Guia de Frases Acadêmicas

bla_bla_blaCaro Fernando,

Parabéns pelo site. Tenho uma dica que acredito que será interessante para os seus leitores. Trata-se do Guia de Frases Acadêmicas do bab.la (http://pt.bab.la/dicionario/ingles-portugues/), um portal alemão dedicado ao aprendizado de línguas. Ele traduz termos acadêmicos do português para 19 línguas. O Guia, assim como todo o conteúdo do site, é completamente gratuito. Acredito que ele seria interessante especialmente para quem vai começar um curso universitário no exterior ou um intercâmbio pelo Ciência Sem Fronteiras.

Você pode acessá-lo aqui:
http://pt.bab.la/frases/academico/introducao/portugues-ingles/

Te convido a dar uma olhada no nosso guia de frases e, caso você acredite que será de interesse para os seus leitores, adicionar o link ao seu site ou escrever uma nota sobre o assunto. Se precisar de algum esclarecimento, por favor não hesite em me contatar. Ficarei aguardando o seu retorno.

Desejando-lhe um ótimo dia!
Laís Clemente
Equipe Bab.la

Números Torturados Confessam Qualquer Coisa

Cala-a-boca

Em uma mesma edição e na mesma página (19/08, pg. A2), o jornal Folha de São Paulo publicou esta semana duas opiniões que expressam visões diametralmente opostas sobre a crise que a USP atravessa.

No editorial, que expressa a opinião do jornal, o texto afirma que “está claro que houve expansão irresponsável do funcionalismo” e defende que é muito bem-vinda a proposta do reitor Marco Antonio Zago de apresentar um plano de demissão voluntária para o enxugamento dos quadros.

O editorial afirma: “O quadro de funcionários não docentes cresceu 13% de 2010 a 2013, e o número de alunos aumentou 5%. Há algo de errado nessas contas”.

Mas, logo abaixo, em artigo intitulado “Os números não mentem“, o professor livre-docente do Departamento de Filosofia da USP, Vladimir Safatle, apresenta um quadro diametralmente oposto. Ele mostra que entre 1989 e 2012 houve aumento de 83% de alunos na graduação, 63% no mestrado e 231% no doutorado. No mesmo período, relata ele, o número de professores cresceu apenas 4% e o de funcionários caiu 5% – estes últimos passando de 17.735 para 16.839.

Em outras palavras, se é fato que os números realmente não mentem, parece que a forma como eles são selecionados e os argumentos que os acompanham podem mudar completamente o rumo da prosa.

Leia, abaixo, a integra dos dois artigos: Continuar a ler

A USP não é problema, é solução!

João Sette WhitakerÉ um post longo, mas muito relevante e bem embasado, o publicado no Blog do João Sette Whitaker.

1. Resumindo os Fatos:

Entre 2010 e 2013, a USP parecia viver momentos de euforia. Além da presença já tradicional da universidade no topo da produção científica nacional, um Reitor escolhido a dedo pelo Governador José Serra (afinal, era o segundo colocado da lista tríplice), o Prof. João Grandino Rodas, punha em prática uma gestão que mesclava (propositalmente?) irresponsabilidade financeira, certo autoritarismo (na relação com o Conselho Universitário), e doses de populismo, gastava o que devia e o que não devia em obras de grande visibilidade, bolsas de todos os tipos, vistosas “embaixadas” da universidade em Cingapura, Londres e Boston, e alguns merecidos benefícios a docentes e funcionários, cujo patamar salarial sempre foi muito aquém do que deveria ser (conseguindo assim acalmar os ânimos grevistas em sua gestão).

Terminado seu mandato, o novo Reitor (que fazia parte da gestão anterior), depara-se com o óbvio: a gestão Rodas havia gasto muito além da conta, entrando sem parcimônia nas reservas financeiras da USP e colocando em risco (propositalmente?) sua tão sagrada autonomia face ao Governo do Estado. Nada mais previsível. Porém, a estrutura de poder da universidade é hoje tão viciada que o então reitor pôde fazer tudo isso, pasmem, dentro da legalidade, amparando-se na condescendência de seu Conselho Universitário.

Diante da grave crise, o atual Reitor voltou-se contra seu próprio lado. Esquecendo-se de que é ele mesmo professor (fazendo parte de reduzidíssima elite com salários bem graúdos), em vez de abrir as opacas contas da universidade para amplo conhecimento da sociedade e uma real apreensão do que havia sido feito, preferiu colocar a culpa na folha de pagamento e na massa salarial que compromete 105% do orçamento e “engessa” a universidade. Em suma, para o Reitor, são os professores e funcionários da USP que geram a crise, e não a sequência de gestões irresponsáveis. Continuar a ler

Escola de Campinas: Uma Linha de Pensamento Econômico

Ensino Superior UNICAMPCaro professor Fernando,

O artigo foi publicado hoje de manhã, é a manchete do site e tem chamada também no Portal Unicamp.
Mais uma vez, MUITO obrigado por sua valiosa colaboração.
Aqui está o link:
grande abraço,

Ricardo Whiteman Muniz
editor executivo
revista Ensino Superior
Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo
Labjor / Unicamp

Iniciativa Internacional de Estudantes para o Pluralismo Econômico

Estudantes_de_Economia_em_Londres

Já postei neste modesto blog:

http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2013/12/03/protesto-nas-universidades-europeias-por-um-novo-ensino-da-economia/

Estudantes de Economia necessitam aprender mais do que Teoria Neoclássica

Manifesto Pós-Autista: Carta Aberta dos Estudantes aos Professores Responsáveis pelo Ensino de Economia

Rethinking Economics

Post-Crash Economics

Institute for New Economic Thinking

Post Keynesian Economics Study Group.

Are Economics Graduates Fit For Purpose?.

“Não é apenas a economia mundial que está em crise. O ensino de Economia também está, e as consequências disso vão muito além do âmbito acadêmico.”

É assim que começa uma carta aberta assinada pelo ISIPE (sigla em inglês para Iniciativa Internacional de Estudantes para o Pluralismo Econômico — http://www.isipe.net/ e https://www.facebook.com/ISIPE.NET?ref=hl) e divulgada no início do mês de maio de 2014.

O grupo é formado por 65 associações de 21 diferentes países – entre eles Estados Unidos, Rússia, Índia e Reino Unido. O Nova Ágora assina pelo Brasil.

Por que os estudantes do IE-UNICAMP não constituem um grupo para refletir sobre esse questionamento e aderir ao movimento mundial? Não é problema deles? Talvez eles não tenham esse problema porque o professor deles é pluralista… :) Continuar a ler

Máxima indignación en Harvard: Los alumnos de la cátedra de Introducción a la Economía de la Universidad Harvard exigen nuevas perspectivas académicas

Un hecho insólito el pasado 02.11.2011: un grupo de estudiantes de economía tomó la decisión de retirarse en bloque de la cátedra de Introducción a la Economía de la Universidad Harvard, en protesta por el contenido y el enfoque desde el cual se imparte esta materia.

¿Qué hay de asombroso en este hecho?

En primera lugar, la protesta tuvo como destinatario directo al conocido economista Gregory Mankiw, ex asesor del Presidente George W. Bush y autor de uno de los manuales de macroeconomía más utilizado en las escuelas de economía dentro y fuera de Estados unidos.

En segundo lugar, porque de acuerdo a la carta entregada por los/as estudiantes antes de retirarse de la cátedra, el motivo de la protesta fue su indignación por lo que consideran el vacío intelectual y la corrupción moral y económica de gran parte del mundo académico, cómplices por acción u omisión en la actual crisis económica.

Y en tercer lugar, se trata de un hecho insólito, porque los integrantes del movimiento estudiantil detrás de este hecho de indignación académica en contra del pensamiento único neoclásico, pertenecen a la élite económica, social y política de los Estados Unidos, que se forma en la Universidad de Harvard para dirigir las corporaciones empresariales globales y/o para asesorar a los gobiernos en materia de políticas económicas y financieras. Continuar a ler

Paralisação da Atividade de Ensino da Graduação nas Universidades Estaduais Paulistas

Unicamp Unesp Usp

Nas Universidades Estaduais Paulistas, que conquistaram autonomia em 1989, após greve que durou todo o segundo semestre do ano anterior, não se pode ver a data acordada de reposição salarial tal como um conflito entre capital e trabalho que ocorre em empresas capitalistas. Isto porque a autogestão impõe especialmente aos seus docentes, que são os responsáveis por suas administrações, mas também por parte de seus funcionários permanentes e seus alunos transitórios, todo o cuidado com a manutenção do padrão de excelência no Ensino e na Pesquisa.

Na estrutura de poder institucional, há uma disparidade entre o critério de escolha dos dirigentes da UNICAMP — com peso de 3/5 dos votos dos docentes, 1/5 dos funcionários e 1/5 dos estudantes — e o da USP, onde apenas cerca de 2.000 membros da universidade votam — todos representantes de classes em conselhos da instituição. Dos votantes, 86% são docentes. O resultado de tal distorção se apresentou nas más escolhas dos reitores anteriores da USP, que adotaram uma gestão irresponsável, pois assumiram gastos incompatíveis com o orçamento variável de acordo com a arrecadação do ICMS.

Afirma-se que, hoje, 2/3 dos gastos em pessoal na USP é com pagamento de funcionários que não são os responsáveis diretos pela atividade-fim: ensino e pesquisa. Na UNICAMP, os funcionários já fazem greve reivindicando esta isonomia — no caso acima dos valores do mercado de trabalho para as mesmas funções — que, caso concedida, irá conduzir seu orçamento para o mesmo destino do da USP: o deficit que exige corte de gastos!

Em consequência, os professores se sentiram obrigados a entrar em greve porque o CRUESP afirmou que não dará nada (0%) de reposição salarial em função da situação orçamentária deficitária da USP. Por causa da isonomia de salários dos professores, quando uma não tem condições de fazer a reposição, as demais — a UNICAMP desejava repor 5,2% e a UNESP, 2,0% — não podem conceder nada.

Uma paralisação do ensino de graduação — que atinge mais amplamente a opinião pública — por tempo indeterminado, pois os professores continuam com suas outras atividades e, por isso, não há desconto de “dias parados”, pode levar a um impasse longo e danoso para todos os membros da comunidade universitária paulista.

A autonomia e a autogestão universitária não podem ser colocadas em risco pelo corporativismo!

Para entender o que se passa, leia os artigos reproduzidos abaixos dos representantes da Associações de Docentes, do Secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, do ex e do atual reitor da USP. Continuar a ler