a Neuroeconomia.

Horário: segunda-feira e quarta-feira no mesmo horário (8:00-10:00). Reservada a Sala IE-12.

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Marina e Aécio Contra a Petrobras (por Jânio de Freitas)

selogetulio

O tiro que, há 60 anos, Getúlio Vargas deu no próprio coração para salvar as riquezas nacionais parece pronto a ser disparado, agora contra elas.

Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma, disse Vargas, ao explicar as razões de seu gesto.

O ódio à ideia de que o Brasil venha a ser independente ressurge, agora que mal começa a jorrar o tesouro de petróleo da camada do pré-sal.

Pelas mãos dos inimigos de sempre da soberania e do progresso nacional mas, também, mal disfarçado em uma  capa primária de “ecologia” hipócrita, que encapuza os verdadeiros motivos: hoje como sempre ter o apoio político de um sistema de comunicação antinacional.

Janio de Freitas, em artigo na Folha de S. Paulo (31/08/14), expõe como são siamesas as de Aécio Neves as propostas de Marina Silva no seu “programa de Governo” – neste momento em revisão pelo senhor Silas Malafaia… Continuar a ler

The Wall Street Journal se rende à Realidade do Petróleo no Brasil

Plataforma para Exploração do Petróleo em Águas Profundas

Luciana Magalhães (WSJ, 08/08/14) lembra que, quando a Petrobras revelou a maior descoberta de reservas de petróleo da sua história, em 2007, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva brincou que a descoberta havia provado que Deus é brasileiro.

Novos dados de produção estão levando muitos na indústria a compartilhar esse otimismo. Segundo a Petrobras, os campos do pré-sal estão produzindo mais de 500.000 barris de petróleo por dia, cerca de três vezes mais que em 2012, e já representam perto de 25% da produção total da empresa, de dois milhões de barris por dia.

É um crescimento rápido para a Petrobras em uma das regiões petrolíferas mais desafiadoras do mundo. Os depósitos se encontram a cerca de 320 quilômetros longe da costa sudeste do Brasil, enterrados no solo oceânico sob uma grossa camada de sal, o que dá nome aos campos.

“Em termos de produtividade e da velocidade com que a Petrobras saiu de uma produção zero para 500.000 barris por dia é [algo] meio sem precedentes“, diz Ruaraidh Montgomery, analista da firma de pesquisa Wood Mackenzie.

Os ganhos de produção nos campos do pré-sal são extremamente necessários para compensar a queda de desempenho dos campos mais antigos da Petrobras. A produção total da empresa caiu de 1,98 milhão de barris equivalentes de petróleo por dia em 2012 para 1,93 milhão no ano passado. Em 2014, com o pré-sal, a produção total aumentou. Em junho, foi de 2,008 milhões de barris diários.

Com o pré-sal, o Brasil pretende ser um dos cinco principais produtores de petróleo do mundo até 2020, quando a produção deve chegar a quatro milhões de barris por dia. Mas, para atingir essa meta ambiciosa, a Petrobras terá que superar desafios financeiros, técnicos e políticos. Continuar a ler

Mudança Estrutural: Xisto dos EUA

Gasolina nos EUA

Ed Crooks e Anli Raval (Valor, 24/07/14) informa a respeito de uma das mudanças estruturais, na economia mundial, que impede a extrapolação de uma média regular do passado para a antevisão do futuro: o xisto dos EUA reduz a ameaça de nova crise no petroleo.

“Na modorrenta área agrícola do sul do Texas, perto da cidade-fantasma de Helena, as 18 reluzentes torres da usina de estabilização de petróleo da ConocoPhillips são uma paisagem dissonante. Há três anos, havia apenas campos aqui, mas brotaram usinas para processar a enxurrada de petróleo que jorra da região de xisto de Eagle Ford, ao sul e a leste de San Antonio. Estes são tempos empolgantes no setor petrolífero americano – e as novas unidades de processamento são a prova disso.

As perspectivas são brilhantes aqui e em uns poucos outros países, como o Canadá. Com o fortalecimento da oferta de petróleo bruto da América do Norte, os analistas previram que os preços despencariam e inaugurariam uma nova era de combustível barato. Mas isso não aconteceu. Continuar a ler