Circunferência Abdominal (por Drauzio Varella)

Obesidade abdominal

“Pegue a fita métrica e meça a cintura. Se você for mulher, com circunferência abdominal acima de 88 cm, ou homem, com mais de 102 cm, preste atenção.

Tradicionalmente, o grau de obesidade é medido pelo índice de massa corpórea, calculado dividindo-se o peso pela altura elevada ao quadrado (IMC = peso / altura x altura).

  1. IMC abaixo de 18,5 kg/m² caracteriza desnutrição;
  2. entre 18,5 e 24,9 é a faixa do peso saudável;
  3. entre 25 e 29,9, a do excesso de peso;
  4. 30 ou mais, a da obesidade.

Diversos estudos demonstraram que pessoas obesas (IMC > 30) apresentam mortalidade mais elevada do que as de IMC dentro da normalidade (entre 18,5 e 24,9). No outro extremo, quando o IMC cai abaixo de 18,5, a mortalidade volta a aumentar.

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Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social na UNICAMP

UNICAMP

Lucas Sampaio (FSP, 15/03/14) informa que o número de alunos de escolas públicas matriculados na Unicamp cresceu 20% em um ano de acordo com a Universidade. Eles passaram de 30,7% dos inscritos em 2013 para 37% em 2014.

Entre os que se declaram pretos, pardos e indígenas, a alta foi mais expressiva: 34%. Apesar disso, esse grupo ainda representa só 17,7% das matrículas neste ano, ante 13,2% no ano passado.

“Os resultados foram bastante positivos”, avalia o reitor José Tadeu Jorge. “O PAAIS [Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social] deve ser intensificado porque esse é o nosso grande programa de inclusão. A base de inscritos não se alterou, mas a quantidade de aprovados, sim.”

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Resultados da Condicionalidade do Bolsa-Família na Área Educacional

Condicionalidades do Bolsa-Família

Mais uma avaliação de uma das Políticas Sociais Ativas adotadas pelos Governos Social-Desenvolvimentista desde 2003. É importante conhecer para dar um voto consciente na continuidade dos programas de erradicação da miséria no Brasil.

Luciano Máximo (Valor, 10/01/14) contas estórias brasileiras. “Ribeirão do Largo, no sul da Bahia, e Algodão de Jandaíra, no agreste da Paraíba, são cidades pobres do interior nordestino. Além disso, têm em comum o fato de a cobertura do Bolsa Família ser superior a 75% de suas respectivas populações (a média nacional é 25%). Também são considerados municípios prioritários pelo Ministério da Educação (MEC) por estarem abaixo da média nacional no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), hoje o principal instrumento para medir a qualidade do ensino no país.

Embora quase todos os filhos e filhas dos beneficiários do programa federal de transferência de renda frequentem escola pública, a trajetória de alguns indicadores educacionais que determinam avanço ou retrocesso no ensino nas duas cidades é bem diferente.

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Ensino Gratuito: Modelo Social-Desenvolvimentista Brasileiro

UFABC

Luciano Máximo (Valor, 14/01/14) informa que a Universidade Federal do ABC (UFABC) tem só sete anos de funcionamento. Parte de seus prédios, laboratórios e salas de aula no campus-sede de Santo André e na unidade de São Bernardo do Campo não está completamente pronta, obrigando alunos, professores e funcionários a conviver com transtornos causados por obras atrasadas. Ainda assim, a instituição apresenta bons conceitos em indicadores acadêmicos oficiais e vem galgando posições em rankings universitários no Brasil e no exterior.

Seu maior destaque nessas classificações é no quesito internacionalização. A UFABC é a primeira do Brasil. Tem uma área de relações internacionais atuante no fechamento de acordos de cooperação acadêmica com universidades estrangeiras – atualmente são parcerias com instituições de mais de 20 países, em todos os continentes. Dos quase mil alunos da pós-graduação, mais de 50 são do exterior. Dos 506 professores concursados, 63 são estrangeiros, a maioria com histórico profissional no Brasil e fluente em português. Mas o objetivo é avançar na barreira do idioma, lançando concursos públicos completamente em inglês para docentes e incluir aulas ministradas também em inglês na grade curricular. Além disso, a instituição vai abrir um centro de idiomas para alunos e funcionários e terá um reitor alemão em 2014.

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Ensino Pago: Modelo Neoliberal Chileno

indignados-ensino-pago

Jorge Felix (Valor, 14/01/14) avalia que “as manifestações estudantis no Chile, em 2011, surpreenderam muita gente. As ruas repletas em protestos por educação superior pública e de qualidade colocaram o tema na agenda política. Mais ainda. Com a promessa de atender aos apelos estudantis, Michelle Bachelet conquistou mais de 60% dos votos e volta ao poder em março.

O fato de o ensino universitário influenciar a pauta política, porém, em nada surpreendeu a jornalista María Olívia Mönckeberg, 69 anos, professora da Universidade do Chile. Já em 2005, ela percebia que este era um dos mais importantes problemas sociais do país e que o aumento sem fim das mensalidades provocaria uma reação popular. Decidiu, então, empreender um trabalho ímpar de jornalismo investigativo, que resultou em três livros: “La Privatización de las Universidades: Una Historia de Dinero, Poder e Influencias” (2005), “El Negocio de las Universidades en Chile” (2007) e, agora, “Con Fines de Lucro – La Escandalosa Historia de las Universidades Privadas en Chile“, lançado este mês (todos sem tradução em português).

Pelos dois primeiros, recebeu o prêmio jornalístico de maior prestígio no país (o Periodismo Nacional) em 2009, que acrescentou ao Louis Lyons Award for Conscience and Integrity in Journalism, recebido em 1984 da Nieman Foundation (da Universidade Harvard). Seu trabalho foi mostrar como, apesar de terem nome de universidade, prédio de universidade, alunos e professores, as instituições educacionais surgidas após a liberalização do setor promovida pela ditadura militar em 1981 desrespeitam a lei que proíbe o lucro na educação e funcionam para encobrir outras atividades da elite política do país. A principal delas: sonegar impostos. “As universidades privadas do Chile são um duto por onde passa o dinheiro; são verdadeiras instituições financeiras”, diz María Olivia, nesta entrevista ao Valor. Aos seus olhos, o desafio de Bachelet é desmontar esse esquema poderoso.

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Protesto nas Universidades Europeias Por Um Novo Ensino da Economia

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Reproduzimos abaixo a matéria publicada no Jornal dos Negócios de Portugal e já reproduzida no site CartaMaior a respeito do debate cujos documentos originais citados postamos antes neste modesto blog – Estudantes de Economia necessitam aprender mais do que Teoria Neoclássica e Manifesto Pós-Autista: Carta Aberta dos Estudantes aos Professores Responsáveis pelo Ensino de Economia. Agora, há um site do movimento Rethinking Economics, do Post-Crash Economics, um Institute for New Economic Thinking e um Post Keynesian Economics Study Group. Houve conferências como Are Economics Graduates Fit For Purpose?.

A forma como se ensina economia nas universidades é anacrônica e está “presa numa cápsula do tempo”.

Por Helena Oliveira, Jornal de Negócios (Portugal)

Adam Smith, Karl Marx, Joseph Schumpeter e John Keynes

Até aqui, poderia ser chamada como uma “revolução silenciosa”. Um pouco por todo o mundo, grupos de estudantes de Economia estão a organizar-se e a erguer a sua voz exigindo uma reforma nos programas curriculares da disciplina. Questionando a hegemonia da teoria neoclássica, a excessiva utilização dos modelos matemáticos e a desconexão entre “economia” e questões econômicas reais, os estudantes em causa, apoiados por um número crescente de acadêmicos e economistas de referência, divisaram estratégias variadas de ação e estão a começar a atingir sucessos reais. Depois de manifestos, movimentos e conferências, as mídias começaram a cobrir este grito de reforma e já há muita gente que o escuta, registra as suas frustrações e se prepara para agir. A história de uma “Nova Economia”, finalmente, parece estar a dar os primeiros passos em muitas instituições de ensino de referência.

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Política Educacional no Brasil

FIEShttps://www.youtube.com/watch?v=Z1afuFwvKQ0

Meus alunos, Lílian Nogueira Rolim, Marcela Cerávolo Salomão e Rafael Soares Farias, estruturam sua apresentação sobre Política Educacional (click no link), no curso Métodos de Análise Econômica, inicialmente mostrando um Histórico, depois descrevendo os números por nível de escolaridade (Educação Básica e Ensino Superior), finalmente discutindo, particularmente, o Financiamento da Educação Superior (FIES) e o PROUNI, dentro da Política Educacional no Brasil.

No caso desse último tema, o que hoje é um “círculo virtuoso” — troca de sonegação de impostos por vagas ociosas em faculdades particulares e financiamento dos estudantes via FIES — poderá, daqui a alguns anos, se transformar em um “círculo vicioso” via processo cumulativo de inadimplência desse crédito educativo em longo prazo para amortização com juros subsidiados — não só muito abaixo dos juros de mercado, como também abaixo da taxa de inflação. Tornar-se-á, então, uso de dinheiro público de orçamento fiscal “a fundo perdido” em benefício de lucros privados dos acionistas das IES particulares. Mais uma vez, assim como ocorreu no caso do antigo CREDUC, haverá uma privatização dos benefícios, angariados pelos alunos formados nas faculdades privadas, e uma socialização dos custos entre os contribuintes.

ENEM Fonte: FSP, 18/11/13

Confirmando essa hipótese, leia a notícia abaixo sobre como o PROUNI, o FIES e o PRONATEC favorecem o desempenho das Empresas de Ensino com Capital Aberto:

Empresas de Educação

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Estudantes de Economia necessitam aprender mais do que Teoria Neoclássica

Durham University library economics and politics books

Meu promissor ex-aluno, Roberto Borghi, atualmente completando seu doutoramento em Cambridge – Inglaterra, enviou-me, via Facebook, duas dicas de artigos publicados ontem pelo jornal The Guardian, pois deduziu, corretamente, que eles me interessariam. Completou: “A economia precisa olhar (ou ser olhada) para além do mainstream…” Traduzi o primeiro e postei o segundo em inglês mesmo. Leiam abaixo.

Economics students need to be taught more than neoclassical theory

University syllabuses for economics are stuck on an outdated model. There are other schools of thought worth learning about

Zach Ward-Perkins and Joe Earle

The Guardian.com, Monday 28 October 2013 08.00 GMT

Será que as pessoas leigas acham a maneira como os estudantes de economia são educados uma questão política importante? Provavelmente não, mas a forma como estudantes de Economia são educados tem implicações muito mais amplas para a sociedade do que é comumente imaginado.

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Psicologia Social e Educação

Manwalk_2Quando a Psicologia se constituiu como disciplina científica, seu alcance ficou inicialmente limitado à análise da mente e de seus mecanismos, antes de expandir-se e incluir o estudo do comportamento. Durante a maior parte da primeira metade do séculos XX, a ênfase da disciplina ficou, portanto, no estudo da mente e do comportamento individual e suas respostas ao ambiente. Não obstante, ficou cada vez mais claro para alguns psicólogos que o “ambiente” incluía outras pessoas, configurando um ambiente socioeconômico e político através de relações interpessoais.

A Psicologia Social surgiu na década de 1930, quando os psicólogos começaram a investigar as interações de indivíduos dentro de grupos e da sociedade como um todo. Eles examinaram o efeito das organizações sociais sobre o indivíduo e de que maneira as estruturas sociais são influenciadas pela psicologia dos indivíduos.

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Curso online para escrever artigos científicos

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Conheça o Escrita Científica, oferecido gratuitamente com o objetivo de auxiliar pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação na elaboração de artigos científicos de melhor qualidade e maior relevância acadêmica, a USP criou o curso online de Escrita Científica. Oferecido gratuitamente, o curso foi desenvolvido pelo professor Valtencir Zucolotto, do Instituto de Física de São Carlos. Dividido em oito módulos, ele conta com video aulas que podem ser consultadas a qualquer momento e explicam cada parte que compõe o paper. O curso pode ser acessado pelo link: http://www.escritacientifica.com/

Dia do Professor

Feliz aquele que transfere o que sabe e aprende o que ensina

O homem mais sábio declara que não sabe nada. Para adquirir o conhecimento acerca do mundo e de si mesmo é necessário compreender os limites da própria ignorância e remover as ideias preconcebidas. Só não sabendo se pode ter esperança de ensinar.

A missão do professor não é a de instruir as pessoas, nem mesmo aprender o que elas sabem, mas explorar as ideias que elas tem. Tal como no ofício de uma parteira, o questionador auxilia o nascimento de ideias.

Recebi a seguinte (magnífica) mensagem da minha grande amiga carioca:

“F., mais uma vez coloco a minha cara a tapa e não por acaso levo alguns. Mas mando meu texto para voce, meu querido amigo e companheiro de lutas e profissão. Beijo grande, Glorinha.”

Storytelling

StorytellingUm aluno do Curso de Extensão, Eduardo Henrique Monteiro Oliveira, administrador profissional, chamou-me a atenção sobre a educação corporativa através do storytelling. Disse-me que “os psicólogos afirmam que o ingresso em mundo fictícios alteram radicalmente a maneira como a informação é processada, pois as histórias baixam nossa guarda intelectual — que emerge quando lemos [ou vemos] argumentos factuais que nos deixam críticos ou céticos. Assim, nos deslocam para um plano emocional que faz essas defesas se enfraquecerem“.

Fui pesquisar na web para ver de o que se trata. Achei: Como o Cinema pode inspirar as Empresas? Percebi que há muitos pontos comuns com a experiência interdisciplinar que tenho feito, intuitivamente, via Economia no Cinema.

Em poucas palavras, trata-se de contar histórias. Nossos ancestrais já tinham esse hábito, quando, à noite, os velhos sábios se reuniam com os jovens em volta de fogueiras e falavam do conhecimento adquirido pelos antecedentes. Era a forma de transmissão oral de um saber. Visava a perpetuação de práticas e conhecimentos necessários à sobrevivência da comunidade.

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