Variáveis-chave para Investimento Financeiro

China cuts US debt holdings

André Rocha, economista e advogado, é analista credenciado pela Apimec. Atua há mais de 15 anos na análise de ações. Escreveu post em seu blog http://www.estrategista.net/ importante para se compartilhar com todos os trabalhadores assalariados que necessitam se preocupar com sua Previdência Complementar. Reproduzo-o abaixo.

“Mudanças estruturais da economia brasileira nos últimos 20 anos levaram alguns brasileiros (ainda poucos é verdade) a se preocuparem com a criação de uma poupança ao longo da vida útil para suportar os gastos na aposentadoria. A estabilidade monetária permitiu que as pessoas passassem a programar seus orçamentos, tarefa impossível no período inflacionário. A redução de empregos em estatais ou antigas estatais com seus robustos fundos de pensão também contribuíram para o tema aposentadoria virar destaque. Mas o assunto ainda é um mistério para muitas pessoas.

A obtenção de uma renda futura para cobrir os gastos para quando ficarmos inativos depende apenas de quatro variáveis:

(i) a contribuição periódica,

(ii) o tempo de contribuição,

(iii) os juros reais e

(iv) o tempo de usufruto da poupança ou, sendo mais explícito, o período entre o início da aposentadoria e a morte. Continuar a ler

Viés de Desconto Hiperbólico: “Eu sou você amanhã!”

Aquiles Mosca é estrategista de investimentos pessoais e superintendente executivo comercial do Santander Asset Management. É autor dos livros “Investimento sob medida” e “Finanças Comportamentais“. Preside o Comitê de Educação de Investidores da Anbima. Publicou artigo (Valor, 01/10/14) sobre uma advertência importante em Finanças Comportamentais: a superestimativa do desejo, pulsão de conquista (e para isso exibicionismo sob forma de consumo de luxo) na fase de vida reprodutiva, face à subestimativa da razão, ou seja, postergação do autocontrole exigido para providenciar uma Previdência Complementar para a fase de vida inativa. Em outras palavras, você tem de trabalhar e investir em 35 anos para manter seu padrão de vida desejado durante mais 35 anos. Isto se você aposentar-se com 65 anos e viver até os 100 anos… Continuar a ler

Perfil dos Investidores com Base nas Finanças Comportamentais

Investidores

Luciana Seabra (Valor, 10/09/14) informa que ao criar, em novembro de 2013, uma plataforma de investimentos com base teórica nas Finanças Comportamentais, os sócios da Guide Investimentos não tinham como objetivo colaborar com a pesquisa acadêmica. Passado quase um ano, entretanto, os cerca de 5 mil clientes cadastrados – uma amostra de dar inveja a muitos cientistas – ajudam a desenhar um perfil do investidor brasileiro.

Ao se cadastrar na Guide, o cliente passa por um questionário bem diferente da tradicional análise de perfil do investidor, o “suitability“, exigido pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lá estão perguntas práticas, como sobre a preferência por uma viagem planejada ou improvisada ou a escolha de um encontro entre amigos em lugar movimentado ou calmo. Com base nos estudos do teórico de Finanças Comportamentais Michael Pompian, os clientes foram classificados segundo quatro perfis:

  1. independente,
  2. seguidor,
  3. preservador e
  4. acumulador.

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Neuromarketing

Neuromarketing

Fernando Torres (Valor, 26/08/14) escreveu artigo sobre Neuromarketing, um ramo da Neuroeconomia, primo (rico ou pobre?) das Finanças Comportamentais. De um lado, desenvolveu-se o chamado neuromarketing, que usa as ideias sobre a tomada de decisões para atiçar as vendas. Ajuda a descobrir meios de melhorar a comunicaçãoas reações do consumidor. Do outro lado, proliferam cursos para investidores ministrados por neurocientistas. Ele ensina a evitar as armadilhas da mente humana e a tomar decisões vantajosas no tempo certo. Reproduzo o artigo abaixo. Continuar a ler

Finanças Comportamentais: Correlação Não É Causalidade Nem Aqui, Nem No Mundo

Vera Rita - Psicóloga Econômica

O nível de besteirol que se pode deduzir a partir de “exercícios econométricos” é impressionante! Pior, está condicionando o comportamento irracional da manada no mercado acionário, p.ex., deduzindo uma relação inversamente proporcional entre pesquisa eleitoral sobre a probabilidade de reeleição e oscilação da Bolsa de Valores. Como tem (curto) prazo de validade essa correlação, um investidor racional deveria segui-la? Sim, quando as ações de empresas com bons fundamentos em longo prazo caírem, compre-as e retenha-as em longo prazo

Luciana Seabra (Valor, 26/08/14) escreveu mais uma reportagem sobre Finanças Comportamentais. Informa sobre incríveis vieses heurísticos nacionais: econometristas confundem correlações com causalidades. Em um dia ensolarado, o Ibovespa tende a subir. Se o Brasil ganhou uma partida de futebol no dia anterior, esse é um reforço adicional para a alta. Parecem conclusões absurdas, mas é o que estudos de campo já apontaram em bolsas estrangeiras e que tem sido constatado por pesquisadores brasileiros para a bolsa local a partir de análises econométricas.

Como o investidor das finanças comportamentais tem racionalidade limitada e está sujeito a emoções, não são só os fundamentos que importam, dizem os pesquisadores que se reuniram na Fundação Getúlio Vargas (FGV) para o primeiro Encontro Brasileiro de Economia e Finanças Comportamentais. Se assim for, sentimentos como os causados pelo tempo chuvoso podem influenciar as decisões de compra ou venda de ações e, assim, o comportamento dos preços.

Os estudos dos pesquisadores brasileiros reforçam a Teoria da Perspectiva, criada por Daniel Kahneman e Amos Tversky em 1979, consagrada pelo prêmio Nobel de Economia em 2002. Ela aponta para um investidor que não toma decisões perfeitamente racionais, mas recorre a regras de bolso, que podem levar a erros sistemáticos. Continuar a ler

Vieses Heurísticos

Finanças Comportamentais

Luciana Seabra (Valor, 14/08/14) publicou reportagem sobre Finanças Comportamentais.

“Eles são otimistas em excesso e, quando se enganam, adiam a realização do prejuízo para não assumir o erro. Parecem falhas de investidores comuns, mas elas fazem parte também do dia a dia dos profissionais. O otimismo e a aversão ao arrependimento são os principais vieses emocionais dos gestores de fundos brasileiros, presentes respectivamente em 78% e 76% deles, conforme um estudo do Núcleo de Finanças Comportamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A conclusão parte de questionários de 46 perguntas respondidos por 98 gestores.

Os vieses, diz a teoria, são erros sistemáticos de julgamento. Há os do tipo cognitivo, distorções inconscientes na percepção, e os emocionais, relacionados ao instinto e à intuição. Servem de referência ao estudo da FGV os teóricos das Finanças Comportamentais Michael Pompian e Daniel Kahneman, o último premiado com o Nobel de Economia em 2002. Continuar a ler

Educação Financeira do “Brasileiro”

Poupança pessoal

Há uma piada corporativa que diz: “economistas respondem porque são perguntados, não porque saibam a resposta”. Na realidade, é uma verdade!

Analise o caso abaixo em que o jornalista perguntou a economistas “por que os brasileiros pouparam menos neste ano em relação ao ano passado?” Em reação corporativista, nenhum respondeu que foi por causa da “profecias do fim-do-mundo” no Brasil, realizadas por seus colegas “analistas de O Mercado”. Já que o mundo irá se acabar com a reeleição da Dilma, “os brasileiros” (sic) resolveram gastar tudo antes do fim! :)

Toni Sciarretta (FSP, 07/08/14) informa que os brasileiros estão guardando menos dinheiro neste ano do que em 2013. É o que revela pesquisa encomendada pela Serasa Experian ao Ibope Inteligência sobre hábitos de educação financeira do brasileiro. Que sujeito é este?! Você já o viu em algum lugar? Quem é o brasileiro médio representativo da disparidade individual aqui existente? Continuar a ler