Sofisma da Composição

Isto é só uma teoria

Reza a lenda bancária que o criador do Bradesco, Amador Aguiar, se vangloriava de nunca ter lido um livro de Economia. Justificava-se: “Para não cometer erros”… Tá certo… Tá mesmo?!

Um homem de negócios pode aprender Economia sem estudá-la? Pode sim aprender, na “escola da vida”, a fazer negócios. Quando faz um, se dá certo, repete a decisão, se dá errado, “repetir erro não é humano” – a não ser no caso de casamento, que é decisão movida pela paixão cega!

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Condenação à Aposentadoria

Condenado a ser aposentado

Linda Stern (Reuters, de Washington, apude Valor, 29/04/13) dirige-se a mim com seu aconselhamento já no título: “Considere se divertir mais na fase pré-aposentadoria”. [Mas o que eu estou fazendo?! Eu me divirto trabalhando! Sou feliz assim - e sei disso!]

Mas Linda segue me aconselhando: “Quando você estiver se aproximando dos anos pré-aposentadoria, provavelmente já terá ouvido este conselho centenas de vezes: trabalhe mais. Aperte o cinto. Deposite o máximo de dinheiro possível em seu plano de Previdência Complementar porque você poderá viver até os 100 anos e precisará do dinheiro depois.

Tudo bem, mas e se…

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Paitrimônio

Geração empacada

São conhecidas as seguintes anedotas a respeito de Patrimônio:

“Qual é a diferença entre Patrimônio e Matrimônio? O primeiro é um conjunto de bens; o segundo é um conjunto de males“.

“De que um jovem estudante sobrevive? Ele tem paitrimônio…”

Na vida real dos EUA, com economia norte-americana em crise, a anedota está se tornando a realidade!

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Testas-de-Ferro: Contratam-se Gestores Locais

testa-de-ferro

Testa de Ferro” é expressão antiga que se refere a alguém que se apresenta em nome de outra pessoa, de alguma organização ou idéia que não é de sua própria autoria moral ou material, mas que apresenta ser.

A palavra “testa” sugere algo que está na frente, uma fachada. Já a palavra “ferro” nos leva a pensar em algo duro, que se agüenta perante as mais diversas situações. As duas palavras juntas, metaforicamente, caracterizam uma pessoa que é capaz de se impor e negociar a favor do seu verdadeiro senhor.

Existem casos conhecidos de “Testas de Ferro” onde uma pessoa assume algo para proteger outros que se encontram economicamente e politicamente desprotegidos em face de poderes totalitários. Há outros, cujas causas são hipócritas e cuja aparência é baseada na mentira e no jogo escuso.

Por que meu viés heurístico relacionou essa expressão à notícia seguinte?!

Sílvia Rosa (Valor, 16/04/13) informa que “contratam-se gestores locais“. O anúncio fictício não está estampado em nenhum jornal, mas representa um movimento que vem sendo percebido no mercado de gestão de recursos brasileiro. Acostumados a fazer os investimentos para as carteiras de mercados emergentes a partir do exterior, fundos e bancos estrangeiros começam a sentir a necessidade de contratar um gestor local para garimpar as melhores oportunidades no mercado de ações no Brasil, diante de um desempenho fraco do Ibovespa, que acumula queda de 13,13% no ano.

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Quem Quer Ser Milionário?

Ultra High Net Wealth Brazil 2013

A tabela acima, extraído de  Wealth-X-world-ultra-wealth-report 2013,  revela que caiu o número de ultra-milionários no Brasil, que ganhavam acima de US$ 30 milhões, de 2012 para 2013. Isto por causa da depreciação da moeda nacional, queda da bolsa de valores, queda dos preços de commodities, baixo crescimento da renda, etc.

Ter um milhão de reais na conta bancária é um sonho perseguido por muitos brasileiros, seja investindo em educação e trabalho, apostando em loterias ou se inscrevendo em reality showsMas será que ter R$ 1 milhão faz dessas pessoas milionárias?

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Finanças Comportamentais do Star System

Erros na Administração do Patrimônio

Luciana Seabra (Valor, 25/03/13) publicou mais uma matéria interessante a respeito de finanças pessoais dos ídolos esportistas. Nos EUA, considera-se que o Star System é um dos fatores de concentração da renda. Pergunta-chave: e da concentração da riqueza? Atletas que são “novos-ricos“, estão milionários enquanto ganham renda mensal acima de US 1.000.000. Mas como não podem se dedicar às Finanças, muitas vezes, vêem suas fortunas desaparecem pelo excesso de gastos em consumo de luxo e carência de investimentos rentáveis.

Promessa de Enriquecimento Rápido: Idiotice Voluntária

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Anna Carolina Rodrigues (FSP, 18/03/13) alerta sobre a promessa de enriquecimento rápido. Em vez do sucesso financeiro fácil, um estudante de administração de 23 anos teve prejuízo de R$ 2.000, depois de se cadastrar como vendedor de uma suposta empresa no ano passado. ”Eles não me falaram do que se tratava até eu chegar a uma reunião que apresentava o negócio”, diz. O processo todo das empresas-pirâmides é misterioso e sedutor. “Mostram vídeos de pessoas que enriqueceram. Fiquei tão empolgado que paguei pela adesão.” Só depois percebeu que havia caído em um golpe. “Era obrigatória a indicação de novos membros e a compra de no mínimo R$ 500 em produtos por mês para receber a comissão pelas indicações”, afirma.

Certas ofertas de trabalho como “ganhe dinheiro sem sair de casa” ou “pergunte-me como ficar rico” são comuns especialmente via internet e inspiram cuidados. Muitas delas podem mascarar esquemas conhecidos como Pirâmides, que são ilegais.

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Finanças Comportamentais e o Excesso de Confiança dos Investidores

Suspensão de Oferta de Investimento

Luciana Seabra e Antonio Perez (Valor, 18/03/13) publicaram matéria interessante sobre “a esperteza (fraudulenta) de certos investidores”. A sedução que muitas propostas miraculosas de investimento exercem sobre pessoas de todos os tipos pode ser explicada pelas Finanças Comportamentais, que estudam justamente a incapacidade dos indivíduos de serem racionais o tempo todo.

Pela linha de pesquisa, que põe em xeque o ser racional das teorias tradicionais, compreendemos como o excesso de confiança pode levar o investidor a ver um golpe como uma oportunidade única, ainda que não tenha entendido muito bem como funciona. Ouvir pessoas que dizem já ter ganhado com o negócio reforça o desejo de fazer parte.

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Necessidade Maior de Previdência Complementar

Investimentos para Aposentadoria

Sérgio Tauhata (Valor, 21/02/13) afirma que “na cabeça do brasileiro, aposentadoria é um assunto subestimado, do tipo que pode ser deixado para depois. No entanto, esse adiamento, conforme mostra o estudo “O Futuro da Aposentadoria – Uma Nova Realidade“, do HSBC, cobrará um preço alto: os valores poupados vão durar pouco mais da metade do necessário para toda a vida pós-trabalho. E este cálculo foi feito pelos próprios pesquisados, que estimam em apenas 12 anos a duração dos recursos guardados, contra uma expectativa de vida de mais 23 anos após se retirar da profissão.”

A diferença entre a percepção de quanto vai se viver quando aposentado e o quanto se espera que o dinheiro dure mostra o brasileiro menos preparado que em outras regiões do mundo. No Brasil, o período apontado na pesquisa, de 11 anos, é 37% maior que a média global, de 8 anos.

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Homo Sapiens e Finanças Comportamentais

Homo sapiens 3

“O postulado da racionalidade é, provavelmente, falso (…). Os psicólogos experimentais demonstraram que o comportamento individual, sistematicamente, viola a racionalidade”, afirmou Mark Blaug, em seu clássico livro, Metodologia da Economia (Edusp; 1993: 319). Este autor dá como exemplo de tais “anomalias” a subavaliação sistemática dos custos de oportunidade por parte dos indivíduos, ou seja, não contabilizam adequadamente o dinheiro perdido em oportunidades que se foram.

Os economistas ortodoxos reagem muitas vezes mal com relação à evidência de tais anomalias. Por exemplo, no que se refere ao comportamento individual, as anomalias são explicadas por eles como resultado da natureza artificial da evidência laboratorial. O motivo da divergência entre psicólogos e economistas a respeito da ação econômica racional das pessoas estaria, provavelmente, no procedimento científico negligente dos primeiros que enganam os participantes da pesquisa ao não lhe explicar a verdadeira intenção do experimento. Os psicólogos observam um comportamento apenas uma vez e dispensam novas medições com o mesmo grupo de pessoas. Com isso, não enxergam como elas são capazes de aprender com a repetição dos eventos. Agir irracionalmente na primeira vez não implica em comportar da mesma forma em outras vezes, argumentam os racionalistas, pois se aprende a evitar os erros. Senão qual seria o sentido da catalogação dos erros (“vieses heurísticos”) realizada pelas Finanças Comportamentais?

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Conselhos de Consultorias de Finanças Pessoais

Porquinho Sonhador

Finanças Pessoais são comportamentais, não apenas racionais. Tem gente que pergunta: “Sou viciado em poupar. Aplico quase todo o dinheiro que sobra, pois tenho muito receio de enfrentar problemas financeiros. Às vezes, acho que estou exagerando. Como consumir um pouco mais sem comprometer meu futuro?”

Consultorias, geralmente, respondem: “Se o seu hábito de poupar puder realmente ser chamado de vício, pode ter certeza que este é um bom problema. Saiba que você está na contramão da maioria das pessoas, mas nem por isso esta propensão à poupança é ruim! Trata-se de algo raro hoje em dia, já que é muito difícil fugir dos apelos das campanhas de marketing.”

A primeira providência é mudar o vocabulário: não se poupa, mas sim se investe em ativos financeiros, i.é, busca-se a manutenção (e eventual ampliação acima da taxa de inflação) de riqueza sob forma financeira. Trabalhador ganha dinheiro trabalhando, talvez o mantenha investindo…

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Anatomia da Crise USA (Unibanco-Sadia-Aracruz) em 2008

Primeiro semestre de 2008 da Aracruz Segundo semestre de perdas em 2008 Vitória do Votorantim Composição do capital votante da Fibria em 2012 Composição do capital votante da Aracruz em 2008 Dólar Ptax em 2008

Há grandes reportagens que merecem ser premiadas por suas contribuições para a aprendizagem de Economia e Administração de Empresas. Graziella Valenti (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 14/12/12) escreveu mais uma que reproduz o drama econômico, vivido na explosão da crise, em setembro de 2008, por pessoas que passam do estado emocional de euforia, mania de grandeza e onipotência para o de pânico, derrotismo e impotência diante dos fatos fora-do-controle. Passados quatros anos, enquanto ainda se busca colocar “panos-quentes” para se curar feridas e precificar os prejuízos mútuos, esta história da crise financeira de 2008 ainda está por ser inteiramente resgatada.

Mas os estudos de casos vão se acumulando e percebe-se o que há de comum entre eles, por exemplo, o uso de  derivativos, inicialmente, para hedge cambial, depois, para especulação contra o dólar. Agora, foi publicado o da Aracruz, que envolve Banco Safra e Votorantim e, na hora de salvar, o BNDES e o Banco do Brasil, sendo que este banco público sequer foi mencionado, embora tenha comprado 49,9% do Banco Votorantim na ocasião. Bem, esta é outra história para jornalistas investigativos pesquisarem – e publicarem reportagem tão boa quanto a abaixo reproduzida.

Leia mais (as grandes reportagens) sobre a crise USA:

CRISTIANO ROMERO – ALEX RIBEIRO Os bastidores da crise Valor 131109

RAQUEL BALARIN O dia que abalou o Unibanco – ValorInveste 34 – novembro de 2009

PIAUÍ O setembro negro da Sadia 011109

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