Quando se folheia dois jornais por dia, há anos, raramente aparece um conceito novo que surpreenda o leitor contumaz. No entanto, o título da coluna de Hélio Schwartsman (FSP, 07/05/13) foi bem chamativo da atenção do leitor: “Pais são inúteis?” Mais chocante é, justamente no Dia das Mães, lançar esta questão.
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Consumismo de Cultura: Daslusp
Renato Janine Ribeiro (Valor, 22/04/13) denuncia: “a ênfase no consumo traz problemas. Um, econômico: consumir é mais popular do que poupar. Outro, cultural: a tão propalada ascensão dos mais pobres à classe C é medida em termos de renda e de acesso ao mercado. Não é avaliada em função da cultura ou da educação. Em suma, promovemos as pessoas não por algo que elas adquiriram e nunca hão de perder, ao se tornar seu patrimônio inalienável: a cultura, o conhecimento; mas por algo que é vulnerável e efêmero: o consumo.”
Este pouco caso dos consumidores em relação à atitude iluminista – “sapere aude” [“atreve-se a saber”] – é lamentada professor de Ética e Filosofia Política da USP. “Enquanto a democracia se escorar no eleitor-consumidor, ele será perpetuamente infantil”.
A crítica à sociedade de consumo (e ao consumismo que a acompanha) visa a evitar a mercantilização de todas as atividades humanas, incluindo as necessidades culturais e espirituais. É uma luta contra a civilização do consumo individual, no qual a sociabilidade coletiva aparece como competitiva. O indivíduo deseja ter, para demonstrar ser alguém diferenciado, tal como ele acredita que é o produto que ele consome… Mas os intelectuais reclamam que, lamentavelmente, os indivíduos da massa popular não buscam se destacar pelo consumo de cultura ou educação.
Privatização Acelerada do Setor da Educação Superior no Brasil
Pedro Paulo Bastos é meu colega do IE-UNICAMP. Ele me comentou que estava executando um projeto de pesquisa sobre a penetração contemporânea do “capital fictício” (mas bem “vivo”) no setor da educação superior no Brasil. Ele tece considerações sobre a socialização de prejuízos característica das crises financeiras contemporâneas e sua relação com a privatização acelerada do setor da educação superior no Brasil.
Encontra-se disponível para download o seu TDIE - 217:
Titulo: Financeirização, crise, educação: considerações preliminares
AUTOR: Pedro Paulo Zahluth Bastos
Para Que Serve Arte?
Noemi Jaffe é doutora em literatura brasileira pela USP e autora de “Quando Nada Está Acontecendo” (Martins Editora), “A Verdadeira História do Alfabeto” (Companhia das Letras) e “O Que os Cegos Estão Sonhando?” (Editora 34). Em boa hora, publicou (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 25/01/12) resenha sobre o livro ”Os Filmes Que Todo Gerente Deve Ver – Aprenda nos Cinemas o Que Você Precisa Saber Sobre Gestão” de autoria Marco A. Oliveira e Pedro Grawunder (Editora Saraiva, 376 págs., R$ 49,90). Digo isso não porque eu pretenda um remake, refazendo-o sob o título “Os Filmes Que Todo Economista Deve Ver – Aprenda nos Cinemas o Que Você Precisa Saber Sobre Economia“, embora tenha me ocorrido a ideia de registrar as experiências que terei neste semestre letivo, utilizando-me de filmes para ensinar Economia no Cinema.
Também não “vesti a carapuça”, sentindo-me “culpado” por adotar essa prática didática inovadora que já vai se tornando comum com a disponibilidade de DVD e DataShow em salas de aulas, tanto que há site com sugestão de Filmes para serem usados em sala de aula. Na verdade, senti-me motivado a questionar a hipótese levantada pela autora da resenha a respeito da arte desinteressada.
Como Fazer Previsões
Sabemos que se define um economista como “um expert que saberá amanhã porque as coisas que ele previu ontem não aconteceram hoje”. A imprensa explora as divergências entre as previsões econômicas, pois existem tantas opiniões diferentes sobre o futuro da economia quanto existem economistas. Os homens de negócios reclamam porque um estudo de economista, geralmente, revela que a melhor época para comprar algo já passou…
Como Escrever Resenhas
Antonio Barros de Castro (1938-2011), grande mestre, ensinou-me o método para escrever resenhas, que transmito para meus alunos até hoje, em quatro passos:
Primeiro, contextualize o livro dentro de algum debate, mostrando qual é o “estado-da-arte”;
Segundo, resuma o que diz o(s) autor(es) em suas próprias palavras, sem nenhum adjetivo;
Terceiro, confronte a segunda parte com a primeira, isto é, mostre o que o autor avançou em relação ao debate;
Quarto e último, conclua dizendo o que poderia ter avançado e não o fez, ou seja, apresentando sua (autor da resenha) contribuição original ao debate. Só!
Escrever resenhas será tarefa básica no curso Economia no Cinema. Há muito tempo, realizei pesquisa na web a respeito desse tema – como escrever resenhas – e a encontrei em post de André Augusto Gazola, formado em Letras, professor de Literatura e História da Arte, e fundador do blog Lendo.org. Irei editar o que copiei, transformando-o com minha experiência pessoal, portanto, apelarei para o Creative Commons!
Todo mundo está acostumado a ler várias resenhas toda semana, mas afinal, o que é e o que precisamos saber para escrever texto desse tipo?
Top 10: cursos abertos on-line em massa nos EUA
Cursos on-line das melhores universidades norte-americanas do ranking Times Higher Education (2012-13):
Caltech
Oferece três disciplinas, entre elas Princípios de Economia para Cientistas
coursera.org
Universidade Stanford
Presente em quatro plataformas, reúne seus 22 cursos em um site próprio
online.stanford.edu/courses
Universidade de Oxford
Tem cerca de 2.000 arquivos, entre áudio e vídeo, disponíveis no app da Apple
iTunes U
Universidade Harvard
Um curso de ciência da computação e outro sobre pesquisa na área médica
edX.org
Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Primeira instituição do edX, tem três cursos, todos de carreiras de exatas
edX.org
Universidade Princeton
Ao todo, oferece nove disciplinas completas, como Introdução à Sociologia
coursera.org
Universidade de Cambridge
Possui 50 palestras e seminários on-line, destaque para os da área de direito
iTunes U
Imperial College
Vídeos de sete carreiras, incluindo engenharia, matemática e administração
iTunes U
Universidade da Califórnia em Berkeley
Possui quatro cursos on-line: três sobre tópicos de computação e um sobre robótica
edX.org
Universidade de Chicago
Boa variedade nas áreas de humanas, principalmente filosofia e ciência política
iTunes U
*Todas as universidades da lista têm conteúdo no iTunes U, plataforma da Apple com vídeos de seminários e palestras
Educação Coletiva
Posso dizer com conhecimento de causa: vizinhos barulhentos, que gritam até mais do que seus malditos cachorros latem, são uma tortura cotidiana contínua! No entanto, matéria da Folha de S.Paulo (13/10/12) só deu voz a um lado do problema, a meu ver o lado errado, pois se trata de sintoma falta de educação familiar e escolar para viver de maneira coletiva, tendo a noção de que sua liberdade individual pode ir somente até o ponto de retirar a liberdade de outro indivíduo.
Não se trata de que “ambos vivem no incômodo: um, sofrendo com o barulho que ouve; o outro, sofrendo com a reclamação e ‘pisando em ovos, em casa.” Leia as regras básicas da boa educação e os cuidados de prevenção de problemas acima.
O jornal apelou para “argumento de autoridade”. Leia abaixo quanta idiotia o “psi” escreveu sem ter a consciência de que prejudica outros com sua parcialidade: por que ele não analisou a carência afetiva dos que aprisionam um animal, de maneira selvagem, sem “domesticá-lo”?
O psi abaixo supervaloriza o suposto lado subjetivo sem se atentar para o lado objetivo da questão. Não se consegue dormir, ler, escutar música ou TV, ou concentrar em qualquer tarefa com um cachorro ao lado, latindo incessantemente, dia e noite, o que causa irritabilidade e danos psicológicos à vítima. Tem de se julgar com imparcialidade o sofrimento da vítima e não justificar o algoz idiota que nem se toca que prejudica aos outros – e a si próprio com a decorrente inimizade da vizinhança.
Enciclopédia online EH.net de História Econômica e Negócios
A Enciclopédia EH.Net de História Econômica e Negócios é projetada para fornecer aos alunos e leigos com artigos de alta qualidade para referência no campo econômico. Artigos para a enciclopédia online são escritos por especialistas, selecionados por um grupo de autoridades no assunto, e cuidadosamente editados. Um Conselho Consultivo distinto recomenda tópicos de entrada, auxilia na seleção de autores, e define o escopo do projeto.
Clique nos links:
EH.Net * Encyclopedia
Duolingo: Site Gratuito de Ensino de Idiomas
Rafael Garcia (FSP-Tec, 15/10/12) informa a respeito do Duolingo, site que oferece cursos de línguas gratuitos na internet em troca de mão de obra para traduções coletivas, acaba de se estabelecer no Brasil. Após atingir a marca de 550 mil usuários, o site lançou a versão beta de um curso de inglês para lusófonos que já conquistou 14 mil alunos. Nos próximos dias, será lançado o curso na mão oposta – português para falantes de inglês -, esperando uma demanda alta para a Copa do Mundo e para a Olimpíada.
Portal Passei Direto
Yuri Gonzaga (FSP – Tec, 15/10/12) informa que existe um portal que reúne as universidades, seus cursos e cada uma das disciplinas oferecidas, com a capacidade de compartilhar textos e imagens e trocar mensagens com os colegas da faculdade. Essa é a proposta do Passei Direto, site que passou por um período embrionário na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) e foi aberto para o público no dia 15 de agosto de 2012.
Com cerca de 42 mil estudantes das 18 universidades cadastradas – entre as quais estão FGV, UFMG, UFRJ, UnB, Unip e USP -, os responsáveis pelo projeto almejam atingir 80% de todos os alunos e instituições de ensino superior brasileiros até 2014.
Dia dos Professores
Recebi a seguinte mensagem carinhosa de minha amiga carioca, a Professora Glória Moraes, exemplo de abnegação:
Aos meus colegas, pelo Dia dos Professores,
Não queria ser professora, mas meu pai me impôs como se cursar o Instituto de Educação fosse servir à Pátria. Não me propus a educar crianças, dar-lhes limites, pois tenho a convicção de que esta é uma das funções da família, cabendo ao professor prepará-las para compreender o mundo. No curso Normal, li Paulo Freire e eu me encantei quando me dei conta de que a leitura do mundo precede a leitura da palavra. Que ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, mas que nós nos educamos e nos formamos mediados por nossas relações, com os outros e com o mundo.








