Carta Aberta do Instituto de Economia da UNICAMP

cropped-unicamp_entrada-i.jpgA propósito dos agressivos ataques dos gurus econômicos da Marina (ler em Debate Tacanho e Fundamentalismo do Livre-Mercado + Fundamentalismo Religioso = Deus nos Acuda!) ao IE-UNICAMP — isso sem falar na desqualificação ignorante lançada ao Celso Furtado –, a resposta institucional é sóbria. Por eles serem persona non grata, isto é, “pessoas não bem-vindas”, essa resposta representa um “tapa-de-luva”: demonstra seus erros de avaliação e com educação e elegância possibilita eles reverem seus conceitos. Reproduzo abaixo a carta-aberta do IE-UNICAMP.

O Instituto de Economia da Unicamp vem a público reiterar seu compromisso com o Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil. Defendemos e exercitamos a qualidade e pluralidade do debate acadêmico e político e refutamos todas as agressões infundadas e levianas à nossa instituição por motivações ideológicas, partidárias e eleitorais. Continuar a ler

UNESCO apoia declaração das economias emergentes pró-cooperação em educação

BRICS 2014 em Fortaleza - BR

A UNESCO afirmou em nota, no dia 18 de julho de 2014, que apoia a declaração feita pelos líderes de Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (BRICS) na sexta reunião do grupo, no dia 15 de julho, na qual afirmam a importância da educação para se alcançar o crescimento e o desenvolvimento sustentáveis.

O tema deste ano – o primeiro do novo ciclo de reuniões dos BRICS – foi “Crescimento inclusivo: soluções sustentáveis”. As discussões da reunião, que aconteceu na cidade de Fortaleza, foram centradas em como os países podem trabalhar juntos para impulsionar o crescimento econômico e promover o desenvolvimento social, ao mesmo tempo em que reconhecem a área da educação como fator-chave para o seu sucesso. Continuar a ler

Guia de Frases Acadêmicas

bla_bla_blaCaro Fernando,

Parabéns pelo site. Tenho uma dica que acredito que será interessante para os seus leitores. Trata-se do Guia de Frases Acadêmicas do bab.la (http://pt.bab.la/dicionario/ingles-portugues/), um portal alemão dedicado ao aprendizado de línguas. Ele traduz termos acadêmicos do português para 19 línguas. O Guia, assim como todo o conteúdo do site, é completamente gratuito. Acredito que ele seria interessante especialmente para quem vai começar um curso universitário no exterior ou um intercâmbio pelo Ciência Sem Fronteiras.

Você pode acessá-lo aqui:
http://pt.bab.la/frases/academico/introducao/portugues-ingles/

Te convido a dar uma olhada no nosso guia de frases e, caso você acredite que será de interesse para os seus leitores, adicionar o link ao seu site ou escrever uma nota sobre o assunto. Se precisar de algum esclarecimento, por favor não hesite em me contatar. Ficarei aguardando o seu retorno.

Desejando-lhe um ótimo dia!
Laís Clemente
Equipe Bab.la

Números Torturados Confessam Qualquer Coisa

Cala-a-boca

Em uma mesma edição e na mesma página (19/08, pg. A2), o jornal Folha de São Paulo publicou esta semana duas opiniões que expressam visões diametralmente opostas sobre a crise que a USP atravessa.

No editorial, que expressa a opinião do jornal, o texto afirma que “está claro que houve expansão irresponsável do funcionalismo” e defende que é muito bem-vinda a proposta do reitor Marco Antonio Zago de apresentar um plano de demissão voluntária para o enxugamento dos quadros.

O editorial afirma: “O quadro de funcionários não docentes cresceu 13% de 2010 a 2013, e o número de alunos aumentou 5%. Há algo de errado nessas contas”.

Mas, logo abaixo, em artigo intitulado “Os números não mentem“, o professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP, Vladimir Safatle, apresenta um quadro diametralmente oposto. Ele mostra que entre 1989 e 2012 houve aumento de 83% de alunos na graduação, 63% no mestrado e 231% no doutorado. No mesmo período, relata ele, o número de professores cresceu apenas 4% e o de funcionários caiu 5% – estes últimos passando de 17.735 para 16.839.

Em outras palavras, se é fato que os números realmente não mentem, parece que a forma como eles são selecionados e os argumentos que os acompanham podem mudar completamente o rumo da prosa.

Leia, abaixo, a integra dos dois artigos: Continuar a ler

A USP não é problema, é solução!

João Sette WhitakerÉ um post longo, mas muito relevante e bem embasado, o publicado no Blog do João Sette Whitaker.

1. Resumindo os Fatos:

Entre 2010 e 2013, a USP parecia viver momentos de euforia. Além da presença já tradicional da universidade no topo da produção científica nacional, um Reitor escolhido a dedo pelo Governador José Serra (afinal, era o segundo colocado da lista tríplice), o Prof. João Grandino Rodas, punha em prática uma gestão que mesclava (propositalmente?) irresponsabilidade financeira, certo autoritarismo (na relação com o Conselho Universitário), e doses de populismo, gastava o que devia e o que não devia em obras de grande visibilidade, bolsas de todos os tipos, vistosas “embaixadas” da universidade em Cingapura, Londres e Boston, e alguns merecidos benefícios a docentes e funcionários, cujo patamar salarial sempre foi muito aquém do que deveria ser (conseguindo assim acalmar os ânimos grevistas em sua gestão).

Terminado seu mandato, o novo Reitor (que fazia parte da gestão anterior), depara-se com o óbvio: a gestão Rodas havia gasto muito além da conta, entrando sem parcimônia nas reservas financeiras da USP e colocando em risco (propositalmente?) sua tão sagrada autonomia face ao Governo do Estado. Nada mais previsível. Porém, a estrutura de poder da universidade é hoje tão viciada que o então reitor pôde fazer tudo isso, pasmem, dentro da legalidade, amparando-se na condescendência de seu Conselho Universitário.

Diante da grave crise, o atual Reitor voltou-se contra seu próprio lado. Esquecendo-se de que é ele mesmo professor (fazendo parte de reduzidíssima elite com salários bem graúdos), em vez de abrir as opacas contas da universidade para amplo conhecimento da sociedade e uma real apreensão do que havia sido feito, preferiu colocar a culpa na folha de pagamento e na massa salarial que compromete 105% do orçamento e “engessa” a universidade. Em suma, para o Reitor, são os professores e funcionários da USP que geram a crise, e não a sequência de gestões irresponsáveis. Continuar a ler

Escola de Campinas: Uma Linha de Pensamento Econômico

Ensino Superior UNICAMPCaro professor Fernando,

O artigo foi publicado hoje de manhã, é a manchete do site e tem chamada também no Portal Unicamp.
Mais uma vez, MUITO obrigado por sua valiosa colaboração.
Aqui está o link:
grande abraço,

Ricardo Whiteman Muniz
editor executivo
revista Ensino Superior
Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo
Labjor / Unicamp

Iniciativa Internacional de Estudantes para o Pluralismo Econômico

Estudantes_de_Economia_em_Londres

Já postei neste modesto blog:

http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2013/12/03/protesto-nas-universidades-europeias-por-um-novo-ensino-da-economia/

Estudantes de Economia necessitam aprender mais do que Teoria Neoclássica

Manifesto Pós-Autista: Carta Aberta dos Estudantes aos Professores Responsáveis pelo Ensino de Economia

Rethinking Economics

Post-Crash Economics

Institute for New Economic Thinking

Post Keynesian Economics Study Group.

Are Economics Graduates Fit For Purpose?.

“Não é apenas a economia mundial que está em crise. O ensino de Economia também está, e as consequências disso vão muito além do âmbito acadêmico.”

É assim que começa uma carta aberta assinada pelo ISIPE (sigla em inglês para Iniciativa Internacional de Estudantes para o Pluralismo Econômico — http://www.isipe.net/ e https://www.facebook.com/ISIPE.NET?ref=hl) e divulgada no início do mês de maio de 2014.

O grupo é formado por 65 associações de 21 diferentes países – entre eles Estados Unidos, Rússia, Índia e Reino Unido. O Nova Ágora assina pelo Brasil.

Por que os estudantes do IE-UNICAMP não constituem um grupo para refletir sobre esse questionamento e aderir ao movimento mundial? Não é problema deles? Talvez eles não tenham esse problema porque o professor deles é pluralista… :) Continuar a ler