Zerar Déficit Habitacional Caso Não Ocorra Retrocesso Político

MCMV para zerar déficit habitacional

Desde que fui VP da Caixa aprendi lá que é possível zerar o déficit habitacional do País — e transformar as favelas em bairros populares urbanizados –, isto se não houver “retroaécio” na política habitacional.  :)

Juliana Dias (Valor, 14/10/14) informa que as 2 milhões de casas que o programa federal de habitação popular Minha Casa, Minha Vida entregou foram um dos principais fatores que colaboraram para a redução de 8% no déficit habitacional do país entre 2009, ano em que a primeira edição do programa foi lançada, e 2012.

Em 2009, o déficit habitacional no país era estimado em 5,7 milhões de domicílios e, em 2012, esse caiu para 5,2 milhões. Em algumas frentes, a redução foi ainda mais acentuada. É o caso da coabitação – situação em que vários membros da família dividem a mesma casa por falta de opção -, que teve redução de 24,1% no período, e da habitação precária, casos de comunidades que não possuem infraestrutura básica como água ou esgoto, por exemplo. Nessa faixa, a redução do déficit foi de 19%.

Esses dados constam de um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) sobre a importância e os desafios de políticas habitacionais permanentes. O levantamento foi apresentado em um evento que reuniu empresários da construção civil em São Paulo. Continuar a ler

Custo de Oportunidade entre Mercado Financeiro e Mercado Imobiliário

Índice FIPE-ZAP X CDIVariação do preço do m2 de aluguelPreços do m2 para compra de imóvel

O primeiro gráfico é enganador quando não o avalia cuidadosamente. Sendo o Índice FIPE-ZAP de base fixa (0% em janeiro de 2008), ele não mostra perda de ritmo de crescimento nos preços de imóveis. Mas fica claro que investir em imóvel foi uma rota de fuga face às consequências da crise financeira do último trimestre de 2008. Nele, o ganho de capital em imóvel é cumulativo, ou seja, não revela flutuações em curto prazo.

O valor médio do metro quadrado para compra de imóvel nos bairros de Ipanema ou Leblon, no Rio de Janeiro, p.ex., está estável em torno de R$ 13.000 / m2. Para aluguel, gira em torno de R$ 70 /m2, ou seja, um apartamento de 100 m2 custaria, mensalmente, R$ 7.000,00. Vale dispender R$ 1.300.000 para comprá-lo para habitá-lo durante 2,5 anos? O aluguel seria o equivalente a 0,54% desse valor. Se o potencial comprador consegue um rendimento em juros com esse valor acima desse percentual, para que imobilizá-lo? Para ganho de capital, se o preço médio do imóvel não mais cresce, significativamente, desde meados do ano de 2011?!

A perda da reposição inflacionária com a retirada mensal do rendimento financeiro seria o equivalente ao pagamento do aluguel. No final do período, o locatário estará com esse “dinheiro na mão”, apenas com perda real equivalente ao custo do usufruto do imóvel.

O custo de oportunidade entre mercado financeiro e mercado imobiliária estanca a alta dos preços de imóveis, além, é claro, a elasticidade da demanda ao aluguel pelo fato de apenas 0,7% das pessoas ocupadas ganharem acima de 20 salários mínimos (R$ 14.480) e terem condições de pagar tal aluguel. No Brasil, somente 8% das pessoas ocupadas recebem, mensalmente, mais do que R$ 3.620, sendo que 7,3% recebem mais do que cinco e menos do que vinte salários mínimos. A renda domiciliar, quando o casal trabalha, evidentemente, é maior.

Distribuição das Pessoas Ocupadas por faixas de SM

Chiara Quintão (Valor, 10/09/14) informa que o Zap Imóveis lançou uma ferramenta de busca de preços de todos os apartamentos já anunciados no portal imobiliário nos últimos 11 anos. Sobre os valores pelos quais os imóveis foram anunciados é aplicado o Índice FipeZap e um desconto de 6,5% (abatimento médio entre o preço anunciado e fechado). De acordo com o presidente do Zap, Eduardo Schaeffer, a intenção é que o mapa de preços seja uma referência para o valor dos imóveis anunciados no mercado, que contribua para as duas pontas – vendedora e compradora – na negociação de uma unidade. Continuar a ler

Governo Dilma: Maior Número de Habitações Financiadas Em Toda A História Brasileira

Quantidade de UH construídas 1974-2013Crédito Imobiliário 2003-2014Perfil da Carteira Imobiliária da Caixa O eleitor brasileiro necessita votar racionalmente, e não de maneira emocional sob influências de opiniões descabidas, sob o risco de perder conquistas sociais como as acima evidenciadas: o maior número de unidades habitacionais financiadas nos últimos 40 anos!

Se analisar os dados com isenção e refletir, conscientemente, se a qualidade da vida do povo brasileiro melhorou desde 2003, sem dúvida, a verdade vencerá a mentira e haverá continuidade do Governo Social-Desenvolvimentista.

Veja e analiseApresentação do Diretor de Habitação da CAIXA na ADEMI – RJ – 03.09.14

MCMV: Subsídio Social para Famílias de Baixa Renda

MCMV 23062014Balanço MCMV 16062014Inadimplência MCMV abril 2014

Apesar da elevação da inadimplência, o governo não está executando os beneficiários do Minha Casa, Minha Vida que têm renda mensal de até R$ 1,6 mil e estão atrasando o pagamento das prestações do principal programa habitacional da Presidenta Dilma Rousseff. O Acre, cuja capital sofreu com enchentes neste ano, lidera o ranking dos Estados com maior índice de inadimplência. De cada 100 contratos assinados, 37 estão com o pagamento atrasado por mais de 90 dias. Já Alagoas tem o índice mais baixo do país (4,67%).

Segundo dados do Ministério das Cidades , a taxa média de inadimplência no país para a chamada faixa 1 era de 16,7% em 30 de abril de 2014, ou seja, porcentual praticamente oito vezes maior que o apurado no mercado de financiamento imobiliário. No caso do Estado de São Paulo, o índice por atraso superior a 90 dias foi de 14,38% em abril. No Rio, chegou a 29,76%.

“Como trata-se de programa eminentemente social, para atender necessidade de moradia digna da população de mais baixa renda, as ações educativas e de cobrança administrativas estão atualmente em implementação. Nesse sentido, ainda não atingimos no programa, a etapa de execução dos contratos dos beneficiários inadimplentes”, informou o ministério. Continuar a ler

Aluguel de Temporada no Rio de Janeiro Durante a Copa

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Suíte master de mansão no bairro Joá, área nobre da zona sul do Rio, que foi alugada por mais de R$ 300 mil por semana.

Paul Kiernan (WSJ, 23/05/14) informa que a mansão de três andares com paredes de vidro do ex-executivo da indústria da moda Arif Noor foi construída num morro tão íngreme no Rio de Janeiro que seus terraços parecem flutuar acima do mar. Um jardim vertical com flora tropical rodeia um spa suntuoso no térreo. Em uma manhã ensolarada recente, uma atriz e modelo visitava a casa para uma sessão de fotos.

O imóvel com cinco quartos e oito banheiros pode ser seu durante a Copa do Mundo — por US$ 150.000 (R$ 333.000) por semana.

O Ministério do Turismo brasileiro prevê que o grande evento do futebol mundial, realizado em 12 cidades em todo o país, leve 3,1 milhões de turistas brasileiros e estrangeiros aos jogos e às festas organizadas pela Fifa, conhecidas como Fan Fests.

O Rio deve ser o principal destino, com 554.000 visitantes, e os proprietários de imóveis da cidade se apressam para tirar vantagem. Algumas residências de luxo no Rio de Janeiro já foram reservadas para todo o mês do torneio por centenas de milhares de dólares, dizem agentes imobiliários locais. Continuar a ler

Risco de Viver de Renda de Aluguel

Aluguel em baixa

Sérgio Tuhata (Valor, 15/05/14) informa que o “yield” (retorno sobre o valor investido) mensal do aluguel residencial em São Paulo e no Rio de Janeiro parece ter encontrado um piso. As taxas, segundo o índice FipeZap de preços anunciados, permanecem nas mínimas históricas, de 0,45% para a capital paulista e de 0,37%, no caso da fluminense, há cinco meses consecutivos, desde dezembro de 2013. Em outros termos, está menor do que o rendimento mensal de depósitos de poupança (0,5% + TR)!

Essa aparente estabilidade pode refletir um período de ajuste e sinalizar uma eventual recuperação da rentabilidade apenas no médio ou longo prazos. Existe a possibilidade de o yield ficar maior em função da redução da velocidade de compra e venda de imóveis, o que voltaria a tornar o mercado de aluguel mais atrativo. Entretanto, o período de análise ainda é muito curto para se identificar uma tendência no segmento. Continuar a ler

Investimento Imobiliário

Investimento Imobiliário

Sérgio Tauhata (Valor, 26/03/14) avalia que caber no bolso do cliente foi uma das principais estratégias de incorporadoras nos últimos dois anos. Na prática, o conceito significou encolher o tamanho dos apartamentos e apostar em unidades de 1 dormitório ou no estilo estúdio, de ambientes integrados, com tamanhos que variam entre 18 m2 e 40 m2. O aquecimento do nicho, além de atender demandas demográficas e de custos, também acabou por incentivar a migração de investidores, que tradicionalmente adquirem unidades comerciais de pequeno porte, como salas e escritórios.

O aumento da demanda tem levado a uma valorização acima da – já elevada – média do setor. Tanto na compra e venda quanto nos aluguéis. De acordo com o índice FipeZap, que reflete a variação de preços anunciados de imóveis residenciais no país, o 1 dormitório acumulou valorização média de 80,4% entre agosto de 2010 e fevereiro de 2014, ou seja, mais de três vezes a inflação do período, medida pelo IPCA, que variou 24%. No bairro nobre do Itaim Bibi, em São Paulo, o preço médio do m2 gira em torno de R$ 12 mil. Continuar a ler