Aula sobre Independência do Banco Central

UnicampAula 8 Independência do Banco Central

Resumo: A recente política brasileira de estabilização inflacionária demonstrou, mais uma vez, que um Banco Central Independente não é nem condição necessária nem suficiente para combater a inflação. Para o sucesso dessa política, houve necessidade de uma política macroeconômica abrangente e coordenada – envolvendo política de abertura comercial, política fiscal, política de rendas, política cambial e política de juros –, em condições internacionais propícias ao acúmulo de reservas internacionais e à sobrevalorização da taxa de câmbio. A Independência do Banco Central também não teria conseguido controlar a endogeneidade da oferta de moeda, ou seja, a remonetização, determinada pela nova demanda por moeda dos agentes econômicos, nas condições de estabilidade inflacionária.

independência do banco central é mero oportunismo eleitoreiro, ou seja, é um falso problema o do controle da quantidade de moeda; o verdadeiro problema é o do financiamento do gasto público. Portanto, a questão fundamental é política, pois cabe ao Poder Executivo executar as decisões de gastos, aprovadas pelo Poder Legislativo, com ou sem a autonomia do Banco Central. Está relacionada à necessidade de uma reforma fiscal com progressividade dos impostos.

Os cidadãos bem informados devem estar alertas para seu voto não validarem o risco da Independência do Banco Central em relação ao governo, levando-o a sua “privatização”, ou seja, à total subordinação aos interesses privados do mercadoO Banco Central torna-se independente de O Governo e dependente de O Mercado. Cria-se um Poder Tecnocrático não eleito para controlar a Nação!

Curso Economia Monetária Através de Filmes

UnicampINSTITUTO DE ECONOMIA

Maiores Informações: Secretaria de Extensão  (das 09h00 às 21h00)

Fone: (019) 2788.5709 / 2788.5728 – Fax: (019) 2788.5815

E-mail: extensao@eco.unicamp.br  / http://www.eco.unicamp.br

 

CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO EM  ECONOMIA FINANCEIRA (ECO-200)

ECO-201        ECONOMIA MONETÁRIA

EMENTA: Postulados da Teoria Quantitativa da moeda e da Teoria alternativa da moeda. Origem, formas de moeda e funções do dinheiro.  Formas de criação e de entrada da moeda na Economia. Demanda por moeda.  Preferência pela liquidez e taxa de juros. Exogeneidade ou endogeneidade da oferta de moeda. Mecanismos de transmissão monetários: efeitos sobre o produto, emprego e inflação. Teorias de inflação moderada, inercial, acelerada e hiperinflação.  Política de estabilização. Condução da política monetária pelo Banco Central.

PROFESSOR RESPONSÁVEL: Prof. Dr. Fernando Nogueira da Costa

MÉTODO DIDÁTICO: reunir teoria e debate com base em filmes. Em cada aula, serão apresentados fundamentos teóricos para a análise de alguma questão monetária visualizada através de filme.

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Crash

Aula 9 Crash 2008

UnicampResumo da Aula:

Segundo uma interpretação, a origem da crise financeira atual está no banco central norte-americano, o Federal Reserve. Enquanto ele se empenhava no controle da inflação de preços ao consumidor,  optava por ignorar os perigos da inflação de ativos financeiros, enganado pela tese da auto-regulação: “os mercados livres são capazes de se regular”.

Segundo outra interpretação, a origem da crise de crédito atual está nas mudanças institucionais ocorridas em instituições financeiras de Wall Street, depois de  1980, inclusive quando foi derrubado o Glass-Steagall Act, vigente desde 1933, em 1999, passou haver desintermediação bancária, e os planos de negócios passaram a comportar três componentes básicos:

  1. As empresas financeiras foram além do seu papel tradicional de consultoras e intermediárias para assumir papel de sócias em negócios especulativos.
  2. As remunerações dos executivos foram infladas por bônus anuais por desempenho, incentivando a tomada de risco em curto prazo.
  3. Os bancos de investimento passaram a depender em grande medida de dinheiro emprestado, para fazer “alavancagem financeira” com capital de terceiros.

 

 

Economia de Bolhas

Aula 8 Economia de Bolhas

UnicampResumo da Aula:

Bolhas” surgem quando os preços de mercado  dos ativos são inconsistentes com o que os fundamentos macroeconômicos justificariam. Economia de boom (com alto crescimento) gera bolha de ativos quando a escala de influxos nominais de riqueza à caça de oportunidades em ativos reais ultrapassa a capacidade de criação desses ativos de capital. As bolhas de ativos, seguidas por  os colapsos de ativos, são virtualmente onipresentes em economias (ou em mercados) com fronteiras delimitadas.

Inflação e Deflação de Ativos

Aula 7 Inflação e Deflação de Ativos

UnicampResumo da Aula:

Em economia aberta, o aumento do preço de demanda dos ativos de capital e a perspectiva de ganhos com a valorização dos ativos intensifica o ingresso de capitais estrangeiros. Mas esse influxo contribui para uma apreciação da moeda nacional, em regime de câmbio flexível, com impacto sobre o balanço comercial. A facilidade de importações a custo mais baixo amortece, temporariamente, as pressões inflacionárias em preços correntes, típicas dos estágios avançados dos ciclos expansivos. No entanto, com o agravamento do déficit no balanço de transações correntes, aumenta a possibilidade dos investidores internacionais se recusarem a continuar absorvendo ativos ou títulos de dívida denominados na moeda do país deficitário, mesmo sob o aval do Tesouro Nacional desse país. Uma alternativa para a autoridade monetária do país é compensar a queda do cupom cambial para os investidores estrangeiros – dado o aumento no risco de perda, pela depreciação da moeda nacional, no momento de retirada de capitais – com um aumento no diferencial entre juros domésticos e juros internacionais (i – i* = ê, isto é, taxa de depreciação esperada). Mas as autoridades monetárias, nestas circunstâncias, são colocadas diante de uma escolha difícil. O temor de uma aceleração da inflação e da saída de capitais recomendaria a subida dos juros de curto prazo. Esta medida poderia, no entanto, deflagrar um perigoso colapso na bolha formada pelo crescimento desmesurado dos preços dos ativos.

Mecanismo de Transmissão Monetário: Interação e Iteração

Aula 6 Mecanismo de Transmissão Interação e Iteração

UnicampResumo da Aula:

A Economia (e o filme O Dinheiro, dirigido por Robert Bresson) mostra que você não pode ficar rico por conta própria, isoladamente. O problema de interdependência estratégica entre as decisões dos agentes econômicos trata da interação, isto é, ação mútua entre os agentes, em combinação com a iteração, ou seja, o ato de iterar ou repetir seqüência de operações, em que o contexto de cada qual é o resultado das ações precedentes de todos os agentes. Mostra, através da análise de cada etapa do mecanismo de transmissão monetário, que determinado agente escolhe algum mecanismo de reação que lhe diz o que fazer em nova interação, em função do que ele e outros agentes econômicos fizeram em interações prévias. Ele pode iterar ou repetir seqüência de operações, dentro de determinada rotina, mas cada qual se dará em novo contexto resultante das interações precedentes. A condição monetária inicial não se repete e a trajetória dinâmica e caótica não pode ser predeterminada ou prevista por nenhum modelo.

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Fundamentos Teóricos: Teoria Alternativa da Moeda versus Teoria Quantitativa da Moeda

Aula 5 Fundamentos Teóricos TAM X TQM

UnicampResumo da Aula:

A Teoria Alternativa da Moeda é a outra face da (teoria da) moeda. Uma contra-Teoria Quantitativa da Moeda pode ser construída a partir da possível inversão lógica de seus postulados, sempre realizada pelos seus críticos, ao longo dos últimos 200 anos. Contra esta teoria monetária dos preços se ergue uma teoria da fixação dos preços. Esta explica o valor da moeda. Este não é explicado pela quantidade da própria moeda. O nível geral dos preços estabelece o poder de compra da moeda, independentemente de sua quantidade em circulação, que sanciona esse determinado nível. A quantidade de moeda em circulação é estabelecida endogenamente pelas forças do mercado, não sendo possível o total controle exógeno pela autoridade monetária. A moeda importa nas decisões de gastos, mas não é crucial nas decisões de fixação de preços.