Séries de TV: Anos 60 Cinquenta Anos Após

Recebi a seguinte mensagem de advertência:

Para a turma das antigas!!!

Só para os (MUITO) maiores de 18 anos…

É uma amostra das séries de TV norte-americanas que existiam na época da infância da “geração 68″, nascida no baby-boom após a II Guerra Mundial. Coincidiu também com o início de transmissão da própria TV nos anos 50. Vale a lembrança para comparar com as séries da TV atual.

Não há mais herois do faroeste. Há apenas anti-herois contemporâneos: traficante de drogas (Breaking Bad), terrorista (Homeland), político corrupto (House of Cards), detector de mentiras (Lie to Me)… E a gente gosta!

Telinha X Telona = Cinema-Adulto X Cinema-Infanto-Juvenil

Séries de TV

João Luiz Rosa (FSP, 23/12/13) avalia que a internet mudou a maneira de ver televisão ao permitir que as pessoas assistissem em outras telas – como as de computadores, celulares e tablets – o que antes só podia ser visto no televisor. Serviços de vídeo on-line como o da Netflix mostraram que não já não era preciso chegar em casa para ver filmes e séries, ao mesmo tempo em que os espectadores descobriam, encantados, que podiam usar até aparelhos de videogame para acessar alguns de seus programas favoritos.

Mas todo esse barulho deixou de lado outra discussão, que agora começa ganhar a dimensão apropriada – é a própria produção da TV, ou seja, o conteúdo, aquilo que atrai o espectador para a frente da tela, seja ela de que natureza for. Não é só como se assiste TV, mas o que se assiste.

Nos Estados Unidos, o entusiasmo em relação à produção atual é tanto que muitas pessoas no setor estão convictas de que a TV americana ingressou no que seria sua terceira fase de ouro – a primeira teria ocorrido no início dos anos 50 e a segunda, na década de 80.

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Filhinhos do Papai

Para os roteristas e cineastas brasileiros buscarem inspiração, vale ler a reportagem de David Luhnow (The Wall Street Journal apud Valor, 20/06/13) reproduzida abaixo.

“É fácil identificá-los percorrendo as ruas dos enclaves ricos da Cidade do México em seus carros esporte. Os rapazes usam o cabelo penteado para trás com brilhantina e camisas de grife com os três primeiros botões abertos. As mulheres exibem bolsas e óculos de sol de marcas caras. Quase sempre são seguidos por um utilitário esportivo negro repleto de seguranças armados.

No México eles são chamados de “juniores” – os filhos e filhas da elite do país, jovens cujo amor pelas grifes de luxo só não é tão grande quanto seu senso de ter direito a tudo. Ao se tornarem adultos, os juniores passam a dominar os altos escalões dos negócios e da política. Eles moram em mansões rodeadas de muros altos, viajam em jatinhos particulares e parecem completamente intocáveis – e fora de contato com a realidade, num país que luta contra a pobreza e a violência.

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Comuna de Paris de 1871

Outra dica de filme interessante, dada por  Lucas Candido dos Santos Blasque, é A Comuna de Paris. Ele mostra o episódio da comuna com elementos mais recentes, como a televisão. A história é mostrada pela ótica de duas emissoras de TV, a de Versalhes e da Comuna.

O renomado cineasta e crítico de mídia, Peter Watkins, dirige esse olhar de seis horas de duração sobre a lendária Comuna de Paris de 1871. Após a humilhante derrota da França, na Guerra Franco-Prussiana, o reinado de Napoleão III caiu. Enquanto um novo regime dirigido sob o governo de Defesa Nacional tentava se escorar, uma vanguarda composta de plebeus tomou as rédeas do poder para si. Eles criaram a Comuna de Paris, um governo desafiadoramente separado do Estado, buscando o funcionamento sob uma espécie de ethos proto-marxista. Inevitavelmente, a Comuna foi brutalmente reprimida pelas tropas francesas. O tratamento original de Watkins  sobre o evento justapõe o presente com o passado, fazendo um relato ao estilo da CNN moderna a respeito de um fato histórico.

Segue o link: http://filmespoliticos.blogspot.com.br/2011/08/comuna-de-paris-1871-la-commune-paris.html

PS: é possível baixar via Torrent no The Pirate Bay.

 

A Marselhesa (La Marseillaise) de Jean Renoir (1938)

A Marselhesa é uma das obras-primas do grande mestre do cinema francês, Jean Renoir, o diretor de A Grande Ilusão e A Regra do Jogo. Baseando-se em minuciosa pesquisa dos documentos da época, Renoir realizou um filme apaixonante sobre momentos chaves da Revolução Francesa, da Queda da Bastilha em 1789 à queda do rei Luis XVI em 1793, passando pela criação e divulgação do hino nacional francês, La Marseillaise. Com humanismo, vivacidade e talento, Renoir nos dá uma lição de como retratar a história no cinema. A Marselhesa merece um lugar entre os melhores filmes sobre a Revolução Francesa, ao lado de Danton, o Processo da Revolução, Casanova e a Revolução, A Inglesa e o Duque, entre outros.

Gênero: Drama / História
Diretor: Jean Renoir
Duração: 135 minutos
Ano de Lançamento: 1938
País de Origem: França
Idioma do Áudio: Francês

Legenda: Português

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0030424/

Absolutismo – Ascensão do Rei Luís XIV

O Absolutismo – A Ascensão de Luís XIV, é uma superprodução histórica do mestre Roberto Rossellini sobre os primeiros anos do reinado do “Rei Sol”, Luís XIV (1643-1715), o maior monarca absolutista da França. Foi filmado para a TV francesa.

Com a morte do Cardeal Mazarino, que controlava os assuntos de Estado, o Rei Luís XIV decide que reinará sozinho, encarregando-se pessoalmente de suas relações com a nobreza e a burguesia e dispensando o Parlamento. Inicia-se assim o apogeu do Absolutismo.

Com seu realismo, Rossellini realiza uma impecável reconstituição de época, mostrando episódios históricos, como a construção do Palácio de Versalhes, e o cotidiano da corte real, com seus exuberantes banquetes. Uma  lição de história para debatermos, na próxima aula do curso “Economia no Cinema”, a Revolução Francesa.