Fim da Pirâmide Populacional Brasileira

Fim da Pirâmide Populacional Brasileira

Ribamar Oliveira (Valor, 17/05/13) informa que o déficit do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) vai cair nos próximos anos e atingir o seu menor nível em 2016, quando ficará em 0,23% do Produto Interno Bruto (PIB). Mas, a partir daí, voltará a subir de forma continuada até superar 3% do PIB em 2040 e 5,6% do PIB em 2050. Essas projeções fazem parte do mais recente estudo feito pelo Ministério da Previdência Social, encaminhado ao Congresso Nacional, junto com o projeto de lei de diretrizes orçamentárias (LDO) para 2014.

A forte queda nas taxas de fecundidade que se verifica no país levará a um rápido envelhecimento da população brasileira e a uma redução acentuada da participação dos jovens no total, observa o estudo. Esses problemas são agravados, alertam os autores, pela prodigalidade do plano de benefícios e pela baixa cobertura previdenciária. Essa realidade, segundo o texto, vai criar “grandes pressões por mudanças nas políticas públicas de forma geral e especialmente na previdenciária”.

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Dívida Externa Brasileira

Dívida Externa 2003-2013

Mariana Carneiro (FSP, 11/05/13) informa que, desde a crise financeira de 2008, que provocou uma parada súbita nas linhas de crédito internacionais, a dívida externa brasileira aumentou 60%, impulsionada pelo endividamento das empresas.

A dívida das instituições financeiras no exterior praticamente dobrou entre dezembro de 2008 e este ano. No mesmo período, as empresas não financeiras aumentaram sua exposição em moeda estrangeira em 72%.

A dívida externa do governo, desde a crise de 2008, praticamente não se alterou, subiu de US$ 63 bi para US$ 65 bilhões.

Com isso, o endividamento externo do país subiu do equivalente a 12% do PIB (Produto Interno Bruto) para 13,9% neste ano, após quatro anos de relativa estabilidade.

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Trabalhadores Domésticos

Custo Mensal de Empregada Doméstica

Julian Sweig (FSP, 08/05/13) publicou artigo informativo sobre tema caro à classe média brasileira: o novo custo de contratação de empregada doméstica no Brasil, comparado à situação norte-americana.

“Quando os brasileiros dizem que a nova lei dos trabalhadores domésticos acabará tornando o Brasil mais parecido com os EUA, eles querem dizer que ter babás, cozinheiras e empregadas, às vezes mais de uma ao mesmo tempo, logo será luxo acessível só a pessoas muito ricas.

Nos EUA, famílias de classe média alta ou cujos membros exercem atividades remuneradas geralmente podem pagar alguém para limpar a casa uma ou duas vezes por semana e talvez lavar roupas também.

Babás nos EUA também cozinham e fazem limpeza, mas para pagar uma, que custa de US$ 3.000 a US$ 4.000 por mês ou mais, é necessário que o casal trabalhe ou que um deles tenha alta renda.

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Seminário CGEE-IE-UNICAMP – Aspectos Sociais do Desenvolvimento Brasileiro

Seminário CGEE-IE-UNICAMP 070513  VejaProgramação Seminário Plataforma Política Social – 7 a 9 de maio de 2013

Veja transmissão online:

Males da Democracia Atual (por Renato Janine Ribeiro)

Renato-Janine-Ribeiro

Renato Janine Ribeiro é professor titular de Ética e Filosofia Política na Universidade de São Paulo. Publicou coluna (Valor, 22/04/13) interessante, apontando “os males da democracia atual“, porém com algumas suposições economicistas, em que enxerga a Economia como determinante da Política. Levanta uma hipótese que a Economia Comportamental, que teoriza a mistura racional-emotiva das decisões dos agentes, refutaria: a de que “estudiosos de comportamento eleitoral afirmam que as intenções de voto acompanham o crédito ao consumidor. O eleitor é racional, sim, (…) – mas sua racionalidade parece estar ligada ao dinheiro que tenha no bolso para gastar”.  Após a crítica desse ponto, escreverei sobre  a relação conflitiva entre o Iluminismo, o Ambientalismo e o Consumismo em próximo post.

“Um elogio curioso à democracia deve-se a Winston Churchill, falando na Câmara dos Comuns, em novembro de 1947: “A democracia é a pior forma de governo, excetuando todas as outras que já foram testadas de tempos em tempos“. É puro humor britânico. Na prática, diz que a democracia é a melhor forma de governo disponível; mas a graça está em que, mesmo assim, não é um bom regime político. É o menos ruim que podemos ter.

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A Esquerda & A Propriedade

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Os colonos ingleses carregavam um conjunto de ideias que tiveram profundas implicações para o futuro norte-americano. A primeira era a noção de direitos de propriedade, inclusive de herança, de posse cedida em troca de serviços, e de usucapião. A segunda era a de um protestantismo militante. A terceira era que a legitimidade da tributação dependia da aprovação do Parlamento com representantes do povo. Então, a Coroa seria “abastecida” em troca de concordar com a reparação de injustiças por meio da legislação. Estas haviam sido as questões centrais da guerra civil inglesa (1642-1649). Antes dessa Revolução Inglesa, o poder do rei inglês era absolutista. Contestá-lo era um sacrilégio. Depois, o poder do rei reduziu-se, na Inglaterra, onde “o rei reina, mas não governa”; quem governa é o Primeiro-Ministro, através do Parlamento.

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Expansão da Classe Média pelo Mundo

Expansão da Classe Média pelo Mundo

Érica Fraga (FSP, 14/04/13) informa que a ascensão da classe média de renda – em termos nominais, entre R$ 240 e R$ 780 mensais per-capita, ou R$ 940 a R$ 3.120 como renda familiar, mas medido em PPC (Paridade de Poder de Compra) –  nas últimas décadas não foi um fenômeno exclusivo do Brasil. O movimento foi verificado em todo o mundo emergente e liderado, principalmente, pela Ásia. Essa tendência é considerada possível tábua de salvação para a economia global. Mas existe preocupação sobre possíveis riscos de reversão, já que muitos dos novos consumidores permanecem próximos da pobreza.

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Espanto: Economistas Admitem Erro!

espanto

Levantei um susto quando li a manchete da notícia: “Economistas admitem erro em estudo que liga dívida à baixa expansão”. Estudo Economia há mais de 40 anos e nunca vi isso! Economistas, humildemente, confessando que não são onipotentes…

Robin Harding e Chris Giles (Financial Times apud Valor 18/04/13) afirmam que “o alvoroço provocado por um estudo divulgado em 2010 pelos economistas Kenneth Rogoff e Carmen Reinhart realça um problema essencial de todas as pesquisas sobre o endividamento elevado e a austeridade fiscal: não há muitos dados disponíveis porque a ocorrência de ambos é rara“.

No dia 17/04/13, Reinhart e Rogoff – ambos economistas da Universidade Harvard – deram uma resposta mais detalhada às críticas ao seu influente estudo, que mostrava que os países com dívida pública equivalente a mais de 90% de seus PIBs apresentam crescimento mais lento. Um grupo da Universidade de Massachusetts, em Amherst, repetiu suas análises, usando os mesmos dados, e afirmou que “erros de compilação, a exclusão seletiva de dados disponíveis e a ponderação não convencional de resumos estatísticos levaram a erros graves” no estudo. Enquanto Reinhart e Rogoff chegaram a um crescimento econômico médio de – 0,1% e a uma mediana de 1,6% nos países com endividamento correspondente a mais de 90% do PIB, os economistas que contestaram o estudo surgiram com uma média de 2,2%.

A discussão desperta atenção porque o resultado vem sendo amplamente citado desde 2010 como um motivo para a adoção de políticas fiscais rígidas – um debate que continua, uma vez que o mundo luta contra um crescimento econômico fraco.

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Subestimação do PIB

TI no PIB brasileiro

O IBGE deverá divulgar mais evidências empíricas que poderão respaldar minha hipótese a respeito da Servindústria Brasileira. A perplexidade e frustração geradas pelos resultados decepcionantes do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 e de 2012 têm provocado desde dezembro passado, após a divulgação dos números do terceiro trimestre do ano, o surgimento de uma série de questionamentos técnicos quanto à precisão dos cálculos feitos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Chico Santos (Valor, 18/04/13) informa que, embora no governo haja a preocupação de evitar a impressão de que ele está pressionando seu órgão oficial de estatísticas, uma nota técnica minuciosa apresentada em seminário organizado pelo Ministério da Fazenda, em março, pelo economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges, reforçou a convicção de setores governamentais ou ligados a ele de que a atual metodologia do IBGE não está conseguindo captar adequadamente o crescimento do setor de serviços, responsável por 65% do PIB de 2012, provocando o pífio 0,9% de crescimento da economia após o fraco 2,7% de 2011.

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Influência Política dos Banqueiros

Resumo das Perspectivas Teóricas do Estado

Noticiou-se o retorno do debate no Congresso de projeto de lei que transforma o Banco Central do Brasil em independente do governo através de mandatos desencontrados de seus diretores e da Presidência da República. A esquerda sempre adotou a hipótese de que a independência em relação ao governo significará, na prática, a “privatização da gestão do Banco Central”, isto é, ele se tornará dependente de O Mercado e um Quarto Poder Tecnocrata não eleito.

Dado esse debate, achei muito interessante ler e participar da banca julgadora da Tese de Doutorado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Ciência Política da Unicamp para obtenção do título de Doutor em Ciência Política pelo candidato Luiz Carlos de Andrade Kessler, cujo orientador foi Prof. Dr. Valeriano Mendes Ferreira Costa, realizada em 03/04/2013. Exponho abaixo minha arguição.

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“Aqui tem uma galinhagem de que o Banco Central tem que ser independente” (Delfim Netto)

Delfim Netto - Foto de Rodrigo Paiva

O debate sobre concessão de Independência do Banco Central do Brasil está sendo retomado no Congresso Nacional. Vale a pena ler a declaração do ex-Ministro Delfim Netto a respeito do tema em entrevista concedida à Infomoney.

“A demora do Banco Central em subir os juros tem gerado uma série de críticas no mercado financeiro. Os questionamentos vão de uma suposta leniência com a inflação até sobre uma possível falta de autonomia do Banco Central para tomar medidas impopulares sob o governo Dilma. Para o professor e economista Delfim Netto, entretanto, as duras críticas não fazem sentido. “O Tombini não é sujeito de fazer o que mandam”, dispara Delfim, que comandou os ministérios da Fazenda, da Agricultura e do Planejamento durante 13 anos do regime militar e também foi deputado federal por duas décadas. “No instante em que o BC decidir que precisa subir os juros, vai subir os juros. Se não deixar, ele [Tombini] pega o chapéu e vai embora. Aí, sim, teremos um problema.” Leia a seguir os principais trechos da entrevista ao InfoMoney:

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Atração de Capital e Criação de Empregos

IED 2010 A 2012 Taxa de Desemprego e Empregos Formais criados 2007-2013 Leia mais: BCB – Apresentação – CAE – abril 2013

Relatório de Inflação – Março/2013