“A coisa marcante é que nenhum dos eventos que estamos vendo foram antecipados” (Profeta do Passado)

David Harvey

O geógrafo britânico David Harvey lotou auditórios em três diferentes cidades do país – Florianópolis, São Paulo e Rio de Janeiro – em novembro de 2013, quando veio para falar sobre o capitalismo e promover um de seus livros mais antigos, “Os Limites do Capital”, lançado em 1982 nos Estados Unidos, mas somente agora traduzido para o português pela Boitempo. A plateia, formada por pessoas especialmente na faixa dos 20 anos, mostra o interesse cada vez maior pelo autor, sobretudo, entre os leitores mais jovens. Curioso isso, não? Marxistas cada vez mais velhos só atraem a atenção de leitores cada vez mais novos… E que nenhum direitista venha com piadinha de mau-gosto acrescentando ao comentário “e recém-alfabetizados”…

Segundo a editora, 4,2 mil pessoas participaram dos quatro eventos realizados com o autor no país. Aos 78 anos, o próprio Harvey não sabe explicar essa audiência tão grande. Uma possível resposta, diz, é que há um aumento de interesse pelas ideias de Karl Marx (autor de referência para Harvey) após 2007-2008, a maior crise do capitalismo desde 1930. Mas, segundo o geógrafo, isso é só parte da verdade.

Harvey acha que se tornou uma pessoa mais conhecida ao fazer um site na internet há cinco anos e por ter colocado um curso gratuito na rede sobre “O Capital”, obra de Marx. Ele conta que já são 2,5 milhões de visitantes no seu site [pô, no meu modesto blog só recebi 2,2 milhões visitas... snif... snif... Mas também só tem 4 anos...] e o curso já está traduzido para 27 idiomas, com a contribuição voluntária de pessoas que criaram legendas para as aulas.

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De Volta À Financeirização e Mundialização do Capital

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Recebi a  recomendação por parte do colega Humberto Miranda (Coordenador do CEDE - Professor IE/UNICAMP) de leitura de “mais um dos belos trabalhos jornalísticos, no campo da economia política, feitos por nossa aluna doutoranda Vanessa Jurgenfeld. A entrevista com Chesnais foi publicada no Valor (05/03/14). Na sequência, a entrevista feita com David Harvey em dezembro de 2013″.

De fato, tenho de arranjar disposição para ler esse ícone formulador de termos como “financeirização” ou “mundialização do capital”, que não entram no meu vocabulário. Tenho certa implicância com essas novas denominações para velhas ideias, prática muito costumeira entre intelectuais franceses. Para quem já leu os originais de Karl Marx (inclusive o Livro II e III de O Capital), Rudolf Hilferding, Isaac Rubin, Roman Rosdolsky, entre outros inúmeros intérpretes da obra de Marx, soa como platitudes afirmações como: “O capital financeiro resulta da centralização e concentração do capital bancário, industrial e mercantil” ou “A maior parte dessa massa de juros e dividendos nunca deixa a arena dos mercados financeiros”. Parece que os materialistas até hoje só dão valor à produção material…

O Cão de Guarda Que Não Latiu — A Crise Financeira e o Desaparecimento do Jornalismo Investigativo

watchdog_coverEleonora Lucena (FSP, 22/03/14) avalia que, por parcialidade, arrogância, falta de visão e de investimentos, a mídia nos EUA falhou: não alertou o público sobre a construção da crise que explodiu em 2008 e que ainda reverbera no mundo. O noticiário se contentou em ouvir versões róseas de executivos financeiros, não investigou a realidade e deixou seus leitores sem informação relevante.

Pior: reforçou uma avaliação errada da situação e serviu aos interesses do mercado financeiro. A análise desse retumbante fracasso é do jornalista Dean Starkman, que dissecou arquivos, fez entrevistas e pesquisou a história de publicações.

O resultado está em “The Watchdog That Didn’t Bark – The Financial Crisis and the Disappearence of Investigative Journalism” [O cão de guarda que não latiu -- A crise financeira e o desaparecimento do jornalismo investigativo], livro obrigatório para jornalistas — e não só.

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Tementes de Deus

Big Brother DivinoExperimentos de Laboratório

Não é incomum, geralmente, domingo pela manhã, no Bairro Cidade Universitária, ao lado do Campus da Unicamp, uma dupla de senhores ou senhoras idosas bater a campanhia à minha porta e me perguntar: “Você é temente de Deus?“. Respondo: “Não te minto: Deus não existe. Sou ateu.” Olham-me como tivesse vendo o diabo personificado e, pior, não consigo conter um sorriso vitorioso… Como tivesse com o capeta no corpo! :)

Reinaldo José Lopes (FSP, 25/01/14) dá uma dica advinda de pesquisa de ponta em Psicologia para quem organiza reuniões de condomínio: para minimizar a chance de que alguém tente passar a perna nos demais presentes, pinte um grande olho na parede do salão.

Parece ridículo, mas é um conselho apoiado por fortes evidências experimentais. Quando voluntários que participam de jogos nos quais há a chance de trapacear veem fotografias ou desenhos de olhos, a chance de que alguém burle as regras cai.

Gente vigiada é gente bem comportada“, diz Ara Norenzayan, pesquisador da Universidade da Colúmbia Britânica (Canadá), e autor de “Big Gods” (“Deuses Grandes“).

No livro, ainda sem versão no Brasil, Norenzayan argumenta que essa é a principal razão pela qual a maioria dos seres humanos em sociedades complexas acredita em divindades preocupadas com o comportamento ético: reais ou não, tais figuras ajudam a controlar a tentação de passar a perna nos outros.

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Artigos de David Dequech

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Meu colega do IE-UNICAMP, David Dequech, ficou feliz com meu interesse em seu trabalho teórico, reconhecido em publicações internacionais. Como eu lhe pedi para me enviar vários dos seus artigos, ele separou a seguinte lista de artigos que, pelo que conversamos, imaginou que podem me interessar mais. Listou-os em uma ordem sugerida para a leitura.

Quase todos se encaixam na temática do comportamento econômico e sua relação com as instituições. Acrescentou também um sobre moeda e outro sobre convenções financeiras, dado o meu interesse nesses assuntos. Autorizado, compartilho a lista com os leitores deste modesto blog. Vou postar os artigos em pdf em uma série de posts, acompanhados de pequenos resumos.

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A Crise Vista no Cinema

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O objetivo da CAROLINA AFONSO – Monografia – Crise Vista no Cinema (click no link para download) em seu Trabalho de Conclusão de Curso de Graduação do Instituto de Economia – UNICAMP, defendida no dia 10 de dezembro de 2013, com 75 páginas, sob minha orientação – é analisar a repercussão da crise financeira, que explodiu em 15 de setembro de 2008, conforme foi veiculada ao grande público pelo Cinema.

Ainda poucos explorados pelos acadêmicos de Economia, os filmes constituem fontes de informações legítimas e não menos importantes do que outras fontes como a literatura, os relatórios de pesquisas, as estatísticas, etc. A maioria das pessoas irá se deparar com sua análise através de opiniões formadas a partir de filmes, sejam documentários, sejam dramas.

Todo o mundo foi severamente afetado pelo colapso financeiro de 2008, o que fez surgir a curiosidade em entender a dinâmica e os personagens de um mundo que lhe é pouco familiar, o de Wall Street. Neste contexto, diversos filmes sob diferentes perspectivas ideológicas foram lançados sobre a crise.

Carol desejava investigar, primeiramente, as contribuições de dois gêneros cinematográficos distintos sobre o tema: documentário e drama. A partir da resenha de sete filmes selecionados pelo critério de sucesso de público (e de crítica), seu trabalho explorou os pontos relevantes levantados por cada gênero e sua adequação ao dialogar com público leigo e especialista. Por fim, ela buscou entender como os documentários e os dramas se complementam e/ou se contrapõem para formar a opinião pública e a especializada em relação à crise recente.

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Novos Textos para Discussão e Revista do IE-UNICAMP

IE UNICAMPEncontram-se disponíveis para download, os TDs do IE-UNICAMP descritos abaixo:

TDIE 223:

Titulo: Os desafios de um padrão de investimento para o crescimento com redução da desigualdade no Brasil
AUTOR: 
Francisco Luiz Cazeiro Lopreato
AUTOR: Claudio Salvadori Dedecca

TDIE 224

AUTOR: Edgard Antonio Pereira

TDIE 225:

Titulo: Brasil: perspectivas do crescimento e desafios do mercado de trabalho

AUTOR: Claudio Salvadori Dedecca
AUTOR: Francisco Luiz Cazeiro Lopreato

Encontram-se disponíveis no Site do IE-UNICAMP, os artigos que compõem o fascículo 49 da revista Economia e Sociedade, dez. 2013.

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Decisões em Situações de Incerteza: Comportamento Heurístico, Racionalidade Ecológica e Seleção Social

holismo

É um prazer ver um ex-aluno do meu curso de Macroeconomia Aberta defender um Trabalho de Conclusão do Curso de Graduação do Instituto de Economia – Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) de cunho teórico! Nova geração está sendo (bem) formada já sob orientação da geração de colegas que tem idade para terem sido meus alunos, no caso, o dedicado teórico David Dequech. Praticamente, Felipe Maciel da Silva defendeu uma “tese”, pois reuniu boa argumentação no teste de sua hipótese original, intitulada Decisões em Situações de Incerteza: Comportamento Heurístico, Racionalidade Ecológica e Seleção Social (click no link para download). No dia 13 de dezembro de 2013, participei da banca julgadora.

Em resumo, ele avalia que o modelo de racionalidade ilimitada, que fundamenta a teoria microeconômica neoclássica, foi e continua sendo alvo de pesadas críticas devido à sua falta de realismo e sua incapacidade de explicar diversas anomalias que constituem comportamentos humanos triviais. A constatação de racionalidade limitada por parte dos indivíduos e incerteza por parte do ambiente econômico constitui uma barreira à racionalidade ilimitada e serve de base para um desenvolvimento teórico alternativo ao comportamento econômico, baseado em modelos heurísticos, cuja racionalidade é ecológica.

Particularmente, a concepção do sistema econômico como um sistema dinâmico e evolucionário, tal como Joseph Schumpeter o postula, justificaria a apropriação de contribuições da Biologia, como a seleção natural, o equilíbrio pontuado, a seleção social, etc., além do reconhecimento de que parte do comportamento humano tem um fator biológico e genético. Logo, para o avanço do conhecimento do comportamento humano sistêmico, Felipe adota uma postura multidisciplinar – a meu ver na fronteira do conhecimento científico contemporâneo –, quando reincorpora-se os conhecimento das outras ciências afins à Ciência Econômica, antes abstraídas para as formulações da Teoria Econômica Pura.

Eu me esforçava para reincorporar apenas as contribuições metodológicas da Filosofia, Psicologia, Sociologia e Política, enfim, das Ciências Humanas. Eis que ele me surpreende, em seu terceiro capítulo, quando usa analogia com o pensamento biológico das Ciências Naturais! “O mestre que não sabe se deixar ultrapassar por um aluno é um mestre ruim”.

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Crise europeia (2007-2013) e Implicações da Moeda Única para a Periferia da Zona do Euro

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Já tenho uma recomendação de Monografia de Graduação para concorrer (e com alta chance de ganhar) a algum prêmio no próximo ano! Trata-se da monografia de meu ex-aluno, Osvaldo Antonio Dadico Filho. A crise europeia (2007-2013) e as implicações da moeda única para a periferia da zona do euro. Seu trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) no Instituto de Economia – Universidade Estadual de Campinas foi defendido no dia 10 de dezembro de 2013. Foi a primeira (e ótima) orientação do jovem e promissor Prof. Dr. Bruno Martarello De Conti, colega da nova geração do IE-UNICAMP. Fiz parte da banca de julgamento. Concedemos, consensualmente, um 10 (dez).

Recomendo, fortemente, a leitura dessa “quase-dissertação de Mestrado” (153 páginas) sobre tema tão fascinante: a experiência histórica, em sua etapa final, de transformar um território originário de feudos (e senhoriagem) em um Estado federativo, tipo Estados Unidos da Europa, com moeda única, símbolo de soberania nacional. O desafio multicultural é que lá tem 23 linguas oficiais, monarquias e repúblicas, assimetrias nacionais, choques religiosos, etc. Caso desenvolva sua unificação,  a União Europeia terá a chance de ter competitividade internacional frente aos EUA, aos países exportadores da Ásia e, especialmente, ao BRIC. Caso ocorra um retrocesso na União Europeia, vejam a reação da população pró-Europa da Ucrânia…

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Microcrédito no Brasil: Situação Atual, Obstáculos, Caso Crediamigo e Educação Financeira

IIF 2000 e 2010

A última década do Brasil foi marcada por um processo contrário à tendência histórica no país: uma redistribuição de renda do trabalho a favor das classes menos abastadas. Simultaneamente, o país apresentou um quadro de crescente inclusão financeira e democratização do acesso ao crédito, no qual o microcrédito desempenhou um importante papel. No entanto, essa política pública ainda não se consolidou no país, e como política social ativa, não obteve ainda impacto significativo na emancipação massiva da pobreza, como era imaginado por alguns adeptos dessa experiência.

Aline Danielle Pereira – MONOGRAFIA – MICROCRÉDITO NO BRASIL (click para download), orientada por mim (Fernando Nogueira da Costa), busca analisar os principais obstáculos estruturais à implementação do microcrédito, assim como sua importância no combate à desigualdade de gênero. A fim de avaliar possíveis soluções para superar tais barreiras, foi realizado um estudo comparativo com o caso de sucesso: o programa de microcrédito Crediamigo do Banco do Nordeste do Brasil. Aline analisa os condicionantes que possibilitaram que este programa atingisse expressivos resultados sociais e retorno financeiro. Por fim, testa a hipótese de que a educação popular financeira seria uma medida efetiva no impulso do setor de microcrédito.

A Projeção de Desenvolvimento: Representação Cinematográfica como uma (outra) Fonte de Conhecimento?

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Representações cinematográficas populares em relação ao desenvolvimento socioeconômico precisam ser levadas a sério, embora não de forma acrítica, como fontes de conhecimento balizado, e não menos importantes do que outras fontes como a literatura, os relatórios de pesquisas, as estatísticas, etc. A maioria das pessoas, nos países centrais do capitalismo, irão se deparar com questões de desenvolvimento de outras regiões através de opiniões formadas a partir dessas fontes de informações. Nesse sentido, o cinema (dramas e/ou documentários) forma a opinião pública mundial a respeito de muitos países.

Para este fim , o trabalho de David Lewis, Dennis Rodgers e Michael Woolcock – The Projection of Development: Cinematic Representation as An(other) Source of Authoritative Knowledge? –, publicado pelo Banco Mundial, apresenta três grupos de filmes focados em desenvolvimento :

  1. os que fornecem insights exclusivamente didáticos,
  2. aqueles que, inutilmente, iludem e simplificam demasiadamente processos sociais complexos, e
  3. aqueles que, com o benefício da retrospectiva histórica, utilmente, transmitem uma sensação adequada a respeito das premissas vigentes que orientaram e interpretaram a eficácia das intervenções, seja de natureza militar-diplomática, seja de natureza humanitária, em determinado tempo e lugar.

Os autores argumentam que os imperativos comerciais e técnicos que regem a produção de filmes contemporâneos e, em particular, de filmes que visam apenas o sucesso de público, geram uma capacidade muito variável de processar com precisão as questões-chave do desenvolvimento. Assim, aumentam o seu potencial tanto para iluminar quanto para obscurecer essas questões .

Como os autores buscaram também fazer em artigo anterior, em relação aos romances (literatura) como fontes de percepção do nível de desenvolvimento, eles tentaram argumentar nesse trabalho que existem oportunidades importantes para um envolvimento mais próximo com o cinema como um meio para discutir as idéias e os processos de desenvolvimento.

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Os 100 Melhores Romances do Século XX

James Joyce

1º – Ulisses (1922) – James Joyce (1882-1941). Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico – a “Odisséia”, de Homero -, “Ulisses” pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de “imensa futilidade e anarquia da história contemporânea”.

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2º – Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust (1871-1922). Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: “O Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Redescoberto”. Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.
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3º – O Processo – Franz Kafka (1883-1924). Na obra-prima do escritor tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Joseph K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.

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4º – Doutor Fausto (1947) – Thomas Mann. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Prêmio Nobel em 1929.

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5º – Grande Sertão: Veredas (1956)- Guimarães Rosa (1908-1967). No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão

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