Nuances (por Gregorio Duvivier)

Nuances

Assento: põe-se embaixo. Acento: põe-se em cima.

Barco: qualquer embarcação. Barca: embarcação lenta.

Ciúme: inveja de afeto. Inveja: ciúme de coisa.

Contagiante: alegria. Contagiosa: doença.

Corda: em qualquer lugar. Cabo: a corda, quando num barco.

Cumpridas: as leis não são. Compridas: as leis são.

Depressão: tristeza de rico. Desespero: tristeza de pobre.

Despensa: armário. Dispensa: o que você não guarda na despensa.

Discriminar: o que é feito com o usuário de drogas. Descriminar: o que deveria ser feito com ele.

Ecologia: proteger o verde. Economia: multiplicar o verde.

Em trânsito: em movimento. No trânsito: sem movimento.

Eu te amo: quando se ama. Eu também: quando não se quer cometer uma grosseria.

Euforia: alegria barulhenta. Felicidade: alegria silenciosa.

Excelência: perfeição. Vossa Excelência: crápula.

Fantasia: roupa no Carnaval. Figurino: na televisão. Caretice desnecessária: no teatro contemporâneo.

Golfinho: baleia extrovertida. Tubarão: golfinho sociopata.

Golpe: revolução pra quem sofreu. Revolução: golpe pra quem participou.

Gravar: quando o ator é de televisão. Filmar: quando ele quer deixar claro que não é de televisão.

Grávida: em qualquer ocasião. Gestante: em filas e assentos preferenciais.

Guardar: na gaveta. Salvar: no computador. Salvaguardar: no Exército.

Javali: porco de raiz. Porco: javali metrossexual.

Língua: dialeto de rico. Dialeto: língua de pobre.

Menta: no sorvete, na bala ou no xarope. Hortelã: na horta, no mojito ou no suco de abacaxi.

Mentira: na vida real. Inverdade: na política.

Mitologia: religião sem adeptos. Religião: mitologia com seguidores.

Peça: quando você vai assistir. Espetáculo: quando você está em cartaz com ele.

Policial: em qualquer ocasião. Tira: quando você está sendo dublado.

Recife: quando você não é de Recife. Ricife: quando você é de Recife. Récife: quando você não é de Recife e está imitando alguém de Recife.

Teatro: em São Paulo. Tchiatro: no Rio. Tiatro: em Ricife. Téatro: na Bahia.

Ukulele: cavaquinho hipster. Rabeca: violino bêbado.

Vocabulário: léxico de quem não tem muito léxico. Léxico: vocabulário de quem tem muito vocabulário.

 

Fonte: FSP, 24/04/14

Nuances naturais para harmonizar

Ser Escritor?! Ora, Conta Outro Conto!

Romance X Conto

Miguel Sanches Neto, doutor pela Unicamp, professor da Universidade Estadual de Ponta Grossa, é romancista, poeta, contista e ensaísta. Autor, entre outros, do romance “A Máquina de Madeira” (Companhia das Letras) e da coletânea de contos “Então Você Quer Ser Escritor?” (Record), escreveu artigo (Valor – Eu&Fim-de-Semana, 21/03/14) sobre este último título: nossa ambição de ser escritor, de início, de contos.

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Moda Reaça (por Gregorio Duvivier)

direita-conservadora

Aproveitando essa onda reaça que tá super-mega tendência, a gente está lançando toda uma coleção pra você, jovem reacionário, que quer gastar o dinheiro que herdou honestamente na sociedade meritocrática — apesar dos impostos, é claro.

Pode guardar a camiseta fedida do Che Guevara e raspar essa barba de Fidel. A moda guerrilheira é muito 2002. Quem tá com tudo neste outono é o jovem reaça. A moda é cíclica, gatinhos! Nesta estação, vamos aproveitar o aniversário da revolução democrática e tirar do armário a fardinha verde-oliva do vovô. E o melhor: não precisa nem limpar as manchas de sangue. Super orna.

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Meu Irmão (por Gregório Duvivier)

gregrio_duvivier_out_2009

Meu irmão faz aniversário no dia 19 — depois de amanhã, se você estiver lendo essa coluna no dia em que ela saiu. Cinco anos mais velho que eu, João faz 33 anos. Mas parece que sempre teve 33 anos, desde que nasceu.

Quando era pequeno, João gostava de brincar de trânsito. A brincadeira consistia em colocar os carrinhos enfileirados e fazer bibi e fonfon por horas e horas. Num dia muito animado, eventualmente, ele aparecia com uma ambulância — ió-ió-ió. Depois que ela passava, os carros retomavam suas posições e tudo voltava ao normal. Bibi. Fonfon.

Na ansiedade característica de uma criança de três anos, eu vinha com o carro a mil por hora, tentava uma ultrapassagem perigosa que gerasse uma batida cinematográfica e — Plouft! Cataplouft! E o João, com a calma de sempre, dizia: não agita. E voltava ao trânsito seu de cada dia. Feliz da vida.

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Palestras de Sebastião Salgado

O doutor em economia Sebastião Salgado somente assumiu a fotografia quando tinha 30 anos, mas a atividade tornou-se uma obsessão. Seus projetos de anos de duração capturam lindamente o lado humano de uma história global que muitas vezes envolve morte, destruição e ruína. Aqui, ele conta uma história profundamente pessoal da arte que quase o matou, e apresenta imagens espetaculares de seu trabalho mais recente, Genesis, que documenta um mundo de pessoas e lugares esquecidos.

Considerado um dos maiores fotógrafos mundiais de todos os tempos, Sebastião mostra um pouco da sua trajetória como fotógrafo do drama humano, até o ponto de que o sofrimento testemunhado quase o levou a morte. Este é o ponto de partida que fez Sebastião mudar sua perspectiva sobre a vida culminando em sua ação para reflorestar mais de 2 milhões de árvores numa área devastada, trazendo de volta a vida selvagem e a esperança de que este modelo possa ser reproduzido pelo mundo todo.

Gênesis

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Quando postei Resenhas de Livros Lidos Em 2013, não destaquei um livro que não só li, como, principalmente, viGênesis de Sebastião Salgado é uma obra-prima! É uma daquelas obras imperdíveis — com preço relativamente acessível (R$ 149,90) — que não se deve deixar de ler-e-ver antes de morrer! Fiquei emocionado e feliz de ter o prazer de ver-e-ler com vagar desde que a ganhei da Dayse, Ivo e Nina como presente de aniversário em 28 de setembro de 2013. Leva a pensar: como a terra é bela! Como a civilização humana representa a adequação às forças da natureza…

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Resenhas de Livros Lidos em 2013

ComoLerLivros

“Ajoelhou, tem de rezar!” ou “Montou no porco, vai para o chiqueiro…” Ambas expressões muito citadas por uma estimada amiga carioca, a Glorinha, alertam para as consequências dos nossos atos. No caso, minha ideia de cabeça-oca puxa outra de mente-insana: como postei 10 Melhores Filmes de 2013, sinto-me na obrigação de preencher o ócio do meu tempo-de-espera-do-fim-de-ano-e-início-de-outro-ano-novo cometendo outro atentado, porém mais modesto. Seguindo o aconselhamento de Como Ler Livros: O Guia Clássico da Leitura Inteligente, resolvi fazer um levantamento das resenhas postadas sobre os livros que li no ano corrente. Minha pretensão tem limite. Evidentemente, não pretendo listar — como fazem críticos de literatura em jornais — os “10 Melhores Livros de 2013″ — pela simples razão que não li todos para os avaliar com justiça!:)

Então, é apenas um balanço de livros que li (ou reli) neste ano e recomendo a leitura, pois mereceram resenhas neste modesto blog. Leia-as clicando nos links — alguns seguindo a sequência, pois são resumos do livro. Agrupei-os por assuntos, inclusive para eu analisar meu “estado-de-espírito” — o sinal do tempo — em 2013.

Filosofia, Ideologia:

1. Hannah ArendtA Condição HumanaO Pensar, O Querer e O Julgar.

2. Ayn RandThe Fountainhead. Sobre o ObjetivismoSobre o SubjetivismoSobre o Individualismo e o Liberalismo.

Política:

3. Christopher HitchensCartas a Um Jovem ContestadorIndividualismo IluministaAnti-dogmatismo: Mentalidade CéticaTáticas da ContestaçãoOmnibus Dubitandum: Tudo Deve Ser QuestionadoContestação da ReligiãoOpinião PúblicaContestação Sem SantificaçãoSocialista e Libertário.

4. Cornelius Castoriádis & Daniel Cohn-BenditDa Ecologia à AutonomiaCrítica ao Modo de VidaMovimentos SociaisRevisão da Geração 68Ideia de Autonomia.

Neuroeconomia, Psicologia Econômica, Economia Comportamental:

5. Richard Thale & Cass SunsteinNudge, o Empurrão para a Escolha CertaHumanos, Econos e CutucadasVerificador de CivilidadeObjeções Conservadoras às Cutucadas e OrientaçõesOrientadores Nefastos e Orientações RuinsContra Qualquer RedistribuiçãoPaternalistas Libertários entre Liberais e Conservadores.

6. Daniel KahnemanRápido e Devagar: Duas Formas de PensarJulgamentos sob Incerteza: Heurísticas e ViesesConforto CognitivoComo os Julgamentos AcontecemHeurística da RepresentatividadeEfeito de AncoragemHeurística da DisponibilidadeRegressão à MédiaPrevisões IntuitivasIlusão de CompreensãoIlusão de ValidadeIlusões dos Gurus MidiáticosIntuições versus FórmulasIntuição de EspecialistaFalácia do PlanejamentoMotor do CapitalismoTeoria do ProspectoEfeito Dotação.

7. Robert WinstonInstinto Humano: como os nossos instintos moldaram o que somos hoje.

8. Robert Shiller & George AkerlofEspírito Animal.

9. Robert ShillerFinance and The Good SocietyCorreções Financeiras para a Desigualdade SocialConsumo Posicional ou ConspícuoImpostos ImobiliáriosIndexação da Desigualdade.

10. John DavisThe Theory of the Individual in Economics: Identity and Value. Teorias dos Indivíduos em Economia Ortodoxa e Economia Heterodoxa;Ontologia em EconomiaIdentidade Econômica versus Identidade PessoalDisputa Histórica: Indivíduos versus SociedadeRelação Estrutura-AgenteComportamento Econômico Complexo.

Psicologia Evolucionista, Evolução Humana, História Geral, História Econômica:

11. Andrew SalomonLonge da Árvore.

12. Steve PinkerOs Anjos Bons da Nossa Natureza; Lógica da ViolênciaAntecedentes Hobbesianos e as Eras das Dinastias e ReligiõesTrês Correntes na Era da SoberaniaIdeologias Contrailuministas e as Eras do Nacionalismo e da Ideologia.

13. Norbert EliasProcesso Civilizador: de Guerreiros a CortesãosProcesso Civilizador: Revolução Econômica.

14. Daniel YerginO Petróleo: uma História de Conquistas, Poder e DinheiroEconomia do PetróleoEra do Petróleo.

15. Niall FergusonCivilização: Ocidente X OrienteTeorias dos Ciclos de CivilizaçãoCivilização: Ascensão Lenta, Queda SúbitaCapitalismo: Surgimento TardioEra das Grandes Navegações: CompetiçãoColonização das Américas e Direito à Propriedade.

16. Ken FollettQueda dos GigantesInverno do MundoInverno do Mundo: Segundo Livro da Trilogia do Século.

História do Brasil, Política e Sociedade Brasileira:

17. Ricardo LessaBrasil e Estados Unidos: O Que Fez a Diferença. Guerra de IndependênciaGrito de Independência.

18. Drauzio VarellaCarcereiros.

19. Mario Magalhães. Marighella: o guerrilheiro que incendiou o mundo.

20. Pedro Paulo Zahluth Bastos & Pedro Cezar Dutra FonsecaEra Vargas: Revisionismo Salutar.

Economia:

21. Gustavo FrancoAs Leis Secretas da Economia: Revisitando Roberto Campos e As Leis do Kafka.

22. Bruno FreyPolítica Econômica Democrática: Economia e PolíticaCaracterísticas dos Sistemas Político-EconômicosInformações e Política EconômicaProcesso Social VigenteInstrumentos de Política Econômica DemocráticaAplicação da Política Econômica.

Cinema:

23. Robert MckeeStory: Substância, Estrutura, Estilo e Os Princípios da Escrita de Roteiro

24. David GilmourO Clube do FilmeDicas para o Curso Economia no Cinema a partir de O Clube do Filme

25. Ana Maria BahianaComo Ver Um Filme: Criação dos FilmesConstrução do RoteiroGênero CinematográficoDrama.

26. Aristóteles“Poética” de Aristóteles: Para Avaliar Roteiros de FilmesPara que serve Arte?

27. Tom StempelPor Dentro do Roteiro: Erros e Acertos em Clássicos do CinemaTudo Que Você Sempre Quer Saber Sobre Um Filme Mas Tem Medo de Perguntar

28. Antoine de BaecqueCinefilia: Invenção de Um Olhar, História de Uma Cultura: 1944-1968.

Obs.1: naturalmente, consultei inúmeros livros tais como os de caráter enciclopédico:

BUCKINGHAM, Will et alii. O Livro da Filosofia. São Paulo; Globo; 2011.

COLLIN, Catherine et alii. O Livro da Psicologia. São Paulo; Globo; 2012.

KELLY, Paul et alii. O Livro da Política. São Paulo; Globo; 2013.

KISHTAINY, Niall et alii. O Livro da Economia. São Paulo; Globo; 2013.

Obs.2: também li alguns romances como os seguintes:

Mo Yan. Mudança.

Herta Muller. Sempre a mesma neve e sempre o mesmo tio.

Gay Talese. Vida de Escritor.

Sérgio Rodrigues. O drible.

Nelson Mandela. A Autobiografia. Leitura em Andamento (776 páginas).

Conclusão:

Afinal, duas más ideias — listas de melhores filmes-do-ano e dos livros lidos-no-ano — podem dar 51 (uma boa ideia)! A colocação dos links para os posts os tornará facilmente acessíveis na aba acima “Posts Preferidos“!

Gestual Trader: in memoriam

Gestual traderQuinze anos atrás, havia 10 mil traders na Bolsa de Mercadorias de Chicago. Hoje, com algorítimos automatizados fazendo 70% das operações, cerca de 1.000 permanecem lá… Perdeu-se a linguagem dos gestos!

Ao longo da década de 1980, os traders se engalfinhavam na bolsa de valores de Chicago, EUA, comprando e vendendo milhões de dólares, em contratos futuros, todos os dias. Traders suados gritavam para encomendar, empurrar rivais, apunhalá-los com lápis. Usava-se uma “linguagem de sinais” de disparo rápido chamado “arb” para se comunicar através do caos.

“Os equipamentos naqueles dias, literalmente, começavam a esfumaçar até queimar”, lembra Scott Wallach, um ex-corretor na Chicago Mercantile Exchange. “A tecnologia não poderia manter-se com a gente…”

A excelente Colors Magazine publicou um ensaio fotográfico a respeito dessa “rica” linguagem gestual:

Gestual trader - price - two

Gestual trader - stop orderGestual trader - fill or kill orderGestual trader - Bankers Trust BankGestual trader - Merril Lynch

Cinema, Arte e… o Mundo

De olho no mundo“O cinema representa a vida, mas não muda o mundo. Pode antecipar o amanhã, mas isso não quer dizer que vai revolucionar o mundo. A arte é importante para exprimir sentimentos.” (Paolo Taviani, 82 anos, FSP, 22/11/13)

Gostei dessa declaração. Tanto quanto gostei da seguinte.

“O amor salva o dia. A música salva a vida”. (Não me lembro de quem…)

Outra que apreciei:

“Louvo todos os deuses. Aprecio meu bom vinho. Deixo o mundo ser o mundo…”

Quanto a uma definição espirituosa, a de Tim Maia é demais: “um disco precisa ser metade mela-cueca, metade esquenta-suvaco”

Os 100 Melhores Romances do Século XX

James Joyce

1º – Ulisses (1922) – James Joyce (1882-1941). Retomando parodicamente a obra fundamental do gênero épico – a “Odisséia”, de Homero -, “Ulisses” pretende ser uma súmula de todas as experiências possíveis do homem moderno. Ao narrar a vida de Leopold Bloom e Stephen Dedalus ao longo de um dia em Dublin (capital da Irlanda), o autor irlandês rompeu com todos as convenções formais do romance: criação e combinação inusitada de palavras, ruptura da sintaxe, fragmentação da narração, além de praticamente esgotar as possibilidades do monólogo interior. Para T.S. Eliot, o mito de Ulisses serve para Joyce dar sentido e forma ao panorama de “imensa futilidade e anarquia da história contemporânea”.

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2º – Em Busca do Tempo Perdido (1913-27) - Marcel Proust (1871-1922). Ciclo de sete romances do escritor francês, inter-relacionados e com um só narrador, dos quais os três últimos são póstumos: “O Caminho de Swann”, “À Sombra das Raparigas em Flor”, “O Caminho de Guermantes”, “Sodoma e Gomorra”, “A Prisioneira”, “A Fugitiva” e “O Tempo Redescoberto”. Ampla reflexão sobre a memória e o poder dissolvente do tempo, o ciclo se apóia em fatos mínimos que induzem o narrador a resgatar seu passado, ao mesmo tempo em que realiza um painel da sociedade francesa no fim do século 19 e início do 20.
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3º – O Processo – Franz Kafka (1883-1924). Na obra-prima do escritor tcheco de língua alemã, o bancário Josef K. é intimado a depor em um processo instaurado contra ele. Mas, enredado em uma situação cada vez mais absurda, Joseph K. ignora de que é acusado, quem o acusa e mesmo onde fica o tribunal.

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4º – Doutor Fausto (1947) – Thomas Mann. Biografia imaginária do compositor alemão Adrian Leverkühn, escrita por seu amigo Serenus Zeitblom durante o desenrolar da Segunda Guerra Mundial. Nela, o autor, para recontar o pacto fáustico com o diabo, se vale de aspectos da vida de Nietzsche, da teoria dodecafônica de Shoenberg e do auxílio teórico do filósofo Adorno. O alemão Thomas Mann, filho de uma brasileira, recebeu o Prêmio Nobel em 1929.

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5º – Grande Sertão: Veredas (1956)- Guimarães Rosa (1908-1967). No sertão do Norte de Minas, o jagunço Riobaldo conta para um interlocutor, cujo nome não é revelado, a história de sua vida de guerreiro e de seu amor pelo jagunço Diadorim -na verdade, uma mulher disfarçada de homem para vingar o pai morto em luta. A escrita de permanente invenção de Guimarães Rosa (feita de neologismos, arcaísmos, transfigurações da sintaxe) reelabora a expressão oral e os mitos do interior do país a fim de criar um quadro épico e metafísico do sertão

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Guinada à direita (por Antonio Prata)

Brasil a direita no protesto

A propósito do comentário da crônica dominical da ombudswoman da Folha de S. Paulo, Suzanna Singer — “A contratação de Reinaldo Azevedo é coerente com o ‘saco de gatos’ da Folha, que dá abrigo à ambientalista Marina Silva e à defensora do agronegócio Kátia Abreu, a dois filósofos tão díspares quanto Luiz Felipe Pondé e Vladimir Safatle, à contundente Barbara Gancia e ao delicado Antonio Prata” — este último reagiu de maneira irônica e inteligente ao endireitamento editorial do jornal paulista.

Atenção, interniotas: por meio da ironia se passa uma mensagem diferente, muitas vezes contrária, à mensagem literal, geralmente, com objetivo de criticar ou promover humor:)

Leia maishttp://fernandonogueiracosta.wordpress.com/2013/10/27/internauta-idiota-interniota/

ANTONIO PRATA

Guinada à direita

“Há uma década, escrevi um texto em que me definia como “meio intelectual, meio de esquerda“. Não me arrependo. Era jovem e ignorante, vivia ainda enclausurado na primeira parte da célebre frase atribuída a Clemenceau, a Shaw e a Churchill, mas na verdade cunhada pelo próprio Senhor: “Um homem que não seja socialista aos 20 anos não tem coração; um homem que permaneça socialista aos 40 não tem cabeça”. Agora que me aproximo dos 40, os cabelos rareiam e arejam-se as ideias, percebo que é chegado o momento de trocar as sístoles pelas sinapses.

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A Culpa é da Pipoca

Dayse dez 2005

A meiga, a amável, a adorável Dayse Torres, minha companheira há 30 anos, lança mais um livro.

A Culpa é da Pipoca

Sua escrita criativa dá uma pista da história:

Um passarinho, Tico, pousou bem no alto da minha cabeça. Chamou a namorada, Lica, e construíram um ninho.

Logo nasceram os filhotes e – nossa! – começou a acontecer tanta coisa por ali…

Apesar da confusão, acabei gostando tanto do Tico e da Lica que resolvi escrever esta história.”

O livro é destinado desde a crianças ainda não alfabetizadas, cuja leitura depende de um mediador, até a leitores fluentes, com sete ou oito anos, aproximadamente.

 Ele foi publicado pela Papirus Editora e pode ser adquirido mais facilmente no site da própria editora, www.papirus.com.br. Algumas redes de livrarias possuem exemplares à venda ou aceitam encomenda.