Lucro Financeiro de Rede Comercial

Operação Financeira em Loja Comercial

Adriana Mattos (Valor, 03/04/14) informa que as Casas Pernambucanas, uma das mais tradicionais varejistas de vestuário e produtos eletrônicos no país, decidiu seguir cartilha oposta a das maiores redes do país. E o resultado dessa postura aparece mais claramente nos resultados dos últimos anos publicados pela empresa de capital fechado. Em uma estratégia definida anos atrás pela herdeira Anita Regina Harley, bisneta do fundador, Herman Lundgren, a Pernambucanas cresce pouco em relação aos competidores e o volume mais expressivo no lucro reflete as operações do seu braço financeiro, a Pernambucanas Financiadora.

A empresária de vida reclusa, segundo fontes, é presença cada vez mais rara na sede da varejista, em São Paulo. É a maior acionista individual da rede, com 30% de participação e disputa na justiça uma fatia de 25%, pertencente a sobrinhos. Anita tem contatos com o comando da rede basicamente por telefone, poucas vezes ao mês. “Ela liga quando tem algum recado, mas é raro”, diz um ex-diretor. Solteira e idade estimada em pouco mais de 70 anos, ela mudou-se para uma casa na cidade de São Paulo após viver 30 anos no hotel Cad’oro, fechado em 2009.

Com R$ 4,26 bilhões em receita líquida e 303 lojas, a Pernambucanas lucrou R$ 7,92 milhões no ano passado com sua operação no comércio varejista. Em 2012 foram R$ 4,11 milhões, calculou o Valor com base nos dados presentes em balanço. Esse valor não considera o pagamento de dívidas com a União, via Refis.

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Gastos em Luxo

Investimentos em Luxo

Na edição de The Wealth Report do ano de 2013 apresentou-se o Índice de Investimento de Luxo Knight Frank (KFLII). KFLII combina o desempenho de nove bens de luxo, incluindo arte, carros clássicos, relógios e selos, em um índice composto. No ano corrente, atualizou-se o índice, que mostrou crescimento de 8% em 12 meses até Q3 2013 e 179% em um período de 10 anos, superando muitos mais os investimentos tradicionais como o FTSE 100. Em geral, carros clássicos têm mostrado o mais forte desempenho nos últimos 10 anos, enquanto investimento imobiliário tem realmente caído em valor. Consulte a tabela acima para o desempenho dos segmentos individuais de KFLII.

Veja mais em: http://www.thewealthreport.net/luxury-investments/default.aspx # sthash.uXbIdafj.dpuf

Lamborghini-Huracan-leaked

Genilson Cezar (Valor, 25/03/14) informa que design de vanguarda, conforto, qualidade e segurança, além de muita tecnologia embarcada, depois de devidamente testada em pistas de Fórmula 1, são os trunfos dos automóveis de luxo que estão desembarcando, ou programados para ser lançados este ano, no Brasil. O Lamborghini Huracán, um superesportivo que deve chegar no segundo semestre, por exemplo, traz motor V10 5.2 de 618 cv de potência, câmbio de dupla embreagem de sete velocidades, podendo atingir 325 km/h de velocidade máxima. Chega a 100 km/h em 3,2 segundos. Na Europa, onde será lançado em maio, o Huracán deve ser vendido com preço inicial de € 169.500, equivalente a cerca de R$ 550 mil, mas no Brasil, não sairá por menos de R$ 2 milhões.

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Investimentos Imobiliários

Cidades Mais Importantes do Mundo

A Knight Frank The Wealth Report – Global Cities mantém informações de quais cidades são da maior importância para pessoas mais ricas do mundo. Ele classifica as cidades com base em quatro fatores:

  1. Atividade Econômica,
  2. Qualidade de Vida,
  3. Conhecimento, e
  4. Influência e Poder Político.

Obs.: tudo isso tendo em conta o número de UHNWIs que mantém residência na cidade.

Guilherme Meirelles (Valor, 25/03/14) informa que a retomada do aperto monetário teve o efeito de uma ducha fria na procura por Fundos Imobiliários. Grande chamariz dos bancos até o primeiro semestre do ano passado, a modalidade é vista hoje com cautela pela maioria das instituições financeiras.

Assustados com a perda de rentabilidade, investidores mais afoitos desfizeram-se de suas partes no mercado secundário, o que gerou uma compressão das cotas em boa parte dos fundos. Segundo o boletim de fevereiro da BM&F Bovespa, o valor de mercado dos 117 fundos listados era de R$ 27,3 bilhões, menor dos últimos 12 meses. Ainda com base em fevereiro, o índice Ifix (composto pelos 66 maiores fundos imobiliários) teve queda de 16,7% nos últimos 12 meses. Já o índice Imob (formado pelas 20 empresas do setor listadas na BM&F Bovespa) desabou – 29,1% no mesmo período.

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Portfólio de Alta Renda e Grande Riqueza

Investimentos no Exterior

Felipe Datt (Valor, 25/03/14) informa que o cenário de taxa de juros em queda, que vigorou até o fim de 2012, fez com que os ativos de renda fixa perdessem participação no portfólio de investimentos dos milionários brasileiros. Embora os investimentos diretos em títulos e valores mobiliários ainda representem um dos pilares da indústria private, abocanhando, em 2013, 45,3% das aplicações – 30,9%, dos quais, em renda fixa -, a busca por maior liquidez fez com que esses instrumentos perdessem espaço, nos últimos anos, para aplicações em fundos de investimento.

Essa nova seleção nas carteiras de ativos foi captada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), que mostra que o crescimento de 11,8% nas aplicações em fundos, em 2013, sobre o ano anterior, levou o volume desses ativos a superar, pela primeira vez desde o início da série histórica, há cinco anos, os recursos alocados diretamente em títulos e valores mobiliários, que cresceram apenas 4,8% no ano passado. Em 2013, os fundos representavam 47,4% dos ativos sob gestão no segmento private, ou R$ 273,4 bilhões, enquanto os títulos e valores mobiliários abocanharam R$ 261,5 bilhões.

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Gestão de Fortunas (Wealth Management)

Indústria de Alta Renda no Brasil

Felipe Datt (Valor, 25/03/14) informa que a indústria de gestão de fortunas, o chamado “wealth management”, sentiu o baque de um 2013 volátil e registrou, no ano passado, o menor crescimento desde que começou a ser fotografada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), há cinco anos. As riquezas acumuladas pelos milionários brasileiros ainda impressionam. O patrimônio acumulado foi de R$ 577,2 bilhões – em 2010, não passava de R$ 290 bilhões – mas o crescimento de 9,5% ante 2012 ficou muito aquém das consecutivas altas alcançadas até então: 23% (2009/2010), 21,6% (2010/2011) e 21,4% (2011/2012).

O cenário, embora desafiador, não é suficiente para tirar o otimismo dos departamentos de private banking das principais instituições financeiras do país, que acreditam em uma retomada do crescimento na casa dos dois dígitos já a partir de 2014. “Crescer quase 10% não é ruim considerando um ano complexo e desafiador. Foi um ano de resultado negativo na bolsa, o que impacta a correção do estoque. O mercado private se consolida no Brasil e o certo é que ainda existe muito cliente com perfil private que não é atendido. Mas é mais razoável imaginar um crescimento na casa dos 10% no futuro do que em patamares anteriores”, opina o presidente do comitê de private banking da Anbima, João Albino Winkelmann.

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Investimento em Felicidade

Aswath Damodaran divulgacao

Beatriz Cutait (Valor, 20/03/14) anuncia a recomendação-chave de um guru de Finanças Pessoais: “para ser um investidor de sucesso, as pessoas têm que se conhecer mais e não seguir outros gestores; a melhor estratégia é a que se adequa à sua Filosofia”. Filosofia é o amor pela sabedoria, experimentado apenas pelo ser humano consciente de sua própria ignorância.

Esqueça as estratégias dos investidores mais admirados no mundo. De nada vai servir aplicar na sua vida as fórmulas que deram tão certo para nomes como Warren Buffett, George Soros ou Peter Lynch. O conselho vem de uma das figuras mais respeitadas do mercado financeiro: o professor de finanças da Stern School of Business, na Universidade de New York, Aswath Damodaran. O indiano, autor dos livros “Mitos do Investimento” e “Valuation – Como Avaliar Empresas e Escolher as Melhores Ações”, defende que as pessoas olhem para si no momento de decidir sobre as melhores aplicações. “Você precisa investir de um jeito que te deixe satisfeito, que faça você feliz”.

Em entrevista por telefone, Damodaran ainda falou sobre o mercado brasileiro, disse que não considera a bolsa barata, mas que comprou ações da Vale e da Petrobras no ano passado. O professor também teceu críticas ao modelo de governança de companhias nacionais, ao considerar que elas querem o dinheiro dos investidores, mas não lhes dão ouvidos, o que contribui para a participação ainda pouco expressiva da pessoa física na bolsa. Damodaran, que calcula estar na 20ª visita ao Brasil, participou de seminário da HSM nos dias 27 e 28 de março, voltado para 250 executivos que trabalham com valoração de empresas. A seguir, os principais trechos da entrevista.

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ERRADO PSDA: 10 Vieses Heurísticos

Vieses HeurísticosCriei um mnemônico com finalidade de facilitar a memorização dos dez vieses heurísticos: ERRADO PSDA. Um tucano confirmaria: “está errado mesmo!” Um petista retrucaria: “Tanto faz, está errado seja como PSDA, seja como PSDB.” A maioria silenciosa acharia que “este é um falso problema…” O importante é todos alunos e leitores se lembrarem de maneira fácil das primeiras letras dos dez vieses – e, depois, de seus significados, para evitá-los:

  1. Excesso de confiança (comprar antes da alta e vender antes da baixa);
  2. Reação exagerada (euforia pela nova era, pânico na fuga);
  3. Representatividade (avaliação de probabilidade baseada em uma única opinião alheia de suposta “autoridade” não representativa);
  4. Ancoragem (“valor do investimento inicial a gente nunca esquece”);
  5. Disponibilidade (“a memória é curta e seletiva”, logo, imagina-se que só a que está disponível imediatamente na mente é a relevante);
  6. Otimismo (“todos se consideram acima da média”);
  7. Perseverança (validação ilusória através de “confirmação exclusiva com quem pensa igual” leva a perseverar no erro de avaliação) ;
  8. Similaridade (“semelhança com a verdade não é o mesmo que verdade”);
  9. Diversificação ingênua (preferência pelo familiar ou conhecido e seleção da carteira de ativos baseada na “regra 1/n”);
  10. Aversão à ambiguidade (evitar a responsabilidade de tomar decisões arriscadas apoiando-se em um “bode-expiatório ou recall psicológico”).

Danylo Martins (Valor, 24/03/14) publicou uma matéria de leitura bastante útil sobre o mesmo tema. Reproduzo-a abaixo com fins didáticos.

“Investir é uma ação puramente racional, baseada no comportamento do mercado e no retorno das aplicações financeiras. Certo? Nem tanto. A teoria moderna das Finanças, que leva em conta a tomada de decisões a partir dos dados disponíveis com base em padrões estatísticos, começou a ser questionada com mais força nos últimos anos. Os estudos desenvolvidos pelos psicólogos israelenses Daniel Kahneman e Amos Tversky, ganhadores do prêmio Nobel de Economia de 2002, foram decisivos para o assunto ganhar mais relevância no mundo dos investimentos. Segundo os pesquisadores, as atitudes aparentemente racionais dos investidores envolvem uma série de “atalhos mentais”, armadilhas colocadas pelo cérebro que, inconscientemente, têm impacto na hora de escolher uma aplicação ou manter determinado ativo na carteira.

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Finanças dos Aposentados

watering money that is growing from a bank

Linda Stern (Reuters apud Valor, 27/03/14) escreve mais um artigo sobre Finanças dos Aposentados, assunto que interessa a todos os trabalhadores, seja inativo, seja futuro inativo. Ela se refere ao caso norte-americano, mas algumas lições servem para ser aqui aplicadas.

“Há duas realidades na área do planejamento de aposentadoria.

A primeira consiste de planilhas, calculadoras e princípios básicos assustadores que guiam trabalhadores e aposentados em suas decisões de poupança e gastos.

A outra realidade diz respeito ao espaço onde os aposentados de fato vivem. Esta é a verdadeira realidade, aquela que você provavelmente estará vivendo quando deixar seu último emprego. Ela é pouco examinada, apesar do grande número de relatórios publicados regulamente sobre as expectativas e projeções de aposentadoria.

Mesmo assim, sabemos algumas coisas sobre como as pessoas comuns se aposentam. Normalmente elas não economizaram 25 vezes seus gastos anuais, conforme sempre recomendado. Também não trocaram as ações pelos bônus no dia em que se aposentaram, que provavelmente chegou antes da “idade de aposentadoria plena”, de 66 anos estabelecida pela Social Security Administration, agência americana que administra o sistema de seguridade social do país.

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Quem Quer Ser Um UHNWI (Super Rico)?

Número de Milionários em 2013Distribuição de Riqueza no Mundo 2014

Roseli Loturco (Valor, 25/03/14) informa que a contar pelas previsões das consultorias britânicas Knight Frank e Wealth Insight, o número de milionários no Brasil vai crescer exponencialmente neste e nos próximos dez anos. Apesar de adotarem metodologias diferentes para medir ricos (US$ 1 milhão ou mais) e super ricos - UHNWIs - Ultra-High-Net-Worth Individuals (a partir de US$ 30 milhões), o que leva a resultados diversos, os prognósticos são bem otimistas.

Só neste ano, segundo a Wealth Insight, serão 17 mil novos milionários no país. Alta de 8,9% em relação aos 194,3 mil brasileiros ricos mapeados no final de 2013. A consultoria acredita que haverá uma “explosão de novos milionários em 2014″ não só no Brasil, mas principalmente nos EUA, que deve gerar mais 496,9 mil afortunados, totalizando 5,72 milhões de americanos com mais de US$ 1 milhão em recursos.

A China vem na sequência, com 101,10 mil chineses, o que elevaria sua cifras para um total de 1,37 milhão de ricos no país. Reino Unido (mais 44,55 mil, com 719,65 mil), Índia (mais 42,92 mil, com 293,92 mil) e México (mais 10,15 mil, com 155,15 mil) são outros destaques no ranking.

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Quem Quer Ser Um Bilionário? (por Fernando Torres)

20 indivíduos mais ricos nos EUA e Brasil

Fernando Torres trabalha desde abril de 2007 no Valor, onde cobre mercado de capitais e temas societários e contábeis envolvendo companhias abertas. É formado em jornalismo pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP), tem MBA em Derivativos e Informações Econômico-financeiras pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e é mestrando em contabilidade pela Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP). Antes do Valor, trabalhou cinco anos no DCI e um ano no Banco do Brasil. Aprecio os artigos e as reportagens escritos por ele. Reproduzo abaixo uma coluna publicada no Valor (18/03/14).

“A popularidade de programas de TV como o que dá nome ao filme indiano “Quem quer ser um milionário?” ou ao “Show do Milhão”, de Silvio Santos, ilustra como essa quantia sempre povoou a imaginação das pessoas, sendo que muitos planejam desde o início da carreira como alcançar “o primeiro milhão”.

Na época da hiperinflação no Brasil, boa parte da população virava milionária por alguns momentos, até o governo cortar três zeros da moeda e acabar com a festa. Mas era um milhão “de mentirinha”.

Logo depois do Plano Real, a marca de R$ 1 milhão ficou novamente difícil de ser alcançada para a maioria.

Mas passados 20 anos do Real, com uma inflação acumulada de 350%, e após a disparada dos preços dos imóveis nos grandes centros, qualquer pessoa que tenha um apartamento quarto e sala na zona sul do Rio pode se considerar um milionário.

Para aqueles que querem e gostam de se sentir ricos – ou mais ricos que os outros -, a meta perdeu o apelo.

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O Cão de Guarda Que Não Latiu — A Crise Financeira e o Desaparecimento do Jornalismo Investigativo

watchdog_coverEleonora Lucena (FSP, 22/03/14) avalia que, por parcialidade, arrogância, falta de visão e de investimentos, a mídia nos EUA falhou: não alertou o público sobre a construção da crise que explodiu em 2008 e que ainda reverbera no mundo. O noticiário se contentou em ouvir versões róseas de executivos financeiros, não investigou a realidade e deixou seus leitores sem informação relevante.

Pior: reforçou uma avaliação errada da situação e serviu aos interesses do mercado financeiro. A análise desse retumbante fracasso é do jornalista Dean Starkman, que dissecou arquivos, fez entrevistas e pesquisou a história de publicações.

O resultado está em “The Watchdog That Didn’t Bark – The Financial Crisis and the Disappearence of Investigative Journalism” [O cão de guarda que não latiu -- A crise financeira e o desaparecimento do jornalismo investigativo], livro obrigatório para jornalistas — e não só.

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Pânico Oportunista

Falso Pânico

Sérgio Lamucci (Valor, 07/03/14) sintetizou um estudo divulgado no dia 5 de março de 2014 pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) que mapeia detentores da dívida pública de 24 países emergentes e aponta os riscos a uma parada súbita de capitais privados, em que o Brasil aparece em situação confortável. Com uma fatia pequena do seu endividamento nas mãos de estrangeiros, o país está fora do lista das economias que seriam mais atingidas caso o investidor externo privado parasse de financiar ou passasse a vender papéis da dívida emergente. No momento em que os Estados Unidos reduzem o estímulo monetário, essa questão ganha importância.

O Brasil tem condição menos tranquila quando se analisa a exposição de bancos locais à dívida governamental, o que pode implicar riscos à estabilidade financeira. [O que?! De fato, nunca o risco soberano dos títulos de dívida pública -- líquida em 35% do PIB -- ameaçou seus carregadores, entes públicos entre os principais, de insolvência por parte de seu emissor/devedor: o Tesouro Nacional.] Ainda assim, não está entre os países em que esse perigo é maior, como Argentina, Egito e Índia, onde os papéis soberanos representam mais de 20% dos ativos das instituições financeiras domésticas. O Brasil está em um grupo em que essa exposição é “relativamente alta”, acima de 15% [só?!], que inclui China, Hungria, Filipinas, Romênia e Turquia.

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