New Deal de Franklin Roosevelt

A propósito do filme “O Poder Vai Dançar”, no Curso Economia no Cinema, é oportuno, no momento histórico atual, rever a experiência política e socioeconômica do combate à Grande Depressão, ocorrida após-1929, nos Estados Unidos.

Os historiadores acadêmicos consideram Abraham Lincoln, George Washington e Franklin Roosevelt os três maiores presidentes dos Estados Unidos. A grande maioria deles afirma que Franklin Delano Roosevelt recuperou os Estados Unidos após a crise de 29, dando condições melhores de trabalho aos americanos, alcançando metas militares e industriais, levando energia elétrica e modernidade às regiões mais pobres do país, enfim, colocando-se ao lado do povo norte-americano – e não de sua elite.

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Era do Petróleo

Nova Era do Petróleo

Segundo Daniel Yergin, “o grito que ecoou em agosto de 1859 através dos estreitos vales do oeste da Pensilvânia – de que o maluco yankee, o ‘Coronel’ Drake, havia encontrado petróleo – deu início a uma imensa corrida ao petróleo, que nunca mais teve fim desde então. Daí em diante, na guerra e na paz, o petróleo ganharia o poder de construir ou destruir nações e seria decisivo nas grandes batalhas políticas e econômicas do século XX. Mas, repetidas vezes, durante a infindável aventura, as grandes ironias do petróleo se tornaram aparentes. Seu poder tem um preço.

Por quase um século e meio, o petróleo vem trazendo à tona o melhor e o pior de nossa civilização. Vem se constituindo em privilégio e em ônus.

A energia é a base da sociedade industrializada. Entre todas as fontes de energia, o petróleo vem se mostrando a maior e a mais problemática, devido ao seu papel central, ao seu caráter estratégico, ao padrão recorrente de crise em seu fornecimento – e à inevitável e irresistível tentação de tomar posse de suas recompensas.

Ele tem sido o palco para o nobre e o desprezível do caráter humano. Criatividade, dedicação, espírito empresarial, engenho e inovação tecnológica, vêm coexistindo com a avareza, a corrupção, a ambição política cega e a força bruta.

O petróleo ajudou a tornar possível o domínio sobre o mundo físico. Ele nos deu nossa vida cotidiana e, literalmente, nosso pão de cada dia, através dos produtos químicos agrícolas e dos transportes. Ele abasteceu, ainda, as lutas globais por supremacia política e econômica.

A feroz e, muitas vezes violenta, busca pelo petróleo – e pelas riquezas e poder inerentes a ele irão continuar com certeza enquanto ele ocupar essa posição central. Pois o nosso é um século no qual cada faceta de nossa civilização vem sendo transformada pela moderna e hipnotizante alquimia do petróleo. Foi isso que fez a era do petróleo.”

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Economia do Petróleo

O Petróleo

A disponibilidade de tradução de The Prize: The Epic Quest for Oil, Money and Power, livro clássico escrito por Daniel Yergin (São Paulo, Paz e Terra, 2010), facilita ao leitor brasileiro o acesso ao que há de melhor na literatura sobre a Economia do Petróleo, tema que será cada vez mais relevante em nosso País. Dada sua dimensão – 1080 páginas –, provavelmente poucos o lerão. Com o propósito didático, vamos apresentar uma breve síntese de seu fio-condutor analítico sob forma de uma série de posts. Começaremos com uma breve Introdução técnica, necessária para entender os atuais desdobramentos da Economia do Petróleo.

A Economia do Petróleo é dividida em três áreas de atuação:

  1. O upstream compreende a exploração e produção.
  2. O midstream compreende os navios-tanques e oleodutos que transportam petróleo para refinarias.
  3. O downstream inclui refino, comercialização e distribuição, até o posto de gasolina ou loja de conveniência mais próxima.

Considera-se “integrada” a empresa que possui atividades significativas de upstream e downstream.

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Documentário da BBC baseado no livro “O Petróleo” (autoria de Daniel Yergin)

Daniel Yergin é uma das maiores autoridades em Energia, Política Internacional e Economia. Dr. Yergin recebeu o Prêmio Pulitzer pela autoria de The Prize: The Epic Quest for Oil, Money and Power, que também se transformou em um documentário de oito horas da PBS/BBC, visto por 20 milhões de pessoas nos Estados Unidos. O livro O Petróleo – com 1077 páginas – foi traduzido em 17 idiomas e também recebeu o Prêmio Eccles de melhor livro sobre um tema econômico para um público geral. Como é livro muito extenso, certamente sua leitura durará muito mais do que assistir os 8 documentários reproduzidos abaixo, embora talvez seja mentalmente mais produtiva. Ou não? As imagens dizem muito…

Para ler as legendas em português, que estão ocultas (abaixo à direita), primeiro, clique a opção de visualizar as legendas em inglês e, depois, selecione o nosso idioma. Devido à má tradução, é melhor deixar as legendas mesmo em inglês.

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Da Hegemonia Europeia à Hegemonia Norte-americana

EUA x Europa

Marc Ferro foi um nome de destaque entre os historiadores franceses. No inicio de sua carreira teve dificuldade de ingressar na carreira acadêmica, mas com ajuda de Fernand Braudel, um dos mais importantes historiadores da França, conseguiu mostrar sua importância ao mundo. É um dos principais nomes da 3ª geração da “Escola dos Annales“. Ferro é conhecido por ter sido o pioneiro, no universo historiográfico, a teorizar e aplicar o estudo da chamada relação cinema-história.

Como acadêmico, foi co-diretor da revista Les Annales (Économies, Sociétés, Civilisations), ensinou na l’École polytechnique, foi diretor de estudos na IMSECO (Institut du Monde Soviétique et de l’Europe Central e Oriental), membro do Comitê de redação do Cahiers du Monde Russe et Soviétique e professor visitante nos EUA, Canadá, Rússia e Brasil.

Sua estadia na Argélia, em pleno fervor revolucionário, também não pode ser esquecida. De volta a França, ajudou a organizar comitês de solidariedade aos argelinos.

Vamos editar o tópico intitulado como este post, encontrado em seu livro História das Colonizações (pp. 390-392).

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Descolonização: Contexto de A Batalha de Argel

Descolonização

Para contextualizar o roteiro do filme “A Batalha de Argel”, a ser discutido no Curso Economia no Cinema, vamos tratar de mais uma etapa crucial da evolução humana, editando informações obtidas na Wikipédia. Descolonização é o nome genérico dado ao processo pelo qual uma ou várias colônias adquirem ou recuperam a sua Independência Política, geralmente por acordo entre a potência colonial e um partido político (ou coligação) ou movimento de libertação.

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A Esquerda & A Propriedade

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Os colonos ingleses carregavam um conjunto de ideias que tiveram profundas implicações para o futuro norte-americano. A primeira era a noção de direitos de propriedade, inclusive de herança, de posse cedida em troca de serviços, e de usucapião. A segunda era a de um protestantismo militante. A terceira era que a legitimidade da tributação dependia da aprovação do Parlamento com representantes do povo. Então, a Coroa seria “abastecida” em troca de concordar com a reparação de injustiças por meio da legislação. Estas haviam sido as questões centrais da guerra civil inglesa (1642-1649). Antes dessa Revolução Inglesa, o poder do rei inglês era absolutista. Contestá-lo era um sacrilégio. Depois, o poder do rei reduziu-se, na Inglaterra, onde “o rei reina, mas não governa”; quem governa é o Primeiro-Ministro, através do Parlamento.

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Dinastias na História Política Norte-Americana

Dinastias Norte-Americanas

Carlos Eduardo Lins da Silva (FSP, 10/04/13) é editor da revista “Política Externa“. Ele publicou notícia interessante a respeito da ”mais célebre dinastia da história política norte-americana. Ao menos um integrante da família Kennedy fez parte do Congresso dos EUA como deputado ou senador de 1947 a 2011, quando Patrick J. Kennedy, filho de Edward “Ted” Kennedy, deixou sua cadeira de representante do Estado de Rhode Island após desistir da reeleição, que seria certa, por razões particulares.

Em janeiro deste ano, essa dinastia política americana voltou ao Congresso com a posse de Joseph Kennedy 3º, irmão de Patrick, eleito deputado por Massachusetts no ano passado.

A indicação de Caroline, filha do presidente John F. Kennedy, para a Embaixada dos EUA em Tóquio, e a disposição demonstrada por Edward Kennedy 2º – o filho mais velho de Edward- de ocupar a posição que foi de seu pai entre 1962 e 2009, de senador por Massachusetts, mostram que o clã não vai deixar de ser parte influente da vida pública americana, como tem sido desde que o avô dos dois foi nomeado embaixador dos EUA em Londres, na década de 1930.

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Comunismo segundo Karl Marx

Manifesto Comunista

Crítica ao Programa de GothaO trabalho de Karl Marx, Kritik des Gothaer Programms (Crítica do Programa de Gotha), escrito em 1875, é composto por um conjunto de observações críticas ao projeto de programa do futuro partido operário alemão, unificado a partir do Partido Operário Social-Democrata, fundado em 1869, em Eisenach, e a Associação Geral dos Trabalhadores Alemães, fundada por Lassalle em 1863. Este projeto sofria de sérios erros ideológicos e de concessões de princípio ao lassallianismo segundo Marx.

Ele e Engels aprovavam a ideia de se fundar um partido socialista único da Alemanha, mas denunciavam o compromisso ideológico com os lassallianos e submetiam-no a uma crítica mordaz. Neste opúsculo, Marx formulou, brevemente, toda uma série de ideias ainda vagas sobre as questões fundamentais da “teoria do comunismo científico”, tais como a revolução socialista, a ditadura do proletariado, o período de transição do capitalismo para o comunismo, as duas fases da sociedade comunista, a produção e a distribuição do produto social no socialismo e os traços fundamentais do comunismo, o internacionalismo proletário e o partido da classe operária.

Esta obra constitui um passo no desenvolvimento da doutrina do marxismo sobre o Estado e a ditadura do proletariado. Marx define a tese da inevitabilidade histórica de um estágio especial de transição do capitalismo para o comunismo, com a forma de Estado correspondente à «ditadura revolucionária do proletariado».

Vale a pena as reler, para debater se essa doutrina ideológica foi ultrapassada, devido às experiências concretas das revoluções de uma vanguarda partidária em nome do proletariado. Essas antecipações históricas, ou melhor, “salto de etapa” para o SOREX – Socialismo Realmente Existente, levou ao totalitarismo antidemocrático, comandado por uma nomenclatura partidária? Qual era a concepção original de Karl Marx para o Socialismo e o Comunismo? Encontra-se somente neste livro pequeno de poucas páginas: Crítica do Programa de Gotha?

Vamos destacar abaixo algumas ideias-chave dessa doutrina (com termos contemporâneos do “português brasileiro” entre colchetes), encontrada nesse opúsculo em alguns tópicos das Glosas Marginais ao Programa do Partido Operário Alemão, escritas em 1875. Marx morreu em 1883. Engels as tornou pública, cortando algumas partes, em 1891. Só em 1921, quatro anos após a Revolução Soviética de 1917, o texto foi publicado na íntegra.

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Cinema e História: Aspirações do Presente na Representação do Passado

DantonMuitos intelectuais assistem o filme Danton (França/Polônia, 1983), com Direção de Andrzej Wajda,  131 min, como ele fosse totalmente metafórico, apresentando as aspirações do presente na representação do passado. Clarissa Ramos, Luciano Gomes, Vinicius Medeiros, em parte do trabalho apresentado na UFF, em 29 de outubro de 2009, comentam esse prisma. Leiam abaixo a argumentação.

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O Processo da Revolução

Quanto mais informações dispomos a respeito de uma obra de arte, mais a apreciamos! Portanto, vale relembrar algumas informações factuais a respeito das personalidades e histórias pessoais dos dois principais protagonistas do filme Danton, O Processo da Revolução (1983 – 131 min), dirigido por Andrezej Wajda, para melhor avaliar o filme em nosso Curso Economia no Cinema.

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A Marselhesa (La Marseillaise) de Jean Renoir (1938)

A Marselhesa é uma das obras-primas do grande mestre do cinema francês, Jean Renoir, o diretor de A Grande Ilusão e A Regra do Jogo. Baseando-se em minuciosa pesquisa dos documentos da época, Renoir realizou um filme apaixonante sobre momentos chaves da Revolução Francesa, da Queda da Bastilha em 1789 à queda do rei Luis XVI em 1793, passando pela criação e divulgação do hino nacional francês, La Marseillaise. Com humanismo, vivacidade e talento, Renoir nos dá uma lição de como retratar a história no cinema. A Marselhesa merece um lugar entre os melhores filmes sobre a Revolução Francesa, ao lado de Danton, o Processo da Revolução, Casanova e a Revolução, A Inglesa e o Duque, entre outros.

Gênero: Drama / História
Diretor: Jean Renoir
Duração: 135 minutos
Ano de Lançamento: 1938
País de Origem: França
Idioma do Áudio: Francês

Legenda: Português

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0030424/