Fundo de Pensão Fechado X Aberto (PGBL ou VGBL)

PGBL x Outros Fundos

Sérgio Tauhata (Valor, 16/07/14) avalia que, pelo fato de partilharem a mesma natureza complementar em relação à Previdência oficial concedida pelo INSS, os sistemas fechado e aberto podem confundir os participantes. O primeiro engloba os chamados fundos de pensão. São planos criados por empresas e voltados exclusivamente aos funcionários. Em geral, o modelo engloba, além dos aportes dos contribuintes, uma contrapartida do empregador, que varia de 50% a até 150% de cada salário ao longo do período de investimento.

No caso do regime aberto, qualquer pessoa pode aderir a um dos planos, conhecidos como PGBLs e VGBLs, oferecidos por bancos e seguradoras – empresas também por recorrer ao produto para oferecer aos funcionários. Nesse sistema, na contratação por pessoa física, os recursos são aportados apenas pelos participantes. No fim da acumulação, a pessoa pode usar os valores poupados para:

  1. comprar uma renda,
  2. reinvestir em outros produtos ou
  3. simplesmente sacar o dinheiro.

Continuar a ler

CORE e Integração das Clearings de O Mercado

Integração ds clearings

Cícero Augusto Vieira Neto é diretor executivo de operações, clearing e depositária da BM&FBovespa. Publicou artigo (Valor, 18/08/14) afirmando que “osmercados financeiro e de capitais do Brasil passam a contar hoje com uma infraestrutura sem paralelo no mundo em termos de sofisticação, benefícios e segurança. Entra em funcionamento a primeira fase do projeto de integração das clearings da BM&FBovespa e seu novo sistema de administração de risco.

Essa mudança só se compara à implantação do novo Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) em 2002, projeto conduzido pelo Banco Central do Brasil que modernizou e tornou mais segura a infraestrutura dos mercados nacionais. O novo sistema de cálculo de risco integrado, chamado de CORE – um dos mais modernos e seguros do mundo -, propiciará maior eficiência à alocação de capital pelos investidores, com benefício imediato da ordem de R$ 20 bilhões.

A unificação dos processos de liquidação das clearings gerará maior eficiência na gestão de caixa das instituições, com economia diária de cerca de R$ 500 milhões. A maior padronização e automatização de processos gerará redução de despesas recorrentes em todo o mercado. A nova infraestrutura de TI reduzirá riscos operacionais e estará preparada para suportar o crescimento de volumes pelos próximos 20 anos. Os mercados nacionais ganharão em termos de robustez e competitividade. Continuar a ler

Rebalanceamento

Financial-portfolio-rebalance-graph

Linda Stern (Reuters, apud Valor, 18/08/14) avalia que os investidores que acham que estariam melhores comprando na baixa e vendendo na alta possuem na verdade uma ferramenta que pode forçá-los a fazer justamente isso. Ela se chama “rebalanceamento” – a prática de realocar regulamente um portfólio para que suas aplicações permaneçam nas proporções originalmente pretendidas.

Uma carteira com 60% de exposição em ações e 40% em bônus ou títulos de renda fixa ficará defasada se você a largar por tempo suficiente. Para rebalanceá-la, você precisa reduzir a proporção que aumentou – geralmente as ações – e direcionar o dinheiro para o outro lado.

Um investidor que faz isso regulamente vai se proteger de assumir mais riscos que o desejado. Ele também com frequência vai consolidar os ganhos e comprar títulos a preços melhores que conseguiria de outra forma.

Continuar a ler

Vieses Heurísticos

Finanças Comportamentais

Luciana Seabra (Valor, 14/08/14) publicou reportagem sobre Finanças Comportamentais.

“Eles são otimistas em excesso e, quando se enganam, adiam a realização do prejuízo para não assumir o erro. Parecem falhas de investidores comuns, mas elas fazem parte também do dia a dia dos profissionais. O otimismo e a aversão ao arrependimento são os principais vieses emocionais dos gestores de fundos brasileiros, presentes respectivamente em 78% e 76% deles, conforme um estudo do Núcleo de Finanças Comportamentais da Fundação Getúlio Vargas (FGV). A conclusão parte de questionários de 46 perguntas respondidos por 98 gestores.

Os vieses, diz a teoria, são erros sistemáticos de julgamento. Há os do tipo cognitivo, distorções inconscientes na percepção, e os emocionais, relacionados ao instinto e à intuição. Servem de referência ao estudo da FGV os teóricos das Finanças Comportamentais Michael Pompian e Daniel Kahneman, o último premiado com o Nobel de Economia em 2002. Continuar a ler

Educação Financeira do “Brasileiro”

Poupança pessoal

Há uma piada corporativa que diz: “economistas respondem porque são perguntados, não porque saibam a resposta”. Na realidade, é uma verdade!

Analise o caso abaixo em que o jornalista perguntou a economistas “por que os brasileiros pouparam menos neste ano em relação ao ano passado?” Em reação corporativista, nenhum respondeu que foi por causa da “profecias do fim-do-mundo” no Brasil, realizadas por seus colegas “analistas de O Mercado”. Já que o mundo irá se acabar com a reeleição da Dilma, “os brasileiros” (sic) resolveram gastar tudo antes do fim! :)

Toni Sciarretta (FSP, 07/08/14) informa que os brasileiros estão guardando menos dinheiro neste ano do que em 2013. É o que revela pesquisa encomendada pela Serasa Experian ao Ibope Inteligência sobre hábitos de educação financeira do brasileiro. Que sujeito é este?! Você já o viu em algum lugar? Quem é o brasileiro médio representativo da disparidade individual aqui existente? Continuar a ler

Risco de Volatilidade pela Marcação-a-Mercado

Perfil do investidor no Tesouro Direto

Lorenna Rodrigues (Valor, 18/08/14) informa que o Tesouro Nacional estuda aumentar os incentivos oferecidos às instituições financeiras, a fim de expandir a base de investidores do Tesouro Direto, programa de venda de títulos públicos a pessoas físicas pela internet em parceria com a BM&FBovespa, com aplicação a partir de R$ 30. O desafio hoje é fazer com que bancos e corretoras promovam o investimento em papéis do governo aos seus clientes, além de aumentar as informações disponíveis sobre os títulos. Com 12 anos de operação, o programa tinha 406.483 investidores cadastrados em junho de 2014. Continuar a ler

Private Banking: Concentração da Riqueza

Private Banking março 2014

Apenas 7,4% das pessoas ocupadas — 61,8% da PIA (152 milhões de pessoas), o que dá cerca de 94 milhões — ganham mais de 5 salários mínimos (R$ 3.620). São apenas 7 milhões de pessoas em uma PEA que alcança 100 milhões.Para fazer parte do 1% mais rico, em São Paulo, é preciso ter uma renda individual mensal de ao menos R$ 15 mil. Essa fatia acomoda pouco mais de 100 mil pessoas, entre empresários, altos executivos, profissionais liberais e gestores do próprio patrimônio.

Isso refere-se ao fluxo de renda. Quanto ao estoque de riqueza, apenas um total de 3.902 investidores brasileiros poderiam ser chamados de “profissionais” nos moldes da Instrução nº 539 da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), e, assim, ter acesso a aplicações financeiras mais sofisticadas. É esse o número dos que têm pelo menos R$ 20 milhões em patrimônio financeiro.

Eles correspondem a apenas 2,9% dos 130.861 investidores hoje chamados pelo mercado de “superqualificados“, que podem aplicar em produtos com tíquete mínimo de R$ 1 milhão.

O valor de R$ 10 milhões em patrimônio financeiro, proposto pela Anbima, ainda que restrinja menos o público atualmente chamado de superqualificado, elimina cerca de 90% desses aplicadores, abarcando 8.842 investidores.

A elevação do valor de patrimônio que define o investidor qualificado de R$ 300 mil para R$ 1 milhão, segundo o levantamento, reduziria o número de investidores elegíveis em 80% em relação ao 644.003 atuais que têm investimentos acima de R$ 300 mil.

A Anbima propõe o valor de R$ 700 mil, que abarca 221.194 investidores, 34% da base atual.

No Private Banking, em março de 2014, há 55.104 investidores.

Marcelo Pinho (Valor, 15/08/14) alerta que, embora o termo milionário sempre esteve associado à indústria de private banking no Brasil, o piso para fazer parte desse seleto grupo vem subindo. Se antes, clientes com mais de R$ 1 milhão eram os alvos desse segmento, hoje, para os grandes bancos, essa quantia subiu para R$ 3 milhões. De fato, milionário é quem tem mais de um milhão de dólares (~R$ 2.300.000) disponíveis, ou seja, desconsiderando o valor de sua residência.

Mas isso não parece ser um problema para os bancos. No Bradesco, apesar da faixa de corte ser de R$ 3 milhões, a média das carteiras sob os cuidados do banco, chamado de tíquete médio, é de R$ 12 milhões. “Nós mudamos isso há três anos. A Anbima pede que o segmento tenha clientes com no mínimo R$ 1 milhão administrados. Alguns bancos ainda usam esse valor, mas aqui alteramos para R$ 3 milhões”, diz João Albino Winckelmann, diretor do Bradesco Private. Continuar a ler