Revolução no Cinema: Sergei Eisenstein e O Encouraçado Potemkin

Filme de Serguei Eisenstein (1925). Legendas traduzidas para o português. Para apreciar melhor o cinema do mestre da montagem vale ver o DVD Sergei Eisenstein Uma Autobiografia:

Este filme foi dedicado ao centenário do maior cineasta que a ex-União Soviética já teve, e um dos mais importantes de todos os tempos. Baseado em suas memórias, que ele iniciou em 1929, logo depois de finalizar “A Linha Geral” (Staroie I Novoie). Imagens raras do arquivo pessoal de Eisenstein. Mostrando centenas dos seus filmes, e suas reflexões do mundo durante os trágicos anos da Revolução Russa e do terror idealista de Stalin.

O segundo filme de Eisenstein, “O Encouraçado Potemkin” (1925), demonstrou que sua arte poderia ser mais poderosa quando atingisse um equilíbrio entre formas narrativas tradicionais e experimentais. Se “A Greve” (1924) era um poema visual agitado que apelava à emoção das audiências, “O Encouraçado Potemkin“, a representação de um dos mais trágicos episódios da revolução de 1905, era um trabalho de prosa, altamente emocional, mas muito claro no seu discurso lógico e público. Os grandes planos das faces humanas carregadas de sofrimento e das botas dos soldados, na já lendária sequência da escadaria de Odessa, são tão impactantes que algumas exibições do filme fora da URSS (como durante a ditadura militar brasileira) provocaram problemas com a censura, já que o público ficava convencido de que estava a ver um cine-jornal!

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A Marselhesa (La Marseillaise) de Jean Renoir (1938)

A Marselhesa é uma das obras-primas do grande mestre do cinema francês, Jean Renoir, o diretor de A Grande Ilusão e A Regra do Jogo. Baseando-se em minuciosa pesquisa dos documentos da época, Renoir realizou um filme apaixonante sobre momentos chaves da Revolução Francesa, da Queda da Bastilha em 1789 à queda do rei Luis XVI em 1793, passando pela criação e divulgação do hino nacional francês, La Marseillaise. Com humanismo, vivacidade e talento, Renoir nos dá uma lição de como retratar a história no cinema. A Marselhesa merece um lugar entre os melhores filmes sobre a Revolução Francesa, ao lado de Danton, o Processo da Revolução, Casanova e a Revolução, A Inglesa e o Duque, entre outros.

Gênero: Drama / História
Diretor: Jean Renoir
Duração: 135 minutos
Ano de Lançamento: 1938
País de Origem: França
Idioma do Áudio: Francês

Legenda: Português

IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0030424/

Absolutismo – Ascensão do Rei Luís XIV

O Absolutismo – A Ascensão de Luís XIV, é uma superprodução histórica do mestre Roberto Rossellini sobre os primeiros anos do reinado do “Rei Sol”, Luís XIV (1643-1715), o maior monarca absolutista da França. Foi filmado para a TV francesa.

Com a morte do Cardeal Mazarino, que controlava os assuntos de Estado, o Rei Luís XIV decide que reinará sozinho, encarregando-se pessoalmente de suas relações com a nobreza e a burguesia e dispensando o Parlamento. Inicia-se assim o apogeu do Absolutismo.

Com seu realismo, Rossellini realiza uma impecável reconstituição de época, mostrando episódios históricos, como a construção do Palácio de Versalhes, e o cotidiano da corte real, com seus exuberantes banquetes. Uma  lição de história para debatermos, na próxima aula do curso “Economia no Cinema”, a Revolução Francesa.

Especulação sobre O Futuro

Rogue Trader é filme baseado na história de Nick Lesson, o operador que quebrou o banco Barings (o banco comercial mais tradicional da Inglaterra), em 1995, por meio de operações com derivativos na bolsa de Jacarta. O filme mostra como é a vida de um investidor cujo plano de negócios é apostar na Bolsa de Futuros. Se você ainda não se convenceu de que em Finanças Pessoais deve se adotar um plano conservador em longo prazo, que tenha como objetivo a acumulação de capital que propiciará renda pouco ambiciosa no futuro, veja este filme. Se você não entender o filme acima, veja a que ponto chegou O Mercado especulativo no filme abaixo.

Leia: Posts sobre Negociações em Alta Frequência

1º Ciclo de Cinema e Política – Razões de Estado e Qualidade da Democracia

O exercício-do-poder

No MIS-SP (av. Europa, 158), participe do 1º Ciclo de Cinema e Política – Razões de Estado e Qualidade da Democracia. Organizado pelo Núcleo de Pesquisa em Políticas Públicas (NUPPs) e pela Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP, sob a coordenação do cientista político José Álvaro Moisés e curadoria do crítico Luciano Ramos, o evento, que gira entorno da avaliação dos 25 anos de democracia no Brasil, parte do cinema contemporâneo para discutir temas políticos atuais.

Após a exibição de cada filme, acontecem debates com a participação de pesquisadores e jornalistas especializados em política.

Lincoln: Realpolitik

O que mais me chamou a atenção no filme Lincoln, dirigido por Steven Spielberg, indiretamente, foi o falso moralismo político brasileiro, que é crítico apenas à prática fisiológica dos adversários. O que ele denomina “mensalão” – toma lá, dá cá – é contrapartida de negociações políticas desde sempre na democracia parlamentar. No caso mostrado no filme, simplesmente, “comprar votos” foi fundamental para a extinção do escravismo nos Estados Unidos!

Realpolitik (do alemão Real, “realística”, e Politik, “política”) refere-se à política ou diplomacia baseada principalmente em considerações práticas, em detrimento de noções ideológicas. O termo é, frequentemente, utilizado de maneira pejorativa, indicando tipos de política supostas coercitivas, imorais ou maquiavélicas. No entanto, pensadores como Maquiavel e Nietzsche defendem a realpolitik como um tipo de realismo político segundo o qual as relações de poder tendem a solapar todas as pretensões de fundamentação moral, levando ao ceticismo quanto à suposta moralidade. Henry Kissinger, conceitua realpolitik como sendo “política exterior baseada em avaliações de poder e interesse nacional”.

A realpolitik é distinta da política ideológica por não seguir um número prefixado de regras morais, tendendo a ser orientada a resultados e limitada somente por exigências práticas. Como a realpolitik é direcionada através dos mecanismos possíveis de assegurar interesses coletivos nacionais, pode às vezes requerer que o sacrifício de princípios ideológicos.

Em oposição à realpolitik, há os políticos que tendem a favorecer esses princípios ideológicos acima de quaisquer outras considerações. Tais grupos, em princípio, rejeitam compromissos que, a seu ver, vão contra os seus ideais e, então, sacrificam ganhos políticos de curto prazo em favor de manter sempre suas ideias puras. Como exemplo, no Brasil, pode-se citar os dissidentes do PT que criaram o PSOL ou “os sonháticos em busca de um partido incólume”, tipo “marineiros” que idolatram os sonhos da Marina Silva. Rejeitam alianças com os pragmáticos e, assim, pouco interferem nas decisões políticas cruciais para a sociedade.

Política, por definição, é ação coletiva para alcançar determinados objetivos. Para certos interesses tornarem-se predominantes em desfavor de outros, em uma democracia parlamentar, exige-se ceder ou atender alguns interesses particulares para convencer ou alcançar a maioria. Nessas negociações, exige-se clarividência em relação a qual é a meta principal e, para atingi-la, quais os meios podem ser utilizados, ou seja, os instrumentos que podem ou não ser negociados dentro da lei.

Apenas a política brasileira é fisiológica?  Fisiologia é o estudo das funções e do funcionamento normal dos organismos. A metáfora ilustra em sentido figurado a compreensão pragmática das funções e do funcionamento normal do Congresso, seja a Câmara dos Deputados, seja o Senado.

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Robin Hood: História e Estória

O que é mais interessante na última versão cinematográfica de Robin Hood, dirigida por Ridley Scott, é a reconstituição do contexto histórico do nascimento da lenda. O filme focaliza o surgimento da Monarquia Constitucional com a Magna Carta de 1215, ainda hoje com alguns itens vigentes na Inglaterra. Esses artigos dizem respeito a Direitos Humanos, reivindicados em época de servidão aos senhores feudais e subordinação dos varões à nobreza. Vamos relembrar um pouco de história (e não estória, que é narrativa de cunho popular) para entender a importância política do que o filme reconstitui.

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As Viagens de Gulliver

Gulliver’s Travels (EUA , 2010 – 93 min.), sob direção de Rob Letterman, tem no elenco o ator principal Jack Black e a atriz coadjuvante Amanda Peet formando o convencional (“ninguém aguenta mais”) par de comédia romântica novaiorquina. Aparentemente, o filme é só idiota, isto é, não tem dimensão do mal que faz aos outros e a si próprio. Mas, na verdade, comete estelionato cultural, pois é fraude praticada em convenções já que induz alguém à falsa concepção de obra prima da literatura universal com o intuito de obter vantagem ilícita para si ou para outros.

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Cinema Político

Cinema Político? Quase todos os filmes sobre história contemporânea (História Contemporânea no Cinema), histórias de guerra (Histórias de Guerra no Cinema), história recente (História Recente no Cinema) poderiam ser classificados no Gênero Político. Porém, em tempo de eleição, vale o esforço de relembrar grandes filmes, ainda não citados, onde a política partidária aparece, inclusive por parte do partidarismo da imprensa. Imediatamente, vem à memória o Cinema Político Italiano. Mas em outros países também foram produzidos grandes filmes políticos, inclusive no Brasil (História Brasileira no Cinema).

O Conformista

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História Recente no Cinema

Denominada História Integrada, a utilização simultânea, em quase todas as séries, de um livro de História Geral e outro de História do Brasil foi a grande novidade na metodologia do ensino de História na década de 1980. Na virada do milênio, essa metodologia ganha corpo no mercado editorial do livro didático e os exemplares são confeccionados seguindo o modelo de volume único. A História do Brasil é apresentada como integrada à História Geral. No entanto, a primeira permanece como apêndice da segunda. A lógica e a chave para a compreensão e/ou explicação da nossa condição de país permanentemente periférico dos centros hegemônicos é a macro-história. Chega-se ao extremo de, ao final das descrições sobre os tradicionais grandes eventos da História Geral, sinalizar: enquanto isso no Brasil… No próximo capítulo de Historia no Cinema, apresentaremos História Brasileira no Cinema. Por ora, em História Recente no Cinema, reuniremos filmes representativos da minha geração, ou seja, a do “baby-boom post-war”, a da “geração meia-oito”, a da luta armada, a hippie, a yuppie, a X, a Y…

Contexto histórico: A história recente do livro didático de História

Juventude Transviada (Rebel Without A Cause)

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