Wynton Marsalis & Eric Clapton Play The Blues Live From Jazz At Lincoln Center

Comprei este CD genial e não me canso de escutá-lo. Recomendo-o fortemente. Mas as seguintes notas assinadas Wynton Marsalis falam por si:

“Quando Louis Armstrong foi questionado sobre as diferentes formas de música popular em meados da década de 1960, ele respondeu: “… todos esses diferentes tipos de música fantástica que você ouve hoje – evidentemente só tocam guitarras agora – eu costumava ouvir no caminho de volta de velhas igrejas santificadas onde as irmãs costumavam gritar até que suas anáguas caíssem”. Ele não estava tentando destacar o conflito de gerações. Pops estava reconhecendo as experiências fundamentais que informam todas as músicas em sua “seção rítmica”. Ele foi contextualizar uma herança que inclui a dança irlandesa, as tradições musicais da África Ocidental, o hino inglês, e os spirituals negros, todos sintetizados e tocados sob a forma transcendental do blues.

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Manhã Maravilhosa

É cedo do dia

Ela está imaginando a camisola tirar

Ela não põe maquiagem

E não escova seu cabelo longo e grisalho

E não necessita perguntar, “Eu pareço bem”?

E meus olhos dizem sim, você está maravilhosa esta manhã

E depois nós vamos para a Cultura

E ninguém se vira para ver

Este senhora bonita

Caminhando por toda parte comigo

E então ela me pergunta, “Você se sente bem”?

E eu digo sim, eu me sinto maravilhoso esta manhã

Eu me sinto maravilhoso porque eu vejo

a luz do amor no seu olhar

E a maravilha disso tudo

é que só você não percebe

o quanto amo você

É hora de ir para casa agora

E eu comprei o Disco do Ano

Então ela coloca para tocar no carro

E ela me ajuda cantarolar

E então eu falo para ela

Enquanto eu chego em casa

Eu digo minha querida, você estava maravilhosa esta manhã

Oh, minha querida, você estava maravilhosa esta manhã

(Adaptado da letra de Eric Clapton “Wonderful Tonight“)

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Jeff e Tim Buckley

The Cinematic Orchestra – Lilac Wine

Miguel Amaral enviou-nos de Portugal dicas de dois vídeos diferentes sobre a mesma canção. Ela é uma de suas favoritas, bem como o artista, Jeff Buckley, que morreu muito jovem afogado enquanto nadava no rio Wolf, afluente do Rio Mississipi, em 1997. Ele parece ter tido a premonição da sua própria morte, pois seu pai, conhecido cantor folk dos anos 60’s, Tim Buckley, também morreu de forma muito precoce. Os dois vídeos são uma preciosidade, muito bonitos, tanto do Jeff Buckley como dos The Cinematic Orchestra. São dois momentos ímpares, a imagem e a canção.

Jeff BuckleyLilac Wine

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Subgêneros do Soul

Sempre apreciei mais o soul da  Stax Records de Memphis no Tenesse do que o da gravadora Motown de Detroit. Este é fortemente rítmico e para dançar separado. Aquele é mais melódico e romântico, para dançar junto. Na fossa, sem dançar (tipo “Dançou? Dancei…”) , dá prá curtir uma dor-de-cotovelo legal! Experimente escutar “When A Man Loves A Woman“, repetidamente, ou você se mata ou se cura…

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Soul

Continuando a série de recolhimento de informações para apreciar mais gêneros musicais que me “salvam a vida” (veja Categoria ao lado), desta vez vamos editar o verbete sobre Soul da Wikipedia. Soul (em inglês: alma) é gênero musical dos Estados Unidos da América que nasceu do rhythm and blues e do gospel, durante o final da década de 1950 e início da década de 1960, entre músicos negros. Durante a mesma época, o termo soul já era usado nos EUA como adjetivo usado em referência ao afro-americano, como em “soul food” (“comida de negro”). Esse uso apareceu justamente em época de vários movimentos de liberalismo social, tanto com a revolução dos jovens com o uso das drogas, como os movimentos anti-guerra e anti-racial. Por consequência, a “música soul” nada mais era que referência à música dos negros, independente de gênero.

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Pianistas de Jazz

“Os pianistas de jazz contemporâneo estão na linha direta de Franz Liszt, o inventor do recital de piano solo clássico, em meados do século XIX. Antes dele, Mozart e Beethoven, na passagem dos séculos XVIII-XIX, eram eméritos improvisadores e embasbacavam as nobre platéias vienenses com suas habilidades extraordinárias. Mas Liszt foi mais longe. O dublê de compositor-pianista encarava grandes platéias sem anunciar o que iria tocar” (João Marcos Coelho, Valor Eu&Fim de Semana, 01/04/11). Ao ler isso, inspirei-me para fazer pesquisa no YouTube. Vejam e escutem o resultado dos clássicos para sempre, pois serão pianistas de jazz apreciados por gerações futuras.

Keith Jarrett - The Koln Concert

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Elogio à Beleza

Miguel Amaral envia duas sugestões do que considera “o elogio da beleza”. Diz que “uma beleza é produto da natureza, a outra beleza é fruto da nossa imaginação”. No meio de tanta beleza, ocorreu-lhe o seguinte pensamento: “a beleza pode ser sempre reforçada por outra beleza, neste caso, a beleza das imagens pode ser reforçada pela beleza da melodia”. Disse-me: “Fernando, creio que todos deveríamos ter direito a 6 minutos para apreciar a beleza. Enfim, pode parecer uma futilidade, principalmente, quando carecemos de tantas coisas”.

Na realidade, nossa motivação para viver é apreciar a beleza! Quando ela deixar de existir, o que nos restará?!

Dustin O’Halloran Opus 23 video

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CEM: Confraria Etílico Musical (Epílogo)

Listei meus dez rocks preferidos (A Day in the Life, You Can’t Get What You Want, Feel So Good, Light My Fire, It Hurts Me Too, The Sound of Silence, See Me Feel Me, Atom Heart Mother, Stairway to Heaven, Dead Babies / Killer),  mas como acabou essa estória pessoal-musical? Em tom muito etílico e pouco musical?

Bem, no dia de minha apresentação de rock, virou festa! As moças, sem respeitarem a liturgia do momento, seduziram os rapazes para dançar, enquanto eu bancava o catedrático do rock… Não foi difícil, com o teor etílico dos membros da Confraria, todo mundo perder a compostura.

Mas eu estava preparado para o bis! Aqueles dez rocks iniciais eram todos com faixa longa de mais de dez minutos, que não se tocava em radio. Talvez eu os tenha escolhido, justamente, para demonstrar o conteúdo artístico do rock para quem não o apreciava, no fundo, porque o desconhecia. Achava que a musiquinha pop ou mesmo a discoteca bate-estaca eram rock. Esse desconhecimento constituía suprema ofensa para respeitável roqueiro! Que analfabetismo musical por parte de doutores em Economia…

Assim, prosseguindo a “profunda reflexão” a respeito do tema, passei a colocar os rocks de minha lista de “vinte mais” para tocar. Mas como eu poderia me lembrar no meio da festa? Simples, bastou relembrar o envolvimento afetivo (não necessariamente efetivo) com alguma amiga, quando cada música me chamou a atenção. E aí foi só renomear, mentalmente, a música. [Nick Hornby teve a mesma inspiração / insight em Londres anos depois.] Por exemplo, dez rocks inesquecíveis, entre os anos 70 e os 80, foram os seguintes.

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CEM: Dead Babies – Killer

O nome Alice Cooper foi inspirado quando Vincent Furnier e companheiros de sua banda assistiam ao filme “O que teria acontecido à Baby Jane?”. Após um acidente de carro, o grupo quase morre e resolve então mudar seu nome para Alice Cooper. A carreira do grupo começou a decolar com a grande ajuda do produtor Bob Ezrin. Alice, nome adotado por Vincent, bem auxiliado pelo produtor, começa a partir do álbum Killer, em 1971, para além de cantar, fazer performances diabólicas nas apresentações, abusando dos efeitos de horror, com cobra, sangue e cenas teatrais. O sucesso definitivo chegou com os clássicos Love It to Death (1971) e mais ainda com School’s Out (1972), seguidos por Billion Dollar Babies (1973).

School’s Out é outro clássico do Alice Cooper.

Embora ela seja boa “prá botá os bichos prá fora”, prefiro Dead Babies – Killer, em sequência, que era com eu as escutava no disco vinil Killer, em 1971, quando comecei a estudar Economia. Talvez fosse para desabafar minha raiva… Essa sequência eu coloquei, em alto volume, para meus colegas economistas da Confraria Etílico Musical (CEM) escutarem e, principalmente, sentirem o clima aterrorizante transmitido pelas músicas.

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CEM: Stairway to Heaven

Cerca de 25 milhões de pessoas já ouviram esta canção, em Versão Studio, no YouTube, sendo considerada por muitos roqueiros como The Best Song of History! Pelo sucesso de público seria fácil justificar para meus colegas da Confraria Etílico Musical (CEM) porque a coloquei entre minhas “dez mais”. Mas não bastaria, intelectual só aceitaria caso fosse sucesso de crítica! Música-cabeça!

Não foi escolha fácil para mim. Tinha de escolher só uma música do Led Zeppelin. Já contei, neste blog (Trilha dos Anos 70), “quando a cabeça não agüentava mais, eu colocava duas caixas de som, cada uma ao lado de um ouvido, pois ainda não existia headphone, e tocava Led Zeppelin com o volume no máximo que a vizinhança aguentasse!”. Essa musicoterapia era Whole Lotta Love em sua versão completa com todos os solos de guitarra de Jimmy Page e bateria de John Bonham, o baixo de John Paul Jones pulsando por trás e os gritos de Robert Plant. Portanto, esta fazia minha cabeça!

A sonoridade de Stairway to Heaven sempre atinge meu lado emocional. Em momentos melancólicos, é tiro-e-queda!

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CEM: Atom Heart Mother

Parte I

Parte II

Parte III

Sobre a Trilha dos Anos 70 escrevi o seguinte. “Viajandão? O sonho acabou, quem não dormiu no sleep-bag não sonhou! Rock progressivo ‘pra a cabeça, não pra dançar’. Olhava-se estrelas, porque aqui em baixo a coisa estava preta! Abria-se reunião ‘clandestina’ do Diretório Acadêmico com Pink Floyd”…

Pois bem, confesso, espontaneamente, essa trilha era Atom Heart Mother do “disco da vaca”! A gente a escutava, enquanto aguardava o início da reunião, a todo volume! Ninguém da “repressão” acharia que ali, no Diretório da FAFICH-UFMG, em 1972, se estaria discutindo A História da Revolução Russa de autoria de Leon Trotsky… Os stalinistas também não se aproximavam, pois achavam que era a “turma do desbunde”. Nós nos achávamos internacionalistas!

Escutava-a também sob as estrelas, na fazenda do meu avô, quando minha turma ficava estirada no gramado em frente à casa, tomando uísque (nacional) e comendo batata frita. No máximo volume, imaginávamos qual seria o efeito daquela música do “disco da vaca holandesa” sobre o leite de suas “primas tupiniquins” que deviam estar escutando-a no curral ali perto.

Portanto, com toda essa lembrança, foi inevitável escolhê-la como um dos meus rocks preferidos. Resumi essa sensação para despertar os sentimentos dos meus colegas da CEM – Confraria Etílico Musical.

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