Lógica do Mercado e da Família X Lógica Cívica

Política para não ser idiota

Os diálogos entre Mario Sergio Cortella e Renato Janine Ribeiro, reproduzidos no livro “Política: para não ser idiota”, são inspiradores para se rever alguns conceitos. Um deles é o de idiota. Eu o uso de maneira contumaz para classificar o “interniota”, isto é, aquele frustrado que não tem consciência do mal que faz a si e aos outros ao se aproveitar do recurso do anonimato para navegar na Web 2.0 injuriando as ideias alheias. Com sua agressividade acaba por desestimular uma plataforma social de discussão que poderia ser civilizada e educativa.

Anencefalia generalizadaCortella ensina o conceito original de idiota. A expressão idiótes, em grego, significa aquele que só vive a vida privada, que recusa a política, que diz não à Política. Cabe a retomada desse conceito para designar aquele que vive fechado dentro de si e só se interessa pela vida no âmbito pessoal? Um lugar-comum é dizer: “Não me meto em política”.

Outro conceito que adoto é o de Política como ação coletiva não só para conquistar direitos e proteção social, mas também para a defesa de interesses particulares. Janine, por sua vez, afirma que “atualmente há certa convergência de conceituação entre Política e Democracia”. Continuar a ler

“Caixinha-de-surpresas”: Só no Futebol

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Fernando Limongi é professor de Ciências Políticas da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador e ex-presidente do Cebrap. Publicou artigo (Valor, 11/07/14) bastante pertinente contra “o pensamento mágico” em Política. Reproduzo-o abaixo.

“A Copa está no fim. Foi surpreendente. Disseram que não ia ter Copa. Teve. Foram poucos os empates de zero a zero. Gana e Argélia fizeram frente e assustaram o forte time alemão. O Brasil tomou de sete, mas cabia mais. Os alemães foram clementes.

As eleições se avizinham e as expectativas são as mesmas. A se crer no que analistas políticos têm escritos, estaríamos diante do imprevisível. Prever os resultados das eleições seria tão difícil quanto acertar o resultado de Costa Rica e Itália. As manifestações de junho do ano passado teriam feito soar o alarme, colocando o governo contra as cordas. A insatisfação seria generalizada, forte e profunda. A reeleição de Dilma Rousseff, antes dada como certa, estaria ameaçada.

Pesquisas captaram o novo humor da opinião pública. A aprovação do governo despencou. O descontentamento com as políticas públicas – saúde, educação e segurança – é enorme. O otimismo se foi: a maioria projeta um futuro pior que o presente e reivindica mudanças e por isto foi as ruas para protestar, para manifestar seu descontentamento.

Esta seria a base sobre a qual as eleições serão disputadas. Seriam estes os indicadores que tornariam a reeleição de Dilma improvável. O convite à novidade estaria posto: quem quer que consiga captar e sintetizar esta rejeição profunda ao status quo será eleito. Simples assim.

Por isto mesmo, as pesquisas eleitorais que mostram Dilma com uma vantagem confortável diante de seus desafiantes têm sido menosprezadas. Continuar a ler

Retórica das Contrainformações

O poder das palavras

Quando se faz um rol das demandas de todos os movimentos sociais, verifica-se a extensão das demandas sociais sem a análise da viabilidade política e econômica do atendimento.

Esse é um problema da Economia Normativa: prega “o que deveria ser” sem um diagnóstico preciso de Economia Positiva (“o que é”).

Funciona como um “teste de mentiras“: qualquer candidato que prometer atender toda essa pauta estará mentindo!

Observe o risco político ao “bater à esquerda” no governo sem medir a consequência de que a oposição “bate à direita” fortemente.

O resultado prático dessa receita – “bater a clara do ovo bastante para o bolo crescer” – é estimular os eleitores a buscar alternância de Poder, o que no caso brasileiro significa a direita retomá-lo, ou seja, retrocesso político, social e econômico!

Essa polarização tipo “cabo-de-guerra”, sintomaticamente, colocando em pauta inclusive todas “as reformas de base” de 1/2 século atrás, antes do golpe de 1964, não levará a outro golpe militar, mas, em regime democrático, a outro governo conservador.

Nesta conjuntura pré-eleitoral, a retórica das contrainformações recorre a: Continuar a ler

Urubus de O Mercado: Falsos Profetas do Fracasso

 

Correlação não é causalidade

Os economistas do Insper — Sérgio Lazzarini, Bruna Bettinelli Alves e João Manoel Pinho de Mello (também analista da gestora de fortunas Pacífico) — se deram ao trabalho de alimentar o PIO (Partido da Imprensa Oposicionista). Porém, não é um trabalho que dignifica o Insper, muito antes pelo contrário! É panfletagem ideológica revestida de pseudo ciência!

Esses próceres do ensino privado se propuseram a medir suposto “efeito Dilma” em um levantamento sobre o desempenho dos papéis de cinco estatais nos dias da divulgação das últimas 19 pesquisas Ibope e Datafolha. Segundo o estudo, “cada ponto da popularidade da presidente vale US$ 801 milhões (cerca de R$ 1,7 bilhão). Esse foi o ganho de Petrobras, Banco do Brasil, Eletrobras, Cemig e Cesp a cada ponto de aprovação que Dilma perdeu. A cada ponto que a aprovação de Dilma perdeu nas pesquisas, as ações dessas empresas subiram em média 0,5 ponto percentual acima da média do mercado, calculada pelo índice Ibovespa. Neste ano, somente o “efeito Dilma” produziu um ganho, médio, de US$ 4,8 bilhões (R$ 10,6 bilhões) no valor dessas cinco estatais”. Segundo o estudo, que não faz nenhuma análise dos fundamentos das empresas, dos setores ou das perspectivas econômicas em longo prazo, isso ocorreu porque de fevereiro a julho, a aprovação da presidente caiu de 41% para 35%.

Evidentemente, que tal panfleto oposicionista rendeu chamada na Primeira Página e manchete escandalosa na Folha de S.Paulo dominical (06/07/14). Qualquer leitor atento deve ter pensado:

1. o que a CEMIG e a CESP, empresas estaduais de distribuição de energia de estados governados por tucanos, relaciona-se com o suposto “efeito Dilma” se seus governadores não entraram no pacto social para baixar o custo de energia elétrica no Brasil?!

2. em que o Banco do Brasil, que tem quebrado recordes de rentabilidade patrimonial, conquistado “market-share” no mercado de crédito, mantido baixa taxa de inadimplência, sofreu impacto político negativo?!

3. qual é a correlação entre a curva de avaliação do governo e a curva de preços da Eletrobras de acordo com os subperíodos do gráfico acima?!

4. para não perder mais tempo com esse lixo academicista, basta lembrar que a especulação no mercado secundário de ações não traz ganho nem perda de capital para os controladores majoritários (Tesouro Nacional e fundos patrocinados pelas próprias empresas estatais) e minoritários inteligentes que não querem vender suas ações em curto prazo, pelo contrário, querem mantê-las até as próximas décadas, quando a Petrobras se tornará uma grande empresa exportadora de petróleo e Usina Hidrelétrica do Belo Monte — terceira maior hidrelétrica mundial — estará em pleno funcionamento para suprir a quinta maior economia do mundo e render ótimos recebíveis para as distribuidoras de energia!

Raquel Landim (Folha de S. Paulo, 04/07/14) avalia que “a Copa das Copas conquistou até os piores ‘urubus’ do mercado financeiro”.

Com o Brasil na semifinal, os especuladores perderam a esperança de lucrar com a derrota e pararam de “secar” a seleção. 

Antes de a competição começar, a expectativa era que um colapso na organização e/ou um vexame em campo, como a eliminação do Brasil logo no início, poderiam impulsionar o preço das ações!

Mas, na verdade, o falso alarmismo com a divulgação midiática de profetas do fracasso levava a um pessimismo onde as ações de empresas estatais como a Petrobras ou paraestatal como a Vale eram colocadas à venda por muitos incautos para os espertalhões comprarem barato. E aguardarem a alta que ocorrerá quando o bom senso voltar a prevalecer… Continuar a ler

Discurso de Ódio

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Elite BrancaDiscurso de ódio é qualquer ato de comunicação que inferiorize uma pessoa tendo por base características como raça, gênero, etnia, nacionalidade, religião, orientação sexual ou outro aspecto passível de discriminação. No Direito, é qualquer discurso, gesto ou conduta, escrita ou representação que é proibida:

  1. porque possa incitar violência ou ação discriminatória, ou
  2. porque ela ofende ou intimida um grupo de cidadãos.

A lei pode tipificar as características que são passíveis de levar a discriminação, como proibir e punir quem, “baseando-se em diferenças de raça, religião, língua, crença política ou de outra natureza, riqueza, nascimento, educação, status social ou outras propriedades, gênero, cor de pele, nacionalidade ou etnia viola direitos humanos básicos e liberdades reconhecidas pela comunidade internacional”. Continuar a ler

E agora, Aécio?

Indicadores Macroeconômicso 1995-2013

Evolução dos termos de trocaMetas de Inflação 1999-2013renda per capita dos brasileiros quase quadruplicou com os governos de Lula e Dilma, passando de US$ 2.919 em 2002 para US$ 11.229 em 2013. A inflação média caiu 37% entre os governos FHC e Lula, passando de 9,2% registrados entre 1995 e 2002 para 5,8% entre 2003 e 2010. Com Dilma, o Brasil chegou a uma década de inflação sob controle. A variação média do IPCA nos primeiros três anos do governo da Presidenta foi de 6,08%, pouca variação em relação aos 5,15% registrados entre 2007 e 2010, no segundo mandato de Lula. Em outras palavras, a taxa de inflação esteve sempre sob controle dentro da meta!

Houve a queda da taxa básica de juros, que recuou de 24,9% no fim do governo FHC para 10,6% no último ano de Lula, fechando 2013 em 9,9%. A dívida pública líquida despencou de 60,4% do PIB em 2002 (com FHC) para 39,2% em 2010 (com Lula) e 33,8% em 2013 (com Dilma). Das 20 maiores economias do mundo, apenas seis fizeram superávit primário em 2013 – e o Brasil faz parte desse grupo de elite.

investimento público dobrou desde o início da crise econômica global em 2008, passando de 1,3% para 2,7% do PIB, puxado pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), onde o programa Minha Casa, Minha Vida responde por 40% do total. Foram R$ 1,635 trilhão investidos entre 2007 e 2013, o que inclui recursos privados e do orçamento das estatais.

Quanto à geração de empregos formais na economia: 15 milhões de postos diretos foram criados no período do ex-presidente e outros 4,5 milhões surgiram no governo de Dilma. Veja no gráfico acima a tendência de queda na taxa de desemprego durante os Governos Social-Desenvolvimentistas.

A desaceleração da demanda chinesa e o ritmo baixo de crescimento das principais economias globais reduziram os preços internacionais de commodities relevantes para o Brasil, como soja e minério de ferro. Assim, os termos de troca do comércio exterior brasileiro, que já vinham em tendência de deterioração, chegaram ao menor nível desde 2010 e explicam, em parte, a piora do saldo comercial do país e a desaceleração do crescimento nos últimos anos.

Apesar da guerra de comunicação, do falso alarmismo da oposição, dos xingamentos de baixo-calão dos coxinhas, do ódio inexplicável, a realidade dos bons números e da melhoria da qualidade de vida, comparados com o trágico passado da era neoliberal, se impõe.

A oposição torceu (e distorceu) contra a Copa! E agora, Aécio?

E agora, Aécio?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, Aécio?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, Aécio? Continuar a ler

Centralismo Democrático ou Democracia Participativa?

João Manuel Cardoso de Mello

Para meu caro professor João Manuel Cardoso de Mello (Valor – Eu&Fim-de-Semana), “o país vive uma fase de desordem político-institucional e a única saída para resolver a situação é a convocação de uma Constituinte com critérios muito rígidos – ninguém que ocupa um cargo público poderia, por exemplo, ser eleito. Além disso, já se partiria do princípio de acabar com a possibilidade de releição para o Executivo. E vereadores, deputados e senadores só poderiam tentar ser reeleitos uma única vez.

João Manuel não culpou o atual governo pela situação de desordem. Disse que, depois de décadas em que os principais problemas do Brasil não foram atacados seriamente, acabou se criando um clima de insatisfação, de mau humor com o Brasil que pode ser até uma ameaça à democracia, na medida em que abre espaço tanto para políticos “salvadores da pátria” quanto para os saudosistas dos tempos da ditadura. “As pessoas estão enojadas. Você conversa aqui com meus funcionários [da Facamp], desde o jardineiro até o professor, eles têm nojo”, especificou.

Embora eu não aprecie nem esse “viés heurístico da representatividade”, nem a forma retórica que inflama mais ainda a desesperança, “o complexo de vira-lata”, “o Brasil não tem jeito”, o esnobismo quanto a “os outros”, etc., cultivada pelo alarmismo artificial da campanha política da oposição, o conteúdo substantivo da mensagem do João Manuel merece uma reflexão. Ele sintetiza uma pauta desafiante de seis pontos, mas com pouca viabilidade política do próprio Congresso Nacional assumir, inclusive porque os demais partidos temem o poder eleitoral do PT na eleição da Constituinte. É viável uma democracia participativa em vez do centralismo democrático definido pela razão iluminista-reformista? Continuar a ler

Trindade Impossível: Liberdade, Igualdade e Paternidade

Dessin.LEF

O paradoxo fundamental da Política, segundo Steven Pinker (autor do livro “Os Anjos Bons da Nossa Natureza“: http://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2013/06/22/os-anjos-bons-da-nossa-natureza/), é que “o amor que pais dedicam a seus filhos torna impossível que uma sociedade seja, ao mesmo tempo, justa, livre e igualitária”.

Se é justa, as pessoas que tiverem maior competência, se esforçarem mais, e até mesmo contarem com eventos aleatórios favoráveis, acumularão mais dinheiro e propriedades.

Se é livre, elas os transmitirão a seus filhos. Não há amor mais incessante quanto o amor dos pais para com seus filhos e o amor dos filhos para com seus pais.

Mas, neste caso, a sociedade deixa de ser igualitária e justa, pois alguns herdarão riquezas pelas quais jamais trabalharam!

Liberté_Egalité_&_Fraternité_ou_la_mortDessa “trindade impossível” surge, então, o dilema entre liberdade, igualdade e paternidade. Diferentemente do lema da Revolução Francesa – “Liberté, Igualité, Fraternité” – a paternidade acaba predominando sobre a fraternidade com concidadãos na transmissão da riqueza. Em vez de distribui-la, após a morte, a quem menos têm, a opção preferencial é doá-la a quem mais ama, interpretando que é este quem mais necessita de si, isto é, da herança dos antecedentes responsáveis por ter o colocado no mundo.

Os europeus tendem a ser mais igualitários, enfatizando a igualdade de resultados ao acreditar que, em uma sociedade justa, não deve haver grandes diferenças de renda e/ou riqueza. No entanto, em uma sociedade livre e paternalista há a transmissão de herança, logo, a desigualdade de riqueza.

Culturalmente, americanos e chineses colocam mais ênfase na justiça social sob forma de igualdade de oportunidades. Desde que as pessoas tenham igualdade de condições básicas para subir na escala social, eles acreditam que uma sociedade com grande diferença de renda ou riqueza ainda pode ser justa. Ambos defendem a meritocracia. Continuar a ler

Capitalismo de Estado Neocorporativista: Eleição de Representantes em Conselhos de Administração

Quem Indica

A imprensa ainda não compreende a mudança social que ocorre com o amadurecimento democrático do País. A maioria dos eleitores optou, nos três últimos pleitos presidenciais, por afastar a tentativa de implantar o Capitalismo Liberal de Mercado, e elegeu um Governo Social-Desenvolvimentista. Este tem a legitimidade democrática para implantar um Capitalismo de Estado Neocorporativista dentro das “regras do jogo”, i.é, da Constituição. Dada a defasagem histórica com relação à experiência social-democrata europeia, que instalou antes um Estado de Bem-Estar Social com grandes avanços civilizatórios, o Estado brasileiro está agora buscando tirar o atraso histórico da cidadania.

Lá, na Europa, os sindicatos dos trabalhadores tiveram papel-chave ao constituirem partidos de base trabalhista. Aqui, no Brasil, não há porque não reconhecer sua importância histórico-institucional para levar adiante a conquista popular de direitos civis, políticos, sociais e econômicos.

O episódio da eleição de seus representantes nos Conselhos de Administração de grandes empresas brasileiras espanta os jornalistas, que nunca se manifestaram a respeito dos critérios de escolha de “personalidades” do setor privado, empresarial e/ou acadêmico. Raymundo Costa e Raphael Di Cunto (Valor, 19/05/13) “denunciam” o processo muito mais democrático do que o do suposto mérito de reputação intrapares, ou seja, de critérios de networking ou rede de contatos entre amigos.

Dizem que, “antes restrita à máquina publica estatal, o PT expande a ocupação de espaços em direção ao setor privado e já preocupa os segurados da Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – a Previ, o maior fundo de pensão do país e da América Latina com seus 198 mil associados e ativos estimados em mais de R$ 170 bilhões”. Ora, ora…

Vê se eles usariam essas rudes expressões para designar as escolhas das associações patronais! Continuar a ler

Eleitores do Partido dos Trabalhadores X Leitores do Partido da Imprensa Oposicionista

Máquina partidária

Lembrei-me de que a “imprensa burguesa”, para usar um “termo das antigas”, atribuía antes “o purismo típico de madres-superioras” aos militantes do PT, considerando-os incapazes de fazer o Jogo da Grande Política, isto é, da realpolitikRealpolitik do alemão real (“realística”) e politik (“política”) refere-se à política baseada principalmente em considerações práticas, em detrimento de noções ideológicas. O termo é muito utilizado, pejorativamente, indicando tipos de política que são coercitivasimorais ou maquiavélicas

Até que, de repente, aparece uma “aparente contradição” de um dado objetivo com o falso alarmismo cultivado artificialmente pelo PIO (Partido da Imprensa Oposicionista) e seus economistas-midiáticos: se há o dito descontentamento de empresários com o governo Dilma Rousseff, ele não se reflete na arrecadação petista! Por que, hein? Talvez os estrategistas realistas e pragmáticos das empresas estejam percebendo as boas mudanças do Capitalismo de Estado Neocorporativista, implementadas pelo Governo Social-Desenvolvimentista…

Raphael Di Cunto (Valor, 07/05/14) informa que o diretório nacional do PT bateu novo recorde de arrecadação em ano não eleitoral. Em 2013, a sigla recebeu R$ 79,7 milhões de empresas, 57,3% a mais do que as doações de pessoas jurídicas em 2011, primeiro ano com Dilma na Presidência, mostra a prestação de contas da sigla encaminhada ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Continuar a ler

Trunfos dos Candidatos: Pontos Fortes e Fracos

Apoios a CandidatosForças dos CandidatosArrecadação dos PartidosArrecadação do PSB

Fonte: FSP, 18/05/2014

A propósito dessa análise de “pontos fortes X pontos fracos”, Alberto Carlos Almeida, sociólogo, diretor do Instituto Análise e autor de “A Cabeça do Brasileiro“, publicou artigo (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 16/05/2014) que desmitifica a “análise de botequim” de que o Eduardo Campos é um candidato representativo de toda a Região Nordeste. Muito antes pelo contrário, as rivalidades estaduais preponderam na votação. Como ocorreu em outras eleições presidenciais, o fato de o PT e o seu aliado PMDB possuir bases nacionais, enquanto o PSDB e o PSB têm apenas algumas bases regionais, conta no resultado final. Mesmo perdendo em alguns Estados, a Dilma — mineira que emigrou para o Rio Grande do Sul, estudou em São Paulo, fez militância no Rio de Janeiro, e tem como “cabo eleitoral” o Lula, que desfruta de grande popularidade em todo o Nordeste — deverá se colocar como segunda colocada próxima do vencedor nesses Estados, mas somará o maior número de votos espalhados pelo País. Continuar a ler

Muda Mais X PIO (Partido da Imprensa Oposicionista)

Eu já tinha escutado a dica de um “companheiro-colega” antes de ler a notícia que Natuza Nery, Andréia Sadi e Filipe Coutinho (FSP, 28/05/14) tentam escandalizar: “um grupo ligado ao PT e envolvido com os preparativos para a campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição mantém, desde março de 2014, na internet um site apócrifo para defender o governo e fazer críticas à oposição, à imprensa e a institutos de pesquisa. Batizado de Muda Mais, o site foi lançado discretamente e seus responsáveis se apresentam na rede apenas como um “coletivo de jovens que acredita na mudança”.

O conteúdo produzido pelo http://mudamais.com/ tem sido reproduzido nas redes sociais. No dia 27/05/14, o site tinha mais de 6,7 mil seguidores no Facebook e 1,8 mil no Twitter. Com essa “dica da Folha”, a audiência do site, que é muito bem feito, aumentará mais! Continuar a ler